História Heróis Phantasmas - Capítulo 2


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Categorias Danny Phantom
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 02


Chapter Two

Quando criança, Danny foi exposto a uma estranha energia. Algo que ninguém notou... Algo que seus pais jamais esperavam que possuísse tão útil capacidade.

[...]

Um objeto um pouco enferrujado. Uma chave antiga. Esta chave estava sendo pesquisada e estudada pelos Fenton, especialistas em estudos fantasmas. Mesmo que eles estejam sem grandes progressos expressivos na área...

Francamente falando, eles sequer já se depararam com algum fantasma antes. Somente fracas assinaturas de eventos ecto-energéticos obtidos de estudos e análises de objetos; tais como este em questão.

Eles pretendiam fazer uma avaliação sobre tal velharia a fim de descobrir se ela possuía resquícios de anomalias potencialmente paranormais.

Mas não era à toa. Eles eram especialistas por alguma razão, afinal... Sempre possuíram a capacidade de decodificar e investigar sobre acontecimentos e informações relacionadas a este ramo da ciência.

Maddie e Jack, o “não tão” famoso casal Fenton, notaram que esse objeto, de aspecto antigo e desgastado de ferrugem, emitia sinais de classificação ectoplásmica, de baixa frequência.

Claro, não era culpa de um jovem e inocente garoto curioso, de apenas sete para oito anos de idade, querer xeretar nas coisas dos pais excêntricos dele. E, com isso, ele deparou-se com este objeto feio e estranho. Mas era “legal”, de algum modo.

Simples assim...

A culpa também não podia ser atribuída à sua atenta e cuidadosa irmãzinha, pois nem ela era capaz de lidar com “esse tipo” de atividade anormal da sua família. Por mais que tentasse.

E claro. Mesmo seu pai e mãe não eram irresponsáveis a tal ponto.

Eles mesmos manuseavam esse objeto inúmeras vezes, provando que o mesmo era capaz de nada além de chamar suas atenções por estética clássica e exótica... Atraindo pequenos esforços e estudos sobre a origem e estruturando implicações da importância que o mesmo possui.

Provou-se que era uma peça comum. Talvez um tanto quanto diferenciada, por emitir leves alterações eletro-energéticas... E partículas ínfimas de composição classificável como fantasmal. Mas nenhuma conclusão positiva sobre.

Sequer essa chave poderia ser tratada como um objeto além do comum. Não sendo necessitada sequer a segurança de tocar na antiguidade com luvas por perigo de contaminação...

Então, para que se preocuparem com um jovem e energético garotinho tendo interesse e curiosidade sobre o que era aquele estranho objeto?

Nada demais.

Exceto que... Esta chave estava destinada ao jovem rapaz.

E seu futuro seria muito diferente, a partir de então...

...

Escola elementar... Amity Park. Dez anos no passado.

Crianças correndo. Outras comendo seus lanches. Algumas fazendo nada... Poucas reclamando. – Está certo, reclamando “ainda” não é o termo correto, mas descreve bem a ênfase da situação.

Uma dessas crianças estava mexendo na terra.

Tal criança estava mais ocupada para com a vegetação do solo local do que interagindo com as demais crianças. Plantas, flores... O verde que foi arranjado para uma decoração simplista desse ambiente na escola. Estavam bem maltratadas e murchas. Raízes expostas do solo. Pareciam ter sido pisadas.

Para muitos, principalmente adultos, isto não significaria algo de grande importância. Eram só pequenas florzinhas murchas. Ainda existia bastante mato por tudo que é lado da escola. Mas não era o mesmo para esta criança, cuja aparência demonstrava pouco menos de uma década de vida. Tinha por volta de sete a oito anos...

A escola não exigia como norma o uso de uniformes padronizados, então esta pequena criança, uma garotinha, estava vestida com um conjunto de peças que a deixavam com aparência de princesa.

Vestido de coloração fúcsia, em conjunto com delicadas sapatilhas decoradas com cristais reluzentes e mais algumas trivialidades terminavam de compor o figurino extravagante da pequena garota.

