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História Hidden In The Shadows - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Hidden In The Shadows - Capítulo 4 - Capítulo III

" É fácil culpar aquele que explode e grita. Mas quem destila seu veneno em silêncio, passa por inocente. "

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Amina andava pelos corredores sem preocupação. Ela havia acabado de sair do quarto de sua sobrinha e escondia algo em seu vestido. Um sorriso começava a brotar em seu rosto só de ouvir o som de luta vindo do lado de fora.

— Lady Amina! Graças aos deuses! – disse um cavaleiro ao dar de cara com ela. – Por favor, venha comigo...

O cavaleiro levou a mão ao peito, mas logo em seguida caiu no chão.

— Lorde Aaron...Você demorou. – ela disse como se não ligasse para o cavaleiro agonizando no chão.

— Perdão, milady. – ele disse com sarcasmo enquanto jogava a eapada suja de sangue no chão. – Temos que ir.

Ambos saíram rapidamente e foram em direção à sala do Conselho, mas não notaram que o cavaleiro estava vivo.

Chegando ao local, todos os membros estavam lá, incluindo lorde Charles, o conselheiro do rei, e agora, a pedra no caminho de Amina.

— Lady Amina. Lorde Aaron. – disse Tom Fuchs.

— Lorde Tom. Lorde Charles. – disse Aaron.

Charles nem parecia ouvir. Estava em choque.

— Como entraram aqui? Isso não é possível... – ele murmurava para si mesmo.

— Onde está o rei e a rainha? – perguntou Aaron.

— Junto dos deuses agora. – respondeu Tom.

— E minha sobrinha? Ela... – Amina levou as mãos à boca.

— Nenhum sinal dela, milady. Talvez esteja escondida. Nós a encontraremos.

— E meu filho, Tom? – perguntou lorde Charles.

— Também não há sinal dele. Seu filho Peter está na linha de frente das buscas. – Tom encheu uma taça de vinho. – O que faremos agora?

— Antes de tudo, homenagearemos o rei, a rainha e todos os guardas que foram assassinados da pior forma possível! – ele bateu a mão na mesa e levantou-se bruscamente.

— Que os deuses os tenham. – disse Amina.

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Arthur cavalgava o mais rápido que podia. A noite se tornava cada vez mais fria e o cavalo estava exausto, então ele decidiu parar.

— Por que paramos? – perguntou Melissandre.

— O cavalo está exausto. Aqui é um bom lugar para passarmos a noite. – ele respondeu enquanto descia do cavalo. – Venha, eu te ajudo.

Melissandre desceu do cavalo e ficou observando a floresta.

— Suas mãos estão sujas, deixe-me limpá-las. – Arthur pegou um pano e o molhou em água, então começou a limpar as mãos de Melissandre.

— Obrigada, Sir Arthur.

— Pode me chamar de Arthur, majestade.

— E você pode me chamar de Melissandre, Arthur. Não deve ter sobrado mais reino para que eu possa ser a majestade.

— Não diga isso, ma...Melissandre. Nós voltaremos quando tudo estiver bem. – ele jogou o pano imundo de sangue fora. – Pronto. Irei pegar lenha para uma fogueira. Fique aqui, por favor. Eu não demoro.

Arthur pegou sua espada e saiu em direção à floresta escura. Melissandre passou o tempo acariciando o cavalo e pensando em tudo o que havia acabado de acontecer. Sua vida se transformou de uma forma inimaginável.

Lágrimas começaram a escorrer, mas ela as secou. Não poderia se dar ao luxo de desabar agora, ela precisava que ser forte.

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O dia amanheceu e a atmosfera era de luto. Inúmeros homens morreram naquela noite protegendo o reino.

A multidão estava no pátio do castelo. No topo da escada, estavam Lady Amina, totalmente trajada de preto, Lorde Aaron ao seu lado, Lorde Charles e Lorde Tom.

Havia guardas em todos os cantos, observando cada movimento.

Lorde Charles começou a falar.

