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História Hidden In The Shadows - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction Hidden In The Shadows - Capítulo 5 - Capítulo IV

Barulho de cavalos e armaduras eram possíveis de serem ouvidos, não muito longe de onde Arthur e Melissandre se encontravam.

— Seria cavaleiros da capital? – Melissandre perguntou preocupada.

— Com certeza. Vamos rápido.

Arthur jogou terra por cima da fogueira. Colocou Melissandre no cavalo, subiu e saiu em disparada dali.

— Coloque o capuz. Seu cabelo se destaca muito.

Ela ouviu-o e colocou o capuz. Sua cabeça estava a mil. Ela pensava em diversas possibilidades.

Quando estavam longe o suficiente, Arthur começou a diminuir a velocidade.

— E se eles fossem do bem? – ela questionou.

— Todo homem é do bem, até você lhe dar um saco de ouro. E você nunca vai saber qual deles recebeu.

— Então assim é impossível de confiar nas pessoas.

— É, tem razão.

— Então por quê eu confiaria em você?

— Você não tem nenhum motivo pra isso, apenas confia por instinto.

Após alguns minutos galopando, eles avistaram uma taberna. Estava cheio de cavalos ao lado de fora.

— Não tire o capuz de forma alguma. – Arthur avisou.

— Está bem. – Ela segurou o capuz com mais força.

Arthur parou, desceu e prendeu o cavalo junto aos demais.

— São cavalos de onde? – Melissandre perguntou.

— Não possuem símbolos de casas, então são cavalos de desertores ou caçadores. – ele respondeu enquanto a ajudava a descer do cavalo. – Devemos tomar um cuidado extra.

Ambos adentraram a taberna e se depararam com inúmeros homens. Todos comendo, bebendo e rindo.

— Eu contei três. – ela sussurrou com cuidado para não movimentar demais os lábios.

— São quatro. Tem um ali atrás cantando a moça.

Melissandre vira-se lentamente e observa o homem que importunava a pobre moça.

Eles sentam-se, Arthur pede uma bebida e algo para comer.

— Eu sei o que você está pensando. E não, não temos chances de ajudá-la.

— Mas, Arthur...

Ele fez um olhar de: "pare por favor, você está nos entregando". E ela parou de insistir.

Um moça veio trazer a bebida e a comida.

— Você quer experimentar? – Arthur ofereceu a cerveja. – Não é tão ruim quanto o cheiro.

— Não, obrigada. Prefiro vinho.

Os homens começaram a rir bem alto, então Arthur aumentou o tom de voz.

— A nobreza é complicada. – ele falou debochando.

— Você é da nobreza também.

Assim que Melissandre falou, os homens cessaram o barulho e encaravam ambos.

— Parece que temos amigos da nobreza aqui, companheiros.

Melissandre suava frio e tremia. Ela encarou Arhur.

— Vocês ouviram errado, meus amigos. Não tem ninguém da nobreza aqui.

— Uma coisa que eu valorizo muito em mim, é minha ótima audição. Então não venha dizer que eu ouvi errado, cavaleiro. – o homem se levantou e levou a mão à espada em sinal claro de ameaça.

Arthur estava calmo ou pelo menos tentava parecer.

— E a dama? É de onde, gracinha? – o homem veio para perto de Melissandre.

— N-não sou de lugar algum. – ela olhava para o chão.

— Uma mulher bela como você deve ser de algum lugar, vamos, diga pra mim. – ele puxou o queixo de Melissandre, forçando-a a olhar para ele.

— Eu não sei de onde ela é, mas sei para onde você vai. – Arthur respondeu.

— Para onde eu iria, cavaleiro? – ele falou rindo.

— Para o inferno.

Em questão de milésimos, Arthur puxou e cortou a mão que o homem segurava o rosto de Melissandre.

— DESGRAÇADO!

— Fuja daqui, princesa!

Três homens foram para cima de Arthur, ele lutava com os três incessantemente. Melissandre iria correr para fora, quando o homem que tivera a mão decepada a segurou pelo pé, ela caiu.

— Você não vai fugir de mim!

— Me solta! – ela gritava muito alto.

O homem tentava apertar seu pescoço. Ela avistou a espada dele ainda presa em sua cintura, então enfiou o dedo indicador com bastante força no olho direito do homem. Ele saiu de cima, ela aproveitou essa brecha, pegou a espada e fincou várias vezes no peito do homem.

Arthur jogou um dos homens em uma mesa. Ele estava aparentemente desmaiado. Em seguida, fincou a espada no peito do segundo. O terceiro homem, foi mais rápido que o cavaleiro, então perfurou-o no estômago. Arthur cambalelou e levou uma das mãos à barriga.

Melissandre viu que o homem iria finalizar o golpe no pescoço de Arthur, que estava com um joelho apoiado ao chão, então lançou uma cadeira na direção do homem.

— Filha de uma puta! – ele gritou enfurecido e veio para cima de Melissandre.

Arthur, mesmo apoiado e sangrando muito, cortou o homem na perna, fazendo-o cair. Melissandre recuperou a espada, que outrora havia usado para matar o homem sem mão, e golpeou o homem na cabeça. O sangue logo começou a se espalhar pelo chão.

