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História High School Sucks - Capítulo 19


Escrita por: e GbMr


Capítulo 19 - Concussão


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 19 - Concussão

Prof.ª Mavilla apitou.

— Ok! Por favor sentem-se. Irei dizer a formação dos times para os Jogos Interescolares de Manchester.

Stella recordou-se momentaneamente da discussão que tivera com as meninas sobre isso na hora do almoço.

Ela era uma excelente jogadora de vôlei. Sempre ia para Riccione, nas férias de verão, e formava um time com seus amigos. Ganharam alguns torneios. Outros foram mais por diversão. Aisha também dizia gostar bastante de vôlei, e, assim como Stella, tinha o costume de jogar na areia.

As únicas que de fato não tinham muita afinidade com o esporte eram Tecna – pois a Noruega não é o melhor país para se jogar esportes quentes – e Musa, por falta de prática mesmo.

— Bloom Peters, Stella Gabbana, Flora Fernández, Aisha Pelay, Musa Watanabe, Tecna Årud…

As meninas comemoraram. Não sabiam exatamente se estavam mesmo escadas para o time de vôlei, mas já ficaram muito felizes de estarem juntas, até que…

— …Diaspro Prince, Icy Windsor, Chimera Solaris, Digit Malfatti e Chatta Willhermina. Vocês serão o time de vôlei oficial da Manchester nos jogos!

As Winx não pareciam mais tão animadas. O problema não era Icy, Digit ou Chatta, que tinham apatia. Eram, na verdade, as duas Nebulosas ali indicadas.

— E Krystal Linphea, você será a líbero.

Ok, três Nebulosas para lidar. As meninas comemoraram, inclusive Mitzi, que estava fora do jogo.

— Por que elas três entraram e Mitzi não? — Aisha murmurou.

— Professora Mavilla! — Tecna levantou a mão. A mulher de cabelos castanhos se virou para a garota de cabelo magenta.

— Sim, Senhorita Årud? — A professora arqueou uma das sobrancelhas.

— Err… Quais foram os critérios que a senhora utilizou para seleção?

— Como assim? — Ela pareceu ainda mais confusa.

— Bem… — Tecna olhou para suas amigas. — Nós perdemos no último jogo de vôlei. Por que pôs a gente no time se não ganhamos nenhuma vez?

— Isso faz sentido. Não quero jogar com perdedoras. — Chimera resmungou. Stella lançou-lhe um olhar raivoso.

— Bem, isso é simples. Minhas garotas jogam muito bem. — Ela deu um sorriso triunfante para a platéia, formada majoritariamente por meninos. Mas seu sorriso se desfez, talvez por perceber que Codatorta não estava ali. Bloom pôde notar que aparentemente eles tinham uma richa de sexos silenciosa. — Não se trata de ganhar ou perder. — Ela voltou a olhar as garotas. — E sim do espírito competitivo, que vocês todas provaram ter.

"Espírito competitivo?", Musa pensou. "Só se for pra ver essas garotas comendo poeira competindo com minha mão…"

— Mas não é justo! — Diaspro uivou.

— Senhorita Prince. — O tom na voz de Mavilla dizia que já tiveram essa conversa uma porção de vezes. — Precisamos de um time, e elas são alunas excelentes.

O elogio fez a loira ter um espasmo no olho direito. Ela lançou um olhar frio à Bloom, como se ela fosse a razão de todos os males do universo.

— Tanto faz. — Diaspro resmungou.

— Como eu ia dizendo, vocês serão o time de vôlei. Terão muito treino pela frente, mocinhas. — Maville sorriu e desviou o olhar. — Agora, o time de futebol!

Bloom desviou o olhar para as duas garotas que faziam parte do time e que não tinha muita intimidade. Digit Malfatti possuía cabelos curtos, pretos com mechas brancas, lembrando um pouco a Cruela. Sua pele morena parecia ser feita de caramelo. Seus olhos azuis exalavam inteligência, e logo ela sentiu que Digit deveria ser a capitã do time, sobretudo porque deveria ter uma estratégia muito boa.

