História Hero - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 3.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A quanto tempo miagent♡♡♡ então, primeiramente vou explicar o motivo do meu sumiço (de novo) ASHUAAUAHUA
Tive uns probleminhas com estudos e tudo o mais mas agora está resolvido mas, de resto, eu decidi deixar Hero pronto e só ir postando os capítulos quando eu já tiver escrito o final, MAAAAS, eu notei que esta primeira parte, reescrevendo, ficou um pouquinho maior (bem maior) que a original então acho que não tem problema postar agora
Espero que gostem♡

Capítulo 4 - Herói, A Segunda Descoberta Do Século!


Fanfic / Fanfiction Hero - Capítulo 4 - Herói, A Segunda Descoberta Do Século!

Herói, Segunda Descoberta do Século.

Dia 11 de Fevereiro de 2018

02:57

Eu já deveria estar dormindo a horas mas não o fiz.

Me sentei na cama e peguei meu notebook, estava desde que cheguei em casa pesquisando sobre Tormenta. Fotos, fatos, tudo o que já sabiam sobre ele.

Eu tinha que confirmar se realmente era Naoa. Não era coincidência! Mas, também, acho difícil um herói como aquele ser descuidado.

Quando vi a hora arregalou meus olhos. Não iria conseguir acordar de manhã se continuasse ali, tinha que dormir pelo menos um pouco!

-Só mais um pouco..-Eu disse enquanto abria uma aba nova e voltava a pesquisar enquanto bocejava.

____________________________________________

13:47

Eu estava sobre o chão. O notebook ainda estava aberto em cima da mesa mas com a tela apagada, sinal de que havia descarregado.

-Hmm..-Eu me retorci sentindo o chão gelado e peguei meu celular no bolso.-..Que horas..PORRA!-Eu me sentei em um pulo e bati com a testa na mão.

Não, pera. Bati com a mão na testa.

-Como assim eu dormi até tão tarde..? Aaah, que drog--Eu me interrompi quando ouvi alguém bater na porta.

-Aru?-Era minha mãe.-Está acordado? Venha aqui em baixo, tem um amigo seu querendo te ver.

-Amigo?-Eu disse enquanto olhava a porta sem entender.

Estranho. Eu não recebia ninguém além de Yuiha em casa. Quem era?

Eu me levantei e fui até a porta do meu quarto, antes mesmo de pegar na maçaneta me veio um estalo.

Não..Não pode ser ele..Seria muita coincidência.

Eu sacudia a cabeça e abri a porta.

No caminho que percorri descendo as escadas minha mente estava a mil.

Deve ser Yuiha, eu não disse meu endereço à ninguém!

Se bem que,..se fosse ele minha mãe diria.

Quem..

..era..?

Eu fui até a outra entrada da minha casa (a entrada da frente é uma padaria) e hesitei em abrir a porta.

Merda, Aruna, seja homem.

Quando a abri me deparei com quem mais temia. Ou não.

-Ah, Laeva-San!-Naoa olhou para mim e sorriu. Ele usava roupas comuns, não o uniforme da escola, o que me surpreendeu um pouco já que eu acordei pouco tempo depois do horário de saída da minha turma, ou seja, dependendo da distância de sua casa e se vai a pé ou não, ele provavelmente ainda estaria de uniforme, mas, ao invés disso, Naoa estava com uma calça jeans comum e um moletom  preto. Bem simples.-Posso falar com você sobre algo importante?

-Ah,..-Eu desviei meu olhar para o chão. Ainda me encantava em vê-lo com aquela expressão inocente e genti. Então minha cara provavelmente iria dedurar que eu estava secando ele se eu o encarasse demais. -Claro!-Eu acabei falando sem pensar nas consequências- Entre, entre.

Em poucos minutos nós estávamos no meu quarto. Minha sorte foi ter o arrumado um pouco antes de ter começado a pesquisa louca sobre Tormenta e ter apagado por conta dela-e olha que eu nunca arrumo meu quarto, hein

- Então,..-Eu quebrei o silêncio que se estendia já no seu segundo minuto enquanto Naoa só encarava as coisas em volta como se estivesse fascinado (ou com medo) com todas as otakisses que eu tinha espalhadas pelo meu quarto (até penduradas na parede na verdade, sou uma vergonha) -..O que você queria falar comigo?

