História Hex Hall - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Dragões, Fadas, Interativa, Lobisomens, Magia, Sereias, Vampiros
Visualizações 213
Palavras 2.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá amores, como vão?
Estou alguns dias atrasada com esse primeiro capítulo, mas me esforcei pra postar ele hoje como havia dito no domingo jsksks

Os aceitos vão estar no jornal cujo link estará nas notas finais <3
Infelizmente não pude aceitar todos, acabei recebendo mais de trinta fichas e ficaria inviável escrever uma fic com tantos personagens para mim, mas agradeço todos que enviaram suas fichas, acabei por escolher as que se encaixavam melhor no enredo, entanto tive que deixar algumas maravilhosas de fora.

Há a possibilidade de no decorrer da fic eu abrir algumas vagas, especialmente para raças que ficaram com um pouco menos de personagens que o desejado, então caso isso aconteça fiquem de olho.

Espero que gostem do capítulo amores <3

Capítulo 2 - Boas-vindas - Parte I


Fanfic / Fanfiction Hex Hall - Interativa - Capítulo 2 - Boas-vindas - Parte I

O som da música que tocava na rádio naquele momento era a única coisa boa que Evangeline conseguia ver sobre a situação.

Seu pescoço estava dolorido devido a um sono mal dormido no avião, suas pernas haviam começado a ficar dormentes e tudo o que a ruiva queria era poder sair daquele carro e esticá-las. O trajeto de Londres para a localização do que ela gostava de chamar de sua prisão pelos próximos três anos era relativamente longo, primeiro tendo que pegar um avião e viajar uma hora e meia até Glasglow, depois outro de mais uma hora até a cidade de Portree na ilha de Skye — nem perto da localização de Hex Hall mas infelizmente a única cidade daquela maldita ilha com aeroporto — e finalmente um táxi especial do internato por mais 50 minutos até a localização exata, um local isolado na ponta mais ao norte, próximo mas ao mesmo distante de Duntulm, a única cidade naquela região.

Ela supunha que outra coisa levemente positiva sobre a viajem poderia ser a paisagem, no início do mês de setembro o verão continua presente, passado seu auge e o calor infernal, mas ainda trazendo consigo belos dias de sol que deixavam as terras altas escocesas com um ar idílico, parecendo ter saído direito de uma pintura. Evie sempre gostou do verão, apesar da estação não gostar muito dela, uma vez que sua pele pálida sempre se torna mais vermelha que um tomate, mesmo com um quilo de protetor solar nível cem sendo passado religiosamente a cada duas horas.

Seus olhos estavam começando a pesar, mas a garota queria evitar dormir de mal jeito outra vez e agravar mais ainda sua dor. Suas preces foram ouvidas quando ela viu a distância um conglomerado de pessoas ante ao imponente edifício que ela presumia ser Hex Hall. Um suspiro pesado saiu de si, já antecipando as coisas pelas quais teria que passar pelas próximas horas. Durante os minutos nos quais o carro se aproximava do terreno da escola, Evangeline aproveitou para apreciar a arquitetura do lugar que a manteria presa pelos próximos meses, tentando seu melhor para ignorar tal fato e simplesmente focar na beleza do internato.

Não era possível utilizar qualquer outra palavra que não castelo para descrever o edifício, ela conseguia ver cinco torres que faziam parte da construção, quatro do mesmo tamanho dispostas no que presumidamente de cima seria uma forma retangular, enquanto uma possuía no mínimo o dobro de estatura que as demais, localizada no centro.

A arquitetura possuía inspiração gótica, lembrando-a um pouco de uma catedral, com janelas em arcos e uma em forma de circunferência acima da imponente entrada. Ao contar as janelas de baixo para cima, Evangeline contou exatos cinco andares juntamente do térreo, sendo este primeiro o que ocupava mais espaço na fachada, a grande porta de entrada possível de avistar mesmo à distância sendo a responsável.

Antes de se chegar a entrada do castelo, um grande e amplo gramado verde com algumas árvores e bancos espalhados pelo terreno, onde no momento diversos alunos encontravam-se, alguns pela primeira vez e outros refazendo o caminho que trilharam no ano anterior. Evie tinha certeza que viu uma grande massa de árvores à distância um pouco depois de Hex Hall, o que ela presumiu ser uma floresta, mas por estar muito afastada, ela não tinha como ter certeza.

Retirada de seus pensamentos pela paragem do carro, Evangeline não demorou para soltar seu cinto de segurança, em seguida colocando a mão sobre a maçaneta da porta, inspirando profundamente antes de abri-la. Ela só notou o quanto o som estava sendo isolado pelo veículo quando a porta abriu e ela não tinha mais uma barreira entre si e o exterior. O alvoroço causado pelos alunos, alguns ao se reunirem com os amigos e outros sortudos que haviam sido trazidos pelos pais e despediam-se, atordoou Evangeline por um momento, consequência de ter passado a última hora em silêncio somente com o som de algumas músicas calmas da rádio.

