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História HIATUS - Escolhas de um Herdeiro - Capítulo 34



Notas do Autor


Olá bonitas e bonitos, tudo bem?

Faz muito tempo que não venho aqui publicar um capítulo fresquinho, mas como surgiu inspiração resolvi dar-lhes esse presente. Não sei, quando sairá outro, até porque eu (Tay) estou escrevendo outra fanfic, mas dependendo de como repercutir esse capítulo posso pensar em continuar a história.

Enfim, boa leitura <3

Capítulo 34 - Eu preciso me sentir eu mesma.


Orion estava estressado aquela noite, o namorado tinha sido literalmente arrastado para fora depois do surto de xingar a amiga. O garoto não parava de pensar que a atitude mais parecia do desgraçado do Pierre… Seria essa a razão? Tinha pedido para conversar com Tom durante a festa, e naquele momento esperava sentado no escritório do pai. 

- Estava querendo conversar comigo? - Tom indagou olhando o menino à frente curioso. 

- Sim - Orion falou, suspirando pesadamente devido a raiva da qual sentia pela cena ridícula do namorado. - Se lembra quando lhe falei sobre a situação de Scott? - perguntou olhando nos olhos castanho do mais velho. - Encontrei no cofre de Salazar um livro contendo o feitiço do qual poderei me livrar uma vez por todas de Pierre. Porém, algumas palavras acredito que esteja as pronunciando de forma incorreta. Por isso, poderia me ajudar a dizê-las corretamente?

- Ainda não tive o desprazer de conhecer o tal Pierre. Porém, pelo que ouvi, ele não tem um pingo de educação. - Tom proferiu, se sentando na poltrona à frente do garoto. - Com todo o prazer irei ajudá-lo. 

- Obrigado. - Orion gratificou, se sentando de frente ao mais velho. 

Permaneceram estudando pelos minutos seguintes, Severus havia retornado a Mansão na companhia do namorado. Se surpreendeu com a atitude de Pierre, homem nem havia dado ao trabalho de vir se despedir. Porém, naquele momento pouco se importou com a atitude inesperada. Tinha outros problemas pairando sobre sua cabeça, mais tarde o confrontaria. 

No momento seu maior desejo era de se livrar o quanto antes do maldito do hospedeiro de namorado. As próximas horas passaram rapidamente, se empenhou ao máximo a fim de aprender a pronúncia correta. Não pretendia “enfraquecer” o feitiço por ter dito alguma palavra incorreta, a libertação de Scott dependia dele. 

Após exaustivas horas, o pai veio lhes chamar para jantar. Orion realizou uma pequena pausa, amanhã poderia se focar novamente no feitiço, por ora, descansaria sua mente. Amanhã poderia se focar no feitiço e com sorte conseguiria livrar o namorado de sua prisão física. 

O jantar transcorreu tranquilamente, sentiu uma leve pontada de saudade no peito devido a morte do pai. Apesar de todo o drama, Rabastan ainda era seu pai, sempre haveria um burraco no peito por causa de sua ausência. No fundo, ele sabia se não tivesse sido estúpido, o pai ainda estaria ali. Havia mais uma vez tirado um filho de uma mãe por causa de sua atitude de menino mimado. Se assustou com a mão do pai sobre a sua, o chamando calmamente. 

- Filho - Regulus chamou olhando o menino preocupado enquanto o via brincar com a comida. - Você está bem? 

- Sim - Orion respondeu automaticamente, procurando não atormentar o mais velho com seus problemas. - Só estou pensando. 

- Imagino esteja magoado com seu namorado. Quem sabe Scott esteja num dia ruim. - Regulus proferiu buscando acalmar o herdeiro. 

- Eu sei… Só… Nunca havia recusado meu toque antes, ele parecia ter nojo de mim. - Orion murmurou chateado olhando o pai descontente. 

- Scott com nojo de você? - Regulus questionou erguendo levemente a sobrancelha. 

- Sim - Orion afirmou olhando nos olhos do pai aborrecido. - Virava o rosto sempre que eu inclinava para beijá-lo. Parecia o desprezível do Pierre. 

Orion ofegou ao perceber o quanto havia sido idiota, a resposta estava diante de seus olhos o tempo inteiro. Aquele não era seu namorado, e sim o embuste do Pierre. Quis bater a cabeça na parede tamanha a cólera a qual sentia naquele momento. Agora tudo fazia sentido, a mudança brusca de comportamento, a forma estranha de falar e andar e principalmente a indelicadeza perante o próximo, Scott jamais ofenderia alguém de propósito.

Como ousa aquele canalha vir até sua casa e fingir que era seu Scott? 

Certamente o namorado se alterou durante seu julgamento, ajudando o embuste a se libertar do corpo, mas isso não ficaria assim, amanhã mesmo iria realizar o feitiço de separação de corpos. 

Orion contaria os segundos para enfim se livrar daquele ser desprezível, esperava nunca mais pôr os olhos naquele homem, porém, no fundo de sua mente escutava uma voz a qual lhe dizia que ainda iria reencontrar o loiro. Caso fosse honesto, ansiava que seu ovo de basilisco já estivesse chocado, assim, ele poderia petrificar ou enviar o cadáver de Pierre para as profundezas do inferno. Contudo, nem sempre os sonhos viram realidade. 

- Filho - Regulus chamou olhando o herdeiro enquanto estalava os dedos na frente de seus olhos. - Está se sentindo bem? - indagou aflito, percebendo que o menino despertava de seu devaneio. 

- Desculpe - Orion pediu, virando o rosto minimamente. - Me perdi entre meus pensamentos… O que o senhor dizia? - questionou olhando o pai atentamente. 

- Nós estávamos falando sobre Scott, e você acreditava o garoto estava com náuseas por tocá-lo. - Regulus explicou, apertando a mão do menino carinhosamente. 

