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História Hey, you have my baby! - Capítulo 36


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Notas do Autor


leiam as notas finais, ok???????

Capítulo 36 - Por favor, olhe para mim agora.


Fanfic / Fanfiction Hey, you have my baby! - Capítulo 36 - Por favor, olhe para mim agora.

Pisquei os olhos pelo menos umas seiscentas vezes em menos de um minuto. Os esfreguei com a mão, sacudi a cabeça e até me belisquei. A fumaça da vela recém apagada ainda dispersava no ar quando me coloquei de pé e tentei, pela última vez, voltar à realidade.

Meu quarto estava milimetricamente arrumado. Não havia as pelúcias fofinhas, nem a grade de proteção nas beiradas da cama. Estava como sempre esteve antes de...

— Não é real. Não pode ser real.

Respirei fundo, na tentativa vã de me controlar. Em passos hesitantes, andei até a sala, reparando nas tomadas do corredor que não tinham mais os protetores; sequer havia os tapetes de E.V.A coloridos ou o varal de fotos polaroids que Taehyung estava fazendo. Não tinha resquício algum dele. Ou de Taewon.

Aquilo era loucura. Não tinha como eu estar na Suíça e depois no meu quarto em poucos segundos. Não fazia o mínimo de sentido. Na verdade, era humanamente impossível. 

— Respira, Somi. — sussurrei, enchendo os pulmões e deixando o ar escapar num suspiro prolongado. 

Um turbilhão de pensamentos enleados como nós faziam minha mente latejar, sem conseguir encontrar nexo em nada daquilo. Nem percebi quando o choro retornou, as lágrimas incontidas, automáticas. Eu me recusava a acreditar no que estava acontecendo. 

— Não tem sentido nenhum. — ditei arrastado. — Eu nunca desejei voltar pra casa... Nunca pedi pra... 

As palavras sumiram antes mesmo de chegarem à minha garganta. 

Aqueles desejos às velas sendo realizados deveriam ser apenas coincidência. Precisava ser apenas coincidência. E, mesmo que não fossem, meu pedido tinha sido falso. De cabeça quente. Não era para ser levado à sério. Eu... nunca quis que fosse levado à sério. 

— Não, não. Respira, Somi. Isso é... loucura. É impossível. Talvez eu só... tenha apagado e ficado em coma. — sorrindo fraco, arfei, suspirando. — É isso. Sem alarmes falsos, sem alarde, você quase caiu nessa. 

Dei uma risada que, talvez em dois segundos, foi reduzida a pó quando notei o tempo passando sem pressa. Encarei a parede, os minutos discorrendo no relógio como sempre fizera. Minutos e mais minutos com os olhos fixos nos ponteiros,  aguardando esperançosamente. 

Balançando a perna de jeito inquieto, senti o aperto em meu peito intensificar. Podia jurar ouvir as batidas de meu coração, o pulsar acelerado fazendo doer mais e mais. 

E se o tempo não voltar? E se... 

— As velas.  murmurei, os punhos cerrando. 

Era isso. Se foi a vela que fez isso, ela podia desfazer. Ainda havia duas. Eu só precisava fazer outro pedido. 

Sem esperar mais um segundo, corri em disparada ao meu quarto. Ofegante, vasculhei todo o cômodo atrás da caixa de papelão e os fósforos. Tinha que estar ali. Revirei cada canto possível e impossível, mas, minha esperança se esvaiu por completo quando me dei conta de que Taehyung havia comprado aquelas velas quando se mudou para minha casa. 

Deixei os ombros caírem, sentando na beirada da cama. 

— Sem Taehyung, sem velas. — ditei baixo, o olhar pairando atônito pelo quarto. 

Tentei assimilar o que estava acontecendo, o porquê eu tinha sido tão burra. Tão estúpida. Eu havia me machucado tanto com o que Taehyung fizera que nem percebi que ele não tinha culpa alguma naquilo.

Não tinha mais o quê resolver entre eu e a minha mãe depois do velório do Johyuk. Depois de ver a mulher que provocou tudo isso se arrepender aos prantos diante do caixão. Depois que eu decidi sair daquela cidade e vir para Seul esquecer tudo. 

Taehyung não sabia, não dava para saber. Por mais que tocar naquele assunto fosse como tocar na ferida, ele simplesmente não tinha culpa. Como adivinharia se eu nunca me abri sobre? Eu era uma grande imbecil.

