História Hey, Happiness {Jikook} - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Soo_MoonGuk

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Jikook, Kookmin
Visualizações 34
Palavras 1.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo 04


Fanfic / Fanfiction Hey, Happiness {Jikook} - Capítulo 4 - Capítulo 04

"Um sentimento que era um misto de horror e remorso; mas não passou de um sentimento superficial e equívoco, pois minha alma permaneceu impassível." – Edgar Allan Poe

A frase de Poe ficava ecoando por minha mente a cada passo que íamos se aproximando da casa do JungKook. Era evidente que o moreno estava incomodado com algo, incomodo era pouco para descrever o nervosismo que o Jeon deixava transparecer naquele momento, ainda mais quando apertava sua mão quente envolta da minha de uma maneira bruta, oque me encomodava um pouco, mas ele não notava.

ㅡ Chegamos...

Paramos na frente de um casarão branco, deduzi que havia dois andares por seu tamanho. Jungkook soltou minha mão e passou ela pelos bolsos da calça, procurando algo. Suspirou cansado, voltando a segurar minha mão. Eu gostava disso, era quente, já estava me acostumando.

– Como sou distraído. – Ele sorriu amarelo e eu arqueei uma das sobrancelhas mostrando minha confusão. – Esqueci de pegar minha chave quando saí de casa hoje cedo. – Se explicou, e balançou os ombros.

ㅡ Não tem ninguém em sua casa? -- Indaguei enquanto observava sua expressão inquieta. – Talvez seus pais?

ㅡ M-Meu pai trabalha o dia todo. – Ele engole um seco que não me passou despercebido, junto com o gaguejar atrapalhado. Deu um pequeno sorriso travesso – Já sei! A porta dos fundos sempre está aberta. – Ele me puxa para a parte de trás do quintal passando por um pequeno corredor entre sua casa e o murro, lá pude ver uma casinha rosa de cachorro e um filhote de Akita Inu dormindo na frente da mesma, sorri com a fofura do animal, era pequenino. – É a Hanne, é o meu xodó. – JungKook sorriu, parecia mais calmo enquanto olhava na mesma direção que eu. – Vamos entrando... – Durou poucos segundos e sua expressão de medo voltou.

-- JungKook. - Puxei-o antes que entrássemos em sua casa. – Tem certeza que está tudo bem? Tenho a impressão que eu não deveria estar aqui...

-- Relaxa, você tem que estar comigo. – Ele pisca e abre um sorrisinho, nem mesmo com essa cara de medo esse embuste perde tempo. – Vem. – Ele me puxou para dentro da casa, percebi que estávamos bem na cozinha, era em um estilo americano com uma pequena quantidade de luz entrando pela janela, o que deixava o lugar mais belo - não só a cozinha, mas a parte da sala que dava para se ver também era nesse estilo, e tão bela quanto -, o que me fez deduzir que os pais do Jeon gostavam muito desse estilo. 

O moreno me guiou até uma escadaria que levava para baixo e pediu que eu não fizesse muito barulho. 

A impressão de que não deveria estar ali havia voltado mais forte, algo em mim me fazia ter a vontade de sair correndo dali, mas resolvi ignorar e apenas seguir o mais alto. Demorou um pouco para descer todas aquelas escadas - ainda mais sem fazer barulho no piso de madeira escura -, ao chegarmos em um tipo de porão grande, enxerguei variados tipos de piscas, coloridos e de várias formas, mas não conseguia identificar oque era pelo escuro do lugar. Vi Jungkook ir até um interruptor perto da escada e acender a luz do local. Com toda certeza que Jihyun iria enlouquecer nesse quarto, parecia as locadoras de jogos que o meu irmão costumava frequentar nos finais de semana e que eu era obrigado por minha mãe a ir junto para me enturmar com as pessoas. Havia uma tv enorme conectada a um aparelho de vídeo game, ao lado havia um tapete colorido e brilhante que também se conectava a tv, armas, controles sem fios, tudo que um gamer sonharia ter em sua casa - o que não é meu caso, mas de meu irmão... -. No outro lado do porão estava seus móveis normais: uma cama de casal, um enorme armário, mesas de canto e um tapete branco e aparentemente muito fofo. Encima dos lençóis claros da cama se encontrava uma caminha roxa de cachorro, deduzi que era de Hanne.

-- Pode ir escolhendo o jogo, eu só vou pegar algumas coisas lá em cima. – Apenas acenei com a cabeça e me sentei em um dos beanbag que havia espalhado ali, segui com o olhar o Jeon subir apressado. Ao perceber que ele saiu, tirei sua jaqueta que estava esquentando demais e percebi que havia caído algo metálico no chão. Olho para o objeto e noto uma chave com um pequeno chaveiro de emoji.

