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História High School Sucks - Capítulo 17


Escrita por: e GbMr


Capítulo 17 - Satisfazendo o Coração... Ou Talvez Não


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 17 - Satisfazendo o Coração... Ou Talvez Não

Aisha digitava no celular enquanto voltava da sala de Avalon sozinha. Trocava mensagens com Nex, estampando um sorriso bobo.

— Princesa Aisha. — Uma voz familiar a distraiu. Aisha se virou e sentiu suas bochechas corarem intensamente.

Nabu parecia muito mais velho do que realmente parecia. Dos meninos, era o pai do grupo: era mais sensato, mais sábio. Ele se aproximou de Aisha e passou os braços por seus ombros. — Você está ocupada? — Ele disse com a voz rouca, a sobrancelha arqueada na testa.

— N-não. — Ela desligou o visor de seu telefone, ignorando as notificações que ainda chegavam para ela. — Por quê?

— Eu… estive pensando… e reunindo coragem. — Nabu sentiu as bochechas esquentarem. — Queria ficar com você.

Isso era algo novo. Aisha gostava de Nabu. Também gostava de Nex, mas esse assunto não vem ao caso no momento. Sentia o coração bater com os dois, e sentia-se culpada por isso.

Mas conseguiu abrir um sorriso travesso antes de assentir. — Namorar é proibido, então… — Aisha correu os olhos até os portões da quadra gramada.

— Você é genial. — Nabu sorriu, e os dois se dirigiram para lá.

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Sky observava Bloom atentamente, enquanto ela anotava as etapas da reação que tinham acabado de fazer em laboratório. Dessa vez, não ouve explosão, nem uma nuvem de espuma. Foi perfeito.

Bloom olhou de canto de olho e parou de escrever. — O que foi? — Ela olhou para ele.

Sky também gostaria de saber. Por que, de repente, se interessara tanto pelas horas do projeto de química? Por que ao ver seus cabelos ruivos passando pelos corredores durante a mudança de sala, sentia seu coração saltitar vacilante? Parecia que tinha perdido alguma coisa, como se acabasse de saber que sua BMW não tem conserto.

— Sky?

Ele piscou. — Eu… Hm… — Ele desviou o olhar. — Não tive uma noite muito boa. — Ele mentiu.

— Ah, sério? — Ela arqueou a sobrancelha. — Bem, uma pena. Por que não vai tomar um café na cantina?

Porque não precisava de café, Bloom. Sky tentava resistir ao olhar para ela. Sabia os riscos de beijá-la, de sentir seu corpo no dele. Sabia, também, que isso poderia estragar a amizade que agora estavam construindo.

— Não. Não curto cafeína. — Ele voltou a olhar para o béquer lotado de líquido transparente, que ele sabia muito bem que não era água, e sim uma mistura de ácido acético, água destilada e permanganato de potássio oxidado.

— Bem, você quem sabe. — Bloom deu de ombros e terminou o relatório. — Aqui, eu escrevi exatamente o que aconteceu. Agora não precisamos mais de encontros, já que o trabalho acabou.

Sky sentiu seu coração pesar. — Mas… ainda temos que apresentá-lo.

— E pra isso precisamos nos isolar numa sala?

— E-eu…

— Sky, tem alguma coisa acontecendo? — Ela deixou a caneta de lado. Ele queria dizer a verdade, que sentia algo estranho quando estava perto dela. Que sentia vontade de beijá-la interruptamente, que sentia o coração saltitar quando via seus cabelos esvoaçantes brilharem nos corredores.

— Não. — Ele desviou o olhar. — Problemas em casa. Nada com o que se preocupar.

Ele juntou suas coisas rapidamente.

Não parecia mais o menino descontraído que estava pouco se lixando se o mundo estava ou não em chamas. Ele parecia… preocupado.

— Eu fiz alguma coisa?

Ele sorriu. — Não, cenoura. Você não fez nada. Como eu já disse, problemas em casa. — Ele jogou a mochila nas costas. — Te vejo por aí.

— Sky! Espera! — Ela sentiu o coração pular no peito. Por que de repente?

Ele olhou para ela, se esforçando para não demostrar nada além de indiferença.

— Hm… te vejo na aula. — Ela desviou o olhar para o caderno. Ouviu o barulho da porta se fechando, e Sky se fora.

