História High School Power - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Colegial, Comedia, Drama, Drogas, Festa, Heterossexualidade, Luta, Magia, Mistério, Nudez, Poder, Romance, Sexo, Traição
Visualizações 49
Palavras 6.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Peço para todos que gostar da fic comentar com amigos que também possam se interessar! ♥

Dias de postagem: Uma e/ou duas vezes por semana.

Obs: Muito obrigado pelos comentários. É sempre importante saber o que estão achando sobre a fic! ♥_♥

Boa Leitura. ♥

Capítulo 13 - Quinta Prova - Luta


Fanfic / Fanfiction High School Power - Capítulo 13 - Quinta Prova - Luta

A prova ia começar às dezoito horas. Às quinze horas da tarde começou a arrumação no auditório. A prova iria ter apenas dois octógonos de grande porte. Eles ainda estavam os montando, e o processo é demorado. Enquanto isso, os alunos que estavam mais a frente de Leon e Emerson já tinham chegado à piscina. Juliana e suas amigas que comiam pouco com medo de perder a ‘boa’ forma foram as primeiras a sair do refeitório, por esse motivo elas não tinham visto a cena que deixou todos por perto boquiabertos.

    - Eles estão demorando... Cadê os garotos? – perguntou Juliana impaciente com a mão na cintura e batendo os pés demonstrando estar levemente irritada.

    - Eles estavam logo atrás de nós... – falou Yane com a mão no queixo pensando no que poderia ter acontecido.

    - Conrado está aqui... Pra mim está tudo ótimo. – disse Carla sorrindo o olhando de longe com os olhos brilhando.

Leon depois de notar o que tinha feito por impulso deu dois passos para trás continuou a olhando fixo.

    - Por que meu coração está acelerado?? – Leon se perguntou em pensamento que naquele momento estavam muito confusos. – Não é a primeira vez que faço algo do tipo... Por que estou me sentindo assim?? – ainda se perguntando mentalmente com os olhos levemente arregalados.

Izabella estava sem reação. Desde o beijo, já tinha se passado aproximadamente um a dois minutos. Suas amigas ficaram tão surpresas quanto ela, pois ainda estavam ali perto paradas olhando para os dois fixamente.

O tempo parecia não passar. Depois daquele ato, nenhum dos dois sabia o que estavam sentindo.

    - Por que não consigo me mover? O que tem de errado com meus pensamentos? Por que o tempo parece estar congelado? – pensou Izabella vendo tudo se movendo lentamente ao seu redor.

    - Galera... Por que estão aqui parados? Nós só estamos esperando vocês pra continuar... Andem logo! – falou Conrado se aproximando deles.

Os dois trocaram olhares, mas logo o desviou juntos.

Izabella abriu a boca para dizer algo quando ouviu.

    - Acho que já deu pra mim. Vou pro meu quarto. – disse Leon virando a costas pra todos com a mão no bolso indo em direção a escada que levava aos quartos.

Izabella que estava prestes a falar algo fechou a boca e o olhou sair, como todos ali também fizeram.

    - Que estranho... Aconteceu alguma coisa aqui? – perguntou Conrado a qualquer um que se dispusera a responder.

Mais uma vez, após pensar no que dizer, quando abriu a boca, Emerson chegou colocando a mão no ombro de Conrado o acompanhando até a área da piscina novamente. Conrado sem entender nada, se deixou levar e ouviu as mentiras que Emerson inventou no calor do momento.

Vendo eles se afastar, Izabella olhou para suas amigas que estavam a olhando fixamente e andou até elas. Sentou-se em um pequeno muro que dividia a grama e flores do caminho aonde os alunos usavam para transitar, apoiou a perna direita em cima do pequeno muro e debruçou sobre ela fazendo com que suas bochechas ficassem levemente amassadas.

Talita sentou ao seu lado e a olhou com ternura.

    - Quer conversar sobre isso? – perguntou Talita docemente.

    - Não, estou bem. Eu queria ficar sozinha pra pensar... – a olhou de volta dando um leve sorriso.

Rafaela e Helen olharam pra Talita que também as olhou e foram até a área da piscina juntas deixando-a sozinha com seus pensamentos.

    - É impressão minha ou esse beijo mexeu com ela?? – perguntou Helen apertando os olhos fazendo com que sua testa franzisse.

    - Verdade... – respondeu Rafaela – Ela costuma ser durona, mas... Parece tão frágil agora... – acrescentou ela se virando vendo-a ainda debruçada em cima do joelho parecendo estar com os pensamentos distantes dali.

    - Talvez ela só esteja começando a sentir algo por ele... Acontece. – falou Talita racionalmente achando aquilo tudo muito normal.

    - Depois de tudo que o Leon fez? Ela teria coragem?? – perguntou Helen com expressão de nojo.

    - Ele realmente fez muitas coisas ruins... – concordou Rafaela.

    - Ninguém escolhe por quem se apaixonar, apenas... Acontece. – disse Talita sorrindo enquanto olhava para Emerson que estava sentado na beirada da piscina balançando as pernas.

Naquele momento, Leon abriu entrou e fechou a porta do quarto devagar e por um instante parou. De repente aquela cena veio à tona em sua mente. Sacudiu a cabeça fechou os olhos passando a mão no cabelo e caiu na cama. Ali deitado, ficou olhando para o teto pensativo, mas tudo que conseguia pensar era nela.