Mas não sejam enganados aqueles que pensam em contos de fadas... Sua aparência não lembrava, nem de longe, a de uma menina de castelos encantados e frágil...

Sua roupa estava toda suja e enlameada de terra. Não era mais uma aparência de princesinha comportada, mas de uma criança sapeca e despreocupada com bons-modos de limpeza. Uma típica cena normal para crianças ativas e eufóricas...

E não havia melhor definição... Ela pouco se importava com tais detalhes. Seu propósito era somente ajudar estas pobres e indefesas plantinhas machucadas e sujas. Abandonadas...

E sua roupa era estranha. Na verdade, ela achava essa coloração muito forte e incomodava sua concentração quando olhava para a roupa. Era bonito, mas não era confortável. Não dava para se mexer direito e era desconfortável para olhar. Afetava os olhos e causava náuseas para nela.

Sua estadia entre as flores durou vários minutos. E isso chamava a atenção de outras crianças “enxeridas”. Principalmente por sua nova aparência bagunçada e estranhas atitudes.

“Fala sério. Princesinha? Isso é tão bobo e infantil. Quem essa garota acha que ela é?”.

“Será que ela acha que é a mandona de tudo aqui?”.

Alguns coleguinhas começaram a implicar com ela... Tendo estes e outros comentários para abalarem a autoestima da garota.

Nada demais. Apelidos e risadinhas...

“Gata Borralheira”.

...

Último toque sonoro do dia, anunciando a liberdade... Essa é uma das grandes verdades na vida de cada pessoa. Algo que todos aprenderam durante a fase escolar. Esse toque era, obviamente, o sinal de que as aulas haviam terminado neste dia... E essa é uma cena no cotidiano de duas dessas crianças. Dois garotinhos.

Um desses garotos estava esperando, já acomodado nos degraus de fora da escola, na entrada da mesma, até sua irmã sair da aula e leva-lo para casa. Os pais deles não poderiam ir buscar os dois irmãos hoje. Então ele seria acompanhado por sua irmã mais velha. Meros dois anos de diferença, quase.

Esse garotinho estava pensando no estranho sonho que teve na noite passada. Então não prestava muita atenção nos arredores. Era um sonho estranho, mas fascinante... De certa forma.

Seu amigo estava do lado dele, no degrau, brincando com um mini-game portátil.

Eles nem notaram que já estava com alguns minutos que esperavam. A irmã do garoto ainda deveria estar ocupada com algum material das lições de casa. Ela gostava de retirar toda e qualquer dúvida sobre o assunto... E isso demonstrava o quão inteligente e dedicada ela é.

Um reboliço e muitas conversas foram escutadas por eles, distraindo-os do que estavam fazendo no momento. Mas já era de se esperar, afinal é uma escola cheia de crianças no final do período de aulas do dia.

Entre empurrões inocentes para deixarem logo a escola, muitas crianças se esforçavam para sair. Uma em especial estava mais motivada para passar por aquelas portas altas e correr desse ambiente.

Era a mesma menina que foi caçoada mais cedo. Ela já estava magoada de tantas risadas e queria tomar alguma atitude.

...

Ela não era do tipo que sentava para conversar e esse tipo de chateação só reforçava essa opinião. Mas ela não era ressentida com outras crianças... Só que preferia ficar ocupada com outras coisas.

Ela gostava de livros infantis ilustrados. Passava várias horas lendo em casa. Durantes os intervalos ou nas aulas de arte, ela gostava de desenhar, não figuras de contos de fadas, mas animais e muitas árvores enormes... Cheias de maçãs e flores. Claro que isso se deve a influências das histórias ilustradas, mas era uma agradável atividade.

Quando os pais dela lhe deram esse estilo de roupa para vestir, ela pensou que seria uma grande brincadeira e todos os coleguinhas iriam gostar de ver.

Mas não foi assim tão simples.

Crianças gostam de se divertir. Isso é normal e totalmente aceitável. Mas nem sempre o que é diversão para alguns significa a opinião de todos.