- Pai - Orion falou, chamando a atenção do homem para si. - Aquele que estava aqui não era Scott é sim o patife do Pierre. - informou irritado, flexionando os punhos fortemente. - Ele se passou pelo meu namorado. Não havia percebido no começo, porque estava muito abalado com toda a situação, mas… Pensando em suas atitudes… Scott nunca chamaria Luna de louca, ele é incapaz de magoar alguém. 

- O quê? - Regulus perguntou, passando as mãos no cabelo nervoso. - Jamais imaginaria tal atitude daquele traste, uma vez na vida poderia ser honesto. 

- Pai - Orion chamou a atenção do mais velho, balançando a cabeça pelo drama do homem. - Pierre nunca em hipótese alguma seria honrado. A questão é que não importa mais, amanhã mesmo realizarei o feitiço de separação de corpos. - declarou esperançoso, sorrindo levemente ao pensar no namorado. 

- Tenho fé em você, querido. - Regulus relatou, sorrindo amoroso na direção do menino. 

- Obrigado - Orion agradeceu se levantando da cadeira e abraçando o pai. - Vou dormir, amanhã o senhor poderia me acompanhar até a Mansão Prince - Riddle? - demandou, apoiando o corpo na mesa tamanha a preguiça a qual sentia naquele momento. 

- Mas é claro, estarei pronto pela manhã - Regulus afirmou olhando o menino nos olhos radiante, ele amava passar um momento a sós com o herdeiro, mesmo que seja para acompanhá-lo até a residência dos amigos. 

Orion se despediu do mais velho enquanto caminhava em direção ao quarto, adentrou o aposento quando seus olhos pousaram no ovo de basilisco ao lado da cama. Se deitou cuidadosamente, depositando o ovo em cima da almofada a qual estava jogada no chão. 

Despertou lentamente coçando os olhos na intenção de afastar o sono, permaneceu na cama ainda alguns instantes, ele nunca foi uma pessoa matinal. Isso era uma qualidade exclusiva do namorado, pensar em Scott fazia seu coração doer tamanha saudade que sentia. Afastou as cobertas rapidamente, agora não era o momento de se lamentar, precisava estar com a cabeça fria para poder executar o encanto com perfeição, ele não teria segundas chances caso errasse. 

O café transcorreu normalmente, tentou ingerir alguma coisa, porém nada descia por sua garganta tamanha era sua ansiedade. Andou em direção ao escritório enquanto seus olhos captavam o livro em cima da mesa, o pai já o aguardava ao lado da lareira.Pegou o diário e adentrou a lareira juntamente com o progenitor, a primeira coisa que seus olhos captaram foi a silhueta do patife. Pierre ainda continuava fingindo ser seu namorado. Desejou mais do que nunca poder arrancar aquele sorrisinho no rosto do ordinário, ele o odiava mais do que tudo na vida. 

- Que saudades amor. - Pierre falou arrastado, sentindo náuseas ao proferir tais palavras, ele odiava o pirralho. Scott gritava intensamente dentro de sua cabeça por ousar chamar seu companheiro daquela maneira.

- Querido - Orion fingiu acreditar nas palavras do crápula o fazendo crer ainda não havia descoberto sua mentira, caminhou na direção do homem, se inclinando enquanto sussurrava em seus ouvidos. - Eu sei que você não é meu Scott, tenha a decência de pelo menos atuar direito. Ou melhor, pare de fingir, você está fazendo papel de ridículo. 

- Seu moleque insuportável. - Pierre rosnou indignado pelo audacia do menino em tratá-lo daquela maneira. - Você deveria ter morrido, juntamente com seu pai. 

- E eu espero que você morra quando fizer a separação, e tirar MEU Scott de dentro de você. - bufou Orion estressado em precisar lidar com o homem.

- Faça-me o favor moleque. Você estudou pelo menos ALGUMA coisa que preste? Todos os rituais realizados até hoje, resultaram na morte da parte élfica. - revirou os olhos entediados com tais coisas ditas pelo menino, afinal, desde os 8 anos estudava um jeito de fazer com que Scott tivesse a própria vida e o próprio corpo. 

Orion começou a gargalhar tamanha a idiotice do patife, é claro ele havia estudado. Nunca iria até ali para proferir palavras vazias, o imbecil nunca encontraria o livro do qual ele havia encontrado o encanto, uma vez que era um diário contendo informações e notas do próprio Salazar. Respirou fundo, procurando afastar as lágrimas de riso dos olhos, em nenhum momento havia reparado na cara irritada o crápula. 

- É óbvio, eu pesquisei... Idiota. - Falou Orion debochado, revirando os olhos para o embuste loiro. - Encontrei o livro contendo o feitiço no cofre de Salazar Slytherin, ou seja, em palavras legíveis apenas ofidioglotas conseguir proferir o encanto. Caso você não saiba, eu sou o herdeiro por direito de conquista. Como parselmouth consigo realizar o encanto, e não haverá a perda da parte élfica. O que acontece é um dos corpos podem demorar mais tempo a adaptar-se sem o hospedeiro (Scott) ou a parte da criatura. 

Orion explicou lentamente como se esclarecesse a uma criança o motivo do por quê a terra é redonda. Lançou um feitiço paralisante se sentindo entediado, precisava que o babaca não tentasse reagir e estragasse tudo. Agora, podendo se concentrar melhor, respirou profundamente e se preparou. Sabia da grande importância da situação e não poderia de forma alguma permitir que seu nervosismo interferisse em algo. Tom chegou de forma silenciosa. O feitiço seria lançado pelo garoto, mas precisava que duas pessoas o lançassem ao mesmo tempo, esse era uma das anotações mais importantes de Salazar, que foi a razão de muitas experiências terem dado errado.

