História High School DxD : Darkness Times - Capítulo 58


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Categorias High School DxD
Personagens 666 (Trihexa), Akeno Himejima, Albion, Asia Argento, Azazel, Baraqiel, Cao Cao, Cleria Belial, Ddraig, Diehauser Belial, Fafinir, Gabriel, Genshirou Saji, Grayfia Lucifuge, Irina Shidou, Issei Hyoudou, Koneko Toujou, Kuroka, Masaomi Yaegaki, Michael, Millicas Gremory, Ophis, Personagens Originais, Rias Gremory, Rizevim Livan Lucifer, Rossweisse, Sairaorg Bael, Serafall Leviathan, Shemhazai, Shuri Himejima, Sirzechs Lucifer, Sona Sitri, Tiamat, Valerie Tepes, Vali Lucifer, Vritra, Xenovia Quarta, Yuuto Kiba
Tags Akeno Himejima, Darkness, High School Dxd, Issei Hyoudou, Rias Gremory
Visualizações 46
Palavras 13.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


THE COMEBACK IS REAL!!!

1° Desculpem pelo meu ATRASO ( Bota atraso nisso, desanimei p cct ) outra vez. 2° Bom, aqui vai mais um capítulo foda pra vocês, prosseguindo a trama da segunda parte da saga. 3° Após isso, os preparativos finais estão completos e iremos pro auge total.
4° Esse capítulo vai conceder tudo na proporção certa, ecchi pesado, comédia e seriedade. Sem mais enrolação, aproveitem.

– Akeno: Tenham uma excelente leitura meus kouhais! Fufufu

Capítulo 58 - Dando boas vindas para guerra - pt II


Fanfic / Fanfiction High School DxD : Darkness Times - Capítulo 58 - Dando boas vindas para guerra - pt II

( New York )

( 12 : 25 - PM | Manhattan )

O centro novaiorquino parece um labirinto cinzento quando visto por cima, possuí muitas rotas, suas ruas são como artérias enrijecidas – pelas quais multidões trilham feito um bando de formigas – que levam até o coração morto da cidade. Aonde se encontra a famosa Catedral de São Patrício. As pessoas caminham de cara fechada, todos preocupados com seus próprios problemas. Alguns levam otimismo no rosto, já outros carregam cruzes banhadas por sangue, suportando o fardo nas costas e tem aqueles que não conseguem mais lidar com a vergonha corroendo o peito.

Esse último é o caso de Lauren Evans, uma moça de 23 anos. Trabalha em uma contadoria de imóveis, havia tirado férias do emprego por conta da gravidez, a pouco tempo fez o parto.

Deu luz a um bebê saudável, ela o nomeou como Chris. E nesse exato momento, o recém nascido está junto dela no telhado da igreja. Ele não sentia pavor sob a proteção dos braços de sua mãe, esta que lhe segura próximo da beirada. Notam-se sinais de cansaço físico e emocional – rugas, olheiras, etc – explícitos na face da mesma. Ela olha para a criança com melancolia, negando que "aquilo" fosse seu filho. Naquela altitude ventava frio, pescoços expostos são recepcionados pelas mordidas sem dentes de setembro, estas fazem o bebê começar a chorar. O pranto deste mais se parecia com uma orquestra infernal diante aos ouvidos dela, uma espécie de louvor satânico, cantado por uma legião de berros. Tal cântico atormenta a mãe.

– Lauren: ... Parem! PAREM! - Ela está transtornada, repleta de vergonha e receio. Porém esta é interrompida logo quando estava prestes a lançar seu filho do alto da catedral - Ahn? - próximo de uma das torres um vulto alto surge um pouco atrás desta, porém o sujeito logo diminuí de tamanho.

– ???: Por favor, me deixe ajudar. - Emerge das trevas um belo rapaz de cabelos escuros – não muito longos – com olhos lilases, trajando uma jaqueta trincheira marrom – acompanhado de uma camiseta​ branca com uma gravata roxa escuro – também vestia calças jeans e botas retro, ambas vestimentas da cor preta. - Tenho certeza de que não quer fazer nenhum mal ao seu bebê. - Ele diz compassivo, fazendo questão de sorrir fechado enquanto aparenta ter calma, entretanto seus olhos fitavam a mulher com seriedade. - Sabe, é meio dia. Muita gente lá em baixo adoraria não vomitar o almoço vendo uma tragédia dessas. Então o quê acha de nós descermos daqui? Todos juntos. Resolvemos isso tranquilamente e sem problemas. Daí a gente podia comer num restaurante ali na esquina. Eu pago a conta se preferir, ok? Só precisa sair dessa beirada...

– Lauren: E-Eu não tenho culpa por isso... Dei a luz ao diabo! - A moça olhou deprimida para o chão.

– ???: Diabo?... - Este indagou, aproveitando do desvio de olhar para se aproximar com passos lentos. Sempre cauteloso. - ... Como assim diabo? - Prosseguiu no assunto, mas isso também chamou a atenção dela, forçando o mesmo a parar de andar.

– Lauren: Não esta vendo?! Olhe bem pra ele! É-É o diabo... - Ela levanta Chris, mostrando a criança – que ainda chorava – para o jovem - Esse monstro saiu de mim! - Porém o monstro a qual esta se referia não era real. Pois não podia ser visto por nada além de seus olhos.

– ???: Qual seu nome?

– Lauren: L-Lauren, Lauren Evans.

– ???: Me escuta, você só deve estar um pouco cansada, venha pra cá ok Lauren? - Essas palavras agitaram a mesma, que ameaça jogar o bebê conforme ele se aproxima, a tensão faz com que este engula seco - Ei Ei! Não vejo nada além de um garotinho charmoso igual a mãe, só isso, nenhum diabo entendeu?! - o mesmo ergue suas mãos para tentar apaziguar a situação, mostrando que queria apenas negociar utilizando palavras, esse gesto funcionou momentaneamente.

– Lauren: VOCÊ É CEGO?! Olhe bem pra ele, não consegue enxergar?! - Lauren insistiu compulsivamente.

– ???: Qual é Lauren... Colabora comigo por favor! - Esta relutou com a cabeça, acanhando-se, como se sentisse uma intensa dor de cabeça - É SEU FILHO!

– Lauren: É O DEMÔNIO! - Ela exclama - E DEVE MORRER! - e de repente deu um arremesso, a criança agora caía rumo ao chão. Isso obriga o rapaz a agir ligeiro, este – que sem pensar duas vezes – saltou de imediato em queda livre para resgatar o garotinho.

> ??? Pov's <

O tempo que resta é escasso, Igualzinho a minha paciência, algo precisa ser feito e é pra ontem. Porém não tenho uma grande variedade de opções disponíveis no cardápio, assim tudo complica ainda mais. Foco o olhar no bebê. Qualquer atraso nesse instante vai resultar numa tragédia.

– ???:"Vamos! Diminuí, ventania de merda!" - Tenho como obstáculo rajadas intensas de vento congelante, que me empurram sem dó nenhum contra a catedral - "Tá caindo muito rápido!" - busco alguma alternativa lógica, essa procura não foi duradoura pro meu raciocínio aguçado - "Se não pode ir direto contra a correnteza... Fique na rocha até o momento certo!" - abandono qualquer resistência, sou guiado pela brisa como uma folha a deriva da maré de ventos, deixo o peso dela me lançar no concreto, neste o qual logo entrei em contato. Dou início a uma maratona desesperada para chegar ao garoto, corro parede a baixo usando todo empenho que possuo. – Não, tenho certeza de que tô utilizando muito além disso. Pude ouvir o choro da criança conforme nossa distância reduzia, fico meio sem jeito, mas determinado como nunca. Portanto, nesse ritmo quaisquer esforços serão inúteis, não vão bastar, a situação exige algo mais eficiente do que uma simples alteração muscular –como a que eu fiz pra chegar no alto da igreja – caso contrário irei fracassar.

– ???:"Nada mais vai adiantar! Preciso das garras... Que se dane! Não é hora de ceder só pra preservar minha identidade" - Decido expor parcialmente o outro lado da minha natureza. Afinal, tô só um pouquinho encurralado no quesito "escolhas". Meus pés iniciam a metamorfose – garras afiadas crescem e rasgam os bicos das botas – esta que logo progrediu, modificando a estrutura óssea e muscular do restante das pernas. As deixando semelhante – só que mais evoluídas – com a dos lobos tanto por dentro quanto por fora, agora preciso me apressar. Finco as garras na parede, com firmamento estabelecido, dou o primeiro impulso - "Agora vai!" - desse jeito combater a ventania vira uma tarefa fácil, parto as rajadas sem nenhuma dificuldade - "Me tornei a rocha no meio da correnteza..."

Minha aceleração gradativamente aumenta conforme cada passo é dado, em poucos segundos ultrapassei o bebê caindo.

– ???:"Tô com vantagem..." - Paro de correr, me encosto no concreto, averiguei o ângulo, então flexionei os joelhos e esperei pelo tempo certo da queda, até que este chegou. Respirei fundo, em seguida dei um salto potente, num piscar eu capturo o menino, enfim ele estava livre do perigo eminente. - Te peguei! - envolvo a criança com meus braços para protege-la do frio enquanto caiamos no prédio próximo da igreja, derrapo no terraço deste mesmo, porém não durou muito, interrompi com uma freada brusca usando as garras - Pronto, tá tudo certo agora, ok?! Foi só um pequeno susto... - tento acalmar o choro dele, mas não levo muito jeito pra babá.

> ??? Off <

– ???: Agora tenho outro problema pra resolver... - ele olha para suas botas furadas nas pontas, possuindo uma sutil expressão de prejuízo enquanto seus pés retornam ao normal - "Não costumo agir sob a luz do sol, por quê meus instintos ficam mais poderosos durante a noite, além de conseguir utilizar a transformação completa sem ter que me preocupar com identidade ou outros contras do gênero, porém ignorar essa ocasião seria contradizer todos os meus princípios..." Ahn? - um som de impacto seguido por gritos apavorados atraem a atração do mesmo, que vai até a beirada do terraço - Que... - mas logo se arrependeu disso, em frente da catedral, surgiu um tumulto, o qual foi crescendo aos poucos e então já passavam de 10 pessoas cercando o local – cheio de sangue esparramado ao redor da calçada – aonde estava o corpo atirado e sem vida de Lauren Evans. Algumas das consequências do seu suicídio incluem um menino sem mãe e uma consciência conturbada. Os olhos deste arregalam ao notar sua tremenda falha inevitável, rangeu os dentes de frustração - Eu... Sinto muito garoto... Não deu tempo... - desolado diante da cena, ele abaixou a cabeça. Fez muito além do melhor que podia e mesmo assim não foi o suficiente para evitar que aquilo acontecesse. Portanto conteve todo seu remorso, conduzido pela razão, o jovem aceita o fato ocorrido, sem se perdoar, mas também não deixando esse erro – que não pretendia deixar se repetir outra vez – o afetar negativamente. De repente, sentiu uma vibração na coxa, tirou do bolso seu celular e atendeu a chamada.

– Jane: [ Hikari, como você está? Pode falar agora? ]

– Hikari: Tô bem... - este desviou os olhos, ainda ressentido pelo que houve - Tô bem sim, oi Jane... - suas bochechas coram de leve por conta da preocupação dela - E sim, posso falar, rolou alguma coisa séria? ou tá precisando de ajuda pra empilhar mais caixas? Por que daquela vez aconteceu algumas coisas interessantes... - Hikari ironiza pra descontrair.

– Jane: [ Infelizmente é a primeira opção, para nossa decepção. ]

– Hikari: Decepção definitiva, bom, nem tudo sempre são rosas, o quê e o quão sério é? - Indagou.

