História Hidden - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Mamamoo
Personagens Rap Monster, Solar, Suga, V
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Palavras 4.449
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


enquanto espero o corretivo secar durante uma pausa de um trabalho, resolvi finalmente atualizar.
afinal, sentiram saudades??
FINALMENTE ACABOU O ENEM, bom pelo menos esse ano askjdh e eu espero que todos tenhamos ido bem. vocês também fizeram ou fui só eu?
não vou enrolar muito, porque vocês provavelmente devem estar querendo ler, então boa leitura, nenéns!

Capítulo 18 - O lado bom de Omelas


Omelas, 20 de fevereiro de 2017

22h13min

 

Kim Yongsun

Yoongi havia me dito que estava lutando contra um sentimento. Não devo negar que fiquei um tanto preocupada; meus olhos arregalados diante dele. Não sei se aquilo era efeito de sua sonolência ou o que quer que seja, entretanto estava bem estranho.

No momento, ele enrolava para falar o tal sentimento o qual ele estava lutando contra. Por um momento, uma palavra passou a sussurrar dentro de minha mente constantemente "Amor, amor, amor amor, amor..." parecia que não parava, era como se piscasse dentro de minha imaginação e jamais parasse. Até que Min finalmente me responde:

— Eu... estou apaixonado. — Pôs a mão sobre sua testa, como se tivesse já se arrependido.

Será que ele estava sonâmbulo? Não sei se seu cérebro adormeceu, mas ele continuava falando.

— Por... — Ele não terminou, suas palavras morreram ali, ansiando-me para que eu soubesse da resposta o mais imediato possível.

— Yoongi! — Sentei-me de joelhos na cama, tirando sua mão de sua testa, dando-me a visão de seus olhos chorosos. Um aperto em meu coração ocorreu naquele momento.

Eu não estava era entendendo absolutamente nada! O que deu nele, afinal? Yoongi jamais fora assim, agira dessa maneira. Ele parecia tão vulnerável. Será que o hospital o deixou desta maneira?

— O que houve? — Perguntei, deixando minhas mãos sobre sua barriga. Ele estava gordinho, o que me deixava feliz. Não gostava de vê-lo sem comer, desnutrido.

— E-estou apaixonado. — Ele pareceu ter falado com raiva dessa vez, cuspindo as palavras como se não significassem nada. Arregalei os olhos assustada. 

Para falar a verdade, eu e Yoongi jamais conversamos sobre relacionamentos amorosos.

— O que há de ruim nisso? — Indaguei, observando ele ajeitar-se na cama, apoiando suas costas nos travesseiros amontoados.

— Você lembra quando eu lhe falei sobre Suran? — Questionou e eu assenti. — Eu... eu prometi à mim mesmo que jamais me apaixonaria por alguém depois daquilo. Já pensou se a pessoa descobre minha sexualidade e...

— Não! — Disse, tapando seus lábios com meus dedos. — Não diga isso! Não se apaixone, Yoongi, ame. O amor é muito mais forte que a paixão. Posso lhe garantir isso.

Yoongi balançou a cabeça, fechando os olhos com força, deixando que suas lágrimas caíssem o quanto quisessem. 

— Nem todos pensam como você. — Limpou suas lágrimas com a manga de sua blusa. — Acho que o mundo seria melhor se fosse assim, mas... infelizmente há pessoas que não nos dão retorno; não há reciprocidade, nem respeito, muito menos compreensão.

Sorri tristonha para ele, abraçando-o fortemente e afagando seus cabelos.

— E você... não quer me dizer quem é essa pessoa? — Perguntei, entretanto Yoongi nada me respondeu. — Yoongi? — Chamei-o depois de algum tempo. Ele pareceu ter dormido em meus braços. Suspirei, depositando um beijo sobre seus cabelos negros e sussurrei: — Não se preocupe, o amor certo sempre chega no momento certo. Afinal, Deus sabe o que faz. 

