História Heroic Chronicles - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Histórias Originais
Visualizações 3
Palavras 4.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Um vampiro sentimental e uma aliança inesperada


Enquanto isso, no reino dos vampiros:

À milhares de quilômetros de Rogsvordde, no meio de uma floresta escura e quase totalmente desmatada, se podia ver diversos casas bem bonitas espalhadas pela floresta que possuía uma aparência sem vida por conta de tanta destruição nas árvores, bosques, moitas, tudo!

Mas oque sem dúvida chamava mais a atenção no meio de tudo, era o enorme castelo que ficava exatamente no meio da floresta. O castelo já passava uma imagem de amedrontador apenas pela sua forma, haviam diversas torres com pontas afiadas pelo mesmo, o enorme portão com dois guardas ao lado de fora, esses que eram dois vampiros enormes, esculturas de gárgulas nas janelas e isso sem contar as cores. O castelo era inteiramente preto e as janelas tinham uma cor vermelho sangue.

Especificamente naquela noite, estava tendo uma festa vitoriana para comemorar todas as vitórias que o clã teve naquela noite. O rei vampiro Alucard, havia mandado dezenas de seus exércitos para reinos mais fracos. E como o clã dos vampiros era extremamente poderoso, as vitórias já estavam decididas antes mesmo das batalhas, mas Alucard achava ótimo comemorar quando obtinha sucesso em esmagar seus inimigos. E como sempre, essa festa estava sendo ótima para os membros daquele clã, isso graças à enorme fortuna que ele possuía.

Mas no meio daquele salão cheio de pessoas, alguma coisa ainda incomodava Alucard. Oque? Simples, o seu filho mais novo não estava lá. Rodney nunca gostou muito das festas do pai...e nem do mesmo, devido à infância terrivelmente triste que ele teve por causa do negligente do seu pai. Mas o garoto já tinha 18 anos, um dia se tornaria rei dos vampiros se estivesse pronto, então ele tinha que começar à agir como tal. E foi com esse pensamento e uma expressão de frustrado, que Alucard subiu a enorme escadaria do salão de baile e foi em direção à porta do quarto do filho.

---------------------------------------------------------------------------------------------------

Dentro do quarto, um garoto de cabelos pretos estava com suas costas encostadas na cabeceira da cama e com a cabeça encostada nos joelhos. Mais uma vez estava triste por alguma coisa que seu pai havia feito. Rodney sempre foi mal tratado pelo pai, pois ele acreditava que com isso, seu filho se tornaria mais forte. Alucard já havia feito de tudo, desde colocar Rodney para queimar no sol para ele ganhar resistência, até forcá-lo à atacar seu irmão mais velho assim que descobriu que ele possuía criocinese. Rodney achava que com o verdadeiro massacre de inocentes que seu pai realizou hoje, ele já tinha aguentado isso por tempo demais. Já que não teve uma infância normal, gostaria de agora que é maior de idade poder viver sua vida como ele queria: Longe das garras de Alucard. Mas sabia como seu pai reagiria e oque ele pensava sobre isso, afinal ele já havia quase matado sua única melhor amiga uma vez, para garantir que Rodney não se distanciaria do seu "destino-pré-definido".

Foi então que o vampiro ouviu três batidas na porta do seu quarto. Como seu irmão não estava no castelo agora e mais ninguém nem ao menos sabia que Rodney era filho de Alucard, ele sabia que só um pessoa poderia estar do outro lado da porta. E exatamente por isso ele não respondeu que a pessoa podia entrar, mas isso não fez diferença, pois logo a porta de madeira se abriu dando uma visão perfeita da pessoa, apesar da luz apagada do quarto de Rodney.

Um vampiro com um cabelo castanho penteado fixamente para o lado, de olhos azuis, usando uma capa com uma penugem de animal na parte superior, uma roupa social, uma calça escura e botas de couro, havia adentrado no quarto. E mesmo na escuridão ele conseguiu ver que o filho estava o encarando, mas mesmo assim decidiu acender a luz do abajur assim que fechou a porta do quarto e então pode ver bem seu filho sentado no chão, com as costas encostadas na cabeceira da cama.

Mark não havia chegado à chorar, mas realmente não conseguia encarar ninguém, nem nada antes de seu pai entrar no quarto. Então o príncipe dos vampiros levantou sua cabeça e passou à encarar seu pai ao seu lado.

Alucard: Porque não desceu?-Pergunta o rei, com sua voz extremamente grossa.