Como um acordo silencioso, Orion iniciou o ritual. Demarcou no chão onde ficaria o corpo de Scott após a separação e depositou um pouco do próprio sangue como oferenda de bom grado. Como companheiro, era essencial que desse uma prova da importância do Elfo Negro para si, só assim ele seria capaz de se estabilizar e sobreviver. 

Após retornar alguns passos e se colocar ao lado de Tom, os dois iniciaram o cântico do feitiço, na língua em que nenhuma outra pessoa no local seria capaz de proferir. Enquanto Riddle apontava a varinha para o corpo de Pierre no chão, o garoto Black-Lestrange apontava para onde ficaria Scott. Um brilho tão arroxeado quanto os olhos do Elfo Negro começou a emanar do corpo do loiro, tão intenso que feria de certa forma os olhos, mas era essencial que continuassem a proferir o feitiço até que a luz cessasse. 

Demorou alguns instantes para que o local voltasse a ter apenas a iluminação das grandes luminárias, e agora jazia também o corpo de Scott, completamente nu, que foi prontamente coberto por Orion. Como dizia as anotações, os dois homens estavam em uma espécie de coma necessária para a adaptação de serem dois corpos diferentes. 

- Terminou - Orion proferiu olhando o corpo do namorado deitado no chão alguns centímetros de si. - Espero ele não demore tanto tempo a despertar. - sussurrou, sorrindo timidamente. 

- Acordará quando se sentir pronto. - Tom explicou olhando o rosto do menino à frente calmamente. - Apenas tenha um pouco de paciência, quando menos esperar Scott estará em seus braços. - tranquilizou, saindo do aposento enquanto deixava o garoto com seus próprios pensamentos. 

- Você está bem querido? - Regulus apareceu atrás do filho, passando as mãos pelo cabelo do garoto. - Quer ajuda para levá-los para os quartos? 

- Sim - Orion respondeu prontamente enquanto virava o rosto na direção do mais velho. - Irei o vesti-lo com uma das minhas roupas. Ele não tem nada do seu tamanho. - declarou, olhando o pai se abaixar enquanto carregava o corpo do namorado em seus braços.

Orion subiu as escadas vagarosamente atrás do progenitor que levitava o corpo de Pierre, adentrou o antigo aposento do qual dividia com o namorado na companhia do pai, caminhou em direção ao closet escolhendo uma muda de roupa, já que Scott não tinha nenhuma vestimenta do seu tamanho. Refez o caminho inverso na direção da cama a qual o namorado estava deitado, o pai desviou o olhar preocupando-se em lhe dar um pouco de privacidade. Vestiu o namorado lentamente, já que nunca havia realizado tal ato, porém o garoto na verdade era seu, então ele poderia se aproveitar, tinha certeza que Scott não iria se incomodar. 

- O que esse verme está fazendo aqui? - Orion perguntou olhando o corpo do cafajeste enojado ao lado de Scott. - Eu não o quero próximo do meu namorado. Já basta ele ter feito sua vida um inferno, ainda tenho que olhar para sua cara? - indagou nervoso, fechando a cara enquanto flexionava os punhos. 

- Tom avisou que uma das anotações dizia que deveriam estar deitados próximos até que um dos dois desperte ou por um dia inteiro. A conexão de corpos foi feita mas a das mentes é a mais delicada. Infelizmente, eles terão que ficar assim pelo menos por mais 24 horas. Depois, podemos mover Pierre para outro quarto - Regulus falou cuidadoso. Ultimamente Orion estava mais explosivo e não queria qualquer razão para que o filho tivesse raiva de si. - Fique calmo querido, é para o bem da mente do Scott, ele passou a vida inteira preso dentro de Pierre, vai demorar um pouco para que ele se recupere e aprenda a fazer tudo sozinho com a própria liberdade. 

Orion respirou profundamente, apertando as pálpebras com as pontas dos dedos, se conformando com o fato. - Está bem, até amanhã! Tudo que eu quero é o bem do Scott então vou aceitar que eles fiquem assim, não saberia lidar caso algo acontecesse de errado por conta de algo tão… simples. - rolou os olhos, puxando uma manta sobre o namorado e mesmo a contragosto sobre Pierre também, afinal a noite prometia ser muito fria e teria que manter os dois protegidos. 

Fechou a porta, com o pai ao seu encalço, andando até a cozinha para preparar um chá calmante. Um costume da época de vida trouxa, era uma das poucas coisas que podia fazer para enganar o estômago, hoje era para enganar a mente para não enlouquecer. Sentiu Nagini se aproximar, deslizando aos seus pés.

- Filhote - Nagini cumprimentou olhando o menino ansiosa. - Como está aquela perdição loira? Apesar de ser um cretino, ele não deixa de ser gostoso. 

- NAGINI - Orion vozeou, sentindo o sangue ferver no corpo. - No momento não estou interessado em saber como Pierre se encontra. A única pessoa a qual me importo é Scott. - explicou inquieto revirando os olhos pelas palavras ditas da serpente. 

- Nossa, não está mais aqui quem falou.  - Sibilou Nagini, deslizando para fora do aposento com medo de que virasse um sanduíche ou um patê devido a cólera do menino. 

O restante do dia foi cansativo para o moreno. Decidiu voltar para casa com o pai, para tentar se distrair. Treinou no campo de quadribol por um tempo, parecia anos que não montava a vassoura.

Retornava para casa quando viu Edwiges sobrevoar próximo do campo. Fez um sinal para coruja, que pousou sobre seu braço largando um envelope preto com o brasão dos Lestrange. 

“Querido sobrinho, 

Eu e Bella decidimos fazer a cerimônia de adoção de sangue com Luna na próxima tarde. Gostaríamos muito da sua presença nesse momento tão importante para nós. 

Soubemos da cerimônia de Scott e desejamos que tudo ocorra perfeitamente bem. Quem sabe, vir até aqui seja uma oportunidade perfeita para que você se distraia um pouco, então, se desejar vir para cá por agora, será sempre muito bem vindo.

