1. Spirit Fanfics >
  2. Hey! Goldfish - Changlix >
  3. Chapter 17 - The New King

História Hey! Goldfish - Changlix - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Vou lamentar um pouquinho ter demorado tanto á atualizar T.T

Já reescrevi esse capítulo milhares de vezes e inclusive agora não estou completamente satisfeita, mas espero de coração que não esteja tão ruim assim 😭❤

Boa leitura meu amores💕💕💕

Capítulo 17 - Chapter 17 - The New King


Fanfic / Fanfiction Hey! Goldfish - Changlix - Capítulo 17 - Chapter 17 - The New King

Capítulo 17 - O Novo Rei
Changbin POV


Corri eufórico até meu namorado com a caixinha transparente em mãos. Ele se levantou de imediato ao perceber que eu trazia alguma notícia importante.

- Félix! - acerquei o produto comprado há dias ao seu rosto, que tomou uma forma redonda, tanto nos olhos quanto na boca.

- Onde você conseguiu isso?!

- Era para ser um presente... Pra você - sorri.

- Changbin, você é um anjo?

Félix jogou todo seu peso em mim para um beijo profundo em meio á sorrisos de esperança. Seus braços envoltaram meu pescoço e seu corpo se colou ao meu.

Finalmente teríamos uma chance de derrotar seu pai manipulador, casando Félix por vontade própria e tomando seu reino sem deixar brechas para que o mesmo retorne novamente. As palavras do próprio pai poderiam desestabilizar sua consciência, e ele tomaria o poder á base de uma espécie de hipnose. Teríamos que ter cuidado triplicado.

- Temos que fazer isso o mais rápido possível. Hoje à noite - disse com firmeza.

- Ok, já está quase escurecendo. Melhor nos prepararmos - assentiu.

Peguei uma mochila antiga que há anos não era posta em uso, já que provavelmente acabaria perdida em meio ao mar. Enfiei todo o material necessário, uma faca, a alga Wakame, uma coisinha brilhante que seria usada mais tarde, uma toalha e um espaço livre para guardar minha roupa posteriormente.

A luz da lua começara a ser visível, ainda assim era possível ver uma nuvem negra massiva se aproximando. Não demoraria muito até cobrir o mar por completo, e eu temia que isso pudesse atrapalhar o tal ritual.

- Lix - apontei á grande formação negra - Vamos, agora.

Nos apressamos o máximo possível. A grande calçada em frente á praia seguia altamente lotada e super iluminada, pessoas perambulavam pela borda e um grupo até ousou arrastar seus pés descalços pelos pequenos grãos salpicados. Paramos naquelas mesmas rochas

- Você primeiro, futuro rei - reverenciei dando passagem. Félix sorriu bobo.

Em um salto as perninhas se transformaram em sua bela cauda amarelada. Joguei a mochila para si e saltei em seus braços, espirrando água para todos os lados.

Como da última vez, ficamos na posição "tartaruguinha" até chegar á uma área afastada, próxima á linha invisível que separava a sombra da luz lunar.

- Toma, come isso. De uma vez só! Enfia na boca e guela abaixo - me entregou aquele emaranhado de folhinhas verdes.

- Vai doer? - hesitei.

- Só se você lutar contra.

- Ok, ok.... Mas antes! Tenho mais uma coisinha - revirei os bolsos secundários até encontrar o pequeno círculo brilhante. Eu me lembro claramente do pedido de casamento de Minho, a maneira como o mais novo encarou tudo aquilo maravilhado. Eu tinha que lhe proporcionar uma experiência no mínimo parecida. - Félix... Você aceita se casar comigo?

- Changbin... Eu não acredito! - seus olhinhos brilharam marejados, ele quase explodia emoção - Sim! É claro que sim! Você não existe, meu deus - seus lábios tocaram os meus rapidamente, enquanto suas mãos ainda se esforçavam para não me agarrar. - Ok, mas agora isso - cortou o clima ao colocar o amontoado verde em minha visão. Prioridades...

Só me restava fechar os olhos e esperar pelo melhor. Enfiei a alga mágica guela abaixo e de imediato senti bolhas por todo meu corpo. As cócegas passaram por toda minha espinha até alcançar a região pélvica, e em um piscar de olhos o que um dia foram pés agora balançavam como um só na água. Me senti escorregadio e gelado, como os peixes de mercado.