Mais do que isso, eu tinha feito exatamente o que a cartomante me disse para não fazer.

— Meus parabéns, Yoo Somi.  falei fraco. 

Sem energia, me ergui do colchão e vaguei pela casa vazia. Um fio de esperança ainda persistia querendo encontrar uma vela ou somente acordar daquele pesadelo. 

Meu olhar resvalou na janela da sala e, através do vidro, vi Minari. Ela estava chorando, abraçando o próprio corpo. 

— Mina? — dei passos sem pressa em direção à janela, mas, os interrompi na metade do caminho ao escutar o toque de meu celular. 

Era nitidamenre manhã e feixes de luz do Sol entrecortada refletiam no chão. A cerâmica era a de antes daquele incêndio catastrófico e estava perfeita. Intacta. 

Mais uma vez o toque de meu celular ecoou, fazendo com que minhas orbes enfim se distanciassem de Mina. Indo até a mesinha de centro, mordisquei os lábios ao ver o nome do Yoongi na tela. 

— CEO Min? 

— YAH! Você ficou maluca deixando de atender o seu chefe?! Sabe quantas vezes eu liguei?! — os gritos histéricos me fizeram afastar o telefone da orelha, franzindo o rosto numa careta. — Eu sou o quê pra você?! Uma piada?! 

— Desculpe, CEO Min, eu... 

—Alguma coisa errada? — sua voz ficou mais suave, a rouquidão ganhando mansidão. Ele parecia preocupado. 

— Que dia é hoje? — indaguei, o frio na barriga revirando meu estômago. Eu precisava ter certeza. Engoli em seco sentindo a garganta queimar. Ainda havia esperança de eu voltar para o presente, não havia? 

— Ué. — Yoongi demorou um tempo em silêncio. — Quarta? 

— Não, seu idio... Quer dizer, a data. Que data é hoje? 

— Ah, oito de outubro, por quê? 

— Sabi... Espera, o quê? Calma, calma, calma. Auto lá. Outubro?! Ainda é outubro? Como assim ainda é outubro? Não, deve ter algum engano. Outubro?! 

Então eu não voltei no tempo?! Se estamos no mesmo dia, então, o que... Como... Isso não faz o mínimo sentido, faz?

— Secretária Yoo..? 

— Não pode ser, não pode ser. — repeti em murmúrios. — Oito de outubro?! Ok. O ano. Que ano estamos? — quase prendi o ar, erguendo o queixo e firmando os pés no chão. A voz de Yoongi falhou do outro lado da linha.

— Er.. 2019? 

— O mesmo ano?! Como assim o mesmo ano?! Não. Não, não, não. — neguei convicta. O outro parecia tão confuso quanto eu. — Não tem lógica alguma. Eu devia ter voltado no tempo, não devia? Então... O que aconteceu, afinal de contas? 

— Do que você tá falando, Secretária Yoo? Comeu alguma coisa estragada? Quer que eu ligue pro hospital? 

— Não, Yoongi. Nós... Quer dizer, eu...  

— "Yoongi"? Yah, por que tá falando informalmente comigo? E o que tem eu e você? Não vai me dizer que se apaixonou... São só aulas pra aprender a xingar, não confunda as coisas, Secretária Yoo. Eu tenho gostos refinados.

— Tem alguma coisa errada. Se não voltei no tempo, como... Como podemos estar no mesmo dia se... 

 Eu queria poder desejar que nunca tivesse conhecido Kim Taehyung. Eu só... queria que nada disso tivesse acontecido. "

E assim poucos nós em minha mente se desfizeram. Eu não havia voltado ao passado, ao invés disso, ele sequer havia existido.

— Então é verdade.  os cantos de minha boca se repuxaram e sorri torto, um sorriso forçado que mal se completara.  A vela realmente funciona. Bem feito pra você, sua idiota. 

Ri soprado.

— Secretária Yoo, você está me assustando. Acho que vou considerar mesmo o psicólogo pra cada funcionário que o juiz determinou...

— Juiz?  franzi o cenho. 

Do caso do Jungkook. 

— Ah. 

— De qualquer jeito, vem logo, você tá atrasada 5 minutos. Vou ser bonzinho dessa vez e relevar. Tem muitos papéis pra resolver dos investidores. Aquele sequestro maldito que o meu pai armou só deu prejuízo, aigoo

— Espera.  uni as sobrancelhas. Então a viagem para o Havaí e o sequestro aconteceram? — Ah, sim, é mesmo. O sequestro. Ainda bem que o Taehyung apareceu, né... 