– Jane: [ Complicado demais pra te explicar via telefone, só posso dizer em resumo que é uma coisa muito séria, envolvendo toda a cidade. Nem venha com piadinhas sobre as eleições, não agora. Tô na rua. ] - Ela responde diretamente, sem dar entrelinhas pra brincadeiras.

– Hikari: Se não pode dizer sem estarmos cara a cara, por quê me ligou? - um breve pensamento passa pela cabeça do mesmo - "mulheres..."

– Jane: [ Para te avisar que vamos nos encontrar no seu apartamento, a vovó tá junto comigo, precisamos de abrigo, e coincidentemente sua casa é segura. Vai logo pra lá. ]

– Hikari: É, certo. Você já decidiu tudo, tá a uns 7 passos na frente e pede pra mim chegar aí num minuto. Abrigo? Tão fugindo de quem exatamente?

– Jane: [ Não é "quem", é "o que", e esse "o que" pode acabar destruindo tudo a nossa volta, essa cidade tá virando uma loucura total! Pouco tempo antes, conseguimos desviar de um motorista lunático que acelerou o carro e saiu atropelando todo pedestre que via na frente enquanto berrava pedindo socorro, dizendo que estava sendo encurralado por demônios, até bater a lata ambulante num hidrante. ]

– Hikari: Estranho... - Ele estreitou o olhar, pensativo quanto ao que foi dito.

– Jane: [ Toda região de New York ficou estranha desse jeito, não sei dizer ao certo, mas acho que um... conhecido meu pode saber o que é, na verdade acho que esse "o que" é quem ele veio combater! Falamos do restante quando chegar aqui! ]

– Hikari: Seu conhecido, quem é?

– Jane: [ Por quê quer saber, Hikari? E aliás, por quê tem uma criança chorando no fundo? ] - Esta retrucou, fugindo da questão.

– Hikari: Não é relevante. Escuta, preciso ter certeza de que é uma pessoa confiável. Qual o problema de falar do sujeito?

– Jane: [ Se eu disser quem ele é, você não vai querer vir. Só faz o que eu disse. ]

– Hikari: Ahn? Ei ei! - O telefone desliga antes dele dar conclusão, não tendo muitas opções, precisava ir direto para casa, afinal sua cidade corria sério perigo - Garota teimosa... - este deu um suspiro pra aliviar o incômodo que sentia quanto a segurança dela - Certo... Certo... Mantenha o foco, primeiro tenho que deixar o bebê com alguém.

    .    .    .    .

( Limbo )

( Underworld/Mundo humano )

( Expresso Gremory )

Akeno e Issei separam as bocas sem se distanciarem muito, encerrando uma longa sequência de beijos. O único meio de conexão dos seus lábios era um fio de saliva, mantendo uma ponte fina e molhada entre os dois, que logo rompeu ao esticar. Eles ofegam corados enquanto fixam olhos cobiçosos um no outro, ambos já haviam subvertido no oceano dos prazeres carnais, com todos prelúdios consumados, só resta ser dada progressão a​ próxima etapa, para isso, estes precisam se afogar juntos na maré densa.

– Akeno: Fufufu... - O quê não parece ser problema pra glamorosa rainha do sadismo - Não se sinta culpado pela derrota predestinada por mim sobre a Buchou, Ise... - disse se gabando.

> Issei Pov's <

– Issei: Akeno Sa... - me recordei do pedido dela a tempo - "estamos a sós, portanto devo chama-la apenas por seu nome..." Q-Quero dizer, Akeno! - esse simples gesto a deixou alegre, consigo notar por sua face travessa.

– Akeno: Isso mesmo, pelo visto você aprendeu - A mesma lambe o lábio superior enquanto fala, ela tirou o sutiã! - não existem kouhai nem senpai nesses momentos íntimos, só homem e mulher... - Akeno em seguida jogou a roupa pra longe - Agora meus seios estão nus, esperando que você venha possui-los, Issei...

– Issei: H-Haah?! - Vidrei os olhos nos seios imensos dela, meu coração disparou.

– Akeno: Shhh...

– Issei: G-Gomen... - É complicado conter entusiasmo, nunca ouvi palavras tão quentes, ditas através num timbre tão sedutor!

– Akeno: Não fique acanhado, são exclusivos só pra você, pode usa-los o quanto quiser, até para praticar... - E-Eu escutei bem?! Posso fazer os peitões da Fukubuchou de brinquedos?!

– Issei: "QUE PRIVILÉGIO!" - Acho que tá escorrendo sangue das minhas narinas - H-Hehe...

– Akeno: Vejo que ficou animado, gosto disso... Fufufu... Faça o que bem entender, Issei. - Retirei as mãos dos quadris da Akeno San.

– Issei:"Há tantas possibilidades disponíveis que fica difícil de decidir!" C-Certo... "Se eu demorar demais, vai ser embaraçoso... Vamos com calma, são só meus, correto? Hehe..." - Apalpo os peitos dela suavemente, percorro todas as curvas possíveis com meus dedos - "Incrivelmente lisos..." - explorando a superfície quente da sua pele macia - "Puta merda, são enormes!"

– Akeno: Hyaaa... - Conforme eu passo as mãos, ela ficava ainda mais corada.

– Issei: P-Parece estar um pouco nervosa, Akeno... - Digo olhando para a mesma, que reagiu sorrindo.

– Akeno: Acho que o termo mais apropriado seria; Ansiosa... Não gosto de esperar... Ainda mais por isso...

– Issei: P-Pelo quê?

– Akeno: Ara Ara... Para nos "conhecermos" melhor... - Esta esfregou a parte inferior do corpo em mim só pra provocar, ficar duro foi inevitável - quero sentir sua virilidade logo... - Akeno toca na minha ereção sobre a calça, sinto um arrepio no corpo todo, pelo jeito ela não é a única ansiosa.

– Akeno: Fufufu, ficou empolgado foi? - essa risadinha atrevida é como um louvor pros meus ouvidos! - É difícil de me machucar, não precisa se conter nem ser delicado, Issei...

– Issei: E-Entendido! - engulo seco.

– Akeno: A propósito, Rias não te deixou chupar os seios dela, correto?

– Issei: A-Ainda não... - desvio o olhar, levemente decepcionado.

– Akeno: Não precisa ficar triste, você têm a mim agora, vá em frente...

– Issei: A-Ahn...

– Akeno: Chupe a vontade... - Esse conjunto de palavras me lança pra fora da orbita, flutuo sem rumo pelo espaço infinito e vazio até ser atingido em cheio por um asteróide – este virou poeira – que vinha carregado das lendárias artes da perversão. Eu absorvi todo aquele conhecimento, me sinto poderoso, me sinto como um Deus, o Deus dos peitos consagrados!!!

– Issei: "ARIGATO, MAOU SAMA!" - Juntei as mãos pra agradecer essa linda ocasião, agora tá na hora de... - Já que permitiu, não vou hesitar... Akeno.

– Akeno: Estou contando com isso... - seguro os fardos peitos dela, é muito volume, isso me obriga a apertar um pouquinho pra firmar tudo - ... Issei.

– Issei: Aqui vou eu! - Akeno abraça minha cabeça, abocanho um dos mamilos, começo a chupa-lo de maneira intensa, dando algumas mordidinhas consecutivas, isto fez a Fukubuchou gemer bastante - "Eu diria que encontrei o seu ponto fraco, mas tô ocupado mamando nesses peitões do caralho!"

> Issei Off <

– Akeno: A-Awwhnn! H-hmm.. - Os gemidos altos ressoam, se destacando de canto a canto pelo interior turvo do vagão - I-ISE! Owwh-whnn... - Himejima requebra da cintura – na qual o Sekiryuutei envolveu os braços num abraço caloroso – pra baixo, quanto mais gemia, mais força Hyoudou botava nas chupadas - N-Não imaginei que tivesse tanta sede, Issei... H-HYAAA!

Ele alterna de um seio pro outro, mas sem abandonar o que não estava priorizando. Neste, Issei mantinha uma massagem constante e excitante para a sacerdotisa do trovão, que eleva cada vez mais a temperatura do corpo, chegando perto do clímax. A mesma chama pela única coisa que conseguia pensar naquele momento prazeroso, o nome dele.

– Akeno: Ise... Owwhhn... I-Issei... Ise... Awwhnn... Você t-tá me mordendo forte demais... - Este de imediato retira o mamilo – plenamente endurecido – da boca.

– Issei: S-Sumimasen, é a primeira vez que faço isso... - De olhos fechados o mesmo coçou a nuca, fazendo um sorriso desajeitado enquanto ainda segurava um peito de Akeno, que não era capaz de se irritar com seu amado.

– Akeno: Tudo bem, já disse que pode usa-los pra treinar... Fufufu - esta abre um sorriso meigo, porém logo o substitui por uma expressão maliciosa.

– Issei: Aken...

– Akeno: Quero que experimente o sabor, acha que nossos futuros bebês vão gostar do meu leite?... - A rainha do sadismo puxa o garoto bruscamente.

– Issei: B-Bebês?!

– Akeno: Hai, amamentação é um fato que todo homem deve encarar, dividir os seios da sua mulher com seus próprios filhos durante alguns anos não é tão ruim assim. Certo, Ise?...

– Issei: S-Sua mulher?! N-Nós nem somos namo... - Ela o interrompe.

– Akeno: Ainda não, mas ambos fomos feitos um pro outro! Huhuhu vamos progredir cada vez mais, você quer isso não quer?...

– Issei: E-Eu não... consigo pensar em nada pra...

– Akeno: Então não fale nada por favor, Issei. Só continue com a nossa brincadeira erótica... Preciso que prove o gosto! - Himejima persiste.

– Issei: Como... - Hyoudou retribui o clamor da dama encarando esta com olhos determinados - ... você desejar, Akeno!

– Akeno: Ótimo... - Sem tardar, ele toma posse dos peitos, lhes agarrando firme com suas mãos, o mesmo em seguida avançou sedento. Botou os dois mamilos na boca e começou a suga-los impiedosamente - A-AWWHNN...

– Issei:"Recusar o leite da Akeno San?! Seria a maior burrice que eu já teria feito! Vou beber o quanto puder, direto da fonte! Com certeza é um sabor divino!" - Não faltava muito pro Oppai Doragon conseguir o que almejava aos montes, entretanto, toda sorte é traiçoeira. A porta se abre, dando brecha para a luz do outro vagão invadir todo o ambiente - Ahn?! - porém algo bloqueia o centro dessa iluminação, criando um efeito eclipse de formato feminino, tal sombra era familiar pra Issei.

– Rias: AKENO! - A ruiva se exalta num tom sério - SE AFASTE! - Rias fita os olhos na rainha do sadismo, que não demonstrou estar intimada.

– Akeno: Ara Ara, têm uma mulher muito assustadora está nos encarando, Ise Kun! Fufufu... - Ela ri, escarnecendo sua melhor amiga enquanto abraçava Hyoudou com força contra o próprio busto sem ter nenhuma vergonha, isto enfureceu a líder.

– Rias: O quê pensa estar fazendo com MEU ISSEI?! - a mesma fechou os punhos e inclinou a parte superior do corpo pra frente, deixando seu ciúmes em plena exposição.

– Issei: B-Buchou?! - o garoto fica perplexo - " Merda! Tudo desmoronou na melhor hora!" E-Err.. - não conseguia formular nenhuma desculpa ou coisa do gênero.