 

Ass: Rodolphus Lestrange, seu tio preferido.”

Orion sorriu deslumbrado com a notícia, se tinha alguém que merecia uma família decente era Luna. Faria questão de estar presente. Decidiu tomar um banho e se arrumar para ir, a casa dos tios era no mesmo terreno que a sua, iria pela ligação das lareiras. Foi procurar seu pai para irem juntos e o encontrou no escritório com um olhar perdido. Já tinha notado que o pai em certos momentos agia dessa forma, como se estivesse vagando em pensamentos.

- Pai - Orion chamou devagar adentrando o escritório timidamente. - O senhor está bem? - perguntou tocando a face do mais velho cuidadoso. 

- Ah querido, está aí há muito tempo? Não o escutei chegando - O homem disse carinhoso. - Você está todo arrumado… - O mais velho franziu o cenho, analisando as roupas do filho. - Onde está indo?

- Não, acabei de chegar. - Orion sussurrou olhando o homem preocupado. - O senhor esqueceu? Nós vamos a cerimônia de adoção de sangue da Luna. - falou carinhoso passando as mãos nos cabelos do mais velho. - Você quer descansar um pouco ou tomar alguma coisa? - O menino perguntou aflito. 

- Estou bem querido, não preciso de nada. - Sorriu carinhoso. - Apenas me perdi no tempo, deixe-me arrumar rapidamente e já lhe encontro para irmos. - Passou as mãos carinhoso no rosto do filho, depositando um beijo na testa. - Volto em um instante. 

- Ficarei aqui te aguardando. - Orion respondeu olhando o mais velho desaparecer de vista, se sentou na poltrona de frente para a lareira enquanto aguardava o homem. 

Regulus retornou pouco tempo depois, vestido trajes tipicamente bruxos que deixavam o homem ainda mais bonito. Estendeu o braço para o filho enlaçar e passarem juntos pela lareira. 

- Uau que gato. - Orion elogiou o pai enquanto sorria estonteante enquanto entrelaçava seu braço no do pai, caminhando na direção da residência dos tios. - O senhor irá arrasar vários corações. - brincou divertido assistindo o mais velho balançar a cabeça devido a brincadeira. - Acho que terei afugentar os futuros pretendentes.

- Que isso meu filho! - Regulus ri da brincadeira, atravessando a lareira com o filho que gargalhava. - Sou um homem de respeito… E já estou muito velho para ter encontros. Ninguém terá olhos pra um homem casado, que têm 2 filhos. 

- Velho que nada. - Orion desdenhou revirando os olhos para o mais velho. - O senhor ainda dá um caldo. - falou tranquilamente, percebendo a presença dos primos. - Terei tanto trabalho… 

- Ai meu Ori, só você. - Reg dá um beijo estalado na bochecha do filho. - Vou procurar seus avós. 

Ficaram Orion e os gêmeos conversando por um tempo na sala. Os primos faziam piadas e apostas sobre os futuros casos do Regulus Black, quando notaram a chegada de uma castanha.

- Orion, eu posso falar com você? - Hermione parecia com os olhos cheio de lágrimas, demonstrando estar abalada com algo. - Eu juro que é rápido, mas é importante. 

- Claro - Orion falou olhando a castanha calmamente nos olhos. - Garotos, infelizmente vocês ficaram sem minha ilustre presença. - comunicou, entrelaçando o braço no da garota. - Vamos conversar na sala de estar, assim teremos mais privacidade. 

- Klaus esteve na casa do Sirius esses dias, eu não estava me sentindo bem, e ele foi chamado para me examinar. - A morena respirou profundamente se afastando um pouco de Orion, sentindo as mãos tremerem e as lágrimas voltarem a escorrer. - Ori, eu sinto tanto… Klaus descobriu que desde que entrei em Hogwarts, tive muitos e muitos encantos que manipularam tudo, assim como minha mente foi diversas vezes Obliviada. Existiam enormes lacunas em momentos como quando eu descobria que Dumbledore estava fazendo algo de errado. E desde que você descobriu a verdade… Sobre sua família, os encantos aumentaram. Inclusive, quando voltamos para Hogwarts, quando descobri sobre meus pais… Não era eu, era a maldição Imperius. Tudo desapareceu no dia que Alvo Dumbledore voou pela torre de Astronomia. 

- Deveria me surpreender… Mas já me conformei que nunca irei descobrir tudo que Dumbledore fez com a minha vida. - Orion proferiu olhando a castanha nos olhos compreensivo. - Eu senti muito a sua falta Hermione… Deveria saber que algo estava errado, mas como sempre eu fui um tolo. - expressou angustiado, sentindo a castanho o abraçá-lo fortemente. - Sinto muito… Por tudo. Eu posso até ter minha irmã, mas você sempre será minha irmãzinha. 

Hermione sorriu, limpando as lágrimas com as pontas dos dedos, puxando o amigo para um abraço apertado. - Soube por Sirius que você e seu Elfo Negro se entenderam, e aí, como tá seu boy? - Entrelaçou novamente o braço no de Orion e caminharam para o jardim onde todos estariam se preparando para cerimônia. 

 

 

POV Luna

 

Luna sentia as lágrimas queimarem os olhos com as mãos trêmulas enquanto segurava a carta com confirmação de Xenophilius de que ele não se importava que ela fosse adotada. Já fazia uma semana que tinha a recebido. Estava sentada na varanda do quarto que agora era seu, vendo os futuros pais e amigos da família preparando tudo que seria necessário para o ritual de adoção de sangue.

Já se sentia próxima deles, desde a fuga de Askaban, sempre que podia passar um tempo com eles, era tratada com carinho e muito zelo. Rodolphus era tão atencioso que acreditava estar criando um profundo carinho pelo homem. Ele e Bellatrix tinham conversado com a menina é explicado como o ritual aconteceria.

