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História Hey, Teacher! - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa Oneshot é uma readaptação de uma outra OS, escrita pela Má Marche. Eu li essa história (a qual os protagonistas na verdade são um casal hétero) e, por gostar do enredo, tive a ideia de transformar ela em uma versão gay de Jikook.
Eu tentei entrar em contato com ela, mas não consegui, então vou deixar os devidos créditos a ela, e o link do tumblr onde a versão original dela está postada, nas notas finais.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Mais um dia nesse inferno na Terra, também conhecido como escola. Todas as manhãs eu era obrigado a levantar, jogar uma água na cara pra espantar o sono, e arrastar minha bunda para aquele lugar, apenas para lidar com as mesmas pessoas insuportáveis e aulas desnecessárias. Era uma espécie de tortura chinesa, eu sabia. Especialmente pensada para punir as pessoas que, como eu, nasceram com a cabeça muito mais à frente de seu tempo e não sabiam lidar com tamanha babaquice sem objetivo.

Então, finalmente, chegou o último ano. Último ano naquele manicômio repleto de babuínos selvagens, que tinham amendoins no lugar do cérebro. Último ano aguentando a grosseria sem limites de velhos babacas que se achavam superiores só por terem 50 anos nas costas. Último ano de gente me chamando a atenção por não me misturar, por não cumprir as ordens incabíveis que me davam, por responder à altura e não levar desaforo pra casa.

Um último ano abençoado.

Tendo tudo aquilo em mente, naquele dia eu nem estava tão de saco cheio com a vida escolar. Ninguém tinha me tirado do sério ainda e eu tinha ficado sabendo pelas fofocas nos corredores que o Professor Bong, tinha finalmente sido forçado a se aposentar, por provavelmente estar mais velho quanto a rainha Elizabeth II, o que significava que naquele trimestre final do terceiro ano nós teríamos um professor substituto.

E você sabe o que dizem sobre professores substitutos: Farra na certa. Por isso eu já estava comemorando internamente pelas minhas voltas para casa mais cedo que o usual, ao me sentar na primeira carteira da fileira da parede. Aquele era um lugar estratégico: Os professores sempre davam aula no meio da sala, então eu nunca era alvo de sua atenção, e ao mesmo tempo não era obrigada a ouvir os sussurros enérgicos da galera do fundão sobre qualquer elemento da vida alheia para a qual eu não dava à mínima.

Ali, eu tinha alguma paz.

Coloquei meus fones de ouvido e abri o caderno na última página, para rabiscar coisas aleatórias como eu sempre fazia. Estava determinado a preencher aquela folha inteira com todo tipo de desenho sem sentido, quando ouvi uma voz abafada dar bom dia para a turma. Ignorei prontamente, aumentando o volume da música e selecionando um pedacinho intocado da minha folha para enfeitar com um Buda gordinho, para que este me lembrasse de ter paciência.

Dez minutos depois, eu estava finalizando sua careca simpática, quando uma sombra desagradável atrapalhou minha concentração. Já ia xingar o demente que tinha apagado a luz, jurando que era porque o professor substituto devia estar passando algum filme para se livrar de dar matéria, quando olhei para o lado.

A primeira coisa que vi foi o seu quadril.

Estreito, mas másculo, ele estava enfiado em uma calça jeans apertada que deixava a imaginar o conteúdo. Subindo o olhar, percebi a camisa social azul clara justa na medida certa que contornava a barriga lisa e o peitoral largo, que eu tinha certeza que guardava um bom tanto de músculos, se repuxando nos braços malhados e acabando no colarinho aberto em dois botões. O pescoço de tendões lagos levava a um maxilar forte, lábios médios e olhos encantadores de cor negra. O cabelo grandinho não disfarçava o homem muito gostoso que não podia ter mais de trinta anos.

Será que a minha teimosia tinha sido recompensado ou eu tinha caído no sono em cima do caderno e nem tinha percebido?

O Deus Grego fez sinal para que eu retirasse os fones e por algum motivo obscuro eu o obedeci. Assim, sem a distração da música alta, pude perceber que a sombra era feita só pelo corpo dele e que a sala estava acesa e movimentada, as pessoas se juntando em duplas para responder as questões que lotavam a lousa de giz.