– Akeno: O que eu estou fazendo com MEU Ise Kun? - Ambas colidem olhares, gerando muito mais tensão no ambiente - estou apenas querendo amamenta-lo.. Ele está a beira de tomar meu leite, você bem que podia nos dar licença, Buchou... Além de ser intrusa, vai constranger os outros? Que falta de educação! Fufufu...

– Issei: "Mesmo se eu tivesse alguma explicação, não poderia falar, tô com a cara atolada nos seios da Akeno San!" - Esta continuava puxando Issei pra perto dos peitos, e pela expressão dele, estava adorando aquilo - "Acho que uma das 5 maravilhas do mundo todo seria morrer sufocado neles!"

– Akeno: Está vendo, Rias? O Ise Kun fica muito​ mais alegre com os meus! - Isso deixa a princesa da ruína mais furiosa ainda, fazendo com que a mesma se sinta humilhada e traída.

– Rias: G-Grr... Isso não é verdade​!

– Akeno: têm certeza? - Himejima retrucou com provocação​, falando num tom de superioridade - Fufufu... Vamos, chupe tudo Issei... H-Hmm...

– Rias: E-Ele prefere os meus! - Ela nega mexendo com a cabeça - Parem já com isso! Nós estamos indo para uma missão perigosa e você fica agindo de maneira ousada até no trem, Akeno?!

– Akeno: Sempre sou ousada...

– Rias: G-Grr.. - Esta rangeu os dentes.

– Akeno: Owwhn... Está quase, c-continue me chupando, Ise!

– Issei:"Permanecer fazendo isso ou magoar a buchou?! Porra! Por quê a vida sempre coloca as escolhas mais complicadas na minha frente?!" - Este fica conflitante consigo mesmo, até que acha uma conclusão - "Espera... É isso! Que diferença faz eu escolher? A sorte sempre tá ao meu favor e sempre vai virar o placar! A buchou sempre vai acabar me perdoando!" - No mesmo instante de sua decisão, Issei recebe uma voadora na cara, vinda de ninguém menos que; Koneko Chan - A-AHHHH!

– Akeno/Rias: K-Koneko? - Logo o restante das garotas entraram no vagão, todas escândalosas.

– Asia: R-Roubar o Ise San assim é rude demais, Akeno Nee Sama! *sniff*

– Xenovia: Vocês dois estavam fazendo bebês no trem?! Sugoi! Não consigo acreditar, por quê não fui chamada?! Agora tô me sentindo tão excluída quanto a Asia... - A espadachim colocou as mãos na cabeça enquanto rumorejava, visivelmente cabisbaixa por não ter participado - Será que a Buchou também planejava se juntar sem nos avisar? Sexo a 3 requer coragem.

– Rias: N-Não! Não é nada disso, Xenovia! - As bochechas dela coram.

– Ross: Isso é... embaraçoso - Ela observa toda a cena com abominação, estava mais atrás do grupo, ainda no outro vagão, porém sua altura ajudava.

– Akeno: Fufufu... Mesmo jogando sujo, parece que fomos descobertos, Ise kun.

– Koneko: Issei Senpai pertence a todas nós, isso foi injusto Akeno Sama.

– Issei: Tá dizendo isso numa boa depois de me dar um chute?! - Hyoudou exclama enquanto levanta.

– Koneko: Merece mais do que um só - respondeu tranquilamente.

– Issei: G-Grr... Eu não sou tão lixo assim, sabia?!

– Koneko: Discordo.

– Rias: BASTA! - Todos se calam diante da voz de autoridade desta.

– Issei: A-Ahn...

– Rias: Todos, exceto Issei, devem voltar pro vagão e ficarem de prontidão para o nosso objetivo...

– Akeno: O quê vai-

– Rias: Nos deixem a sós, isso é uma ordem... - Rias fala com os olhos cobertos pela franja carmesim – que brilha sutilmente​ – seus servos seguem a ordem sem delongar, deixando os dois sozinhos em um silêncio predominante dentro do vagão.

– Issei: E-Err... G-Gomenasai! Foi tudo ideia da Akeno San! - Ele tenta se justificar, mas não obtêm êxito.

– Rias: O tempo para desculpas já se foi... - os cabelos dela rapidamente tomam brilho intenso, na suas mãos, magia concentrada - ...AGORA APENAS RESTA... SUA PUNIÇÃO EM DOBRO!!!

– Issei: B-BUCHOU! ESPERA! - Já era tarde demais pra suplicar, a ruiva vinha andando devagar na direção dele.

– Rias: NÃO VÃO SER TAPAS NA BUNDA DESSA VEZ, ISSEI... - O garoto começa a chorar.

– Issei: P-POR FAVOR, BUCHOU! EU TÔ IMPLORANDO! - Este se arrasta pra tomar distância.

– Rias: Isso não é problema meu...

    .    .    .    .

( Expresso Gremory )

( Vagão Principal )

Os berros desesperados de Issei podiam ser ouvidos abafados pelas paredes – que também tremiam um pouco por causa dos impactos. Porém isto não estava perturbando em nada o percurso, que seguia normalmente para o mundo humano. Todos se mantinham entretidos com alguma distração – TV, jogos e etc – exceto a Ex-Valquiria pessoal de Odin, Rossweisse. Esta se via entediada e indecisa, pois não possuía nenhuma noção sobre como se divertir ou deixar o tempo passar.

– Ross:"Como todos conseguem focar nestas coisas?! Principalmente quando estamos no caminho de uma possível ameaça gigantesca! O correto não seria bolar estratégias ou revisar nosso poderio de ataque?!" - A mesma suspira - "De fato, essa cultura é bem diferente da minha asgardiana, um tanto quanto... estranha eu diria? Bom, pensar demais nisso vai explodir minha cabeça, melhor tentar fazer o mesmo que eles."

Ela olha pros arredores, na procura de algo considerado como interessante. Entretanto, isso parecia ser impossível de achar. Até que esta percebe um outro alguém entediado, Unzari. O qual estava próximo das janelas do lado direito, Ross observa ele por algum tempo, até ser surpreendida pelo Ex-Governador, ou melhor, Azazel.

– Azazel: Vá falar com ele.

– Ross: A-Ahn? - A mesma fica um pouco nervosa com o seu surgimento repentino - P-Por quê eu falaria?

– Azazel: É simples, vocês são os mais quietos aqui, muito fácil notar que os dois estão entediados e pensando demais. - A grisalha olhou para baixo com receio, mas sem negar que aquilo dito era verdade - Unzari pode ser um lutador fanático várias vezes mas não vai te morder se chegar perto.

– Ross: N-Não possuo muita.. - Ela desvia o olhar, corando levemente as bochechas - ... experiência com rapazes.

– Azazel: Então essa é uma ótima oportunidade pra praticar, ao menos é claro, que você prefira continuar não sabendo nem como dar início em uma conversa capaz de intrigar os homens.

– Ross: G-Grr - Esta franziu a testa, constrangida pelas brincadeiras de mal gosto do anjo caído, que lhe induziam a socializar - Se eu estivesse bêbada seria mais fácil... - virou o rosto suspirando.

– Azazel: É lamentável que não possa beber antes de uma missão tão importante - Ele diz com sarcasmo - Crie coragem e vá.

– Ross: Não me diga como que eu devo fazer as coisas, Azazel Sama! - A asgardiana se levantou com os braços cruzados, em seguida andou até Unzari.

– Azazel: He...

> Ross Pov's <

Me aproximo dele, está distante, não tira os olhos da janela. O quê ela têm de tão especial ao ponto de deixa-lo inerte, contemplando em silêncio? É a paisagem de várias cores do Limbo que se retorce constantemente? Ou... Bom, só vou descobrir conversando. Porém minha presença parece ser indiferente pro mesmo.

– Ross: H-Hi, Unzari San... "Essa apresentação não foi nem um pouco genérica, correto?", creio que ainda não tivemos chance de nos apresentarmos devidamente! H-Hehe... "Por quê forcei minha risada? É uma péssima maneira de descontrair!" - Essa interação não mudou nada, ele continuou omisso, nem sequer olhou pra mim - Tsc... "Preciso pelo menos roubar a atenção dele!", eu sou Ross-

– Unzari: Eu já sei quem você é.

– Ross: V-Verdade?! - Finalmente uma resposta! - Q-Quer dizer... Sério? - evito me exaltar.

– Unzari: Hai, você é a 2° Torre da Rias Nee Sama. Rossweisse.

– Ross:"Ótimo, consegui dar um ponto de partida pra conversa!", Pelo visto sabe mesmo, v-você é uma torre também, faz parte da realeza Beelzebud do Ajuka Maou Sama, certo? - Pergunto para encobrir meu nervosismo.

– Unzari: Hai. - Continua frio, ainda não olhou pra mim - Muitos consideram isso como um cargo honroso no mundo demoníaco, pra mim não é nada além do que minha posição de combatente.

– Ross: E-Então não faz questão de ser do clã dele?... - Questiono meio insegura, espero não ter tocado num assunto muito pessoal.

– Unzari: Hm? Não é nada disso, gosto do Ajuka Sama. Eu só acho que receber méritos e ser aplaudido, apenas por fazer parte de algum clã famoso é besteira. Pra mim, estar num excelente time não significa ser digno de respeito, compreende? - Sinto alívio, ufa.

– Ross: E-Entendo, ao seu ver tudo se baseia em competições e troféus...

– Unzari: Inteligente. Parabéns, Rossweisse. Nada mau mesmo.

– Ross: Não sei se posso usar isso como um exemplo bom pra você mas... - Abaixo minha cabeça - Passei anos e anos me dedicando mais do que todos os outros pra conquistar algum escalão significante dentro de Asgard. No fim de tudo, notei que viver correndo atrás de reconhecimento​ é uma aposta muito imprudente, que pode te levar a decepções enormes.

– Unzari: Ainda bem que sei correr muito mais do que qualquer um... - Este ironizou, mas logo voltou a ficar sério - ... Quando foi que percebeu isso​? Que não havia valido a pena? - o mesmo indagou.

– Ross:"Esse diálogo tá evoluindo cada vez mais, isso é perfeito!", Foi quando reparei nas pessoas ao meu redor, todos alegres, os meus colegas e conhecidos... Eles sorriam, estavam se divertindo sem parar. E eu? Passei tanto tempo estudando que não tirei nenhuma folga pra tentar saber como era essa sensação. Sendo honesta, ainda preciso aprender muito sobre isso, Unzari San...

– Unzari: Hm. É simples, ainda não recebeu o reconhecimento que merece, por isso não está feliz. Festejaram antes né? Foi porquê aqueles fracassados, todos eles queriam reconhecimento de baixa escala, barato, sem ambição, medalha de bronze... Diferente de você.

– Ross: A-Ahn? - Que resposta inesperarada! - E-Eu...

– Unzari: O teu caso ainda têm salvação, correr de jeito imprudente? Não é esse o seu problema, você possui empenho, só foi na direção errada...

– Ross: U-Unzari San... - Os olhos dele fixam nos meus, fico sem esboçar nenhuma reação – senão corar diante daquela determinação resplandecente.

– Unzari: Uma valquíria igual você é admirável, garante várias medalhas de ouro para qualquer equipe, deve ser absurdamente forte, afinal foi digna até de cuidar do Odin, aquele velhote... Tô ansioso pra ve-la lutando, já reconheço sua forte ambição, agora faltam​ suas habilidades me persuadirem... Use todo o seu poder, Rossweisse San! E dessa vez... Não banque a babá de nenhum deus, esses caras são uns cretinos preguiçosos, ok?

– Ross: H-Hai, farei o meu melhor..

