História Heroes' Generation - Capítulo 1


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Palavras 3.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey hey hey ~
Como estão? Bem?
Obrigada por se interessar em Heroes' Generation, amigavelmente chamada de My Hero (Nome original da história) ou MH, é um grande prazer receber tal honra. Espero que gostem. <3
Bom, deixarei coisas a mais para o final. Boa leitura.

Capítulo 1 - 01. Quando seus sonhos ditam seu fatídico destino.


Haruna se lembra com facilidade daquele dia.

O dia em que decidiu ser uma heroína.

Sua casa estava em chamas, e ela estava presa em um quarto. Ela e seus avós sido atacados por um vilão que tinha poderes que ocasionaram o fogo, e até hoje a garota tem uma cicatriz de sua queimadura no braço naquele dia.

Haruna tinha seus seis anos. Ela tinha voltado para buscar seu cachorro que tinha ficado preso no quarto, e acabou ficando mais presa ainda com ele quando viu um homem alto, forte e com braços enormes chegando mais e mais perto da mesma. Ela não podia fazer nada, apenas se agarrou ao seu amado filhote de cachorro e encolheu-se.

Foi, então, que alguém entrou no meio dos dois e mexendo as mãos formando um círculo, soltou um enorme jato de luz que a fez fechar os olhos de tão forte que estava. Essa mesma pessoa a pegou no colo com o cachorrinho e a retirou de toda aquela confusão.

Assim que ela pulou pela a janela e caiu em um colchão de proteção, a mesma deu graças a Deus ainda por estar viva com Haru no colo. Com a ajuda do pequeno ser, ela saiu do colchão de proteção e foi deixada ao lado de sua avó, que a abraçava dando graças a Deus.

Olhou para trás, para finalmente ver o rosto daquela que salvou-a. Um enorme sorriso no rosto, com braços pequenos e finos que Haruna se perguntava como a aguentou. Ela estava com um longo capuz com capa branco com um laço rosa no pescoço que o segurava em seu corpo. Os olhos azuis e cabelos loiros eram tão bonitos que Haruna ficou fascinada, esquecendo até mesmo da queimadura em seu braço.

— Obrigada! — exclamou Haruna, chegando um pouco mais para frente enquanto sua avó pegava o cachorro e o analisava. — Você é a minha heroína.

A mulher olhou-a fixamente e se abaixou em sua altura.

— Qual o seu nome, pequena garota? — perguntou a mesma.

Os repórteres começaram a ficar em cima, tirando fotos e filmando. Haruna nem ao menos se tocou direito, mesmo que a pequena mulher tenha pedido para eles se afastarem. Atrás da mesma, as chamas da casa eram apagadas pouco a pouco.

— Haruna. Matsui Haruna. — disse.

A mulher olhou o cachorro no colo da pequena moça e sorriu, fazendo carinho no mesmo.

—  Haru, como primavera? Eu gosto de primaveras. — disse a mesma passando a mão em seu cabelo. — Haruna, você foi extremamente corajosa em se enfiar no meio de fogo para salvar uma vida. Sabe o que isso significa?

Ela ajeitou o cabelo da mais nova.

—Você foi a heroína hoje, não eu! — exclamou com um sorriso no rosto. — Continue assim, Matsui Haruna, e então você poderá ser uma grande heroína no futuro.

Aquela frase ecoa na cabeça de Haruna desde sempre. Depois disso, ela teve que ir morar na casa de seus vizinhos até tudo ser reconstruído em sua casa, e no final pode até ter perdido muita coisa que tinha — quase tudo na realidade — mas, pelo menos, agora tinha um sonho.

E, assim, passaram-se dez anos.

Deitada em seu quarto com paredes rosas cheias de pinturas que a mesma fez, além de um canteiro de flores na janela com comida para pássaros, a caminha de Haru II, seu cachorro, que era um Akita que tinha adotado fazia um ano. Infelizmente o anterior morreu aos seus cinco anos após comer veneno de rato do jardim do vizinho. Óbvio, Haruna e seus avós não deixaram isso barato, e agora tinha um memorial para Haru em seu jardim.