 

***

 

 

"Querido Yoongi, sinta-se confortável para conversar comigo a respeito de seus medos e anseios. Sou sua amiga e sempre estarei aqui para você chorar em meu ombro e depositar toda a sua confiança em mim. Você sabe que pode me olhar nos olhos e dizer exatamente tudo o que sente sobre qualquer coisa, seja a mínima das coisas, mas o faça! 

Você não pode reprimir seus sentimentos até explodir e desabar, você tem que dizê-los a alguém antes que seja tarde e você acabe descontando em alguém que não tem nada a ver. Não digo que você fará isso, porém conheço quem o faça; isso é apenas um exemplo e um aviso para evitar antes que aconteça. 

Eu te amo tanto. E você nem sabe como chega a doer em minha alma quando te vejo triste e sem chão. Não se sinta assim, por favor! Eu realmente sempre estarei aqui por você. Acredite em mim!

Seja por quem você esteja apaixonado, quero que saiba que você pode e deve dizer isso à essa pessoa antes que seja tarde demais e essa pessoa vá embora e escape por entre seus pensamentos e ilusões. Não deixe que, quem quer que seja, solte sua mão e desapareça de sua vida como num estalar de dedos. Ame, sinta, viva. Sei que você faz isso melhor que ninguém, entretanto, nesta área da vida, não deve perder as esperanças por uma coisa que deu errada no passado. Saiba que nem todos pensam como Suran; há pessoas que são como ela, há outros que pensam como a mim. E você terá muita sorte se for e disser à essa pessoa e ela for uma Yongsun ou até mesmo um Min Yoongi. 

Seque suas lágrimas e bote seu melhor sorriso no rosto, não perca a sua essência. A vida continua e corações partidos podem recolher seus pedaços e colocá-los de volta em seus lugares. Faça isso, Min Yoongi, se não for por você mesmo, faça por mim! 

Precisei sair mais cedo por conta de algumas coisas que tenho que resolver, então perdoe-me por acordar e não me ver ao seu lado. 

Tenha um bom dia!

— K.Y."

 

Terminei de escrever a carta e a pus em pé em cima do criado-mudo, apoiei-a sobre a xícara de café vazia. Recolhi minha bolsa e saí de seu quarto, fechando a porta em seguida. 

Respirei fundo, observando o corredor extenso. 

Yoongi precisava de mim mais do que eu pensava. Nossa amizade é muito importante e espero que jamais seja desfeita.

Saí do hotel desejando um bom dia à recepcionista. 

Naquele dia, Omelas tinha um lindo sol brilhante, enquanto os céus estavam tão azuis como nunca; nem sequer uma nuvem ousava aparecer. O ar estava um tanto quente, obrigando-me a arregaçar as mangas de minha camisa e seguir em frente. Antes de tudo, eu iria visitar Hoseok para conversar com ele sobre minhas descobertas.

A primeira coisa que fiz foi entrar na vasta e extensa floresta, observando as primeiras árvores finas e com poucas folhas balançarem-se; suas folhas estavam crescendo, junto de seus galhos. Os pássaros cantavam em bela sintonia, a melhor melodia para meus ouvidos. Segui a trilha, chegando no chalé de Hoseok. Novamente a caminhonete estranha estava ali.

Bati na porta uma, duas, três vezes e, quando iria chegar na quarta, observo a imagem de Hoseok abrindo a mesma e dando um sorriso galanteador quando me viu.

— Yongsun. — Avaliou-me de cima abaixo. — É um prazer em te ver.

Pude perceber o duplo sentido em sua frase.

— Tenho informações que podem te interessar. — Fui direta, observando ele arquear a sobrancelha.

— Um instante, por favor. — Pediu e eu assenti.

Ouvi ele conversar com alguém do outro lado da porta e, em seguida, abriu, dando passagem para que eu entrasse. Entrei e logo observei o local, estava arrumado. Pude sentir um cheiro feminino no ar, fitando Hoseok imediatamente.