– Unzari: G-Gomen por te ignorar quando chegou perto, fiquei um pouco nervoso... - Ele me pede desculpas com um sorriso desajeitado – fazendo uma careta fofinha – enquanto coçava o cabelo virando o rosto - Não sou perito com conversas, menos ainda com mulheres... H-Hehe

– Ross:"Foi esse o motivo? Então acho que estamos quites!", N-Não foi nada, eu c-compreendo... - Sorrio com afeto pelo mesmo - ... Unzari Kun.

– Unzari: E também, gosto desse efeito na vista... - Este voltou os olhos para o vidro da janela - Quase nunca tenho tempo, não costumo desacelerar o ritmo pra apreciar as coisas, sou apressado demais, sabe? Talvez isso seja defeito meu, ou uma consequência de possuir ambições grandes... Treinos, treinos e mais treinos... No fim, eu sempre acabo nesse ciclo de correria intensa... - O mesmo abaixou a cabeça - Isso é bom! Significa que em alguma breve hora vou alcançar a primeira posição do pódio, e todos reconhecerão quem é Nikushimi Unzari! - A confiança dele me intriga, embora eu não queira admitir, socializar foi uma boa ideia...

> Ross Off <

– Ross: Com tanto esforço assim, tenho certeza de que vai chegar numa colocação digna! Huhu - A ex valquíria se diverte – mesmo sem ter noção disso – com o entusiasmo de Unzari.

– Unzari: Até hoje, só conheci uma pessoa que têm ideias semelhantes das minhas. - Ele fala com certa admiração.

– Ross: Quem seria essa pessoa?

– Unzari: Sairaorg Bael, ou como eu prefiro chama-lo; Raorg Sama. Ele possuí um foco Incrível e imbatível, dá pra notar o quão tremendo é seu poder só pelo olhar determinado que carrega!

– Ross: Oh, você gosta muito dele pelo jeito.

– Unzari: É-É, eu sou um grande fã do primo da Rias Nee Sama. Conseguiu conquistar a própria força e também o respeito dos outros, acho Raorg Sama sensacional.

– Ross: Foi dito que ele ajudou no treino do Issei Kun. - O garoto virou os olhos com certo desgosto.

– Unzari: Hyoudou? Sim, apanhou um bocado de nós dois. Excelente saco de pancadas. Mas essa situação não foi o bastante pra gente apelar, nem perto disso, por isso chamam de treino, sem graça. - Ela o observa pensativa.

– Ross: Desde que se conheceram a pouco tempo, você foi implicante com o Issei Kun, por quê? - No mesmo tempo da pergunta, Rias retorna para o vagão juntamente com Issei – este o qual ela arrastava puxando pela orelha – repleto de ferimentos.

    .    .    .    .

– Rias: Asia, por favor cuide dos ferimentos dele - A mesma diz calma, como se estivesse livre do estresse.

– Issei: B-B-Buchou... - Hyoudou mal conseguia se mover, muito menos falar.

– Asia: H-Hai! - Esta se aproxima do Oppai Dragon - V-Viu o quê você ganhou caindo nas seduções da Akeno Nee Sama, Ise San?! - e começa a curar os danos.

– Akeno: Huhu...

– Rias: Não é engraçado, Akeno!

– Issei: V-Valeu a pena- O mesmo recebe um beliscão da loirinha - A-AHH!

– Asia: Hmpf!

   .    .    .    .

– Unzari: Por quê? - Sua face animada logo se transformou numa fria expressão - Porquê ele é um moleque imbecil. Não passa de um irresponsável que ainda vai causar a morte de alguém.

– Ross: Ahn?

– Unzari: Não merece nada do que têm, fama, poder, essas coisas. Tudo foi na base de sorte. Detestável. Ao menos pra mim. - Unzari dá uma resposta rude e direta, porém ele quebra o clima seco sorrindo convencido para Ross - Estou torcendo pelo clã Bael no Rating Game, não leva mau ok? Sou muito fã do Raorg Sama! "Quero ver ele arrebentar a cara do Hyoudou, isso será lindo de ver...", entretanto, tenho mente aberta pro caso de você me impressionar, Rossweisse!

– Ross: Não subestimar uma Ex Valquíria foi uma escolha sábia, mas também espere ver a dedicação de todo clã Gremory, conte com isso, Unzari Kun! - A mesma sorri com um olhar confiante.

– Unzari: He..." É uma pena não participar, surrar aquele merda outra vez seria prazeroso demais, principalmente num Rating Game, lutando ao lado de Sairaorg Sama! Mas agora o melhor a ser feito é reter minha força, até eu poder me destacar na hora adequada, assim vou conquistar reconhecimento sozinho, sem nenhum auxílio externo. Então daí mostro pra a Akeno que sou o melhor, melhor que todos, assim posso te-la e protege-la."

– Ross: Venceremos para honrar a reputação de Rias Sama, e nós também vamos te deixar com o queixo caído!

– Unzari: Assim eu espero, senpai. - Isto deixa o rosto dela avermelhado.

– Ross: S-SENPAI?! - Esta pergunta constrangida.

– Unzari: Hai, você é mais velha do que eu, a-além disso... - Ele desvia o olhar, também tinha um pouquinho de vergonha - ... C-Com todo respeito, Rossweisse. Você é uma mulher muito bonita p-pra sua idade- Q-Quer dizer!

– Ross: A-Ahn? "É a primeira vez que me dizem algo assim, de todo jeito, não é desculpa pra mim ficar plantada sem nenhuma reação! Supera sua droga de vergonha!"

– Unzari: N-NÃO TÔ DIZENDO QUE VOCÊ É V-VELHA, SÓ DISSE QUE É UMA A-ADULTA BONITA, SACOU? - Este ficava mais nervoso conforme falava.

– Ross: Tudo bem, eu já entendi, Unzari Kun. Receber elogios desse tipo é raro pra mim, mas vindo de você, um garoto jovem, com certeza é muito gratificante... - Ainda corada, ela sorri tranquila pro mesmo.

– Unzari: C-Certo... - Ele respirou fundo - E você, o quê acha do Hyoudou?

– Ross: Bom, pelo o que vi Issei, é um tanto desligado e ingênuo mas ele se esforça como pode, não o desprezo mas também não o admiro.

– Unzari: Entendo seu ponto de vista... " Preciso mostrar que esse lixo não é nada de especial. Até lá, tenho que aguentar isso tudo... Akeno flertar num expresso? Jura mesmo?" - Após isto, os presentes no vagão recebem o alerta – que interrompe todas quaisquer atividades ou diálogos – de chegada.

– Rias: Atenção, nós chegamos.

– Azazel: Estejam prontos pro pior.

– Geral: Hai!

– Issei: H-Hai, Buchou!

– Unzari: Haaai...

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( New York | Manhattan )

( 12 : 27 - PM | Empire States )

As temperaturas batiam na marca dos 18°- devido sua altitude. Rajadas congelantes castigavam arduamente o arranha céu propaganda e mais alto da cidade. Porém esse frio não lhe causava nenhum desconforto – Ao menos não para seu corpo, que estava encostado na parede.

– Yora: "O hot dog esfriou...", vento de merda! - Murmurou de boca cheia, enquanto segurava o lanche já mordido numa das mãos - "Deveria ter usado algum feitiço? Não, magia tira parte do sabor. Dá pra comer mesmo assim. Que se foda. Preciso finalizar o relatório de hoje." - na outra tinha uma caneta preta, a qual usava pra escrever no diário de couro flutuando em sua frente.

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• Diário de Darkness - 10 de setembro de 2018 •

"– Rever Jane Taylor me deixou com um gosto amargo na boca, arrogante demais. Sequer faz esforço pra tentar me entender. Apesar de tudo, me preocupo com J e com a senhora Christine. Rever o Nero também foi bom. Foda se. Agora tô sentado numa beirada do maior prédio da cidade, escrevendo nas alturas, aonde dá pra notar todo trabalho das ventanias geladas, elas varrem as ruas imundas feito um tsunami fantasma. A civilização se mata a cada dia lá embaixo, gerando um sistema febril e doente, que esmaga os inocentes, querendo ou não. Isso não é vida. Há muita escuridão, ela é enorme, os monstros tiram proveito dela para devorar os fracos sem serem punidos, protegidos pelas trevas. A luz não passa de​ míseras fagulhas. Muito pequenas e fracas. Precisamos de mais pessoas boas, se é que elas ainda existem... Têm muitos lobos em pele de cordeiro nos dias de hoje. Esses bajuladores e comunistas metidos a intelectuais. Eles gostam de falar sobre o quê deve ser feito quando a crise bate na porta da sociedade. Todos burros para saberem que problemas não são educados, entram você querendo ou não. Arrombam a porra da porta. E no fim todos se afogam na própria merda que despejaram pelas bocas. Me pergunto, por quê Deus não ajuda ninguém? Talvez os humanos tenham partido o coração dele. Porém será que seres assim têm corações pra partir? Seria Deus um garoto maldoso com uma lupa na mão e nós as formigas que ele adora ver espernear enquanto queimam? E se esse grande abatedouro chamado de mundo é apenas alguma forma de entretenimento dos deuses? Se sim, o quê ganham com isso? Já possuem tronos, templos e poder quase infinito, o quê mais querem? Só sadismo? Quem sabe. O inferno não move um músculo contra ou a favor dos humanos, afinal eles se destroem sozinhos, tudo o quê resta pro diabo é assistir, rodeado de putas e luxúria. O fedor dessa cidade lotada de crianças retardadas sobe pela parede do Empire States, invadindo minhas narinas. Sinto cheiro de fornicação, consciências pesadas e crueldade. Em breve vou enfrentar o puto responsável por abrir meus olhos, diversos casos bizarros tão ocorrendo nos arredores, porém não dá pra ter certeza de que é meu convite, afinal criminosos insanos não precisam de influência mística como desculpa por seus atos hediondos. Com certeza não. Só posso afirmar que será algo mais extravagante, isso é tudo..."

   .   .   .   .

– Yora: O quê um cachorro quente e um relatório têm de semelhantes? - Finalizadas as suas anotações, ele se levantou colocando a máscara. - Os dois tão acabados - Com um simples estalar de dedos o diário fechou e desapareceu, retornando para o interior de uma pequena jóia – da cor roxo ametista, localizada na esquerda do​ cinto dele, pouco acima do coldre carregando Ebony – que servia como uma Pocket Dimension móvel, feito um broche. Também é de se notar que este está todo equipado, trajando alguns cintos a mais – os quais portam granadas improvisadas de água benta e pentes de munição pros revólveres novos, sem esquecer das bolsas de compartimento para levar objetos extras – além dos coldres de ombro. - "Hora de descer, não gosto de expectar dos céus, diferente de alguns seres egocêntricos por aí..."

( New York | Tribeca )

( 12 : 33 - PM | Cena do crime )

> Yora Pov's <

Minhas armas estão escondidas por baixo do sobretudo, assim como a máscara. Ninguém vai reparar, portanto não serão dor de cabeça. Tudo ok.

O clima tá de cara fechada – pra não dizer puto – finos pingos de água bombardeiam toda a merda da cidade, formando aos poucos um odor bem peculiar – mistura de diesel com terra molhada. Gosto de chuva, espanta os vermes – pessoas – mas creio que esse chuvisco lubrificador de calçadas não vai durar muito. De todo jeito, a natureza sem dúvidas é uma artista das boas, suas melhores obras são eventos aleatórios e na maior parte das vezes passageiros, do tipo; "piscou-perdeu". Porém não tô com tempo de sobra para apreciar a pintura de hoje, nesse grande quadro que é New York. Ficar sem o meu rosto é agonizante, odeio disfarces, odeio me parecer com eles.