- Puta que pariu! Félix do céu, eu tenho barbatanas! Olha isso! - Minhas escamas eram azuladas, talvez um tanto esverdeadas. É difícil distinguir estando tão escuro.

- Eai peixinho, como se sente?

- Isso é tão... Nossa! - eu estava tão ocupado me maravilhando diante aquelas escamas que nem sequer havia percebido a faca em sua mão.

- Está se aproximando - disse o mais novo se referindo ao conjunto de nuvens, que agora estavam esburacadas. - Vamos logo com isso.

Com a lámina em mãos cortou sua palma esquerda, onde gotas vermelhas pingavam aos montes. Peguei a mesma e fiz o corte, também em minha palma esquerda.

- É agora - sorri emocionado poucos segundos antes de entrelaçar nossas metades peixe e mesclar o sangue. A felicidade se evaporou poucos segundos após. - Por que... Por que não está funcionando? - a lua havia sido tapada pelo comecinho da nuvem gigantesca - Merda! Merda, merda, merda!

- Ele... Ele está vindo - Seu corpo se arrepiou por completo, e nesse exato momento a água que nos rodeava parecia vibrar - O meu pai.

Ao longe no horizonte a água tomava uma forma irregular, aos poucos se construindo em um grande muro robusto. E na beirada dessa grande muralha líquida estava o homem barbado, que exalava ódio por seus olhos.

- Vamos, por favor, saiam da frente - Félix falava com as nuvens tomado de tensão. - Só um pouquinho para frente! Está quase! Um pouco mais...

O paredão se aproximava em uma velocidade absurda. Quanto mais tempo se passava maior ficava o acúmulo de água e mais brilhantes os olhos do rei se tornavam. Um brilho de ódio e destruição, satánico.

Agarrei a cintura do loiro para confortá-lo, o que era quase impossível. Suas preces não cessavam, e a angustia apenas se encrementava a cada centímetro mais próximo da grande onda.

Olhei para o céu, faltavam poucos centímetros até o buraco se encaixar no formato da lua. Uma pontinha de esperança me iluminou, minhas barbatanas temporárias começavam a ser arrastadas de leve pela tensão na água, e Félix parecia estar a ponto de chorar, entregue á derrota.

E de repente, aquela pontinha de iluminação interior se manifestou no céu. O furo minúsculo chegou á posição correta, iluminando ambos de nós por um fio de luz. Nossas mãos ainda unidas fizeram o trabalho por si só,

A onda gigante diminuiu aos poucos, parando por completo justo ao nosso lado. Estava acontecendo, Félix se iluminou gradualmente, como se recebesse algum tipo de força, acredito que os tais poderes de um rei.

- Está tudo bem?! - perguntei assim que ele voltou ao normal, parecia levemente exausto.

- Agora... Agora eu sou o rei - ele observava suas mãos, movendo levemente de um lado ao outro.

Uma pequena quantidade de água á sua frente movia de acordo com os movimentos, era o poder sobre a água. Ele me encarou sorrindo, isso significa que havia acabado?

- Eu tenho que fazer mais uma coisa - foi até o corpo boiando á poucos metro de nós - Pai...

- F-Félix, me desculpe! Eu não tinha a intenção... Me perdoe! Eu posso mudar - sua voz era falha e rouca. Estava em um estado de quase desmaio.

- Não me venha com bobagens - bufou. - Não me deixarei ser manipulado outra vez por você. Agora eu sou o rei, e declaro que você está oficialmente exilado de nosso reino, para sempre! - o peixinho frágil que costumava ser agora havia tomado seu lugar como rei, exercendo poder sobre o homem que o aprisionou toda sua vida. Somente lhe restou lamentar por seus erros.

Aquele pesadelo que o perseguia havia chegado ao fim, era hora de virar a página e seguir como o novo rei. Seu pai não poderia pisar em suas terras novamente, e isso virou lei.

O formigamento voltou a percorrer toda minha espinha, significa que minhas pernas voltariam a aparecer. Félix veio até mim satisfeito.

- Vamos para casa - disse confiante.