.   .   .

— Acabei! — Helia declarou, animado. — Flora… você ficou incrível!

Flora saiu de sua posição e se pôs junto do jovem artista, analisando a pintura recém feita.

— Helia… — Seus olhos se arregalaram. — Você… você é muito bom!

Ele sorriu, as bochechas coradas. — Obrigado.

— Sério, você vai ser artista, né? — Ela questionou. Helia deu um sorriso ligeiramente triste.

— Não sei, Flora. Meu pai mexe no ramo dos negócios. Não sei se ele iria gostar de ver um filho sendo artista… ainda mais…

— Ainda mais o quê?

— Que minha mãe era uma. — Ele desviou o olhar. E… foi uma das causas de sua morte.

Flora permaneceu com os olhos verdes observando o jovem pintor. Ela sentou-se, seu corpo encostando no dele. — Eu… eu não sabia. Eu sinto muito.

— Tá tudo bem. — Ele olhou para ela, com um sorriso triste. — Você é minha namorada. Merece saber das coisas.

— Não se você não estiver confortável para falar sobre isso.

Ele pegou sua mão. Sua pele estava quente, aquecida com o cheiro de rosas. — Minha mãe era artista plástica. Era praticamente a razão da vida do meu pai. — Ele observou sua mão acastanhada. — Ela morreu enquanto fugia da mídia artística, que é extremamente tóxica. O motorista do carro onde ela estava fez um desvio que fez o carro aportar e cair de ponta cabeça num lago.

Flora sentiu os olhos se encherem de lágrimas. — Eu sinto muito.

— Ele passou a culpar a arte pela morte dela. Diz que se ela não tivesse seguido essa carreira, não teria morrido. — Ele encarou o céu nublado. — Mas… de certa forma… quando estou pintando, me sinto conectado com ela.

Flora observou o gramado verde. De certa forma, a última frase de Helia a confortou.

Seus pais eram divorciados. Sua mãe vivia na Inglaterra, seu pai, em Porto Rico. Nos fins de semana, costumava ir para casa, em Londres, e nas férias, costumava ir para a casa do pai. Seu pai era botânico, e a distância que tinha com ele sempre era desestruturada quando Flora ficava perto das flores, perto no verde, porque seu pai adorava passar os domingos na estufa da cidade de San Juan. Riam e recolhiam flores caídas no chão, as juntando num buquê, enquanto Miele e sua mãe ficavam em casa.

Flora sempre esteve mais conectada com o verde, com o jardim.

Entendia o que Helia queria dizer com a arte a manter perto da mãe dele. Claro, seu pai não estava morto, mas estava sempre com ela de certa forma, por mais distante que estivesse. Sempre o sentia perto quando sentia o doce perfume de uma flor, quando sentia a grama salpicar suas pernas.

— Você quer ir no Baile de Outono comigo? — Flora piscou, percebendo que estava num devaneio profundo.

— Hm… baile?

— Sim. Todo ano a Manchester Hall organiza um baile para os alunos, mais pra garantir a harmonia e diminuir o estresse. — Ele revirou os olhos.

— E pelo o que você está dizendo, isso não ajuda muito.

— Não mesmo. As brigas mais memoráveis surgiram nessas festas. — Ele sorriu. — Mas eu estou louco para dançar com você.

Flora corou e deu uma risadinha. — Não precisa de um baile pra dançar comigo.

— Mas quero mostrar pra escola toda como minha namorada é bonita.

— Você é demais, Helia. — Ela deitou a cabeça em seu ombro.

Ele abraçou sua cintura, acariciando-a. — Sou muito sortudo.

Flora tocou seu rosto. — Eu também sou bem sortuda. — Ela sussurrou. Seus lábios vieram de encontro ao dele, compartilhando um beijo quente e apaixonado.

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— …E foi assim que a Dinastia de Windsor chegou ao poder. — Riven olhou para a japonesa. — Você entendeu?

— Então… eles hoje se mantém com as diversas propriedades que possuem nas principais áreas de Londres. — Ela refletiu.

— Exatamente.

— E o príncipe Harry… Hã… Pode ser a razão de uma nova era Real?

— Uhum.

— Acho que entendi. — Sua expressão estava bem mais suave do que de costume.

