História Hero - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agua, Aruna, Dina, Fogo, Gelo, Hero, Heroi, Heróis, Kim, Luz, Naoa, Sombras, Terra, Uma, Vilão, Vilões, Yaoi, Yaoi Heróis, Yuiha, Yuri, Yuri Herói
Visualizações 19
Palavras 3.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esses dias eu tava relendo Hero original para ver se eu não esteva fugindo do rumo da história e percebi que, além de eu não ter conseguido seguir com a história do jeito que eu queria (por causa de uma série de fatores) alguns personagens que eu já tinha prontos não foram ou foram mal introduzidos na história
Um dos meus maiores erros foi o próprio Naoa, por incrível que pareça :"D
Eu o fiz ser muito "donzela em perigo" na primeira versão de Hero sendo que, o Aruna admira tanto ele justamente por ser frágil mas ser forte ao mesmo tempo
Óbvio também que eu tive problemas com o desenvolvimento do relacionamento deles e tudo o mais
Foi tudo muito rápido e essas coisas
Tenho muitos outros erros mas estou consertando tudo o que vejo nesta versão
Por isso espero que gostem❤

Capítulo 5 - Herói, Uma Questão de Vida ou Morte


Fanfic / Fanfiction Hero - Capítulo 5 - Herói, Uma Questão de Vida ou Morte

Herói, Uma Questão De Vida Ou Morte.

Dia 21 Fevereiro de 2018.

Já faziam dez dias que eu e Naoa começamos a nos falar e Stork e Tormenta começaram a trabalhar juntos. Estava tudo indo realmente bem!

Falando de forma que eu não pareça um virjão apaixonado, Naoa é uma pessoa incrível. É inteligente e realmente atencioso. E, pelo que ele me contou de seus casos de herói passados, também não é uma pessoa fraca.

Naoa é uma pessoa incrível.

Mas, voltando à programação normal:

Eram 07:15 da manhã e lá estava eu sentado nas escadas da entrada da escola esperando o sinal da entrada atrasado tocar. Mais uma terça feira fraca, meus amigos.

Ninguém tinha chegado. Nem Yuiha nem Naoa. E meu celular estava descarregado mais uma vez. Como sempre.

Lá estava eu viajando enquanto olhava o além quando a grandiosa babaca de tranças azuis chega e para na minha frente.

- E aí, sorvete de flocos? -Ela colocou ambas as mãos na cintura e sorriu de canto um sorriso sarcástico.

- O que você quer? Vai direto ao ponto que hoje eu to sem paciência. -Eu suspirei de forma que ela entendesse que eu estava incomodado. (Se bem que era só olhar a minha cara que dava pra perceber isso.

- Eu aluguei uma das salas da escola pra fazer tipo um encontrinho entre os alunos da nossa sala. Sabe, para conhecermos melhor..-Ela me encarou nos olhos e enfatizou a última palavra. -.."novatos". Não será nada demais. Eu pretendo fazer uns joguinhos americanos interativos e terá uma comida boa! Você está convidadíssimo!

Não tinha como isso dar certo. Você tá me entendendo? Não. Tinha. Como.

- Por que acha que eu iria à essa sua festinha?-Eu disse sem nenhum pudor. Falei mesmo. Me processem. Antes sincero do que igual à ela. -Você deve estar com segundas intenções. Por que quer que eu vá?

- Bem,..-Ela desviou o olhar fingindo estar envergonhada mas logo riu que nem o Diabo e me encarou entretanto cruzava os braços. -..Sabe o aluno novo, não? O Hiragi*?

(*Ela pronunciou errado)

Eu suspirei e pesquei lentamente. Já sabia onde isso ia dar.

- Sei..E o que tem ele? -Desta vez eu quem cruzei os braços e a encarei com direito a uma sobrancelha levantada.

- Ele é um verdadeiro sonho de consumo! E, se você for, com certeza ele vai! -Ela se abaixou na minha altura e sorriu.-Por favor, por favor, vaaaai.

Eu franzi as sobrancelhas e cheguei um pouco para trás no degrau onde eu estava sentado pra me afastar daquele demônio em forma de garota popular.

- Então, deixa eu ver se entendi: Você quer que eu vá na sua festinha cheia de adolescentes com hormônios à flor da pele porque acha que assim você terá uma chance de ficar com o meu amigo?