Ela esperou ao lado do carro enquanto o motorista retirava suas malas do porta-malas, em suas mãos somente uma pequena bolsa traspassada por seu tronco. Evie observava com atenção aqueles à sua volta, um casal abraçando fortemente sua prole, um grupo de garotas animadas, todas falando rapidamente ao mesmo tempo com sorrisos tão grandes que Evangeline estava quase que surpresa que seus rostos não rasgavam, quando ela foi abruptamente interceptada por um impacto em seu lado direito, lançando lhe direto ao chão.

O ar dos pulmões da garota saiu com força, uma arfada escapando de si. Um emaranhado de mechas castanhas tomou conta da visão da ruiva, enquanto ela estava sendo praticamente esmagada pela força que estava exercida pelo peso do corpo em cima de si.

— Oh céus, mil desculpas por isso!

O que Evangeline identificou como uma pessoa finamente se pronunciou, se afastando o suficiente dela para que a garota conseguisse ver seu rosto, logo absorvendo as orbes castanhas escuras à poucos centímetros de distância das suas azuis, e o belo rosto que as acompanha. Ela mal teve tempo de se pronunciar e pedir educadamente que o garoto saísse de cima dela, quando alguém o fez mais rápido.

— Noah! Faça-me o favor de sair de cima da minha prima!

A voz foi rapidamente identificada por Evie como a de seu primo favorito — o fato dele ser o único era ignorado por ambas as partes em prol de aumentar o ego do garoto —, trazendo um sorriso para o rosto da ruiva grande o suficiente para competir com aqueles que ela havia observado alguns momentos antes. O peso que a prendia no chão foi repentinamente aliviado, cortesia de Apollo, que praticamente arrancou o amigo de cima da prima pela camisa, um leve franzir de sobrancelhas em sua feição enquanto o lobisomem ao seu lado trajava um sorriso em seus lábios.

— Não faça essa cara Cavendish, não foi como se eu sozinho tivesse me lançado pelo ar com um feitiço acidentalmente, não é? — era óbvio que o garoto estava brincando as custas do outro, mas enquanto o ele possuía um sorriso brincalhão, a expressão de Apollo manteve-se imutável, só suavizando quando ouviu o pigarrear vindo da garota ainda no chão.

— Eu agradeceria uma ajudinha pra levantar Nelius. — Evangeline estendeu sua mão para que Apollo a puxasse. — não era bem assim que eu esperava ser bem-vinda, mas poderia ter sido pior. — Ela completou, agora em pé.

— É, desculpe de novo por isso. — Noah disse com um sorriso amarelo, soando arrependido.

— A verdadeira boas-vindas de Hex Hall ocorrerá hoje à noite Evan. — Apollo informou a prima com um sorriso maroto, trocando um olhar cúmplice com Noah e fazendo as sobrancelhas de Evangeline levantarem em questionamento. — Digamos que temos uma aluna que sempre dá um pequeno evento para comemorar o inicio das aulas, e minha mãe desistiu de tentar impedir faz alguns anos, contanto que nada pegue fogo.

— É como o último gostinho de liberdade antes das aulas começarem e todos terem que se comportar. — o moreno completou.

— Mal posso esperar. — a ruiva falou com genuína animação em sua voz. — Que tal você apresentar seu amigo para mim priminho, estou impressionada de você ter encontrado alguém que lhe ature.

— Noah Levi Xavier à sua disposição. — o lobisomem se apresentou com um sorriso tímido.

— Evangeline Cavendish. — ela retribuiu o sorriso.

— Uma nota de aviso: minha prima esta fora do limite, capiche? — intrometeu-se Apollo, olhando intensamente para Noah, porém antes que o garoto conseguisse se pronunciar, Evie deu um forte tapa no braço do primo, lhe lançando um olhar indignado.

— Nem pense em tentar controlar minha vida amorosa Apollo! — ela exclamou, em seguida olhando para o lobisomem ao seu lado que adquiriu um tom rosado em suas bochechas, logo notando a implicação de sua frase e fazendo com que seu rosto combinasse com seus cabelos. — Não que isso signifique que eu estou interessada, é claro, o que eu quero dizer é que não quero você se metendo nos meus assuntos pessoais sem que eu peça. — Evangeline se explicou, ainda que embaraçada.

— Nem meia hora e você já esta brigando comigo. — o loiro comentou brincalhão, nem retrucando a fala da prima.

— Bem, se você não fizesse coisas que me levassem a brigar com você, eu seria capaz de ficar mais tempo. — ela soltou um suspiro, poderia agir irritada com o loiro, mas no fundo apreciava a proteção de Apollo. Sabendo que sempre irá poder contar com o primo, mesmo não possuindo laços sanguíneos, os dois possuem uma relação melhor que a de muitos irmãos por ai e ela não trocaria isso por nada.

— Só uma mala Evan? Estou impressionado com sua moderação. — o feiticeiro disse, apontando par a única mala que havia sido depositada na calçada ao lado de Evangeline pelo motorista alguns momentos antes.