Respirou fundo, colocando o casaco verde por cima de seu vestido azul e olhou os pássaros em sua janela. Suas orelhas, que ficavam no topo de sua cabeça que eram da mesma cor que seus cabelos ruivos em um tom mais excuro, se mexeram com serenidade, assim como seu rabo.

— Bom dia, pássaros. A cada dia acho que eu sou uma versão metade lobo da Cinderela. — disse sorrindo e olhou um homem que entregava correspondência, que fez seu rabo balançar calmamente e a garota saiu correndo de seu quarto.

Era esquisito dizer isso, mas Haruna odiava ter mais duas orelhas de lobo no topo da sua cabeça, além das do lado da cabeça, e uma calda. Antes fosse de gatos, porque aí ao menos o povo acharia “kawaii Desu", como dizem alguns animes, mas não. Tinha que ser um maldito lobo, não é mesmo?

Desceu escorregando pelo o corrimão da escada e pulou na frente de seu avô, pegando uma maçã verde que tinha nas mãos do mesmo, lavando rapidamente e a colocando na boca.

— A correspondência chegou?

— Sim. E nada da All Stars. — comentou.

— Droga. Faz uma semana já! Será que eu não fui aceita? — respirou fundo, meio triste. — Bom, eu entenderia. Não fui muito bem na prática, mas eu duvido que eu tenha zerado. Mas eu fui bem na teórica, então…

Seu avô colocou sua boina preta de sempre e beijou a cabeça de sua neta, dando espaço para sua tia que tinha acabado de entrar com as compras do dia. Ele saiu acenando a sua esposa, que arrumava o jardim da casa calmamente.

— Quando o tio chega?

— Amanhã. Está ansiosa?

— Sempre. Ele viaja tanto. Mais do que Haku na aula de matemática.

A sua tia, Hinata, a olhou como se estivesse ofendida e fez bico.

— Não ofende a minha filha e sua burrice com números. — ela falou começando a arrumar as compras, mas logo a mesma parou e entregou a mesma uma carta. — Estava caída na porta de casa. Acho que o vovô deixou cair.

Assim que a garota viu o envelope dourado, ela deu um grito e pulou da pia para a mesa, o pegando e vendo de quem era. Seus olhos começaram a brilhar de felicidade e a mesma começou a abrir rapidamente.

Era da All Star Academy.

Assim que abriu o envelope e leu a primeira frase que dizia as palavras “Haruna” e “aceita”, ela deu um grito que assustou a todos no local. Deu um giro no ar pulando em sua tia, mas logo parou para ler o resto da carta, que comentava suas notas e desempenho.

Tinha entrado na C Class, após ter tirado 990 na escrita e 50p na prática, já que realmente o teste não valorizava seu poder heróico. Respirou fundo, meio triste com a nota da prática, mas logo pensou um pouco. Se Punch era um herói renomado atualmente sendo que ele também foi da Classe C, então porque ela ficaria triste?

Deu um pulo da mesa, abrindo a porta da casa e correndo até a avó, que a olhou sorrindo e estranhando ao ver a quantidade de pássaros que foram até ela no momento.

— EU ENTREI NA ALL STARS, VOVÓ!

Em um abraço com a avó rápido e um sorriso no rosto, ela finalmente se sentia cada vez mais próxima de realizar seu sonho. Deu um sorriso bobo com a avó dizendo que faria bolo de sobremesa para eles comemorarem.

Depois que se virou animadamente para ver o que precisava mais para fazer o famoso bolo de sua avó, levantou o dedo para uma borboleta se apoiar em seu dedo e sorriu a mesma:

— Será que ele também passou? O menino de gelo. — sussurrou, e a borboleta ganhou impulso para continuar voando, enquanto a garota de cabelos ruivos metade lobo entrava em casa.

***

Hokkaido. Uma das ilhas mais frias do arquipélago japonês.

