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História Hey,mom! (CATRADORA) - Capítulo 3


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Notas do Autor


MAAAAIS UM

Capítulo 3 - Capítulo 2


Um pouco mais cedo...

Jade havia saído a meia hora, largando para trás metade do café da manhã no prato e uma enorme bagunça na mesa. Adora sequer teve tempo de chamar a atenção da filha, já que a mesma saíra com pressa e carregando consigo uma bolsa de pano nas costas. Catra sugeriu que fosse melhor não perguntar para evitar conflitos matinais onde ninguém naquela casa estava de bom humor.

- A Jade nunca leva o próprio prato pra pia! Não tem nenhuma dificuldade! - Adora resmungou enquanto fazia uma pilha de pratos em sua mão.

- Baby, deixa isso ai... Depois eu lavo. - Catra abraçou sua esposa por trás carinhosamente afundando seu nariz nos cabelos loiros, apenas para sentir o cheiro que tanto amava daqueles fios macios. - Vem ficar comigo.

- Amor, a Jade precisa começar a ter educação. Eu não entendo como ela consegue ser assim! O quarto dela é uma bagunça! - A mulher continuava a reclamar sem dar a minima para a demonstração de carinho vinda de sua esposa. - Ela só pensa nela mesma.

- Adora! Respira um pouco! - Sem paciência a felina tomou os pratos das mãos de sua esposa colocando-os sobre a mesa. - Jade já sabe se virar! Ela precisa de disciplina e nós vamos sim ter uma conversa séria com ela sobre esse comportamento,mas amor! Ela foi pro treino, estamos sozinhas e eu quero passar um tempo com você.

A gata falou tudo de maneira exageradamente dramática,mas isso já era típico. Adora então respirou fundo, constatando que apesar do drama Catra estava certa. Ser mãe de uma criança é complicado, elas são agitadas e falantes e curiosas, mas ser mãe de uma adolescente era muito mais angustiante. Adora jamais imaginaria que ao crescer Jade daria mais trabalho do que na infância. Não imaginava que a garota seria tão inconsequente, abusada e tivesse uma força de vontade absurda voltada para a arte de quebrar regras.

Soltando lentamente o ar dos pulmões, a loira deixou que os braços caíssem para a lateral do corpo.

- Eu sei... Amor, eu sinto muito mesmo! - Adora murmurou . - Eu ando muito preocupada com ela ultimamente e acabei deixando a gente um pouco de lado.

Catra sorriu docemente e tocou os ombros da esposa com cautela.

- Eu te perdoo se... Você me der um beijo. - A felina sorriu com a língua entre os dentes.

- Vem aqui gatinha. - Adora levou os bracos até a cintura de sua esposa.

Sentindo o tranco,Catra acabou envolvendo o pescoço da loira com os braços. Cobrindo a distancia entre ambas, Adora capturou os lábios finos de sua mulher já serpenteando com a língua sem sequer pedir permissão. Era um beijo voluptuoso, onde não havia dominância ou submissão, apenas um enorme desejo de sentir seus corpos sem que houvesse um milimetro de espaço entre eles. Catra jamais iria admitir isto em voz alta, mas estava morrendo de vontade de ser dominada pela esposa. Nos últimos dias esteve ocupada demais treinando a nova elite de Lua Clara e Adora cuidando das transmissões misteriosas vindo do espaço, além de dormirem em horários diferentes elas não tinham um único momento de intimidade. O que no minimo era estranho levando em consideração que Glimmer e Bow viviam se queixando das demonstrações "entusiasmadas" de afeto na presença deles. Um casal cheio de tensão sexual de repente deixou que a relação caísse na rotina e mal se tocavam, então aquele beijo carregava consigo semanas de saudade. A pegada firme na cintura, as garras arranhando levemente a nuca e as mordidas sensuais nos lábios , tudo levando ao momento em que Adora desceu as mãos para as coxas de Catra apenas para dar o impulso de joga-la em cima do balcão.

Ouviu um ronrono mesclado a um gemido em resposta.

- Ah! Adora... -Mordeu o canto do lábio inferior e em seguida soltou uma lufada de ar.

- Shhh... Quieta gatinha! - A loira se pôs a beijar o pescoço da menor, arrancando-lhe suspiros deleitosos. - Você está com saudades é?

- S-sim! M-muita! - Quem poderia culpar a felina por estar tão entregue? Já estava exausta de esperar um momento apropriado para aquilo.