— O que houve aqui ontem à noite foi a maior tragédia já presenciada por todos nós. O rei e a rainha foram brutalmente assassinados por pessoas desconhecidas. – a multidão se alvoroçou. – A princesa está desaparecida, mas se os deuses forem justos, ela voltará são e salva. As patrulhas estão mais intensificadas e as buscas não cessarão até encontrarmos o culpado por tal ato. Até lá, não saiam à noite, fiquem em suas casas e rezem para que os deuses tenham piedade de nós.

Os lordes se encaminharam para dentro do castelo e a multidão começou a gritar. Os guardas os ameaçaram com lanças e começaram a empurrá-los para fora do pátio.

O Conselho reuniu-se outra vez, mas desta vez havia um homem na sala.

— Peter, você encontrou a princesa ou o Arthur? – Charles perguntou.

— Não, meu pai. Mas meus homens acharam pistas.

— Que tipo de pistas? – Amina pareceu interessada no assunto.

— Um cavalo está faltando, e é o cavalo de Arthur, Raio Negro. Uma capa da princesa Melissandre também está faltando. Tudo indica que ambos fugiram e, provavelmente, juntos.

— Mas está é uma ótima notícia. – disse Lorde Tom.

— Sim, de certa forma é mesmo. – Peter respondeu.

— Por que de certa forma? – Charles perguntou.

— No quarto onde estava o falecido rei e a falecida rainha, um colar foi achado.

— Pode nos mostrar? – Lorde Aaron perguntou.

Peter colocou o colar de safiras na mesa e, apesar de estar sujo de sangue, ele ainda brilhava. Amina começou a chorar e levantou-se bruscamente da mesa.

— Você está insinuando que minha sobrinha assassinou os próprios pais?! – ela vociferou para cima do cavaleiro.

— Eu jamais disse isso, milady. Estas são palavras saídas da sua boca. Contudo, é bem peculiar achar um colar, que vive no pescoço da princesa, na cena do crime.

— O que acha disto, Charles? – perguntou Tom.

— Eu não tenho nada a dizer. Temos que achar a princesa para interrogá-la sobre o ocorrido.

— Estou fazendo o máximo, meu pai.

— Se fosse realmente competente já teria a achado. – Amina disse.

— Peço perdão, milady. Sei o que está enfrentando, mas eu perdi centenas de homens noite passada. Tenho que disponibilizá-los para a defesa do castelo, das florestas, para defesa pessoal de vocês e ainda para procurar a princesa. Então, por favor, não diga que sou incompetente no meu trabalho. – Peter arrumou a mecha de franja negra que havia caído sobre seus olhos. – Meu pai, já estava me esquecendo. Um de nossos homens sobreviveu ao ataque. Ele está sendo cuidado pelo mestre e em breve será possível interrogá-lo.

Amina levantou-se e saiu da sala, Aaron a seguiu.

— Por que saiu da sala?

— Um homem vivo é um problema enorme. Se ele revelar o que houve, tudo irá por água abaixo.

— E o que você irá fazer?

— Finalizar meu trabalho.

Aaron segurou Amina pelo braço.

— Verei você esta noite?

— Com toda certeza. – ela mordeu os lábios do lorde, soltou-se e seguiu seu caminho sozinha.

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Melissandre acordou. Arthur havia colocado sua capa para que ela não dormisse no chão.

— Bom dia, majestade. – ele cutucava o fogo. – Cacei um coelho para você. Sei que não está acostumada a comer isso, mas não pode ficar com fome.

— Melissandre.

— O quê?

— Me chame de Melissandre. Se alguém te ouvir me chamar de majestade, teremos problemas. Acho que eu já havia dito isso noite passada. Mas obrigada pelo coelho. – ela levantou-se.

— Certo, peço perdão.

Melissandre estava com os olhos levemente arroxeados. Ela havia tentado resistir à vontade de chorar, mas não conseguiu.

— Para onde vamos? – ela perguntou enquanto sentava-se perto do fogo.

— Vamos achar algum vilarejo e ouvir as notícias. Não devemos voltar para a capital ainda, é perigoso. Assim que você comer, nós partiremos.



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