1. Spirit Fanfics >
  2. High School Sucks >
  3. Seja Bem-Vinda à Manchester Hall!

História High School Sucks - Capítulo 1


Escrita por: e GbMr


Capítulo 1 - Seja Bem-Vinda à Manchester Hall!


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 1 - Seja Bem-Vinda à Manchester Hall!

Bloom não aguentava mais ter que pular de escola em escola. Não conseguia acreditar que seus pais faziam tanto pouco caso com ela.

Ok, Não exatamente tão pouco caso. 

Manchester Hall é uma escola particular em, claro, Manchester. Natural de Los Angeles, Manchester não é algo tão convidativo para ela assim. Não havia o sol infernal de LA, nem os bandos de adolescentes bêbados andando em seus carros conversíveis de luxo, sequer celebridades andando com seus demônios em forma de cachorro. 

Ela suspirou.

Oritel e Marion disseram que seria para afastá-la de "más influências", mas ela sabia que não era bem isso. Seus pais nunca deram tanta importância para ela assim, ou para Daphne, sua irmã mais velha, mas entre as duas, Daphne parecia ser a favorita. Fizeram uma festa tão grande quando ela fora aprovada para Havard que até algumas Kardashians apareceram para a diversão.

Mas ela era a sombra de Daphne, claro. E ela sabia a verdade de terem a mandado para o Mundo Antigo. 

Bloom sabia que seus pais eram viciados em trabalho e que por isso nunca tiveram tanto tempo para cuidar dela. Produtores de cinema, eles eram. Dirigiam, produziam e também editavam diversos sucessos dos cinemas. Quer um exemplo? Foram responsáveis pelo sucesso de Avengers e X-Men. E como você pode imaginar, Bloom era cercada de figuras de heróis, que ela faz questão de odiar.

Guarda rancor, ela não nega, e em parte fica feliz por ser mandada para longe deles.

Mas também fica puta da vida.

Teve que terminar seu namoro com Andy, se afastar de sua melhor amiga Selina, ficar longe da vista de LA na placa de Hollywood, que tanto amava. Estava perdendo coisas que sempre foram aconchegantes para ela, que sempre a fez tolerar o comportamento negligente de seus pais, da superestimação de Daphne. Sempre a fez ver o mundo de uma única forma, mergulhada em sua comodidade.

E agora, estava indo para um lugar que chovia por duzentos dias no ano. 

A viagem de avião até fora tranquila. Ah, espera, eu disse avião? Está mais para o jatinho particular de seus pais. Benefícios de trabalharem para grandes estúdios.

Bloom ouvira sua playlist de viagem durante todo o percurso, e não pode tirar Andy da cabeça. Será que ficaria bem? E se conhecesse imediatamente outra garota? E se se esquecesse dela?

Pensamentos demais. Ela passou a mão no rosto.

— Chegamos, lady Bloom. — Seu mordomo, Sr.Pallas, sorriu para ela. Ela lhe retribuíra a bondade com um sorriso leviano. 

O ar da Inglaterra não era as mil maravilhas. O céu nublado indicando uma possível chuva. Ela suspirou e viu o estacionamento do aeroporto. Um utilitário esportivo preto estava a sua espera quando o vento arrebatava seus cachos ruivos.

Sr.Pallas e outro de seus empregados levaram suas malas até o veículo, mas ela permaneceu congelada no mesmo lugar. Estaria ela preparada para conhecer um novo mundo de ideias, rotinas e tradições?

— Lady Bloom, vamos. — O mordomo a chamou docemente. Ela assentiu com a cabeça, saindo do transe, e entrou no carro.

Foram cerca de meia hora de viagem para seu novo lar, e ao som de Julia Michaels, pôde refletir um pouco sobre as possibilidades grandiosas que vinha pela frente: talvez ninguém soubesse de quem ela era filha, talvez não focassem em seus pais, ou no trabalho deles, ao falar com ela e sobre ela. Talvez ela não fosse "a filha dos Peters". Talvez ela só fosse a Bloom.

A velocidade do carro foi diminuindo ao avistarem um imenso castelo medieval. Bloom precisou limpar os olhos algumas vezes, não crendo no que via. Manchester Hall era colossal. As paredes do grandioso prédio principal era feito de tijolos antigos, gastos no decorrer do tempo.