- Ah, claro. Já ia me esquecendo. -Ele riu de forma tímida e voltou a me encarar enquanto se ajeitava sentado sobre uma poltrona que havia ali. -Bem, acho que não tem uma forma boa ou sutil de te perguntar isso..

Pude notar que Naoa estava incomodado com algo. A todo momento seus belos olhos desviavam-se para o chão e ambas as suas mãos ficavam se esfregando uma na outra enquanto ele parecia pensar no que falar.

Isso só me agoniava mais! O aluno novo maravilhoso(que eu suspeito ser um herói) está na minha casa e quer me perguntar algo! Só poderia ser um sonho. Nem me liguei que é estanho o fato de ele saber meu endereço se até um dia atrás nós nem sabíamos o nome um do outro.

Bem quando eu iria quebrar o silêncio novamente Naoa me interrompeu.

- Você é o Stork Fire, não é?

Aquelas sete palavras fizeram meu coração falhar uma batida-é pra falar se um jeito bonitinho mas o meu c* trancou que não passava um átomo amantegado.

- H-Hã?! O que?! Herói?!-Tenho CERTEZA que meu nervosismo ficou aparente já que ele inclinou levemente a cabeça e sorriu de canto.

- Estou certo?

- Não! -Eu respondi mais uma vez sem pensar. Eu não conseguia bolar uma forma de dar a volta por cima daquela pergunta ou contradizer ela. Resumindo, eu não estava sabendo negar! Se fosse Yuiha ou qualquer outra pessoa eu conseguiria mas Naoa estava me deixando nervoso!

- Então, por que Stork Fire tem os mesmos ferimentos que você? -Ele ergueu o dedo indicador em direção ao meu hematoma abaixo do meu olho esquerdo.

Foi naquela hora que minha mente estalou.

Ele uniu os pontinhos sobre Stork da mesma forma que eu uni sobre Tormenta. Isso só podia significar uma coisa: Eu estava certo. Ele acabou de confirmar a minha teoria!

- Com certeza é uma coincidência. -Meu delei (é assim que escreve? Delay, sei lá) de alguns segundos me fez conseguir pensar em uma resposta.-Mas, espere aí, como conseguiu meu endereço? -Eu cruzei os braços e franzi minhas sobrancelhas. Talvez desconversar fosse a melhor escolha a se fazer.

- Ah, eu pedi para o seu amigo! -Ele sorriu dedurando ambas as covinhas adoráveis que haviam em casa bochecha.

- Ah,...-Eu bati com a palma na própria testa. É claro que Yuiha deu meu endereço para ele! Ele deve ter notado como eu o olhei na hora da aula no dia anterior. Que droga, Yuiha!-..Entendi.

- Então,.. quer dizer que eu realmente me enganei? -Ele inclinou novamente a cabeça enquanto colocava uma das mãos no queixo de forma pensativa. -Mas eu estava tão certo disso.

- E por que quer tanto saber disso? -Eu o encarei de forma curiosa. Já que ele havia ido diretamente na minha casa para me perguntar algo, de certa forma, absurdo eu imagino que ele tenha algum motivo, tipo, MUITO bom.

Naoa pareceu parar para pensar sobre a resposta. Talvez estivesse procurando uma desculpa assim como eu havia feito antes mas ele logo deu de ombros e cruzou os braços como quem quisesse dizer "não tem jeito, vou falar a verdade".

- Eu achei que pudesse trabalhar com você. - Ele passou a mão sobre a nuca e riu de forma meio sem graça. - Já que você não é Stork talvez você não acredite mas eu sou--

Eu o interrompi por puro instinto achando o fato de ele me dizer a identidade dele desta forma tão fácil a coisa mais absurda do mundo. Mas eu acabei deixando a máscara cair depois disso.

- Hey! Não acha perigoso revelar a sua identidade para alguém que mal conhece?!-Eu disse de forma completamente indignada antes mesmo de ele terminar a sua fala e, só depois que eu falei, que notei que havia contrariado TUDO o que eu havia falado antes. -Ah, droga..

Ele abriu um sorriso de orelha a orelha e sentou um pouco mais na ponta da cadeira para, aparentemente, se aproximar mais de mim.

- Então, é verdade?? Você é Stork??-Ele disse com uma animação aparente.

- O que!? Não! Eu já disse que não! É só que..-Eu desviei o olhar para o chão. O encarar só estava me deixando mais nervoso.

- Então,..-Ele quebrou o silêncio que eu iria deixar reinar novamente naquele quarto enquanto apontava para ambas as minhas mãos, que estavam cobertas por ataduras grossas mesmo não estando machucadas.-.. Por que sempre esconde as mãos?