Não era difícil Yuki estar sempre com vários estilos de casacos, seja eles grossos ou finos, de lã ou com mais preparo. Hoje, ele usava um suéter preto por cima de uma blusa branca.

Naquela manhã em especial, Yuki acordou com uma breve dor de cabeça. Passou direto por seus dois irmãos mais novos, apenas acenando a eles mesmo que não tenham notado já que brincavam com seus bonecos miniaturas dos heróis que apareciam na televisão do dia a dia. Ele pegou uma água natural e o remédio de dor de cabeça de seu pai, tomando.

— Bom dia. — disse sua mãe, o entregando uma colher. — Prove.

Ele pegou a colher, assoprou um pouco e colocou na boca.

— Está tentando fazer o que?

— Sukiyaki, é o que você pediu de aniversário, não é?

Sua mãe era estilista, e dificilmente parava em casa, mas sempre tirava folga nos aniversários da família. Sem poder algum, mas a mesma tinha mais voz que todos os seis que tinham poderes daquela casa, porque socorro, essa mulher estressada é a pior coisa do mundo.

— Ah…

— Esqueceu novamente de seu aniversário, Yuki? — fez bico. — A gente lhe deu parabéns hoje de manhã.

— Mãe, eu já disse. Não falem comigo até passar duas horas de que eu levantei da cama, porque eu não funciono até lá. — disse e a mulher riu, voltando a fazer o almoço. — Papai e Natsu saíram?

— Eles foram comprar o seu presente. Devem estar chegando.

— Espero. Acho que vai chover hoje.

— Dor de cabeça, não é? Isso é sinal de chuva vindo de você. — disse a mesma. — Aliás, chegou a correspondência.

Ele foi até a pia da cozinha, colocando luvas de borracha e começando a lavar a louça enquanto observava seus irmãos mais novos brincando na sala enquanto passava o noticiário de sempre.

— É? E aí? — disse enquanto lavava a louça do almoço.

— Chegou a carta da All Stars.

O garoto não expressou nenhum tipo de reação no rosto, mas olhou para trás e vendo a mãe apontar para a pilha de cartas que tinha. Ele suspirou e olhou a mesma.

— Você sabe se, no site do colégio, sai a listagem dos aceitos? — perguntou. — Quero saber se alguém entrou antes.

A mulher o olhou.

— Uma garota?

— Mãe, não importa o sexo, eu não estou interessado. Mas sim, é a garota que me emprestou a caneta para fazer a prova. — disse. — Eu esqueci de a entregar.

— Ah, entendi. Nesse caso, espero que saia para que você devolva a caneta para ela. — disse com uma cara maliciosa, mesmo que soubesse como o filho era. Ele odiava ficar com as coisas dos outros, desde pequeno. — Filho, não vai abrir a carta não?

Yuki a olhou e terminou de lavar a louça, retirando as luvas na tranquilidade.

— Depois do almoço, quem sabe?

Ele passou reto pela a mãe, que apenas bateu o pé e chamou a atenção dos quatro meninos que estavam no local.

— Matsumoto Yuki, você vai abrir essa carta AGORA! — exclamou a mãe e o garoto riu de canto, indo até a mesma e abrindo cuidadosamente o envelope. — Ai, será que meu filho irá bem?

Yuki retirou o papel com os dizeres de dentro do envelope dourado e olhou a mãe após dar uma lida, entregando-a para ler.

— Primeiro lugar da Classe B. — disse. — Para quem estava resfriado e não conseguia usar seus poderes muito bem por conta disso, até que está bom, não?

Ela colocou as mãos na boca e começou a chorar desesperadamente, dando pulos de alegria e indo até os trigêmeos de sete anos.

— SEU IRMÃO VAI PARA A ALL STAR ACADEMY NA CLASSE B!

As três crianças começaram a comemorar, felizes, e depois começaram a falar sobre um garoto que também iria entrar e era bem famoso. Yuki ajeitou a manga da camisa que estava meio descosturada e sua mãe revirou os olhos.