Ao olhar para Chatta, se lembrou de Stella. Eram ligeiramente parecidas. Ela tinha a pele bronzeada de sol e cabelos loiros, mas seus olhos eram verdes como uma água lentica. Parecia agitada, mascava chiclete como se fosse a resposta para a solução de uma equação logarítmica difícil. Parecia ser bem ágil.

— Digit veio do sul da França. — Stella sussurrou. — Tecna teria uns bons papos com ela.

— Eu entendi a referência. — Ela resmungou.

— Veio de uma cidade famosa por suas faculdades e tec… tecno…

— Tecnopolo. — A magenta sugeriu.

— Isso aí.

— E a outra? — Bloom perguntou, curiosa.

— Ah, Chatta é…

Stella parou de falar quando viu Aisha gargalhar. As meninas não entenderam.

— Não gente… não liguem pra mim… — Ela tentou parar, começando a atrair atenção demais para si. — Chatta é chata em português.

As meninas fizeram um "ah!", como se explicasse tudo.

— Então… fala mais sobre ela. — Tecna pediu.

— Acho que Flora pode falar mais sobre ela. — Stella deu um sorriso travesso, fazendo a latina corar.

— Por quê? — Até Musa, mais familiarizada com a garota, arqueou a sobrancelha.

— Chatta é minha companheira de quarto. — Flora deu de ombros. — Ela é bem agitada. Foi diagnosticada com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Além disso, adora deixar o quarto uma bagunça.

— Ah… isso explica. — Tecna a observou.

— Explica o quê? — Aisha questionou.

— Ela está mascando chiclete nervosamente. O joelho dela não para de bater na quadra. Parece que precisa manter o sangue aquecido, como se tivesse hipotermia.

— Ai Tecna, eu sinceramente não aguento essas explicações tão geniais. — Stella revirou os olhos e elas riram.

— Meninas? — Mavilla chamou. As seis olharam para ela. — Há algo que gostariam de compartilhar com a gente? — Seus olhos castanhos se estreitaram perigosamente.

— É, meninas. — Um sotaque foi propositalmente carregado na voz de Diaspro. — Algo a acrescentar?

— Não, Professora Prince. — Bloom debochou. A loira rosnou.

— Parem com isso! — A voz de Mavilla estava lotada de repreensão. — Vocês serão um time! Não quero essas picuinhas entre minhas atletas!

Bloom resmungou um tanto faz.

Mavilla prosseguiu com a escalação dos times, agora, na área de atletismo. As Winx voltaram à sua conversa, o tom da voz mais atarracado.

— Ela também faz parte de um grupo, assim como as Nebulosas, as Trix…

— Nós… — Musa acrescentou na fala de Flora.

— Isso. Elas são as Pixies. São legais.

— Quando você diz legais você diz no sentido de não serem megeras que usam segredos de outrem para se beneficiarem… — Musa lançou um olhar mortal e desafiador para o grupo das Nebulosas, rindo de alguma coisa engraçada que Diaspro dizia, olhando fixamente para Bloom.

— Essa piranha… — A ruiva resmungou, mas Stella a segurou pelo pulso.

— Ou legais no sentido de: ah, oi, eu sou uma Pixie! Quer tomar um café com a gente?

— Mais nesse sentido aí. — Flora concordou. — Nunca tive problemas com Chatta… bem, só alguns, mas eram relacionados à organização, nada tão grave.

— Organização. — Stella balançou a cabeça. — Bloom, sinceramente você precisa de uma aula de organização.

— O quê? Mas eu deixo as coisas arrumadas!

— Meninas! — Mavilla repreendeu. — Silêncio! O que há com vocês hoje? O campo está cheio de formigas, por acaso?

Elas murmuraram um pedido de desculpa.

— Discutimos sobre o dom de organização de Bloom depois. — Aisha sussurrou.

— Dom que ela não tem. — Stella provocou.

— Ei! — Bloom se exasperou.

Mavilla lançou mais um olhar, que dizia ser o último aviso antes de condená-las à detenção. Bloom sinceramente não queria dar esse gostinho para Diaspro, de vê-la ganhar uma mancha em sua ficha por conversar na aula de Educação Física.