— Trouxe alguma mulher aqui, não? — Indaguei, fazendo-o assentir, um pouco surpreso. Fechou a porta atrás de si e sentou-se no sofá. Sentei-me ao lado dele. — Ela é bonita?

— Com certeza. — Sorriu largo.

Eu pude notar que era mentira instantaneamente. Aquele cheiro era de longe de uma das mulheres de Omelas. Era o cheiro de um perfume de grife, caro. Não era alguém de Omelas, e eu pude ver no sorriso forçado dele que era a mais pura da mentira. Se ele trouxe alguém aqui, para foder é que não foi.

Imediatamente mudei o foco, voltando para o assunto central.

— Então, vou te contar algumas coisas que descobri e que notei... — Comecei contando pelo meu encontro com Jongdae, com o que Jisung havia me dito. Devo dizer que Hoseok pareceu receoso quando eu lhe disse que acreditei no que uma criança havia dito, porém, depois de um tempo, ele mudou de ideia, acreditando em mim. — (...) Enfim, é isso!

— Certo, Sun. — Respirou fundo. — Eu só quero saber de uma coisa... o garoto disse algo sobre o cabelo de StashBush ter mechas vermelhas? Porque, se tiver, de fato é Baekhyun. 

— Ele não falou nada sobre isso, mas posso ir atrás. — Disse-lhe.

— Ótimo. — Pegou seu celular e digitou algumas coisas. — Você... apenas não confie muito em Sehun, já que ele anda com aqueles outros rapazes estranhos e que provavelmente estão escondendo algo.

— Okay. — Assenti.

— Aliás, belo trabalho! — Elogiou-me. Aproximou-se de mim um pouco, chegando próximo ao pé de meu ouvido. — Será que sabe fazer algo melhor na cama?

Minha mão voou na cara dele no mesmo instante, fazendo ele gemer de dor.

— Caralho, você é forte! — Reclamou, passando a mão no lugar onde eu havia lhe dado um tapa.

— Diga isso novamente e te atinjo em outro lugar. — Ameacei, levantando-me.

— Onde você vai? — Levanta-se no mesmo instante.

— Embora. — Respondi simples. — Já te disse o que você precisava saber. 

— Espera. — Puxou meu braço quando eu ia saindo e eu lhe encarei irritada. — Por que está fazendo isso?

— Isso o quê? 

— Me ajudando.

— Eu estava entediada, precisava de algo para sair do tédio. E, pelo visto, consegui. — Dei de ombros. — Tenha um bom dia, Hoseok! 

Saí de seu chalé batendo a porta e caminhando até a floresta, atravessando a mesma e logo chegando na cidade. A parte boa de onde Hoseok morava é que era um lugar mais calmo, onde StashBush parecia não ficar. Até porque se ficasse, seria preso por um detetive ou seria pego pela polícia. Creio que onde quer que essa pessoa fique, seja do outro lado do lago, onde as árvores são em maior quantidade e escondem muito bem as coisas que podem ocorrer. Aliás, acho que foi lá onde eu e Yoongi vimos aqueles policiais conversando àquela vez.

— Deveríamos alertar a cidade sobre o perigo, Jeon. — Disse um policial que tinha cabelos negros à um de cabelos castanhos.

— Ninguém pode saber da verdade. — Disse o tal Jeon.

— Gostaria de saber o porquê disso. — Questionou o policial ao seu colega. Ele parecia um tanto revoltado.

— É confidencial. — Foi tudo o que Jeon disse.

 

Senti uma pontada estranha em meu coração ao ter a lembrança, porém segui caminhando até minha casa. 

Fiquei atenta à cada movimento dos policiais e dos peritos. Um deles havia pego a carteira da jovem e encontrou seu RG e pude ouvir ele dizer:

— Lalisa Manoban, 17 anos. — Disse o perito. — Ela tinha um ingresso para o show dos Últimos que ocorrerá nesta noite. 