Rodney: ...Eu não tava afim-Diz simplesmente, então Rodney volta à enterrar sua cabeça nos seus joelhos. Mas seu pai não desistiria tão facilmente assim.

Alucard: Eu não entendo...-Diz se aproximando um pouco mais-É motivo de celebração. Tivemos uma vitória esmagadora não faz muito tempo. Deveria descer para comemorar junto de sua família e clã-Diz tentando forçar uma personalidade amigável, mas o clima já começou à ficar mais tenso quando Rodney se levantou passou à encarar seriamente o pai.

Rodney: Motivo de celebração?!-Pergunta já alterado-Você só fez oque sempre faz! Enviou seus exércitos pra lugares pequenos e com quase nenhum poder justamente para poder se banhar em sangue à vontade, pai!!! Eu nunca gostei disso!!! Primeiro foi aquela pequena cidadela dos elfos! Depois você dizimou metade da raça dos pégasus! Agora você destruiu aldeias humanas sem nenhuma razão! Por puro prazer!!!-Conforme Rodney falava, ele percebia que a seriedade no olhar de Alucard apenas aumentava-Ah e só uma coisa! Eu ouvi a sua conversa com o batalhão na noite passada! Você vai mesmo atacar uma cidade inteira de humanos normais, só pra expandir seu domínio?!

Alucard: Filho...como rei, eu devo pensar no meu povo. Quanto mais território ocuparmos, maior será a nossa vantagem. Quando você assumir o meu lugar, vai entender-Diz já buscando encerrar aquela conversa por aí, mas Rodney não queria o mesmo.

Rodney: ...NÃO!!!-Rodney não tinha medo de gritar o mais alto que pudesse do seu quarto, com a festa que estava tendo no salão de baixo, era praticamente impossível de se ouvir alguma coisa-Eu nunca vou ser como você pai!!! Nunca!!!-Diz já substituindo sua seriedade por raiva-Tenho nojo de ser seu filho!

Rodney sabia muito bem onde aquilo poderia dar, mas não se importava de falar oque ele pensava. Mas infelizmente, o olhar de furioso que seu pai expôs para ele deu à entender que sua suposição sobre oque aconteceria era verdade. Naquela hora, já se podia ver muito bem o desespero estampado nos olhos azuis vibrantes de Rodney.

Então Alucard ergueu sua mão direita e invocou uma espécie de magia azul clara ao redor dela. Então Rodney sentiu uma leve pontada na sua cabeça, e logo depois uma dor incomensurável.

Rodney: AAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!-Começaram os gritos de agonia do garoto vampiro. Então Rodney pôs suas duas mãos na sua cabeça e do nada, apareceu um desenho azul de uma lua minguante bem no meio da sua testa e da de seu pai.

Aquele era o "Poder da Lua", um poder antigo exclusivo da família real do clã dos vampiros. Ele possibilitava aos vampiros da família real uma conexão com a lua, isso não só aumentava drasticamente o poder deles, como também lhes dava algumas habilidades novas. Mas despertá-lo era algo extremamente difícil, por isso Rodney ainda não havia despertado, mas seu pai sim. Esse poder pode ser usado de várias formas, para controlar as pessoas, induzir as pessoas à falar a verdade e obrigar as pessoas à fazerem oque as outras quiserem caso não resistam à dor, e infelizmente era assim que Alucard usava com Rodney.

Rodney: AAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!-Enquanto Rodney agonizava de dor no chão do próprio quarto, era possível ver até algumas veias saltando em volta do desenho de lua na testa de Rodney. O próprio Rodney admitia que a sensação que essa tortura causava era como se seu cérebro estivesse sendo esmagado, e o próprio Alucard fazia sempre isso quando seu filho insistia em contrária-lo-AAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!!!!

Alucard: EU JÁ DISSE VÁRIAS VEZES RODNEY!!!!-Agora Alucard não ligava para a postura de educado e muito menos para a agonia que seu filho estava sentindo, ele só queria exercer a punição que ele achava que Rodney merecia-VOCÊ É PRÍNCIPE DOS VAMPIROS!!!! SANGUE DO MEU SANGUE!!! TODA ESSA  MATANÇA ESTÁ E SEMPRE ESTARÁ CONECTADA À VOCÊ!!! NÃO PODE SEGUIR ESSA VIDA QUERENDO SER OQUE VOCÊ NÃO É!!!