O loiro estendeu a mão para pegar na alça da mala, não percebendo a expressão no rosto da prima. Ao tentar levantar o objeto, seus olhos arregalaram-se, não conseguindo move-la nem um centímetro, logo desistindo e exalando pesadamente e apoiando-se na prima para se recuperar.

— Por acaso você trouxe uma tonelada de chumbo!? — ele exclamou.

— Ela é maior por dentro.— respondeu Evangeline exibindo um sorriso orgulhoso. — Usei um simples feitiço para expandir o interior da mala e voilá: meu guarda-roupas inteiro dentro de uma mala de porte médio.

— Impressionante Evan. — Apollo murmurou um feitiço, em seguida pegando a mala com facilidade. — Acho que proeza em feitiços deve ser de família.

— Você sabe que a mala tem rodinhas, não é? — comentou a ruiva divertida, fazendo Noah ao seu lado rir.

Apollo revirou os olhos, decidindo seguir em carregar a mala que agora pesava tanto quanto uma pena pela alça, em vez de usar as rodinhas que ele nunca admitiria que não havia notado. Gesticulando para que os outros dois o seguissem, o loiro começou a fazer seu caminho pelo aglomerado de sobrenaturais, em direção à entrada do internato.

Evangeline apressou-se para alcançá-lo, a diferença de altura tornando os passos do garoto muito mais largos que os delas, enquanto Noah não teve dificuldades para ficar novamente lado a lado com o feiticeiro em grande parte devido às habilidades que sua raça lhe dá. A ruiva entrelaçou seu braço com o livre de seu primo, abraçando-o de lado.

Havia muitas coisas ruins em ter sido enviada para Hex Hall, mas sem sombra de dúvidas uma das melhores era que agora teria a companhia de Apollo frequentemente, quase como se tivessem voltado no tempo para a época em que eram crianças.

——————————

A paisagem que passava rapidamente pela janela do lado onde a pequena fada estava sentada tomava conta de sua atenção. Algumas vezes ela tentou contar as árvores pelas quais passava como uma espécie de jogo, mas logo surgiram muitas tornando sua atividade mental praticamente impossível.

Faerie estava tentando se distrair do clima tenso dentro da limousine onde ela estava juntamente de seus irmãos, Faith ao seu lado e Florian à sua frente sentando contrário ao movimento do veículo. Sua gêmea no momento estava dando um gelo no mais velho dos filhos de Titania e Oberon, o motivo estando oculto para Faerie. Ela sabia que provavelmente não era nada demais, a relação entre esses dois estava um pouco volátil desde que Florian foi enviado para Hex Hall alguns meses depois das gêmeas, fazendo com que oficialmente todos os filhos da realeza Seelie fossem delinquentes frente aos olhos da Corte. É claro que o único com verdadeiro motivo para estar lá era Florian, mas não é como se tal fato fosse amplamente divulgado.

Faerie sabia que Chariot não estava brava com o irmão por ter sido enviado para o mesmo local que elas, na realidade ela presumia que a ruiva até mesmo achasse graça na situação que certamente causava grande aflição na Rainha Seelie, mas a garota ainda sim conseguia notar que algo a incomodava. Ela não queria perguntar, pois duvida que conseguiria não ficar do lado de sua gêmea caso pedisse para Chariot se explicar, e Faerie queria continuar como uma parte neutra, então alheia a causa do conflito ela continuaria.

Não demorou para a vista de sua janela mostrar o grande pátio que ficava logo após os imponentes portões de ferro de Hecate Hall, onde era possível ver uma imensidão de alunos. Um leve nervosismo se instalou em Faerie, por mais que muitas pessoas não ligassem para a fada sem asas, uma grande parte parecia gostar de importuna-lá de modo que a lembrava das fadas Seelies da Corte, especialmente aqueles alunos dessa mesma raça. O que estava a deixando mais calma é ter o apoio de parte de sua família, principalmente de Chariot.

Ela sentiu uma mão depositar-se sobre a sua que estava sob o couro do assento, apertando-a, e ao virar sua cabeça para o lado Faerie se deparou com o rosto de sua irmã idêntico ao seu, que lhe lançava um sorriso, assegurando a que tudo iria ficar bem.

Faerie sorriu de volta, virando sua mão para que pudesse segurar a de Faith, quando ouviu um estrondo semelhante ao de um trovão, espantando lhe e fazendo com que sua mão apertasse a da outra fada com força.

Sua cabeça se virou rapidamente para sua janela, agora a limousine encontrava-se parada frente ao pátio, tendo adentrado os portões, e grande parte da visão de Faerie era ocupada pelas chamas que cobriam todas as árvores do local. Ela sentia a irmã sob seu ombro também olhando pela sua janela, suas mãos ainda entrelaçadas, mas enquanto Faerie possuía uma expressão de horror no rosto, Chariot exibia algo mais semblante à uma de admiração.

— Isso é o que eu chamo de uma boas-vindas impressionante. — murmurou Chariot.


Notas Finais




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