História Hey, conte-me - Capítulo 2


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Masaki Kurosaki, Rukia Kuchiki, Yuzu Kurosaki
Tags Ichiruki
Visualizações 66
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo ♡
Obrigada pelos comentários e favoritos ♡

Capítulo 2 - Lembranças


Rukia ficou um bom tempo admirando o pingente, era a coisa mais linda que já tinha ganhado de Ichigo e dessa vez ele tinha combinado com algo para ele.

Era melhor amiga dele desde pequena, era uma relação amigável, pelo menos aos olhos dos pais, já que o ruivo gostava de implicar com ela.

Flashback on

A Kuchiki olhou para o robô de Ichigo quebrado e inflou as bochechas, ia levar uma bela bronca do amigo por não ter tomado cuidado com os brinquedos dele. Tinha arrancado sem querer uma perna.

Vestiu sua blusa com orelhas de coelho e caminhou pelo parque, crianças de sua idade brincavam felizes ali. Mesmo tendo seis anos, seu irmão deixava ela brincar com os demais, mas tinha um porém, ela precisava ir sempre com o vizinho ruivo chato e idiota.

Quando viu o grupo de amigos brincando, abriu o berreiro, assim talvez Ichigo desse um desconto e não brigasse com ela. Ao lado dele tinha uma ruiva e uma morena, Orihime e Tatsuki, respectivamente.

— O que aconteceu, Kia? — ele perguntou já desconfiado pelas ações da garota.

— Me desculpa… eu não queria… foi sem querer. — Passou a mão pelos olhos, enxugando as lágrimas.

— O que você fez? — O ruivo cruzou os braços, esperando pela resposta.

A pequena mostrou a outra mão, com o brinquedo quebrado. Fez bico e olhou para Ichigo, que estava de cara feia.

— Você sempre faz isso com meus brinquedos! Por que não aprende a tomar cuidado com as coisas? Vamos embora logo.

— Mas eu nem brinquei… — Olhou chorosa. Não gostava quando ele brigava com ela, mas com as outras era legal.

— Vai quebrar o parque todo também? — resmungou.

A pequena jogou o brinquedo no chão e saiu correndo, Ichigo era um idiota por a tratar assim, mas agora ela não iria mais falar com ele.

Chegou em sua casa e tirou a sapatilha, colocando no cantinho. Subiu para o quarto e se trancou, pegando o caderno para desenhar o ruivo e em seguida rabiscar por cima até se cansar.

Fechou as cortinas e deixou a luz acesa, enquanto tentava se sentar na cadeira e colocar o caderno na mesinha. Pegou os lápis coloridos e começou desenhar alguns coelhos de cabelos laranjas.

Ela não iria mais na casa dele e muito menos quebrar os brinquedos, já que não veria o ex-amigo. Arrumaria outro que não fosse um chato.

Nem percebeu que já tinha escurecido, continuava concentrada nos desenhos até ouvir alguém bater na porta, provavelmente era seu irmão por não ter descido para jantar.

Desceu da cadeira e foi abrir, dando de cara com o ex-amigo. Tentou fechar a porta, mas ele impediu entrando antes. Olhou com cara feia e tentou empurrar ele com as mãozinhas.

— Vai embora daqui! É melhor ficar longe ou eu também vou quebrar você — gritou irritada. — Eu te odeio! Só quer saber de tratar as outras bem, mas comigo é sempre mal-humorado e vive brigando.

Ichigo riu até não aguentar mais, então ela estava com raiva porque ele não a tratava como fazia com as outras.

— Mamãe falou para trazer esse seu bolo de chocolate, ela fez exclusivamente para você. — Arrastou ela até a cama.

— Não quero. — Inflou as bochechas. — Vai embora logo, eu vou arrumar outro amigo pra brincar comigo. — Cruzou os braços e fingiu não estar interessada naquele bolo, mas seu estômago a entregou, roncando bem alto.

— Você não comeu nada? Está aqui desde que chegou? — perguntou curioso.

— Isso não é da sua conta. — Virou o rosto para o outro lado.

— Ei, para de ficar falando assim comigo, me preocupo com você. — Se aproximou um pouco mais dela. — É minha única amiga que eu realmente confio, as demais são apenas colegas e preciso manter elas. Mas quem é a única que come o meu bolo? Veste minhas blusas no frio e ainda se joga no chão, mesmo sabendo que eu fico muito bravo com isso? Quem ganhou minha pelúcia e dorme todo dia agarrado a ela?