Rodney: AAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!-E com um último grito de extrema dor, Rodney pôde finalmente sentir aquela horrível sensação de agonia deixando seu corpo. Mas mesmo assim o processo havia sido terrível, tanto que Rodney chegou até ter que cobrir a própria boca com a mão para que o sangue não caísse no chão do quarto. Seu pai já havia deixado bem claro que nunca queria que ouvessem provas para os outros vampiros, sobre oque ele fazia com o filho mais novo-*Respiração Ofegante*

Então sem mais nem menos, Alucard simplesmente foi em direção à porta do quarto do filho e pôs a mão na maçaneta, mas antes ele queria falar uma coisa para o filho.

Alucard: Se limpe-Diz friamente-Espero ver você lá em baixo em 5 minutos. Se você se comportar, talvez eu passe à tratá-lo como meu filho na frente dos outros vampiros-Essa era outra dura verdade sobre a relação de Rodney com o pai, Alucard tinha vergonha de admitir que Rodney era seu filho para o resto do seu povo. O porque? Por considerar ele fraco demais.

Então como qualquer outro covarde, Alucard saiu pela porta do quarto do filho e retornou à festa que estava havendo no salão do seu palácio, deixando para trás o filho, ofegante no chão.

Rodney: *Respiração Ofegante*...Eu te odeio-Diz como se seu pai pudesse ouvir ele de dentro do quarto.

Então Rodney usou as forças que lhe restavam para se levantar do chão e limpar o pouco de sangue que estava escorrendo pelo canto da sua boca. Foi então que outra pessoa entrou no quarto de Rodney. Era um outro vampiro esse tinha o cabelo castanho todo penteado para trás com gel, olhos azuis, ele usava um terno chique e uma gravata, uma calça social e duas botas iguais as de Alucard. Era Nicolai, o irmão mais velho de Rodney, de 24 anos. Dos dois irmãos ele era o mais parecido com Alucard, tanto em aparência e forma de se vestir, quanto no quesito poder. Mas diferente do pai, Nicolai se importava bastante com o irmão, tanto que pelo fato de saber a verdade sobre a relação que os dois tinham, ele sempre ia até o quarto de Rodney para saber se ele estava bem.

Nicolai: Ei Rod. Você tá bem?-Pergunta de forma gentil, chamando o irmão mais novo pelo apelido que apenas os mais íntimos usavam.

Rodney: Nikki eu não entendo! Porque eu tenho que descer lá sendo que metade do clã nem sabe que eu existo?!-Pergunta ainda virado de costas para o irmão e se segurando para não chorar.

Nicolai: Rod, você sabe porque. Como filho do rei vampiro, você tem que passar a imagem de alta classe pro resto do clã. Eu tinha que fazer o mesmo quando tinha sua idade e até antes de você nascer-Diz tentando acalmar o irmão, falando sobre como era sua vida aos 6 e 18 anos-Um dia você vai ser rei vampiro irmão. Por isso o papai pega tanto no seu pé, pra você ficar forte-Diz a última parte tentando colocar a mão direita no ombro do irmão para consolá-lo. Mas oque Rodney fez foi dar um tapa na mão de Nicolai e começar à encará-lo de forma séria, com os seus olhos azuis vibrantes lacrimejando.

Rodney: Um dia...eu não vou mais ser o rei vampiro-Diz de forma firme, afinal tudo que Rodney queria, era sair daquele reino e nunca mais voltar.

Nicolai: Até lá, a gente ainda vai ter que esperar irmãozinho-Essa foi a última coisa que Nicolai disse, então o filho mais velho do rei dos vampiros foi em direção à porta do quarto e se retirou.

Mais uma vez Rodney estava sozinho, como havia sido na maior parte da sua vida. Ele não teve tempo para se socializar com outras crianças vampiro, seu irmão não tinha coragem de se opor contra seu pai e sua mãe..........................A única pessoa que já realmente foi boa com Rodney sem ser da sua família, foi uma garotinha loira que ele conheceu na infância. Na vez que Alucard colocou Rodney para queimar no Sol, ele só não virou cinzas porque na última hora, uma garota que aparentava ser 1 ano ou 2 mais nova que ele o ajudou. Ela havia se aproximado dele e colocado um guarda-chuva em cima dela e dele para cobri-lo do Sol. Desde então, Rodney nunca esqueceu do rosto e nem do nome daquela que não só havia o ajudado, como também roubado seu coração.