– Yora: Os vândalos tão indo bem por aqui... - Vejo uma parede pichada enquanto ando, dou passos rápidos, tô com pressa pra sacar o meu convite no "correio". - ... Queria esfregar a cara dos vagabundos ali até limpar tudo. - Como sei que algo chegou? Pouco antes de ter ido pro alto do Empire States, invadi o estacionamento da delegacia central e grampeei o rádio de uma viatura em manutenção usando magia – isso me dá acesso a todas frequências policiais dessa região, posso escutar as notícias, só preciso usar um fone mágico, feitiço básico e fácil – depois saí de lá sem ser percebido, afinal furtividade​ nunca foi nenhum problema pra mim. De volta pro agora, eu falei que seria escandaloso, não foi isso? Até agora esse foi o único caso que chamou minha atenção, mais pela bizarrice. Claro que pode ser só um ato derivado de pura loucura, mas preciso investigar.

Disseram que um cara invadiu o restaurante, tentou devorar as roupas de uma cliente logo após comer 5 almoços e depois faleceu no local. "É simples, esse puto morreu pelo excesso de colesterol", pensei nisso, só que então informaram que o corpo dele havia secado, alguma coisa do tipo. Foi daí que comecei a levar pro lado sério.

– Yora:"Sem muitos civis e nada de repórteres... " - Evacuaram a cena, eles estão aguardando pela ambulância para retirar o corpo. Foi o que pude ver, só dei uma olhada ligeira. - " ...ainda. A polícia fechou tudo com fitas, parte da calçada tá interditada, tenho que entrar no restaurante pra conferir o corpo, mas antes só vou verificar se..." - Fecho meus olhos brevemente, quando os abro, sou capaz de enxergar o Limbo em paralelo com o mundo humano, é tipo botar um filtro na câmera. - "Um shinigami..." - Até aí as coisas tão normais, eles sempre vem pegar as almas dos mortos - " Qual é a enrolação desse incompetente do caralho?", Hm? - Acabo esbarrando num moleque com fones de ouvido.

– Civil: Saí do meio cara! - Isso me lembra de que não posso ficar plantado na rua feito uma árvore.

– Yora: " Vadio...", foi mal aí! - Mas se eu fosse uma, com toda certeza seria a árvore mais seca e infértil da zona. Só um tronco de interior oco, esperando pra ser cortado pela raiz podre. Chego perto dum food truck estacionado, vou pegar alguma coisa pra não parecer suspeito.

– Atendente: Pois não? - Educação da porra, deve ser porquê é bairro dos ricaços.

– Yora: Ce têm café aí, parceiro?

– Atendente: Sim, vai com leite ou sem? - Ele nem esperou eu responder se queria, jeito bacana de vender.

– Yora: O mais barato.

– Atendente: São 12$. - Preço da gasolina em alguns países.

– Yora: Tá de sacanagem, né? Eu tenho cara de empresário? Tomar no cu, abaixa pra 6$, que é mais do que essa porra de café não importado vale!

– Atendente: Er...

– Yora: E se não for pedir muito, pode POR FAVOR colocar num copo de plástico descartável mesmo? Não curto ouro. Viu? Seu merda, eu também sei ser educado pra caralho. Agora me dá o café por um valor justo, se não você vai passar uma puta vergonha. - Pressão psicológica ajuda muito, se feita do jeito certo.

– Atendente: Tudo isso por causa de café? Ok babaca, ok... Para de escândalo seu mendigo bem vestido do cacete! Eu te faço um preço barato e depois você cai fora, se não vai afastar os clientes de verdade! - Vulgo velhinhas ricas levando cachorros pra defecarem e urinarem nas ruas, ou como todos chamam; passear.

– Yora: Assim que se fala.

– Atendente: Pega aqui e some.

– Yora: Valeu, parceiro. - O cara fez a parte dele, até me entregou num copo foda - Cortesia legal... - cumpro o pedido do atendente, me afasto e volto a olhar pro Limbo enquanto tomo uns goles de café puro. - "Faltou açúcar, filho da pu...", ahn... - um ocorrer estranho atrai toda a minha atenção​, o servo da morte estava com complicações pra extrair a alma, na verdade a foice dele parecia ter ficado presa ou tinha algo puxando, algo forte.

– Shinigami: AHHhh! - Este berrou desesperado enquanto era drenado por inteiro pra dentro do cadáver. Seja o quê for, engoliu o otário em segundos.

– Yora:"Dessa vez um ceifador que foi ceifado, irônico." - Isso já é um ótimo motivo para examinar o corpo, preciso faze-lo o quanto antes - "Uma carta deve servir" - tiro meu deck do bolso, separo só o quê vou usar, nesse estranho caso, apenas um 7 de copas. - " poupar magia é importante, mas isso não consome tanto." - Ponho o feitiço em ação, agora sou invisível a olhos nus, nada além de um fantasma vagando na multidão, não é nenhuma novidade.

– Policial 1: Qual é a demora deles hein? - O tira fala com estresse, talvez a razão seja porquê isso vá atrasar seu almoço.

– Policial 2: Não faço ideia, cara. - Indiferente, não tá com a mesma pressa do outro. Têm jeito de novato. - O jeito é esperar.

– Policial 3: Talvez seja porquê tá rolando uma série de casos estranhos pela cidade, a alguns minutos relataram o suicídio de uma mulher na catedral São Patrício. - Veterano. - As coisas tão insanas, depois do quê aconteceu aqui acho que tudo só vai piorar.

– Yora:"Está absolutamente certo, meu caro tenente..." - Vejo o nome no uniforme, tá bem estampado - " ... Phill, Phill Anderson. Eu adoraria ficar pra ouvir bate papo policial, é bem tentador, porém o dever me chama!" - essa frase me passa algo positivo, poucas coisas fazem isso. Sigo explorando a cena do crime, cadeiras e mesas derrubadas. - "A janela também tá quebrada. Não houve invasão, então seja mais provável que o sujeito tenha se atirado no vidro num último ato de... desespero?" - Só posso confirmar essas especulações de uma forma... - "Entrando na mente do maldito pra vasculhar suas memórias." - respiro fundo - "Sem contato direto, senão vou ser digerido pela coisa dentro do corpo dele. O tipo de coisa que não se expulsa fazendo um ritual exorcista sozinho."

– Policial 1: Eu adoraria comprar ao menos um cafezinho, mas os preços daqui são uma porra! - Falando nisso, o meu acabou, jogo o copo numa lixeira discretamente.

– Phill: Aguente os nervos, Daniel.

– Daniel: Foi mal tenente.

– Yora:"Te entendo." - Removo parte do saco cobrindo o cadáver - "Puta merda, tá aí algo que podia ser sucesso pra caralho nos filmes de terror." - O corpo esta estático e seco – feito um fóssil com pele fedida a vomito fresco.

– Policial 2: Acabou de passar no rádio um caso parecido com o nosso.

– Daniel: Se essa merda for algum surto, estamos fodidos! - Esse fede a medroso, pelo menos o pavor dele é compreensível.

– Phill: Calado, por favor diz o quê houve, Johnhatan.

– John: Aconteceu dentro de uma academia, no Two Bridges. Foi com uma mulher dessa vez, ela tentou devorar os músculos de outro cliente.

– Yora:"Isso que é apetite sexual."

– John: Foi impedida, mas acabou do mesmo jeito que nosso camarada ali no chão segundo a descrição que eles deram.

– Daniel: Essa merda... É sinistra.

– Phill: Vamos manter nosso foco e a calma. Precisamos esperar.

– John: O homem atacado, ele se chama Lenny Dechart.

– Daniel: Que diferença isso faz?

– Phill: Mandei manter o foco.

– Yora:" Egoísmo infantil..." - Pego outra carta do baralho, deixo ela cair sobre a testa do cadáver - "Ok, vai ser só uma revisão simples, não vai requerer muita magia se for rápido..." - quanto mais recente for a memória, mais fácil é o trabalho. - "Vasculhando... Agora."

   .   .   .   .

Na minha visão, tudo escureceu por instantes, em seguida as memórias chegam, transbordando feito uma chuva densa. Têm bastante conteúdo, parece que entrei numa loja de televisões mas grande parte não é útil pra investigação, então vou descartar.

– Yora: "As únicas​ coisas que vão ter serventia são suas lembranças de hoje." - O nome do cara é Eliot Morgan, trabalhava no serviço de correios, ele não ganhava muito mas era um sujeito honesto. Pude ver de relance que tinha problemas sedentários e curtia lutas de boxe. - "Pronto, achei." - Agora é só dar replay no "vídeo".

( Memória )

( New York | Tribeca )

( 12 : 19 - PM | Restaurante )

Eliot tinha acabado de começar o intervalo, saiu da agência, queria achar uma boa refeição para que o horário de almoço valesse a pena.

– Eliot: Só 40$, deve dar pra comer uns tacos na Mexico House - o mesmo disse bocejando.

Depois disso, tudo ficou estranho, ele já não sentia mais a mesma fome, era uma necessidade muito além do que qualquer homem podia suportar.

– Eliot: "Quer saber? Essa droga é longe demais..." - O estômago dele grita, como se as entranhas quisessem dar fuga da barriga - "...Preciso de alguma coisa pra agora!" - sem dar conta, este começou a correr. Ele quase derrubou algumas pessoas pela calçada nessa busca desenfreada por comida.

Toda a pressa some quando Eliot avista uma barraquinha, no seu letreiro estava escrito; Donnuts. Sem pensar, o mesmo abraça aquele porto seguro.

– Eliot: 3 caixas, por favor. - A face histérica dele deixa o atendente meio desconfiado.

– Atendente: Cara, você tá bem?

– Eliot: Me trás logo o pedido!

– Atendente: Certo, certo, tu deve ter pulado o café da manhã. - Logo este entregou os 38 donnuts – cada caixa possuia uma dúzia – pro cliente. Sem dar nenhum papo, Morgan pagou e saiu caminhando rápido enquanto se entupia com açúcar. Mesmo após devorar tudo feito um animal esfomeado – deixando as carcaças vazias de papelão fazerem rastro pelo chão – ele não se saciou, ao contrário, ficou ainda mais faminto.

"– Yora:'Se essa gordura toda não preencheu a barriga dele, devo dizer, o rombo foi maior do que os que eu faço nas mulheres...' - Vou olhar até o final, tenho que encontrar quantas pistas der."

– Eliot: M-Mais! - O sujeito sente as tripas contorcerem, elas pareciam ter ganhado vida, do tipo parasítica. Que de forma irônica fazia a própria vontade de comer consumi-lo lentamente. – Tipo quando você tá comendo algo que têm ossos e mastiga com cautela pra não fuder os dentes, sabe? Deve ser uma puta agonia. Eliot precisava parar aquele sintoma, se via desesperado pra por um fim naquilo, ao invés de ficar vagando pelas ruas frias, ele entrou no primeiro restaurante que viu na frente, sentou num lugar qualquer e então selecionou os pratos mais atrativos do menu.

– Garçom: Todos esses, senhor?

– Eliot: Sim, manda trazerem​ por favor! - Ignorou o fato de que não iria ter dinheiro para pagar nada daquilo que escolheu, sua preocupação era comer, nada mais importava senão assassinar aquela fome insana.

– Garçom: Aqui está. - Em seguida os pedidos chegam na mesa dele, mas não ficam inteiros por muito tempo. - Er...

– Eliot: M-ME TRÁS MAIS! - Este mesmo exclama cospindo pedaços das refeições, causando uma vergonha do caralho pras pessoas no local.

– Moça: Que horror! As pessoas não têm mais nenhum respeito pelo próprio corpo?! - Definitivamente não.