— Jogue isso tudo fora! — Resmungou Jeon. — Coloquem fogo, façam algo! Ninguém pode saber de nada disso.

 

Por um momento, peguei-me parada no meio da rua lembrando das coisas. Arregalei os olhos, fazendo-me uma pergunta "O que esses policiais tanto escondem?" e novamente outra "E por que Jeon, em especial?". Esse Jeon esconde coisas até mesmo da família, tenho certeza. Naquele dia, quando lhes atendi no restaurante, o clima entre ele e sua esposa era tenso. 

Cheguei em casa exausta de tanto caminhar. Joguei minha bolsa em meu quarto e fui para o banheiro tomar um banho. Logo que saí do mesmo, pus uma roupa fresca: um short de cós alto preto e uma blusa branca, calçando meu converse bege. Prendi meu cabelo e peguei minha carteira para conferir o dinheiro que eu ainda tinha, era o suficiente para o drive-in que ocorrerá em dois dias.

Fitei o relógio e notei que ainda era nove horas e quarenta e sete minutos e preparei um café da manhã. Depois de fazer minha refeição, resolvi ir logo para o restaurante, para ver se não encontrava Jisung por lá.

Era cedo, o restaurante ainda nem estava aberto, porém eu não ligava. Rolei meu olhar pelas ruas do local, procurando por um Jisung de cabelos azuis que provavelmente estaria brincando com seus amiguinhos, porém ninguém encontrei. Bufei, sentando-me no banco da praça principal, observando outras crianças dando migalhas aos pássaros. 

— É engraçado como elas vêm aqui todos os dias e sempre fazem as mesmas coisas. — Pensei alto. — Será que não cansam?

Repentinamente senti mãos grandes em meus ombros, assustando-me e em seguida observei a imagem de um Sehun risonho em minha frente. Ele realmente parecia achar divertido ter me assustado.

— Você é louco? — Aina estava me recuperando do susto. — Quer me matar do coração?

— Credo. Eu sou tão feio assim? — Perguntou, fazendo-me arregalar os olhos e balançar a cabeça em negação.

— N-não. — Ri. — É que eu estava distraída e você veio e... PUFF!

O ruivo riu de minha expressão facial, sentando-se ao meu lado no banco da praça.

— Não sabia que também gostava de falar sozinha. — Comentou.

— Você também gosta? — Questionei e ele assentiu.

— Quem você estava procurando? — Indagou, assustando-me um poco.

— Por quanto tempo você estava me encarando? 

— Não sei. — Riu fraco. — Vi você entrar na rua correndo e depois olhar para os lados, parecendo uma louca. Você parecia procurar alguém ou alguma coisa. — Deu de ombros. — Apenas me distraí observando sua frustração e depois conversando sozinha. É engraçado.

— Idiota. — Dei um leve empurrão nele. — Eu estava procurando por Jisung.

— Jisung? Meu vizinho? — Franziu o cenho. — O que quer com ele?

Encarei-o um tanto surpresa.

— Vocês são vizinhos? — Perguntei e ele assentiu. — O cabelo dele é azul e...

— É esse mesmo! — Riu novamente.

Sehun parecia adorar rir.

— Você me salvou! Muito obrigado! — Disse, abraçando-o subitamente. 

— De nada?! 

— Depois do meu trabalho, você pode me levar até a casa dele? — Questionei e ele assentiu. — MUITO OBRIGADO MESMO! 

Sehun parecia rir do meu exagero, mas eu não liguei já que o sorriso dele era realmente muito bonito. 

 

***

 

 

Eu estava saindo do trabalho e encontrei Sehun na mesma praça em que havíamos nos encontrado — e conversado — mais cedo. Ele me guiou até a sua casa, naquele lugar um tanto distante da cidade e mais próximo do monstro que ronda a mesm, StashBush. No caminho, fui descobrindo um pouco mais a respeito de Oh Sehun e concluí que ele é uma ótima pessoa se comparada com as outras pessoas daqui.