- Sim!-Ela disse sem nem pensar duas vezes. -Ah, vai. Você já viu aquelas coxas? São perfeitas! Imagina como seria bom apertá-las??-A cada palavra que ela falava eu me incomodava mais.

Ela se importa muito com coisas físicas. É uma idiota.

- Desculpe te dizer mas tenho certeza que ele não ficaria com você, Dina. -Eu revirei os olhos e, quando me dei conta, estava encarando a tela apagada do meu celular descarregado tentando disfarçar o que eu havia acabado de dizer por puro instinto.

- Não? -Ela me encarou e colocou a mão no queixo. - Então que tal uma aposta?

Eu a encarei novamente enquanto minha expressão gritava "sou todo ouvidos".

- Você vai a festa e leva ele e o seu amiguinho viciado em heróis. Se eu conseguir ficar com ele, o que é óbvio que eu vou conseguir, você terá que se afastar dele. -Ela ergueu uma sobrancelha e sorriu de forma sádica- Vai ter que deixá-lo todo para mim.

- E se você não conseguir?-Eu cruzei os braços novamente.

- Faço o que você quiser, sorvete de flocos.-Ela riu.-Se bem que eu sei que isso não irá acontecer. Eu nunca perderia.

- Beleza.-Eu ergui minha mão na direção dela. -Feito.

Só depois que ela a apertou que eu tive um leve sobressalto quando percebi que estava sem luvas. Nem havia notado que estava sem elas antes de sentir a mão de Dina.

Quando foi que eu parei de usá-las?

19:00

Ainda era o mesmo dia. Aparentemente Dina iria dar a festinha dela a noite.

Assim que eu havia entrado na sala eu falei com Naoa sobre ir e ele concordou com toda a simpatia do mundo.

Achei que ele não fosse do tipo que gostasse desse tipo de coisa mas, aparentemente, não é como se ele tivesse algo contra.

A festa começaria as 19:30 e eu me peguei encarando minha mão com cara de paisagem enquanto estava sentado na cama.

Foi nesta hora que eu lembrei quando parei de usar luvas.

Foi quando eu as queimei acidentalmente e foi quando..

- ..Eu senti o coração dele. -Eu me assustei segundos depois de ter dito as palavras que disse em voz alta. Acabei falando sem perceber. Tinha que me arrumar logo para ir para aquele inferno e estava lá parado encarando minha palma a horas. Muito burro. Ai, ai.

19:29

Lá estava eu. Arrumado do meu jeito mais largado.

Eu vestia uma camisa das mais largas de meia manga com uma estampa de um dos meus animes favoritos. Juntamente com uma calça de moletom preta e um allstar de cano alto.

Pra completar o mesmo rabo de cavalo baixo de sempre que, agora, tinha o comprimento de um dedo indicador.

Eu fui para a escola no horário que Dina me disse para ir.(Nunca pensei que fosse obedecer algo que ela dissesse) Enquanto subia as escadas para ir para a sala certa eu repensei sobre a aposta. Não tinha certeza se era a coisa certa a fazer.

Nem sabia se eu ganharia.

Cheguei na tão aclamada sala de onde saíam risadas e sussurros. Eu hesitei até em pegar a maçaneta.

Me misturar com o pouco adolescente padrão era algo que me incomodava muito.

Não tinha certeza de quando Naoa chegaria e sabia que Yuiha não iria ir já que ele estava doente. (Ele até tinha faltado bastante nos últimos dias)

Quando eu finalmente tomei coragem para abrir a porta senti um toque familiar no meu ombro. A mão de alguém que eu já conhecia.

- Chegou cedo. -Depois do leve sobressalto devido ao susto eu me virei para trás e me deparei com Naoa.

Ele estava com o mesmo sorriso de sempre enquanto mostrava as covinhas que tinha.

Ele vestia uma calça skinny (gente eu não sei real escrever isso mas vocês entenderam. Não me corrégi) azul marinho e uma camiseta preta simples que era complementada com um casaco xadrez azul imitando jeans e uma bota de cano alto com o cadarço trançado.