- O que..?-Eu ergui o olhar para ele novamente. Eu estava fascinado e indignado pelo fato de ele ser tão observador assim! Além de bonito é inteligente, ele é perfeit---Aruna, foco.

- Ontem, quando você me ajudou, vi que você estava sem as luvas vermelhas. Achei que você tivesse deixado cair ou algo do tipo, então as procurei no vestiário enquanto você esteva desacordado na enfermaria. -Ele abaixou o olhar na altura das minhas mãos que permaneciam sobre meu colo. -Mas quando as achei elas estavam queimadas como se tivessem as jogado em uma fogueira. -Ele ergueu uma sobrancelha. -Isso é uma coincidência?

Eu engoli em seco. Não sabia o que responder.

- C-Claro que é..!-A medida que eu encarava Naoa minha mente se perdia mais. A ponto de eu sentir minha mente viajar em meio a um mar de águas esmeralda como seus olhos.

Achei que ele iria me jogar outro bom argumento que eu não iria conseguir contrariar mas, ao invés disso, ele retirou o moletom.

Sim. Você não leu errado.

Naoa, o aluno novo maus lindo que eu já vi, tirou o moletom que ele vestia. Na minha frente. No meu quarto.

- Ai, [email protected] agora que eu morro.-Sem notar Eu acabei falando em voz agora o que estava pensando.

Naoa não vestia nada por baixo daquele moletom. Ele apenas deixou a mostra um físico não tão definido mas ainda sim muito bonito. Seu peitoral era claro como uma folha de papel implorando para ser riscada e não havia uma marca sequer. Era tão perfeito que fiquei hipnotizado a ponto de nem me perguntar o motivo de ele ter se despido DO NADA.

- O-O que está fazendo?!-Eu disse num sussurro/grito interno de fangirl.

Ele não me respondeu. Apenas pegou minha mão direita pelo pulso com toda a delicadeza do mundo. Seu toque era suave e gentil. Ele levou minha mão até ele e com apenas dois dedos desfez o laço que prendia todas as ataduras na minha mão, as soltando e as fazendo cair sobre minha perna esquerda deixando minha mão totalmente nua.

- N-Naoa-san..?-Minha mente parecia não estar mais lá e, se estivesse, não estava funcionando (tipo em dia de prova). Não tive reflexo nem para puxar a minha mão de volta.

- Se você está dizendo que não usa as luvas para evitar queimar as coisas então..-Ele segurou meu pulso de forma firme e espalmou minha própria mão sobre seu peito. -..Me prove.

Desta vez sim meu coração falhou uma batida. Consegui sentir o calor de Naoa passar para a minha palma. Senti suas batidas e sua vida. Senti Naoa inteiro apenas por ter colocado a mão em seu coração.

- E-eu..-Desta vez eu tenho certeza. Eu virei um verdadeiro tomate naquela hora. Mas isso iria resultar em desastre.

É em momentos como este que eu costumo perder o controle. Momentos em que meu coração dispara e eu não sei como reagir.

Pude sentir minha palma esquentar aos poucos como se fosse um ferro de passar roupa daquelas poucas marcas que funciona direito.

Já estava vendo a hora que uma queimadura no formato dos mete cinco dedos iria se formar no peito de Naoa.

Eu queria pensar em uma alternativa rápida naqueles segundos em que sentia que estava prestes a queimá-lo mas não tive outra escolha.

Eu não queria machucá-lo. Apenas puxei minha mão rapidamente antes dela esquentar de verdade. Quando ela estava recolhida era possível ver que dela saía fumaça.

- Que droga! Tem noção do que iria fazer?!-Eu não pensei no fato de ter acabado de assumir que eu sou Stork, apenas pensei no fato de Naoa ter se disposto à uma situação perigosa a toa!-Se você se machucasse o que iria--eu me interrompi ao ver que ele me encarava de forma.. Bem, fascinada? Seu olhos brilhavam um brilho inconfundível.

- Você realmente é Stork??-Ele se levantou se forma completamente animada enquanto sorria- Oh, meu Deus. Que bom! -Ele riu e se abaixou a minha altura (eu esteva sentado na cama a gente dele).- Então era você ontem, não era?? No telhado da lanchonete??

Eu suspirei como quem queria dizer "ta, eu perdi" e o encarei novamente. Desta vez estava mais calmo. Já que não tinha jeito, pelo menos revelei minha identidade à alguém que também era um herói.

