História Hero - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Uhu, segundo capitulo!

Capítulo 2 - 2


Fanfic / Fanfiction Hero - Capítulo 2 - 2

Jackson 

 

 

Nymeria simplesmente gritou. 

E largou a direção da moto, nós viramos e atingimos um garoto que transitava pela calçada e que também gritou de dor e caiu no chão como nós. Minhas mãos arrastaram no cimento e caí rolando junto de Nymeria que saiu pranchando em cima da moto, talvez pegaria poucos machucados, felizmente.

Respirei bem fundo. 

A chuva engrossara e não podíamos ficar mais ali. Levantei e dei graças aos céus por ela ter perdido o controle próximo à sua casa e em uma área de pouco movimento. 

-Nymeria? Nymeria? -sacudi seu ombro e foi então que vi a poça de sangue crescendo ao seu redor e misturando-se com a água da chuva no chão. -Mas que merda?! 

Olhei para o garoto que ela atropelou e ele também estava deitado. Engatinhei até ele e sacudi-o violentamente. 

-Aí! Cara! Acorda! -gritei. 

Notei que seus olhos me encaravam mas sem realmente me ver. Seu cabelo escuro caia no rosto e mesclava-se entre os arranhões no rosto. Havia sangue manchando sua camiseta também.

-Jack... Que merda... -a voz de Nymeria saiu rouca e embargada, como acontece quando acaba de acordar. 

-Nymeria! -aproximei-me e a vi encarar o garoto. Ele não estava tão longe de nós. Seus olhos arregalaram e viraram para mim e tentou levantar-se, mas apenas fez uma careta. 

-O que porra aconteceu? -perguntou. 

-Você perdeu o controle da moto. 

-E atropelei alguém. -seus olhos não desviaram do corpo ao lado. -Me diga: ele está vivo? 

-Eu não sei. 

-Merda. -ela desviou o olhar e sentou-se. 

-Ei, ei! O que diabos você... -argumentei e  notei que não havia nenhum ferimento nela, exceto as manchas em sua roupa e os arranhões. Muitos arranhões. 

-Jack. Eu atropelei quem? -ela perguntou de pé. 

-O cara ali, Nymeria! Não me diga que você não... -virei para onde o garoto estaria e ele simplesmente sumiu. -está vendo. 

-Pelo menos está vivo. Agora, desculpe pela moto. -ela apertou os braços e reconheci a expressão. 

Eu conhecia qualquer expressão dela. Seus olhos estavam semicerrados, as sobrancelhas juntas e os lábios colados. Ela estava tentando entender o que tinha acontecido. 

-Nymeria, vamos embora. A chuva está muito forte. 

E estava mesmo. E ficou pior. Um vento forte soprou e os pingos pareciam ondas vindo até nós, tentando nos afogar. 

-Estamos perto da sua casa. -gritei e puxei seu braço. 

Ela olhou para mim como se eu fosse um estranho e depois piscou. 

-Sim. Vamos. -sussurrou e começou a correr comigo. 

Dobramos duas esquinas e corremos pelas ruas, tentando afastar os pingos de chuva dos olhos e particularmente, parecia uma missão quase impossível. 

-Jack! Está ali! -Nymeria gritou e avistamos o seu prédio de tijolos vermelhos. Ela acelerou o passo, passando direto pela porta de frente e entrando na lateral. 

Talvez fosse a adrenalina, a chuva ou o medo, mas nos movimentávamos bem até demais para quem estava todo ferrado. Meus dedos ardiam e meu braço também, mas precisava estar ali por Nymeria. 

Suas mãos puxaram a escada de incêndio e ela começou a subir. Segui-a, caso o ferimento (que magicamente sumiu) aparecesse, estaria aqui para apoiá-la. 

Ao chegarmos no seu andar, ela tirou o moletom molhado e os tênis e pulou a janela, abrindo espaço para mim. 

-Entre. Você vai pegar uma gripe. -ela falou e o fiz. 

O quarto de Nymeria continuava o mesmo desde sempre e no escuro, ficava um pouco assustador. Olhei para a poça d'água que estava se formando nos meus pés e senti um calor no rosto, estou com vergonha. 

-Toma. -ela jogou uma toalha para mim e peguei surpreso. Ela secava a si própria com uma e fez uma careta quando passou a toalha por um arranhão na perna. Estava bem feio. 

-Desculpe. -falei. 

-Está com fome? -ela interrompeu-me. -Eu estou. 

Nymeria saiu do quarto e segui-a, ainda pingando. Ela atravessou o corredor, bateu nas cadeiras da mesa de jantar e quase tombou para o lado. 

Claramente, parecia uma drogada. 

Abriu a geladeira e pegou um sanduíche meio mastigado e levou-o à boca, olhou para mim e piscou.

-Jackson... -ela falou tão baixo que posso ter imaginado. 

E seu corpo caiu no chão. 

-Nymeria!

-O que foi isso?! -Stary gritou ao mesmo tempo que eu. 

Olhei para a irmã mais nova de Nymeria. Ela usava uma camisola muito grande, os cabelos castanhos estavam totalmente arrepiados e desalinhados e caíam em seus olhos que brilhavam de medo e de raiva. Parecia uma aparição.

-Jackson? Que por... -ela apertou os lábios. -Que porcaria é essa? Por que vocês estão molhados?

-Boa noite, Stary. -falei e corri para ajudar a Irmã mais velha. -Está chovendo para caramba! 

-Ah, meu Deus! Ela está bêbada? Não deixe a mamãe... 

-Ela não está bêbada, sua lesa. Está uma chuva muito forte lá fora, você não escutou?, aconteceu um acidente e tudo mais. -levantei-a e a fiz apoiar-se em meus ombros. 

-E por que ela desmaiou no meio da cozinha?! -Stary pegou o outro lado de Nymeria e juntos, levamos-a para o seu quarto e a largamos na cama. 

Sua posição estava bem estranha, mas não iríamos mudar. 

-E você? O que vai fazer? -Stary me olhou preocupada.

-Eu vou voltar para casa. -falei. 

-Você acha que eu que estou bêbada? Nem em sonho que deixarei você ir nessa chuva -bem anormal, na verdade- para casa! Então, arrume-se que você vai dormir no... no... -ela encostou o indicador nos lábios, como se pensasse com muita intensidade. -Eu já volto. 

Stary sumiu no corredor e olhei para fora. A chuva não havia diminuído nada e era mesmo impossível ir para casa. 

-Puta merda! -exclamei e puxei um celular encharcado de dentro do bolso. -Puta merda. Puta merda. Puta merda. 

E ele ligou normalmente. 

-Puta. Merda. -respirei aliviado e disquei o número da minha mãe. Eram dez horas da noite? Caramba, o treino demorou tanto? -E você esperou? -olhei para Nymeria. -Idiota. 

-Alô? Mãe? Oi. Estou bem. Sim, sim. Não, eu não vou voltar para casa. Desculpa. Tá chovendo. Não, mãe... Certo, está bem. Mãe, amanhã vou para casa... Lembra da Nymeria? Então... -comecei a falar no telefone, enquanto Stary apareceu com um colchonete e edredons. Ela estendeu ambos no chão e acenou para mim e saiu do quarto. 

-Boa noite, mãe. -falei e desliguei o celular. 

E deitei na minha cama improvisada.



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