História Hero Helper - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Mina Ashido, Personagens Originais
Tags Bakugou, Bakugouxreader, Boku No Hero, Imagine
Visualizações 456
Palavras 1.703
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Sejam bem-vindos, tenham uma boa leitura ❤

Capítulo 3 - Trabalho em equipe.



Eu sempre me esforço para ser a melhor no que faço, desde criança sou assim, o problema é quando acham que não sou capaz de ser a melhor de todas e isso... Isso realmente me irrita.

Estava na mesma sala de ontem, na manhã de terça-feira, eu caminhava de um lado para o outro. A segunda-feira tinha sido entediante, conheci alguns colegas e nada além disso, Kacchan sumiu o dia inteiro e até a hora de eu ir embora ele não tinha aparecido. Agora ele estava sentado em uma cadeira, de braços cruzados, me encarando como o próprio demônio faria.

Qual o problema desse cara?!

Já estávamos ali a uma hora, e eu estava impaciente e nervosa, não aguentava mais ficar parada, ainda mais com as manchetes cheias de vilões e suas atrocidades, me sentia uma inútil, que todos aqueles três anos de treinos na U.A não tinham válido o esforço.

– Você está tentando cavar um buraco no chão? - Aquela voz rouca me despertou, sarcástica, a primeira vez que ele falou diretamente comigo, parei no lugar e o olhei - Dá pra sentar a bunda na cadeira? Você tá me deixando tonto.

Tinha uma resposta bem mal-humorada para ele, mas mudei de ideia quando Shindai entrou na sala, meu coração acelerou com a possibilidade de finalmente realizar o meu trabalho.

– O banco Central é provavelmente o próximo alvo do vilão Yasei Pansa* que já assaltou quatorze bancos nesse mês, - Ele iniciou - Daqui a duas horas vou envia-los de carro para lá, e ficarão até a chegada do carro forte e o acompanharão até o cofre federal de Tóquio, estamos entendidos? – Ele tinha falado muito rápido, de forma simplista e firme, muito diferente do homem que conheci na semana passada. Tinha começado a entender o porque de como um homem sem individualidade era o chefe da maior Agência de Heróis do Japão; Ele era muito competente no serviço dele.

– Sim - Nós dois respondemos juntos, Shindai nos deu pastas cheias de informações.

– Quero que combinem o que irão fazer, e não quero ficar decepcionado.

E ele saiu, na mesma onda com que entrou, me deixando confusa e despreparada. Queria correr atrás dele por mais informações, mas seria muito ridículo.

Peguei a pasta com ambas as mãos e comecei a folhear suas páginas, havia um mapa da cidade com a rota do carro forte, a planta do cofre Central, dados coletados do vilão como sua idade, individualidade, aparência e outras coisas. Suspirei.

– O que vamos fazer? - Perguntei a Bakugou.

Aqui vai uma informação importante sobre o meu serviço: Eu recebo ordens do senhor Shindai, mas Kacchan tem toda a autoridade sobre mim em uma missão, portanto era tarefa dele criar uma estratégia e me usar nela.

O loiro explosivo respirou fundo, colocando a pasta sobre a mesa, seus olhos cor de sangue pousaram na minha face muito sérios e concentrados, ele apoiou os cotovelos e inclinou o rosto em minha direção.

– É bem simples o que eu quero que você faça: quero que fique bem longe de mim e que não me atrapalhe – Seu sussurro rouco me fez franzir o cenho, sentindo meu rosto corar diante daquela humilhação - Sou um herói completo, e não preciso da porra de assistente nenhum.

E assim ele se levantou e deixou a sala, meu coração estava muito agitado e pensei em segui-lo e confronta-lo, mas não o fiz. Senti um ódio vingativo crescer dentro do meu peito, e me prometi que seria a próxima a humilha-lo.

Passei uma hora e meia lendo o conteúdo daquela pasta, decorando cada aspecto da individualidade daquele vilão, aprendendo perfeitamente a planta daquele prédio e o caminho daquele carro forte.

Próximo ao horário que Shindai nos deu fui a nossa sala, pegando meu uniforme e me vestindo rapidamente no vestiário da nossa sala, prendi meu cabelo também, não seria vantajoso ele acabar todo na minha cara no meio da missão. Meu uniforme era justo ao corpo, com asas sob os braços, bem flexível e leve, tudo para dar vantagens a minha peculiaridade.

Quando sai do vestiário encontrei Bakugou, sentado em um dos sofás, ajeitando suas braçadeiras. Passei reto pelo mesmo, ignorando-o na mesma proporção que ele me ignorava, e fui direto para a sala de Shindai, ele me mandou para a garagem, o carro já estava lá a nossa espera.

Me sentei no banco de trás, respirando fundo. Não parecia tão difícil proteger uma base, eu sabia que tinha a capacidade de cuidar daquilo muito bem, poderia fazer sozinha até, mas não iria agir como aquele idiota, mesmo que eu consiga fazer sozinha não quero e não vou.

Logo ele também entrou no carro, e o cheiro de fumaça e menta invadiu minhas narinas, crispei o lábios, a presença dele me irritava.

O motorista deu a partida, e em poucos minutos tínhamos chego. O Banco central era uma grande estrutura branca, trocamos a ronda com dois outros heróis que nos instruíram o que tinham dito aos guardas. O banco estava fechado, e no grande salão de entrada um caixa gigantesca e lacrada estava no centro, bem mais alta e bem mais larga que um carro, cercada por uma dúzia de homens armados que se afastaram com nossa aproximação.