— (...) Eu não acredito que isso nunca aconteceu no seu aniversário! — Exclamei, indignada.

— Jamais levei ovada na cabeça. — Ele falava como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Sehun era a primeira pessoa que eu conhecia em toda a minha vida que nunca havia levado ovada; isso era bem estranho. Eu deveria dar uma ovada nele no dia de seu aniversário, ou não me chamo Kim Yongsun. 

— Ei, Sun. — Ele já havia se acostumado a me chamar pelo apelido e não faziam nem quinze minutos. 

— O que foi? 

— Você vai no jantar do prefeito em que foi convidada? — Questionou e parei para pensar durante alguns instantes.

— Eu não sei, ainda estou pensando. — Respondi sincera. — Por quê?

— Eu queria te avisar uma coisa, caso for. — Murmurou e eu lhe encarei, esperando o que quer que ele fosse falar. — Não confie no prefeito Namjoon, muito menos acredite em tudo o que ele fala. 

— Ah, eu já nem faço isso mesmo. — Dei de ombros. — Nunca fui com a cara dele. — Falei baixinho. — Mas por que toda essa preocupação?

— É que o Namjoon... ele mente. — Respondeu, parecendo preocupado em escolher as palavras as quais falava. 

Ri fraco de sua resposta.

— Mas isso é normal de todo prefeito; são todos corruptos, de alguma forma. — Disse-lhe simplesmente.

— Não. — Negou. — Não é esse tipo de mentira que estou te dizendo. — Encarei-o curiosamente, esperando que ele explicasse. — Namjoon esconde segredos obscuros e, novamente, não. Não é sobre dinheiro, é sobre vida pessoal, misturas à respeito de seu governo...

— Acho que sei do que está falando. — Sorri para ele, lembrando dos livros de Jaebum. 

— Tome cuidado. — Sorriu para mim de forma acolhedora. — Aqui! — Apontou para algumas casinhas que ficavam logo abaixo de altas árvores. — É onde moramos. — Aquela ali é minha casa. — Apontou para uma casa branca de tinta desgastada com uma plantação próxima à ela. — E aquela é a de Jisung. — Indicou uma casa amadeirada. 

Guiou-me até a casa de Jisung, batendo na porta, que estava entreaberta. Não demorou muito para que uma linda mulher de cabelos negros, que trajava um longo vestido de cetim, abrisse a porta com um sorriso no rosto.

— Olá, senhora Park. — Cumprimentou-a Sehun. — Esta é Yongsun, acho que já a conhece. 

— Prazer. — Digo, fazendo uma breve reverência.

— Jisung está? — Questionou Sehun.

— Claro que está. — Sorriu para nós e em seguida virou-se para dentro de sua casa novamente. — JISUNG, TEM GENTE QUERENDO FALAR COM VOCÊ!

Contive meu riso para não rir da maneira engraçada como ela havia chamado o rapaz. Logo, apareceu Jisung com um sorrisinho no rosto.

— Sehun! — Sorriu para meu novo amigo, que o abraçou. — Você! — Agora sorriu para mim, me abraçando fortemente. 

— Vou deixar vocês à sós. — Avisou Sehun, dirigindo-se para sua casa. — Depois dê uma passada aqui, Sun. — Deu uma piscadela e entrou em sua residência.

 

— Jisung, eu preciso saber uma coisa que você viu. — Disse, quando eu e Jisung estávamos um pouco afastados dali. 

— Sobre o... 

— Sim. — Cortei-o antes que pronunciasse o nome daquele ser horrível que se esconde entre as árvores e arbustos de uma sombria floresta. Aliás, estávamos em uma região onde ele poderia muito bem nos ouvir ou até mesmo aparecer. — É sobre o cabelo dele. — Falei.

— É castanho escuro. — Respondeu, coçando o cabelo.

— Não sabe me dizer se em seu cabelo ele tinha mechas avermelhadas? — Questionei e ele balançou cabeça em negação.