- A-Ah, sim! Acabei me arrumando cedo e..-Não importava o nível de intimidade que eu tinha com Naoa. Se ele me pegasse de surpresa eu iria com toda certeza gaguejar ou falar alguma coisa estranha. Bem, antes de eu terminar de falar a porta se abriu. Era Dina.

- Ah, Hiragi*!-Ela sorriu e abriu os braços. Em uma das mãos ela carregava um copo vermelho com algo que cheirava à álcool. Sua roupa era um cropped feito com sua parte direita de couro e a esquerda listrada de rosa escuro e rosa claro. Este cropped era acompanhado por uma calça inteira de couro que dava a impressão de que, se ela peidasse, faria uma bolha de tão apertado que era.- Você veio !!-Esqueci de mencionar a pronúncia errada(de novo).

- Ah, sim, sim. Não poderia perder. -Ele franziu de leve as sobrancelhas. Acho que a animação dela ficou exagerada demais.

- E você veio também, sorvete de flocos. -Ela direita e ergueu uma sobrancelha. -Entrem! Começamos agora a servir as bebidas, em breve iremos começar um jogo. -Ela enfatizou a palavra "jogo" de um jeito que me assustou.

Quando ela abriu passagem eu e Naoa entramos na sala e nos deparamos com, literalmente, NINGUÉM da nossa turma. Tipo, ninguém mesmo.

Com exceção das amigas de Dina e de Koizume, lá só haviam os babacas do ensino médio e o pessoal do clube de basquete.

Todo mundo que me odeia. (Nota:Tenho um péssimo histórico principalmente com o pessoal do clube de basquete)

Beleza. Eu respirei fundo e falei para mim mesmo que eu iria aguentar aquilo para esfregar na cara dela que eu estava certo.

Aparentemente Dina abriu a porta antes porque iria pegar as coisas do "jogo" e acabou dando de cara com a gente. Quando entramos ela foi terminar sua missão e decidiram que colocariam música.

Virou uma espécie de balada quando menos esperamos.

Quando me dei conta todos estavam dançando e eu e Naoa estávamos sentados, literalmente, sobre uma mesa, conversando como sempre.

Fizemos daqueles minutos sentados na mesa a nossa festa.

- Ah, eu me esqueci de perguntar. -Eu disse enquanto cruzava as pernas tipo chinês.-Seu nome é japonês, não? Como conseguiu aprender francês a ponto de conseguir estudar aqui??-Eu disse de forma curiosa.

- Bem, desde pequeno eu estudei essa língua então para mim é como falar a minha língua de nascença. -Ele riu -E você? Seu nome não me parece francês.

- Sim. -Eu sorri de canto e cocei a nuca.-Tenho descendência indiana. Minha mãe escolheu meu nome, apesar do meu pai ser francês.

- Oh, eu sempre quis conhecer a Índia. -Seus olhos brilharam um brilho inconfundível.-É um dos meus sonhos conhecer a Índia e a Inglaterra. Mas principalmente a Índia--Naoa ser interrompeu quando parecia que ia começar a gesticular loucamente. Pareceu ter lembrado de algo. -Ah, meu Deus, quase que eu me esqueço.-Ele se aproximou mais de mim.

Eu senti um leve frio no estômago nessa hora. Senti que era algo que com certeza era ruim.

- Tenho um aviso importante. É algo que eu descobri sobre os vilões. -Disse ele ao pé do meu ouvido.

Senti um arrepio na espinha que me fez congelar por um instante.

Eu engoli em seco. Não fazia ideia do que ele sabia mas parecia ser algo grande e grave. Pelo menos não algo simples como as coisas que eu tenho feito nos últimos anos.

Mais uma vez Dina interrompeu o meu momento.

- Hey! Consegui as coisas para o jogo! Venham, sentem em círculo. -Ela sorriu enquanto via todos se agruparem em volta dela segurando copos e cheirando a álcool e testosterona. A maioria era garoto ali, aparentemente.-E vocês dois também.

Naoa olhou para mim como quem quisesse dizer "se você for eu vou" e se levantou logo depois de mim.

Iríamos sentar um do lado do outro mas Dina disse que iria organizar a localização de todos.

Ela mudou quase todo mundo de lugar como um jogador organizando peões em um tabuleiro de xadrez. Éramos meras peças.