— É um belo desenho, mas não acho que ele se relacione de alguma forma com a matéria. — Comentou entre um sorriso modesto e um apertar de olhos, como quem pega uma criança bagunceira no flagra.

— Desculpe professor, mas eu não me lembro de ter pedido sua opinião. — Rebati.

Não era só porque ele é bonito que eu ia ser subitamente simpático com alguém naquele fim de mundo.

— Vamos fazer o seguinte. — Começou dizendo, sem desmanchar o sorriso. — Você me respeita e eu te dou seu espaço. O que acha?

Estreitei os olhos, sem entender porque diabos ele queria fazer um acordo comigo. A maioria dos professores só se preocupava em gritar e mais nada.

— O que você quer? — Perguntei desconfiado. Ele sorriu mais uma vez, me encarando por longos segundos, antes de fechar meu caderno e puxar minha cadeira até o lado da sua, na mesa do professor. Gritei com o susto, já que eu ainda estava sentado em cima dela.

— Você é louco? Eu vou te processar! — Ele riu mais uma vez e manteve uma mão no meu ombro, me impedindo de levantar.

— Você vai ficar do meu lado até acabar a tarefa. Aí pode sair. — Piscou, sentando-se na sua cadeira, perto demais de mim, quanto à turma ria da situação.

— E porque eu faria isso? — Coloquei minhas mãos em punho na cintura, para demonstrar minha indignação com aquele ser fora de qualquer racionalidade.

— Porque eu quero algo bonito para olhar enquanto espero a classe terminar as atividades, e você me parece uma boa opção. — Sorriu charmoso, focado em seu e-mail aberto no notebook.

Ele realmente me manteve ali até o sinal bater. Claro, porque eu me recusei a fazer qualquer esforço mental pra responder suas estúpidas questões matemáticas.

Professor Jeon Jungkook, como eu descobri ser seu nome, era um homem bissexual, solteiro de 24 anos com alguma experiência em ensinar matemática e física, e um gosto especial por pedagogia, pelo que seu currículo me disse. Não tinha muitos empregos fixos por estar sempre "em busca de novos desafios".

É, eu pesquisei por ele no Google depois de ler seu crachá.

Bom, quando ficou claro que eu não ia colaborar com a sua técnica pífia de disciplina, e quando minhas constantes e propositais perguntas sobre as coisas de seu e-mail começaram a irrita-lo, ele pareceu se dar conta de que me colocar ali do seu lado e me ignorar não seria uma tarefa possível.

Daí resolveu conversar comigo, o que era em um nível astronômico, uma ideia muito pior.

Eu era grosso e mal educado de propósito, esperando que ele me mandasse pra casa de uma vez, mas ele contornou minhas tentativas com maestria e vez após outra me trouxe de volta para o assunto com algum comentário absurdamente inteligente e/ou interessante.

Eu tinha vontade de cortar meus pulsos ou a sua garganta, porque o homem estava me dando vontade de realmente tirar a carranca de lado, deixar a rebeldia no bolso e bater um papo animado sobre política ou ciência. E isso não era para acontecer.

Quer dizer, olha como tudo começou. Eu devia odiar ele nessa altura do campeonato.

Felizmente para ele, eu fui aos poucos desligando o botão do stress e correspondendo com entusiasmo suas investidas. Quando fui ver, estávamos tão imersos em uma discussão acalorada sobre ideologias políticas, que todo mundo já tinha ido embora e a faxineira entrava para limpar a sala.

— Céus, eu não vi o tempo passar... Tenho uma palestra pra ir agora! — Ele disse apressado, guardando as suas coisas.

— Eu também não reparei. Enfim, até amanhã, Professor. — Respondi quase educado, passando minha mochila por um ombro.

— Jimin — Ele chamou. Parei no batente da porta e olhei para saber o que ele queria e ele veio em passos largos na minha direção. — Eu entendo o porquê de você odiar tudo isso aqui.

— É mesmo? E qual o motivo, senhor vidente? — Brinquei sendo ranzinza cruzando os braços, mas com um sorriso no rosto.

— Você é maduro demais para esse tipo de ambiente. Não se encaixa. — Falou sorrindo de volta e eu estreitei meus olhos, perguntando-me o que ele queria dizer com aquilo. — É um refresco, na verdade. E uma boa companhia. Acho que vou usar mais da sua má vontade até o fim do ano. — Ficamos ali, nos encarando durante o que pareceu ser mais um dia inteiros. Aos poucos, abri mais o meu sorriso.