— Eu? — Olhou curiosa para o amigo, que sorriu.

— Sim, você, a única. — Sentou do lado dela. — Que tal comer esse bolo? Senão eu garanto que não vai sobrar nada e adivinha quem vai chorar?

— Você, claro. Ninguém pega no meu bolo.

O pequeno ruivo sorriu e se deitou na cama, observando a amiga comer. Ela tinha chorado bastante por causa dos olhos inchados.

— Você é tipo a minha melhor amiga. Se eu brigo com você é porque tenho liberdade.

— Melhor amiga? — Os olhinhos violáceos dela chegaram a brilhar intensamente.

— Sim, aquela que eu não trocaria por ninguém. — Ajeitou o travesseiro. — Vou dormir aqui, boa noite.

Flashback off

— Eu era alguém muito implicante quando mais nova — falou consigo mesma. — Como você me aguentava?

— Minha melhor amiga, né? Se eu não aguentasse, você iria ficar chorando pelos cantos. — Ichigo vestiu o avental e encarou a morena.

Ela não tinha mudado muito, o rosto delicado era o mesmo. E também o tamanho não a favorecia mesmo com o passar dos anos — e claro que ele não contentaria algo do tipo, tinha muito amor por sua vida —. Os cabelos curtos continuavam o mesmo.

A única coisa que tinha mudado era a personalidade, ele se perguntava como diabos alguém chorona se transformou numa valentona que confronta apenas ele e ainda fica de graça com Isshin para tirar o resto de seu juízo.

— Não sei da onde você tira isso, sério. Eu nunca chorei nenhuma vez, era uma garota muito forte. — Inflou as bochechas.

— É mesmo? Tem certeza? — gargalhou.  A morena era uma péssima mentirosa e por sorte ele tinha uma excelente memória para se lembrar de tudo que aconteceu durante os anos.

Flashback on

O pequeno ruivo olhava pela janela Rukia brincar com um garoto de cabelos flamejante, nem precisava dizer que ele estava morrendo de ciúmes, afinal a Kuchiki era apenas sua amiga e de mais ninguém.

E pior que estava perto de seu aniversário de dez anos e mesmo assim ela estava ali de amiguinho novo, ele não era obrigado a entender aquilo, não mesmo.

Antes do jantar ele foi caminhar um pouco sozinho e ficar resmungando, queria a atenção da morena toda pra ele. Quando voltou, viu Rukia sentada à mesa.

— Ichi, vamos jantar? — ela perguntou alegre.

— Não, jante com seu amiguinho novo, o cabeça de abacaxi. — Cruzou os braços.

Rukia logo começou a chorar, fazendo Isshin reclamar muito com ele por não ser delicado com a amiguinha.

Mas quem disse que adiantava? Ele pegou uma maçã na cozinha e subiu para seu quarto, quando ficava emburrado era até que sua birra passasse, coisa que demorava dias ou quando ganhava algum mimo.

Sentiu algo se rastejar por baixo dos lençóis e ficou com muito medo, até ver dois olhinhos o encarando com fofura. Ela usava o mesmo macacão de coelho,

— Vou dormir com você, melhor amigo. — Se ajeitou no travesseiro e sorriu para ele. — Te amo muitão.

O ruivo deu um suspiro e sorriu minimamente, ela não conseguia fazer ele ficar muito tempo bravo, um poder incrível. 

Flashback off

— Ah, que saudades da Rukia que dizia me amar muitão. — Se espreguiçou.

— Você parece um velho reclamando. — Revirou os olhos. — Eu só quero dormir, estou morrendo de sono.

Desde que cresceram, nunca mais dormiram juntos na mesma cama, às vezes ocorria de dormir no quarto, mas não como antigamente, ele não tinha essa coragem e a respeitava demais.

— Se quiser ir para casa, eu fico aqui, não vai demorar muito para fechar. — Encarou pelo vidro da porta, vendo a neve cair lentamente.

— Eu disse que ficaria aqui com você, idiota. — Foi até ele e o abraçou pelas costas. — Você está tão quentinho, acho que não vou me desgrudar mais.

