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História High School Sucks - Capítulo 12


Escrita por: e GbMr


Capítulo 12 - A Amizade


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 12 - A Amizade

— Eu odeio história. — Musa resmungou para si mesma, observando o livro de história na biblioteca.

Segunda-feira foi um pouco desanimada com a ausência do calor de Stella. Bloom acordou atrasada três aulas, Musa e Flora ficaram de mal humor o dia inteiro. A única coisa que salvava era Tecna e as teorias que possuía sobre o diário de Diaspro, agora completamente digitalizado em seu iPad.

— Quer uma ajuda? — Ouviu uma voz familiar dizer. Imediatamente sua cara amargou.

— O que você quer? — Ela rangeu os dentes, olhando para Riven.

— Te ajudar. — Ele deu de ombros e sentou na frente dela. — Qual matéria?

— Eu não quero sua ajuda!

— Você claramente precisa. Eu sou bom em história, pode confiar.

— Que parte de eu não preciso de sua ajuda você não entendeu?! — Ela rangeu os dentes novamente.

Riven suspirou, sério. — O que eu fiz pra você me odiar tanto? — Ele cruzou os braços sobre o peito.

Musa piscou um pouco. — Eu… eu não disse que odeio você.

— E nem precisa. — Ele bufou. — Bem, já vi que não quer minha ajuda, então eu–

— O quanto você entende de História Medieval? — Musa corou a perguntar, o olhar se desvinculando do dele.

Riven deu um sorriso ladino e se ajeitou na cadeira. — O suficiente pra te ensinar.

. . .

Bloom se afastou, respirando fundo pelo nariz. Sky manteve suas mãos em sua cintura, o rosto perto do dela.

— Está tudo bem? — Ele questionou, tentando olhar para seus olhos. — O que houve?

— Esse lance com a Stella e… bem…

Ele suspirou. — Eu entendi. Você quer… parar?

— Acho que sim.

Sky se afastou dela e sentou-se no banco da mesa de laboratório. Ela ajeitou os cabelos e sentou-se ao lado dele.

— Eu sinto muito.

— Você não tem que sentir. — Ele afagou suas costas. — Não tem que fazer coisas que não se sente confortável.

Ela manteve o olhar cabisbaixo, encarando o mármore. O ar descontraído do loiro murchou um pouco.

— Você tem problemas com seus pais? — Bloom pegou o frasco com água, adicionando as medidas corretas do permanganato de potássio macerado.

Ele riu. — Acho que todos os adolescentes ricos têm, cenoura. — Ele pegou uma pipeta. — Sábado eu fui jantar com os meus.

— Brandon me contou.

— Você perguntou por mim?

Ela corou. — Ele te contou?

Ele sorriu. — Ele não precisou. Sua expressão já deixa bem claro.

Ela se endireitou na cadeira.

— Enfim, meus pais não são lá muito compreensivos. — Sky observou a água, agora roxa. — São bem rígidos e se sentem a autoridade máxima quando se trata da minha pessoa. — Ele rangeu os dentes.

— Você é filho único?

— Sou.

— Isso explica.

— Não explica. Eles são demais… eu escolhi estudar aqui pra me livrar deles.

Uou, isso pegou Bloom de surpresa. Ela piscou um pouco e olhou para ele. — O quê?

— É. A maioria de nós está aqui porque nossos pais quiseram se livrar da gente, mas no meu caso, eu quem quis me livrar deles.

Bloom estava incrédula demais para responder.

— E achando que isso seria perfeito demais, os amigos do meu pai matricularam a filha insuportável deles aqui. Mas tirando ela, prefiro ficar aqui.

Bloom não respondeu.

— Cenoura, o que foi?

— Você veio pra cá por conta própria. — Ela soou desdenhosa. — E essa tal amiga é a Diaspro?

Ele respirou fundo. — Sim, é a Diaspro. E acho que se seus pais te fizessem ter um cardápio específico do que comer a todo momento, você também ia querer se livrar. Fui comer pizza pela primeira vez em anos aqui.

