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História High School Sucks - Capítulo 15


Escrita por: e GbMr


Capítulo 15 - Festa Surpresa


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 15 - Festa Surpresa

— Ela vai preferir estrelas! — Aisha teimou.

— Unicórnios! Ela vai gostar mais de unicórnios! — Musa gritou.

As Winx, com excessão de Stella, que agora estava dormindo, estavam discutindo o que fariam para a festa surpresa de Stella. A decoração sem dúvida seria a mais difícil, visto que, ao que parece, quem cuidava dela era sempre Stella.

— Olha, eu acho que ela ia preferir estrelas. — Flora coçou a nuca. — É mais ela sabe…

— Ah qual é!

Bloom mordeu o lábio com força, irritada. — Por que a gente não faz dos dois, hein? Unicórnios e estrelas?! Nunca viram unicórnios espaciais?! — A ruiva ficou com o rosto vermelho.

— Essa… essa é uma excelente ideia! — Tecna sorriu. — E tem decorações assim na Asda Hulme! E tipo, de unicórnios em estrelas!

Aisha estreitou os olhos. — Como você sabe disso, Tecna?

— Internet. — Ela sacudiu o iPhone.

— Ok, então Tecna, Musa e Aisha cuidam da decoração. Eu e Flora dos comes e bebes.

— E Brandon dos convidados. — Flora olhou para o moreno, sentado numa cadeira, que observara a discussão das meninas sobre decoração como se fosse uma partida de rugby.

— Claro. — Ele se pôs de pé. — Só os mais íntimos, certo?

— Sim. Por favor não invente de chamar a escola toda. — Musa pediu.

— Sobretudo as Trix. — Aisha alardeou.

— Ih… calma gente. Vou chamar só os meninos então. — Ele deu de ombros.

— Menos o Riven! — Musa berrou.

— Por quê? — Ele arqueou a sobrancelha.

— Não é nada, B. — Aisha olhou para a japonesa. — Ela tá de fogo. Ele é amigo da Stella. Chame-o.

— O quê?! Aisha…

— Musa, essa festa é da Stella, não sua. — Flora cruzou os braços. A japonesa bufou e revirou os olhos.

— Tanto faz.

— Quanto amor reprimido.  — Tecna murmurou.

— Então vamos gente, o que estamos esperando?! — Bloom bateu palmas.

. . .  

As Winx pediram uma autorização especial à Faragonda, explicando os motivos. Ela não só aceitou como também ficou animada com a ideia. Deu autorização de saída para as meninas, válido por três horas.

— Ok, temos três horas para ir às compras. — Tecna recapitulou, as cinco meninas de pé na frente do Asda Hulme. — Bloom e Flora, vocês vão pegar os alimentos, e nós vamos cuidar da decoração. Temos quinhentas libras, e precisamos comprar dentro desse orçamento.

— Duzentas e cinquenta para cada? — Flora sugeriu.

— Mas decorações são mais caras que comida! — Musa protestou.

— Você quer que compremos o que? Comida barata?! — Flora argumentou.

— Meninas! — Tecna pediu. — O dinheiro vai ficar comigo. Passaremos no caixa todas juntas e pagaremos o conjunto dos dois. O máximo que cada uma pode pegar é duzentos e cinquenta libras, ok? Usem o celular para fazerem os cálculos. Lembrem-se que é uma festa para vinte pessoas.

Todas concordaram.

— Ótimo, vamos as compras!

Bloom e Flora seguiram direto para a área de congelados, cada uma com um carrinho.

— Pizza? — Bloom observou o freezer.

— Salgadinhos? — Flora arqueou a sobrancelha.

— Cheetos! — A ruiva sorriu.

— Não! Não esse tipo de salgadinho. — A latina passou a mão no rosto. — Céus, você nunca viu aqueles salgadinhos pequenos de carne, frango ou queijo?

A cara confusa de Bloom a fez entender que ela não tinha referências do que estava falando. Flora respirou fundo.

— Salgadinho brasileiro: bolinha de queijo, kibe, coxinha…

— Saúde. — Bloom arqueou uma das sobrancelhas.

— Pizza, Bloom. — Flora suspirou, impaciente. — Vamos pegar pizzas.

As duas pegaram doze pizzas congeladas. Passaram pela área das bebidas.

— Não vão deixar a gente guardar bebida alcoólica na geladeira. — Flora analisou as cervejas.

