História Hey Nerd - Larry Stylinson - Capítulo 4


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Categorias One Direction
Tags Drama, Htops, Larry, Romance, Zouis
Visualizações 80
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aviso: esse capítulo vai ser um pouco fortinho.

Boa leitura amores :)

Capítulo 4 - Aggression


Fanfic / Fanfiction Hey Nerd - Larry Stylinson - Capítulo 4 - Aggression

Louis Pov.

- Então estava estudando com o Styles, não era? – Meu pai levantou as mangas da camisa social, ele tinha um sorriso nada amigável no rosto, e vinha se aproximando.

Eu estou ferrado, sei que vou estar com vários hematomas, sei que vou ficar com meu corpo doendo amanhã. Droga, como pude ser tão burro, claro que meu pai iria aparecer na casa dos Styles, dei muita mancada. Ele vai me bater por ter ido à casa de Harry e por não tirar uma nota boa no teste. No momento estou em meu quarto, encostado na parede, morrendo de medo do meu pai. Sempre achei que um pai deveria ser um modelo, alguém que você poderia se espelhar, mas eu nunca vou me espelhar nesse homem a minha frente, vindo em minha direção para me agredir. Eu sei que faço merda, não sou perfeito, mas eu não mereço apanhar por causa disso, tento melhorar, tento muito, e ele também deveria tentar.

- Pai, por favor. – Pedi, será que se eu pedir com educação ele vai me escutar? – Só foi em química, e eu preciso de reforço, Harry é o melhor aluno.

- Porque não consegue ser igual a ele? – Eu podia ver que meu pai já estava bêbado, quando chegamos, ele me mandou para o quarto e disse que depois viria, com certeza estava bebendo, ele sempre bebe quando me bate. – Porque não consegue me dar orgulho? Porque tem que ser uma puta? Porque Louis? Me diz. – Ele chegou perto de mim, e eu não evitei uma lágrima escorrer. – Porque é sempre uma decepção? Não sente culpa? Me diz, você não se sente culpado pela morte da sua mãe? – Não usa a minha mãe. Poxa, eu não fui culpado. – Foi por sua causa que sua mãe morreu. – Chorei balançando a cabeça em negação. – Você a matou, não se sente culpado?

- Eu não a matei. – Falei quase num sussurro. – Não matei. – Fechei os olhos e deixei as lágrimas saírem.

- Matou! – Mark gritou próximo ao meu rosto, e eu fechei meus olhos com força. – Você a matou! – Gritou começando a me bater.

Mark nunca me bate no rosto, sabe que isso deixaria muito a mostra o que faz, então ele só me bate no corpo, deixando várias marcas em minhas costas, meu peito, abdômen. Eu já deveria me acostumar com isso, mas qual é o corpo que se acostuma sendo sempre agredido? Tento não gritar, tento parar de chorar, mas não adianta. Eu corpo dói então caio no chão, mas ele ainda assim não para, e usa seus pés para me agredir ainda mais. Encolho-me no chão enquanto sou chutado por ele.

- Você é um imprestável, nem na escola é bom, como consegue viver consigo mesmo? – Ele cospe as palavras e eu continuo encolhido ali no chão. – Ainda bem que sua mãe não está mais aqui, ela se decepcionaria com você. – Choro novamente e ouço suas pisadas se distanciando.

Fiquei um tempo no chão, apenas chorando. Quando consegui forças, me arrastei até minha cama e peguei meu celular, disquei o número de Zayn com dificuldade, minha não tremia muito. Levei o celular ao ouvido e chequei a porta, estava aberta, mas tenho certeza que Mark desceu para escritório, a fim de beber como sempre faz depois de me bater.

- Lou? – Ouço a voz de Zayn do outro lado da linha e começo a chorar. – Droga, estou indo. – É só o que ele diz antes de desligar.

Sempre que meu pai me bate, eu ligo para Zayn, ele sempre me ajuda, sempre fica comigo, sempre limpa minhas lágrimas, sempre dorme comigo. Sempre cuida de mim. Tentei me levantar e caminhei lentamente até a porta, tranquei a mesma e sentei no chão, não tenho forças para caminhar de volta até a cama. Meu corpo está fraco e meus olhos pesam, não quero fecha-los até ter certeza de que Zayn chegou. Mas sou vencido e acabo apagando.

                                                                                                              xx

- Não... – Resmungo sendo colocado sentado em algo. – Dói... – Resmungo novamente e tento abrir os olhos, está tudo branco, sinto meu corpo sendo colocado em algo molhado, mas quente.

- Está tudo bem. – Ouço a voz de Zayn. – Estou aqui. – Abro um sorriso, pelo menos eu acho que abro um, não sinto nada.

- Z... – Sussurro, então abro mais meus olhos, vejo que estou dentro do meu banheiro, e dentro da banheira, pelado.

- Por sorte ele não quebrou nada. – Zayn falou me ajeitando mais na banheira, ele veste uma camisa preta básica, devia estar de jaqueta, mas deve ter tirado. – Ele pegou leve. – Leve. Comparado às outras agressões, Zayn tem razão.

- Dói. – Resmunguei gemendo e fazendo uma careta.

- Eu sei, vou te ajudar com isso. – Zayn diz com toda paciência do mundo ao lado da banheira, e enquanto ele massageia meu corpo, fico olhando para seu rosto.

Zayn é lindo, ele consegue ser sexy sem fazer esforço algum, é muito atraente. Tenho sorte de tê-lo como amigo. Queria muito sentir algo além de amizade por ele, queria ele além de amigo. Porque não sinto nada além de uma simples atração física e uma bela amizade? Zayn foi sempre tão próximo meu, nos damos tão bem, acho que daríamos um ótimo casal. Sorrio com esse pensamento, queria saber se ele já pensou nisso, será que ele já pensou em ser meu namorado? Ou será que ele só sente atração e amizade por mim?