— Eu o vi muito bem; ele não tinha nada disso! — Disse-me e eu assenti.

— Okay, acredito em você. — Sorri para ele.

Voltamos para a região, onde Jisung adentrou em sua casa, acenando para mim e eu fiz o mesmo, voltando-me para a casa de Sehun, onde observei que ele me olhava pela janela da frente.

— Ei! — Disse, observando-o na janela. 

Aproximei-me da porta de sua casa e em questão de segundos ele abre a mesma, me permitindo passar. Sua casa era bem arrumada, para ser sincera. Haviam muitas decorações e desenhos esquisitos que pareciam mais sobre o universo, além de quadros ilustrando eclipses solares. Na sala, havia um sofá, uma televisão pequena e várias miniaturas de anjos e coisas do tipo sobre uma estante. Seu quarto tinha apenas uma cama de solteiro e um pequeno roupeiro, a janela do mesmo dava para as árvores da floresta, o que era um pouco assustador; já o quarto de sua mãe tinha a janela que dava para a casa de Jisung, além de ter uma bela cama de casal simples e um roupeiro maior que o de seu quarto; já a cozinha era ainda mais modesta, contendo uma geladeira antiga, o fogão a lenha, uma pequena pia e um armário miúdo, a mesa era de madeira e dava para quatro pessoas. 

— É uma casa simples, porém bonita. — Disse-lhe, sentando-me no sofá. 

— Eu gosto muito dela. — Sorriu, parecendo orgulhoso. — Me sinto confortável aqui. 

Assenti, sorrindo para ele.

— Onde está sua mãe? — Questionei e ele coçou a nuca, observando o relógio da cozinha. Marcava quinze horas e dezoito minutos. 

— Ela havia ido ao mercado, já era para ter voltado. — Pareceu preocupado.

— Não acha melhor ir atrás dela? 

— Vou esperar mais um pouco, se ela não voltar, irei atrás dela. — Disse e eu assenti. — Você quer café? Um copo de água?

— Não, obrigado. — Neguei, agradecendo.

— Você não come nada desde cedo, aposto. Deve estar com fome! — Vasculhou algo na cozinha. — Olha, eu não tenho muita coisa, mas...

— Não precisa, Sehun. — Disse-lhe. 

Ele apareceu na sala, um tanto sem graça.

— Desculpe.

— Não precisa se preocupar. — Bati no espaço vazio no sofá, ao meu lado. — Sente-se. 

Era até engraçado eu fazer isso, afinal a casa era sua.

Sehun caminhou até o sofá, sentando-se ao meu lado. Ele parecia um tanto desconfortável, colocava sua cabeça apoiada nas mãos fechadas em punho; parecia não saber o que fazer com suas mãos, onde colocá-las, então ele as entrelaçou umas as outras.

— Você é hiperativo? — Indaguei, causando-lhe altas gargalhadas.

— O quê? Não. 

— Okay. — Ri fraco. — Parece não saber onde colocar suas mãos ou... sei lá.

— Ah, é... Eu nunca sei direito o que fazer com elas. — Riu. 

Fitei o relógio da cozinha, o qual dava para ver de onde estávamos sentados, agora já marcava quinze horas e vinte e seis minutos. 

— Acho que deve procurar sua mãe... — Disse preocupada.

— É, sim. Vou fazer isso. 

 

 

***

 

Finalmente havíamos chegado de volta à cidade. Foi quando Sehun resolveu ir atrás de sua mãe e eu me ofereci para ajudá-lo, entretanto ele negou, dizendo que logo a encontraria e que não era para eu me preocupar. Então, caminhei até a biblioteca pública, onde mandei uma mensagem para Yoongi me encontrar ali e fiquei lendo alguns dos livros sobre a cidade. Apesar de parecerem poucos, suas mais de quinhentas páginas eram cansativas. 