    - Foi apenas um beijo sem significado... Como não consigo parar de pensar nisso?? – inconformado e confuso se perguntou novamente.

Enquanto isso na piscina Juliana passou os olhos e notou que Leon não estava ali.

    - Emerson... Você viu o Leon? – perguntou ela.

    -... Ele disse que cansou de brincar e foi para o quarto descansar antes da prova. –Emerson repetiu a mesma coisa que tinha dito para Conrado mais cedo.

Emerson após a resposta parou e pensou que mesmo que seja mentira, nadar antes de uma prova de luta poderia realmente ser um gasto de energia desnecessário.

    - Acho que também vou nessa. Descansar um pouco antes da prova. – falou Emerson alto o suficiente para que todos pudessem ouvir enquanto se levantava da piscina.

    - É verdade... Estamos nos cansando antes de uma prova de luta! Por que não pensei nisso antes?? – pensou Talita se sentindo estúpida. – É melhor nós irmos descansar também! – falou Talita para suas amigas.

    - To precisando mesmo... – disse Helen.

    - Você nem brincou garota! – falou Rafaela rindo da sua enorme preguiça.

Enquanto todos estavam saindo da área piscina, Izabella ouviu alguns pensamentos vindo à direção dela e preferiu não ser vista por ninguém naquele momento. Suas amigas passaram no lugar em que estava sentada e como não a viu presumiram que tinha ido para seu quarto ou algo do gênero. Enquanto todos passavam por ali, Izabella estava abaixada em um dos arbustos que ali perto se encontrava em grande quantidade.

    - Nunca me senti tão idiota... – pensou Izabella com cara de paisagem.

Após seus amigos e colegas passar, ela aparece e sente uma enorme necessidade de andar para espairecer. A escola era enorme, com certeza tinha lugares ali que nem a diretora conhecia. O jardim que tinha tantos arbustos e árvores podia formar um labirinto se visto de cima. Izabella caminhando com seus pensamentos distantes se viu num lugar que nunca tinha ido antes, o que até era natural tendo em vista de que estava ali apenas uma semana. Aquele lugar era o pedaço mais próximo da parte externa da escola. Era uma escola imensa, portanto, pra estar em um dos quatro muros que separava a escola da rua, tinha que andar alguns metros consideráveis. Por um momento, o beijo não passava mais na sua cabeça. Aquele lugar era isolado de tudo, silencioso e deslumbrante. Tinha um muro de mármore cor espuma com leves detalhes dentre ele de um lado e do outro um arbusto grosso e bem aparado coberto por uma fina camada da planta trepadeira que a envolvia por completo.

    - INCRÍVEL! – pensou Izabella andando e pisando cautelosamente enquanto olhava para todos os detalhes se sentindo como um ET visitando o planeta pela primeira vez.

Enquanto isso todos que estavam brincando mais cedo na piscina estavam em seus respectivos quartos descansando, exceto Juliana.

    - Toc Toc – Juliana bate na porta do quarto de alguém.

Juliana juntou as mãos e ficou ansiosamente esperando-o abrir.

Leon escuta o bater da porta e a primeira pessoa que vem em sua mente o deixa excitado em abrir-la. Com três passos largos e rápidos chegou até a porta e girou a maçaneta com os olhos esperançosos. Seus olhos murcharam devagar ao ver quem era.

Leon gostava de Juliana como amiga e eles se conheciam a muito tempo. Porém ele sabia que o modo que ela o via era diferente, mesmo não se importando de receber atenção de admiradoras, por sentir gostar dela ele não dava esperança de nada, afinal ela infelizmente não fazia o seu tipo.

    - O que veio fazer aqui? – perguntou olhando-a com certo desinteresse.

    - Fiquei sabendo que você queria descansar, mas... Não sabia se era realmente isso então vim ver com meus próprios olhos se estava bem. – disse sorrindo enquanto o olhava.

    - Estou bem. Obrigada pela preocupação. – falou com a voz levemente séria.

    - Eu sei que não é permitido, mas se você quiser companhia... – disse ela lançando um olhar doce e malicioso ao mesmo tempo.

    - Como você disse... Não é permitido. Não estou afim de problemas.

    - E-entendo. Bom, até logo então... – deu um sorriso levemente envergonhado antes de se virar.

Enquanto ela ia embora, ele olhando fixo para o chão pensativo disse.

    - Mas...

Ela se virou rapidamente e o olhou.

    - Acho que podemos quebrar algumas regras. – disse a olhando enquanto andava depressa na direção dela.

Ele a agarrou e a envolveu em seus braços beijando-a ardentemente, mas logo algo os surpreendeu.

Izabella resolveu deixar o lugar que descobriu e pensou que o melhor a fazer seria tentar entender seus sentimentos conversando com Leon.

Juliana e Leon já estavam dentro do quarto quando ouviram.

    - Toc Toc – Izabella bateu pensando que talvez tivesse cometendo um erro enorme estando ali.

Os dois quase perdem os olhos de tão arregalados que ficaram após escutar a batida que veio de trás da porta.