Seu gemido fora abafado pelos lábios de Adora amassarem os seus,sentiu todos os pelos se arrepiarem quando aquela mão quente tocou sua pele por debaixo da camiseta. Era de outro mundo a sensação dos toques de sua esposa, nem precisava ser tão intimo, algo simples como um roçar de lábios ou segurar as mãos já bastava para que se sentisse em êxtase.

- Vamos resolver isso no quarto? - Quase que de maldade Adora fez questão de sussurrar ao pé do ouvido da felina que em resposta assentiu de olhos fechados. - Deixa o prazer de comer você em cima desse balcão para outra hora...

- Olha já que você deu a ideia, por que você só não me fode aqui logo? - Foi a vez de Catra provocar, beijando o pescoço da loira e arrancando suspiros de prazer.

- Por que estamos na cozinha com as cortinas abertas e temos uma bagunça pra arrumar? - Era incrível como até imersa no prazer Adora não relaxava,mas isso não era surpresa ela era assim até dormindo.

Catra apertou um dos seios da maior por cima da camisa de forma atrevida e com um olhar repleto de malicia.

- Isso é um problema para a Adora e a Catra do futuro. - Foi o que disse por fim antes de beija-la novamente.

Imersas em seu próprio mundinho ali desfrutando dos carinhos uma da outra e deleitando-se com o prazer dos toques e mordidas, nenhuma das duas ouviu a aproximação escandalosa de dois adolescentes da casa. Will concordou em acompanhar Jade até em casa, nem um nem o outro ligaram para o cancelamento da prova. Ambos concordavam que havia coisa muito melhor para se fazer em um dia livre e ir para o treinamento não estava na lista de coisas divertidas. Algumas pessoas até achavam engraçado o quanto eles precisavam andar afastados. Will fora o único de seus irmãos que havia herdado os poderes de escorpião da Scorpia, enquanto Jade era toda Catra, até a personalidade.

A felina ficava bem mais baixa ao lado do rapaz, o que fazia com que as vezes ele apoiasse seu cotovelo na cabeça dela para ser propositalmente irritante. Quando pararam em frente a porta foi isso que fez.

- Para William! - Resmungou a menor.

- Vamos entrar logo! Eu quero ver o Melog. - Jogou a cabeça para o lado tirando a franja dos olhos.

- Espera... Acho que minhas mães não estão. Eu não to ouvindo nada. - Grudou a orelha felpuda na madeira da porta.

- Ah beleza então vamos entrar. - O mais velho girou a maçaneta da porta adentrando a sala.

Era um ambiente grande com teto alto, poltronas e sofás, uma lareira e almofadas. Uma combinação de vermelho e marrom que parecia se misturar muito bem nas luzes quentes. A casa em si era toda em aberto com pouca divisão entre os cômodos, escolha particular de Catra, mas Adora também havia concordado com o designe ainda mais quando Jade nasceu e gostava de sumir dentro de casa. Era enorme e espaçosa, os quartos ficavam em cima com sua privacidade e tudo na casa era perfeito,menos... Naquele momento especifico.

Jade apenas gostaria que tudo fosse muito bem fechado, para não ter que presenciar a cena constrangedora de suas mães se beijando no balcão da cozinha com certo entusiasmo. As mãos por baixo da blusa, os sons de estalo com gemidos curtos e pra piorar elas ainda não haviam notado sua presença.

-EI!! - A garota gritou da porta da frente.

No mesmo instante Adora deu três passos para trás o que resultou em Catra cedendo para frente e caindo do balcão. A loira se encontrava em um estado vergonhoso de roupas amassadas, cabelos desgrenhados, lábios inchados e o rosto vermelho. Gaguejou um pouco antes de conseguir formular uma frase.

- M-meu bem? O que você está fazendo em casa? Não tem nem uma hora que saiu! - A mulher fazia o possível para ficar apresentável.

Will estava em um ponto onde poderia engasgar e morrer sem ar de tanto dar risada. Jade sem conseguir esconder o quanto estava sem graça apenas optou fingir que nada aconteceu.

- O JC teve uma interferência antes da aula começar e acabou apagando. - Deu de ombros e caminhou até a cozinha onde Catra tentava se recompor. - O pai da Angel levou ele pra tia Entrapta.

- Interferência? Isso não é normal... - Adora comentou acompanhando a filha. - E como estão suas mães e seus irmãos Will?

- Estão bem, a Jasmin vai começar a treinar com a gente. - Respondeu o rapaz já se recuperando da crise de riso.