Lar doce lar! Nunca me senti tão bem por entrar naquele cubículo mal-decorado. O que aquecia meu coração era saber que a partir de agora tudo ficaria bem. Ou seja, sem pais malucos o perseguindo. Nossa vida poderia voltar ao normal, reformar a casa e futuramente até formar uma família. Sinto a necessidade de passar o resto de minha vida grudado a esse ser tão inacreditável depois de todo esse caos.

Sua feição séria se desfez no exato momento que tranquei a porta, dando lugar a um sorriso de orelha a orelha. Ele veio até mim em saltinhos de alegria seguidos de um abraço apertado.

- Nós conseguimos! Changbin, agora eu sou rei! Sabe o que isso significa? - assenti - Eu posso controlar a água! E... E ter um tridente! Sabe o quão incrível é ter um tridente?! - disse tão apressado que acabou se enrolando nas palavras.

- A barba gigante e a cara de machão vem incluído?

- Claro! Mas só daqui uns aninhos... Até lá vou ficar nesse corpo normal, com você, o meu marido! - só de ouvir essas palavras vindo da boca dele quase esqueci de respirar - Vamos ter nossa própria casa e.... Oh! Filhos! Vamos ter filhos, não é?

- Se você quiser... - sorri.

- Quando amanhecer eu quero te levar ao meu reino, para a coroação. Você não pode perder! É meio longe... Mas se pegarmos as correntezas corretas chegamos em menos de um dia.

- Não acha melhor um... avião?

- O metal voador? Eu já ouvi falar disso! Nunca fui em um.

- Australia, não é? - ele confirmou.

Comprei as passagens pouco antes de tirarmos um breve cochilo empilhados no sofá. Não pensei que ter barbatanas seria tão exaustivo!

E em questão de horas estávamos dentro do avião á caminho de seu palácio subaquático. Ele ainda dormia com a boca escancarada na poltrona do "metal voador", ressonando em um quase ronco.

Peguei sua mãozinha relaxada de seu colo para apreciar o anel de compromisso. Eu estou sonhando? Lee Félix casado comigo, o rei do oceano!

Ele sussurrava aquelas palavras em inglês durante seu sono, deixando uma ou duas gotas de saliva escaparem. Dormindo como um bebê.

O avião aterrissou após horas achatando as nádegas na classe econômica. O primeiro a fazer era pegar um ônibus até a praia mais próxima, ou seja, mais algumas horinhas de viagem para descansar.

Ao chegar no mar entramos de roupa e tudo, frenéticos para chegar ao destino final. O plano era coletar uns quantos raminhos de algas para que eu pudesse permanecer sem dependência constante dos sopros de oxigênio de Félix, e assim o fizemos. Enchi todo uma bolsa com as algas, beliscando algumas com frequência. Devo adimitir, o gosto não é nada desagradável...

Daqui poucos minutos a cerimônia de coroação estaría se iniciando, e grande parte da população seria testemunha. Foi quase instantâneo, como se estivessem preparados para a ocasião á dias. Não pude evitar tremer de nervosismo, mesmo não sendo eu a estar em frente á todos.

Os sinos soaram, era hora. Me posicionei na primeira fileira de súditos, o mais próximo possível de meu amado. Ele subiu ao altar, e não pude evitar deixar lágrimas de alegria escaparem.

Seus movimentos mais celestiais do que nunca, a expressão séria e poderosa seguida de uma roupa digna da realeza era algo impagável de se ver. O momento que sua boca pronunciou o juramento real, suas mãos segurando seu novo tridente relusente, tudo perfeito! Sem nem rastros de falhas. Ele havia nascido para ser rei, mesmo após negar tanto seu destino.

Todos se curvaram diante de Félix ao receber sua coroa, que encaixava com exatidão em si. Eu estava orgulhoso, muito orgulhoso.

Agora ele era, oficialmente, o novo rei, e meu marido.


FIM


Notas Finais


A FIC CHEGOU AO FIM😭😭😭

Bom... Não completamente
Não se esqueçam que ainda terá um capítulo bônus sobre a vida deles após isso tudo, e SE POR ACASO me bater uma iluminação divina eu escrevo um hot (ou tento, pq realmente não presto pra isso🤭)

Informação inútil: Essa é LITERALMENTE a primeira fanfic que escrevo até o final, porque (infelizmente) tenho fama de largar tudo pela metade.
TRÊS HURRAS PARA MIM❤

Lavem as mãos e se alimentem direitinho😪💕
Até o capítulo bônuss <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...