História Hifu No Kaika - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anneneechan, Drama, Originais
Visualizações 7
Palavras 1.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


[LEIA ESSA NOTA AE, CHARÁ]

Olá, quanto tempo, não?
É, realmente, eu meio que estava com problemas para escrever para a Hifu No Kaika, mas aqui estou eu!

O que eu realmente quero dizer é: por favor, leiam os dois primeiros capítulos novamente.

É meio chato ler tudo de novo, eu acho, mas é porque eu editei eles e mudou tanto a escrita quanto uns pontos para a história. (E eu não entendo por quê, quando eu editei o primeiro capítulo, ele ficou menor ;-;)

Ah, e vai ter uma one-shot curtinha no domingo, de especial do Dia dos Pais.

Só isso mesmo.
Boa leitura!💕

Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Hifu No Kaika - Capítulo 3 - Capítulo III

Já fazia semanas que Kelly não tirava os olhos dos livros, buscando incansavelmente informações sobre a tal da Hifu No Kaika. Recebera várias mensagens da Adam, e algumas de Peter, que nem haviam sido lidas ainda.

Estava na biblioteca do colégio, durante o intervalo, procurando em vários livros - desde história até medicina. A cada segundo recebia uma mensagem de Adam, perguntando desesperadamente por onde ela estava, mas isso não importava agora, ela tinha um objetivo e iria cumpri-lo.

Enquanto procurava por todas aquelas estantes, um livro atraiu sua atenção. Sua capa - um tanto desgastada - era verde-escuro com detalhes em dourado, além de pequenas gravuras de flores, seu título era: A Maldição da Pele Florida.

Voltou a se sentar na mesa que tinha reservado, onde tinham várias pilhas de livros, abriu na primeira página e começou a ler:

Introdução

[Alguns poderiam me achar louco, achar que o que irei contar é apenas uma história fajuta. Mas não é.

Eu presenciei essa praga, que matou mais de 10 mil pessoas aqui, nessa cidade praticamente desconhecida, em FlowerVille. Irônico, não? A cidade ter o nome de algo que quase a devastou.

Deve ser confuso de entender, mas no decorrer desse livro, eu vou explicar tudo sobre esse ocorrido esquecido por todos.

Bernard Morris]

Era isso! Era isso que estava procurando! Tudo o que queria saber estava ali, escrito naquelas folhas de papel!

Quando estava prestes a virar a página - para saber sobre aquilo que residia em seu corpo -, alguém entrou na biblioteca, escancarando a porta.

-Aí está você, Kell! Quer me matar?! - Adam se aproximou dela, ofegante. Aparentava estar procurando por ela pelo colégio inteiro.

-Você sabe que não, mas estou ocupada agora - voltou o olhar para o livro.

-Ocupada com o q... - se interrompeu ao notar o livro que a garota estava em mãos, além dos outros vários livros à sua volta, na mesa - o que você está procurando?

-Alguma coisa sobre isso aqui - apontou com o dedo indicador para a rosa vermelha em sua cabeça - e consegui.

-Mas você não a colocou aí?

-Não - suspirou - depois eu conto.

-Começou, agora termina! - a garota o olhou de canto de olho e suspirou novamente, ele sempre usava esse "argumento" quando ela não lhe contava algo.

-Resumidamente, essa flor aqui está nascendo em mim. Muitas delas vão crescer e se começarem a nascer dentro de mim, eu morro. Ah, e não tem cura ainda.

-O QUÊ?! - encolheu os ombros, murmurando um "desculpa", ao ser silenciado pela bibliotecária - como assim, Kell? Só pode ser uma brincadeira, né? Por que raios não me contou isso antes?!

-Desculpa, eu esqueci... - abaixou a cabeça, arrependida.

Adam a fitou, se acalmando. Ele não conseguia ficar irritado com ela, afinal, gostava bastante dela. Eram amigos desde criança, a conhecia mais do que a si mesmo, então ele tinha total certeza de que ela não estava mentindo, muito menos pregando uma peça nele.