– Senhor, comandante Willian – O um dos homens se aproximou de Bakugou, com muita reverência – Como o senhor quer que procedemos?

O loiro estava sério, olhou ao redor rapidamente.

– Fiquem nas entradas, longe do centro, não deixem as armas engatilhadas mas em postos, elas vão servir para faze-lo vir por ali – Ele apontou para a grande abóboda de vidro bem em cima da caixa lacrada – E cuidarei dele quando isso acontecer.

– Certo.

Os outros homens ouviram as ordens do comandante Willian e seguiram exatamente o que meu parceiro disse, todas as entradas estavam guardadas por homens armados com rifles pesados, Bakugou e eu estávamos posicionados um de cada lado da caixa.

Ele parecia extremamente calmo, mesmo que estivesse sério. Caminhava de um lado para o outro, olhando para a abóboda, olhando para os guardas, checando o relógio.

O carro forte chegaria em três horas.

Durante a primeira hora repetimos os mesmos movimentos, Kacchan impassível, os guardas quietos, e o silêncio impecável. Na segunda hora o herói sentou-se no chão, olhos fixos na estrutura de vidro no teto, eu permaneci em pé, mesmo que minhas pernas doessem.

Na metade da segunda hora repeti sua pose, e me sentei no chão, massageando minhas panturrilhas. Faltava meia hora para o carro chegar, o vilão provavelmente não viria; Sempre houve essa possibilidade, minha ansiedade não me permitiu nem cogita-la; Já que nada de bom acontece comigo.

Estava para soltar um suspiro de alívio quando aconteceu.

Do nada a abóboda explodiu em estilhaços de vidro, e ele surgiu: Yasei Pansa, um vilão de ranking B, sua individualidade: Pantera, lhe dá agilidade e velocidade sobre humana, além de uma força desproporcional, seu corpo é coberto de pelos negros, seus dentes são grandes e extremamente cortantes e suas unhas são afiadas.

Usei minha individualidade para fazer uma rajada de vento que jogou os estilhaços na direção contrária aos guardas, no mesmo momento que uma explosão gigantesca chegou aos meus ouvidos.

Observei embasbacada o meu colega saltar no ar, acertando o vilão felino em cima da caixa lacrada, fazendo-o cair próximo de mim, concentrei minha individualidade para projeta-lo contra a parede, com uma ventania forte.

Fique longe! – O loiro saltou na minha frente antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Yasei saltou sobre o mesmo, cravando as garras afiadas em seu ombro, aproveitei a oportunidade e o lancei longe, por cima da caixa – S/N! Já falei para não se meter! – Ele gritou comigo, apertando a mão sobre o ombro ensanguentado, revirei os olhos e saltei sobre a caixa, usando uma corrente de ar de baixo para cima.

O homem pantera me encarou do chão, do outro lado da caixa, seus olhos eram amarelos e cortantes, e ele parecia uma fera curvado. Ele saltou, rápido como uma bala, preparei uma defesa, ia joga-lo tão longe que o faria desmaiar. Mas a um metro da minha armadilha Bakugou o pegou, acertando uma explosão na barriga do vilão, os dois caíram no chão do outro lado da porta de entrada, Bakugou segurou a face do homem no chão, preparando a mão para explodi-lo.

Kacchan! – Gritei, tremendo de raiva, aquele maldito não tinha o direito de roubar meu mérito! Ele viu que eu conseguiria sozinha.

Pulei lá de cima e caminhei até ele, meus punhos se fecharam sozinhos, eu ia soca-lo.

Ele me olhou sobre os ombros, seus olhos vermelhos pareciam em chamas.

Mas esse movimento abriu uma brecha ao vilão, que aproveitou a mesma para morder a mão do herói, que no reflexo jogou o corpo para trás. O homem pantera usufruiu desse pequeno afastamento e flexionou as pernas contra a barriga de Bakugou, e sua força sobre humana jogou o herói em minha direção na velocidade de um canhão, me acertando e me fazendo absorver todo o impacto quando minhas costas se chocaram contra a caixa lacrada.

Fiquei tonta, a dor aguda me fez arfar de dor, vi o loiro se levantar na minha frente, mas não foi preciso mais nada, os guardas tinham cercado Yasei Pansa, o homem bem debilitado graças a nossos ataques se rendeu, deixando seu corpo pesado cair no chão novamente.

– Você não ouviu nada do que eu falei sobre não se meter vadia?! – Bakugou se ajoelhou na minha frente, ele estava todo sujo de sangue, de suas mãos e de seu ombro.

Rosnei para ele. Se ele achava que era o mais brabo, estava errado.

– Se você não tivesse aberto brechas eu não teria onde agir, herói – Murmurei, no tom mais sombrio que eu tinha – Você é incompleto e precisa de mim!

Ele pareceu muito ficar muito transtornado com minha última fala, sua sobrancelha tremeu e ele puxou o ar para os pulmões, mas não fez nada, apenas se levantou e seguiu para os guardas.

Tive que me apoiar na caixa para conseguir levantar, o metal da mesma estava amassado no lugar em que o acertei. Mas aguentei a dor e marchei junto do desgraçado, porque não daria o gostinho de parecer nem que seja 1℅ frágil.


Notas Finais


Yasei Pansa* - Significava literalmente Pantera Selvagem, e é um personagem original dessa história.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...