— Foi fundada em 1578, my lady. — Sr.Pallas sorriu ao ver sua expressão. — É uma referência e tanto no ensino médio da Grã Bretanha. 

— Meus pais me mandaram pra longe mesmo... — Ela abaixou o olhar. 

— Não, querida! Não pense dessa forma! Eles fizeram o que seria melhor para você!

— Alfred, eles não se importam comigo.

— Madame...

— Me mandaram para cá porque alguém solicitou para eles. Daphne, não é? E agora eu estou aqui. Olha que legal! — Ela deu um sorriso irônico.

— Madame, não tire conclusões precipitadas. Pode ser um bom lugar para recomeçar.

Bloom suspirou. Recomeço. De fato, Alfred, talvez fosse um bom lugar para um recomeço.

O carro contornou uma fonte bem esculpida, porém gasta por chuva ácida. Estacionou na frente da entrada do palácio medieval. Sr.Pallas desceu do carro a abriu a porta para que Bloom descesse. Ele e seu acompanhante pegaram as malas dela.

Estavam prestes a entrar quando ela os chamou. — Não quero que façam isso. Deixem que eu levo.

Sr.Pallas e o outro empregado se entreolharam. — Mas... madame...

— Alfred, você mesmo disse sobre recomeço. — Ela pegou a mala de rodinhas na mão do outro empregado e tentou pegar a mochila das costas de Sr.Pallas. — Qual é, Alfred...

Sr.Pallas suspirou e entregou-lhe a mochila e a bolsa de mão. Bloom se esforçou para não demonstrar que era peso demais.

— Não quer que a acompanhemos, madame? — O outro empregado insistiu.

Bloom lhe deu um sorriso sereno. — Não, Jeremy. Não precisa. Eu... eu acho que saberei me virar sozinha.

Os olhos de Sr.Pallas se encheram de lágrimas. Havia cuidado tanto daquela jovenzinha, como se fosse uma filha que nunca tivera, e agora ela iria partir. Não teria mais que catar as variadas bolas de papel espalhadas por seu quarto. Não iria mais ter que levá-la na escola todos os dias. Ah... eles crescem tão rápido.

— Alfred, você está chorando? — Bloom questionou, arqueando a sobrancelha.

Sr.Pallas fungou, balançando a cabeça freneticamente em negação. — De forma nenhuma, lady Bloom. Estou... acho que caiu um cisco no meu olho.

— Ora ora ora... — Uma voz com um carregado sotaque britânico surgiu atrás deles. — Você deve ser Bloom Peters, a aluna nova que estamos esperando.

Os empregados abriram caminho para que ela visse quem falava com ela. Uma mulher alta, magra, com a pele ligeiramente pálida e cabelos castanhos curtos possuía os perigosos olhos castanhos sobre as lentes do óculos de grau colados na garota ruiva. Seu olhar a perturbou um pouco, como se olhasse para além de sua alma.

— Err... sim, sou eu. — Bloom percebeu o quanto sua garganta estava seca. — Eu... hm... acabei de chegar.

— Bem, eu sou Griselda, a coordenadora e inspetora do dormitório feminino. — A assustadora mulher castanha lhe deu um sorriso nem um pouco tranquilizador.

— Bem, então é isso. — Sr.Pallas franziu os lábios e olhou para a jovem. — Nos vemos no próximo verão. 

Bloom o abraçou forte. Algo lá no fundo não queria deixar que Alfred partisse. Ela se afastou esfregando os olhos. — Até lá, Alfred.

Ela observou os dois descerem os poucos degraus da entrada e entrarem no utilitário preto, Alfred Pallas sumindo de sua vista por muito tempo.

— Então, srta. Peters, vais ficar aí parada ou entrarás? — A mulher arqueou a sobrancelha. Bloom engoliu em seco e se apressou a pegar suas malas do chão. A mochila parecia ter uns dez quilos, a bolsa de mão outros cinco e a mala de rodinhas... o cérebro dela não teve tempo para contabilizar, porque Griselda não esperou uma resposta dela, apenas entrando no prédio.