- No que tanto pensa? – Perguntou percebendo que estou encarando demais.

- Esse é um ótimo ângulo seu. – Falei aleatório, mas é verdade, Zayn é lindo de todos os angulo.

- Idiota. – Ele ri e eu o acompanho, mas quando me esforço para rir, meu abdômen dói. – Não faça esforço. – Ele diz e continua a massagear meu corpo, então meus olhos enchem de lágrimas e eu começo a chorar. – Ei, ei. Eu te machuquei? – Zayn começou a se desesperar. – Me diz onde dói. – Olhei para seus olhos caramelos.

- Não é o meu corpo que dói, Zayn. – Murmurei ainda chorando, Zayn suspirou e abaixou a cabeça.

- Você precisa dormir. – Ele me puxou para fora da banheira e me coloco de pé no banheiro. Z e eu já transamos tanto que eu nem sinto vergonha de estar totalmente nu na frente dele. – Merda, isso vai ficar bem roxo. – Disse ele preocupado, levei minha mão ao rosto para enxugar as lágrimas.

Zayn pega uma toalha e me enxuga, odeio isso, ele sabe que eu posso me enxugar, não estou desabilitado. Mas não falo nada, da ultima vez que falei, Zayn se descontrolou e quase saiu do meu quarto para bater no meu pai, por sorte ele não ouviu os surtos dele. Meu pai não faz ideia de que Zayn sempre vem me ajudar, se ele descobrir...

Meu amigo me leva para o quarto e me faz sentar na cama, faço o que ele mandou e o vejo entrar em meu closet, logo saiu com uma cueca branca e uma camisa grande, também branca. Ele caminha até mim e me veste, depois ele apaga as luzes e deita comigo na cama, meu corpo ainda dói, mas não tanto quanto na hora que ele me bateu, e eu sei que vai estar pior amanhã.

- A culpa é minha. – Ouço a voz de Zayn e levanto meu rosto para olhá-lo.

- Não é sua culpa, não pode falar isso. – Como Zayn se acha culpado por uma coisa que ele não tem nada a ver?

- É culpa minha, Lou. – Zayn se senta na cama e eu faço o mesmo, com um pouco de dificuldade, mas consigo. – Eu te fiz cabular as aulas.

- Não foi por causa disso que ele me bateu. – Falei baixo.

- Então o que foi dessa vez? – Ele tombou a cabeça para o lado.

- Ele me encontrou na casa do Styles, soube que estava lá para estudar. – Meus olhos foram marejando. – Então ele fez o mesmo de sempre. – Abaixei minha cabeça e deixei as lágrimas saírem.

- Conta. – Zayn sempre me pede para contar, ele sabe que isso me ajuda. Ele nunca me forçou a nada, ele só pede, e se eu não quiser falar, ele respeita. Mas eu sempre falo, não gosto de guardar tudo para mim.

- Quando chegamos ele foi beber e me mandou para o quarto. – Fui contando de olhos fechados. – E quando ele chegou, tentei evitar, tentei pedir com educação, mas ele avançou mesmo assim. – Funguei e abri os olhos, mas permaneci de cabeça baixa. – Ele disse que sou uma decepção, disse que sou uma puta, que sou imprestável. – Chorei lembrando a forma como ele falou. – E disse que fui eu quem matou a mamãe. – Solucei e não consegui mais falar.

- Não Lou... – Zayn me puxou para seus braços e beijou o topo da minha cabeça. – Você sabe que não foi culpa sua. – Me distanciei e olhei nos olhos dele.

- E se for? – Chorei e Zayn balançou a cabeça em negação. – Eu não queria matar ela Z, não queria. – Ele me puxou novamente para seus braços, e eu permaneci ali até ficar cansado e apagar.

xx

Abri os olhos e senti dores em meu abdômen, mas nada insuportável. As cortinas da varanda voavam conforme o vento entrava. Zayn nunca fecha a porta da varanda quando vai embora, e por falar nele, encontro um bilhete no meu criado mudo. Me estico com dificuldade e pego o papel.

"Bom dia Sunshine :)

Quando acordar eu já vou ter ido embora, mas quero que saiba que não foi culpa sua. Nunca foi.

Se ele te agride é porque ele é doente, precisa ser tratado.

Não esqueça, não foi culpa sua.

Deixei a água da banheira preparada, toma cuidado.

Te vejo mais tarde.

Z."

Sorrio e guardo o papel junto de vários outros na gaveta do meu criado mudo. Em todos esses papeis Zayn diz que não foi culpa minha, ele sempre tenta me convencer disso, agora só o que falta é eu mesmo me convencer. Suspiro e levanto, caminho sentindo dores até o banheiro, tranco a porta e me olho no espelho, olhando meu reflexo eu aparento estar ótimo, mas quando levanto a camisa branca, vejo várias manchas roxas, outras vermelhas e outras em um tom azulado.

Não posso dar nenhuma evidência de que isso acontece comigo, seria vergonhoso alguém descobrir. Não sou agredido todos os dias, felizmente, só quando meu pai bebe demais ou quando ele vê que não estou indo muito bem na escola, ou quando sabe que ainda ando com Zayn. Não sei o que vou fazer, o jeito vai ser deixar como está, não posso falar para ninguém.


Notas Finais


Gente, eu mal revisei, tenho uma apresentação amanha na minha escola e estou super nervosa. Enfim, se der eu atualizo "Couple?" amanha, se não, na sexta tem att, ok?

Beijos amores, desculpa qualquer errinho :3


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