- Okay, o jogo funciona da seguinte forma: ...-Ela Se sentou em uma das pontas do círculo encostando as costas na parede e colocando uma garrafa no centro. Eu já tinha entendido mas ela fazia questão de explicar.-..A parte da boca da garrafa aponta para quem tem que beijar e o fundo quem será beijado.

- Filha da..-Eu sussurrei para mim mesmo. Foi baixinho, eu juro até ninguém ouviu.

Já tinha entendido o que ela queria fazer. E era um jogo bem sujo isso.

Eu deveria ter especificado o que era "ficar".

- Vamos começar? -Todos pareciam em perfeita sintonia com a demônia. Todo mundo estranhamente feliz, com hormônios à flor da pele e alcoolizados. -Um, dois, três e..

Ela rodou a garrafa e lá estava eu encarando aquela coisa rodar com cara de quem queria estar morta. Nem estava cogitando a ideia de participar daquele jogo. Tudo o que eu queria era ver o circo pegar fogo e o palhaço se ferrar.

A garrafa parou bem na hora que eu desviei o olhar.

Foi nessa hora que eu descobri que o palhaço era eu.

A boca da garrafa apontou para Naoa que foi colocado no extremo oposto à mim e o fundo estava apontando para eu mesmo.

Pude ver Dina sorrir de canto e dar de ombros.

- Não se preocupem. Se não quiserem é só o que foi indicado pelo fundo da garrafa passar a vez para quem a rodou. -Ela cruzou os braços e me encarou enquanto erguia uma sobrancelha. -O que vão fazer?

Naoa ergueu o olhar na minha direção e pareceu estar pensativo.

Eu demorei para notar mas quando percebi o que teria que fazer para que não fosse Dina a beijar Naoa eu me desesperei um pouco, mentira, foi muito.

Meu estômago gelou na hora. Eu não queria deixar Dina fazer isso. Ela..

.. Ela fala de Naoa de uma forma muito superficial..

Ela não merece ele. Não merece nem encostar nele.

Naoa se levantou e ergueu a mão em minha direção para me ajudar a levantar. Aquilo era quase um "tudo bem, eu beijo ele".

Eu não hesitei em pegar sua mão para me levantar e logo em seguida vi a expressão de Dina, que esteva boquiaberta.

- O que? Sério??-Ela encarou Naoa.- Vai ficar trancado por sete minutos em um armário com este ...-Ela estava claramente irritada-..Sardento?!

Eu desviei de leve o olhar para o chão.

Não era como se me afetasse muito mas, ainda sim, ela falar aquele tipo de coisa me incomodava. Principalmente por ela sempre mirar no que eu mais odeio em mim. Estas sardas.

- Ah, então são sete minutos no armário? -Naoa colocou uma das mais acima dos olhos e olhou em direção ao armário de uniformes que havia naquela sala. Seu olha irônia.-Tudo bem para você? -Ele me encarou da forma mais natural do mundo.

Eu nem pensei duas vezes. Balancei a cabeça em um sinal negativo e, logo em seguida, senti Naoa segurar minha mão e andar em direção ao armário.

- Ótimo, então. -Suas palavras foram seguidas de uma série de comentários vindos dos outros que estavam lá.

Tais como "ih a lá as bichas"," sabia que queimava a rosca","esse aí vai dar até não poder mais".

Normalmente eu me irritaria com aquilo. É algo errado. Aquilo não se faz.

Mas, conforme os energúmenos falavam, Naoa simplesmente ignorou e seguiu em frente.

Meu olha era apenas e somente dele. Eu estava o encarando fixamente.

Era como se cada ofensa fosse uma flecha atirada em direção à algo muito frágil que era protegido por uma muralha que eu ainda não sabia do que era feita.

Nenhuma flecha acertava.

Naoa era indestrutível. Eu não saberia encontrar algo que o quebrasse.

Não mesmo.

Foi tudo muito lento e muito rápido ao mesmo tempo.

Quando me dei conta Naoa estava comigo dentro do armário.

- Okay,..-Ele se virou para mim e sorriu enquanto se sentava no chão. -..Temos sete minutos para conversar!

- O-O que??-Eu fiquei aliviado e, de certa forma, chateado (?)-Mas a Dina--

- Ela não precisa saber.-Ele me interrompeu e riu.- Relaxa, eu não faria nada que você não quisesse.