- Se o JC teve uma interferência, algo muito pesado interrompeu o sinal dele. - Catra comentou já indiferente a cena que acabara de ocorrer. - Ele é a tecnologia mais avançada da Entrapta.

- Nós vamos ver como ele está mais tarde. Teríamos ido direto se o tio Bow não tivesse dito que eu precisava vir pra casa. - A adolescente soou propositalmente cínica.

- Ah sim eu liguei para ele ontem a noite e pedi pra avisar. Eu não quero você causando problemas por ai...Até parar com isso é ir para suas obrigações e depois pra casa. - A loira decretou.

- Mãe! - A mais nova cruzou os braços e reclamou com a voz miada e pirracenta. - Se eu to de castigo era melhor ter avisado pra mim logo!

- Verdade...Você está de castigo. - Adora sorriu.

-Que saco! O Will pode ficar um pouco pelo menos? - Pediu encarando Catra.

- Claro, fiquem lá no quarto. - A felina se apressou em responder antes que sua esposa resolvesse ser uma chata novamente.

Querendo ou não Catra entendia muito mais o temperamento da filha e não era necessário pensar muito para compreender que por mais que seus atos fossem de caráter duvidoso,ela não queria o mal de ninguém. Sua rebeldia era exagerada, mas não era de faltar respeito com os mais velhos, era certo que sua insolência as vezes passava dos limites, mas que adolescente não dava um pouco de trabalho? Jade gostava de chamar a atenção e por isso fazia tanta baderna pelo reino, apenas para que Angel fosse atrás e entrasse em seus joguinhos. Era exatamente o que gostava de fazer com Adora durante sua adolescência, então simplesmente queria que a filha fosse ela mesma e se encontrasse no caminho que escolhesse seguir.

Jade sorriu para a mãe e andou com o garoto para as escadas, desaparecendo depois de alguns degraus. Adora encarou Catra com total reprovação.

- Amor! - Repreendeu.

- Ah não! Nem começa! Ela não fez nada demais, só foi se divertir. Você, o Bow e a Brilhante não gostavam de se divertir por ai? E quando eramos adolescentes você roubou uma nave pra fugir comigo. - A gata se jogou no sofá despreocupadamente. - Ela só está sendo ela mesma e está feliz assim.

- Honey, nós podemos conversar sobre isso, mas não desafie minha autoridade na frente da Jade. É por causa disso que ela acha você a legal e eu a chata. - A loira sentou na poltrona em frente ao sofá. - Muito estranho essa interferência repentina no JC.

- Concordo! Você acha que Entrapta e Hordak estão fazendo alguma coisa maluca dentro daquele laboratório? - A felina suspirou exausta já pensando em ter que resolver mais algum problema com robôs gigantes correndo soltos por Lua Clara.

- Por que isso afetaria o JC? - Adora franziu o cenho.

- Eu não faço a menor ideia, só sei que você me levou no céu em cima daquele balcão e depois me jogou no chão! - Catra trouxe o assunto de sua interrupção. Nenhuma das duas chegou a começar o ato, mas ambas precisavam concordar que ficaram bem excitadas. - Nós podemos ir pro nosso quarto e continuar... O que acha?

- Claro,claro...Eu só vou ligar pra Entrapta para ter certeza de que está tudo bem, pra Glimmer por precaução e será que é bom convocar uma reunião do conselho? - Adora se levantou e foi a procura de seu tablet.

Catra aceitou sua derrota, na vida de Adora no momento nada podia competir com o trabalho. Constatando que não ganharia mais nenhuma atenção apenas levantou e foi limpar a bagunça da cozinha.

Quarto da Jade

Will estava sentado acariciando a cabeça de Melog. O mascote gostava de ficar no quarto da garota, lá era de fato interessante. Outro ambiente espaçoso, a cama pendurada no alto, pelas paredes diversas armas sem uso, desenhos grandes e extremamente caprichados feitos pela garota, nas mesas haviam uma variedade de aparelhos tecnológicos. Um comunicador, sistema para monitorar as câmeras de pequenos robôs espiões, escutas, e um computador especializado em programação. É claro que não possuía os talentos de JC para programar,mas uma coisinha ou outra dava pra arranjar. Um objeto que chamava bastante atenção no quarto eram os pedaços da primeira espada da She Ra, que se encontravam em uma plataforma de vidro protegida a cima da janela. Aquilo era um objeto de valor emocional para Adora e Jade quis guardar onde pudesse ser visto,mas não corresse o risco de ser danificado.