Brincadeiras podem magoar e constranger. E é nessa fase da vida que muitos passam por esse senso autocrítico...

Inicialmente alguns até se divertiram junto com ela. Conversavam juntos... Contavam piadas engraçadas. Era divertido e legal. Mas não era verdadeiro.

Quando modos de pensar, opiniões próprias e escolhas de outras atividades eram propostas, muitos dos amiguinhos se afastaram. A cada dia, ela passou a se sentir mais sozinha. Não era mais divertido. Se ela queria falar algo, os outros pareciam chateados, como se ela fosse estragar a brincadeira. Coisas que muitas vezes incomodavam a menina. Onde as conversas eram sempre as mesmas coisas...

Ela passou a se afastar dos grupinhos de crianças. Era mais divertido olhar ao redor. Ver a paisagem, fazer sua tarefa de casa... Está certo... Nem tanto.

Mas era bem menos chato do que conversar com os mesmos colegas de antes.

...

Tudo o que ela queria agora era sair da escola, correr para algum lugar, “o parque era uma boa ideia”, e esquecer-se de como essas crianças estavam rindo dela.

“Não gosto mais desse vestido. Vou pedir à mamãe trocar para mim. É grande e feio. É muito colorido... E todos estão rindo porque eu fiquei suja de terra com ele”.

Quando o sinal tocou, esta garotinha saiu apressada de sua sala. Ela não queria discutir com seus colegas. Não queria que eles apelidassem mais ela. Era feio o modo de pensar deles. O que ela tinha feito de errado, afinal? Só mexeu com plantinhas e ajudou a ficarem bem...

Quanto mais ela queria correr, menos o vestido colaborava. Estava um pouco pesado e arrastava bastante pelos pés dela.

“Eu não quero que a mamãe e o papai briguem com os meus coleguinhas... Melhor não contar nada das brincadeiras deles. Se não, é capaz da mamãe interditar toda a escola. Não sei nem o que isso significa, mas não é legal”.

Muitos alunos já estavam transitando pelo corredor que ligava à saída. E entre alguns deles estavam os três que implicaram mais com essa menina.

“Olha lá. E de novo ela quer ser a primeira em tudo”.

“Mas ela só quer correr para o colinho da mamãe...”.

“há há há. Desse jeito ela pode acabar tropeçando.”.

Olhando um pouco mais longe, para outro desses colegas... Um garoto magricela de cabelo claro. Esse estudante estava bem próximo da porta. Com uma troca de sorrisos, parecia que as crianças haviam planejado mais uma traquinagem para este dia.

...

Somente um monitor ficava na porta da escola, observando toda a movimentação dos estudantes e checando caso algum problema acontecesse. Logicamente a escola era segura e não havia tanta necessidade disso... Bom, neste dia o acabou passando na cantina para tomar um café. E por lá ficou... Era muito conveniente. Mesmo sentado no balcão ainda vigiava a entrada da escola.

Tudo que dava para ver eram crianças correndo e se sacudindo para sair. E nessas horas é que se pensa no “como é bom ser jovem”.

Só que crianças não pensam nisso... Elas só se importam em se divertir e em serem obrigadas a estudar.

E hoje não era um dia tão comum...

Não para uma dessas crianças. Pelo menos, ela não se sentia no melhor dos seus dias.

A menina de vestido fúcsia manchado de resquícios da terra a qual ela mexia, finalmente alcançou a saída da escola.

O céu estava bem claro e radiante. Mas somente murmúrios e conversas indecifráveis eram percebidas.

Alguns colegas já estavam por todo lado dali. Mas isso não importava. Só o que essa criança quis fazer foi passar por aquela saída e esquecer sobre este dia...

Mas este dia seria mais longo do que ela jamais imaginou.

Quando ela estava começando a passar pelo conjunto de grandes portas abertas, imaginando como seria seu lindo dia ensolarado pelo lado de fora, outra criança passou por ela.

Uma que acidentalmente pisou na bainha do vestido comprido da menina... O que a fez desequilibrar e acabou que ela tropeçou dos dois primeiros degraus da porta da escola... E caiu.