Arrisquei, fechando os olhos e torcendo por um "sim, mas eu teria conseguido sozinho". 

— Tae o quê? Eu que livrei a gente dessa com minha magnífica atuação. Eu sei, eu sei, fui incrível. 

— Eu  deixei os ombros caírem outra vez e suspirei, a lágrima surgindo sem que eu permitisse. — posso ter o dia de folga hoje? 

— Tenho cara de dono de buteco? Se você se atrasar mais, vou usar o seu salário do mês pra importar a nova coleção outono-inverno da Gucci. 

Nem preciso dizer que troquei de roupa em dez minutos, preciso? Eu não estava tão desarrumada assim, mas, deveria ter colocado um tiquinho só de maquiagem, confesso. 

Yoongi estava sentado em sua poltrona, os braços cruzados na altura do peito e os olhos pequenos estreitados como os de um gato sonolento. O moreno me analisava dos pés à cabeça, concentrado, sem dizer uma palavra. 

— Foram apenas quinze minutos...  balbuciei, desviando meu olhar do seu. — Não tinha como vir mais rápido. 

— Quando foi a última vez que você dormiu? Mil novecentos e treze?  o outro franziu o nariz numa careta. 

— Uh? 

— Consigo ver um rosto na sua olheira. 

— Ah.  funguei baixinho, pondo o cabelo atrás da orelha.

Yoongi levantou e, com as mãos atrás das costas, parou a minha frente. Me assustei um pouco quando senti a palma de sua mão tocar minha testa. 

— Hm. Temperatura parece normal. 

— Eu não tô doente, CEO Min. Só foi uma... noite mal dormida. 

Ele não retrucou, não disse nada. Continuou a me fitar atento, o negror de suas orbes se tornando indecifraveis para mim. Yoongi me olhou por tanto tempo que, ao perceber, as pontas de suas orelhas e as maçãs do rosto ficaram levemente avermelhadas. O moreno tossiu fraco, coçando a têmpora. 

— Que seja. — ele encolheu os ombros, indo até a sua mesa e pegando uma chave de um dos seus muitos carros luxuosos. — Vamos beber. 

— Ahn? 

Yoongi me puxou pela mão sem dizer mais nada. Juntei as sobrancelhas, confusa ao ser arrastada pelo outro prédio abaixo. Em poucos minutos estávamos dentro do seu Porshe 911. 

— Coloca o cinto. Ah, desculpa, eu esqueci que você tem medo... 

— Tudo bem. Eu... superei. 

— Mesmo? — suas íris se fixaram nas minhas com atenção. — Tá, coloca o cinto então. 

— CEO Min, o que... 

— Aish. 

Travei por completo quando o maior se aproximou e puxou o cinto ele mesmo. Prendi a respiração pelos próximos segundos enquanto Min Yoongi permanecia perto demais. Nossos olhos se encontraram brevemente, e ele se afastou, pigarreando. 

— Aonde vamos? — indaguei sem olhá-lo. 

— Minha casa. 

— O quê?! — o mirei com os olhos arregalados e logo engoli em seco, o nervosismo fazendo minhas mãos suarem. 

— Tenho alguns engradados de cerveja na geladeira. Você não parece bem, beber ajuda. Seja lá o que for. — ditou com a mão no volante e dando partida. 

— Você sabe que não bebo. — mordi a bochecha por dentro, sem desviar o olhar da rua. 

— Faço um chá, tanto faz. 

— Sério? — o fitei de soslaio, desconfiada. — Nem uma ameaça de demissão? — Yoongi continuo em silêncio e engatoi a marcha. — Quem é você e o que fez com meu chefe? 

— Eu venho notado que você não tá bem há um tempo, Secretária Yoo. — o moreno suspirou, mordiscando o canto dos lábios. — Eu me preocupo com você. 

Aquilo me pegou de surpresa. 

Eu já o tinha visto preocupado comigo várias vezes, mas o ter admitindo isso com sua própria boca era surreal. 

— Duas latinhas e fingimos que isso nunca aconteceu.  

Yoongi repuxou o canto da boca em um sorriso mínimo. 

Foi um tanto estranho estacionar o carro na frente de sua casa. Mais estranho ainda foi ter entrado com ele. Só nós dois e algumas toneladas de silêncio. 