– Eliot: MAIS!!! - Completamente tomado pelo instinto, Morgan avança na mulher, que berra quando têm o pedaço do vestido arrancado por um abocanho.

– Moça: TIREM ESSE DOENTE DE MIM! - Ela o chuta, até que conseguiu se afastar - SAÍ DAQUI! - começou a chorar, mais pessoas vieram para ajudar.

– Garçom: Puta merda! - Pasmo.

– Eliot: G-GLAARH!!! - Ele tentava engolir a parte rasgada, afim de saciar o desejo – infinito – do estômago. Porém o tecido trancou na garganta de Eliot, fazendo com que asfixiasse. O puto não parou, continuava mordendo, e a cada mordida, mais fome sentia.

– Garçom: Você surtou?! - O rapaz tenta ajuda-lo, mas recebeu um soco no meio da cara - Ah!

– Eliot: G-GLAaaRh... - Sua pele foi ficando cada vez mais roxa.

– Moço: Ele tá se matando! - O mesmo toma coragem, vai até Morgan e tira a roupa da boca dele num puxão. - Pronto!

– Eliot: N-NÃO! POR QUÊ FEZ ISSO PORRA?! - Vendo que não tinha como se satisfazer, os seus últimos resquícios​ de sanidade se esvaem, então correu com adrenalina para a vitrine, dando uma testada que rachou o vidro - O PAI CHAMA PELAS OVELHAS DO SEU REBANHO, NA CASA DELE ESTARÃO SEGURAS DE TODOS OS MALÊS! JÁ OS PERDIDOS, PARA ESTES NÃO HÁ MAIS PERDÃO, DEVEM SER PUNIDOS PELA DIVINA CONDENAÇÃO! - Dito isso, ele se lançou para fora, caindo no chão junto com os estilhaços. - V-VENHA A VÓS O NOSSO INFERNO! - Era visível o corpo de Eliot emagrecendo enquanto o mesmo se retorcia aflito, em cima dos cacos. Até que a sua dor acabou, junto com a sua vida.

"–Yora:' Se ele não tivesse enfiado 5 almoços e 38 rosquinhas no bucho, eu diria que o maluco morreu de fome.'"

( Memória Off )

   .   .   .   .

( 12:35 - PM | Tribeca )

Saio do transe, a carta retorna pra mim, ponho de volta no bolso. Era óbvio que o desgraçado não ia entregar o jogo fácil desse jeito, mas botar enigma até na porra do convite? Vá se foder. Se quisesse testar as minhas habilidades dedutivas, ao menos devia ter usado um mistério complicado.

– Yora:"A questão aqui é como que fizeram pro Eliot Morgan virar essa múmia estendida no chão? Os sintomas dele são claros, foi enfeitiçado." - O alvo mostrou ser zeloso com magia. Veneno é improvável. - "Ter pego Eliot de bobeira seria muito fácil, era um cara desatento demais."- Certo, preciso reformular toda cena pra descobrir o quê causou aquele surto. Ocasiões assim servem para usar a minha ótima memória fotográfica. Boa parceira. Nunca tive que comprar pornô graças a ela, sempre me recorda das noites quentes nos momentos vagos. – Mas isso não é assunto pra vocês.

– John: A galera do Queens falou que ontem de noite viram o tal vigilante lobisomem surrar dois assaltantes de banco.

– Daniel: E o quê isso têm haver?

– John: Tô só comentando, podia deixar sua chatice de lado só uma hora?

– Daniel: Esses vigilantes são uns lixos, não seguem a lei e ainda fazem as pessoas perderem toda a confiança em nós! Lobisomem ou não, esse babaca é escória também! - Vou depositar minhas fichas nisso também, deve ser um puta bundão. No resto discordo.

– Yora:"Ainda não bate, precisaria haver alguém próximo pra realizar esse tipo de feitiço ou estar num ponto alto, e com vista livre."

– John: A gente é limitado cara!

– Daniel: Nós seguimos a lei, não é desculpa pra alguém não-humano sair fazendo o nosso trabalho!

– John: Se ele não fosse humano, acha mesmo que iria sair pra lutar pelos outros?

– Daniel: Eu também luto, cara!

– John: Pelo o teu salário ou pelos outros?!

– Yora:"Altitude é o que não falta nos edifícios dessa capital..." - Merda, tá ficando difícil, só nessa rua tem vários prédios com ângulo pro restaurante.

– Daniel: Eu faço por ambos, qual o problema disso?!

– Yora:"Torne a visão menor, veja apenas através dos olhos da vítima..."

– Phill: Chega, temos trabalho pra terminar aqui. - Gostei. Abaixou a bola dos exaltados.

– John/Daniel: Desculpe, tenente.

– Yora:"Vou revisar a cena desde o início mais uma vez" - E lá vamos nós...

– Phill: Todos heroís são coisas de HQs. - O coroa tá certo. - Não quero que digam nada que seja sem ligação com o nosso caso aqui, ouviram?

– Daniel: Entendido... - Cabisbaixo.

– Yora:"Ok, Eliot saiu do trabalho, então a piração toda começou depois do bocejo- ...Espera, bem na hora tinha uma mosca passando, na frente da boca dele..." - Ela estava coberta com símbolos, só reparei nessa porra agora.

– John: Er... Tenente?

– Phill: O quê houve? - os outros dois olharam pro cadáver, e eu também.

– Yora:"Me distrai pensando" - O quê estava dentro de Eliot agora lutava para sair, deixando o corpo do mesmo parecido com um balão inflado de carne prestes a estourar.

– John: O morto... - A feição deste fica perplexa.

– Daniel: Porra! - Sem maturidade pra lidar com tensões, perdeu seu juízo e disparou contra a atrocidade.

– Yora:"Filho da puta!" - Recuei no último instante, mas não é o bastante para fugir da "necro-bomba" - "Vai servir de barreira improvisada!" - Tiro a jaqueta e jogo na minha frente.

– Phill: Não! - Abaixou a arma do novato - Venham para trás do carro!

Em seguida, a bolha explodiu tipo um fogo de artifício, espalhando carne e desfios de pele ensanguentada​ pelo ar.

Nós sabemos que as crianças se matam por causa do quê há dentro dos balões surpresas, e bem, nesse caso bizarro não é diferente. Porém ao invés de brinquedos ou doces, foi liberto um enxame de moscas assassinas.

Milhares de zumbidos entoam um hino de escárnio, composto pelas filhas da vadia que entrou no Eliot. A jaqueta é arrebatada pro interior da rajada densa de insetos, os quais trituram o couro em segundos. Lá se vai mais um dos meus investimentos.

– Yora:"A praga de Wasszebud, é por isso que ele não se satisfazia!" - Ok, então tá confirmado qual o pecado está na área, ou um deles, gula. - "A melhor forma de pôr um fim na loucura que tá assolando New York, é arrancar o virus pela raiz." - arremesso minha carta no enxame de moscas - "Já que eu sou o convidado, nada mais educado que dar boas vindas pessoalmente! Ou seja, não tenho tempo pra vocês." - Num estalar de dedos fiz o amontoado queimar, as chamas do incêndio engolem tudo de dentro para fora até restar nada. Logo a carta volta a mim. - "Considere isso uma pequena retribuição pelo que fez com Eliot e minha jaqueta..." - Aproveito que todos estão distraídos com as moscas-cadentes, saio de campo aberto, vou pra cima de um prédio próximo, ponho meu rosto. - "Os piromaniacos bateriam uma pra esse truque." - Hora de caçar a tal casa do papai, eu queria que fosse uma boate.

> Yora Off <

– Phill: Mas que merda... - Este via aquilo com semblante descrente - John, liga pra central. Daniel, você me ajuda a manter os civis longe. Se movam! - Não obteve resposta dos parceiros - Ahn?

– John: Acho que deviamos deixar o tenente aqui. - Olhou para Daniel, o mesmo consentiu com sua ideia.

– Daniel: Eu tenho assuntos mais sérios pra tratar do que um sedentário falecido. - Os dois entram na viatura e trancam as portas.

– Phill: O quê diabos vocês estão fazendo?! Saíam do carro! - No mesmo instante o motor foi ligado.

– John: Até mais, tenente. - Pisou no acelerador esboçando um semblante inexpressivo.

– Phill: Ei! - Sacou a arma - Parem a droga do carro! - ele dispara contra os pneus traseiros, mas só atingiu a parte esquerda do parachoque antes deles dobrarem a esquina - Os filhos da puta devem ter comprado o distintivo! Tsc..

    .    .    .    .

( Japão - Okuma | 02:37 - AM )

( Cabana da Akene | Quarto )

Ela repousa tranquila, abraçando o travesseiro enquanto deixa o pedaço da coxa para fora do lençol. Nota-se pelo respirar dela que a mesma está exausta devido a sua noite agitada. Porém algo lhe faz despertar do sono, o toque do celular. – Este pelo qual Akene procura passando a mão no colchão, de olhos fechados, o que não trouxe resultados.

– Akene: "Mas que porcaria..." - Se espreguiçou coçando os olhos, ao abrir, percebeu que D já havia ido embora, um aperto sufoca o coração da moça com preocupação. - "Babaca, vai acabar se matando..." - Logo levantou, pegou o seu celular da cômoda e viu quem estava ligando tão tarde - "Any?..." - sem pensar​ muito, atendeu.

– Any:[ Akene? ]

– Akene: Hi, sou eu Any.

– Any:[ H-Hi... ]

– Akene: Você tá bem? A sua voz parece meio nervosa...

– Any:[ Hai, tá tudo ok... ]

– Akene: Por quê está acordada a essa hora? Não consegue dormir ou é alguma outra coisa?

– Any:[ Eu não descansei ainda porquê dormir em hospitais é difícil pra mim, ou melhor, impossível... ]

– Akene: Talvez devesse pedir um sedativo pros médicos... - Ironizou pra descontrair a tensão da amiga.

– Any:[ É, quem sabe... ] - Entrou na brincadeira - [ Huhuhu.. ]

– Akene: Huhu.. Normalmente o comediante é o D.. - Bocejou.

– Any:[ Desculpa te acordar, deve ter ficado cansada após o serviço com o Darkness... ]

– Akene: A-Ah sim! - Ela pensa nas coisas maliciosas que fizeram - Foi muito cansativo pra nós dois... - Viu que estava nua - Mas cumprimos o trabalho, fico aliviada só em pensar que aquela Succubus já era... Do que você precisa, Any?

– Any:[ Menos um problema, então também estou feliz... De certa forma. ]

– Akene: Do quê precisa, Any? Não ligou a toa, conheço você. Pode confiar em mim. - Ela põe o celular apoiado no ombro enquanto prende o sutiã.

– Any:[ Eu confio, por isso quero te pedir pra vir até aqui... Por favor, assim é melhor de conversarmos... *sniff* ]

– Akene: Ei... Tudo bem, logo vou chegar aí, ok? - Disse com tom suave para acalmar a garota.

– Any:[ O-Ok! Estarei esperando.. ]

– Akene: Certo, até logo.

– Any:[ H-Hai... ] - Elas encerram a ligação, Soraki joga o telefone na cama e acende a luz para achar suas roupas.

– Akene: Perdão irmão, a gente bagunçou um pouco do seu quarto. Irei arrumar, prometo, mas depois... Tenho que me arrumar. - Botou a calcinha.

    .   .   .   .

( Okuma | 02:45 - PM )

( Hospital )

> Akene Pov's <

Vim o mais rápido que pude, na recepção sou informada sobre aonde é a localização do quarto. Quase esqueço de agradecer a moça, ultimamente ando pensativa. Talvez a paranóia do D seja contagiante.