ㅡ Será que isso é a chave da porta que ele esqueceu? – Sussurrei enquanto lembrava de suas palavras. Baguncei os cabelos resolvendo não pensar muito naquilo, e direcionei meu olhar para a grande quantidade de jogos que haviam ali, mas como previsto, eu não sabia sobre nenhum deles.

-- Escolheu algum? – Ele havia voltado vestindo roupas mais casuais e claras.

ㅡ Não, achei melhor você escolher o que você acha melhor. – Ele se sentou no outro beanbag e pegou sem ao menos olhar – um dos jogos da prateleira, colocando no aparelho. – Como é esse jogo?

-- Já assistiu Naruto? – Neguei com a cabeça. – Woah, preciso fazer maratona Naruto para você então, ChimChim. – Ele me entregou um dos joystick.

-- ChimChim? – O moreno me encara por alguns segundos. – Qual o motivo desse apelido carinhoso?

-- Amigos dão apelidos a outro e eles geralmente são carinhosos. – Ele sorriu de canto e voltou sua atenção para a tela. – Mas voltando ao assunto, me diz um dia que esteja livre para assistirmos Naruto e talvez outros animes.

-- Não sei, irei olhar na minha agenda. – O Jeon gargalhou. – Me ensina a jogar, eu não sei de nada.

-- Tudo bem, vem cá. – Ele bateu no espaço entre suas pernas, fiz careta, aonde ele queria chegar com essa aproximação toda? – Vamos logo. – Ele me puxa para perto e passa os braço por minha cintura segurando minhas mãos em volta do joystick, enquanto suas pernas se enlaçavam com as minhas. – Eu vou te dizer as instruções, ok? – Sua voz parecia mais rouca quando soava próximo de minha orelha, talvez ele estivesse me provocando. 

Ele foi ditando os comandos e eu sentia cada vez mais nossos corpos se juntando, como se o Jeon estivesse me apertando mais a cada segundo.

-- JungKook...

-- Hum? – Sentia seu hálito perigosamente próximo de meu pescoço.

-- E-Eu creio que já tenha entendido, vamos jogar. – Saio de perto e volto para o meu “saco de feijão”, meus pelos se encontravam estirados e minhas bochechas e orelhas estavam quentes – quase ardendo em chamas -.

Ele soltou um riso baixo e deu partida no jogo, obviamente eu continuava péssimo, mesmo sabendo de todos os comandos. Resultado; JungKook ganhando todas as partidas.

-- Desisto. – Larguei o controle e encarei o moreno. – Você passa o dia jogando?

-- Não, faço outras coisas também. – Me levantei e comecei a girar e olhar aquele porão, parando perto de uma escrivaninha que estava cheia de livros e folhas rabiscadas – Desenhos, escritas, e muitas folhas em branco podiam ser vistas.

-- Você escreve também? – Pego uma das folhas e percebi que era uma letra de música. – Você compõe? – O Jeon se levantou e caminhou até mim, ficando ao meu lado.

-- Sim... – Ele sussurra enquanto eu prestava atenção naquela letra – Mas não é nada extraordinário.

-- Você tem talento, Jeon. – Sorri, enquanto ele tirava as folhas de minha mão – Pretende seguir essa carreira? – Ele gargalhou melancolicamente.

-- Não, não irei. – Eu queria pensar que talvez fosse impressão minha, mas o olhar dele havia ficado opaco, apesar do sorriso radiante que enfeitava seus lábios. Ele olhava para aquelas folhas de um jeito... peculiar.

-- Mas porq... —Sou interrompido com o barulho do celular dele tocando, ele tirou o eletrônico para olhar a tela e eu pude jurar que seus olhos quase pularam para fora do lugar. – Já é muito tarde?

ㅡ S-Sim, muito! Você precisa ir para casa! – Ele pega minha mão. – Eu te acompanho até lá fora. – O Jeon me puxa escada acima apressado. – Vamos sair pelo os fundos que é melhor. – Ele murmurou quando chegamos na sala, olhou para os lados e me levou até a parte de trás da casa.

-- Eu posso ir sozinho agora. – Soltei sua mão da minha. – Até amanhã, Jeon.

-- Até... – Encarrei mais uma vez aquele filhote dentro da casinha rosa, e logo depois olhei para o dono do animal. Ele me olhava intensamente, quase não parecia ser o Jeon que eu conhecia. Soltei um pequeno sorriso para o mais novo, e apenas recebi um de volta. Caminhei pelo corredor até chegar na frente da casa, percebi que havia um carro estacionado na frente da garagem da e que um homem vestido formalmente falava com alguém ao telefone.

" Será que é o pai dele? " Resolvi ignorar minha própria pergunta e segui caminho para minha casa, queria ficar mais com o Jeon, aproveitar mais e quem sabe ganhar dele em alguma partida de videogame. Porém como ele disse, era muito tarde, e meus pais já deveriam estar preocupados.



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