História Higanbana (Chanbaek) - Capítulo 12


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Ficção, Kaisoo, Kpop, Lemon, Mpreg, Ot12, Yaoi
Visualizações 108
Palavras 2.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então sei que passou da meia noite e já não é sábado... Mas antes tarde do que nunca! Espero que não me matem com o final do capitulo, boa leitura!
Obrigada pelos favoritos e comentários que a fic tem recebido. Obrigada Ummy que é uma leitora minha e demonstrou muito carinho nos comentários!

Capítulo 12 - Primeiras vezes


Fanfic / Fanfiction Higanbana (Chanbaek) - Capítulo 12 - Primeiras vezes

Anteriormente...

 

Os pensamentos dele não o levavam a um ponto muito positivo naquela situação, não queria deixar que eles chegassem em seu paciente e a cada passo em direção ao quarto era como uma facada em suas costelas, o medo deixando suas mãos suadas e passos trôpegos volta e meia.

Como irei resolver essa situação?

— Por que estão fazendo isso?

A mulher só fez um som de desaprovação e eles seguiram caminhando atrás do médico. E então a maldita placa de acrílico indicou o número do quarto, com um suspiro Do Kyungsoo olhou pelo painel de vidro lateral, esperando ver seu paciente deitado e entubado, mas tudo que viu foi o leito com lençóis desarrumados.

— O quê?!

Abriu a porta com o acesso de seu crachá e se aproximou da cama, onde estaria o seu paciente?

— Onde eles está — Um dos homens agarrou o cirurgião pelo colarinho e o sacudia — O que você fez com ele?

— Eu… Eu não sei — D.O segurava nos braços do cara, já que seus pés mal chegavam ao chão — Ele deveria estar aqui!

Então a mulher partiu extremamente furiosa para cima de Kyungsoo, enquanto gritava:

— Você nos enganou, seu anão!

D.O não sabia o que fazer, de todos os resultados que esperava daquela caminhada até o enfermo aquele resultado não estava computado em seu cérebro.

— Não! Eu não sei o que aconteceu — Levantou os braços para proteger o rosto.

— Kōhei! Pare — O homem que não segurava D.O pediu para a japonesa antes que ela atacasse-o — Temos que ir, antes que mais alguém apareça, sabe o quanto aquele desgraçado é espero.

— Já deve estar longe daqui — O outro rechonchudo falou — Aquele desgraçado…

— Eu vou matá-lo — Ela socou a mesinha com rodas, a qual servia para quando o paciente já se sentisse melhor para comer algo ou para outros fins do gênero — Vamos sair logo daqui, não gosto de hospitais…

Então os três largaram Kyungsoo e saíram para o corredor, o deixando sozinho, com as vestes desarrumadas e extremamente confuso.

— Para aonde você foi? — Falou para o leito vazio.

 

O- - - - - - - - - - - - - - o - - - - - - - - - - - - - - - -O

 

Já havia anoitecido quando Chanyeol voltou para casa, ao chegar notou que seu companheiro dormia tranquilamente na cama deles. Tomou um banho, vestiu uma calça de abrigo confortável e se deitou, abraçando o menor.

— Te amo — falou antes de fechar os olhos e adormecer como o outro.

 

Encoberto pela névoa do sonho Park Chanyeol não enxergava nada a sua frente, só sentia uma mão de toque extremamente conhecido, era a mão de Byun Baekhyun em sua destra. Mas o que seria aquela bolinha quente em sua mão esquerda? A qual fazia seu corpo ficar inclinado para baixo para segura-la. Só poderia ser de seu filho ou filha.

Por instinto virou-se para ver a criança, sem sucesso, só tinha névoa ali.

 — Precisamos de você, papai!

Chanyeol se emocionou, mas não conseguia identificar se aquela vozinha atrapalhada ao falar seria de um menino ou de uma menina.

 — Por favor, papai!

 — Como posso ajudá-los? — Chan tentava ver alguma coisa, era como estar de olhos fechados mas sem a escuridão, sentia-se longe da terra.

Então esse pensamento o assustou, e se seu marido e seu bebê realmente estivessem em perigo?

— O papai vai ajudar vocês! — Gritou e tentou agarrar as duas pessoas mais preciosas, mas o que aconteceu foi que se sentiu caindo, caindo em direção a sua cama, bem direto no ombro de Baekhyun.

— Baek! Amorzinho, precisamos ir para o hospital!

— O quê? Agora…?

O loiro respondeu ainda adormecido.

— Vamos meu amor — Sacudiu seu ombro de leve, olhando para seu amado, ele parecia bem mas seu instinto não iria deixar que se acalmasse.

Jogou as cobertas longe e se levantou, tratou de vestir uma roupa adequada e correu para o quarto ao lado do seu, estava tudo lá, as bolsas de maternidade de seu marido e de seu bebê. Levou elas para a sala e se apressou para o quarto.