Ela largou a espada e foi na direção de Arthur.

— Arthur...Olha pra mim. Sou eu, Meli. – ela pressionava o corte.

— Princesa...Me desculpe... – a cabeça dele começava a cair para o lado.

— Não, não. Por favor, você não pode morrer. Olha para mim.

Arthur observava, mesmo com dificuldade, os belos olhos azuis de Melissandre e imaginava aquilo como um grande oceano. Ele desmaiou.

— Arthur! Não! Por favor, não me deixa. – Melissandre chorava.

— Milady... – disse uma voz fraca. – Minha avó pode ajudar.

Ela levantou e procurou a voz.

— Ele está respirando ainda, mas bem fraco. – a moça disse. – Vamos levá-lo até lá atrás.

— Está bem. – ela secava as lágrimas com as mãos sujas de sangue.

A moça puxava os braços de Arthur pela lama. Ele era um homem grande, portanto, era pesado e a armadura aumentava ainda mais.

Arthur gemia bem baixinho e suava muito também.

— Vai ficar tudo bem, princesa. Eu sinto muito pelo rei e a rainha...

— Obrigada.

Um casebre estava ao fundo da taberna. Uma senhora de cabelos grisalhos que alimentava as galinhas, percebeu a presença delas.

— O que aconteceu? Quem é este homem, Alina?

— Um cavaleiro do reino, vovó. Ele me protegeu de caçadores. A princesa está com ele.

A senhora olhou espantada para Melissandre.

— Pelos deuses, entrem agora.

Ela foi na frente, arrumando tudo para colocar Arthur em uma cama.

— Um, dois, três. – ela e a jovem chamada Alina, colocaram Arthur em uma cama.

— Me traga uma bacia de água quente, panos limpos, calêdula, agulha e linha.

A moça saiu andando para buscar os itens pedidos. A senhora começou a remover a armadura de Arthur, Melissandre logo se prontificou a ajudar.

— Não, princesa. Deixe-me fazer isso.

— Eu quero ajudar com algo. Por favor.

— Mas é claro, desculpe.

— Não há nada para se desculpar.

Assim que removeram a armadura, Alina chegou com os itens pedidos pela avó.

— É grave, vovó?

— Muito. O sangue não para de sair.

Melissandre começou a chorar novamente.

— Alina, tire a princesa daqui. Dê uma roupa limpa para ela.

— Venha, princesa. Minha avó cuidará bem dele, eu te prometo.

·········· ₹ ··········

Amina caminhava pelos corredores rapidamente. Ela estava determinada a finalizar algo que não poderia nem iniciar, ou tudo que ela planejou iria por água abaixo.

— Lady Amina. – disse dois cavaleiros que estavam em uma porta de quarto.

— O Sir que foi ferido encontra-se aí?

— Com toda certeza, milady.

Amina entrou e deparou-se com o mestre das ervas cuidando do cavaleiro, que estava acordado.

— Ah, bom dia milady.

— Bom dia, mestre. O Sir já está acordado? Isso é incrível.

O Sir suava frio ao olhar para o olhar cruel e frio de Amina.

— Sim, sim. Irei deixá-los à sós. – o mestre retirou-se do quarto.

— Saía daqui. Eu estou ferido mas ainda posso matá-la se for necessário.

— Oh, mas isso não será necessário, grande cavaleiro. – ela sentou na beirada da cama e esguirou-se para cima do homem.

— Saía daqui. Agora ou irei gritar.

— Grite bem alto. Estoure sua garganta e se afogue no próprio sangue. Nada irá adiantar.

O Sir estava pálido.

— Você é uma pedra no meu sapato. E quando isso acontece, eu retiro elas. – Amina passava a mão pelo curativo, até que ela forçou o dedo no corte.

— Sua vaga...bunda.

— Isso dói, não é? Eu gosto de ver dor nos rostos alheios, mas não pude ver a dor no rosto de minha irmã. Uma pena.

— Você...matou o rei e a rainha.

— Por que a rainha não vem primeiro? Até em seu leito de morte você é um homenzinho de merda. – ela chegou perto do rosto do cavaleiro e vociferou a última frase. – E eu não matei ninguém, a ordem natural das coisas me ajudaram. E a ordem sempre foi do reino ser meu.

— Você vai pagar por isso.

— Não, não vou. Bons sonhos, cavaleiros.

Amina retirou dos seios um pequeno frasco com um líquido amarelado e abriu. Ela começou a forçar o homem a tomar, mas ele lutava contra. Ele deu um tapa no rosto de Amina.

— Filho...da puta. – ela virou rindo. – A pena por bater na realeza é punível com morte.

Ela deu um soco no ferimento. O homem fez um barulho de dor. Amina, aproveitou que ele levou as mãos ao ferimento e soltou todo o líquido do frasco dentro de sua boca. Ela ajeitou os cabelos e ficou observando o homem agonizar até morrer.

— SOCORRO, GUARDAS! ELE NÃO ESTÁ RESPIRANDO!

Os guardas entraram rapidamente, acompanhados do mestre e do Lorde Charles.

— O que houve, Amina?



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