— Você está na turma B, mas o Jirou está na A. Tente fazer amizade com ele, afinal, ambos continuam no primeiro ano da escola. — disse o trigêmeo do meio, que Yuki apenas sabia que era Yoshino porque ele usava uma pulseira azul, assim como Yahiro usava uma pulseira verde e Yukihina usava uma vermelha.

— Quem é Jirou? — perguntou o mesmo, sem muito interesse.

Os três viraram assustados ao mesmo.

— Quem é Jirou? Droga, Yuki, é o Kikuchi Jirou, filho do Silent Man! — exclamou Yukihina.

— Continuo sem saber.

— Jirou é…

Yuki revirou os olhos e se sentou no parapeito da janela fechada por conta da ventania do dia, olhando a janela e uma borboleta passando por ali.

“Naquela ventania? Que anormal.”, pensou Yuki.

— Está nos escutando? Yuki?

— O que?

— Ah, tinha que ser. Viajando de novo. — falou Yukihina. — Kikuchi Jirou é o futuro dos nossos heróis, isso eu tenho certeza.

***

Em uma Tóquio normal, industrializada e cheia de tecnologia e pessoas, no meio delas se destacava um garoto ruivo de fones de ouvido, com um pirulito sabor maçã verde na boca. Usava um sobretudo bege aberto com capuz atrás, uma blusa branca, calça jeans e tênis. Ao contrário de muitos que passavam, ele parecia estar andando sem rumo, apenas curtindo a música que soava em seus ouvidos, enquanto de teus lábios saiam:

— Everything that kills me… — sussurrou em tom melodioso. — … Makes me feel alive.

Continuando a cantarolar Counting Stars por aí, logo parou ao escutar um grito e o olhar das pessoas de medo, ele retirou o fone do ouvido esquerdo e fechou os olhos, concentrando-se nas ondas sonoras, começando a escutar melhor de onde vinha. Olhou para cima, vendo policiais indo na direção do suposto incidente e pegou impulso, utilizando a velocidade do som para ir a caminho do acidente, apenas para observar.

Assim que chegou lá, viu um monte de policiais e um homem com cabeça de tubarão segurando uma senhora pelo o pescoço, dizendo que se não recusassem, iria a matar. Jirou viu policiais pedindo reforço e analisou a situação.

— MEU NOME É SHARK MOUTH. — gritou o homem metade tubarão. — EU IREI A MATAR SE NÃO ME ENTREGAREM O SÍMBOLO DA PAZ.

— Sério que ele está pedindo para lutar contra o Star King? — disse uma garota ao seu lado. — O Star King está cuidando de outro trabalho, não vai chegar a tempo.

— SE NÃO APARECER EM DEZ MINUTOS, EU IREI MATAR TODOS VOCÊS.

— Cadê os outros heróis?

— Por favor, alguém faça algo!

Jirou olhou para trás com aquela voz. Era uma criança de onze anos, chorando com um urso nas mãos.

— Vovó… — o pequeno garoto sussurrou.

Jirou olhou em volta. Aquele dia estava realmente caótico, muitos heróis estavam trabalhando e os policiais claramente não conseguiam dar conta desse assunto, muitos estavam feridos. Eles chamavam os heróis, mas como falaram em seu lado, não tinha tempo. Eles tinham que agir, e agora.

Ele respirou fundo e pegou os fones com o celular, escolhendo uma música e entregou a criança.

— Essa música é a minha favorita, chama-se Immortals, do Fall Out Boys. — ele colocou o fone no ouvido do garoto e deu play, o entregando o celular em sua mão.

Andou no meio da multidão e passou rápido com a velocidade do som entre os policiais, que o mandaram voltar. Jirou os olhou e viu a linha que Shark Mouth dizia que não era para passar pois acabaria cortando a garganta da mulher.

— Você é um péssimo vilão, sabe? — comentou Jirou.

— Esse garoto não tem amor à vida! — exclamou o Shark Mouth.

— Sabe aqueles vilões do Level 1 de um jogo? É exatamente o que você é. — disse calmamente fingindo botar o pé para ultrapassar a linha, mas depois o recuou. — Até porque, ao contrário de alguns, eu não preciso estar perto de você para o parar.

