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História Hey unnie! (Imagine TWICE) - Capítulo 9


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Capítulo 9 - N o v e


 

 

Daegu (03:14pm) Domingo

Você acabou dormindo novamente após acordar de manhã e não encontrar Mina. Sentiu-se o pior ser humano da Terra, mas na verdade já sabia que ela não duraria até que o dia amanhecesse. 

No entanto fora obrigada a acordar novamente naquele sábado quando ouviu o celular vibrando. Pegou o aparelho atendendo a única pessoa que te ligava, e com tanta insistência.

— O que você quer, Yewon? Meu dia tá uma porcaria.

— Quero que você me leve no lugar onde comprou o pó.

— Falando assim parece que eu comprei drogas. — você ri fraco. — Às vezes eu me pergunto se eu comprei mesmo drogas, porque parece.

— Eunji, presta atenção! — reclama do outro lado. — Vou te encontrar na entrada da feira, não se atrasa porque eu já estou indo pra lá.

— Certo. 

Você desliga, levanta-se desanimada, amarra um rabo de cavalo de qualquer jeito, troca-se ali mesmo no meio do quarto. Veste um short branco bem larguinho, afinal, o calor estava quase insuportável. Veste também um blusa preta mais fresquinha, abaixa-se procurando pelo seu par de sapatilhas preferido, o calça assim que o encontra e levanta-se, pegando sua bolsa e passando a alça por seu corpo. 

Você sai de casa gritando para sua omma que vai apenas sair com Yewon, e que logo estará de volta em casa.

(...)

Ao chegar na feira, andando em passos despreocupados você logo avista de longe Yewon sentada em um degrau, impaciente. Aproxima-se com cuidado, e quando a mesma te avista ela se levanta vindo até você. Parece nervosa.

— Annyeong… — você levanta a mão para acenar, mas Yewon abaixa sua mão depressa.

— Annyeong nada, você demorou muito!

— Me perdoe, meu ônibus atrasou.

Na verdade você tinha parado para comprar um sorvete.

— Tudo bem, mas agora vamos no tal lugar do pó. — ela coloca uma boina e um óculos escuro. 

— Pra que tudo isso? — você pergunta ajeitando sua bolsa.

— Não quero que ninguém me veja comprando essas coisas, vão pensar que eu sou uma fanática.

— Entendi. — revira os olhos. — Bem, vamos então. — você vai andando entre a multidão, enquanto Yewon te segue atenta. — Olha, pelo o que eu me lembro… Fica bem… Ali. — você olha confusa para onde costumava ser o estande preto, mas desta vez não tem nada lá. — Ficava ali.

— Aigoo! — Yewon tira o óculos, irritada. — Você disse aquele dia que a Sana do Twice tava pelada no seu quarto. Você mentiu pra mim?

— Claro que não, e eu comprei bem aqui. Não é mentira! — você se defende. — E vê se fala baixo, já tem várias pessoas aqui olhando torto pra nós.

Yewon respira fundo, tira a boina e te olha, ela parece estar um tanto triste. Você a puxa até um canto, onde se sentam em um degrau para esperar, talvez, só talvez ele ainda pudesse aparecer. 

— Eu juro que não é mentira. — você fala, enquanto leva uma mecha do cabelo da mais nova para trás de sua orelha. — Ficou brava?

— E-eu… Não tô brava, unnie, é só que… — ela cora um pouco e imediatamente volta o olhar para o chão. — Sei lá, eu queria tentar também.

— Vamos esperar mais um pouco, talvez ele ainda chegue.

(...)

E assim vocês esperaram por algumas horas.

— Aigoo, será que ele se mudou?? — ela questiona, exausta.

— Quando comprei os cards o Minsoo Oppa disse que aquele era um trabalho temporário.

— Já tá chamando ele de Oppa? Qual seu nível de intimidade com esse sujeito?

— Foi ele quem pediu, e ele não é nada além de um sunbae. — você se justifica depressa. — Talvez ele volte na próxima semana, ou talvez não.

— Oppa. — ela resmunga baixinho.

— Aish, o que foi hein?

— Você tratando ele como se o conhecesse por anos.

Um sorriso abre em seu rosto e você a encara.

— Isso parece ciúmes.

— Quê? Ah, esquece. Cansei de esperar.

Ela se levanta desanimada, cansada de tanto esperar pelo “cara do pó”, vira-se no sentido oposto e sai andando, sem falar nada.

— Ei, pra onde você vai?

— Vou pra casa. Isso aí de pó é tudo mentira, e eu devia estar doida pra vir atrás disso, e pior, pra acreditar em você.

Ela continua andando, até sumir em meio a multidão. 

— Mas… Ah, ok né.

Você dá um longo suspiro, até que entende a frustração, e mais tarde mandaria uma mensagem para perguntar como ela estava. 

Mas uma pergunta simplesmente não sai de sua cabeça, que é para onde Minsoo foi, até alguns dias ele estava ali tentando vender aqueles pacotinhos para o primeiro que aparecesse.

— Será que a polícia levou ele pensando que eram drogas? — se pergunta baixinho. 

