História Hi, I'm Tom (Romance Gay) - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Romance Gay, Sex, Yaoi
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Palavras 1.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


~ 🌻 hey.

Capítulo 14 - Mentiras


Fanfic / Fanfiction Hi, I'm Tom (Romance Gay) - Capítulo 14 - Mentiras

~ TOM:

Acordo no meio da noite, levanto a cabeça, está fervendo. Passo a mão sobre a mesma, secando às gotas de suor que se alastram. Logo depois percebo o porquê acordei realmente, alguém jogava pedras na minha janela, parecia certeiro, pois sabia em qual devia arremessar.

Levanto devagar, e abro a mesma ,mas me esguio de outra pedra que quase me acerta à testa. Está me chamando ou tentando me matar? Assim, olho para baixo e vejo uma sombra longa por trás do tal, eu conhecia aquele corpo em qualquer que seja.

- Hugo! O que faz aqui? - sussurrei quase gritando.

- Eu queria... falar com você. - olhou o relógio que brilhava com a luz do poste - Sei que tá tarde, vem cá?!

Confirmei com a cabeça e desci às escadas, Catarina dormia, eu acho que tinha um sono bem pesado. Abro a porta com cuidado, estava de meias aos pés, o chão era frio, mas quase caí na correria.

- O que quer? - ele apareceu a minha frente.

- Queria te ver. Saber como está, sinto sua falta. - revirei os olhos.

- Só isso? - fiz uma careta.

- Não, a avó do Hugo, ela foi lá em casa mais cedo. - estranhei - Foi falar com minha mãe, queria passar uma escritura, ou algo do tipo, e ainda perguntou por você.

- Ah, ela é uma boa pessoa. - disse sorrindo.

- Boa até demais Tom, posso entrar? Esta frio aqui. - pensei, e se Catarina visse ele aqui mais cedo, fora que poderia correr boatos ao ouvido de Júlio, não queria briga.

- Tá, mas olhe lá, eu não quero encrenca. - apontei para o mesmo, e dando espaço para entrar.

Fomos para a escada, e logo ao quarto, ele sentou sobre o tapete de pernas cruzadas. Eu já não tinha sono, até que era bom ter ali. Não me encarando a todo momento.

- Tá feliz com o Júlio? - disse.

- Sim, ele me fez até um surpresa, - apontei para uma cesta com flores que sobreviveram e ele olhou.

- Ele te enche de presentes, isso é estranho. - balançava os pés - Parece um irmão. - aquilo me deu uma pontada no estômago.

- Aaaah, para com isso Hugo. - decidi sair da conversa - E você e o Gabriel?

- Não estamos mais juntos, sabe, ficando. Ele queria coisa séria, mas eu não o vejo desse jeito.

- Não foi diferente comigo. - o encarei.

- É bem contraditório, eu sempre te quis por perto, ele eu só... você sabe. - arqueou a sobrancelha - E por você... eu faria qualquer coisa.

- Se for para ficar me dando cantadas pode ir saindo. - falei já bravo e apontando para porta.

- Opa, calma. - sorriu - Relaxa. Só quero que saiba que eu irei cuidar de você, quando quiser.

Eu ainda o amava, aquilo não havia morrido, mas agora estava com Júlio, alguém que sempre quis como meu. Já não podia ter pensamentos como esses. Ele deitou no tapete mesmo, lhe dei uma almofada que tinha ao lado da cama, e o mesmo recusou um lençol para cobrir-se. Tirou os sapatos e ali deitou, podia ver que ele me olhava às vezes com os olhos fechados, mas abria e o mesmo fingia dormir.

{...} - Tom?, ôh Tom, você já está acordado?

Acordei com Catarina à porta, e logo me toquei em quem dormia ao chão, joguei o travesseiro em cima de Hugo rapidamente, e o mesmo saltou, fiz sinal para ficar quieto, e o escondi atrás do armário. Abri a porta e lá já estava ela.

- Ah, que bom. Achei que havia acontecido algo, até me preocupei. - colocou a mão no peito.

- Só estava levantando, está tudo bem. - sorri.

- Ok, já vou fazer o café. Espero você lá embaixo.