Ela suspirou. — Você tem pais que se importam demais… e eu tenho pais que se importam de menos.

— Conte-me mais.

— Meus pais são viciados em trabalho. — Ela olhou para o quadro negro à distância. — Viajam pra cá, viajam pra lá… quem acabou por cuidar de mim e da minha irmã foi o Alfred, o nosso mordomo E babá.

— Nossa, você deixou esse babá bem nítido.

— Sim, porque ele é como um pai pra mim. Meus pais só sabem falar de trabalho, e projetos, e essas coisas. Nunca perguntam sobre mim. Só despejam informação.

— Isso parece triste.

Ela deu de ombros. — Dezesseis anos assim você se acostuma.

— Já tentou falar sobre isso com eles?

— E você já tentou?

Ele murmurou um "touché". — E com você longe dos Estados Unidos? Eles têm ligado ou mandado mensagem ou coisa assim?

Ela riu ironicamente. — Nem nos meus sonhos. Desde que cheguei, só me ligaram uma vez, e foi sobre algo pra dar pro Saladin, eu sei lá.

Ele mordeu o lábio. — Triste.

Ela deu de ombros. — A última coisa que quero agora é voltar para LA, ficar sozinha numa mansão pensando sobre meu namorado ter me traído com minha prima e sobe a vida maravilhosa que minha irmã está tendo em Nova York.

— Espera… namorado? — Sky franziu a testa.

Ela respirou fundo e brincou com o Erlenmeyer cheio de água. — Terminamos quando eu soube que vinha pra cá, mas ele já estava transando com minha prima vadia quando ainda namorávamos.

Sky arregalou os olhos. — Eu… eu…

— Não diga nada. — Ela disse, ríspida. — Não quero saber o que você acha ou que sequer tenha pena de mim. — Ela mordeu o lábio por dentro da boca.

— Você é forte. — Ele murmurou, pegando o vidro de vinagre. — Admiro você por não estar na cama deprimida com tudo isso.

— Isso não vai me fazer ficar independente dos meus pais pra seguir minha vida. — Ela olhou para ele, e ele pôde ver que ela se esforçava para não chorar.

— Olhe… que tal voltarmos ao experimento? — Ele deu um sorrisinho um tanto charmoso.

— Pode ser. — Ela passou a mão no rosto.

— Faça as honras. — Ele sorriu.

Bloom pegou o Becker com vinagre e despejou no Erlenmeyer. A água roxa começou a espumar e ficar transparente.

— Bloom! — A espuma explodiu em um vulcão, sujando a bancada e a roupa deles.

— Eu avisei que era pequeno! — Ela rangeu os dentes.

— Não avisou não! — Ele tentou tampar o vidro, mas a substância era quente. — O quê?!

— A reação liberou calor! — Ela gritou. — Precisamos limpar isso antes que o Knut veja!

. . . 

— Aisha, eu não consigo fazer essa coisas. Eu tô morta! — Flora ofegou, caindo no chão.

Aisha, Tecna e ela tiraram a segunda-feira à tarde para malhar na academia, algo que Aisha fazia pelo menos uma vez ao dia.

— Eu também não tenho forças pra continuar. — Tecna murmurou, parando de fazer sua flexão.

— Ah meninas, qual é! — Aisha estava fazendo flexão de uma mão só. As duas olharam para ela com uma poker face.

— Você tá acostumada. Eu não. — Flora reclamou, ainda deitada no chão. — Eu sempre odiei academia. Esse cheiro de gente suada e esses barulhos horríveis de equipamento. Puta merda.

— Fora que a maioria são idiotas gordofóbicos. — Tecna rangeu os dentes.

— Nossa, vocês não gostam mesmo de academia. — Aisha parou e se sentou no chão. — E vocês estão generalizando.

Flora e Tecna arquearam a sobrancelha. — Generalizando? — Flora riu ironicamente. — Você tá falando que a gente tá generalizando? Olha aquele cara lá!