— Frigobar. — Bloom sorriu. A latina deu de ombros e as duas pegaram algumas cervejas, uma garrafa de vodka e outra de tequila.

— Stella gosta de vinho… — Flora analisou a seção.

— Uma garrafa então. Qual que ela gosta?

— Tinto, eu acho.

Depois de pego as bebidas, olharam uma para outra.

— Vamos ter doces, certo?

— Se conseguirmos fazer depois do bolo… — Bloom coçou a nuca. — Podem ser… cupcakes?

— Que mané cupcakes, Bloom! — Flora revirou os olhos. — Tem que ser algo… mais Stella.

— Acho cupcakes bem Stella. — Ela murmurou.

— Bloom… 

— Ah! Ah! Que tal sorvete?! — Bloom sorriu, empolgada.

— Finalmente algo de bom na sua mente americana!

— Ei! Você também é americana. 

Flora murmurou um touché inaldível e seguiu para a seção de laticínios e frios.

As duas concluíram sua parte e foram até onde as outras meninas estavam, no departamento de Embalagens. Musa e Aisha tinham perucas, óculos coloridos e colares havaianos, enquanto Tecna tentava fazê-las largarem aquelas coisas.

— Relaxa Tec! — Aisha fez uma onda com a mão.

— Não! Esses óculos podem ter sido usados por n pessoas! Vocês querem pegar uma conjuntivite, ou algo pior?!

— Dá pra ficar cega assim? — Musa olhou para a Magenta.

— Se você não cuidar da conjuntivite e ela evoluir, sim!

Musa deu de ombros e continuou o "hula-hula".

— Argh! — Tecna rangeu os dentes.

— Err… Vamos indo? — Flora arqueou a sobrancelha, observando as meninas.

— Podem avisar pra elas que podem ficar doentes usando coisas assim?! — Tecna protestou.

— Relaxa Tec! — Aisha riu. — Estamos bem!

— Meninas, é melhor a gente se adiantar. — Bloom conferiu as horas. — Falta pouco pro tempo que Faragonda nos deu esgotar.

— Quanto? — Musa parou de brincar.

— Quarenta minutos.

— Tempo suficiente para pagar e pegar um ônibus de volta. — Aisha tirou a peruca do cabelo.

— Isso. Vamos logo pro caixa. Ainda temos que passar no terminal!

— Ei, isso é bebida? — Musa olhou no carrinho das americanas. 

— Sim. — Bloom piscou.

— Boa sorte passando isso no caixa. — Aisha riu.

— Quê? Por quê?

— Você acha que tem cara pra passar ali sem que peçam sua identidade? — Tecna arqueou a sobrancelha. 

— Ah… — Bloom bufou.

— É melhor pôr no lugar e não correr o risco de… — Flora murmurou.

— É. — Bloom suspirou. — Eu já entendi.

. . . 

Os meninos arrumaram o salão da escola de uma forma um tanto estranha: cinco cadeiras no centro, copos espalhados por ali… Nex era o único que estava de acordo com os padrões de uma festa comum, sentado em sua posição clássica de DJ.

— Chegam… que porra é essa?! — Aisha exclamou ao ver o que fizeram.

— Tentamos arrumar o salão. — Sky sorriu e pôs as pernas em cima da mesa. — Gostou?

— Isso tá horrível! — Musa fez careta. — Como vamos dançar na pista de dança com essa… bagunça!

— Tá, vamos arrumar logo! — Tecna suspirou. — Brandon, vá fazer sua parte. Sky, Helia, Timmy, ajudem Bloom e Flora na cozinha. O resto, vamos arrumar essa zorra.

Helia sorriu para Flora e a ajudou a carregar as sacolas para a cozinha. Sky pegou uma sacola da mão de Bloom e se arrepiou com o toque de seu dedo em sua mão. Ele corou levemente e desviou o olhar.

— O que foi? — Ela questionou. — Parece que está constrangido. — Ela franziu a testa.

— Não. Eu… vocês compraram pizza? — Ele observou o interior da sacola.

— Bem, sim. — Ela deu de ombros. Os cinco dispuseram as embalagens na bancada extensa e tiraram as pizzas.

— Vamos começar a assar! — Flora sorriu.

. . .

Brandon bateu na porta do quarto 101, mas não obteve resposta. Franziu a testa e encostou o rosto sobre a madeira.

— Stella… sou eu! — Disse ele, suavemente.

Alguns segundos se passaram antes da porta ser aberta.