Jirou respirou fundo de boca aberta, e depois gritou de forma alta onde podia-se ver a quantidade da violência das ondas sonoras. Seu grito fez todos ao redor tapar seus ouvidos e, assim que acabou, pode ver Shark Mouth soltando a senhora, que tampou os ouvidos, e suas orelhas saírem sangue, o fazendo cambalear e cair para trás.

Jirou pigarreou, andou até a mulher rapidamente e a ajudou a se levantar, e quando estava se virando, pegaram o pé do mesmo. Ele arregalou os olhos e virou-se para chutar o cara, mas logo um homem vindo dos céus e deu um soco no rosto de Shark Mouth, cujo afundou no chão.

Jirou olhou para a roupa amarela cafona, a capa branca e a careca, mas não ligou e andou com a senhora até seu neto, que a deu um grande abraço no meio dos choros do medo de a perder. Jirou sorriu um pouco e se virou ao herói que tinha vindo.

— KIKUCHI JIROU, SEU PAI MANDOU VOCÊ FICAR LONGE DE VILÕES! — gritou o homem com o mais novo, dando um peteleco em sua cabeça, mas não com tanta força. — Eu já estava vindo.

— Até você chegar, a mulher poderia estar morta. — disse Jirou sem muita expressão facial. — Aliás, o vilão nem era tão forte, eu não ia perder para um cara assim. Eu sei meus limites.

Punch fez bico, sussurrando que o garoto era muito maduro e forte para a sua idade, e passou a mão na careca.

— De qualquer forma, foi um baita grito e parabéns por ter tido coragem. Não é atoa que aceitaram a sua recomendação para entrar na Classe A da All Star Academy! — disse animado, bagunçando os cabelos de Jirou, cujo encolheu-se e fez uma cara de desgosto. — Mas, na próxima… Não vire as costas ao inimigo. Jamais faça isso.

Jirou o olhou seriamente, mas logo deu um sorriso no rosto e foi puxado para um abraço. Logo olhou em volta, vendo os aplausos das pessoas, o agradecimento da senhora e flashes em seu olho. Novamente, Jirou acabou fazendo mais um pouco de sua imagem na mídia que realmente, ele não estava muito interessado. A mídia atrapalha um tanto as coisas do dia a dia e seu trabalho.

— Sorria, Jirou.

— Eu não. — disse colocando o fone e saindo andando quando Punch ia tirar uma foto com ele. — Estou atrasado.

— Que? Nem quer tirar uma foto? Eu estava no meu melhor ângulo! — falou o herói com super força. — Boa sorte no que você estiver atrasado. Uma garota?

— Sim. Minha irmã.

Jirou acenou passando correndo entre a multidão e fotógrafos, logo acelerando o passo para ficar mais longe possível de todos.

Pigarreou um pouco, olhou a hora e passou a mão no bolso, vendo que ainda estava com a concha que tinha pegado das milhares que tem na praia de Okinawa para a mesma.

— Espero realmente que ela melhore, para eu poder caçar conchas junto a ela. — sussurrou, colocando os fones novamente e continuando seu caminho.

Olhou uma borboleta passando por ele, bela e graciosa, e o menino a encarou até sair de seu campo de visão. Era inusitado ter aquela borboleta ali.

Voando mais e mais um pouco, com a cada bater das asas, Jirou se lembrou do documentário que tinha visto de Efeito Borboleta, onde um bater das asas aqui poderia ocasionar em um futuro furacão em algum lugar.

— Eu me pergunto onde esse furacão aparecerá.

***

Na parte meio insegura de Tóquio, em um local afastado de uma fábrica abandonada, muitos moradores de rua, gangues e drogados ficavam na frente, porque dentro mesmo eles sabiam que era melhor não ficar. Era um local com uma aura ruim, que trazia uma grande tristeza e mal estar ao local.