— Por favor, Baek! — Seu companheiro estava mais enrolado nas cobertas — Eu te explico depois mas por favor precisamos ir!

— Por que? Eu saberia se estivesse na hora do bebê…

Chanyeol arregalou os olhos quando notou as cobertas brancas se enchendo de sangue vermelho.

— Como você soube?

Chan não respondeu ajudou Baek a ficar de pé e o levou para a sala.

— Tem roupas extras na mala?

— Sim. — Baek estava muito quieto e pensativo, e isso em nada se tratava em relação ao sono — Para você também…

Chanyeol fez tudo no automático, levou as coisas para o carro e ajudou seu marido. E droga o saguão do prédio estava com sangue. Teria que explicar ao síndico depois ou dar uma tremenda desculpa.

— Como você está? — Perguntou a Baek, o fato positivo era que mesmo perdendo sangue ele ainda se encontrava consciente, isso era muito bom.

— Estou com a mesma dor nas costas que senti mais cedo — Ele fez uma pausa para respirar — Mas estou bem…

O caminho para o hospital foi rápido, porém muito aterrorizante, cada vez mais a fala de Baekhyun se enrolava.

— Chegamos…

Quando não teve uma resposta audível saiu do carro o mais rápido que pode e pegou Baekhyun no colo, só recebendo olhares letárgicos de seu companheiro. Não se importou de deixar o carro aberto no estacionamento, correu com seu amado para dentro do prédio, uma leve garoa se iniciando. Por sorte o amanhecer logo chegaria.

— Preciso de ajuda!

Os médicos foram rápidos, trouxeram uma maca para Byun e lhe avaliaram enquanto corriam para dentro, dos corredores. Em todo o caminho Chanyeol segurou a mão do loiro, não iria sair do lado dele.



 

O- - - - - - - - - - - - - - o - - - - - - - - - - - - - - - -O


 

 Depois do trio sair, Do Kyungsoo caminhou até o corredor, nada de seu paciente, só a porta de saída de incêndios entreaberta. Claro, os malditos deveriam ter ido por ali, foi em direção a mesma para fechá-la e viu pela janela da escadaria de emergência o sol que se apontava por entre os prédios, seria um dia lindo.

 Voltando ao foco D.O foi em direção ao interfone na parede e estava pronto para entrar em contato com os seguranças e descobrir para onde seu paciente havia ido ou para onde ele havia sido levado, o que era mais provável.

— Você não precisa mais fazer isso. — Uma voz grossa falou atrás de si.

Se virando lentamente ele deu de cara com um homem moreno que era bem mais alto que Kyungsoo. Mas o mais difícil de acreditar além de sua beleza era que aquele era o seu paciente, o que não poderia estar consciente, tão pouco em pé e falando.

— É… Eu… O quê?

— Eu sei, docinho — o homem arrumou uma mecha do cabelo de Kyungsoo — Sou impressionante, mas não precisa ficar pasmo assim.

Claro que era, não só o aspecto físico mas também o médico estava assombrado de como aquele baleado poderia estar de pé em sua frente, e tirando o fato dele estar apoiado na parede atrás de Kyungsoo, ninguém poderia dizer que ele levara um tiro, quem dirá as 7 balas que o traumatologista tirou daquele abdome e tórax

— Você não pode estar de pé, é impossível!

— Bem eu estou e digamos que aqueles caras que vinham com você no corredor realmente não me deixariam de pé nunca mais…

D.O não estava conseguindo se concentrar, enquanto o homem falava ele se perdia naqueles olhos castanhos, e sem falar naquele braço forte bem ao lado de sua cabeça. Ele nunca entendera o que os homens e mulheres viam de mais em corpos fortes mas naquele momento? Ele não se importava só queria ser agarrado e…

Droga. Preciso focar!

Brigando internamente ele decidiu falar:

— Como você está de pé? Não está com dor?

— Para ser honesto, não estou muito bem — Ele soltou um olhar de canto para Kyungsoo — Mas acho que se brincarmos de enfermeira e paciente eu vou me sentir melhor rapidinho. Até me coloco mais de pé para você…

Como esse cara poderia ser presunçoso a esse ponto? E como ele ousava usar aquele tom de malicia com o médico que salvou a vida dele?

— Para começo de conversa eu sou cirurgião, não uma enfermeira. — O menor estava furioso com o paciente mas ainda assim tinha que cuidar dele — E segundo não fale comigo assim!

— Aposto que você gosta — O paciente deixou cair o braço fortemente no ombro de Kyungsoo — Me ajude a voltar para o quarto estou exausto.

Quando chegaram no leito D.O estava apenas seguindo seu dever, não agindo de bom grado.

— Como você está?