Um feitiço sinalizador adentrou pela janela. Era o que haviam combinado que tinha chegado a hora. Se olhando no espelho, limpou as lágrimas e lançou um feitiço para esconder qualquer resquício de que havia chorado. Não queria que imaginassem que se sentia culpada ou arrependida por tomar aquela decisão.

Os medibruxos amigos dos Lestrange estavam lá para o ritual. Fizeram uma breve explicação de como aconteceria. Toda a família que agora seria sua estava ali. Assim como meus amigos Hermione, Neville e Benny.  Senti uma tranquilidade me abraçar, estava entre pessoas que amava, os gêmeos finalmente seriam seus irmãos, mesmo que já a tratassem assim à anos. 

O pequeno corte na mão deu o início da cerimônia, parecia como um arranhão de papel. Sentia-se tensa, mas sabia que Dolph e Bella tinham optado que ela não precisasse mudar de aparência, porque estavam adotando ela de coração, porém ela não teria que sofrer com o feitiço de mudança.

Seu sangue e dos futuros pais foram postos em um cálice, viu seu sangue começar a diluir entre o sangue dos dois e tornando tudo roxo. Pensou ser o início do ritual, mas viu que os medibruxos sobressaltaram-se e começaram a sussurrar entre si.

- O que está acontecendo? Há algo de errado? – Bella parecia olhar completamente confusa para o cálice, tentando entender o porquê de toda tensão.

- Não sei... Eu nunca vi algo assim. É como se existisse um bloqueio por outro ritual anterior. - Klaus falou atordoado. A menina tremeu com medo de que mais isso daria errado na própria vida. 

Um silêncio pesou no ambiente, mas foi cortado pelo som de aparatação.

- Bella! – Narcisa estava com o rosto banhado em lágrimas. – Eu preciso que você venha falar comigo.

- Cissa, eu não posso... Estamos no meio do ritual! - Bellatrix, ao seu lado, gritou para irmã.

- É importante! É sobre a Lyra... – Viu Narcisa tremer e todos ao redor ficarem imediatamente tensos. Bella vacilou ao ouvir o nome. A futura tia estremeceu ao ver Rodolphus avançar e iria aparatar novamente, porém foi presa por um feitiço que o homem lançou. Luna sentiu o coração palpitar de nervoso e medo.

 

 

POV Rodolphus

 

Rodolphus tinha acordado naquela manhã plenamente feliz. Lembrava-se de ter encontrado Bella chorando em frente ao espelho do banheiro assim que saiu do banho, abraçaram-se em silêncio. Não precisavam de palavras, pois ambos sabiam do que o ritual de hoje significaria para eles.

Arrumou-se rapidamente para receber os amigos. Klaus, Augusto e Thorfinn viriam para a cerimônia. Os curandeiros seriam responsáveis por fazer o processo de adoção e Thor viria apenas como auxílio caso algum problema surgisse e feitiços precisassem ser desfeitos.

Luna desceu ao ser chamada com um de seus adoráveis figurinos. A menina fazia combinações de roupa que ainda deixavam sua mãe de cabelo em pé, mas tinha se acostumado com o tempo também. Todos já a viam, mesmo antes de ser adotada, como alguém da família.

Tudo parecia ocorrer bem. O punhal e castiçal das antigas gerações Lestrange tinham sido retirados dos cofres da família para aquele dia. Sentia a vibração da magia dos objetos mesmo antes de tocá-los. Porém, sussurros começaram a serem trocados entre os homens responsáveis pelo ritual. Eles pareciam confusos e apreensivos.

Olhou preocupado para Luna quando soube que não conseguiam concluir, pois já havia sido feito algum tipo de feitiço de sangue nela. O que tinham causado a sua menina? 

Quando Narcisa surgiu em prantos e falou o nome de Lyra, foi como se o mundo estivesse passando em câmera lenta. Começou a se aproximar da mulher e viu quando ela iria realizar novamente a aparatação. Não pensou muito antes de agir quando lançou um feitiço de amarração, mantendo a cunhada presa e a arrastando para que se aproximasse.

Sua mente estava presa num looping de desespero, perguntas e o som do nome da filha. Cissa se debatia repetindo que precisavam entender que ela pensou estar fazendo o melhor, que Bella precisava a perdoar.

- Eu lhe dou uma única chance de falar agora mesmo o que veio até aqui dizer sobre a minha filha. – Rodolphus sentiu quando o lado comensal se apossou de qualquer parte piedosa de si. Naquele instante tudo que queria eram respostas e as teria.

- Não posso dizer... Estamos todos muito nervosos, Rodolphus me solte, sou sua cunhada, não pode me tratar assim! Bella, me ajude. – Ele viu quando a esposa vacilou, sabia o quanto ela prezava pela irmã, mas naquele momento o lado mãe era muito mais forte.

- Klaus, você teria um frasco de veritaserum? – Sua voz estava cada vez mais carregada, pelo canto do olho viu o amigo aparatar e surgir instantes depois com um frasco.

- NÃO! Você não pode. O ministério não permite! – Narcisa agora se debatia tentando de todas as formas se livrar.

- Por favor Cissa, nos diga logo, o que veio falar sobre o meu bebê? Porque trazer esse assunto agora depois de tanto tempo? – Bella parecia tentar se manter sã e mal parecia se sustentar de pé. Pediu com o olhar que Cyg e Ed se aproximassem da mãe. Eles foram rápidos ao apoiar a mulher, pareciam assustados, sempre notou que não ficavam bem perto da tia e pensou o que a mulher já podia ter causado aos filhos, o deixando com ainda  mais raiva.

Quando a cunhada sacudiu novamente a cabeça em negação, fez sinal com a cabeça para que Klaus a fizesse beber da poção. Esperaram por alguns segundos, a Malfoy parecia querer mastigar os lábios para não precisar falar.

