História Hi, Stalker! - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM)
Tags Bts, Diabólico, Drama, Fluffy, Namjoon, Otome, Trágico
Visualizações 39
Palavras 1.663
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Não deixe ele te ver.


Fanfic / Fanfiction Hi, Stalker! - Capítulo 1 - Não deixe ele te ver.

A música relaxante e baixa era calmante aos seus ouvidos.

O som da porta se fechando foi ouvido e o trancar da fechadura ecoou pelo local. O homem de meia idade com cabelos grisalhos entrou na sala, ajeitando seu jaleco e sentando na poltrona logo em frente ao jovem coreano, que não esboçou reação alguma, já que era 8ª vez que vinha no mesmo consultório em menos de quatro meses.

- É bom vê-lo de novo, Kim Namjoon. – o homem disse, sorrindo e desviando o olhar para a ficha do mesmo em cima de seu colo. – Como tem passado?

O garoto o observou de forma ligeira e sorriu sem graça.

- Estou bem, Doutor. – respondeu, simples. – E o senhor?

- Estou bem sim. –

- Como anda sua esposa? – Nam tentando correr para outro assunto.

- Com todo respeito, Namjoon. – o homem o interrompeu. – Não vim aqui falar de mim. Quero saber de você, soube que está frequentando uma nova escola e que suas notas estão melhorando muito.

O coreano desviou o olhar para as gotas de chuva batendo contra a janela do consultório. Mais um dia desperdiçado. Mais uma visita inútil aquele lugar, mais tempo perdido quando poderia estar...

- Anda muito pensativo, garoto. – disse o homem. – A nova escola está agradável? Fez algum amigo novo?

- Você sabe que não. – respondeu. – Não mudou muita coisa quando fui pra aquele lugar.

- Então... – ele se ajeitou na poltrona. – O que mudou?

Abaixou a cabeça e curvou o corpo para frente, com os cotovelos sobre os joelhos e o boné azul cobrindo-lhe o olhar.

--

O garoto de olhos castanhos estava em casa depois de um dia estressante na escola que frequentava há mais de dois anos.

Seus pais estavam discutindo alguma coisa aleatória quando chegou e ele os ignorou completamente, indo para o quarto.

Fechou e trancou a porta, largando a mochila de cor preta no canto do quarto e deitando na cama de modo preguiçoso. O teto do cômodo lhe trazia tranquilidade e pela primeira vez naquele dia, finalmente podia se sentir relaxado.

Não demorou muito para sentir fome e não queria pedir nada aos pais, já que poderiam começar uma nova discussão sobre “porque não comprou comida antes”. Amarrou os tênis, colocou seu boné de cor azul e pegou sua mochila, saindo logo em seguida de casa na direção de uma cafeteria no fim da rua.

Começou a cair uma chuva leve quando chegou há poucos metros do local e entrou no mesmo, balançando o casaco úmido e deixando a mochila em uma mesa perto da porta.

- O que vai querer moço? – a atendente disse.

- Um cappuccino, e um pão de queijo por favor. – disse, sorrindo para ela de modo estranho e sentando na mesa, pegando algo na mochila enquanto a atendente anotava seu pedido.

Fitou seu bloco de notas de cor azul e o lápis quase sem ponta na mesa, antes de correr as mãos pela mochila e pegar sua câmera fotográfica, enquanto sua mente se esvaia para longe daquele lugar.

Em rápidos segundos, pensamentos com a garota que mais gostava na escola o consumiram. Nam não conseguiu evitar sorrir ao lembrar-se da sensação gostosa de vê-la todos os dias indo para a escola, do jeito peculiar que ela costumava prender os cabelos e nas unhas, às vezes grandes, às vezes roídas pelo estresse de ter que frequentar aquele lugar esquecido por Deus.

Era totalmente apaixonado por ela. Por você.

Os lábios, sua pele, seu cabelo, o cheiro de seu cabelo, tudo, cada detalhe em você mexia profundamente com o coreano. O que só ajudou a aumentar a obsessão que tinha por você. Era louco? Era. Era estranho? Era. Era amor? Talvez.

Pelo menos na cabeça dele, era ou poderia ser.

Há alguns meses, ele resolveu dar uma de romântico e enviar dúzias de cartas amorosas. Uma carta no primeiro mês, depois várias por semana, com frases e citações aleatórias de vários escritores que você gostava. Fora o fato de que uma maioria tinha apenas “seja minha”.

O que era belo e fofo para ele, era assustador e estranho para você.

Você e Namjoon nunca se conheceram em si, mas isso não impediu o coreano de começar a ter sentimentos mais fortes pela moça ‘mais bela do colégio’, segundo ele. Porem quando ele menos esperou, você surgira com um novo amor. Um amigo. Um namorado? Ele não queria saber, nem se importou muito no início. Bem, isso até alguns meses atrás.

Ele odiou o jeito como você e seu namorado se cumprimentavam nos corredores do colégio – abraços e beijos – odiou o jeito como ele acariciava seu rosto e sussurrava coisas inaudíveis pra você no meio das aulas e odiava ver como você parecia feliz com ele. Pra variar, ele odiava tudo em seu namoro e queria acabar com ele a qualquer custo.