A garota pendurada de cabeça para baixo pelos pés em sua cama apenas resmungava em silencio.

- Não me parece um dia muito legal para você e ainda nem almoçamos. - O ruivo comentou bem humorado.

- Eu pensei que seria o melhor dia por não ter treino e ai eu me deparo com elas duas fazendo aquelas coisas na cozinha! É ali que a gente come! Como é que...Argh! - Fez uma careta e cobriu o rosto. - Nojento!

- Ué...Você acha beijar nojento? E toda aquela história sobre querer beijar a Angel? - Apoiou o queixo em uma das mãos.

- É diferente! São as minhas mães. E eu duvido que a Angel queira me beijar. - Falou baixo a ultima parte na tentativa falha de esconder sua tristeza. - Ela anda pra cima e pra baixo com aquele metido do Jackson.

- Você não sabe se ela gosta dele.

- Mas ele não esconde que está interessando e o Jack beija um monte de garotas em Salineas porque é príncipe! E ela é princesa... - Suspirou. - Todos vocês são príncipes e princesas de alguma coisa.

- Não sabia que você ligava pra isso. E tecnicamente sua mãe também é princesa. Ela é a She Ra né? - O ruivo levantou da cadeira e pulou afim de segurar-se na corda usada para subir na cama da gata. - Com todos aqueles poderes.

- Eu não tenho nenhum deles, Will. Eu sou como a mamãe. Não que ela não seja legal, mas sei lá... Vai que a Angel só namora pessoas com status real?

- A Angel não me parece o tipo de pessoa que liga muito pra isso. E ela sabe que você gosta dela.- Sentou próximo as pernas de Jade. - Agora é só dar o primeiro passo.

- Fazem dois anos que ela sabe que eu gosto dela e eu nunca tive uma resposta se ela gosta de mim. Nem quando eu explodi todo o feno dos cavalos, nem quando eu abri aquele buraco na represa, nem mesmo quando eu sequestrei o Julian! - Abriu os braços incrédula enquanto citava cada um dos seus feitos.

Will soltou uma risada.

- Sequestrar o meu irmão foi o mais legal. Lembra como ele ficou enjoado quando penduramos ele naquele abismo de cabeça pra baixo?

- Sim e a Angel se teletransportou só pra salvar ele! Ela odeia se teletransportar.

- Mas ela também se teletransportou quando você estava caindo de cima daquela arvore enorme na floresta do sussurro. - Argumentou.

- Mas é porque eu empurrei ela lá de cima e acabei caindo também.

- Você também não ajuda né?! Não entende nada de romance? - Com apenas um braço puxou a felina para que ficasse sentada a sua frente. - As minhas mães são ótimas com romance. Perfuma sempre ganha flores.

- Isso é ridículo! A tia perfuma literalmente pode fazer flores a hora que ela quiser. Pra que a dinda Scorpia faz isso? - Revirou os olhos heterocromáticos e se jogou no travesseiro. - Além disso, é tão brega.

- Porque o que vale é a intenção! Quem sabe se você fizer algo brega para a Angel ela não fala sobre o que sente por você?

- Mas eu não sei o que fazer! Tudo o que eu sei são as coisas que a mamãe me disse pra fazer.

- Então nós temos que falar com as minhas mães e não as suas. - William pela vigésima vez mexeu naquele cabelo rebelde.

- Não. Essas coisas bregas não tem nada haver comigo, então eu não vou saber o que fazer! Prefiro continuar tentando do meu jeito. - Cruzou os braços na frente do peito.

- Tudo bem, mas nós podemos tentar minha ideia a hora que você quiser.

- Por que não vamos procurar a Tália? Ela sempre tem boas idéias!

- Você não pode sair lembra? - O ruivo ergueu uma das sobrancelhas. - Está de castigo.

- Tá, mas se ninguém souber que eu sai não tem problema.

Batidas na porta obrigaram os dois amigos a parar de falar, logo em seguida Adora adentrou o recinto com uma bandeja. Nela haviam dois pratos cada um com três sanduíches, uma fatia grossa de bolo com dois garfos espetados em cima e dois copos bem grandes com suco. Jade sem perder tempo saltou de cima da cama caindo de pé e William na tentativa de fazer o mesmo sentiu as juntas dos joelhos reclamarem.

-Ai droga! - Grunhiu de dor.

- Will, tem que dobrar os joelhos quando cair, se não vai quebrar! - A felina comentou enquanto se aproximava de sua mãe. - Obrigada,mãe!

