História Hide, hang and hurt - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 69
Palavras 1.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é minha nova fic. Sem dias para postar e mais curta. Obrigada Anna por Stockolm, você me inspirou. São as histórias desfragmentadas de The cure que não terminei por conta de falta de criatividade. Os capítulos serão curtos :3
Primeiro tomo: Jungkook.
Vejo vocês lá embaixo.
ps: eu to me sentindo muito feliz <3

Capítulo 1 - Inferno


Fanfic / Fanfiction Hide, hang and hurt - Capítulo 1 - Inferno

"One day I'm gonna forget your name

Um dia eu vou esquecer seu nome

And one sweet day

E um doce dia

You're gonna drown in my lost pain

Você vai se afogar na minha dor perdida"

(Sweet sacrifice - Evanescence)

Mais um dia normal no hospital.

Ah sim, deixe-me apresentar. Sou Hyurine, tenho 21 anos na idade coreana e tenho câncer no pulmão. Engraçado né, era pra eu estar me matando nos choros e comprimidos, sessões de quimioterapia, vomitando toda hora e tendo o cabelo raspado.

Ops, eu tenho o cabelo raspado.

O que eu quero dizer é que minha vida é uma desgraça, ah sim, com certeza, mas eu não fico me lamentando por aí não. No começo foi difícil, quando comecei a passar muito mal de tudo o que me fazia esforço. Falta de ar, desmaios constantes e insuficiência respiratória. Primeiro médico, nada de mais. Segundo médico, nada de mais também.

Terceiro médico: câncer de pulmão.

Isso em três semanas.

E então, como vocês já devem suspeitar, meus pais fizeram das tripas coração, ou melhor, do suor dinheiro, para que eu me tratasse dessa doença. Os médicos disseram que estava em um quadro muito grave, onde eu provavelmente não sobreviveria nem três meses.

Já se passaram dois anos que eles disseram isso.

...

Acordo com o barulho do alarme do celular. Sete e meia da manhã, hora do primeiro remédio. Eu realmente odeio todo esse monte de remédio, mas reduzi muito parando a quimioterapia. Não foi porque melhorei não, eu simplesmente desisti da cansada vida de ficar vomitando e vegetando o tempo todo.

É claro que isso vai fazer eu morrer mais rápido, mas pelo menos posso viver um pouco dignamente.

A enfermeira me traz o remédio e senta na minha cama.

- Mais um dia?

- Mais um dia – respondo, sem muito entusiasmo.

- Toma café conosco?

- Claro – falei, um pouco feliz. Havia alguns fatos interessantes em morar em um hospital, como por exemplo, tomar café da manhã com a equipe.

Me troquei e a acompanhei, levando meu cilindro de oxigênio cujo tubo fino fazia a volta e terminava em minhas duas narinas. Cumprimentei aqueles que estavam ali madrugando e os que acabavam de chegar para o turno.

Sentamos seis na mesa da cafeteria do hospital. Alguns doutores falaram de pacientes que melhoraram ou pioraram os quadros. Perdemos uma criança naquela manhã, leucemia.

- Teria gostado de conhecer Marcus, Hy – disse o doutor.

- Acho que não – respondi em defesa. – Estaria sofrendo muito agora.

Tá aí uma coisa que eu costumo evitar, e muito. Contato com outros pacientes. Bem, eles sempre vão embora, independentemente de melhorarem ou não. Eles sempre vão partir ou voltar para casa para nunca mais retornar e eu vou ficar para trás, então não tem motivo de eu querer amizade com qualquer um deles.

Durante o dia eu não fiz coisas muito interessantes. Fiquei um pouco no balanço da área externa e ajudei Judi, a cozinheira, a preparar o jantar. Ali tudo começava cedo. Depois fui para o meu quarto escrever no meu notebook, tenho um diário particular para contar algumas coisas que acontecem. Deixei a porta aberta.

Me assustei quando os médicos passaram correndo com um paciente na maca. Não sei porque tive tanta vontade de saber quem era, mas mesmo assim não quis me envolver, voltando minha atenção ao notebook.

Não demorou muito para uma barulheira começar. Fui até a janela no meu quarto que dava para a rua e avistei a imprensa coreana tentando retirar informações de um médico.

- Ah, esse paciente só pode ser alguém famoso.

E, de fato era.

Não liguei para esse fato e voltei meus olhos no notebook, agora navegando na internet. Assisti alguns vídeos de youtube, ouvi umas músicas e resolvi tomar banho. A noite caiu e apressei os passos para jantar.