— Você não estava atrasado para uma palestra? — Pergunto provocativo, levantando uma de minhas sobrancelhas.

— Puta merda, é mesmo. — Ele bateu uma mão na testa e se virou para pegar suas coisas e ir embora.

Ri de seu jeito atrapalhado e também fui.

— Bom dia, classe. — Saudou em seu bom humor impecável de sempre. Eu já tinha desistido de avaliar o meu, devido às diversas alterações que já tinha sofrido em um único dia, então só observei enquanto o professor alisava sua camisa branca e dava início a mais uma aula de matemática.

Deu uma introdução rápida sobre algo que eu não prestei atenção, por estar muito ocupado deduzindo como seria por baixo de sua camisa. Por algum motivo, as menininhas nerd's que sentavam logo na frente dele, começaram a levantar as mãos, como se quisessem ser escolhidas para alguma coisa. Ele selecionou duas delas e mais um garoto antes de pousar os olhos enigmáticos em mim.

— Jimin, você também. Exercício quatro. — Fiz uma careta de indignação, parecida com a das infelizes que não foram escolhidas, e me levantei vagarosamente para ir até a lousa.

Jungkook me deu um pedaço de giz azul e sussurrou no meu ouvido que eu "desse o meu melhor". Eu fiz as malditas operações e me sentei novamente, ainda olhando torto para ele, que me deu apenas um sorriso provocativo.

Aquela cena pareceu se repetir pelo restante da semana. Eu sempre era escolhido para fazer alguma coisa, mesmo quando protestava, mesmo quando alguém se oferecia para ir ao meu lugar, mesmo que eu chegasse atrasado ou saísse para beber água. Ele insistia em me ter ao seu lado na frente da sala, em fazer piadinhas sobre mim e me lançar frases provocativas.

Chegou ao ponto de todo mundo dizer que eu era seu "queridinho" e os boatos de que o novo professor substituto fosse gay ou simplesmente bissexual não demoraram muito para surgir. O que piorou ainda mais a minha situação, por todos daquele lugar saberem que eu nunca fui hétero, e logo piadinhas sobre mim e Jungkook começaram a aparecer.

Eu nunca tinha passado por aquilo e sinceramente, era bem incômodo. As pessoas sorriam pra mim como se fizessem parte daquele teatro tão engraçado e até ajudavam ele a me encher a paciência. Era um tal de "o Jimin sabe" quando uma pergunta difícil era feita para a turma, que me deixava extremamente enojado.

O caso era tão sério que quando quiseram alterar a data de uma prova, vieram me pedir pra falar com ele, sendo que aqueles acéfalos nunca se davam ao trabalho de conversar comigo normalmente.

Eu só queria paz, então concordei e mandei-os todos irem embora para poder falar com meu tão querido professor. Eles se foram, entre sorrisos de agradecimento e fecharam a porta da sala para que eu tivesse privacidade para chorar e me descabelar, se fosse o caso. Claro que isso não iria acontecer, mas ia me dar mais trabalho explicar o porquê de eu simplesmente não estar disposto a tanto, do que fingir que eu me humilhei para que ele adiasse tal prova.

Revirei os olhos e me debrucei na mesa dele, fechando seu notebook no processo. Jungkook me olhou com suas íris cor negra e esperou que eu dissesse o motivo daquele atrevimento.

— Escuta, o pessoal quer adiar a prova porque já tem de português no mesmo dia que a sua. Pode ser? — Pergunto de forma displicente.

— Por que adiantar a minha, se o problema é o outro teste? — Perguntou cínico, com os olhos apertados e um sorriso zombeteiro.

— Porque o outro professor não quis adiar. — Revirei os olhos. — Agora pare de bancar o malvado, que nós dois sabemos ser uma máscara que não combina com você e marque essa maldita prova para o dia seguinte e ponto final. — Eu já tinha gasto mais palavras do que estava afim e me encontrava a um passo de pegar o notebook dele e fazer a mudança eu mesmo. Acho que o próprio Jungkook leu a minha impaciência nas palavras ditas e pareceu prestes a concordar.

Até que eu vi na feição dele alguma coisa mudar. O brilho que adquiriu em seu olhar, o perigo no sorriso. Ele parecia o retrato de um homem desafiado que queria provar o seu melhor.