- Eu trouxe bastante comida porque eu sei que os dois pestinhas comem feito animais. Quando terminarem levem os pratos para a cozinha, nada de largar aqui, Jade. Os pratos e copos dessa casa sempre somem no meio dessa bagunça! - A mulher pôs a bandeja sobre a mesa.

- Certo, certo! Pode nos dar privacidade? Estamos conversando. - A mais nova começou a empurrar a loira para fora.

- Não tem nenhum assunto nessa casa que vocês não tenham liberdade de perguntar a mim ou a Catra vocês sabem. - Adora continuava a falar enquanto era expulsa do quarto. - Aproposito,Will, Perfuma conversou comigo sobre você estar demorando mais tempo que o normal no banho. Se tiverem duvidas sobre aquela coisa vocês podem sempre falar com a gente.

-É mãe nós vimos toda a sua sabedoria na cozinha! Tchau! - Bateu a porta na cara da mais velha voltando a se aproximar da mesa. - Vamos comer isso rápido e sair daqui! Eu não quero passar pelo trauma de ouvir sobre como o desejo se sobressai a razão quando estamos excitados, mas que é sempre importante se proteger.

- Elas falam disso com você? - Will pegou um sanduíche.

- Até demais! Eu não entendo como é que pode só eu ter que ouvir essas coisas!

- Se te consola o meu irmão e eu sempre ouvimos sobre não ter problema descobrir o próprio corpo. - Falou de boca cheia.

- Isso é estranho e eu não sei por que adultos só pensam nisso! - Respondeu da mesma forma, com a boca cheia de comida.

- Deve ser coisa da idade. - O garoto deu de ombros e tomou metade do suco em uma golada. - Como você pretende fugir sem ser pega?

- Fácil! Você vai fazer exatamente o que eu mandar.

Mais tarde

Já faziam vários minutos em que Catra se encarava no espelho de roupas intimas, jamais diria em voz alta,mas sentia-se extremamente incomodada com o fato de Adora não dar a minima para suas tentativas de provocação. Será que seu cabelo estava feio? Ou havia algo errado com seu corpo? Será que Adora não a queria mais? Essas duvidas rodavam em sua mente a todo instante. A loira só pensava em trabalho, não que isso fosse ruim, Adora era simplesmente a melhor em qualquer área em que começasse a trabalhar, mas o preço disso era por todo o resto em segundo lugar.

Desistente, Catra apenas vestiu suas roupas sem qualquer vestígio de pressa. Por um segundo até se sentiu egoísta tendo em vista que Etheria vem passando por essas quedas na tecnologia, poderia ser algo realmente perigoso e pensar em sexo nesse momento parece típico da Catra do passado. Empurrou os sentimentos para dentro como quem empurra roupas velhas pra dentro de um baú e apenas se fechou.

- Amor, você viu aquele tablet com os dados sobre os primeiros? - Adora entrou no quarto de surpresa assustando a gata. - Ei, que carinha é essa?

- Eu to com um pouco de sono,honey. - A felina respondeu indiferente sentando-se no colhão.

- Não dormiu bem? - A loira deixou seu olhar correr sobre toda a figura felina procurando traços de exaustão que a mesma deixava transparecer sempre que ficava estressada por conta de sono. - Me desculpe se eu me mexi demais.

- Eu fico preocupada quando você não se mexe. - Respondeu enquanto enrolava uma mecha de cabelo no dedo. - Eu só preciso descansar um pouco.

Adora estendeu suas mãos segurando o rosto da felina e acariciou suas bochechas com os polegares.

- Eu vou descer, trazer nossa comida pro quarto, nós comemos aqui e eu fico com você pra descansar, okay? - O tom acolhedor da esposa e o carinho fez Catra involuntariamente ronronar. E Adora até poderia tirar sarro,mas conhecia bem o olhar da mulher para entender que havia algo errado, então optou por dispensar a ideia e apenas beijar sua testa. - Eu ta volto, ta?

Catra assentiu e Adora levantou-se deixando o quarto.

Desceu as escadas em poucos segundos, ainda perguntando-se internamente o que poderia haver de errado com sua esposa. Catra não era de ficar tensa com o trabalho, ela costumava ser quem lhe ajudava a relaxar. A expressão de confusão e preocupação tomaram conta de seu rosto sem que a loira percebesse. E estava tão submersa em suas questões que sequer notou a presença de Will na sala.

- Tia, Adora? - O ruivo franziu o cenho. - Está tudo bem?

-A-ah! Oi, querido. Está sim... Você já vai? - Perguntou enquanto andava para a cozinha.