— Como estou? Deixa eu ver — ele olhou para baixo, em direção a bata hospitalar, e mesmo deitado naquela maca o médico o achou belo, mesmo isso indo contra seu juramento de hipócrates — Eu acho que fui fuzilado, passaram com um carro por cima de mim e esfaquearam minha coxa… Mesmo anestesiado com sei lá o que estou acordado e sentindo tudo isso… Okay eu não estou muito legal mas você poderia tirar esse uniforme cirúrgico e ficar só com o jaleco branco pra te cobrir e… Que tal refazer esse curativo?

 Kyungsoo demorou a assimilar tudo e resolveu que seria melhor ignorar aqueles comentários se não, não chegariam a lugar algum.

— Vou aplicar um remédio para dor — o traumatologista foi em direção a alguns armários na lateral da cama — E vou dar uma olhada nesse curativo.

— Adoro como fala “dar uma olhada…” — Ele apontou para os próprios lábios — Você faz um biquinho tão sexy…

Graças a Deus D.O já havia tratado inúmeras pessoas presunçosas assim, então só segui pegando o vidrinho do remédio, a seringa, gases, pomada anti inflamatória e esparadrapos.

— Vai me dizer qual é seu nome, para eu atualizar seu prontuário?

— Bem doutor… — Fez uma pausa ao olhar para o jaleco do menor — Do… Traumatologista. Do Kyungsoo, nome bonito.

— Por favor, o seu nome — Pegou o prontuário nos pés da cama.

— Se eu te falar meu nome, vou ter que te matar — ele olhou dos pés a cabeça do médico — Mas não quero fazer isso, contudo pode me chamar de Kai.

Decidiu não insistir naquilo, não por medo mas pois sabia que não teria a resposta. Pelo menos por enquanto.

— Vou te dar Demerol para a dor — Kyungsoo pegou novamente o vidrinho e colocou seu conteúdo na seringa — Uma dosagem um pouco mais alta que costumamos aplicar mas a julgar que você está totalmente consciente em apenas 1h depois da sua cirurgia de anestesia geral quando deveria acordar só daqui duas horas e meia, você não terá problemas com esse remédio.

— Claro, o que é uma agulha para quem foi fuzilado? — Ele esticou o braço com a parte interna virada para cima.

Remédio aplicado e agora era a vez do curativo, retirou com cuidado.

— Os pontos estão bons — Kyungsoo decidiu que poderia lavar aquela área antes de aplicar a pomada. — Vou passar uma esponja com água para limpar aqui.

Voltou para o armário e pegou a esponja e a vasilha.

— Por que não segue pelo corpo todo? — O paciente perguntou malicioso, sua bata estava puxada para cima e as cobertas finas cobriam suas pernas, D.O sabiá que em baixo dos lençóis não havia nada, mas não iria seguir naquele rumo a conversa.  

Decidiu usar o mesmo tom daquele paciente.

— Não irei te dar um banho de esponja, é mais legal quando deixamos vocês querendo mais…

Okay Kyungsoo nunca havia tido uma conversa como aquela, e nem tinha sido atacado por brutamontes ou respondido outro profissional em cirurgia. Vejamos se esse não era o dia perfeito para primeiras vezes?

— Sabe, doutor? — O paciente estava rindo, sua pele morena vibrando embaixo da esponja molhada — Você tem um ótimo humor!


 

O- - - - - - - - - - - - - - o - - - - - - - - - - - - - - - -O

 

Chanyeol já estava vestido com as roupas hospitalares e proteção no cabelo, a doutora responsável já estava pronta para iniciar a cesária, o ambiente onde seu marido teria seu bebê era controlado, e o mais alto tinha a certeza que eram ótimos profissionais, era exatamente como tinha imaginado ao longo dos meses de gestação. Mas havia a principal diferença, seu pequeno não estava consciente, havia perdido muito sangue e os médicos corriam de um lado ao outro.

Por que as coisas não poderiam seguir no plano original?

— Acho que foi um descolamento de placenta — A médica principal falou — Precisamos tirar ele daqui.

— Não! — Chan se pronunciou, sabendo muito bem que era dele que falavam — Não vou perder o nascimento do meu bebê!

 A médica o olhou, quando pensou que ela pediria para se retirar a profissional o surpreendeu:

— Fique, mas chegue mais para trás, vou precisar de espaço — Ela pegou o bisturi — Fique ao lado da cabeça do senhor Byun.

E foi o que ele fez, imobilizado pelo medo, olhando para o rosto de seu amado, os olhos do loiro estavam plenos, descansados. Sem noção do que acontecia ao seu redor, apenas esperando acordar e segurar seu filho ou filha em seus braços.

Droga. Ao abrir a barriga avantajada muito sangue escorreu e eles tentaram estancar com panos azuis.

Chanyeol só sentia o cheiro ferroso no ar devido ao plasma e suas lágrimas escorrendo pelas bochechas.

O que faria se os seus seres mais preciosos não sobrevivessem?

 


Notas Finais


O que acharam? Comentem, por favor! Isso tem me incentivado a frequencia de duas vezes por semana!
Não me matem pelo capítulo, quarta-feira tem mais!
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