— Tudo bem, eu adio em uma semana, até. Mas você vai precisar fazer algo por mim também. — Levantei a sobrancelha, intrigado.

— Tenho certeza que as nerdzinhas vão aceitar qualquer trabalho que você queira propor, então...

— Não. — Interrompeu-me. — Tem que ser você.

Cerrei meus olhos, desconfiado. Jungkook parecia um predador naquele momento, diferente do homem bonzinho que implicava comigo no dia a dia, e a constatação daquela mudança fez um arrepio percorrer minha coluna.

— Ok... E o que eu tenho que fazer?

Ele sorriu mais uma vez, contornando a mesa e a mim mesma, passeando.

— Quantos anos você tem mesmo? — Perguntou misterioso.

— Faço vinte no mês que vem. — Respondi, sem entender.

— Certo. E que perfume você usa? — Continuou e eu tive que me virar na direção dele, que agora estava sentado em uma mesa de estudante a alguns passos.

— L'Eau D'Issey... Por que essas perguntas?

— Não, não. Tenho certeza que não é esse. — Respondeu ignorando minha pergunta.

— É esse sim, você acha que eu não sei o perfume que uso todos os dias? — Disse irritado com todo aquele suspense.

— Ah, mas então hoje você está usando um diferente. — Afirmou gesticulando, como se tivesse certeza. Havia um brilho divertido em seu olhar e eu não pude parar de me perguntar o motivo.

— Não estou nada, seu teimoso! — Minhas mãos foram parar na minha cintura e eu sentia estar lidando com uma criança de maternal com mania de querer estar sempre certo.

— Está sim, por que você está mentindo pra mim? — Indagou com os olhos cravados nos meus. Ele levantou e caminhou com calma na minha direção.

— Oras, se você não acredita, vem aqui cheirar! — Exclamei, perdendo a paciência.

Não percebi, no entanto, que era aquilo que ele queria ouvir desde o início.

— Com todo o prazer. — Falou com um sorriso repleto por malicia estampado no rosto.

Pousou as mãos certeiras no meu quadril e me puxou para ele, fazendo nossos corpos se chocaram. Antes de eu esboçar qualquer reação, ele pousou o nariz em meu pescoço e respirou fundo, de uma forma que minhas pernas falharam e o meu coração disparou.

— V-viu? — Gaguejei um pouco desnorteado, em uma tentativa de não perder a pose.

— Hm... Ainda não estou convencido. — Dito isso, ele abocanhou meu pescoço com fome, engolindo minha pele e lavando meus sentidos. Imediatamente, cravei minhas unhas em seus braços, tendo a certeza de que iria desmontar a qualquer momento. Percebendo isso, ele enlaçou minha cintura para dar estabilidade e continuou a me dar beijos fracos e chupões entusiasmados, que fizeram minha temperatura elevar.

— J-Jun... Jungkook-ah! — Exclamo quando sinto sua boca descer até meu ombro, entre mordidas deliciosamente ardidas. — Ah... — Agarro o colarinho de sua blusa preta, juntando ainda mais meu corpo ao seu e jogando minha cabeça para trás, aproveitando as tortuosas, porém gostosas, sensações que sua boca me proporcionava.

— Acho que estou quase te dando razão... — Murmurou contra meu ouvido, mas eu sequer conseguia prestar atenção o suficiente para conectar suas palavras com o assunto do perfume; e meu raciocínio chegou ao zero quando ele começou a distribuir leves mordidas por meu maxilar.

Meus gemidos saiam sem qualquer controle, à razão sendo algo muito impossível de ser acessada no momento. Senti-me ser empurrado, até dar com as costas na parede. Daquele jeito, era ainda mais fácil sentir o corpo inteiro de Jungkook contra o meu. O impacto de nossos corpos também pareceu fazer efeito nele, que rosnou alguma obscenidade ininteligível e desistiu da sutileza para se apoderar da minha boca.