    - O QUE VAMOS FAZER? E se for à diretora... E se ela tiver nos visto? Ou pior... NOS VENDO AGORA!!! – cochichou Juliana surtando enquanto sua  blusa estava levantada até o meio da barriga .

Leon não conseguiu pensar em nada naquele momento, pediu apenas para que Juliana ficasse quieta, tentando dar a entender que não tinha ninguém no quarto.

Os dois ficaram imóveis e suando frio tentando respirar baixo de devagar olhando fixamente para a porta.

Izabella olhou para o chão e abraçou a barriga de nervoso, pensando em correr dali enquanto ele abria a porta.

    - Eu o chamo... Ou ele deve estar me evitando por saber que sou eu? – pensou Izabella inquietamente.

Começou a sacudir o pé, levantando o calcanhar de nervosismo, indecisa do próximo pequeno passo.

Ela após esperar aproximadamente quarenta minutos levantou o pulso e com a mão fechada posicionou na frente da porta pensando se batia mais uma vez ou não. Ela fechou os olhos e pensativa decidiu não bater novamente. Achando que estava tomando a melhor decisão, sentou no lado esquerdo da porta e resolveu esperá-lo. Ali sentada podia pensar em como começar a conversa quando ele aparecesse.

    - Isso pode demorar... Melhor ir embora... – pensou Izabella apertando os lábios inferiores indecisa. – Mas daria no mesmo esperar aqui e ficar sem tomar nenhuma atitude no meu quarto. E tem a prova... Terei que encará-lo. Fora que se eu continuar pensativa dessa forma durante a prova, não vou conseguir dar o meu melhor nela. Não sei o que faz...

    - Acho que quem tiver batido já se foi... Melhor eu ir antes que ela volte!!! – disse Juliana com muito medo de alguma punição.

A orelha de Izabella deu um pequeno espasmo.

    - Achei ter ouvido a voz da... – seus olhos arregalaram imediatamente.

A porta se abriu.

Leon colocou o rosto pra fora e olhou para o lado direito, vendo se a barra estava realmente limpa. Fazendo com a cabeça um sinal positivo, Juliana passa pela porta e rapidamente anda em direção a escada antes que alguém a visse.

Sentada Izabella permaneceu sem se mover nenhum centímetro desde o espasmo em sua orelha.

Leon a viu virando a esquerda no final do corredor, que era a direção para os aposentos das garotas. Ao virar o rosto arregalou os olhos e sua cabeça desceu em câmera lenta.

    - Surpreso? – o som saiu da coisa que ali estava sentada com uma aura preta que podia aterrorizar qualquer serial killer.

Leon em câmera lenta a assistiu se levantava e quando se deu conta ela estava parada na sua frente.

Leon estremeceu os olhos enquanto a olhava de frente e parecia estar com pregos na garganta, pois não conseguia falar nada.

Ela levantou o rosto e o olhou com os olhos marejados, cujas gotas não queriam descer pelo orgulho que estava ferindo-a. Sua boca comprimia enquanto segurava o choro.

Leon que já estava com os olhos arregalados, conseguiu alargar mais quando a viu com aquela expressão. Não suportando a ver daquele modo, para tentar amenizar a situação abriu a boca para falar algo, porém foi interrompido.

    - Por um momento eu... – a lágrima do olho direito escoou.

Izabella estremecia enquanto se esforçava para não ser injusta naquele momento delicado.

    - Izabel... – foi interrompido novamente.

    - POR UM MOMENTO EU PENSEI QUE... – a lágrima do olho esquerdo escorreu. – Estávamos sentindo a mesma coisa...

    - Mas estamos! – disse a segurando pelos braços. - Acredita em mim! Eu apenas fiz o que fiz para tentar te esquecer... Achando que talvez não fosse recíproco. – demonstrou se triste com a situação.

    - Então agradeça. Você não vai precisar mais tentar! – disse Izabella dando as costas.

Leon segurou-a pelo braço.

    - Não vou cometer o mesmo erro duas vezes. – falou com determinação.

Ela se surpreendeu e ficou imóvel, sem forças para continuar tal coisa que seu coração não queria que acontecesse.

    - Por favor... Acredita em mim dessa vez. Eu... Eu realmente estou... P-precisando de você perto de mim. – disse Leon soltando-a e se virando após seus olhos encherem d’água.

Pensativa e ainda imóvel, Izabella decidiu enfim o que fazer torcendo para não se arrepender futuramente.

Ela virou e ao olhar para ele seus olhos marejados voltaram a ficar, correu e o abraçou por trás apoiando sua cabeça em suas costas.

Ele arregalou os olhos de imediato, mas logo uma felicidade inexplicável tomou conta da sua alma que não estava acostumado com aquele sentimento tão bom e único que somente a pessoa amada pode proporcionar.

Ele se virou para ficar de frente com ela, afastou-a delicadamente para trás e com ternura a olhou com seus olhos azuis claro. Izabella podia sentir o brilho e a ternura que emanava do seu olhar a invadir completamente dando um prazer indecifrável.

Ele a beijou com tanta paixão que provocou arrepio em todo o seu corpo.

O único sentimento que os dois estavam sentindo era o desejo de que aquele momento nunca acabasse.

Dezesseis horas e quarenta minutos.