Rodney: Angela...-Diz de forma apaixonada, enquanto encarava a paisagem bem vasta que a janela do seu quarto tinha e com isso, a paisagem assustadora e escura que o reino tinha, outra coisa que Rodney conseguiu passar à odiar. Ironicamente, apesar da sua fragilidade, ele adoraria ir para o mundo dos humanos e ver a verdadeira luz do Sol alguma vez, já que no seu reino, havia um feitiço que não deixava a luz do Sol entrar completamente na área da cidade-Chega! Eu não aguento mais!-Diz frustrado e finalmente aceitando talvez um das ideias mais malucas que ele já pensou.

Rodney então abre seu armário e pega uma mochila, então o vampiro passa a pegar o máximo de coisas que conseguia no seu quarto e sai colocando na mochila. Coisas como roupa, objetos de higiene pessoal, comida, qualquer coisa que poderia ser necessário para uma pessoa que fosse passar um tempo na casa de alguém. Afinal era provavelmente isso que Rodney iria fazer. Ele estava decido à dessa vez fugir não só do castelo, mas do reino dos vampiros. Não aguentava mais ser maltratado pelo pai, não receber o apoio necessário do irmão e ainda ser tratado como um fantasma para o resto do clã. O garoto então, com a mochila já abastecida, ficou na beirada da janela e deu uma olhada para baixo. Seu quaro era ridiculamente alto, em comparação ao solo, mas não ia deixar isso assustar ele.

Rodney: *Inspira* *Expira* Ok, é agora ou nunca-Diz tomando todo fôlego possível, então o garoto se inclina levemente para frente e começa à cair numa queda livre até o chão-Uuuuuuuuaaaaaaooooooohhhhhh!!!!!-Então bem antes de dar com a cara no chão, Rodney usou seus poderes de transmutação e se transformou em morcego.

Por sorte, a mochila de Rodney desapareceu quando ele se transformou e só reapareceria quando ele voltasse ao normal. O morcego então começou à erguer voo na direção dos portões do reino.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Rogsvordde

De volta à casa de Angela e Mark, o próprio e Honey ainda estavam esperando a loira voltar da investigação que ela havia ido fazer. Afinal já haviam se passado 15 minutos e nada da garota. E apesar de não ser o momento certo, de já ter levado um fora e ter sido ameaçado por Mark não faz muito tempo, Honey decidiu quebrar o gelo fazendo uma pergunta.

Honey: Então...a sua irmã, tá namorando alguém? Ou já namorou alguém?-Pergunta tentando fingir que não se importava, mas não deu muito certo.

Mark não podia mentir, já tinha achado Honey meio idiota depois dessa tarde, e essa pergunta só havia reforçando sua opinião. Mas não suportava mais esse silêncio todo, então ele só deu um olhar de canto para Honey e decidiu entrar na sua onda.

Mark: Não Honey, a Angela não tá namorando ninguém. Mas tinha um garoto que ela gostava no passado, o nome dele era...como era mesmo?-Pergunta para si mesmo, tentando se lembrar-Rodney! A Angela chamava ele de Rod.

Depois dessa resposta, Honey ficou realmente receoso, se Angela já havia gostado de outro garoto, quais eram as chances desses sentimentos ainda não sumirem? Ou de eles ainda manterem contato até hoje? Agora sim Honey tinha uma coisa na cabeça que realmente o preocupava.

Honey: Ah...-Honey queria dar continuidade à aquela conversa e talvez até saber mais sobre esse assunto, mas não conseguiu pois assim que ele faria mais uma pergunta, a porta de casa foi aberta brutalmente, revelando uma Angela assustada e ofegante entrando.

Angela: Mark! Eu preciso te contar uma coisa!-Diz de um só vez, Angela não tinha tempo à perder, precisava avisar o irmão de uma vez sobre oque tinha visto.

Mark: Angela oque aconteceu?!-Pergunta preocupado, se levantando do sofá e indo em direção à irmã. Honey fez o mesmo.

Angela: Mark, eu fui na floresta! Fui até o lugar de onde estavam vindo as explosões e eu vi...um soldado da C.O.M!!! Disparando com rifles de energia aqui perto!!!

Mark: Oquê?! A C.O.M?! Aqui?! Isso não faz sentido! Oque eles iam querer numa cidadezinha fim de mundo como essa?!-Pergunta mais para si mesmo, do que para a irmã. Para Mark, aquelas peças não encaixavam umas nas outras.

Honey: Pera aí! "C.O.M"?! Essa não é aquela organização que tava lutando para proteger o planeta contra ameaças sobrenaturais?-Pergunta o ruivo finalmente se manifestando.