O ruivo mordeu o lábio, negando mentalmente tal ato, já que não teria coragem de falar isso em voz alta, visto que estava gostando demais.

Era impossível não saber que sentia muitas coisas por Rukia, ela estava em qualquer momento de sua vida e dividiam muitas coisas, não sendo apenas algo de sua imaginação.

Só pararam o toque pois um cliente estava entrando, no caso uma ruiva que cantarolava feliz da vida. Ela só vinha comprar doces ali pois gostava de ver seu senpai.

— Kurosaki-kun! — Saudou alegre. Os olhos castanho mel brilhavam intensamente. — Kuchiki-san! — Sorriu sem graça.

Rukia apenas sorriu, bom, ela não gostava muito da ruiva por motivos de que: o melhor amigo era apenas dela. Logo ninguém poderia querer ganhar atenção. Única pessoa que ele dava chocolates era a Kuchiki e para ninguém mais no dia dos namorados — mesmo que não fossem —.

— Oi — ele respondeu. Por dentro queria ter ficado mais um pouco com a morena daquele jeito. Com certeza ele a chamaria para ver um filme de terror e conseguir ganhar uns abraços, mesmo que ele também morra de medo. — Deseja algo?

— Duas risquinhas, por favor. — Sentiu o clima estranho entre os dois e cogitou ter atrapalhado algo.

Inoue Orihime era amiga desde pequena, mas não conseguia se aproximar muito de Ichigo, ele era educado e gentil, mas seus olhos sempre eram voltados a pequena Kuchiki, que conseguia a atenção dele apenas se chegar perto.

Não negava que aquilo dava inveja, afinal Rukia estava sempre ao lado dele e os dois compartilhavam qualquer coisa e todos os trabalhos faziam juntos. Ichigo foi pegar as rosquinhas e a morena até o caixa, ficando apoiada no balcão.

— Estão preparados para as provas? — Ela sorriu largamente.

— Estamos na reta final de revisão e você? — Rukia respondeu enquanto pegava o dinheiro para  dar o troco.

— Hum, eu também, Tatsuki-chan está me ajudando. — Ichigo entregou a sacola para ela. — Bom, estou indo. Até amanhã na escola, tenham uma boa noite.

— Você também. — Ambos responderam para a ruiva.

Assim que ela saiu, o Kurosaki pegou o pano e passou pelo balcão, mesmo que não tivesse sujeira, deveria manter o ambiente sempre limpo.

(...)

No outro dia

Rukia saiu correndo pelo portão, estava dois minutos atrasada, resumindo, Ichigo a mataria mentalmente e não pouparia tais esforços para a fazer sofrer.

Deu de cara com ele esperando em frente de casa e sorriu, era sempre assim e mesmo assim ele vivia reclamando, parecia não conhecer a garota.

— Bom dia, vamos? — ela sorriu sapeca.

— Está atrasada, bom dia. — Pegou a alça da bolsa e começou a andar até a estação de trem.

A morena cantarolava feliz da vida, pelo menos dessa vez era apenas os dois que vinham para a estação, assim poderia aproveitar a companhia do amigo.

Não demorou muito para o trem chegar e embarcarem, ela acabou achando uma vaga e ficou sentada, enquanto Ichigo estava logo na frente, em pé.

O uniforme da Kuchiki era todo preto, já que era próprio do inverno, a saia com a meia não esquentava muito, mas era melhor que nada. Entretanto sua blusa era tão magnífica que se sentia quentinha.

Ichigo usava um suéter amarelo e a calça cinza, o cabelo estava bem arrumado com um pequeno topete.

Em pouco tempo estavam na frente do colégio de Karakura, alunos conversavam animadamente e faziam algumas brincadeiras. Assim que a morena viu Tatsuki, puxou Ichigo e foi na direção.

Não ia perder de fazer a brincadeira, então pegou na bunda da amiga e olhou para o ruivo com uma cara de surpresa, sabia que ele iria se ferrar e seria muito engraçado.

Tatsuki se virou, encarando o rosto vermelho de Ichigo e a cara de espanto de Rukia, ela não precisava nem perguntar quem tinha sido o culpado.

Sem chances de reação, a melhor coisa que o ruivo fez foi correr até não aguentar mais e jurar que iria se vingar de sua melhor amiga ou como diz o ditado: amigo da onça.



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