Riven estava sendo extremamente gentil e paciente ao ajudar Musa nos deveres de história. A raiva da jovem havia se reduzido um pouco, mas claro que isso não a fazia perder a oportunidade e insultar Riven com todas as forças.

— Ótimo. — Ele suspirou. — O que vou ganhar em troca por ter te ajudado?

— Não vou matar você.

— Poderia ser um beijo, não? — Ele riu.

A asiática ficou vermelha e franziu a testa com raiva. Ele ergueu as mãos em sinal de redenção e se preparou para se retirar.

— Bem, então…

Riven parou de falar quando sentiu os lábios dela em sua bochecha. Ele olhou para ela, incrédulo, sem conseguir processar o que havia acabado de acontecer.

— Mu-Musa…

— Vá, antes que eu lhe dê um chute no saco. — Ela estava mais vermelha que beterraba. Ele assentiu com a cabeça e se levantou, sem fazer piadinhas, o que não era típico dele.

Ok, havia recebido um beijo na bochecha. E aí? Todo mundo faz essas coisas. Mas… Musa tinha um toque especial.

Um toque diferente.

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Os lábios de Nabu eram quentes e tinham gosto de caramelo. Suas mãos eram suave e fortes, seguraram Aisha como se tivessem medo de perdê-la.

A brasileira andava em direção ao dormitório tocando os lábios inchados. Mal podia acreditar no que havia acabado de fazer.

Um beijo, um belo e digníssimo beijo.

Do seu belo e digníssimo crush.

Encontrou com Bloom no corredor, a mochila jeans surrada nas costas.

— Aisha, tá tudo bem? — A ruiva arqueou a sobrancelha.

Aisha disse algo como "Uhum", e Bloom riu.

— Paixonite.

— Quê?

— Você me ouviu.

Musa surgiu nos corredores, um cosplay perfeito de uma venda cheia de tomates. Bloom franziu a testa e observou as duas.

— Gente, o que deu em vocês hoje? — Ela deu um sorrisinho.

— Nabu e eu ficamos. — Aisha deu um sorriso de felicidade.

— Awn! Acho vocês são fofos! — Bloom sorriu.

— Obrigada. — Aisha corou e desviou o olhar. — Mas… eu também gosto do Nex…

— E você acha que isso foi errado? — Musa perguntou, olhando para a brasileira.

Aisha deu de ombros. — Eu não sei. Eu também o beijei outro dia e…

— Aisha! — Bloom sorriu. — Céus! Eu achei que você não fosse assim!

— Como assim?

— Você é pegadora.

Aisha corou. — Para com isso.

— E aí você ficou com os dois e não sabe quem você mais gosta? — Musa concluiu. A níger assentiu com a cabeça. — Nossa… bem, ok. Não é como se vocês namorassem ou algo assim. Acho que tá tudo bem você ficar com mais de uma pessoa e ter sentimento pelas duas.

Bloom observou o chão. Será que isso também acontecia com ela? Sentia… sentia algo estranho por Sky, mas era algo que ela sabia muito bem o que era. Era a mesma coisa que sentira por Andy no início de tudo, e que foi se desgastando com o tempo e…

Não. Bloom deveria estar só carente, nada mais que isso.

— E você Musa? — Aisha olhou para ela. — Podia ser facilmente confundida com a maçã da Branda de Neve. — Ela riu.

— Ah… — As bochechas da japonesa voltaram a ficar vermelhas. — Nada importante.

— Acho que é um alguém. — Bloom estreitou os olhos. Musa estava prestes a protestar quando viu Tecna no corredor.

— Hey Tec! Onde está indo? — A japonesa perguntou. A magenta sorriu e se virou para ela.

— Só tô caminhando por aí, procurando vocês… — Ela se aproximou das meninas, como se fosse contar um segredo horrível. — Eu descobri mais coisas sobre as Nebulosas.

Os olhos de Aisha cintilaram. — Tipo o quê?

— Tipo o motivo de Icy, Darcy e Stormy, as atuais Trix, terem saído do grupo sem dizer uma palavra.


Notas Finais


Prometo escrever logo logo e postar o próximo capítulo!

Peço perdão aos possíveis erros de português e de ortografia pelo caminho, meu celular pode ser meio teimoso com o corretor às vezes.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa!

Beijos, GbMr ~


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