Bloom ficou mais impressionada ainda com o interior. O hall de entrada possuía um escudo com leões no centro, o brasão da escola. Uma bandeira do Reino Unido estava pendurada no alto da escada que se dividia para dois lados. O corredor do andar superior era aberto, uma grande estilo jônica impedindo que os alunos caíssem cá embaixo. Havia duas portas no fim do extenso salão que levava para algum lugar no exterior.

Griselda lhe apresentou as principais salas do pavimento. Bloom tentava não demonstrar-se abatida com o peso que carregava, algo que não estava de fato acostumada. Passaram pelo auditório, o teatro, a papelaria, a biblioteca, a imensa sala de música, uma farmácia (sim, havia uma farmácia na escola), outro auditório, o ginásio, a academia, o estacionamento (que Griselda deixou bem claro que era apenas para os funcionários), a cozinha e, por fim, o imenso refeitório e um banheiro.

Ao subir as escadas, que se dividia em duas, havia a enfermaria, as inúmeras salas de aula, os laboratórios de Ciências Naturais, o atelier, mais banheiros, bebedouros, a sala dos professores, a da coordenação pedagógica, a sala do psicólogo e, por fim, no final do corredor, a sala do diretor.

— Venha, apresentarei-lhe ao vice-diretor Saladin. Drta. Faragonda não está presente no momento, ela está... hm... com problemas em casa.

Claro, problemas em casa. Bloom nem sequer sabia o que isso significava. Griselda a guiou, ainda carregando sozinha as malas pesadas, até a porta de orvalho vermelho que pendia na parede antiga. A coordenadora bateu na porta. Uma voz masculina e um pouco engraçada a convidou a entrar.

A sala do diretor possuía diversos troféus, o que Bloom achou estranho, pois estava acostumada com as vitrines de exposição das escolas estadunidenses. Janelas imensas pendiam atrás da grande mesa de orvalho vermelho, combinando com a porta e as estantes repletas de livros, prontuários e itens comuns de escola, como Globos, mapas, etc.

— Bloom Peters! É um prazer tê-la conosco! — Um homem grisalho sorriu para ela. Aparentava ter uns cinquenta anos, vestido em um terno de brim escuro, um tanto elegante. Não possuía barba, apenas um belo sorriso no rosto. — Eu sou o vice-diretor, Saladin. Seus pais já me fizeram ficar muito intrigado com a série de filmes que eles fazem. Qual é o seu favorito deles?

Bloom queria enterrar-se num buraco e morrer. Se fosse para essa história continuar, iria fugir dali mais cedo ou mais tarde. — Hm... gosto de Logan, senhor. — Ela deu a mesma resposta ensaiada que sempre dava ao ser questionada sobre, apesar de nunca gostar de assistir os filmes deles. 

— Divino! Divino! — Saladin sorriu. — E séries? De quais você gosta?

Griselda limpou a garganta. — Senhor Saladin, estamos aqui para ela pegar a chave do dormitório e o uniforme. Pode conversar sobre cinema com ela mais tarde.

Bloom queria abraçar Griselda por ter tirado ela dessa situação. Ela simplesmente não saberia o que responder sobre séries que seus pais ajudaram a produzir, porque se não assistia os filmes, muito menos assistiria as séries.

— Claro, claro, desculpe. — Ele se levantou e foi até um canto da estante, tirando uma sacola de papelão e uma chave envelhecida. — Aqui está. Há dois uniformes aqui. Se precisar, você pode voltar aqui para trocar, ou falar com a inspetora Griselda. — Ele  entregou a sacola e a chave para ela. — Quarto 101. É um prazer ter você conosco, srta. Peters.

No fundo, Bloom sabia que só era um prazer por causa dos pais que ela tinha, mas ela não discutiu. Pegou a sacola e a chave, ajeitou as malas e Griselda a guiou para fora da sala, para outra ala do prédio.

Desceram novamente as escadas e passaram por uma das portas do fundo do hall, levando-as para um pátio enorme de grama verde, cercado por outro prédio em forma de U: os dormitórios. Havia vários adolescentes espalhados pelo campus: uma menina asiática tocava flauta, dois meninos tocavam uma bola de vôlei um para o outro, um grupo de adolescentes jogando verdade ou desafio. Uma cerca verde conectava os dois prédios pelas laterais, impedindo que qualquer um entrasse ou saísse. Havia caminhos acimentados fazendo desenhos engraçados no chão, bancos de carvalho escuro espalhados pelo grande jardim, mas com pouquíssimas pessoas sentadas, a maioria desfrutando das gramíneas.