-- Em um dia normal, você foi acordada com o barulho de seu relógio-despertador, dando começo a mais um dia de luta. Fazia algum tempo que você tivera que aprender a viver sozinha, por conta de seus pais serem muito rigorosos com você desde pequena e isso desencadeou uma depressão que seguiu você durante anos, até finalmente, libertar-se das correntes que seus pais implantaram em você.

“Seja médica e tenha sucesso. ”
“Nenhum homem gosta de mulher gorda! ”
“Seja independente! ”
“Arrume esse cabelo! ”
“Esta roupa é curta demais! ”
“Ninguém vai te amar se você não for atraente. Mas não se vista como uma vadia também. ”

Só algumas das piores coisas que você ouviu ao longo dos anos. Depois de passar por uma terapia da pesada, você decidiu sair de casa e viver a própria vida, quer eles gostem ou não. E esta foi uma das melhores decisões que tomou até aquele momento. Você estava indo bem na escola, estava pensando em cursar outras coisas, e tinha vários amigos de verdade.

Naquele dia, você foi até seu colégio, logo encontrando uma de suas amigas, que lhe parecia bastante nervosa ao seu ponto de vista.

- Aconteceu alguma coisa? – você perguntou e ela começou a chorar. – Ei, não chor...

- Nós tentamos impedir ele, eu juro! – disse, com os longos cabelos cobrindo-lhe os olhos.

- Como assim? Do que voce está falando? –

- O garoto que senta atrás da gente, ele... – ouvira um barulho alto e ambos os olhares se seguiram para a porta da sala de aula sendo escancarada por dois policiais e o coreano, algemado.

Sua amiga veio e te levou até a enfermaria bem no momento em que ele apareceu.

- Ele vai ficar bem, ele vai... – os amigos de seu namorado apareceram e eles estavam nitidamente desesperados. Vieram até você e contaram o que havia acontecido.

Namjoon veio tirar satisfações com ele depois de uma discussão na aula de ciências outro dia e ninguém sabe o que aconteceu a seguir, mas, era como se o coreano fosse possuído por uma força gigantesca, que infelizmente, usou-a para machucar friamente seu namorado.

Mesmo depois de tudo que houve, da quase-morte de seu amor, a polícia insistia que você ficasse em anonimato e que apenas as testemunhas do flagrante deveriam participar do caso. E para todos os efeitos, você nunca sequer vira o rosto do coreano em todo esse tempo, eles insistiam nisso.

-- oito meses depois

Voltando para o consultório do psicólogo, Nam estava fitando o nada enquanto o homem lhe fazia pergunta atrás de pergunta.

- Continua deixando seus pensamentos acima da realidade, garoto? – ele perguntou, balançando a caneta dentre os dedos. – Estava pensando em quê?

“Em como gostaria de degolar você. “ – pensou em responder isso ao homem, mas sabia que não podia, então apenas disse:

- As pessoas nascem ruins ou aprendem a ser? – perguntou, olhando diretamente nos olhos do psicólogo.

- Porque está perguntando isso? –

- Eu não sei... – respondeu, sincero. – Já cometi muitos erros...

- Errar é algo comum, Namjoon. Todos erram e isso nunca vai mudar, a não ser que queiram fazer isso. – disse, percebendo a tensão do garoto a sua frente. – Está com medo de cometer outros erros novamente?

Os olhos do coreano correram pelos lados e ele apertou os lábios, enquanto os dedos das mãos corriam pelo joelho. A melancolia permitiu que Nam não percebesse a gravidade de seu ato e ele não se arrependia, nem sentia remorso pelo que fez. Passou longos meses em uma cadeia disciplinar para jovens como ele e mesmo assim, não sentira absolutamente nenhum sentimento de culpa.

Por isso, o recomendaram ao psicólogo.

- Sinceramente, eu não tenho mais medo de errar. – disse, com o olhar duro. – Depois de tanta coisa que acontece com esse mundo, mais um erro meu não faria diferença alguma.

--

Depois da sessão (de tortura, como diz Nam), o coreano fora para casa logo após comprar um copo de café em uma loja próxima e decidiu aproveitar o dia com seu passatempo preferido: contemplar os troféus que ganhou durante esses longos meses de terapia. Segundo seu psicólogo, ele teria 85% de chance de conseguir recuperar-se, o que deixara o homem muito feliz.

Nam pegou seu copo de café e desceu até o quarto extra embaixo da casa. As escadas desgastadas empoeiradas e uma cama confortável logo a vista da mesma. Ele colocou o copo em uma mesa ali perto e deitou sobre a cama, olhando para seus belos troféus.

Várias e várias fotos da garota mais bela do mundo, você. 
Fotos de você caminhando até a escola, comendo em um restaurante, comendo com suas amigas, fazendo compras, andando pelas ruas, trocando de roupa no vestiário do colégio (foto antiga), e várias outras. E todo dia, ele trazia uma foto nova para colocar em sua “parede de troféus” .

Sorrindo de forma maldosa, se levantara da cama e pegou seu bloco de notas, abrindo-o e pegando a fotografia dentre as páginas aleatoriamente rabiscadas. A foto de você, atendendo o coreano no mesmo café em que estivera aquela manhã.

- Amanhã é um novo dia...


Notas Finais


E mais uma! UOU!


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