Jungkook dançava com a língua na minha boca, me forçando a abrir e fechar os lábios em um ritmo maravilhosamente certo. Aquilo soava tão sexy que minhas coxas se pressionavam uma contra a outra sem meu consentimento. Parecendo sofrer do mesmo mal, ele se abaixou minimamente para agarrar a parte de trás de um dos meus joelhos, e subir minha perna consigo até estar enlaçada firmemente em seu quadril. Suspirei descontrolado, tentando ainda manter minha mente focada no beijo, por mais impossível que parecesse, já que agora nossas ereções estavam praticamente coladas, separadas apenas por malditos tecidos de roupas. Percebendo o efeito que aquela posição fazia comigo, Jungkook passou a mexer o quadril, investindo contra mim ainda completamente vestido. Eu me desprendi de sua boca e olhei para o teto, em busca de um pouco de ar para dar continuidade aos meus gemidos sôfregos e incontroláveis.

O que Jeon fez com a minha sanidade?

Ele ficou ali, com a boca enfiada no meu ouvido, respirando forte e ruidosamente, arrepiando cada mínimo cabelinho que habitada minha derme. Trêmulo, olhei para aquele homem maravilhoso, quatro anos mais velho do que eu; mais experiente, mais esperto, e gostoso feito o inferno, que me tirou do sério a partir do momento que colocou os pés nesse maldito colégio. Minha teimosia e mania de negação também tinham limites... E tudo aquilo estava bom demais para que elas se manifestassem. Então, eu desci as mãos para os botões de sua camisa e um a um eu os desabotoei. Alisei o peitoral exposto sentindo minha boca salivar. Todos os músculos no lugar certo, na quantidade certa e ao alcance dos meus dedos.

Jungkook encostou a testa na minha, ainda respirando ruidosamente e soltou minha perna para fazer o mesmo comigo e em seguida fez minha camisa do uniforme parar em cima de alguma carteira vazia. Ele tinha um sorriso de canto em sua boca, e eu a queria em mim novamente, por isso não perdi tempo em puxar seu rosto até que nossos lábios estivessem juntos de novo, em mais um beijo gostoso e moldado.

Entre mais um olhar quente, Jungkook passou as mãos na minha bunda e pegou impulso para me segurar no colo. Empurrou tudo que estava na mesa do professor para o lado e me sentou na beirada, colocando-se entre as minhas pernas. Sentir novamente sua dureza e imponência entre as minhas coxas não demorou a me fazer gemer mais alto. Suas mãos desceram para o cós de minha calça e a tirou de minhas pernas, juntamente da minha cueca.

Começo a desabotoar sua calça preta sem ousar quebrar o beijo e tento empurra-la para baixo com meus pés, falhando terrivelmente. Ele ri da minha frustração, termina nosso beijo com um selinho e tira sua calça e cueca juntos, e eu não pude me conter ao ver seu pau extremamente tão duro quanto o meu. Descontrolado, empurrei meu quadril em sua direção, enquanto sentia sua ereção esfregando-se contra a minha.

— Gostoso. — Sussurro provocativo, mordendo levemente seu lábio inferior. Jungkook rosnou, passeando o membro por minha entrada, molhando-a com seu pré-gozo, atiçando-me além da salvação. Posicionou-se na entrada e me penetrou só com a cabecinha, indo e voltando, colocando apenas aquilo, a pressão da penetração rasa me fazendo revirar os olhos e gemer baixo de prazer com a ardência gostosa criada ali.

— Você não é virgem, é? — Perguntou e só assim entendi o motivo da tortura.

— Já transei antes sim, professor. — Resmunguei achando adorável o fato de ele estar preocupado, mas logo sou cortado por um gemido sôfrego que saiu involuntariamente de minha garganta, ao senti-lo enfiar um pouco mais fundo que antes.

— Mais de uma vez? — Havia um tom possessivo em sua voz, e eu precisei morder meus lábios com gosto antes de respondê-lo.

— Não, só uma. — Vi em seus olhos o quanto ele gostou de saber que eu era inexperiente.

— Então eu vou cuidar de você. A primeira vez é sempre uma droga. — Murmurou contra meu pescoço com as mãos passeando por todos os lugares, mas sempre voltando a apertar minha cintura ou minhas coxas.

— E a segunda é boa? — Perguntei, tentando não gemer quando senti sua língua rodear meu mamilo eriçado.

— Comigo, eu garanto que você vai ver estrelas. — Disse, a voz grossa reverberando todo meu ser, me deixando mais ansioso do que eu achava possível. Puxei seus cabelos macios e o obriguei a nivelar a cabeça com a minha, antes de sussurrar contra a sua boca:

— Então me fode logo, Jeon.