Os dois estavam deitados na cama, ainda no quarto de Leon apenas trocando olhares silenciosos, pensando em como um improvável beijo resultaria em tanta paixão que parecia já estar ali a muito mais tempo do que realmente estava.

    - Sou só eu ou parece que já nos conhecemos há anos? - Izabella perguntou.

Com um sorriso encantador e um olhar penetrante ele respondeu.

    - Como se fossemos destinados um para o outro desde que nascemos.

Leon e Izabella eram leoninos. Ambos nasceram no mesmo ano de agosto e por coincidência ou não eram muito parecidos. Eles notaram isso após uma longa conversa sobre variados assuntos que durou aproximadamente uma hora.

Helen e Rafaela estavam cochilando desde que foram para seus quartos após a brincadeira aquática. Talita que ficou em seu quarto desenhando, resolveu descer e esperar o horário de prova fora de seu quarto, pois se cansava com facilidade de fazer sempre as mesmas coisas.

Talita era uma pessoa que gostava de mudanças. Ter uma rotina com os mesmos afazeres todos os dias era como torturá-la. Seu sonho sempre foi viajar bastante pra conhecer lugares e culturas novas. Coisa que pareciam distantes por conta de seus poderes. Ela se sentia excluída da maioria da população, pois mesmo que ter poder não seja tão incomum assim, querendo ou não, Nobiles e Mestiços não eram a maioria no mundo, portanto, acabava sempre deixando de fazer algo por conta disso o que explica parte do seu descaso com seus ascendentes.

Talita sentiu uma vontade grande de se arrumar. Pegou uma roupa bonita, porém prática que desse para fazer a prova mais tarde. Saiu do quarto e foi à direção das escadas que levavam para o primeiro andar.

    - Nossa... V-você está linda!!! – Anna elogiou quando a viu no fim da escada.

    - É muito gentil da sua parte! Você também é muito linda. – disse Talita educadamente com um sorriso doce.

Anna balançou a cabeça demonstrando discordar.

As duas conversavam sobre tudo enquanto caminhavam sem um rumo específico.

    - Você tem uma irmã gêmea?? – Talita parou de andar por ter se surpreendido.

    - S-sim... – após responder seu rosto logo ficou com expressão de descontentamento.

    - Algum problema? – perguntou Talita estranhando a mudança de expressão repentina.

    - Não quero falar sobre isso... – respondeu Anna em um tom choroso.

    - Bom, seja o que for... Não é como se ela fosse sua gêmea do mal. – Talita zombou carinhosamente apenas pensando nos filmes em que isto é clichê.

Anna a olha com uma expressão pasma.

    - Como você adivinhou?? – perguntou seriamente com os olhos levemente arregalados.

O sorriso de Talita saiu de seu rosto rapidamente.

    - A-ah... – Talita gaguejou enquanto a olhava sem palavras pela brincadeira que tinha feito. – Me desculpa Anna. – pediu Talita carinhosamente.

    - Ah... Não tem problema, já estou acostumada. Na ultima vez que me perguntaram isso, nós duas estávamos na escola fundamental dos humanos. Desde sempre ela emana uma aura preta e vermelha permanente que mesmo sendo idênticas qualquer conseguiria nos diferenciar mesmo estando lado a lado. – explicou Anna.

Talita sem reação apenas concordou e logo após com cara de paisagem ficou imaginando aquele pequeno ser humano fofo que estava ao seu lado em uma versão maligna.

    - Difícil de acreditar que uma pessoa do seu tamanho e com a sua aparecia seria capaz de... Maldades. – falou Talita.

    - Ela é persuasiva e manipuladora, fria e calculista. Ela é do tipo tortura alguém sorrindo. – explicou Anna sentindo alguns calafrios enquanto falava, pois se lembrava sempre de alguns acontecimentos.

Talita a olhou pôs delicadamente a mão em seu braço com intenção de acalmá-la. Assim que os calafrios pararam Anna ouviu.

    - Não precisa se preocupar, nós somos todos uma família. Sempre protegeremos aqueles que precisarem.

Anna sorriu. Sentiu-se segura de uma forma como nunca sentiu antes.

Anna perdeu os pais muito cedo. Os bombeiros e policiais divergiram entre si quando disseram o motivo do pelo qual os pais dela tinham morrido. Daquele dia, Anna se lembra apenas de sua irmã ter chamado-a para fora de casa, após isso a casa começou a pegar fogo em tudo coincidentemente após Anne ter colocado os pés para a fora de casa. Todos os dias antes de dormir, quando Anna pensava no ocorrido, ela se recusava a acreditar que fora sua irmã que os matou não vendo motivo para tal ato. Desde então, elas nunca tiveram contato com amor paterno nem materno o que justifica Anna ser tão carente.

Um belo dia, Mirian viu Anna na rua sozinha, com roupas e comidas roubadas e as ofereceu ajuda, mal sabendo que naquele mesmo dia, um homem de aparência velha tinha oferecido moradia para Anna e sua irmã. Anna se recusou a ir com ele, pois ele emanava a mesma energia de sua irmã, porém ele sabia disfarçar muito bem, pois Anna quase não percebeu. (Anna que sempre conviveu com a pessoa mais manipuladora do mundo, aprendeu ler expressões faciais e gestos para sua própria sobrevivência). Sua irmã sem pestanejar o seguiu.