Não demorou muito para que Yoongi chegasse e me questionasse onde eu passei a tarde. Eu não menti, falei sobre ter ido atrás de Jisung para falar a respeito da cor de cabelo de StashBush e ainda fiquei na casa de Sehun. E Yoongi pareceu preocupado com o fato de eu ter ido na casa de um estranho.

— Ele poderia ter te matado, te estuprado... — Ele dizia, causando-me gargalhadas.

Acho que talvez eu realmente confiasse facilmente nas pessoas. Apesar de sempre estar com um pé atrás, acabo cedendo e posso acabar me ferrando por causa disso.

— Falando nisso, eu esqueci de avisar Hoseok sobre o que Jisung falou. — Murmurei, pegando meu celular e notando que eu não tinha o número dele. — Yoongi, eu sei que você tem o número do Hoseok. Poderia me passar?

— Claro. — Largou o livro e puxou seu celular do bolso de sua jaqueta e me entregou o mesmo, mostrando o contato do Hoseok. Achei estranho o nome do rapaz em seu celular: Hobi. Eles realmente tinham uma proximidade que eu sequer imaginava. Entretanto, nada comentei sobre. Apenas anotei o número do rapaz em meu celular e imediatamente o mandei uma mensagem. — Obrigado, Yoongi. 

Hoseok não respondeu de imediato; pelo contrário, ele demorou muito e acabei desistindo de esperar uma mensagem dele. Apenas pus meu celular de volta no bolso de minha calça e voltei a ler o livro.

 

— Sun... — Ouvi Yoongi me chamar e levantei meu olhar para encará-lo. — Obrigado pelo o que me disse na carta. — Sorriu sincero. — Te agradeço muito por tudo, de verdade.

— Não precisa agradecer. — Sorri de volta para ele. — Estarei sempre aqui.

Quando o relógio marcou vinte horas e trinta minutos, tivemos que sair dali, já que era o horário que a biblioteca fechava. Despedimo-nos da bibliotecária e caminhamos um pouco pela cidade.

— Desculpe-me pelo drama da noite passada. — Desculpou-se Yoongi. — Eu estava meio... frágil. 

Era estranho ouvir Min Yoongi dizer que estava frágil já que o mesmo sempre manteve sua pose de forte. Ele sempre foi compreensível, tenta parecer o máximo possível destemido, apesar de tudo é como qualquer outro ser humano comum: todos temos nossos momentos de instabilidade.

— Você não precisa pedir desculpas, Yoongi. — Retruquei-o. — Isso é uma coisa natural, todos somos frágeis.

Naquele momento, estávamos observando a praça principal. Algumas crianças brincavam por ali, sob cuidado de seus pais. Adolescentes andavam em bandos, cada um em seu canto: alguns mais risonhos, outros mais entristecidos. Enfim, tudo normal em Omelas naquela hora da noite. Aliás, as estrelas brilhavam singelamente nos céus escuros. 

— É verdade. — Concordou Yoongi. — Mesmo assim... acho que estávamos bem e, repentinamente, mudei o clima entre nós. 

— Tudo bem. — Sorri. 

— Bom, acho que está ficando tarde. — Murmurou Yoongi. — Quer ir para casa ou quer ficar mais um pouco observando as pessoas daqui?

Analisei as crianças sorrindo enquanto brincávam, os adolescentes despreocupados com a vida, cachorros latindo e pegando bolinhas pela praça, estava tudo até feliz para uma cidade como aquela. Acho que agora entendo Jimin. 

 

— Mas... — Jimin estava choroso. — Você... você não gosta de nada dessa cidade! — Alterou o tom de sua voz, deixando-me espantada.

— Jimin... — Taehyung o repreendeu.

— Não! — Soltou a mão de Tae de si e olhou-me como quem quisesse me matar naquele exato momento. Seus olhos ficaram avermelhados demais. — Você diz que essa cidade é miserável, que aqui não tem nada de bom. Você está errada! Eu... — Abaixou o tom de sua voz como num sussurro na última parte. — Eu tenho esperança, eu acredito em uma boa Omelas, uma boa Omelas, uma...

