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História Hi, dear diary - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Ok ok! Devo admitir, demorei mais do que deveria! Perdão...
Gente... eu estava tão insegura em postar esse, mais TÃO insegura... Espero que gostem, nenéns. 🤍


Quero de antemão:

- Deixar registrado o grupo de escritoras, leitores e fãs de Bethyl. Sintam-se convidados e a vontade para entrar, link: https://chat.whatsapp.com/DkX6ekREn0QJTwBQMcXQB4 ;

- Existem várias teorias, baseadas em pistas da série, que podem apontar para a sobrevivência de Beth na série! Acompanhe no link: https://www.instagram.com/p/CCMbtL2h9F9/?igshid=kkqeoazzpys7 ;

- Outra família que AMO é a do Discord, quem tiver e quiser parcitipar, é só ir no link: https://discord.gg/6BbCY7 .


Criador dos personagens: Robert Kirkman / Scott M. Gimple.

Favor, não plagiar!


Boa leitura! 🤍

Capítulo 11 - Dream


Fanfic / Fanfiction Hi, dear diary - Capítulo 11 - Dream

[Diário on]

Querido diário,

lembramos de tudo o que acontece em um sonho? Posso falar que sim?

Lembro de cada detalhe do sonho que tive essa noite. Não posso negar que gostei do sonho, mas ele também só serviu para me deixar ainda mais triste e confusa sobre meus sentimentos por Daryl Dixon. 

As revelações da noite anterior só me fizeram ficar mais apreensiva sobre o que estava por vir. 

Mas eu tinha comprovado, essa noite, que meus sentimentos pelo Dixon eram mais do que um simples crush, como costumamos chamar. Era diferente! Mesmo eu sendo nova, nunca senti algo tão forte assim por alguém, chega a doer no peito.

Eu apenas sonhei.

[Diário off / Sonho on]

Não existiam zumbis, nem o Governador para se preocupar. 

Existia apenas o jardim da fazenda.

Era tarde de domingo, logo após o almoço e eu estava em frente ao jardim, observando as flores rosas e amarelas, que contrastavam com o verde de outras plantas.

Era primavera e as borboletas, iam e vinham. Eu podia sentir a brisa no meu rosto, eu gostava dessa temporada, desse clima.

A brisa batia no meu rosto, bagunçava um pouco meu cabelo, que estava preso em um rabo de cavalo como de costume. Meu vestido habitual para a missa do domingo, era um vestido salmão bem claro, rodado e com algumas flores brancas bordadas no abainhado. Eu também calçava meu par favorito de botas.

“Greene.” - Eu conhecia aquela voz rouca, não virei de imediato, apenas esperei um breve momento, sorri e em seguida girei meus calcanhares devagar, tendo em minha vista o homem que fazia meu coração bater em um ritmo acelerado.

“Dixon.” - Eu sorri de canto a canto quando o vi lançar um olhar brilhante e semicerrado para mim.

“Você está linda!” - Fala se aproximando, com seu colete que estava limpo, uma blusa preta por baixo, calça jeans e botas cano alto um pouco sujas de lama. Seus cabelos estavam um pouco bagunçados por retirar o capacete a pouco e seu cheiro amadeirado era bem presente.  Também cheirava a tabaco e canela, por ter o costume de fumar e mascar.

“Assim você me deixa sem jeito.” - Falo corando e colocando uma mecha na franja atrás da orelha. “Deveríamos ir antes que mamãe ou papai apareçam.” – Continuo apresando-me e puxando-o pelo braço.

“Não entendo o motivo de fazer tanto suspense, se seus pais já sabem que estamos juntos.” - ele fala sem se interessar tanto em meus passos rápidos. 

“Mas eles não sabem que saio escondida com você, ainda mais agora, para andar de moto. Papai me mataria.” - Continuo andando.

“Ah! Eu posso resolver isso se quiser, loira.” - Ele fala em tom de brincadeira, me puxando pela cintura e virando-me em sua direção. Isso fez  meu corpo esbarrar no seu, nos deixando bem próximos, a ponto de sentir as respirações um do outro. 

“Da...ryl...” - Sussurro, dando tapinhas leves em seu ombro e observando tudo ao nosso redor, me certificando de que ninguém está vendo. – “Daryl Dixon! Você me prome...”

“Prometi e vou cumprir, Greene! Sabe bem que sou um homem de palavra.” - Me interrompe cerrando-me com aquele olhar novamente. 