Dezessete horas.

Os gêmeos Annaliz e Victor Hugo estavam no corredor mais próximo ao auditório conversando sobre a vida dos dois lá fora esperando o tempo passar. Julie passou por eles indo à direção do auditório e quando os viu reparou que nunca tinha parado para conversar com eles o que era estranho sendo que Victor Hugo era sua dupla nas aulas.

Julie quando percebeu este fato estava três a quatro passos de distância deles. Ela deu meia volta se aproximando.

    - Olá! Sou sua dupla e nunca conversamos... Estranho né? – falou Julie sem se importar se estava atrapalhando ou interrompendo a conversa entre eles.

Sendo segura de si esse tipo de coisa não a incomodava.

Os dois ficaram olhando para ela achando-a um levemente sem noção, mas sem querer ser mal educado Victor respondeu com educação.

    - Haha... Você tem razão. Prazer Victor Hugo e essa é minha irmã Anna...

    - Annaliz na verdade... – ela o olhou torto.

    - É o costume... – sorriu enquanto passava a mão atrás da cabeça.

    - Nunca reparei que você era bonitinho... – disse Julie mudando sua expressão para confusa por nunca ter reparado tal coisa.

Victor corou levemente.

    - A-ah... – deu um sorriso sem graça enquanto desviava o olhar. – Obrigado. – agradeceu ficando um pouco mais corado.

    - Ela é direta... Isso é perigoso! Pessoas assim não tem limites. – pensou Annaliz observando-a enquanto a ouvia falando.

    - Outra observação é que nunca te vi sem seus fones de ouvido. – falou com expressão curiosa.

    - Isso é por que... Eu ensaio mentalmente com ajuda da melodia. Eu aprendo como toca determinada música se eu me concentrar em algum instrumento em específico.

    - Uau! Que incrível. Já eu... Sou uma negação com qualquer coisa relacionada música. – com uma expressão levemente decepcionada terminou a frase.

    - Que vadia! Se fazendo de coitada... Se ela acha que vai ganhar neste jogo de quem é mais amigável está muito enganada. - Você tem cara de que sabe dançar... E dança tem tudo haver com música. – sorriu Annaliz cinicamente.

    - Nossa... Eu real...

Continuaram conversando até que o assunto música se encerrou.

    - Estou tão ansiosa para a próxima prova que minha barriga está quase explodindo. – falou Julie com a ansiedade a flor da pele.

    - Fiquei sabendo que a professora é muito boa. – disse Victor repassando a informação que ouviu de seus colegas de classe.

    - Boa de luta ou boa de gostosa? – perguntou Julie sendo direta tentando entender se tinha malícia ou não na observação feita por Victor.

    - De luta! – gargalhou após responder. – Mas ela não deixa de ser bonita... – ele acrescentou.

As duas riram.

    - O papo foi ótimo, mas nós vamos esperar a prova dentro do auditório agora. Até logo flor. – Seus olhos se fecharam enquanto exibia um sorriso agradável.

 - Essa otária acha que eu estou acreditando nesse sorriso falso. – pensou Julie com expressão séria enquanto assistia Annaliz tentando levar seu irmão com ela.

    - Por que não nos acompanha Julie? – perguntou Victor educadamente.

Julie olhou para Annaliz e com um sorriso de canto de boca respondeu.

    - Vou ADORAR! – olhou dentro dos olhos de Annaliz enfrentando-a.

    - Que ótimo! Vamos todos então... – sorrindo disse Annaliz enquanto caminhava segurando no bíceps de seu irmão delicadamente.

Naquele momento no segundo andar, Rafaela bateu na porta do quarto de Helen, com intenção de esperar no auditório.

    - Helen!!! – falou um pouco mais alto.

Helen que estava dormindo como um bebê acordou possuída por estar sendo acordada antes da hora que tinha planejado.

   - O que é que você quer? – perguntou Helen após abrir a porta.

Rafaela assustou vendo que Helen parecia um demônio querendo levar a alma de alguém.

    - É... A-acho melhor a gente... Já i-ir para o auditório. – disse Rafaela levemente tremula com certo medo de ser esquartejada.

Após ouvir Helen sem esboçar nenhuma reação empurrou a porta e devagar ela foi se estreitando cada vez mais, naquele momento Helen apenas virou as costas, deitou em sua cama voltando a dormir.

Rafaela vendo a porta fechar lentamente não teve reação alguma.

    - Então ta né... – com cara de paisagem Rafaela foi à direção da escada. – Te vejo lá então... – falou Rafaela sem graça enquanto caminhava devagar aproveitando o sol que estava prestes a ir embora.

Enquanto caminhava, achou uma boa idéia praticar o uso do sol (coisa que não fazia muito por estar muito acima do seu nível).

Ela ergueu a mão direita e com ela aberta tentou sentir o sol. Sentiu algo dentro de si fluindo como uma energia boa que brotou assim que se concentrou enquanto o sol batia na palma de sua mão... Porém, foi o máximo que conseguiu.

Tentando ter paciência apenas desceu a escada sem se importar muito com o pequeno fracasso.

    - O auditório é... – olhou para os dois lados enquanto tentava se lembrar. – A sim... Direita!! – com leve sorriso começou a andar.

Logo, ela ouviu.