– Akene: Arigato. - Ponho as mãos nos bolsos do shorts.

– Enfermeira: Não há de quê.

– Akene:"É nesse corredor" - Sigo caminhando até achar a sala certa. Essa busca não durou muito. Olho pra dentro do quarto através da janela na porta.

– Any: *sniff* - Lá estava ela, com a cabeça abaixada, sentada num banco, na frente da cama em que Haru dormia.

– Akene:"Está abalada..." - Logo que entrei, Any se levantou e correu até minha direção, sou presa por um abraço desolado, envolvi meus braços nela para acolher suas lágrimas. - Hi... Esperar te deixou ansiosa desse jeito foi?

– Any: H-Hai... Mas agora tudo tá indo embora aos poucos... - A mesma secou os olhos no meu casaco - É como você disse, Akene. As vezes um abraço faz toda diferença em situações ruins...

– Akene: He - Sorri fechado - O quê aconteceu?... - Já faço ideia do quê foi..

– Any: E-Eu vi no noticiário que os bombeiros estavam atrás de possíveis corpos ou feridos no desabamento...

– Akene: E?... Seu irmão está bem aqui, a salvo. - Preciso continuar com o disfarce pra não conturba-la mais ainda.

– Any: Foram poucas mortes, mas entre elas t-tinha... - Esta não conseguia concluir. - tinha...

– Akene: Any, sobre os alunos da sua escola, olha...

– Any: Tinha o meu amigo.. - Virou o rosto - ...Himikaze era o nome dele.

– Akene: Ahn... Sinto muito.. - É verdade... - Vem cá....

– Any: H-Himi... - Ela me abraçou mais firme - ...E-Ele não merecia isso, estava se tornando bom! - retribui para tentar consolar sua dor. - P-Por quê?...

– Akene: Geralmente os bons vão primeiro, Any...

– Any: As vezes parece que Deus gosta de tirar a vida das pessoas que eu amo...

– Akene: Ei...

– Any: Primeiro ele levou os meus pais! Depois foram os meus tios! Se já não bastasse, quase perdi o Haru! Qual a razão disso tudo?! É alguma maldição de nascença?! *sniff* - A mesma rangeu os dentes - Todo mundo q-quer me ferir, até o criador! - tomei distância.

– Akene: Cala boca! - As palavras dela me enfurecem - Quando foi que eu quis te ferir?! Hein?

– Any: N-Nunca...

– Akene: Então não coloca todos juntos no mesmo pacote... - Encaro Any com ar sério.

– Any: Gomen.. - Acho que peguei pesado demais - Eu só... - vou para perto desta e a abraço novamente. - *sniff*

– Akene: Não peça desculpas, eu que exagerei, ok? - Acaricio o seu cabelo suavemente - Detesto ser rude contigo, mas foi necessário...

– Any: Tudo bem, falei besteira mesmo... - Nos acalmamos.

– Akene: Sei como isso dói, perder alguém amado, você fica inconformada, se encara no espelho e pensa;"Aonde foi que eu errei?", "Se eu tivesse feito aquilo ele ainda estaria aqui!", essas coisas...

– Any: Quem você perdeu?

– Akene: O meu irmão. Kizaru.

– Any: Sinto muito... Ele devia ser legal igual você, Akene. - A mesma sorri pra mim de maneira reconfortante.

– Akene: Não.

– Any: Ahn? - Inicialmente ela fica espantada.

– Akene: Ele era muito melhor do que essa simples pecadora... - Sorrio de volta - Durante várias noites refleti sobre o quão inútil fui, então depois transferi a culpa para um inocente, "Foi por causa dele!", repeti essa mentira até passar a acreditar nela. Porém acabei abrindo os olhos, aceitei que era o meu fardo, não foi fácil mas me perdoei, daí após isso pude erguer a cabeça e traçar um novo rumo, determinada a jamais cometer os velhos erros. Mas isso não apaga nada do que eu fiz, tive dê aprender a conviver com as minhas falhas, usando elas para melhorar a cada dia, compreende?

– Any: A-Ah, entendo... - Os olhos dela se voltam pro chão, a mesma ficou em silêncio, deve estar pensativa.

– Akene: Ei, deixar essa frustração te consumir é o caminho errado, ouviu?

– Any: ... - Não deu resposta, está distante.

– Akene: Any?... - Lhe encaro com preocupação.

– Any: G-Gomen, o que você disse me fez lembrar do quê o Himikaze​ tava tentando fazer... - Ponho as mãos nos​ ombros dela - Ahn... - nossos olhares se alinharam.

– Akene: Você não tá sozinha...

– Any: *sniff* - Sua face é tomada por lágrimas de alívio - Sou grata por ter você aqui... A-Arigato! - estas escorrem até caírem do queixo.

– Akene: Já disse, somos amigas​..

– Any: H-Hai! - Ouço outro choro no ambiente, parece que a Any também notou, nos viramos pra direção do som melancólico.

> Akene Off <

– Haru: *sniff* - Este chorava de modo embaraçoso.

– Any: Irmão?...

– Akene: Estava acordado durante todo esse tempo, Haru?

– Haru: H-Hai... - Virou o rosto.

– Any: Eu te disse pra descansar!

– Haru: Eu sei, mas não teve como evitar ouvir o papo de vocês, p-perdão...

– Any: Tá tudo bem, não foi nada grave, ok irmão?... - Botou a mão sobre a dele - Nós duas falamos alto demais as vezes...

– Akene: Devo admitir. - Colaborou na ironia para acalma-lo, mas pareceu não ter dado muito certo.

– Haru: Fiquem quietas! - Ambas ficam perplexas diante dessa exaltação repentina - Nenhuma de vocês entende!

– Akene: Ei, relaxa...

– Any: Por quê está agindo desse jeito?! - O mesmo retirou a mão dela de cima.

– Haru: Porquê o culpado sou eu!

– Any: Ahn? - As palavras deste lhe deixam confusa. - C-Como assim?

– Akene: Culpado? O quê foi que você fez? - Indagou.

– Haru: O amigo da N-Nee estaria vivo se eu não tivesse expulsado ele do quarto naquela hora!

– Any: Chegou a se encontrar com o Himi?...

– Haru: E-ele trouxe um presente, disse que vocês dois haviam comprado pra mim, não acreditei, mas fiquei com o mangá para confirmar contigo depois...

– Any: Continua... - Se percebia raiva na voz da mesma.

– Haru: Depois de xinga-lo, mandei sair da sala, ele obedeceu e foi embora..

– Any: E?... - Fechou o punho.

– Haru: D-Daí começaram a vir uns barulhos do corredor, e-então o hospital desmoronou... e... e... - Seu nervosismo se elevou muito, isto obrigou Akene a interromper.

– Akene: Chega, a culpa não foi do seu irmão, Any.

– Any: Eu sei MUITO bem, não tô brava por causa disso, não tinha como prever que o hospital ia cair.. - A garota persiste em pressiona-lo.

– Haru: S-Sumimasen! Sum-

– Any: Você deve perdão pro Himi, não a mim! Ele ao menos tentou mudar, já você irmão, agiu pior do que aqueles idiotas da escola! - Exclamou furiosa.

– Haru: Por acaso joguei alguém duma ponte?! - Retrucou na altura.

– Any: Não, mas jogou fora toda a educação que recebemos da tia! Assim como ia jogar aquele presente no lixo se soubesse que era do Himi!

– Haru: E-Eu...

– Any: Anos juntos, sei das coisas que faz quando tá irritado!

– Akene: Parem com isso, agora.

– Any: Tu não quis dar nem uma chance pra ele se redimir! - Ignorou a amiga.

– Haru: Ficou com pena dos caras que quase nos mataram e ainda tentou comprar o meu perdão, Nee! - Os irmãos prosseguem discutindo um com o outro, essa situação trás a tona memórias as quais Akene queria apagar, despertando então o seu rancor. - Virou masoquista foi?!

– Any: Nada disso, seu idiota! 

– Akene: Ei, calem as​ bocas...

– Any: Eu apenas tô dando valor a herança da nossa querida tia!

– Haru: Quê foi?! *tosse*

– Any: A gente aprendeu sobre os mandamentos! E caso você não lembre, perdoar os outros faz parte deles!

– Haru: Que inútil, ela seguiu tudo a risca, e no final? Morreu devorada pelo câncer! Refresquei tua memória?!

– Any: G-GRR... Dá pra ver como lições de vida não te importam!

– Akene: CHEGA. - A voz desta ecoa, tomando conta do lugar. Fazendo suas noções retornarem, isto encerrou o bate boca deles. - Parem de brigar.. - Se nota uma sensação ruim emanando da dama, a qual era centrada pela visão do irmãos intimidados. De imediato ambos viraram os rostos para direções opostas e cruzaram os braços ao mesmo tempo.

– Any/Haru: Hmph...

– Akene: Ótimo... - O silêncio se instalou na sala por uns minutos, logo a fúria de todos diminuiu, entretanto Any e Haru ainda evitavam contato visual. Isto mostra que sobrou ressentimento entre os dois jovens. - Vou beber uma água, me deixaram com dor de cabeça...

– Any: O Himi​ ajudou pessoas pelo caminho enquanto procurávamos o seu presente, elas vão lembrar dele. E você também, irmão... - Voltou a tocar no assunto após Akene sair.

– Haru: Hm?..

– Any: Ele te implorou perdão até a morte, mas você recusou..

– Haru: Ainda recuso..

– Any: Tudo bem, um dia você verá a verdade, nem a sua negação vai poder mudar esse fato, terá que suportar.

– Haru: Quê verdade? - Estreitou o olhar. - Quê ele era um merdinha?

– Any: Que o Himi se tornou uma boa pessoa.

– Haru: Tsc..

– Any: Superou a vergonha retida no peito, criou coragem para tentar ser melhor e compensar os maus feitos que cometeu. Mas não conseguiu aquilo que tanto almejava, seu sonho.

– Haru: Nem vai, tá morto... - Este fez cara de nojo.

– Any: Ter o seu perdão, o objetivo era esse, Himi fez a parte dele enquanto tava vivo, porém não dependia apenas do remetente, faltou o destinatário abrir e ler o pedido de desculpas, essa é a tua parte, Haru...

– Haru: Ahn? Só sonha... O quê ele queria era, é, e sempre será, impossível

– Any: Agora que ele se foi, cabe a você decidir se vai realizar o sonho do Himi. Ainda que esteja negando perdão, uma hora vai ler a "carta".

– Haru: Jamais vou ler - Diz frio.

– Any: Eu discordo, aquele mangá representa uma chance de fazerem as pazes, então vou guarda-lo até sua ficha cair, irmão.

– Haru: Pssh - Soa com zombaria.

– Any: Por favor, vai logo e me entrega. - Estendeu a mão pro mesmo.

– Haru: Não tá comigo... - Any lhe encara - Tudo caiu muito rápido, só deu pra me salvar, e também... - Ele cede diante da seriedade dela. - Eu fiquei com medo, nee... *sniff* - No mesmo tempo a porta se abriu, Akene voltou com uma expressão serena, se comparada com a que estava em seu rosto antes.

– Any: A dor de cabeça passou?

– Akene: Eu tô legal. - Não haviam quaisquer sinais de nervosismo nela, ou aparentemente.

– Any: Gomen por te deixar tensa, agi de maneira estúpida...

– Akene: Se desculparam? - Disse pressionando ambos com os olhos, eles ficam sem resposta - Alguma hora vão, só não demorem. Caso contrário obrigo vocês. - sorriu dócil, dando arrepios nos irmãos, pois estavam cientes de que ela falava sério e não queriam pagar pra ver sua fúria.