Jungkook tinha os olhos nublados de tesão e me beijou com fúria, quase fundindo nossas bocas, chupando meu gosto para si. Seu pau voltou a se esfregar em minha entrada, provavelmente inconscientemente. Soltou-me com brutalidade, passou as mãos por debaixo dos meus joelhos, colocando minhas pernas sob seu ombro e com volúpia colocou meu pau em sua boca.

Eu nunca tinha recebido sexo oral antes. Só de ter sua respiração quente soprando meu falo, já podia imaginar que era a melhor coisa do mundo e tive certeza disso quando ele me chupou pela primeira vez. Foi inevitável que minhas unhas curtas marcassem a madeira da mesa com a tamanha força que eu descontava ali ao sentir Jungkook sugar e lamber minha extensão, mas tudo melhorou quando sua boca desceu para meus testículos chupando tortuosamente um de cada vez enquanto masturbava meu pau rapidamente.

— J-Jeon... — Chamo-o entre gemidos. — Eu vou g-gozar... — Tento avisá-lo, porém aquilo não o fez parar, ele apenas voltou os lábios para meu pau, chupando ainda mais rápido. Minha cabeça estava leve e nublada, e eu sabia que podia desmaiar a qualquer momento, tamanho era o tesão. Meu abdômen se contraiu, um gemido falho saiu de minha garganta, os olhos giraram e a respiração falhou miseravelmente, enquanto todas as minhas terminações nervosas gritavam "chega" e relaxavam sem chance de reanimação, ainda sentindo a boca infernalmente quente de meu professor na cabecinha sensível de meu membro, terminando de sugar todo o meu gozo para sua boca sem tirar seus olhos dos meus, encerrando com uma leve lambida em minha glande, fazendo com que quaisquer requisitos de racionalidade que tivesse restado em minha cabeça, se perdessem completamente.

Em segundos, Jungkook estava debruçado sobre mim me obrigando a me deitar na mesa, e me beijou tentativamente em busca de dividir meu sabor comigo.

— Gostoso. — Ele soprou e eu tive que respirar fundo para encontrar forças para retribuir o beijo mais uma vez.

Levantei o tronco e estava prestes a descer da mesa, quando ele me parou.

— Aonde você pensa que vai? Eu ainda não acabei com você. — Mesmo entre uma reclamação o homem era quente como o inferno e eu quis dizer que ele me tinha pra sempre, mas ao invés disso expliquei minha motivação.

— Retribuir o favor...? — Ele me chupou e eu o chuparia. Era assim que o mundo funcionava, não? A julgar pelos dedos dele que contornavam minha boca com cobiça, eu achava que sim.

— Park, por mais tentador que seja a ideia de ter você descendo essa boquinha no meu pau, essa tarefa fica para outro dia. — Disse soltando uma risada nasal, com malicia, deitando-me na mesa novamente. — Eu preciso te comer agora. — Mais um arrepio percorreu a minha coluna e eu me perguntei quantos desses eu poderia ter antes de morrer com fibrilação cardíaca.

— Você quem manda, professor. — Disse mordendo os lábios, à sua mercê.

— É tão bom te ver sendo obediente dessa maneira... — Murmurou descendo uma de suas mãos pela lateral de meu corpo, até encontrar com minha nádega esquerda, deixando ali um forte apertão — Seu rebelde gostoso... — Dito isto, ele levou sua outra mão em direção a boca, chupando dois de seus dedos assim como fez com meu pau poucos segundos antes, em seguida levando-os até minha entrada, enfiando-os de uma só vez, me fazendo contorcer na mesa e fechar os olhos com força. Não esperou que eu me acostumasse e começou a movimenta-los, os tirando e os colocando tortuosamente enquanto fazia abria e fechava seus dedos, como movimentos de tesoura, com a intenção de me alargar e me preparar para o que viria em seguida.

— Vai logo, Jungkook... — Imploro, ouvindo mais uma de suas baixas risadas provocantes, e logo em seguida sinto meu interior vazio.

Ele abre ainda mais minhas pernas e começa a roçar vigorosamente o pau em minha entrada.

— Dessa vez não vai ser só a cabecinha, anjo. — Avisou com a voz pingando desejo.

— Uhum... Eu aguento... — Gemi mais do que falei, sentindo novamente ele se colocar na minha entrada.