A borboleta entrou dentro da fábrica, e seguindo a luz da tarde daquele dia de tantos resultados, ela posou ao lado de um homem com cabelos negros colocados para trás por gel é um casaco chamativo. Ele tinha uma tatuagem na testa, e ao tocar na borboleta, a mesma desapareceu aos poucos, como se estivesse sumindo. O local não parecia de uma fábrica abandonada, na realidade parecia uma mansão secreta, como aquelas igrejas barrocas. Por fora simples, mas por dentro eram cheias de ouro e coisas exuberantes.

Um homem de cabelos longos e negros, com olhos da mesma cor e parecendo sem vida,  sentado em um divã preto o olhou calmamente sem expressão facial, mas logo voltou a se encostar no braço do homem que estava ao seu lado.

— Acordou, Soul? — perguntou o homem de cabelos rosados.

— Hm? Sim. — disse o mesmo a ele.

— Vocês não cansam de serem namorados não? — disse uma garota com um roupão de seda rosa, cujo a mesma fechava para não ficar exposta a sua camisola do mesmo tecido, da cor preta. Ela tinha uma taça de vinho em mãos.

Jogou-se ao lado de um garoto loiro que lia um livro, enquanto um garoto que mais parecia um boneco, ruivo de olhos cativantes, estava ao seu lado, olhando a televisão.

— Até o namoro dos heróis são mais interessante que o dos dois.

— Acho que vocês estão incomodados por sermos um casal. Não é, amor? — zombou o homem de cabelos longos, fazendo o namorado rir.

— Acabei de analisar os aceitos na All Star. — disse o homem de cabelos para trás andando até eles. — Nossa, eu gostei do poder daquela mulher.

— É, até que conseguiu copiar um poder legal essa semana, Cerberus. — disse o garoto loiro jogando um cobertor em cima da mulher ao seu lado, que reclamava de frio.

— Bom… Quais são os planos para hoje?

— Para hoje, nenhum. Vamos passar o dia em paz, e amanhã podemos pensar em atacar o Banco Central de Tóquio enquanto nos preparamos para algo pior.

— Algo pior que assaltar o Banco Central de Tóquio? — perguntou um garoto pulando no meio do casal de homens, com um sorvete em mãos. — Oh, quando formos assaltar, que tal usarmos máscaras de Salvador Dali e macacão vermelho? Não é a Casa da Moeda, mas banco central serve para podermos brincar de La Casa De Papel.

— Gostei! Eu tenho um macacão vermelho lindo. E podemos usar o estoque de botas pretas do Blast. — disse a garota de cabelos roxos.

— Vai ficar largo. — disse o garoto de cabelos longos.

— Mas ei, Clown… — chamou Cerberus o homem de cabelos rosas. — Você tem certeza que iremos fazer isso?

— Isso o que? — perguntou alguém de vestido longo preto, esguia e fina. A mulher vestida de seda a olhou com um breve desdém, mas a mandou sentar ao lado dela.

— Creio que ele esteja falando da “coisa pior que assaltar o Banco Central de Tóquio”. — disse Clown levantando-se e explicou tudo que iriam fazer, pelo menos tudo que estava planejado até o momento, na frente da televisão onde o programa estava pausado.

Blast arregalou os olhos, olhando o menino ruivo ao seu lado que apenas ficava surpreso.

— Mas isso é, tecnicamente, impossível.

— Não, nada é impossível, já disse e comprovei isso a cada um de vocês, não é? — disse calmamente levantando-se e saindo do cômodo, e ele esticou a mão para Dark Soul, que andou até ele. — Guarde o que eu digo: Nós iremos invadir a All Star Academy.


Notas Finais


Link do jornal: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/you-can-become-a-hero-13131732
A fanfic em si começará de fato em novembro, porque a ideia era a postar nesse mês dito, mas Aryazinha é ansiosa e decidiu postar hoje. Até lá, quem sabe capítulos extras ou apenas uma introdução de personagens aceitos ~
Até lá ~Podem fazer perguntas no comentário sobre as mesmas, ou se preferirem, só mandar as perguntas todo por MP.
XOXO


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