“Então vamos!” – Puxo ele pelo braço, mais uma vez. 

Chegamos até sua moto, estacionada um pouco distante da entrada da fazenda, inclusive. Ela estava escondida em uma moita, o que me fez rir um pouco.

“Tá pronta?” – Pergunta, entregando-me o capacete e subindo na moto. Eu suspiro por um instante e balanço a cabeça que não, mas mesmo assim, subo na moto, um tanto desajeitada. Colocamos nossos capacetes.

Escuto o motor ligar e eu estômago gelar de ansiedade. 

“Ok, medrosa! Primeiro desejo, andar de moto.” - Fala dando a partida e acelerando.

Me segurei mais o firme que pude no colete de Daryl, fiquei insegura. Principalmente quando ele passava em curvas, ele só andava acima de 70. As vezes, até acho que ele estava fazendo de propósito, só para fazer abraçá-lo mais apertado. Eu sentia um frio na barriga, mas era bom e com o tempo de viagem eu fui me acostumando.

Perder o medo de coisas bobas, como andar de moto, era um dos meus sonhos.

Demoramos umas horas para cruzar a rodovia até a divisa da Geórgia e Carolina do Sul.

Chegando na divisa, ele para a moto e me fala para descer. Fico um pouco confusa e apreensiva, mas desço sem perguntar o motivo. Ele percebe meu desconforto, desce em seguida e me pega no colo, fazendo eu soltar uma risada descontraída.

Ele me carrega alguns metros e em seguida me põe no chão, segurando meus ombros me chamando atenção.

“Ok! Pé direito desse lado e esquerdo do outro!” - Ele aponta e o obedeço.

“Por que tá fazendo isso?” – Pergunto, balançando a cabeça confusa.

“Você está oficialmente em dois lugares ao mesmo tempo, Srta Greene! Segundo desejo.” – Fala, apontando pra uma placa atrás de mim, em que dizia “Bem-vindo a Carolina do Norte. Geórgia aguarda eu retorno.”

“Dixon! Dixon!” - Eu o olho surpresa e pulo em seu colo, soltando gritinhos de satisfação. – “Eu não acredito!”

Eu realmente fiquei feliz pelo ato simples dele de me impressionar e ele correspondeu minha felicidade com um sorriso tímido. Ele é realmente um homem incrível, em atitudes, claro... Não tanto em palavras, já que sei que o mesmo não é de dialogar tanto.

Subimos na moto novamente e partimos, para um destino desconhecido para mim, até então. O sol já caia e logo escureceria.

Então ele pilotou de volta até o interior da Geórgia. Para um lugar não muito longe da fazenda.

Eu logo reconheci o local, era meu favorito para observatório de estrelas. Era descampado e escuro, o que deixava a vista para o céu ainda mais bonita.

Lembro-me de fugir à noite de casa, me deitar sobre o cobertor que levava e observar o céu por um bom tempo. 

Enquanto as garotas do colégio ficavam com vários caras, eu só queria estar ali, admirando o céu e desejando observar essa vista com alguém que gostasse de uma garota tão boba feito eu... de verdade. Eu desejava que esse alguém fosse o único em minha vida.

Descemos da moto sem dar alguma palavra. Daryl entrelaçou seus dedos nos meus e me levou até um observatório particular, feito por ele mesmo. Eu podia sentir seus dedos mais calejados que o normal.

Tomo a frente conferir cada detalhe. Estava tudo tão bem arrumado que tudo me deixou literalmente de boca aberta. Tinha um cobertor no chão, um binóculo e um mapa de cada constelação e suas estrelas.

“Você que construiu esse binóculo?” – Falo, virando-me para ele que observa com as mãos nos bolsos.

“Isso não é tão difícil, até minha vó saberia fazer.” – Responde, num tom depreciativo a seu empenho.

“Não! Isso é incrível.” – Me aproximo sorridente e beijo uma de suas mãos, ele corresponde ao ato, distribuindo beijos pelas minhas mãos pequenas.

“Sabe o que é mais incrível?” - Ele me chama com um dedo. “Chega mais!” – Continua, pegando um mapa e me pede para encontrar uma estrela em especial.

Tomo a frente de novo, indo até o binóculo e após observar um momento, logo encontro a estrela.

“Vem...” – O chamo, ajustando o zoom do equipamento. “É aquela ali.” - Aponto e depois me afasto do equipamento, dando espaço para ele observa-la.