De primeira, Brandon não pôde acreditar que aquela era a garota por quem se apaixonou. Não porque estava feia, ou algo do tipo. Ele só se surpreendeu pela ausência de Stella.

A menina loira à sua frente não exalava alegria. Estava com o rosto mais pálido, parecia mais magra, o cabelo loiro sem brilho. Os olhos cor de mel pareciam ter um leve vestígio de felicidade, mas que precisavam de ter a âncora para a depressão retirada.

— Entra. Não quero ficar parada aqui na porta. — Ela murmurou e virou-se, sentando na cama.

— Stella… — Ele fechou a porta e sentou ao lado dela. Pegou sua mão, ligeiramente fria. — Você… Como foi a viagem?

Ele não sabia ao certo o que dizer, e se arrependeu imediatamente de abrir a boca quando viu seus olhos brilharam com lágrimas barradas. — Meu pai… ele realmente encontrou outro alguém. Uma… uma mulher que pode ser sua amante e sua filha ao mesmo tempo.

Brandon tentou não pensar em como aquilo soava nojento. — Stella… não. Ninguém pode te substituir. Seu pai ainda te ama.

— Não ama! — Ela berrou, olhando para ele, as lágrimas caindo à rodo em seus olhos. — Ele… ele não me ama! Se amasse, teria compreendido o que tô sentindo! Ele… ele não me entende. Ele nunca me entende!

Brandon mordeu o lábio. Não tinha pai, nem mãe. Morreram em um acidente aéreo, o caso Voo Crossair 498. Morava com seu avô rico, e que provavelmente viria a falecer em breve. Seu avô, claramente, era como seu pai, e sempre fez todos os seus caprichos, e possuía um carinho e uma consideração absurdas por ele. Jamais entenderia como Stella estava se sentindo, ele não saberia aconselhar, ou conseguiria?

Tentou puxar na mente alguma vez que brigara com seu avô. O resultado o surpreendeu. Em geral, adolescentes tendem a discordar dos idosos, afinal, são duas mentes diferentes, mas seu avô poderia até ser velho, mas tinha um cérebro jovial. Ao concluir que foram nulas as discussões, ele respirou fundo.

Precisava dar seu melhor. Amava Stella, sem sombra de dúvidas. Amava tudo nela: seus cabelos loiros como raios de sol, seus olhos cor de mel como o pólen das flores, sua pele bronzeada que o encantava, e aquele sorriso sedutor, travesso, carinhoso e engraçado: tudo ao mesmo tempo. Queria, precisava ver aquele sorriso novamente.

Ele a puxou para seu colo e acariciou seus cabelos. — Ele te ama, Stella. — Ele murmurou. — Assim como você, ele não sabe como reagir à situação.

— Do que você tá falando? — Ela murmurou.

— Ele deve estar tentando adivinhar o que fazer para estar certo. — Ele refletiu. — Você deveria… bem… considerar o olhar dele. Talvez seus pais não estivessem bem. Talvez eles só precisem de um tempo separados e logo perceberão o amor que sentem um pelo outro.

— Você acha? — Ela sussurrou.

Merda. Havia lhe dado esperanças que não sabia se podiam se concretizar.

— Olha, você não pode ficar brava com seu pai pra sempre. — Ele a fez olhar em seus olhos. — Você… vocês vão se entender. Não pense muito nisso, ok?

— Mas minha mãe…

— Ela está sofrendo?

— Bem… eu… eu não sei…

— E seu pai?

— Definitivamente não. É como se ele nem se importasse com ela!

— Mas você acha que eles estão mais felizes juntos ou separados?

A pergunta pegou Stella de supetão. Ela piscou um pouco, as lágrimas se cessando. Se ajeitou em seu colo, as mãos em volta de seu pescoço. — Eu… eu os vi brigar tanto… eu… eu só não consigo imaginar…

— Eles separados. — Ele concluiu. — Dê tempo para eles, para si mesma. Não tente pensar muito nisso. Eu sei que você é filha deles, mas não é você quem vai poder determinar as escolhas deles.

Ela olhou em seus olhos chocolate. — Você vai fazer psicologia?

Ele sorriu. — Fico feliz de estar ajudando.

Ela conseguiu sorrir. Ele sentiu o coração bater mais forte, aliviado pelo êxito. Ele selou seus lábios e voltou a encarar as duas colmeias de seus olhos.

— Obrigada, Brandon. — Ela respirou fundo. — Eu… eu te amo. — Ela mordeu o lábio.