    - Você não pode fazer isso!!

    - Essa voz me é familiar... – arregalou os olhos quando se lembrou. – Lucca!! – pensou rapidamente.

Enquanto tentava seguir o som de onde achou ter ouvido a voz de seu amigo de infância ela ouviu novamente.

    - Isso é c-contra as regras! – falou Lucca tentando firme.

Rafaela andando tentando saber de onde vinha a voz... ouviu novamente.

    - Não se mete fedelho. Você não sabe de nada! – Peter falou num tom sério e intenso.

    - O que está havendo?? – perguntou Rafaela após entrar com certa pressa no banheiro masculino.

Ela ficou assustada com o que estava presenciando.

Peter estava erguendo um garoto que não era aluno pelo pescoço dentro de um dos compartimentos do banheiro masculino.

    - Virou festa agora... Não quer chamar mais gente pra cá não? – disse Peter levemente alterado enquanto olhava para os dois.

O garoto preso na parede aproveitou que Peter estava distraído e o empurrou tentando correr.

Os olhos de Peter se fecharam e em seguida bufou espirando o vento achando aquilo tudo levemente cansativo e desnecessário. Antes de conseguir sair do banheiro, Peter já tinha virado plasma por completo e se materializado rapidamente encurralando-o na frente do banheiro.

Rafaela vendo aquela cena queria ter conseguido fazer algo, mas não conseguia se mover. Enquanto seus pensamentos iam a mil, Lucca foi à direção da porta encarou-o novamente.

    - Se você continuar vou ter que chamar a diretora. – ameaçou Lucca.

Peter o olha sério pela primeira vez.

    - E como pretende chegar até lá? – o olhou intimidando-o.

    - Não tinha pensado nessa parte. – Lucca com cara de paisagem pensou.

Rafaela olhando de longe queria ajudar, porém seu jeito tímido não deixou ela se meter mais nessa história.

    - Se ao menos a Iza estivesse aqui... Talvez... – pensou Rafaela.

    - Como eu pensei! Agora saia daqui e cuide da sua vida. – disse fuzilando Lucca com o olhar intimidador novamente.

Lucca sentiu que não podia mais intervir e decidiu sair dali, levando Rafaela com ele.

Os dois juntos foram em direção ao auditório. Lucca nesse momento estava tentando confortá-la, pois estava parecendo levemente perturbada.

Peter achou melhor levar o garoto para outro lugar, por algumas pessoas terem visto a onde ele estava ameaçando o garoto.

Peter estava cobrando uma dívida para alguém que o devia muito. Sendo incontrolável Peter saiu de casa bem jovem para viver sua vida da forma que achava melhor, com isso amadureceu cedo. Antigamente nas ruas, ele se metia com pessoas erradas como meio de arrumar dinheiro. Ele era tão bom em manipular que conseguiu a confiança das pessoas poderosas. Ele foi um guarda costa de um poderoso chefão do crime e para defendê-lo sem problemas, Peter tomou uma vacina caríssima para adquirir os poderes que hoje tem.

Dezessete e cinqüenta e cinco minutos.

    - Temos que ir. – Izabella olhou para Leon que ainda se encontrava deitado ao seu lado quase adormecendo.

Ele abriu os olhos e sorriu quando a viu ao seu lado, mas logo fechou os olhos de novo.

    - Anda logo! – disse Izabella se levantando rapidamente e puxando-o para fora da cama.

 Ele se fingiu de morto endurecendo o corpo.

    - Okay. Vou avisar minha mãe que o motivo do seu atraso foi à preguiça! – disse se dirigindo até a porta.

De repente ele a agarrou por trás e deu um beijo carinhoso em seu pescoço.

Ela se virou dando o ultimo beijo antes de saírem.

Quando Leon fechou a porta Izabella estava pensativa enquanto esperava.

    - O que foi? – Ele perguntou.

    - Talvez você não goste, mas... Não queria que todos ficassem sabendo da gente... Pelo menos por enquanto.

Ele a olhou com descontentamento.

    - Não acho que seja... A hora... – disse Izabella encarando-o.

    - Então... Posso ficar com quem quiser nesse tempo?

    - P-pode... Não somos na-moraaa-dos ainda... Então... Se você quiser... Pode. – disse Izabella.

    - Ok! – concordou ele passando por ela com um jeito frio. – Vou à frente para que não me vejam com você. – disse com um jeito levemente ignorante.

Izabella esperou perdê-lo de vista para sair do corredor dos quartos masculinos.

Dezoito horas e um minuto.

Todos já estavam na arquibancada apenas esperando a prova começar.

    - Boa noite alunos. Esta prova é bem simples. Os rapazes vão realizá-la no octógono de número um e as mulheres no dois. No octógono um, será o professor Endrik que terão que enfrentar.

    - O professor de mira? Essa vai ser mole! – pensou alguns garotos na arquibancada.

Endrik sentiu uma gota de suor descendo em sua testa, tendo em vista de que tinha subestimado-os.