“Hummm...” – Resmunga e observa por um tempo. “Nunca tinha visto essas coisas!” – Ele me fita e desvia o olhar um pouco, tirando um papel amaçado do bolso. “Quer ver algo mais?”

Balanço a cabeça apreensiva olhando para o papel em sua mão e ele continua...

“Eu pedi para um amigo nomear essa estrela com seu nome! É oficial, no Cadastro Internacional de Estrelas!” – Fala, apontando para o papel. Olho para ele, boquiaberta e paralisada por um tempo, tempo esse que faria qualquer um sair do sério, principalmente Daryl Dixon. – “Porra! Não vai falar nada? Eu não sei mexer nessas coisas de internet.”

“O que? Que você é incrível?” – Respondo, abrindo um imenso sorriso e me aproximo dele. Ele toma meu rosto, acariciando-me. “Você é o homem mais incrível, Daryl Dixon. E se existir palavra melhor que ‘incrível’ e que te defina melhor isso, essa será.”

Ele me cerra com o olhar e me abraça pela cintura, me mostrando 3 dedos e continua...

“Terceiro desejo, boba.” – Daryl Dixon não precisava falar, seus olhos já me diziam o suficiente. Então ele me beijou, lento e apaixonado.

“Eu amo você, Daryl Dixon.” – Eu falo depois do beijo, ele me observa por um tempo e eu não importa se ele não respondesse. Mas ele respondeu...

“Eu também amo você, Beth Greene.” - Fala num tom mais rouco que o normal. “Eu quero pedir sua mão oficialmente, sem enrolações dessa vez.”

Eu pude sentir meu estômago vibrar, como se tivesse milhões de borboletas nele. Eu suei frio.

“Prometo não ficar com medo dessa vez, eu fugiria com você para qualquer lugar do mundo se minha família não permitir. Mas eles sabem o quanto você é importante.” - Fito os olhos azuis do meu amado e ele sorri de canto, voltando a tomar os meus lábios.

Passamos mais um tempo no local, admirando o céu e aproveitando a companhia um do outro, até que a noite foi se tornando mais fria. Mas eu não queria que acabasse.

“Me leva em um lugar se eu pedir?” - Falo apreensiva pela resposta do que estava prestes a pedir.

“Qual seria?” - Ele pergunta curioso

“Bom... Eu gostaria de conhecer a sua cabana.” - Ele apenas encara, passando os dedos sobre a barba. “Você nunca me levou lá... eu acharia justo já que você conhece o lugar onde moro.” - Falo ficando com a boca entreaberta. 

Ele pensa um instante e resmunga algo se dando por vencido, me respondendo em seguida...

“Ok, minha garota.” - Depositando um beijo próximo a minha boca e depois tomando meus lábios outra vez.

Nos aprontamos em ir até a cabana dos Dixon’s, a qual o Daryl morava sozinho desde que sua mãe morreu, o Merle fora preso e seu pai sumido com qualquer rabo de saia.

Quando ele estacionou a moto na frente do local, eu fui a primeira a descer, tirei o capacete e observei tudo. 

Era um local pequeno e aparentemente simples, mas eu não me importava com isso. A ideia de saber mais sobre a vida de Daryl me animava e eu o amava, independente do mesmo ser um mecânico de motocicletas e caçador nas horas vagas, era um homem incrível e que me fazia feliz.

Ele demora um pouco para descer da moto e suspira, eu observo um pouco curiosa.

“Se quiser voltar pra sua casa bonita na fazenda é só falar.” - Ele fala, com a sua mania habitual de passar os dedos na barba novamente.

“Não me importo com isso, Daryl!” - Me aproximo do homem e o encaro. “Eu sou feliz ao seu lado, não importa onde e nem como.”

“E tem certeza mesmo que quer entrar lá?” - Ele pergunta e eu balanço a cabeça positivamente. 

“Por favor, Daryl... Com vergonha de mim?” - Sorrio de lado.

“Ah!” – Resmunga e desce da moto inquieto. “Espero que não se arrependa.” - Ele me encara e me cerra com o olhar, eu pego em sua mão.

Ele espera um instante pensando que eu desistiria da ideia. Lanço um olhar seguro para ele, fazendo Daryl suspirar e acenar com a cabeça. Entrelaço meus dedos nos seus. 

Vamos em direção a casa e logo estamos em seu interior.  Ele fecha a porta, eu observo e sorrio ao ver a casa, era simples, pequena, mas aconchegante. Eu com certeza, moraria ali com Daryl. Apenas pelo fato de estar com ele.