— Oi, Elizabeth. — sorri quando a gata passou por entre minhas pernas com o fucinho empinado. Tal pai, tal filha. — Ela parece mais dócil, o que houve? Exorcismo? 

— Ha ha ha. — Yoongi revirou os olhos, tirando as cervejas do freezer. — A Elizabeth III ficou uns dias no SPA felino. Gastei uma grana. 

— E eu tentando lembrar se paguei a conta de energia. — ri baixinho, sentando no sofá alheio. O moreno sentou ao meu lado, me entregando uma lata de cerveja. 

— Você tá mesmo fora de órbita. 

— Ahn? Por quê? 

— Eu pago a conta de luz e água da sua casa. 

— Você o quê? — franzi a testa. 

— Quando eu faço o depósito do seu pagamento as contas são pagas automaticamente. 

— Ah, é verdade. Esqueci. 

— Aigoo, como pretende casar um dia? Vai esquecer o marido trancado no banheiro e achar só os ossos depois. 

— Muito engraçado. — fingi uma risada, fechando a expressão logo depois. Yoongi riu, as gengivas aparecendo num sorriso doce. 

— Quem é Taehyung, Secretária Yoo? — seu sorriso se apagou. Ele tomou um gole de cerveja, a cabeça baixa. Fui pega totalmente desprevenida com aquela pergunta. — Eu vi na sua mesa. Você rasurou esse nome um bilhão de vezes. 

— Ah. — pressionei os lábios um no outro e bebi um pouco da bebida amarga. — Uma pessoa importante na minha vida que não sei se verei de novo um dia. 

— Importante? Quem seria? 

— Ele não me conhece, provavelmente, mas... é alguém de quem sinto falta. — com o olhar baixo, tomei outro gole da cerveja e rascunhei um sorriso fraco. Nem tinha se passado um dia ainda e a saudade doía apenas de saber que eu não o veria mais. 

— Entendo. Um amor não correspondido...? 

— Tipo isso. 

O silêncio retornou. Yoongi já havia bebido uma lata inteira, enquanto eu não tinha passado de dois goles. 

— Somi?

— Hm? — beberiquei a cerveja. 

— Você tem esse alguém em seu coração?  

Minha garganta secou mesmo ingerindo quase todo o líquido da latinha de uma vez só. Algo naquela pergunta me fez ficar desconfortável, sem saber o porquê de suas palavras. 

— Tanto faz. Como vai o relatório da expansão americana? Tenho que rever os países que faltam na franquia. Tava pensando em pôr o Brasil, o que acha? É mercado abrangente. E vendo como eles elegeram o presidente, acho que vão comprar qualquer porcaria. 

Eu não fazia ideia do que ele estava falando. Não prestei muita atenção, na verdade. Para ser mais sincera, um total de zero. Em minha cabeça apenas duas palavras dominavam as minhas linhas de pensamentos: Taehyung e Taewon.


SEIS MESES DEPOIS.


Nada era mais o mesmo. Não como antes. A rotina monótona havia voltado, claro, porém os dias estavam bem mais vazios do que costumavam ser. 

Nesse meio tempo apenas vi Minari umas duas vezes. Ela estava tentando superar Baekhyun, que, por incrível que pareça - e sim, é sarcasmo - sumiu do mapa depois que tentou hackear um trem. É, nem me pergunte. 

Aliás, era até engraçado como nada afetou Minari ter conhecido Baekhyun além do nosso grupo de mensagens nunca ter existido. 

Tudo realmente estava como sempre esteve antes da presença de Taehyung. Quer dizer, muitas coisas mudaram, sim, entretanto não fizeram tanta diferença. Era mesmo como se Kim Taehyung e Kim Taewon nunca tivessem existido. Como se todas as coisas que os dois interferiram rebobinassem e seguissem o curso original que o futuro tinha. 

Muitas coisas também deixaram de acontecer, como Wonho ter me chamado para sair outra vez porque nunca viu o beijo que Taehyung me roubou na sua frente. 

Era tudo culpa daquelas malditas velas. Ou talvez a culpa fosse de Taehyung, afinal de conta. 

Para ser sincera, acho que eu só não sei bem a quem culpar quando, na verdade, a culpa é toda e exclusivamente minha. Procurar a quem acusar tinha sido o que mais fiz nesses meses. Me ocupei com trabalho, viagens, relatórios, mas, mesmo tentando muito, Taehyung sempre surgia em minha cabeça. Sempre todos os meus pensamentos terminavam nele. Eu sentia sua falta.