– Any/Haru: S-SUMIMASEN! - Isto não convenceu a mesma.

– Akene: É melhor demorar do que ser falso, não finjam que foi espontâneo, por favor. - Os dois baixam as cabeças com remorso por tentar engana-la. - Tá tudo bem, não vou obrigar ninguém, era brincadeira.

– Haru: E-Era?

– Akene: Hai.

– Haru: Ufa...  - Aliviado.

– Any: Akene, onde tá o D?

– Haru: D? Até onde eu sei está no alfabeto, Nee. *tosse*

– Akene: Ele foi embora já a algum tempo.

– Haru: Quem é esse cara?

– Akene: O que te tirou da água.

– Haru: A-Ahn... - Este se calou.

– Akene: Por quê, Any? - Indagou.

– Any: Preciso voltar pro hospital em Minamisoma ainda nessa noite e de qualquer jeito. Haru deixou algo lá, uma coisa importante. - Disse séria.

– Akene: O quê?

– Any: Um dos bons atos do Himi.

    .   .   .   .

( New York | Tribeca )

( 13:03 - PM | St. Paul's Capel )

> Yora Pov's <

Sinto a chuva abraçar o meu corpo inteiro durante o pulo de um terraço pro outro, venço o embate contra a ventania congelante, quase​ resbalei ao pousar, o chão estava úmido e escorregadio.

– Yora:"Merda..." - Recupero minha postura - "Falta pouco.." - tô ensopado, as roupas grudam na pele conforme me movimento, mas mantenho o ritmo, sigo trajeto pelos prédios até chegar no 1° lugar de risco. - "Capela de São Paulo.."

Desço discretamente, ninguém na rua, mexo a cabeça pra tirar o excesso de água do cabelo. – Uma cena que as mulheres adorariam ver, ainda mais se envolvesse nudez. Não quero bancar o meteorologista, porém vou dizer o meu palpite, com toda essa chuva daria pra poupar uns 6 banhos, ou seja, depois vai abrir sol, clima bipolar é muito comum aqui. – De volta a nossa programação normal, crianças.

– Yora:"Têm gente.." - Improvável de ser ali, ambiente sereno demais, olhei no Limbo também, nenhuma anomalia, ao que tudo indica a área tá limpa, nada aqui. - "Falta mais uma..." - Rebellion se prende no topo do prédio feito gancho e me lança pro céu, atravesso as nuvens sem preocupação, sei onde irei cair. O imenso tapete de algodão sobre NY é lindo de contemplar - Achei que não ia ver sua arte hoje, natureza... - ao menos enquanto caio.

O "enigma" claramente se referia a uma igreja, separei as mais próximas do incidente com Eliot. De inicial eram só 3, entretanto ouvi a conversa dos policiais, ocorreu um suicídio na São Patrício, não entregariam fácil assim, São Paulo está normal, sobrou só a Trindade.. Mergulho de ponta cabeça dentro do mar, o fundo é tingido por cinza lastimável, despenco junto das gotas, compartilhamos a dor de ficar abaixo da superfície, nós somos forçados a viver nesse submundo, nos colocamos de pé apenas para cair na lama outra vez....

Agora sei qual era o objetivo, Eliot foi só um hospedeiro inicial pro vírus se reproduzir e espalhar a praga da gula na cidade. Fiz a minha conclusão lógica de como funciona, em tese ela age dessa forma; Se inicia com a invasão – muitas vezes sem a vítima perceber – de uma mosca mãe que começa a consumir os recursos do organismo, obrigando o coitado a se alimentar. Conforme mais comida entra, mais filhotes nascem e cada um deles quer sua fatia de bolo nessa linda janta em família. Só que o humano – o tal do bolo – que será repartido não vai dar conta de tantas boquinhas famintas, as crianças se irritam com isso e atacam os órgãos, causando uma dor fudida pro sujeito, comer – ou achar que tá – vira o único alívio dele. Efeito parasita, vou chamar as moscas de putinhas gulosas. Bom apelido. Foda se o adequado.

– Yora:"Wasszebud, o pecado da gula. Já sabia que era ele quando vi os símbolos tribais, usados no Sudão para sacrifícios de jovens. Envolve tatuagens e escarificação, os bruxos de lá acham que oferendas ao ser vai encerrar a crise de fome, idiotas, só pioram tudo, além de matarem as crianças..." - Chego cada vez mais perto do solo, avisto a catedral, bonita - "Podia ter deduzido que era o Wass só pela atitude do Eliot comer a roupa da mulher, a maldição da gula é essa, literalmente querer engolir aquilo que você almeja, mas não tinha como saber, num instante de loucura tudo é possível." - Tô na altitude ideal, reduzo meu peso ativando um feitiço, durante 3 segundos faço cosplay de pena, bastou para chegar ileso. Mal botei os pés no chão e já senti o peso espiritual sobre a igreja. Não devem ser cupidos chorando por shipps mal sucecidos. Dou de cara com as portas fechadas - O altíssimo só atende com hora marcada é?.. - Alguém retrucou meu sarcasmo.

– ???: Deus sabe qual o tempo das coisas, rapaz. - Encarei ele, este sorri de jeito irônico - Veio pra ver o padre? Ele não tem aberto desde anteontem. - Era um mendigo, tava sentado na calçada.

– Yora: Por acaso ce é a secretária dele? - Não, claro que não é, porquê os dois devem ter ido tirar férias no Caribe ou Vegas usando a grana dos idiotas os quais chamam de fiéis.

– ???: Sou só um cara informado.

– Yora: Não parece ser. 

– ???: Por causa das roupas?

– Yora: Não, por causa que ficar aí sem proteção contra chuva é burrice do caralho. - Ajeito minhas luvas - A não ser que ce queira ficar encharcado. - O quê não parecia ser intenção do mesmo.

– ???: Infelizmente usei meu único guarda chuvas só pra chegar aqui. - Este aponta para baixo, olhei na direção, vejo um pedaço de papelão dobrado.

– Yora: Sei, guarda chuva. - Notei que ele tremia de frio.

– ???: Pois é, agora que afundou já não tem utilidade. - Vou até as poças d'água. - Ahn.. - Retiro a tampa de pizza submersa, volto e entrego pro sujeito.

– Yora: Comprar um guarda chuva de verdade deve ser foda pra alguém na tua situação. - Botei a mão no peito dele, emanei calor o suficiente para aquecer todas as roupas. - Isso deve bastar até ce pegar um táxi ali na avenida. - dou 300$ pro sujeito, que me fitou surpreso.

– ???: M-Muito obrigado.. mas-

– Yora: Metade da grana é pelo teu guarda chuva antigo, gostei do que está escrito, passa pra cá.

– ???: A propósito, o meu nome é Simon. - Bom nome, me lembra esquilos por algum motivo desconhecido. - Ouvi falar de você, é um vigilante.

– Yora: Quem diria, ce é informado mesmo, Simon. - Reviso o equipamento, tudo certo. - Mas ainda assim veio em uma igreja sem saber se tava aberta...

– Simon: Era o abrigo mais perto, tive dê arriscar, e olha... Valeu a pena.

– Yora: Eu não sou fã de apostas..

– Simon: Fé é uma virtude melhor do que a lógica, garoto.

– Yora: Discordo.

– Simon: Essas armas todas, são para matar alguém?... - Não tive como responde-lo de início.

– Yora: Saía daqui, a coisa vai ficar feia... - Falei sério - Não quero civis na zona do conflito.

– Simon: E quanto você? - Indagou

– Yora: Estou apenas fazendo uma aposta... Relaxa, não vou matar nenhum padre! - Simon fez um joinha enquanto corria - Mas se eu souber que tu​ deu essa grana como dízimo, cê tá fudido ouviu?! - Logo ele saiu de vista, espero que tenha entendido​ a brincadeira. - Ok..

Ótimo, assim posso ficar tranquilo pra lutar. Meto o pé na porta e entro, já dava para sentir a malevolência no ar.

– Yora: Esqueceram de ressuscitar Lázaro é? "Fedor da porra..." - Prossigo procurando pistas, observo o recanto da igreja, havia um mural, as placas diziam "God is here!", besteiras. Um papelão foi mais honesto que isso, nele tava escrito "The end is near". - "O sistema religioso se sustenta criando novos deuses para adorar e novos demônios para temer, só que no fim irão naufragar, sua hipocrisia é maior do que o barco." - Devo lembrar de acrescentar isto no relatório. - Hm?..

Escutei voz vindo do salão, fui até lá, clima tenebroso, faltava só começar a tocar o piano do Drácula. As lamúrias ficam mais altas, empunho Ivory. 

Me deparo com o padre atirado no chão, quase se mijando em baixo de um banco. Não parava de se lamentar, e eu não consegui segurar essa...

– Yora: É uma gincana cristã onde se conta orações ao invés de números antes de começar a procurar? Cês falam "amém" quando encontram alguém é?

– Padre: A-AHH! - O coroa quase infartou de susto - SAÍA SATANÁS! O CELESTIAL ESTÁ COMIGO! PIEDADE DE MIM PAI! PIEDADE! - Satanás? Já viu ele por acaso? Eu sou muito mais bonito.

– Yora: Quanto drama... - Arranco o medroso do buraco e o jogo sentado num banco da fileira atrás. - Para de se debater, escuta só, teus trouxas querem saber por quê a catedral não tá abrindo, tomou overdose de LSD? Tá me ouvindo caralho? - Sem respostas, o sujeito está em estado de choque, melhor deixa-lo de lado. - Ok, primeiro vamos ver qual o banheiro a freira não limpou.. - Sigo o cheiro ruim, sou levado até a torre do sino, abro a porta, e pra minha surpresa encontrei o quê sobrou da freira, metade de um braço, olhei para cima. - Bingo...

Agora nós estamos cara a cara...

> Yora Off <

No interior do sino se destacavam os olhos laranjas da criatura horrenda.

Este qual possuía um largo sorriso cheio de presas afiadas. Abriu sua boca num ângulo de 0 grau, em seguinte vomitou todos os restos da mulher que havia devorado, fazendo chover carne, ossos e sangue. Uma cena grotesca pra qualquer pessoa.

– Yora: Grr.. - Desviou do vômito, tornou a pôr os olhos no pecado - Hora do show, cuzões... - rangeu os dentes, seu ódio era explícito.


( Fim do capítulo )









 






Notas Finais


TENHO NOTAS LONGAS DESSA VEZ.

- Bem, é isso, espero que tenham gostado ( pra não perder o costume ), eu estou de volta!
- Sinto muito pela demora ( DxD Hero até ja acabou, aliás se quiserem minha crítica peçam aí ) mas creio que meus esforços compensaram, fiz um capítulo gigantesco, e calma lá que já vêm alguns spoilerszinhos do próximo e alguns detalhes extras, pois vocês merecem.
- Se não ficou claro, Akene e os Gremory irão se encontrar, cortei essa parte pro próximo pois vai ficar melhor lá.
- As coisas vão esquentar e muito, 78% dos próximos capítulos será luta.
- Sim, Hikari é Lobisomem.
- Haru, Any e Yora são personagens que ganharam muito destaque na próxima saga.
- Yora têm um senso de humor próprio então não levem a sério algumas piadas.
- CALMA LÁ RISSEIS, seu casal também terá seu foco e lado mostrado, ainda durante essa segunda parte da saga.
- Galera DanRias, logo vocês verão a dupla junta novamente, e vai ser demais.
- A maioria dos casais já estão definidos, um é Rosszari. Quem não gostou pode chorar a vontade, também irão ter seu destaque nessa saga.
- Tinha mais coisa pra dizer mas tô cansado, é isso, valeu por lerem.


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