Meu jantar não era nada agradável, cheio de restrições assim como meu café da manhã e meu almoço. Mas, se eu quisesse sobreviver, tinha que comer, então finalizei a refeição rapidamente. Meus pais queriam conversar comigo, estavam com saudades porque viviam viajando.

Eles viajavam para conseguir recursos para me manter no hospital.

Verdadeiros heróis.

Mas na minha volta ao quarto, por uma pequena curiosidade reparei que na recepção havia sido deixado diversos presentes. Flores, chocolates, cartas aos montes, roupas.

- Pra quem é tudo isso? – perguntei à recepcionista.

- Ah, para o paciente da sala oito.

- Hum... – nem perguntei quem era, não estava interessada, então tomei o caminho de volta para meu quarto.

No corredor dele, avistei um rapaz de cadeiras de rodas e soltei um riso bem baixo. Não se pode andar pela ala no tardar da noite com cadeira de rodas. Incomoda os outros pacientes por fazer barulho.

Eu ia pegá-lo de surpresa.

Me apressei e de repente o parei com a mão estendida.

- Onde você pensa que vai? Ficou maluco?

- Me... me desculpe.

- Ok, bonitão, não pode andar por aí na cadeira de rodas, é proibido a essa hora da noite – cruzei os braços querendo parecer mandona, mas ficou pior ainda.

Ele era incrivelmente lindo. Seu cabelo castanho escuro era perfeitamente cortado em um corte escorrido de lado. Os olhos também eram castanhos e ele tinha o nariz um pouco avantajado. Tá, ninguém é perfeito, olha pra mim: cabelos falsos pretos escorridos, magra, e meu nariz parece uma batata anã.

Me abaixei até ficar bem perto de seu rosto.

- Se me levar até meu quarto como um bom cavalheiro, prometo que mantenho esse crime guardado como segredo.

- Desculpa, não vai dar – disse ele.

OI? MENINO, TU PIROU? Fiquei sem dizer nada.

- Eu estava procurando o lugar onde eles deixaram os presentes dos fãs.

- Que coisa feia, garoto – falei. – Bisbilhotar aquilo que nem é seu.

- Na verdade são presentes dos meus fãs.

- Ah, outra desculpa, e agora mentindo?

- Você não sabe quem eu sou?

- E eu preciso?

- Você é sempre assim? Fica na defensiva?

- Estou bem assim até hoje.

- Então tá. Acontece que não vai rolar esse papo do “vou contar para os médicos que você andou de noite com a cadeira de rodas”.

- Ah é, e por que não? – aquele menino estava me irritando demais já, mas eu não ia sair dali sem uma boa resposta.

- Porque eu sou famoso e eles vao aceitar o que eu fizer.

Olhei bem para ele, desacreditada. Dei as costas, dizendo:

- Você é um idiota mesmo, garoto. Usando da fama pra prejudicar pacientes, vai se ferrar.

Ele começou a rir. Confesso que a risada dele me fez trancar a boca para não gargalhar, era muito engraçada.

- Eu vou voltar para meu quarto, mas antes vou te acompanhar até o seu. A gente deixa os presentes para amanhã.

- A gente? – comecei a andar de volta ao meu quarto. – Não existe isso de a gente. De onde você tirou isso?

- Ah, até agora você foi a pessoa que eu mais conversei e parece que vou ficar por um tempo grande aqui.

- Pois pode diminuir o chifre do unicórnio, filho, que você está sonhando.

Ele me acompanhou até o meu quarto e eu o dispensei.

- Que engraçado – disse ele, entrando.

- O que foi agora? – eu não acreditava que ele estava entrando no meu quarto.

- Nós dividimos o mesmo quarto.

- Ah não, você está aqui?

- Sim – ele se esforçou, mas não conseguiu então eu o ajudei. – Obrigado.

- Desculpa – falei -, mas o que houve com você?

- Acidente de carro, o cachorro que andava comigo se soltou da coleira da minha mão e eu saí correndo atrás dele.

- Sinto muito – sorri sem jeito.

- Não tem problema, pelo menos estou vivo.

Ele colocou as pernas em cima da cama e descobriu uma delas. Fechei os olhos ao ver sua perna direita repleta de arcos e agulhas fincadas na carne.

- Espero que isso não te dê pesadelos – ele sorriu para mim.

Pensei em ser um pouco boazinha naquele primeiro momento.

- Eu já vi coisas piores – ri em seguida. – Aliás, qual o seu nome?

- Eu me chamo Jeon Jungkook.

Meu sorriso se desfez e minha mente buscou o membro daquele grupo famoso.

Puta que o pariu, o maknae do bts.


Notas Finais


É apenas o comecinho, mas os capítulos serão curtinhos assim, ok? Beijão, me avisem de qualquer erro ortográfico ;)


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