— Quando a chuva começar, isso vai virar um pandemônio. — Griselda murmurou com desdém. Seguiram pelo caminho acimentado que ligava o dormitório diretamente ao palácio medieval. 

Griselda a guiou até a porta do prédio em U. Havia três grandes andares. O primeiro andar possuía mais gente. Meninos e meninas usufruíam das salas de jogos, da sala de cinema, da lanchonete, que Griselda deixou claro que só lanches ou festas autorizadas pelo diretor eram feitas, uma lavanderia, um almoxarifado e por fim, a sala do zelador. A escada dividia o prédio no meio: o lado esquerdo era o dormitório das meninas, o direito dos meninos. 

— Nunca nem pense em ir para a ala masculina. — O tom de voz da inspetora era ameaçador. — A não ser que seja uma situação de vida ou morte.

Vida ou morte. Ok, anotado.

— Seu quarto é aqui. — Griselda parou na frente de uma porta de carvalho com o número 101 esculpido em um metal dourado. 

— Sky, Riven, cuidado! — Uma voz feminina gritou, e logo dois meninos, um loiro e um de cabelos cor de vinho, passaram montados em skates, a toda velocidade. 

O olho direito de Griselda deu um espasmo. Uma gritaria irrompeu os corredores, meninas torcendo loucamente. O outro lado do corredor, a ala masculina, também vibrava intensamente.

— Ah! Seus pestinhas eu... — Griselda olhou para Bloom, os olhos inocentes piscando um pouco. — Entre e acomode-se. Não pense em sair antes dessa confusão acabar. — E a inspetora correu atrás dos dois skatistas, praguejando e rosnando.

O corredor das meninas de repente se tornou movimentado. Bloom tentava fazer a chave entrar, girar, mas não estava acostumada com esse tipo de coisa mais. Sua casa em Los Angeles era autônoma, controlava-se por si só. Ela engoliu em seco, sentindo os ombros pesarem mais. Tentou por a chave de um jeito, de outro, nada.

— Olha só... uma novata. — Uma voz feminina parecia estar debochando dela. Bloom virou o rosto, encontrando uma menina loira com longos cachos, os olhos cor de âmbar e um sorriso travesso nos lábio. 

— Hm, é americana. — Uma outra menina resmungou. Esta tinha os cabelos lisos tão pretos que eram quase azuis. Ela encarava Bloom de cima a baixo, o que a fez ficar pouco à vontade.

— Err... Oi...

— Ih, ela fala! — Riu uma menina morena de cabelos pretos, que usava óculos de gatinho. 

— E então, novata, preparada para seu teste? Estou ansiosa pra ver o que você pode fazer. Seria maravilhoso ter uma ruivinha na nossa irmandade. — A loira sorriu.

— Diaspro, quer deixá-la em paz?! — Uma voz surgiu atrás delas. A suposta Diaspro revirou os olhos.

— Aí vem a Madre Tereza de Calcutá.

— Que repetiu de ano umas duas vezes. — A morena provocou, e as três riram.

— Sa daqui, suas nojentas! — Uma menina loira empurrou-as para frente, ignorando os protestos e olhares. 

Bloom piscou um pouco, atordoada. A menina à sua frente possuía a pele bronzeada, embora ela duvidasse muito de que na Inglaterra possuísse sol o suficiente para isso. Os cabelos loiros estavam soltos pelos ombros, um arco verde na cabeça. Parecia ser muito estilosa, com um vestido laranja e jaqueta que combinava com o acessório de cabelo.

— Não ligue pra elas. — Ela suspirou. — Ora, você também está no 101? Que demais! — Ela sorriu e estendeu a mão. — Eu sou Stella, sua nova companheira de quarto!


Notas Finais


OK, eu sou insana por ter duas histórias que estou completamente perdida para escrever e começar outra.

De início, não irei definir dias de capítulo nem nada do tipo, irei apenas postar.

Espero que gostem!

Dedico essa histórias as minhas amigas da sinopse por escreverem sobre o colegial de uma forma impecável e por serem minhas principais inspirações para o desenvolvimento desta.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...