Angela: É, é sim. Eu e o Mark, nós trabalhávamos lá. Mas depois de um...pequeno incidente que eu tive-Diz receosa enquanto colocava a mão direita no seu olho com cicatriz-Eu me demiti!

Mark: E eu saí junto com ela-Diz olhando para Honey.

Honey: Tá mas pera aí, eu não tô entendendo uma coisa: Se vocês eram da C.O.M, se demitiram por conta própria e ainda por cima essa é uma "cidadezinha fim de mundo"-Diz repetindo a forma como Mark havia chamado Rogsvordde, de forma cômica-Porque eles enviariam um soldado pra cá?-Pergunta para os irmãos Kinlen de forma desentendida.

Angela: Esse era o meu medo, eu pensei que ele tinha sido enviado aqui para matar eu e o Mark. Já que nós dois temos muitas informações sobre a C.O.M. Mas eu segui ele, esse tal de "7", tá morando em uma cabana aqui perto. Ele tem um quartinho bizarro em baixo da casa dele, lá dentro tem todo o tipo de informação e armas pra lidar com vampiros! Pelo que ele estudou, ele descobriu que vai acontecer uma invasão de vampiros aqui nessa cidade!-Diz voltando á ficar preocupada.

Depois dessa revelação de Angela, os dois meninos na sua frente ficaram chocados, só não era possível saber quem estava mais. Mark, por já ter enfrentado essas criaturas e saber o quão fortes elas são. Ou Honey, que nunca havia visto um vampiro de perto e já ficava com medo de seja lá oque fosse encontrar caso essa tal invasão acontecesse. Mas uma coisa era certa: Eles precisavam ir até a casa daquele tal de "7" e descobrir mais sobre essa tal invasão.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Então os três decidiram que iriam juntos até a casa de "7". Angela e Mark estavam confiantes, pois já haviam enfrentado situações parecidas. Já Honey, ele podia não estar demonstrando na hora, mas estava extremamente nervoso. Mas para o ruivo, oque ele realmente queria discutir naquela hora, era sobre um assunto que ele tinha começado com Mark e queria que Angela explicasse melhor.

Honey: E aí, quem é esse tal de Rodney, que seu irmão me falou?-Pergunta se mordendo de ciúmes para a loira ao seu lado.

Angela: É uma longa história, eu conto depois-Diz tentando manter o foco naquela "operação".

Honey: A gente vai andar que nem três condenados, procurando uma casa no meio da floresta. Tem tempo-Diz meio frustrado, insistindo em se manter naquele assunto.

Angela: Honey, não é uma boa hora.

Mark: É Angela, eu também quero saber. Você nunca falou muito desse tal de Rodney, ou "Rod" que era como você chamava ele-Diz com um ciúme bem visível, enquanto os três continuavam seu caminho reto.

Angela: E-Eh pessoal...-Começa à gaguejar com as bochechas vermelhas-Não sei se é uma boa hora pra...Olha, chegamos!!!-Diz do nada, assim que avista a cabana de antes em na sua frente.

Angela então, para tentar realizar a missão o mais rápido possível e de quebra, escapar daquela conversa que para ela estava sendo vergonhosa, já foi na frente em direção à casa de "7". Logo depois o seu irmão e novo amigo à seguiram, então Angela abriu com muito cuidado uma das janelas da sala de estar e então adentrou procurando fazer o mínimo de barulho possível. Graças ao treinamento de campo que tiveram, Angela e Mark conseguiram pular a janela sem fazer barulho, agora Honey...ele estava passando por algumas dificuldades até para isso. E no fim, Honey acabou caindo de barriga no chão da sala, fazendo um pequeno estrondo por causa do piso de ser de madeira.

Honey; Ai!-Geme de dor. Então Mark vai de uma vez ajudar o amigo à se levantar.

Mark: Uma coisa Honey! Pular uma janela! Não consegue fazer nem isso?!-Pergunta irritado, mas tentando não fazer barulho.

Mas uma coisa que os três lá embaixo não sabiam, era que  eles haviam invadido a casa bem na hora que "7" havia acordado, e assim que saiu do seu quarto, ele percebeu logo de cara que haviam mais pessoas na sua cabana. Então "7" já começou á descer as escadas, e ele sim conseguia se mover sem fazer nenhum barulho.

E enquanto "7" não chegava na sala de estar, Angela, Mark e Honey passaram à dar uma bisbilhotada pela casa atrás de alguma coisa que desse uma pista sobre a invasão de vampiros.