- Na noite em que saí de Askaban com Lyra nos braços para fazer a cerimônia do velório, antes mesmo de aparatar eu a senti estremecer e soltar um leve suspiro. Estava totalmente assustada e pensei ter sido impressão minha, mas não quis arriscar. Aparatei para Londres trouxa, sabia que Markus Eyzinger estava na cidade. Ele é medibruxo, o conheci em uma viagem à Áustria, quando estava grávida de Draco. Fiz um feitiço de glamour para que Lyra se parecesse mais uma Malfoy pois não queria que ele fizesse perguntas. Eyzinger apesar de nunca ter se tornado um comensal, sempre foi adorador do Mestre. Eu lhe disse que a bebê era minha, porém bastarda, estava escuro e minha capa cobria qualquer vestígio de que eu não poderia ter estado grávida. Ele aceitou meu socorro e examinou. Constatou que apesar de muito fraco, existiam sim batimentos. Mas ele precisava retornar para Áustria e eu pedi que levasse a bebê com ele. – Bella já convulsionava e Rodolphus conseguia contar cada batimento cardíaco do próprio coração, parecia vacilar a cada segundo. – Eu juro que pensei em lhe contar assim que soube Belle, mas eu tinha medo. Medo de que ela não sobrevivesse e eu tivesse lhe dado esperança em vão.

- Eu merecia saber. – A voz da esposa não era nada além de um sussurro arranhado. Se não tivesse nos braços dos filhos, certamente, estaria em outro surto.

- Depois de deixá-la com Markus, voltei para casa e criei uma chave de portal fixa para a Áustria, assim, durante a madrugada quando todos já dormiam, eu ia visitá-la. Demorou um mês para que os batimentos normalizassem e o núcleo mágico dela voltasse a ser intacto. Ela iria viver. – Todos os presentes soltaram um suspiro de puro horror por saberem que a mulher guardou aquilo por 14 anos.

- Onde está a minha filha? – Sabia que poderia estar assustando os outros com a crueldade imposta no tom de voz, mas não conseguia controlar absolutamente nada, sua cabeça rodava com a informação de que durante todo esse tempo sua menina estava viva em algum lugar.

- Eu disse a Markus que ela era fruto de uma traição de Lucius e que eu não poderia a criar, pois todos desconfiariam. Eu temi por mim, que ele achasse que eu havia roubado a criança e sabia que a esposa dele tinha se encantado por ela. Sem que eles soubessem, eu visitava a casa todos os anos no aniversário dela. Fiz-me acreditar que tinha tomado a melhor decisão, pois ela era cuidada e amada. Mas Draco estava doente quando ela fez 9 anos e eu só consegui ir alguns dias depois.  A casa estava destruída quando cheguei. – Bella gritou em desespero com a constatação de que ela tinha ido até ali contar que a filha sobreviveu, para logo depois dizer que morreu aos 9 anos. Rodolphus apertou ainda mais a amarra e a mulher gritou de dor. Não poderia se importar menos.

- Narcisa, porque você está aqui? Pra que vir logo HOJE nos contar isso? Você tem guardado todo esse absurdo por 14 ANOS! – Sirius, que estava ali para prestar apoio aos amigos, foi o único capaz de se pronunciar. Todos estavam em estado de choque ainda.

- Vocês não entendem! – Narcisa gritou, talvez por pânico ou dor pelo aperto do feitiço. – Eu pensei que ela tivesse morrido aquele dia com Markus e a esposa. Quando Orion voltou pra casa e todos conheceram as amigas, foi impossível não a reconhecer. No primeiro momento eu pensei que estivesse errada, mas eu tinha a visto crescer durante tantos anos, sempre reforçando o mesmo feitiço de glamour, tinham pequenas mudanças. Então eu fui atrás, mas não existia vestígio algum de Melanie Eyzinger após os 9 anos, quando soube mês passado que a esposa do Xenophilius  Lovegood não podia engravidar. Foi Albus Dumbledore quem os entregou a criança aos 8 anos para criarem. – Narcisa então começou a se debater e gritar com o Crucio que o cunhado lançou através do laço.

Randolfo correu para se aproximar do filho, colocando os braços em volta do mesmo.

- Filho pare, por favor, está deixando sua menina assustada. Você precisa pensar na sua filha agora. - Randolfo pediu acalmando o filho em seus braços.

Recordei do momento em que o sobrinho nos visitou em Askaban com as amigas, e conheci a linda menina loira que logo senti um forte carinho. Lembrava das exatas palavras da menina: “ Seus filhos são pessoas incríveis. Todos dizem o quanto eles só sabem brincar, mas eles cuidaram de mim quando meu pai não se importava sequer se eu ainda estava viva.”

Os braços cederam ao sussurro do pai e Narcisa desabou na grama toda encolhida, quase não ouviu e pensaria que tinha sido delírio se o pai não tivesse estancado ao seu lado quando antes de desmaiar a mulher soltou uma última confissão provavelmente como resquícios finais da poção e do feitiço.

- Regulus, sei que devia ter contado isso antes, quando Rabastan ainda estivesse aqui, mas... eu também preciso que você me perdoe. – Viu que Regulus ia avançar sobre a mulher, mas se conteve esperando que ela terminasse de falar antes de desmaiar. - Eu fiz parte dos planos de Dumbledore, sobre Orion e Adhara. Tinha pedido alguns favores ao velho, e ele cobrou exigindo minha participação. Na ideia dele, Adhara não era importante e deveríamos simplesmente matá-la. Não tive como convencê-lo do contrário, então o fiz acreditar por um tempo que concordava. Frank e Alice também eram cúmplices, apesar de não saberem que seriam cobaias da tortura arquitetada por Albus. Tudo que eu consegui fazer, é estudar diversas formas de escondê-la. Só um feitiço de glamour não seria o suficiente, precisava ser algo frequente, então, eu fiz. Eu a transformei… - A frase morreu no ar no momento em que vimos o corpo dela finalmente ceder e desmaiar no jardim. 