 

Agora consigo ver a bondade que Jimin vê, já que o rapaz é ingênuo, puro. Apesar de que agora ele anda deprimido pelos cantos e que faz um tempo que eu não o vejo, eu ainda sinto Jimin no meu dia. Cada simples ato de ternura fazia-me lembrar dele, aliás é um ótimo sinônimo dado ao rapaz. Ele é como uma criança. Recordo-me quando ele e meu irmão brigaram em minha frente por causa da mentira de Jimin envolvendo o ato de sexo entre ambos que jamais aconteceu. Eu nunca entendi o porquê daquela briga, mas tudo bem. Neste momento, estamos bem uns com os outros, demonstrando repeito e fraternidade. Creio que eu devo visitá-lo brevemente, caso ele não for no drive-in; não sei se ele está com um bom humor para ir. Acho que irei fazer uma visita para ele, perguntando se ele vai ou não.

— Sun? — Ouço Yoongi me chamar, tirando-me de meus devaneios. — Vai querer ficar mais um pouco? — Questionou-me novamente e eu assenti. 

Ficamos em silêncio, observando as pessoas e tudo mais. 

— Até que Omelas não parece tão ruim à essa hora. — Murmurou Yoongi. — Parece que as feições mórbidas sumiram, dando lugar à alegria. 

Assenti, concordando com ele.

— Eles parecem realmente felizes. — Comentei, observando um rapaz dar um beijo no pescoço de uma garota, notando o arrepio que a mesma provavelmente sentiu. — Nem parece que são àquelas mesmas pessoas... Será que algo mudou?

— Eu não sei. — Deu de ombros. — Mas acho que tudo se acalmou um pouco. Prefiro assim do que aquele contínuo ar de melancolia. 

— Idem. 

— Bom, acho que agora podemos ir. 

— Sim, vamos.

Levantamos da calçada, onde estávamos sentados. Começamos a caminhar para nossos destinos: o de Yoongi, o hospital, o meu, minha casa. No caminho, fui parada por ninguém mais ninguém menos que Jongdae. Devo afirmar que fiquei um pouco assustada com o aparecimento repentino do rapaz.

— Yongsun! — Sorriu docemente. — Você vai querer ir comigo no drive-in?

Ir com ele me daria pistas sobre ele, Baekhyun e seus amigos, entretanto ir com Yoongi me proporcionava bons momentos, sorrisos e gargalhadas. Era uma escolha difícil, apesar de eu querer muito ir com Yoongi. Porém, não iria trair meu melhor amigo.

— Desculpe, eu já vou com alguém. — Disse-lhe. — Me perdoe! Da próxima vamos juntos, pode ser?

— Tudo bem. — Falou, com um tom triste em sua voz. — Vamos juntos da próxima. 

— Você vai com seus amigos, não? — Questionei e ele assentiu. — Vamos fazer o seguinte: eu vou com a pessoa com quem eu já marquei e, no final, nos encontramos, pode ser?

Vejo um sorriso formar-se no rosto do rapaz.

— Claro! Você quer conhecer meus amigos?

Parece que a sorte estava ao meu favor. E eu iria segui-la para conseguir descobrir mais sobre esses rapazes e o que eles escondem.

— Por que não?! 


Notas Finais


AAAAA CARALHO, EU TAVA COM SAUDADES DE VOCÊS!!! finalmente vou voltar a postar.
eu não queria atualizar numa segunda-feira, mas tive que fazer isso!! pois se eu me enrolasse até quinta ou sexta iria demorar muito mais, então... espero que tenham gostado!
me perdoem se o capítulo teve algum erro, pois não o revisei.
enfim, o que acharam desse capítulo?? to louca pra responder vcs, vou só terminar alguns trabalhos da escola e mais tarde respondo os comentários do capítulo anterior.

até o próximo capítulo — que não irá demorar muito para ser postado.
xx


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