— Onde será que ele tá agora? Daegu? Busan? — minha voz soou baixa, quase inaudível. — Espero que não esteja sem comer o dia todo... 

Eu deveria ao menos também ter desejado que o esquecesse. Seria mais fácil. 

Sem falar da Jisoo. Não dava para ignorar. Naquele dia eu vi quando ela ligou para Taehyung, e ele não quis atender na minha frente. Eu não queria acreditar que Taehyung pudesse ter algo com ela enquanto estava comigo. Ele não faria isso, faria? Não, Taehyung nunca faria isso comigo. Então, por quê? Ele também tinha conversado sozinho com ela no dia do nosso encontro. 

Suspirei. Aquilo era tortura.

O tempo parecia passar bem mais lento do que o normal, principalmente quando eu estava sozinha. Sabe quando você olha para o relógio às 17:04h, uma eternidade se passa e, quando olha para o relógio de novo, ainda é 17:07h? 

Com a bochecha contra a mesa e apoiada sobre papéis, segui o bip do celular com as íris. 

Você tem uma nova mensagem de CEO do Submundo: 

Cadê você?
Já terminou de ajeitar a papelada? Estou indo fazer as fotos para a revista aqui em Gangnam, te mandei o endereço ontem. É melhor chegar cedo e com um latte macchiato.

— Porcaria.  falei arrastado ao esconder o rosto no amontoado de documentos. 

Outro bip ecoou. Praguejei mentalmente e recolhi os papéis, juntando todos em um envelope amarelo-ouro. 

Se eu já queria que o dia acabasse logo, minha vontade aumentou ainda mais quando o taxista colocou música deprê no rádio por vinte minutos. Não qualquer uma, mas uma bela playlist da banda Sleeping at Last. Para piorar - coisa que sempre pode acontecer quando se trata da minha vida -, começou a chover. Sendo mais específica: começou um maldito temporal. 

A cereja do bolo.

Yoongi já havia me enchido de mensagens nesse meio tempo. Saí do táxi fazendo de tudo para não molhar a papelada. Ou seja, virei um ensopado de alga. Tinha quase certeza que um dos meus cílios postiços havia caído dentro do copo de café do CEO.

Será se eu devia ter trazido um papel de demissão junto?

— Desculpe! — me esgueirei entre as várias pessoas que se aglomeravam na rua movimentada. Aquele trecho de Gangnam era conhecido pelos estúdios de foto onde celebridades viviam. Alguns fãs de um grupo de kpop que não conheço se reuniam ali, deixando tudo muito tumultuado. — Desculpe! Oh, me desculpe! Com licença..!

Nem temporal tirava as fãs histéricas dali, literalmente. Não julgo, se fosse Kwon Ji Yong eu estaria do mesmo jeito.

Apressei ainda mais os passos e, numa corrida desenfreada, esbarrei em cheio em outro azarado. Por pouco o macchiato quente não derramou sobre as roupas alheias, mas, minha mão fez questão de parar em cima do volume entre as pernas do desconhecido. Se eu fosse um avestruz, já estaria com a cabeça enfiada em algum buraco pela eternidade.

Minhas pálpebras fecharam e se recusaram a abrir por segundos que pareceram constrangedoras horas. O tempo ficou em câmera lenta. Inspirei e expirei, sentindo as bochechas queimarem em vergonha profunda.

— Desculpa. Você tá bem? 

O timbre invadiu minha audição e me obrigou a abrir os olhos, a retina alcançando as íris do outro. Eu não sabia exatamente se o meu coração havia parado ou se estava a mil por hora. Corado, ele retraiu o sorriso sem jeito estampado em seu rosto e mordeu os lábios um tanto sem graça. Me pondo em pé, mas, ainda me segurando pela cintura, conferiu mais uma vez se eu estava bem. Minha boca entreabriu centenas de vezes, mas nenhuma palavra conseguia se formar e a única que escapou de meus lábios foi: 

— Taehyung-ah...?


Notas Finais


postei e fugi

não gostei muito desse capítulo, da escrita dele na verdade, tô me sentindo SUPER INSEGURA mas não consegui fazer melhor depois de reescrever umas 5 vezes, espero que vocês gostem ):

até a próxima quinta-feira <3

ah, e aqui uma outra fanfic minha com o Taehyung pra quem quiser ler tb |suspense, terror (?), +18| : https://www.spiritfanfiction.com/historia/proditorium--kim-taehyung-12973398


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