Angela: Tiveram sorte meninos?-Pergunta Angela enquanto olhava dentro de uma caixa ao lado do sofá.

Mark: Não-Diz olhando em uma escrivaninha que tinha encostada na parede.

Honey: Nada-Diz desanimado olhando em baixo do sofá, mas até agora, uma pergunta não saia da cabeça de Honey. Então o ruivo decidiu retomar o assunto de antes e disse:-Agora Angela, esse tal de Rodney...ele não é bem um vampiro né?-Pergunta tentando disfarçar sua curiosidade imensa. Mas ter voltado à esse assunto sem cabimento justo agora, deixou Angela bem frustrada.

Angela: ...Tá falando sério Honey?!-Pergunta em um tom de desacreditada misturada com sarcasmo.

Honey: Que foi?! Só fiz uma pergunta!-Diz erguendo os braços em sinal de rendição, isso sem perceber a figura que se aproximava atrás de si.

"7": É Angela, responde o garoto-Diz o adulto se manifestando do nada, e isso com certeza assustou os três adolescentes ali presentes. Então Angela, Mark e Honey ficaram próximos um do outro enquanto encaravam "7", mas assim que se viraram, viram que o mesmo estava com uma roupa cotidiana normal e sem nenhuma arma-Não deviam estar aqui, vão embora.

Angela: Não! Eu vou embora daqui!-Diz a loira se manifestando de uma forma firme-Eu sou Angela Kinlen! Ex-Soldada da C.O.M! E eu exijo saber mais sobre essa invasão de vampiros, seu idiota!-Diz apontando o dedo para a cara de "7" e lançando um olhar mortal para o mesmo. Porém ele nem pareceu se incomodar com aquilo. (Pensamento: Ai Angela! De onde você tirou essa coragem?!)

Então, Mark percebeu que Angela travou após fazer aquela ameça para "7" e decidiu que precisava ajudar a irmã agora. Então Mark abaixou o dedo que Angela estava apontando para "7", afastou um pouco a sua gêmea e tomou a palavra para si mesmo agora.

Mark: Olha só..."7"-Diz ainda não acostumado à como chamar o homem na sua frente-Eu e minha irmã somos ex-soldados da organização em que você trabalha, podemos ter nos demitido, mas ainda temos todo conhecimento em combate que nos passaram. Já enfrentamos muitos perrengues parecidos com esse, então eu queria dizer, que se você se comunicar com a C.O.M, e pedir pra ela enviar mais armas para essa sua missão...nós podemos te ajudar-Diz calmamente, fazendo uma oferta-Ah, e tem o Honey também-Diz a última parte sem nenhuma empolgação e apontando para o ruivo atrás de si usando o polegar.

Honey: Qual é!-Diz se sentindo meio ofendido com o comentário do amigo-Olha só, isso foi meio grosseiro. Mas ele tá dizendo a verdade, se vocês me passarem alguns esquemas sobre como lutar, eu também posso ajudar nessa invasão-Diz oferecendo seus serviços.

Mas diferente de seus amigos, havia uma garota naquela sala, que não estava muito ansiosa com essa ideia.

Angela: Oquê?! Meninos, vocês não podem estar falando sério! A gente mal conhece esse cara! Meu plano era conseguir informações, não fazer amizade com um cara suspeito!

Mark: Angela, o "7" é a única pessoa que parece saber tudo sobre essa invasão e a pessoa que mais sabe sobre vampiros no mundo-Sem Mark perceber, "7" encarava aquilo como um grande elogio vindo dele-Se unir à ele, pode ser a melhor forma de salvar Rogsvordde.

Angela: Ué, mas e se ele apunhalar a gente pelas costas?!

Honey: Angela, você não acha que se ele quisesse abater a gente, ele já não teria feito?

Angela: Tá, mas e se...

"7": Ei loirinha!-Diz cortando a frase de Angela-Para de discutir e ouve seu irmão e seu amigo. Eu sou a única esperança que vocês têm-Diz de forma tranquila, pois sabia que oque dizia era verdade.

Angela realmente não queria trabalhar junto com "7", afinal ele aparentava querer matar todos os vampiros e isso incluiria Rodney. A última coisa que Angela queria, era que seu antigo amigo se machucasse, mas não podia admitir isso abertamente. Então tudo que Angela podia fazer era, entregar os pontos.

Angela: Hhhhhhhmmmmmm!!!! Falou! Tá, vamos trabalhar com ele!-Diz com um olhar desanimado e desistindo de resistir.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...