— Vamos ver se você passa no teste. — Riu malandro, e em um impulso ele estava inteiro dentro de mim.

Ardeu quando ele entrou me rasgando, mas a sensação de preenchimento, de ter meu interior explodindo com o seu tamanho, era de fora desse mundo. Jungkook grunhiu algo sobre eu ser muito apertado antes de sair quase todo e meter mais uma vez com ainda mais força, fazendo-me revirar os olhos e já prevendo que não sairia dali sem mais um orgasmo. Eu ficaria destruído pelo resto do final de semana, e estudar não seria uma opção.

Aparentando estar mais acostumado com a sensação de estar dentro de mim, Jungkook passou a estabelecer um ritmo de vai-e-vem, usando seu quadril para estocar cada vez mais forte e mais rápido, levando nós dois ao delírio em questão de segundos.

Meu professor ainda abusou um pouco mais do meu corpo antes de se derramar, caindo sentado na cadeira designada a ele e me levando junto em seu colo.

E então eu estava apreensivo. Faltavam ainda dois meses de aula e ele era meu professor, o que significava que de todas as opções que tínhamos para lidar com aquilo no dia-a-dia, a grande maioria não era fácil ou factível.

— Jimin, pega a agenda de capa preta ali para mim, por favor. — Ele pediu, ainda sentado apenas com as calças abertas e a só a cueca no lugar, me aprisionando em seu aperto. Me estiquei para trás, para cima da mesa, e agarrei o caderno que ele pediu.

Tinha uma caneta presa na contracapa e ele a utilizou para riscar a palavra "prova" da semana seguinte e escrevê-la novamente na outra semana. Eu sorri, modesto, abraçando-o pelo pescoço de lado. Jungkook jogou a agenda de volta na mesa e enlaçou minha cintura.

— Nunca fui tão bem recompensado por adiar uma prova. — Comentou risonho. Me senti corar, por mais que aquilo não me fosse típico.

— E eu nunca fui o queridinho do professor. — Rebati, rindo com ele.

— Estamos tendo boas surpresas, ao que parece. — Beijou-me, não mais que um selinho gostoso e prolongado.

— Hey, professor... Você é o adulto aqui. Como a gente vai lidar com isso durante a semana? — Resolvi perguntar. Ele tinha 24 anos nas costas, era provável eu já tivesse feito algo do gênero com outros alunos ou alunas, enquanto eu não sabia onde estava pisando.

— Eu nunca fiz isso antes, se é o que você quer saber. — Jungkook respondeu me deixando encabulado por ter atingido o cerne da pergunta. — Mas acho que tudo depende se isso foi algo de uma vez só, ou se é recorrente.

Nós nos encaramos por mais tempo do que o aconselhável, esperando que o outro desse a direção, esperando que pautasse a resposta que cada um já tinha dentro de si.

— Tudo bem, eu começo. — Ele disse coçando a nuca, desconfortável, e eu já me preparei para o fora inevitável que iria receber. — Estava com vontade de fazer isso desde que coloquei os olhos em você. Não sei se a vontade vai passar tão cedo... Mas se você não quiser que isso se repita, acredito que tenho maturidade o suficiente para não deixar meus desejos afetarem a sua vida acadêmica. Por outro lado... Também acho que você tem maturidade para levar essa relação adiante, se for isso que você quer. Acho que a gente pode dar certo. — Deu de ombros, simples, e eu sorri sem me barrar.

— Tá dizendo que quer ter uma relação comigo? Além da de aluno e professor? — Confirmei, me virando em seu colo para poder olhá-lo mais de perto.

Jungkook acariciou o meu rosto e me puxou para mais um daqueles selinhos deliciosos como resposta. Pendurei-me em seu pescoço e lhe dei um beijo de língua demorado, também dando a minha.

— Você vai precisar me dar notas justas ou pedir pra outro professor corrigir minhas provas. E não pode fazer piadinhas de duplo sentido no meio da aula se não eu não vou me controlar. E vai ter que continuar me tratando como seu "queridinho" na frente do resto da sala para ninguém suspeitar que algo entre nós mudou. E... — Disparei, afobado com a adrenalina.

— Jimin. — Interrompeu-me, com um sorriso rasgando o rosto. — A gente vai dar um jeito. — Garantiu, alisando minha coluna. 

 


Notas Finais




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