História Híbridos: Pequeno Felino - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Escravo, Sexual, Tortura
Visualizações 28
Palavras 1.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem, eu consegui um capítulo um pouco mais longo, talvez um dia chegue ao tamanho gigante que eu quero :3

Não consegui falar com senpai-san ;-;

E não me arrependo de ter demorado, isso me fez elaborar um destino mais... bem, elaborado :v

Sem mais delongas, boa leitura ;3

Capítulo 4 - Sentindo a Falta de Alguém


Fanfic / Fanfiction Híbridos: Pequeno Felino - Capítulo 4 - Sentindo a Falta de Alguém

POV Shiro

                Já faz um bom tempo desde que Kuro se mudou para essa cidade, desde então nós ficamos grandes amigos. Por isso, pensava em convida-lo para sair e conhecer mais a cidade, já que ele gostava de se aventurar e essas coisas, seria questão de tempo ele decidir isso por si só, então por que não servir de guia?

                Estava de noite, para ser mais preciso, era 23h. Se eu não me engano era o horário que Kuro costumava dar uma de suas caminhadas noturnas. Um belo horário para um convite, quem sabe dar um ar mais assim, romântico, talvez.

                Admito que gosto dele, como algo mais que amigos, mas tinha medo de me declarar e ele não querer mais falar mais comigo. Eu geralmente não costumo fazer muitas amizades e por isso valorizo as que tenho. E era bom ter a companhia de Kuro por perto, com ele eu não me sentia tão sozinho como antes dele chegar, e não quero ficar sozinho de novo.

                Não que o povo daqui fosse ruim comigo, muito pelo contrário. Mas eu não me sentia parte do grupo deles, eu sou um pouco fechado e tímido, o que dificulta minha aproximação. Mas com Kuro é diferente, ele era extrovertido e agitado, eu me sentia completo com ele.

                Com esses pensamentos, eu pego minhas chaves e tranco a porta após verificar se não esqueci de nada, assim iniciando minha caminhada. As ruas estavam vazias e estava um pouco frio, mas nada com que precisasse me preocupar.

                Não demorou muito para que eu chegasse na simples, porém bonita, praça que de dia ficava lotada, mas a noite calma e silenciosa. A vista daqui era bela, um espetáculo com as luzes da cidade contrastando com o ambiente verde que era mantido naquele local.

                Me sentei aos pés de uma Cerejeira, ou como alguns chamavam, Sakura, por causa de ser uma árvore típica do Japão. Ela dava belas pétalas rosadas que eu mal podia esperar chegar a época para mostrar ao Kuro.

                Estranhei que ele estava demorando para chegar, o máximo que ele demorou foi quinze minutos. Talvez ele tenha dado uma folga hoje, esteja passando mal ou algo assim.

                Quando deu meia-noite desisti de esperar e fui para casa desanimado. Por que justo hoje? Eu tinha um plano perfeito para ficarmos juntos, isso era triste. Bem, não adiantaria ficar se lamentando. Amanhã vou para o apartamento dele, vou comprar um sorvete no caminho e ai assistimos alguma coisa juntos.

                Chegando em casa, apenas tranco tudo e vou dormir. Me jogo na cama, assim encerrando meu dia, ou quase isso, já que geralmente eu fico pensando na vida, o que não é diferente hoje.

                Eu sempre ficava com a cabeça nas nuvens ao pensar em Kuro. Acho que minha paixonite é mais grave que pensei, sempre imagino um jeito para poder passar o dia com ele. Uma desculpa, mesmo que seja só um ‘passei pra dar oi’, eu ficava feliz só de vê-lo.

                Foi pensando nele que eu dormi, pena que não sonhei com ele, não tive sonho nenhum.

                Novo dia, novos planos. Ainda era 8:00 quando acordei. Não tinha trabalho, já que era sábado, podendo assim ficar o dia inteiro sem fazer nada, mas o meu nada era diferente.

                Levantei animado, logo fui fazer o café, mesmo preferindo leite. Precisava passar no mercado depois, é uma boa para convidar Kuro. Acho que precisava parar de pensar nele toda hora. Tomei café correndo, e sai em direção ao apartamento dele.

                Não demorei muito para chegar, entretanto quando eu insisti na porta e na campainha ninguém atendeu, o que me deixou curioso. Kuro não era de fazer os outros esperarem. Será que saiu? Será que pensou em mim? Isso ficava martelando na minha cabeça enquanto eu descia as escadas, detonado. Não que eu pensasse que ele iria corresponder aos meus sentimentos ou algo assim, mas me chateava notar que talvez eu não tivesse nenhuma chance.

                No hall de entrada, fui falar com a secretária, e tive que esperar ela sair do telefone para me atender. Eu não me importei de esperar, já que era o trabalho dela.

                -Oi, pois não? – Ela disse educadamente quando desligou.

                -Com licença, você saberia me dizer se o dono do apartamento 24 saiu? - Eu sei que Kuro não é de deixar esperando, mas vai que ele estava dormindo. Ele dorme como uma pedra.