-Está tudo bem, deve ter sido bastante para processar... - acariciou a cabeça dela. Mas pensar que ela podia morrer, por conta daquela simples flor, não entrava na sua cabeça - eu vou te ajudar.

-Obrigado, Adam! - sorriu, aquecendo o coração do amigo.

-Então...que livro é esse? Ou...esses?

-Ah, bem, essa parte aqui é de história e essa aqui é de medicina - apontou para duas pilhas separadas, o que fez o garoto arregalar os olhos pela quantidade de livros que ela já havia lido - eu estou procurando a uma semana, mas não tinha encontrado nada. Mas eu achei esse aqui! - entregou o livro, que estava a sua frente, para o amigo.

-"A Maldição da Pele Florida"... - leu. Olhando assim, parecia um livro fictício, mas ao olhar para a flor que residia na cabeça da garota, já não sabia mais se era ou não - e esse livro vai mesmo te ajudar?

-Eu espero que sim, eu não o li ainda...quer ler comigo? - perguntou, e o garoto aceitou de imediato - vamos ver...eu parei aqui!

[Há dois anos atrás, FlowerVille viveu algo inimaginável.

Eu nunca irei esquecer o que aconteceu aqui, independentemente do juramento ao governo.

Tudo começou com Johanna Griffin, uma cidadã bem conhecida aqui na cidade, por ser ninguém menos que a esposa do nosso prefeito, Arnold Griffin.

Em 08 de Fevereiro de 1928, a própria Johanna se sentiu confusa por de repente todos falarem como ela estava bonita, afinal, ela não estava diferente dos outros dias, mas ao se olhar no espelho, pela primeira vez naquele dia, viu que em sua cabeça, em meio aos seus cabelos longos e loiros, estava uma margarida.

Ela tentou tirar, puxando-a com força. E conseguiu. Ao arranca-la, o sangue pingava de sua testa. Doía mais do que mil facadas em seu peito, de acordo com ela. E a dor não seria esquecida, já que por mais que o machucado cicatrizasse, a dor não passava.]

Os dois se olharam, depois de ler toda aquela primeira página. Esse realmente era o livro certo, o que revelaria tudo por trás daquela doença desconhecida.

-Então a primeira a ter Hifu No Kaika, foi essa tal de Johanna - falou Adam.

-Só que eram margaridas... - tocou a página do livro, como se pudesse sentir os sentimentos de Johanna, já que ela também estava passando pela mesma coisa.

.

.

.

A sua frente, sobre a mesa, estava o livro que havia encontrado. Olhava pela janela fixamente e distraidamente, vagando por seus pensamentos. Começara a pensar bastante sobre a Hifu No Kaika e sobre o livro. Não tinha dúvida nenhuma, o livro se tratava do mesmo assunto.

Adam já tinha ido embora fazia a um tempo, mas avisou que iria procurar por informações sobre "A Maldição da Pele Florida".

Olhando para o céu alaranjado, notou que já devia ser tarde. Teria de voltar para casa logo ou sua mãe ficaria preocupada.

Andando pelos corredores - após sair da biblioteca -, com a mochila nas costas e o livro em mãos, se deparou com um barulho vindo de uma das salas. Era quase tão baixo quanto um sussurro, quase impercetível.

Seguindo o som, parou em frente à sala 2-2 - a qual era sua classe - e abriu a porta, estatelando no mesmo momento.

Pressionados na parede, estavam Peter e Rachel. Ele a pressionava na parede, enquanto a beijava loucamente e apertava um de seus seios por cima do sutiã, fazendo-a soltar suspiros de prazer. Nem haviam notado Kelly ali, vendo toda aquela cena.

Irreal, era isso que ela pensava. Aquilo fez tudo ao seu redor parar - assim como de quando ela recebeu a notícia sobre sua doença - e ela podia jurar que sua respiração parou, por alguns longos segundos.

Perdendo a força do corpo, a garota acabou deixando o livro cair sobre o chão, causando um som que chamou a atenção dos dois jovens.

-Merda - pigarrelou Peter ao ver a garota parada na porta.



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