    - E no octógono dois será Jayne, que é a verdadeira professora de luta da nossa instituição. O objetivo é apenas derrubá-los uma vez. Nessa prova irá contar resistência, persistência e inteligência. O tempo de prova será de no máximo dez minutos, tendo a opção de desistir quando quiser. – disse Mirian de cima do palanque, enquanto os professores estavam na porta de seus respectivos octógonos. – Mais duas coisas importantes! Sentem em frente ao octógono de vocês, pois os professores chamaram um por um para começar e... Não será permitido o uso de poder! Boa sorte! – finalizou a diretora desejando que muitos fossem bem, pois as notas não estavam muita boa até então.

Um tumulto foi gerado devido à mudança de lugares dos alunos. As garotas foram em direção do octógono de número dois e os rapazes para o um.

Os professores sem perder muito tempo começaram a chamar. A lista estava em ordem alfabética para cada um.

Professora Jayne:

Garotas;

1º Abe

2º Alice

3º Annaliz

4º Anna

5º Carla

6º Daniela

7º Esmeralda

8º Fernanda

9º Gisela

10º Helen

11º Izabella

12º Jessika

13º Juliana

14º Lara

15º Nay

16º Paty

17º Rafaela

18º Stefany

19º Talita

20º Yane

Professor Endrik:

1º Alex

2º André

3º Bruno

4º Bryan

5º Carlos

6º Conrrado

7º Danilo

8º Dake

9º Emerson

10º Estevan

11º Franklin

12º Ícaro

13º Kauã

14º Leon

15º Lith

16º Lucca

17º Marco

18º Peter

19º Victor Hugo

20º Zayn*

    - Muito bem! Número um. – disse os dois professores ao mesmo tempo dando início a prova.

Quando um aluno era chamado, aparecia um cronômetro na tela para cada um. No telão estava divido em dois por causa das provas serem separadas entre dois professores.

Endrik mesmo sendo professor de mira, tinha como dom habilidade com armas e luta o que o tornava apto a aplicar tal prova.

A maioria das garotas desistiram antes do tempo acabar, pois estavam com muitos hematomas pelo corpo por ser jogadas para longe por várias e várias vezes. Os garotos por tentar se provarem para outros, mesmo com vontade de desistir ficaram até o final.

Os alunos que mais se destacaram foram da turma um, porém também foram os que mais tiveram desistência antes mesmo de começar a lutar.

    - Número dez. - chamou Jayne.

Helen se levantou se dirigindo até o octógono. Passou entre as cordas laterais.

    - Valendo! – falou Jayne enquanto o cronometro começou a rodar.

    - Eu desisto! – disse Helen saindo do ringue.

Com cara de paisagem Jayne ficou enquanto a via sair pelas cordas.

    - Muito bem! Próximo. Número nove. – chamou Endrik.

Emerson desceu e lutou usando tecnologia para tentar vencer.

Alguns minutos se passaram e Juliana foi chamada.

    - Eu também desisto! – disse antes do cronômetro marcar três segundos.

    - Se elas ficarem nesta cede elas vão se arrepender disso nas minhas aulas. – disse Jayne com expressão de desapontamento.

Algumas horas se passaram e a prova terminou.

Como esperado, nenhum aluno derrotou os professores, mesmo que alguns tenham chegado perto.

    - Muito bem garotas! Vou anunciar o prêmio das melhores alunas. – disse Jayne entusiasmada.

    - Melhores alunas? Como ass... – pensou Izabella até que foi interrompida em seus pensamentos.

    - Isso mesmo. Teve empate técnico. As melhores da quinta prova foram... Izabella... E... Rafaela!!! – elas se olharam.

Izabella arregalou os olhos, tendo certeza de que iria ganhar disparado das outras, pois desde nova se interessava por todos os tipos de lutas, e era faixa preta em quase todas.

Rafaela ficou sorridente por ter reconhecimento de todo o esforço que fez.

    - Não estou entendendo. – pensou Izabella enquanto se dirigia ao octógono para receber seu prêmio.

Não disfarçando sua expressão de surpresa, Jayne se sentiu obrigada a explicar o motivo.

    - O empate se originou por conta das habilidades de luta de Izabella e pela inteligência e resistência que Rafaela demonstrou.

Rafaela treinou todos os dias de madrugada desde o dia em que foi anunciada a coleta, portanto não estava surpresa em empatar com sua amiga que sabia que era realmente habilidosa nessa área.

Izabella olhou para sua amiga que estava tão feliz que deixou pra lá mesmo achando que estavam enganados.

Sorrindo, Izabella deu seu prêmio para Rafaela e começou a aplaudir. Surpresa, Rafaela abraçou sua amiga e ergueu os dois troféus de ouro para cima.

    - Agora... Os dos rapazes! – falou Endrik dando um susto nas garotas que tinham se esquecido deles.

    - Quem levou o prêmio da quinta prova na parte masculina foi...

Um suspense pairou no ar que foi cortado pela notícia.

    - Leon! – chamou Endrik.

Em comemoração, Leon com um sorriso de canto de boca que apareceu antes mesmo de ser chamado, deu um tapa na nuca de Emerson sabendo que ganharia dele nesta área.

Emerson sorriu de volta pra ele, tendo aceitado a brincadeira muito bem.

Leon segurou seu troféu e pegou o microfone da mão do professor.

Endrik com cara de paisagem ficou olhando para ele achando ele muito abusado.

    - Queria agradecer ao Emerson por perder pra mim! – zombou Leon.