                -Deixe-me ver aqui... – Ela começou a mexer em alguns papéis, e voltou a me encarar – Ele não voltou desde ontem à noite.

Ontem à noite? Era a hora que ele saía para passear. Fiquei preocupado, já que poderia ter acontecido alguma coisa no caminho. Ou talvez ele tenha dormido na casa de alguém, ele não tinha obrigação nenhuma de me avisar.

-Obrigado, tenha um bom dia – Disse sorrindo, e logo saí.

Será que era exagero me preocupar com isso? Eu deveria chamar a polícia? Acho melhor esperar até amanhã, para o caso de ele ter ido em algum lugar.

Passei o resto do dia dentro de casa, assistindo TV. Era chato os programas, mas pelo menos me distraía um pouco do frio na barriga pela preocupação que eu estava sentindo. Não tive vontade de almoçar nem jantar, tamanho era o meu desânimo. Tudo me dizia que Kuro estava em perigo.

Domingo chegou, e eu fui correndo para o prédio onde Kuro mora. A secretária havia mudado, não era tão simpática, e parecia ter preconceito com híbridos, pela forma que me olhava. Ela me disse que ele não estava, e me disse um “não” bem seco quando perguntei se ele havia avisado de alguma viagem.

Não sabia se esperava mais um pouco ou se ia para a polícia prestar queixa. Ele poderia muito bem ter fugido com alguém, ou decidido que não queria mais saber da cidade e voltado para a parte escondida da floresta onde antes morávamos. Tantas possibilidades passavam pela minha cabeça, e todas me deixavam triste por ele não se preocupar comigo ou algo assim.

Assim, os dias foram passando, e eu sem saber o que aconteceu. Meu desânimo só crescia, eu não queria ficar sozinho de novo. Ele não me ligava ou dava notícias, mesmo tendo meu número. Talvez ele não se importasse tanto comigo, e me visse como mais um amigo. Talvez ele tenha notado minha atração e foi embora.

Sem que eu percebesse, era sexta de novo. Já estava de noite, e amanhã não teria trabalho. Resolvi sair para dar um passeio, quem sabe encontrasse Kuro, ou alguma pista dele.

Sentei aos pés da árvore Sakura, e fiquei por lá. Estava tão calmo que estava quase dormindo, e nem percebi que uma pessoa se aproximava. Só notei quando tocou o meu ombro, me fazendo dar um sobressalto.

A pessoa era um policial, que riu da minha cara de assustado. Eu o conhecia, era um guarda que uma vez me ajudou quando eu me perdi. Nós mantemos contatos e viramos amigos, aquelas amizades que não se falam muito, mas valem a pena ter mesmo assim.

-Ah, oi, Haru. – Disse ao guarda. Ele era jovem, no máximo tinha 20 anos, era um rapaz bonito de cabelos e olhos castanhos.

-Oi, Shiro. Por favor, não durma na rua. – Ele disse, com um ar meio brincalhão, apesar de estar sério. Ele era meio contraditório as vezes.

-Ah, desculpe. Me distraí. Obrigado por me acordar, vou pra casa agora. – Disse, me levantando.

-Por favor. Mas antes de ir, gostaria de ter uma palavrinha com você. Sabe o Kuro? Parece que ele desapareceu. – Ele disse, eu me virei para ele, assustado.

-Kuro? Está desaparecido? Tem certeza? – Enchi ele de perguntas, com o frio na barriga me incomodando de novo.

-Sim, só achei melhor que você soubesse, parece que ele te considera muito. – Ele me encarou sério, e eu estranhei uma coisa.

-Você conhece o Kuro?

-Bem... sim... – Ele pareceu desconcertado por um momento, como se quisesse esconder algo. – Eu conheci ele, da mesma forma que conheci você. Ele estava perdido. É incrível como vocês, nekos, se perdem tanto, mesmo sendo parte gato. – Disse assim que se recompôs.

-Sim, a parte humana atrapalha nessa parte. – Disse ainda mais desconfiado. Se perder acontecia com alguns, mas Kuro não tinha isso. Seu senso de direção era melhor que todos que conheci, era praticamente perfeito. – Espero que ele esteja bem... não quero que algo aconteça a ele. – Disse, voltando ao verdadeiro problema.

-Sim, só queria que você soubesse. Tenha cuidado ao voltar pra casa. – Disse, se retirando.

-Obrigado. – Tomei meu rumo também.

Era chocante para mim saber do que acontecera a Kuro. Eu desconfiava disso, mas não sabia se conhecia Kuro bem o suficiente para saber se ele tinha ou não fugido. E agora estava eu, com o coração doendo por causa de eu não ter feito nada para impedir, ou tomar providências. Eu estava me sentindo arrasado, como se tivesse traído Kuro por não ter feito nada para ajudar.

Ele devia me odiar agora.


Notas Finais


Não sei se vou demorar pra postar de novo, talvez não, mas do jeito que sou, duvido :v


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