Todos ainda estavam processando tudo que aconteceu quando a mulher conseguiu de alguma forma aparatar, entendendo que ela havia simulado o desmaio.

- Ah, mas ela não vai fugir dessa forma! – Randolfo aparatou atrás da Malfoy porém retornou segundos depois bufando e vermelho de raiva. – Não há nada, a mansão está vazia! Eles não foram para casa.


 

POV Draco

Não entendia ainda porque estava ali, lembrei de mamãe chegar em meu quarto anunciando que iriamos para casa de veraneio em Portugal. Não tive tempo de processar a informação e foi empurrado para dentro da lareira. Ela sequer me olhou, quando aparatou do meio da sala.

Escutei vozes altas, e mamãe exigia que papai deveria beber “aquilo” e não contestar, porém não entendi direito. Estava descendo as escadas quando vi do alto meu pai andando atrás da minha mãe de forma mecânica. Era quase como uma marionete se movimentando. 

Tentei descer às pressas, mas quando cheguei no fim da escada, não havia sinais de outras pessoas na casa. Os procurei em todos os cômodos, mas não sabia onde mais poderiam estar. 

Lembrei de ter visto envelopes na mesa da sala de jantar quando passei por lá, e voltei correndo. Tinha nomes de quase todos da família ali, mas pegou o seu primeiro por puro reflexo. 

“Draco,

Há muitos anos atrás eu cometi erros, fiz escolhas imprudentes e tomei decisões que hoje me arrependo. Ontem à noite, revelei a sua tia Bellatrix que sua prima Lyra ainda estava viva. Eles não adotaram Luna Lovegood, pois a menina já era a filha deles.

Mas ainda há outro segredo, muito pior, que preciso contar. Porém eu temi pela minha vida! Você precisa ir até eles e entregar estas cartas onde eu conto a verdade sobre Adhara, então retorne a nossa casa. Apenas um Malfoy poderá entrar.

Espero um dia retornar, entretanto você deve continuar a escola. Seus gastos de material do ano que vem, serão depositados em uma conta no seu nome e os Elfos cuidaram para que não passe fome. Tenho certeza que com os ensinamentos que recebeu como um Malfoy, saberá se cuidar!

 

Congelei, sentia meus nervos em colapso. Mamãe tinha arruinado a vida de todos na minha família. Vergonha, tudo que pude sentir era a mais forte vergonha da minha vida. E solidão, mamãe nunca me amou realmente e sempre soube disso. Mas papai não, quando estava parecendo lúcido, e não tinha aquele olhar vago, era a melhor pessoa da sua vida. Entendi que se Narcisa fez tão mal a todos… Ela tinha coragem de ter feito algo com meu pai? Eu sabia que papai não estava nada bem nos últimos dias, parecia mais pálido que o normal.

Atravessei a lareira direto para casa do meu padrinho, Severus era minha última esperança.

 

 

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- Vocês… sempre foram meus pais? - Lyra dava passos lentos em direção a Bella que ainda se apoiava nos filhos, e Rodolphus que estava ao lado da mulher a encarando com receio de se aproximar e assustar a menina. - Eu tenho uma família! Um pai, uma mãe… Irmãos! Cyg, Ed, vocês são meus irmãos. 

Bella soltou os filhos atravessando os passos que faltava e esmagando a filha entre os braços, a mulher sentia que poderia desmaiar à qualquer momento, mas não tinha coragem de soltar a menina. Seu bebê, seu amor que lhe foi arrancado dos braços, estava viva, bem e agora consigo para sempre. 

- Meu bebê… Minha filhinha, você está aqui. - Bella afastou levemente o rosto da filha, limpando as lágrimas dos olhos da menina que havia chorado em algum momento e encostou a testa na mesma. - Sim meu amor, somos sua família, desde sempre e pra sempre. Já te amava quando pensei que era amiga do Orion que foi enviada pelo universo para preencher meu coração, agora, sinto que não posso descrever o quanto amo você minha pequenina. - Bella foi interrompida por 3 pares de braços que esmagaram as duas. 

- Eu nunca soube explicar o sentimento de amor que sentia com você… Desde que a vi pela primeira vez… Sabia era minha menininha, minha pequena Lyra. - Rodolphus sussurrou nos cabelos da esposa e filha. - Você retornou para nós… Meu maior desejo virou realidade. 

- Vamos lhe ensinar os ensinamentos dos marotos. - Cygnus falou quebrando o clima de chororô. - E como ir até Hogsmeade sem ninguém saber, sabotar a comida dos outros. - interrompeu a frase enquanto olhava na direção da avó Leta. - Vovó fomos nós que colocamos lesmas na sua comida. 

- Ah garotos… Depois conversamos, agora, abram espaço, quero abraçar minha netinha! - Leta puxou a menina dos braços dos pais e irmãos, a abraçando carinhosamente. 

- Minha pequena Lyra… Nós iremos mimá-la tanto, você não sabe a falta que fez a nossa família. - Randolfo proferiu, puxando a neta dos braços da esposa enquanto abraçava a menina. 

- Saiam da frente… Agora é a minha vez. - Orion surgiu do além arrancando a menina dos braços do avô. - Lyra.. Finalmente terei uma companheira para me ajudar criar meus animais exóticos, podemos criar nossa própria colônia de dragões. - falou radiante, desprezando o olhar fulminante do tio.  

- Isso me parece incrível Ori! - A menina falou saltitante. - Mas eu preciso falar algo com… meus pais. - Abriu um grande sorriso com a própria fala. - Mamãe, Papai, eu gostaria que retirassem todo o glamour como fizeram com Orion. Eu sou Lyra, eu quero parecer como tal. 