Você ajeita sua bolsa e também vira-se para ir embora, já estava anoitecendo e então achou melhor pegar um ônibus, porque como sua omma vivia salientando, aquela região de Daegu era realmente muito perigosa, tinha até um pó maluco que transformava cards em idols. Você riu ao pensar nisso.

Foi andando devagar até o ponto, onde parou estendendo o braço assim que viu o veículo se aproximando, tirou rapidamente algumas moedas de dentro da bolsa, vendo ali os cards, o que lhe deu uma saudade grande das meninas. Logo estaria em casa e poderia descansar e se distrair para não pensar na parte ruim de tudo isso. 

Assim que parou, você entrou juntamente com outras duas pessoas. Pagou ao motorista e dirigiu-se para o fim do ônibus, sentando-se em um dos últimos bancos. 

O ônibus deu partida, e antes mesmo dele andar dez metros você ouviu um forte barulho vindo da parte de trás.

— PARAAAA, O AMOR DA MINHA VIDA TÁ AÍ DENTRO! — a voz grita desesperada. — EU PRECISO ENTRAR NESSA COISA!

Você olha pela janela, preocupada com aquela barulheira, e vê Dahyun, vestida de morango, enquanto dá alguns pulos desesperados batendo as mãos no ônibus.

— Aju… AJUSSHI? — você chama o homem que está dirigindo. — Alguém precisa entrar, pare por favor! 

Todos estão te olhando, espantados. O homem freia imediatamente, e você acompanha com um sorriso bobo Dahyun correr até a porta do ônibus, entrar e passar por todos, que resmungam sobre ela não ter pagado. 

Você se levanta, vai até o motorista depressa o entregando suas últimas moedas que sobraram desde que Minsoo ficou com todo o seu dinheiro. O homem mais calmo agora pega suas moedas, e você segura a mão de Dahyun, a levando para o fim do ônibus. 

Vocês se sentam, e imediatamente você leva a mão até o zíper, ajudando-a a sair da fantasia de morango.

— Olha, meu nome é Eunji, e você se chama Dahyun. — você conta, enquanto ri da situação inusitada. — E nunca mais corra atrás de um ônibus em movimento, isso é perigoso, Kim Dahyun!

— Eu precisava encontrar você. — ela coça a cabeça enquanto sorri, envergonhada. 

Seu coração amolece completamente.

— Eu entendi, meu amor. Mas é perigoso do mesmo jeito. — você segura a fantasia para que ela saia. — Como me achou aqui, Dubu?

— Eu te vi de longe, mas não deu tempo de chegar antes que você entrasse nessa coisa comprida. Aliás, o que é isto?

— Se chama ônibus, as pessoas que não possuem um carro se locomovem usando este veículo. — você explica, toda apaixonadinha a olhando.

Dahyun senta-se ao seu lado novamente, olhando para você com um olhar surpreso.

— O que foi? Eu tô te olhando demais né? Desculpa...

— Nã, nã, é que você é muito fofa, Eunji. Olha só essas bochechas. — ela aperta suas bochechas, te balançando de um lado para o outro. — Que fofura, cute cute, kawaii desu...

— Dahyun-ni! — você começa a ficar vermelha. — Para com isso. — você sussurra com um sorriso envergonhado. 

Ela para imediatamente, agarrando seu queixo, e quando você pensa ter se livrado das mãozinhas espertas da Kim, sente a mesma te puxar para um beijo, dentro do ônibus, onde todos podem ver. Mas quando pensa em se afastar para não trazer problema para sua Tofu, você se lembra que não terá Dahyun para fazer aquilo em uma outra oportunidade. Você retribui o beijo, completamente entregue, deixando que ela deslize as mãos por seus braços, fazendo seu corpo ficar ainda mais quente do que já estava. Seu rosto está queimando de tanta vergonha, suas pernas trêmulas, e a sensação que corre por você é de uma extrema necessidade de não se afastar nunca mais. 

O ônibus dá uma freada brusca, assustando você, que abre os olhos depressa. Assim que o veículo volta a andar, Dahyun dá um leve beijinho em seus lábios, te puxa para perto, deitando sua cabeça no ombro dela. Seu corpo está mais aceso que nunca, porém sua mente está cansada de todos os acontecimentos dos últimos dias, de todas as vezes em que viu elas chegarem e partirem pouco tempo depois, de todas as noites mal dormidas, e de todos os incontáveis pensamentos ruins que não deixavam de lhe perturbar a mente. Você se permite fechar os olhos, e sentir o cheirinho bom que vem dela.

— Eunji? — ela te cutuca. — Estamos indo pra onde?

— Pra minha casa, Dah. — você fala, um pouco sonolenta. — Vamos chegar logo. 

— Certo. — ela dá um beijo delicado em sua testa, dando leves tapinhas em seu braço. — Descanse. Todos nós precisamos de descanso. 

— Vou fazer isso, minha Tofu, não se preocupe comigo. Logo vamos estar lá e vou poder abraçar você até quando o tempo permitir. Te amo. — você boceja, antes de fechar os olhos para um cochilo, e não voltar a vê-la nunca mais.

 

 

 


Notas Finais


não revisei aa
até o próximo :3


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