Não era alto. Um importante planejamento na estrutura do edifício que acomoda crianças energéticas... Mas este fator decisivo não remove o risco que o acidente causou. Este caso que não foi grave.

A garota só machucou um pouco o cotovelo. Pelo menos foi só onde começou a sentir dolorido. O pior foi à sensação de vergonha... Era embaraçoso cair quase com o rosto ralando no chão.

Ela estava com muita raiva do colega que a empurrou, mesmo sem saber quem foi.

Mas ela queria chorar mais ainda. Isso foi pior que a brincadeira de mais cedo. Ela estava se sentindo tão frágil... Não sabia o que era esse sentimento ou porque nunca sentiu antes, mas não gostou disso.

Sentia-se humilhada.

Era uma simples queda de degraus, mas deixou-a triste. Então, ela pensou em somente sair de lá e se esconder em algum canto, longe da atenção de todos e dos olhares xeretas.

Com sua queda, muitas crianças bisbilhoteiras correram para ver o que aconteceu. E começaram a rir dela nesta queda.

Estava desanimada para se levantar dali. Não queria se mexer mais e provocar ainda mais risadas. Era melhor ficar no chão, mesmo. E esconder o rosto...

“Mas, espera...”.

Tinha algo se mexendo. E não foi ela... Quando a garota olhou mais atentamente aonde caiu, ela percebeu que foi em cima de outra criança. Mais precisamente... Ela “sentou-se” nas costas dessa criança.

...

Os dois meninos já estavam ficando entediados. Eles não precisavam ter se apressado tanto assim para sair, e acabarem tendo que ficar esperando do lado de fora. Não que tenha sido tanto tempo assim, só poucos minutos. E evitou boa parte da turbulência de outros colegas chatos e encrenqueiros... Crianças que implicavam vez ou outra com os dois.

Mas um forte impacto os surpreendeu. Uma silhueta rosa esbarrou na porta atrás dos garotos. Eles nem tiveram tempo para se virarem e analisar o que houve.

Logo um vulto de massa se chocou nas costas de um desses meninos. O que estava esperando por sua irmã.

Era leve, mas nem tanto. Derrubou o garoto no chão de cimento, que era o caminho feito até a entrada da escola, causando grande impacto e desorientação.

Seu amigo, que estava do lado, ficou preocupado com a tombada forte e se apressou em ir ajudar o jovem deitado no chão. Mas, quando se deparou com a cena e viu o amigo “esmagado”, após notar que não foi tão sério assim, o jovem negro começou a rir quando percebeu que foi uma cena engraçada...

Lógico que muitos riram também. E o constrangimento foi expressivo às duas crianças espatifadas no chão.

Esse amigo conseguiu levantar um pouco os dois de lá. A menina se contorceu um pouco até liberar o garoto... Ele ainda estava de bruços e com o rosto no chão.

“Ah. Me... Desculpe-me. Foi sem querer. Você está bem?”.

“Ai, ai... Sim. Não é nada. Só um arranhão”.

Eles tinham a mesma faixa etária... Eram alunos deste mesmo colégio, mas essa foi a primeira vez que conversaram.

E esse foi o início de suas vidas unidas.

.

.

.

#Continua...


Notas Finais


Notas Finais do Autor:
Olá... Eu estou com este e mais um capítulo quase pronto! De resto, não sei de mais nada quanto a esta obra. Kkkkk
Não tenho pretensões sobre o que esta história irá abordar. Não imaginei ainda nem o capítulo 4.
O que eu sei é que estou deixando “seguir seu rumo”.
A obra foi surgindo e fui escrevendo... Depois comecei a digitar. E agora estou formulando toda a estrutura desses capítulos. Tudo em tempo real!
Estes três primeiros capítulos foram feitos tudo junto. Ontem de madrugada! (17/04/2018).
Não fiz revisão e nem mesmo a tradução está aceitável. Mas quero logo postar!!!
Então, encarecidamente peço...
Alegria!!!


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