- Sim. Era eu.-Eu ri (de nervoso) e desviei o olhar para o chão.- Então, você é--

Eu me interrompi ao ouvir um grito agudo e assustado vindo da rua junto com o barulho do meu celular apitando freneticamente com uma notícia que acabara de receber.

Eu me levantei na mesma hora e corri até a janela para arregalar os olhos com o que vi.

Um grande vilão estava a solta e passando pela minha rua naquele exato momento.

Era um dos piores tipos. Seu poder provavelmente havia mudado sua aparência já que ele tinha a pele esverdeada e vários tentáculos no lugar dos braços. A grande boca cheia de dentes afiados e olhos amarelados e brilhantes só o deixavam maus assustador.

- Um vila--Eu iria me virar para trás pronto para vestir meu traje quando Naoa, já vestindo o moletom de antes, abriu a janela e se apoiou no parapeito desta.

- Estou vendo. É um dos piores tipos.-Ele tirou a máscara negra do bolso e a colocou em seu rosto. -Vou segurá-lo por enquanto, quando colocar seu traje me ajude.

- Espera!-Eu segurei seu braço antes que ele pulasse.-Vai lutar assim?! Não é seguro sem a proteção de algum traje de verdade!

- Eu sei disso! Não vou lutar de moletom! -Ele puxou uma das cordas de seu capuz e seu moletom e calça mudaram de cor de forma instantânea como se fosse uma segunda pele da própria vestimenta. Em seguida ele apertou uma área da roupa que mudara a cor perto da clavícula pressionando o que parecia ser um botão que fez com que a roupa se colasse em seu corpo. Em poucos segundos ele já estava o verdadeiro Tormenta do dia anterior.

- Uoou..-Eu o encarei de forma totalmente surpresa. -.. tecnologia avançada no nível dos filmes da Marvel. Incrível!

- Ele vai atacar de novo. -Disse Naoa, ou melhor, Tormenta enquanto saltava da janela e caía de pé no chão de forma leve e majestosa.

O vilão estava tentando desferir um golpe em direção à loja de conveniência do outro lado da minha rua mas parou ao ver Naoa se aproximar.

Eu queria ser apenas um espectador daquela luta mas logo fui trocar a roupa que, desta vez, eu vesti direito e rápido!

- Na--Eu me interrompi ao notar a merda que eu ia fazer. -Tormenta, espera aí- -

Eu me interrompi ao ver que o vilão se movimentara bruscamente lançando um golpe com um dos tentáculos que me acertou no estômago e me arremessou contra um prédio próximo à minha casa.

As pessoas da loja de conveniência começaram a gritar e pode ver que a caixa estava ligando para alguém. Talvez a polícia, provavelmente.

Me senti meio zonzo e agradeci à Deus por ter me feito esquecer de tomar café da manhã porque eu iria vomitar ele todo com aquele golpe se tivesse tomado.

- Stork, você está bem?!-Desviei o olhar brevemente para Tormenta e vi que sua mão direita segurava uma otachi de cabo azul, provavelmente algo que seu poder lhe permitia usar mas, por minha causa, o vilão conseguiu o desarmar e o golpear com o mesmo golpe que me golpeou.

- Tormenta! -Eu me levantei na mesma hora e estava a ir na direção dele quando senti um dos tentáculos puxar minha perna direita e me tirar do chão. -Filho da...-É nessas horas que eu lembro que sou um herói e tenho que dar bom exemplo-..Maldito!-Espalmei uma das minhas mãos sobre o tentáculo que me segurava e notei que ele esteva queimando muito devagar. Sua pele era como a de uma espécie de réptil que vestia uma armadura feita por algum tipo de muco muito nojento. -Merda, não está queimando direito..

Ouvi passos de alguém aparentemente leve correndo. Era Tormenta que saltou em direção ao vilão (que era beeeeem maior que ele) na tentativa de recuperar sua arma que ainda estava em sua posse mas resultou no vilão enroscando um seu tronco um de seus tentáculos.

- Acha mesmo que vai conseguir me vencer assim? -O vilão tinha a voz distorcida como se fossem duas pessoas falando ao mesmo tempo. -Pobrezinho. Vai ser como quebrar um brinquedo.

Pude ver que o vilão começou a apertar o tentáculo que segurava

Tormenta e este suprimiu um gemido de dor por conta disso.