- Sim, a Jade disse que quer ficar sozinha pra pensar sobre a Angel e tudo mais. - O rapaz pôs as mãos no bolso. Assim como Scorpia ele era péssimo mentiroso,mas Adora por sua vez estava tão aérea que não notou o tom ensaiado do rapaz.

- Tudo bem então. Cuidado no caminho pra casa e por favor mande lembranças a suas mães.

- Pode deixar! Tchau, tia Adora. - Quase desacreditado o garoto saiu o mais rápido que podia da casa.

Sem resposta, apenas dirigiu-se apressadamente para a saída, fechando a porta atrás de si e então finalmente soltando o ar de seus pulmões. Mentir com certeza não era um de seus talentos, o nervosismo tomava todo o seu corpo até na menor mentira.

- Deixa de ser fresco! - Jade saiu de trás de uma arvore que se encontrava a poucos metros. - Bora!

- Me dá um segundo! - Ele tirou o cabelo dos olhos. - Eu não gosto de mentir!

Passou as mãos calmamente pela cabeça de Melog.

- Não temos um segundo! Vamos agora antes que alguém nos escute. - Jogou sua perna por cima do animal o montando. - Corre, Melog! Eu tive uma ideia genial e precisamos da Tália.

- Eu sempre me fodo indo nas suas ideias,mas vamos lá. - O rapaz apenas fez o mesmo.

Melog sem hesitar ficou invisível e partiu dali o mais rápido possível.


Não demoraram muito para chegar aos limites do reino. Netossa e Spinerella não eram amarradas a um reino, mas isso não era importante já que ainda sim reinavam sobre seus elementos. A maioria dos membros da rebelião se perguntavam a razão pela qual ambas levaram tanto tempo para ter filhos já que eram casadas a tanto tempo. Netossa apenas respondia o de sempre: Ela queria ficar o máximo de tempo com Spinerella só para ela, porém já faziam quase quatorze anos em que ela desistiu totalmente da ideia para deixar Spinerella feliz, o resultado já era previsível para todos, mas nem a própria Netossa podia acreditar o quanto ter uma filha lhe trairia felicidade.

Melog parou em frente a casa enorme e deixou William e Jade visíveis novamente.

- Eu vou entrar lá pra falar com ela. - A felina pulou para cima de um galho.

- Bom, eu não tenho escolha então te espero aqui.

Jade saltou de um galho para o outro até chegar perto de uma janela no terceiro andar. Como sempre estava aberta, então invadiu o lugar sem hesitar. Era um quarto muito interessante para uma menina de treze anos. Tinha como tema o espaço, diversos planetas e estrelas espalhados pela decoração. Uma cama espaçosa no canto do quarto e alguns brinquedos. Tália ainda estava na fase de deixar a infância e entrar na adolescência e por isso haviam tantos brinquedos em seu quarto.

A felina estava pronta para abrir a boca e gritar pela menina, mas em uma fração de segundo algo veio em sua direção prendendo seus braços, pernas e apertando o suficiente para que suas garras não alcançassem.

- Que droga! - Gritou irritada e imóvel do chão constatando que era uma rede. - Tália!

Uma risada divertida se fez presente e a garota saiu da parte de trás de seu armário.

- Peguei você,Jade! - Ainda rindo a menina se livrou das redes. - Fica mais atenta da próxima vez.

Jade levantou-se em um só pulo e cruzou os braços.

- Eu vou ficar... Pode deixar. - Mexeu no cabelo. - Você está ocupada agora?

- Eu estava treinando com a mamãe aquela coisa com os furacões, mas eu ainda não entendi muito bem sobre. - Deu de ombros sentando-se na cama. - O que faz aqui?

- Eu preciso da sua ajuda e das suas redes.

- Acho que a mamãe não vai gostar se eu fugir pela janela de novo, mas tudo bem. O que vamos fazer? - Seus olhos brilharam. Tália admirava tudo em Jade, e adoraria ser como ela quando fosse mais velha.

- O Will ta esperando a gente lá embaixo. Eu conto o plano quando chegarmos na casa do JC.

A mais nova assentiu sem nem pensar duas vezes. Jade era sua heroína e para aprender com ela a seguiria para onde quer que fosse.

Os dias em Etheria eram assim faziam anos, diversão e harmonia, a paz reinava, a harmonia se instalou permanentemente...Só era uma pena que isso não duraria nada.


Notas Finais


A fic no wattpad tem as fotos do elenco


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