Eu sorri e sentei ao lado dele aos poucos abaixando a adrenalina devido à situação.

Naoa não parava de me impressionar.

- Okay, temos sete minutos. Sobre o que quer falar? -Ele sorriu e passou a mão sobre a cabeça como se estivesse pensando.

- Hm..-E Eu falei a primeira coisa que veio na minha mente-..Que tal, por causa do momento, me contar sobre, sei lá, sua primeira namorada?

Eu consegui falar de forma natural suficiente. Ele não suspeitou de nada.

Mas.. do que ele poderia suspeitar? Do que eu estava falando?

- Ah,..-Ele riu de forma sem graça. -Eu não tive uma ainda. Infelizmente. Mas e você? Parece já ter tido algum tipo de experiência com garotas!

- Eu?? Ah, bem..-Eu ri(de nervoso)-Estou na mesma situação que você. Na verdade, nunca passei do estágio "uau, eu acho ela linda", então não tenho muito o que dizer e--

Eu me interrompi ao ver Naoa se aproximando brevemente de mim.

Seu rosto estava tão perto que eu pude sentir sua respiração bater contra a minha.

Seus olhos verdes encaravam-me de forma que pareciam enxergar o fundo da minha alma e casa canto do meu ser.

Eu senti meu coração parar por um momento. Eu congelei mais que a Anna no final de Frozen (spoiler, gente).

- N-Naoa-san?-Acabei demonstrando que havia me assustado pela minha voz de "alguém me salva".

- Você..-Ele abaixou levemente o olhar e pegou uma das minhas mãos, a encarando. -.. Não está mais usando luvas. -Ele sorriu de orelha a orelha mostrando as covinhas de sempre.-Significa que ficou mais forte. Agora controla seus poderes, não? -Ele levou a mão que segurava até seu rosto e a colocou sobre a bochecha direita enquanto fechava os olhos lentamente.-Mas continua quente.

Eu virei um verdadeiro tomate naquela hora. Sentir o calor da bochecha de Naoa me fez falar algo que eu achei que jamais falaria a ninguém.

- Naoa-san..-Eu ergui o olhar em sua direção eo encarei nos olhos entretanto engolia em seco ao vê-lo abrindo os olhos novamente. - V-Você.. bem..eu..err..-Eu desviei o olhar para o chão e suspirei.

Quase que falo/faço besteira. DE NOVO. Sorte que me controlei no último minuto. Deus existe e ele se chama eu mesmo.

- Esqueça. Já deve ter passado os sete minutos, não? -Eu ri de nervosismo de novo e me preparei para levantar. -Vamos sair, podemos ir embora--

Naoa me interrompeu colocando um dos braços encostado na parede impedindo que eu me aproximasse da maçaneta. Kabedon, meus amigos. Kabedon.

- Laeva-san, eu posso fazer o que o jogo de Dina dizia? -Ele não estava exatamente sério. Não estava sorrindo mas não era como se tivesse uma expressão intimidadora em seu rosto. Ele estava calmo e demonstrava isso.

Ao contrário de mim.

Que quase TEVE UM TROÇO POR QUE, SINCERAMENTE, RELÊ O QUE ELE FALOU, VAI.

- O-O..-Eu iria recuar um passo mas bati com as costas na parede do armário fazendo um barulho não muito alto mas perceptível para quem estava próximo da porta. -O que..? Mas--

- De novo, não farei nada que você não queira! -Ele sorriu e desviou o olhar para o chão enquanto ambas as bochechas coravam de forma adorável. Tão adorável que notei que eu não era o único envergonhado ali.- É só que..-Ele recuou um passo também-..Eu meio que já queria isso e..

Tenho certeza que meu olhar se iluminou de forma que mostrasse que eu gostei dessa afirmação.

- Tudo bem..-Eu dei um passo à frente e sorri o meu melhor sorriso.

As bochechas dele coraram ainda mais e ele colocou ambas as mãos nelas.

- Ah, meu Deus, sério?? -Ele também deu um passo à frente e colocou ambas as mãos no meu rosto. -Juro que farei desse momento..

.. inesquecível.


Notas Finais


Inesquecível vai ser a entrada do Bolt no próximo capítulo
PRONTO FALEI AHUSUSUS
Comentem o que acharam! ♡


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