Eu congelei por uma fração de segundo a ponto de esquecer que tinha que me soltar do tentáculo que ainda segurava minha perna.

- Droga, droga, droga..-Eu senti meu coração disparar. Coloquei as duas mãos e usei todo o poder que eu tinha mas o vilão não parecia sentir dor alguma a ponto de me soltar.

A medida que eu demorava ele apertava mais o tentáculo que segurava Tormenta. Pude ver que ele estava começando a ficar nervoso à medida que parecia que o vilão estava mais no controle.

O vilão riu e aproximou Tormenta de si enquanto abria um sorriso assustador mostrando ainda mais as presas que pareciam as de um tubarão.

- Tem certeza que é um herói? Parece tão fraco. Tão fácil de quebrar. -Um dos tentáculos, aparentemente o que ele usava como uma de suas mãos originais, segurou o rosto de Tormenta o forçando a encará-lo.-Vou quebrar cada ossinho seu só por ter me atrapalhado. Vou deixar seu amiguinho vivo para assistir e em seguida farei o mesmo com ele.

Naquela hora eu senti um zumbido estranho nos meus ouvidos. Ele não me permitia ouvir nada ao redor. Era como se o universo tivesse congelado e tudo apenas tivesse sido focado naquela cena. No momento em que outros tentáculos começaram a envolver Tormenta e, em meio a tudo isso, ele virou o olhar na minha direção e me encarou de forma que demonstrasse que estava pedindo ajuda. Não. Não ajuda. Era um olhar de quem estava pedindo socorro.

Eu fiz algo que nem sabia que conseguia.

Foi em um piscar e olhos. O tentáculo que me segurava incendeou-se quase que por completo sem nem mesmo eu ter me esforçado fazendo o vilão se assustar e, aparentemente, sentir uma forte dor que o fez soltar Tormenta.

- Filhos da Puta..!-Um dos tentáculos iria atingir a vitrine da loja atrás do vilão mas rapidamente Tormenta, agora livre e mais determinado do que nunca, recuperou a ootachi em um movimento e cortou o tentáculo antes que causasse destruição fazendo com que o vilão gritasse e se debatesse mais espalhando o que parecia ser sangue, porém de coloração roxa.

Eu pensei o maus rápido que pude e vi que tinha uma corrente das mais grossas presa em dois postes com uma placa para impedir as pessoas de se aproximarem de um prédio em construção.

- Tormenta, cuide dele por um momento! -Eu corri até lá e pude ver Tormenta erguendo as mãos como quem quisesse dizer "Você tá de sacanagem com a minha cara, né?" Mas logo entendeu o que eu quis dizer e acentiu enquanto sorria aquele belo sorriso de sempre.

O grande vilão polvo que parecia ter saído de um hentai dos mais podres tentou desferir vários golpes que me impedissem de chegar onde eu queria mas Tormenta me deu uma cobertura perfeita!

Consegui derreter as pontas da corrente e a soltei dos postes, depois disso foi bem fácil prender o polvo até a polícia chegar.

Logo o local ficou coberto de sirenes de viaturas de policiais.

Os fardados enjaularam o vilão e o levaram para a prisão de segurança máxima que havia em París.

Eu e Tormenta estávamos observando toda a trama se encerrar sentados no telhado de uma outra lanchonete próxima dali mas não tanto para não nos verem.

Estávamos ambos meio descabelados e com alguns machucados leves mas estávamos como dois idiotas rindo e conversando sobre o acontecido.

Naquele dia a nossa conversa teve como foco nossas antigas lutas antes de nos conhecermos.

Posso dizer que aquela conversa foi o início de uma amizade muito bonita e verdadeira.

Mas eu não sabia de uma coisa.

Naquele mesmo dia nós não éramos os únicos observando os policiais prenderem o vilão que havíamos pego antes.

Haviam mais duas pessoas, nas sombras.

Uma que vestia uma capa negra e uma máscara que cobria todo o seu rosto e, ao seu lado, um jovem rapaz de cabelos negros e espetados que se esbranquiçavam nas pontas e tinha os olhos inteiramente brancos, sem íris.

Quem estivesse perto poderia ouvir o de cabelos espetados dizer:

- Então são eles que eu tenho que pegar?

E o mascarado responder:

- Sim. Mas deixe Stork Fire vivo.

- E Tormenta?-O de cabelos espetados sorriu de canto.

E sua resposta foi:

  - Faça-o sofrer.



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