— Eu também te amo, Stella. — Ele respondeu, um sorriso tão largo que poderia ser confundido com o homem mais feliz do mundo. Eles trocaram um beijo apaixonado, sedutor e carinhoso, mas foram interrompidos com uma ligação no celular do moreno.

— Espere… — Ele suspirou e pegou o celular. — Alô?

— Caralho, cara! Cadê você?! E a–

— Ah! Eu estou bem. Já estou indo. — Ele desligou, sabendo muito bem que se tratava de Riven e da festa surpresa da loira.

— O que houve? Você precisa ir agora? — A última frase saiu com um tom magoado.

— Não! Eu… bem, vamos dar uma volta. — Ele sorriu. — Vista-se.

Ela piscou. — O quê?

— Vamos dar uma volta. Vou te levar para tomar sorvete. Ok? — Ele sorriu.

Sorvete sem dúvida a faria melhorar de todas as maneiras. Ela beijou-lhe a bochecha antes de sair de seu colo e ir até o guarda-roupa.

— Vestido ou saia? — Ela refletiu. Brandon sorriu ao observar a loira jogar várias roupas em cima da cama e analisar cada peça.

— Essa! Perfeito! Vou tomar banho, volto já.

Mais dez minutos. Stella voltou para o quarto enrolada em um roupão de pelúcia rosa com suas iniciais no torso esquerdo. A toalha estava enrolada na cabeça e ela sorria para ele.

Quando ela tirou o roupão, as bochechas do moreno esquentaram. Ali estava ela, completamente nua, na frente dele. E ele precisava se segurar, não podia incentivá-la ao sexo sabendo que havia pessoas os esperando.

— Você vai ficar olhando? — Ela sussurrou próximo de seu ouvido ao se inclinar para pegar uma peça de roupa na cama.

— Stella… Hm… — O telefone tocou. Salvo pelo gongo! — Eu preciso atender! — Ele levantou e correu para o lado de fora.

— Mano, o que você tá fazendo?! Estão transando?! — A voz de Riven retumbou em seus tímpanos.

— Cara, eu estou quase, sossega! — Ele bufou.

— Anda logo que eu tô tentando impedir que Nabu e Nex briguem!

— Briga?

— É! Longa his… Nex! Solta isso! Cara!… Brandon, só vem logo. — E Riven desligou.

— Brandon, o que tá havendo? — Stella perguntou atrás dele. Ao virar-se, ele a viu com um belo vestido azul bebê que abria logo abaixo dos seios e ia até o meio das coxas. Saltos azul royal coloriam seus pés. Havia começado a passar maquiagem no rosto, o cabelo penteado como sempre.

— N-nada… — Ele se pegou hipnotizado por sua beleza. — V-vamos.

— Vamos? Eu ainda não terminei de maqui–

— Não faz mal! — Ele a puxou pela mão. Stella só conseguiu tirar a chave da porta e seguir atrás dele, os passos ligeramente atrapalhados, os dois rindo.

— Espera, não estamos indo para a entrada principal. — Ela franziu a testa quando passaram o hall de entrada dos dormitórios.

— Estamos indo pra algo melhor. — Ele sorriu. — Mais planejado.

— Brandon, o que você está aprontando?

— Só vamos. Você vai ver.

E não teve outra. Assim que Stella abriu a porta indicada por ele, confetes voaram pelo ar, um brado de mais de doze adolescentes. Aisha segurava o bolo em forma de unicórnio com olhos de estrela nas mãos, as velas queimando.

— Vocês fizeram uma festa surpresa pra mim? — Os olhos de Stella se emocionaram, brilhando. — E de unicórnio?

— E estrelas! — Tecna ressaltou. A loira sorriu, com lágrimas teimosas molhando suas bochechas, e correu até as meninas, as puxando para um abraço.

— Ei! Cuidado, eu tô com o bolo! — Aisha protestou, rindo, feliz pela alegria da amiga.

— Eu amo vocês! — Disse Stella.

— Também te amamos, loira. — Musa sorriu.

O abraço em grupo se desfez e cada um a foi comgratular separadamente. Brandon analisou Nex, na área do DJ. Não parecia haver vestígios de uma briga ali, mas ele preferiu não questionar agora.



Uma coisa que não haviam percebido, é que não tinham trancado a porta do quarto 101. A garota sorriu e adentrou no quarto, se apossando do território inimigo.


Notas Finais


Espero postar o próximo em breve!

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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