Emerson foi empurrado de todos os lados por seus amigos e colegas por ter sido caçoado.

    - E queria fazer um pedido muito importante! – disse mudando sua expressão para sério enquanto olhava para todos na arquibancada.

    - Oh My God! Ele não é PERFEITO? – cochichou Juliana com suas amigas tendo um faniquito ao ver alguém tão lindo e charmoso ao mesmo tempo.

    - Desde a primeira discussão, já comecei a sentir algo diferente, vendo que você era diferente das outras. Desde então não consegui te tirar da cabeça. Você é tão única e incrível que faz até meu ego diminuir... O que é difícil deve admitir. Por favor, peço a você que nos dê uma chance. Que ME dê uma chance de te fazer a mulher mais feliz deste mundo. – expressou Leon enquanto através de seu corpo todos enxergava com clareza um brilho que irradiava dele.

Alguns boquiabertos, alguns maravilhados e vários confusos, porém todos surpresos com aquele discurso impecável e lindo que acabaram de ouvir.

    - Izabella, quer namorar comigo? – perguntou Leon se virando para o octógono ao lado. Ajoelhou-se e com a mão estendida segurando uma aliança aguardou ansiosamente por sua resposta.

Juliana desmaiou.

Izabella foi surpreendida por um pedido de namoro em público, o que mesmo que as coisas estivessem bem entre eles, não era algo que esperava que acontecesse naquela segunda feira.

Surpresa e contente ela foi até ele e estendeu a mão. Ele após um sorriso perfeito encaixou devagar a aliança de prata em seu dedo anelar direito e se levantou a abraçando.

Os professores ficaram chocados. Sem falar na diretora, que ficou com os olhos arregalados sendo pega completamente de surpresa.

    - Ganhou um genro diretora. – falou Joe que estava sentada ao seu lado em cima do palanque aguardando a premiação da prova.

    - E você um cunhado! – acrescentou Joe olhando para Jonathan.

Jonathan o olhou com seriedade.

    - Não vai durar. São imaturos de mais para tal coisa. – falou serenamente sem desviar o olhar para os dois.

Tudo estando na perfeita harmonia, logo pode se ouvir alguém se manifestando perante o mais novo casal.

    - Como você pôde? – alguém parecia ter sussurrado isso da arquibancada.

 Por causa do som que os outros alunos estavam fazendo, ninguém ouviu nada.

    - COMO VOCÊ PÔDE? – berrou Helen.

Todos olharam imediatamente pra ela, que estava em pé exalando uma aura de furia tremendo apertando as mãos com certa força.

    - Oque? Helen eu... -  perguntou Izabella com a expressão confusa antes de ser interrompida.

    - COMO VOCÊ PÔÔDE ACEITAR NAMORAR este resto de aborto desprezível e nojento? - gritou Helen tão alto que deu para ouvir fora dos portões da escola caso tivesse alguém para ouvir.

O auditório inteiro ecoou o mesmo som.

     - Ôhhhh!

Caindo algumas lágrimas Helen em silêncio permaneceu esperando que sua "amiga" que estava pálida dentro do octógono pronunciasse algo para tentar se defender.


Notas Finais


Prof: Jayne: https://i.pinimg.com/564x/15/00/ea/1500eae5d13ebdda04584e04c21d6206.jpg
Prof. Endrik: https://i.pinimg.com/564x/d6/04/18/d604180a2627d1db5dda642a0bd5f597.jpg
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Izabella e Leon:
https://i.pinimg.com/564x/4b/9e/43/4b9e4384633bab490dbcd00110a720d9.jpg
https://i.pinimg.com/564x/eb/55/e5/eb55e560ecd9cfd318bb5ba378d83782.jpg
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Conrado: https://i.pinimg.com/564x/e5/64/e9/e564e923db566a1d066a7760f0cd715a.jpg
Anna: https://i.pinimg.com/564x/cb/f9/d7/cbf9d773262fcf5032619ae4067b2422.jpg
Izabella: https://i.pinimg.com/564x/8e/8e/a4/8e8ea43d83c5ed96a3bcb3d04c7ca9d8.jpg
Rafaela: https://i.pinimg.com/564x/79/2a/35/792a35975bacbcdb44a82aae1be2cc3c.jpg
Helen :https://i.pinimg.com/564x/49/fc/29/49fc2907e2b1f99f62dca81e84957a1d.jpg
Leon: https://i.pinimg.com/564x/0d/73/d6/0d73d6e189803057a502d5a72c6a7ad6.jpg
Talita: https://i.pinimg.com/564x/3a/e0/82/3ae08278885461b2a36bb57cf0c453a4.jpg
Julie: https://i.pinimg.com/564x/67/02/db/6702db92d3545188e76ac4f1dd73975e.jpg
Annaliz: https://i.pinimg.com/564x/cd/bd/66/cdbd664aab4f44f6b85d211d27a0c353.jpg
Juliana: https://i.pinimg.com/564x/51/92/89/519289f2b05a10466934190ccd48b742.jpg
Peter: https://i.pinimg.com/564x/8d/97/12/8d9712a8dc428966119266a22959e2e6.jpg
Prof: Jonathan: https://i.pinimg.com/564x/d7/68/dc/d768dcd907de20148e8bfed4c23e9758.jpg


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