Saiu e fechei a porta, Hugo veio até mim, assustado, pedi desculpas pela travesseirada e ele me perdoou. Prometi que trazeria algo para ele comer, após me arrumar, mas nem foi preciso, ela me disse que ia às compras e para que eu ficasse à vontade.

Sentamos à mesa, e comemos já sem preocupação, até à campainha tocar. Pedi que ficasse a mesa, ele quase morria engasgado com um pão. Abri a porta e me deparo com Júlio aos prantos. O abracei e o trouxe para dentro. Havia algo acontecendo.

Júlio - Eu... quero te pedir perdão, não sabia que era errado... - chorando.

Tom - Não estou acreditando, não tem razão para isso ser verdade. - me controlava para não socar a parede.

Hugo - O que está acontecendo gente? - sentou com uma xícara de café nas mãos.

Júlio - Hugo eu e o Tom, nós... nós somos irmãos. - a xícara caiu de sua mão, molhando todo chão sem tapete.

Hugo - O que?!! Para de brincar, seu palhaço.

Júlio - Não é uma brincadeira, seu imbecil! - disse de punhos fechados entre as lágrimas.

Hugo - Não entendo. - coloquei as mãos à cabeça, também não achava uma explicação até que Júlio nos conta.

~ JÚLIO:

Lembrança 🔃:

- Pai, eu posso conversar com o senhor? - cheguei a sala.

- Claro, meu filho. - sentei à sua frente.

- Estava pensando em ir para a casa nova do Tom, passar o fim de semana com ele. O senhor não se importaria, se não fosse viajar contigo para ficar com ele?

- Por mim tudo bem, seria uma viagem de negócios, além de para você ser entediante. - minha avó veio por trás.

- Isso não está correto! - gritou.

- Mamãe, não diga nada! - meu pai se levantou.

- Estou cansada de guardar isso comigo, nem ao menos sentir meu neto por perto eu posso ter! - que neto? que eu saiba eu era o único. - Júlio, sinto muito mas você não irá poder ficar ao lado de Tom.

- Mas, porque vovó? - perguntei.

- Sinto muito, meu filho. Mas, o Tom.. ele... - meu pai se encolheu ao canto da sala - ele é seu irmão, é filho do seu pai com a Catarina, aquela que até então é entendida como tia dele.

- Como?!! - não acreditava, para mim aquilo era uma mentira, como ele poderia ser meu irmão, se ambos até ela, lhe trataram tão bem?

- Os dois, - apontou para o meu pai - tiveram um romance, sua mãe descobriu e logo após um tempo, a amante me disse que estava grávida, eu nunca deixaria um do meu sangue, morrer de fome e na miséria. - chorava - Eu tenho coração, mas metade do meu estava com aquele garoto, todas às noites eu dormia sem poder ver o seu rosto e beijá-lo. Me doía não o ter por perto, Catarina tinha uma amiga de longa data, ela não podia engravidar e deixou Tom com a mesma, durante todo esse tempo Tom viveu em uma vida simples, eu queria lhe dar a melhor possível, mas eu não sabia onde ele estava.

- Não era mais fácil ter pedido para ficar com ele? - perguntei-lhe.

- Sua mãe não suportaria, ter ele por perto. A respeitei, e como vivia com vocês naquela época, foi a única opção. - enxugou as lágrimas - Quero que se afaste dele, eu irei lhe contar tudo, quando possível.

- Não, quem fará isso sou eu. - saí correndo, meu pai me seguia mas fui bem mais rápido.

Ao caminho minhas lágrimas me corroiam, estava perdendo quem eu mais amava por um erro bobo de não terem me dito a verdade desde cedo. O pior disso tudo não era perdê-lo, tinham lhe escondido uma coisa tão seria, sobre sua vida. Não viveu uma plena mentira, seus pais tentaram dar-lhe o melhor, além do carinho.

~ TOM:

Então eu vivi uma mentira esse tempo todo? Porém tive pais que me deram aquilo que tudo desejei, mesmo que simples, se esforçavam para me compreender. O carinho e o afeto não morreriam nunca, estariam sempre no meu coração, mesmo que agora se tornaram estrelas. Ganhei um irmão involuntariamente, só não tinha certeza do meu destino daqui para frente. Quando Catarina chegou todos nós a encaramos, agora ela iria nos contar tudo o que aconteceu.


Notas Finais


~ 🐸.


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