A latina apontou para um cara beijando os próximos bíceps e acariciando o abdômen trincado, meio que se exibindo para o menino magricelo que estava sentado em frente.

— Bem… — Aisha corou. — Talvez…

— Você é a excessão aqui. — Tecna se pôs de pé.

— Sem sombra de dúvidas. — Flora fez careta ao ver um cara loiro resmungando enquanto levantava alguns pesos. — Eu odeio academia.

— Vamos tomar um banho. — Tecna estendeu a mão à Flora, que pegou e se levantou.

— Eu vou com vocês. — Aisha se pôs de pé, um pouco emburrada.

— A gente podia marcar de sei lá, fazer ioga na grama. Eu sinceramente não curto ver caras suados e fedorentos. — A latina passou a mão na testa molhada.

— É. Pode ser. — Aisha murmurou.

As três Winx foram pra seus respectivos dormitórios pegar uma roupa extra para tomarem banho. Se encontraram novamente no banheiro.

— Bloom? — Flora arqueou a sobrancelha, vendo a amiga despir-se.

— Oi… — Ela suspirou. — Como estão?

— Parece que marcamos de tomar banho. —Aisha riu, tirando a roupa.

— Ah… é. — Bloom suspirou.

— Olha só… parece que a Bloom superou o ex dela… — Tecna implicou.

A ruiva piscou um pouco. — Do que você tá falando?

— Essa marca aí no seu pescoço. — Ela apontou para uma marca quase roxa em seu pescoço.

Bloom corou violentamente e pôs a mão instantâneamente no pescoço Ela olhou no espelho uma marca próxima ao seu ombro.

"Maldito Sky!" Ela praguejou mentalmente.

— Quem que foi, Bloom? O Valtor? — Aisha provocou, entrando em uma das cabines do chuveiro.

— Não! — Ela disse rapidamente. — Q-quero dizer…

— Já está com outro?! — Flora arregalou os olhos. — Quem é?

— É-é alergia. — Ela desviou o olhar. Ela tirou o resto das roupas: a saia e as meias.

— Alergia. — Tecna riu. — Sei.

— E você e o ruivo de óculos, Tecna?! — Bloom atacou. Ela percebeu a vitória quando viu as bochechas da magenta ruborizarem.

— Somos apenas amigos. — Tecna declarou.

— Ata, dá pra ver que são muito amigos. — Aisha riu, no chuveiro.

— É sério! — Tecna se apressou a despir-se. — Eu… eu sou assexual. — Ela desviou o olhar.

— Assexual? — Flora arregalou o olhos.

— Caramba… — Aisha sorriu. — Eu… nossa.

— Acho que era de se esperar. — Bloom entrou num chuveiro. — Você é muito inteligente pra querer se foder amando alguém.

— Ei! Eu tô namorando! — Flora reclamou.

— Sem ofensa. — A ruiva acrescentou.

— Mas quando você descobriu isso, Tec? — Aisha perguntou.

— Quando eu beijei um menino pela primeira vez. — Ela desviou o olhar.

— Não gostou?

Ela assentiu com a cabeça. — Achei horrível. Minhas amigas da época disseram que eu estava quebrada. Mas eu só não gostava de beijar e nem de… bem…

— Se masturbar. — Completou Flora. As meninas olharam para ela.

— Isso… — Tecna corou.

— Você já, Flora? Você parece tão santinha. — Aisha deu uma risadinha, terminando seu banho.

— Eu pareço santinha? Você quer dizer a Bloom, né? Ainda quero saber quem deixou aquela marca no pescoço dela.

— Que tal a gente de preocupar com o que vamos comer agora de tarde, huh? Não estão com fome? — Bloom desviou o assunto.

— Nós voltaremos nesse assunto quando Stella voltar. — Tecna riu, a água molhando seus cabelos coloridos. — Todas nós queremos saber quem é o cara misterioso.


Notas Finais


Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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