- Meu anjo, você é nossa Lyra, não importa como você aparente. - Bella pegou as mãos da menina às colocando sobre o coração. - Aqui dentro, é tudo que importa, meu coração sabe que você é minha menininha, mesmo que você nem parecesse uma. 

- Docinho… Como disse sua mãe, você não precisa mudar sua fisionomia. Nós sabemos que você é nossa Lyra. - Rodolphus explicou abaixando-se para olhar nos olhos da menina. 

- Cyg e Ed mudaram quando souberam a verdade. Orion mudou. Eu não vou me sentir Lyra, enquanto eu ainda parecer… Luna Lovegood ou qualquer outro nome que já tenham me dado. - A menina expressou angustiada. - Eu aguento qualquer coisa. Mesmo que eu não fique como todos imaginem, eu preciso ser eu mesma em todos os sentidos. - Se afastou, andando em círculos, a menina sentia tudo finalmente cair sobre si. Não entendendo porque todos não aceitavam que aquela, que estavam vendo, não era ela. Ela precisava da verdade!

- Nós estamos aqui com você também, fique tranquila. - Hermione disse, Neville e Benny apenas concordavam com a cabeça como sinal de apoio que eram os mais próximos da menina no momento, pararam em frente à menina, estendendo os braços. - Se é o que você quer, você vai ter sua forma de volta… Vocês podem fazer isso, certo? - Hermione perguntou aos 3 medibruxos que ainda pareciam em choque, um pouco afastado de todos. 

Todos concordaram em silêncio e os amigos acompanharam a menina até próximo dos homens. Lyra se deitou em uma maca conjurada por Klaus, Bella e Rodolphus se aproximaram da filha segurando as mãos da menina parados do lado oposto aos curandeiros de frente pra maca. 

- Não sabemos quantos encantamentos foram feitos, então talvez demore um instante, mas faremos um feitiço anestésico para que você se mantenha acordada, porém não sinta qualquer dor. - Thor explicou, se posicionando ao lado de Angelus e Klaus. 

Foram necessários 3 repetições do feitiço, a menina foi coberta por uma luz branca que a fez fechar os olhos com força. No lugar de uma versão feminina de Draco, agora Lyra tinha longos cabelos castanhos tão semelhantes aos de Bella. O nariz e bochechas eram salpicados de sardinhas. Estava ligeiramente maior, agora ficando do mesmo tamanho da mãe. Mas o que fez todos expirarem chocados, foi que a pequena Black-Lestrange sentou de repente, abrindo os olhos encarando todos e eles estavam incrivelmente ainda mais claros do que antes, quase atingindo um branco. 

- Hermione… Acho que morri e fui pro céu. Eu to vendo um anjo. - Benny tentou sussurrar, mas vendo que todos viraram a cabeça para si, notou que talvez o excesso de silêncio não ajudou.

- Posso resolver isso rapidinho… Te mandarei para a cova antes da hora. - Rodolphus rosnou olhando o moleque insolente com sangue nos olhos. 

- É isso aí, velho. - Cygnus afirmou estalando os dedos na direção do menino. - Te darei uma surra tão grande, que você se esquecerá do próprio nome. 

- Esteja avisado. Nós agradecemos sua presença e tenha uma ótima noite. - Eduardus imitou um locutor de rádio trouxa. - Por mais 4 galeões, podemos enviar um cartão anexado ao seu caixão. 

- Garotos! Tenham modos! - Bella ralhou com os filhos fazendo cara feia. - Você é bem vindo para ficar querido, eu tenho certeza de que tudo não passa de uma brincadeira dos meus filhos e do meu marido, não é? - A encarada que a mulher deu para os 3, os fez tremer. Benjamin naquele momento estava mais branco do que papel. - Lyra meu amor, você ficou ainda mais linda. Se parece comigo quando tinha sua idade, menos os seus olhos, que parecem com os de Dolphs só que são ainda mais claros. - Bella sorriu, fazendo carinho no rosto da filha.

- Obrigada mamãe… E Ben, não exagere. Não sou um anjo - Sorriu para o menino, que sorriu de volta e recebeu novamente encaradas mortais dos 3 homens. - Alguém poderia me arranjar um espelho? Estão todos me encarando e estou curiosa. - Abriu o mesmo sorriso gentil e encantador de sempre. Essa característica era totalmente sua, não importava como parecesse. 

- Claro, aqui. - Hermione foi a mais rápida, conjurando um espelho de mão e entregando a menina sorrindo. - Você está encantadora amiga, será a nova sensação em Hogwarts. - Piscou para a amiga cúmplice. 

Lyra botou a mão na boca em choque. Se visse uma foto sua, jamais se reconheceria. A mãe não foi tão literal sobre o quão claro eram os seus olhos. Jamais tinha conhecido alguém com tal cor de olhos brancos azulados. 

- Eu sou a Lyra… Agora, eu realmente me sinto eu mesma. - As lágrimas voltaram a aparecer, e a menina pulou da maca em direção aos pais. - Eu amo vocês.

 

 


Notas Finais


Corações batendo ainda?

Depois de anos, um dos maiores mistérios da fanfic, foi finalmente revelado!
Gente, com uma irmã dessa ninguém precisa de inimigo! Narcisa, sabia onde estava a sobrinha e NUNCA abriu a boca, senti falta da Bella dando-lhe um crucio, juro!
Luna, conseguiu a família que ela tanto almejou.

Bella e Dolph tem sua menininha consigo, mal sabiam que ela estava mais perto do que eles imaginavam.

Scott, finalmente libertou-se do hospedeiro \o/
Bora abrir o champanhe pra comemorar! Pierre, agora pode curtir uma balada a vontade, com direito a muita beijação, ele também ganhou nesta história.

Orion, matando seu papis do coração, não tem preço. Daqui a pouco, podem fazer uma placa: Aqui jaz Regulus Black….


Vejo, vocês na próxima!


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