“Por que eu me arrependeria mesmo?” - Pergunto curiosa e lançando um sorrio em sua direção.

“Esse lugar não me traz boas recordações.” – Responde e fita a poltrona por um momento. “Passo parte do meu dia fora por isso.”

“O que importa agora é o que está por vir, Daryl.” - Me aproximo mais dele, passando a mão em seu rosto gelado, tirando uns fios de seu cabelo que cobriam seus olhos. “Obrigada por isso, Sr Dixon!”

Ele apenas resmunga e nos beijamos por um bom tempo, com um beijo profundo e molhado, de tirar o fôlego literalmente.

“Eu quero ser sua hoje, Daryl.” - Interrompo o beijo e ele olha surpreso nesse instante.

“Não quero te forçar a fazer algo que você se arrependa depois.” - Ele sabia que eu era virgem e respeitava o fato de a uns tempos atrás eu não estar pronta. “Não quero que um caipira fodido, corrompa a filhinha mais nova do Hershel antes do casamento e ...” – Suspira.

“Eu quero!” - Respondo firme, interrompendo ele. – “Isso é sobre meu medo sobre coisas bobas, não quero ter medo de ser da pessoa que eu amo, assim... Completamente...” – Falo quase que sussurrando. “Eu quero isso, eu estou segura.” - Sinto seu olhar queimar sobre mim. “Então, me faz ser sua garota de verdade agora?” - Ele me analisa sério e depois acena positivamente.

Em um movimento rápido, Daryl me pega no colo e eu abraço seu pescoço com os braços. Ele anda pela sala e chuta a porta de um cômodo, abrindo-a e entrando de lado, com cuidado para não esbarrar minhas pernas nas laterais da porta. Ele me põe sentada na cama com delicadeza.

O cômodo tinha poucos móveis, apenas com uma cama grande de madeira encostada próximo à janela, forro bagunçado, uma cadeira com roupas jogadas em cima, uma cômoda pequena, com umas flechas recém-produzidas por ele, uma faca e jornais de meses anteriores. Com certeza era seu quarto.

Eu volto minha atenção para o rosto do homem sentado ao meu lado. Então, tomamos os lábios um do outro novamente, eu posso sentir meu coração ficar mais acelerado e um desejo incontrolável de senti-lo e de ser toda dele. 

Ele tira sua blusa num movimento rápido, deixando seu abdômen e peitoral a mostras, eles tinham cicatrizes, menores que as das costas. Ele abaixa a cabeça um pouco envergonhado e eu levando-a novamente com um movimento delicado de minhas mãos segurando seu queixo. Me sinto corada, mas demonstro confiança no olhar quando me joelho na cama e beijo-o novamente.

Sinto uma descarga sobre o meu corpo quando ele passa suas mãos quentes em minhas coxas, por dentro do meu vestido. 

Eu interrompo o beijo e ele me encara respirando intensamente. Eu ofego várias vezes enquanto desço o zíper lateral do vestido, tiro as alças devagar, deslizando o tecido para baixo, deixando minha pele pálida e meus seios pequenos a mostra. 

Daryl se delicia com a vista e começa a massagear meus seios devagar, eu vejo o volume em sua calça e percebo o quanto ele está excitado.

[Sonho off]

Acordei saltando do beliche, estava sentindo meu coração quase falhar de tão rápido que estava batendo. Me sinto suar frio, minha boca seca e sim... Eu podia sentir minha roupa íntima totalmente molhada.

Sento no beliche e apoio as palmas das mãos nos joelhos, recuperando o fôlego que o sonho me tirou, sonho ao qual nunca se realizaria, disso eu tinha certeza. Fito as grades da cela fria do bloco C e já dava para ver alguns raios de sol passarem por elas.

"Por que mexeu tanto comigo, Sr Dixon?" - falo confusa a mim mesma em um sussurro.


Notas Finais


Acredito que alguns vão perceber que foi um capítulo adaptado do filme "um amor para recordar", amo e chorei horrores, fds.

Como vocês acham que Beth vai reagir a esse sonho? HAHAHA! Virão algumas coisinhas por ai.
E Daryl? Merle? Como acham que será o relacionamento dos irmãos Dixon's com a Greene depois da discussão na noite anterior?

Prometo que darei o meu melhor! Desculpem algum erro.
Obrigada por estarem acompanhando. Até breve! 🤍


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