— Ok! Times formados! — Mavilla olhou para o pulso, provavelmente conferindo as horas em seu AppleWatch. — Temos vinte minutos antes do encerramento da aula. Vamos a uma partida de queimada. Anda! Ligeiro. Escolham um lado da quadra e se dividam como quiser!

As meninas se levantaram do piso de linóleo. As Winx, claro, se dispuseram juntas em um da lados da quadra.

Bloom olhou se relance para a arquibancada. Viu os cabelos loiros de Sky entre os alunos. Ele parecia o mesmo de sempre: os cabelos loiros no meio do pescoço perfeitamente penteados e esvoaçantes, os olhos azuis brilhando como o céu num dia ensolarado, as roupas relaxadas compostas por uma camisa branca e vermelha já desbotada e uma calça jeans com vários puídos no comprimento.

Mas, apesar de seu ar despojado, faltava algo que fazia Sky ser único: o sorriso provocante nos lábios. Sua boca não tinha nem uma curva sequer, e Bloom imediatamente soube que ele não estava bem. Não sabe como sabia disso, mas sentia que Sky não era ele mesmo sem aquele sorriso estúpido que a fazia querer beijá-lo.

Espera, ela queria beijá-lo?

— Peters! — Ouviu a voz de Mavilla num tom severo. — Preste atenção! Isso é um jogo de queimada, você vai se ferrar!

A bola já rolava pela quadra. Bloom corria para se proteger, assim como as outras meninas. Diaspro estava no time adversário, os cabelos loiros presos num rabo de cavalo, e Bloom pôde ter uma visão melhor de como ela estava com raiva.

A bola voou de um lado a outro. Por sorte, tinham Aisha e Stella, que eram ágeis como projéteis. Aisha conseguiu queimar uma garota ruiva e outra morena.

— Muito bom Aisha! — A voz de Mavilla parecia feliz. — Não esperava menos de você!

Bloom sorriu. Estavam ganhando. Flora se jogou no chão quando a bola passou por ela. Musa pegou-a e correu até a linha de meio de campo, uma carranca no rosto.

— Comam poeira! — Ela gritou, jogando a bola, queimando Mitzi, que a xingou em alguma palavra de origem eslava.

— O certo seria linóleo… — Tecna murmurou. — Mas tudo bem.

Bloom sorriu e olhou para a arquibancada novamente. Sky estava com os olhos fixos na bola, mas o olhar encontrou-se com o dela. Ele deu um sorriso mínimo e tímido, como se expressasse algum tipo de pena ou misericórdia de Bloom, seja lá o porquê.

A expressão dele mudou. Ele começou a gesticular com a boca, algo que parecia ser um "Saia! Saia!". Depois, seus braços acompanharam os movimentos, até que Bloom caiu.

Sentiu uma dor lacinante na cabeça e viu uma série de pontos pretos. Sentiu vontade de vomitar, mas não tinha forças para isso. Não ouvia mais nada, nem sentia seu corpo, só sua cabeça parecendo prestes a explodir.

Piscou, desorientada, e a última coisa que viu foi Mavilla estalando os dedos na frente de seu rosto, antes de tudo ficar escuro.

.   .   .

Bloom acordou sentindo como se duzentos touros tivessem pisoteado sua cabeça com todas as quatro patas. Ela gemeu e tentou se sentar, mas as mãos de Stella a impediram.

— Vai com calma, Bloom. A pancada foi feia. — A loira deu um sorriso mínimo.

— Diaspro é uma vadia mesmo… — Aisha rosnou.

— Meninas…?

— Ah… só Aisha e eu estamos aqui. Não pode ter muitas pessoas na enfermaria. Você sabe. — Stella deu de ombros, mas Bloom não entendeu do que estava falando.

— Bloom Peters. — Uma voz mais madura, porém doce, passeou pelo ar. — Você é uma garota forte. Com a bolada que recebeu, calculei que só acordaria amanhã de manhã. — Uma mulher de cabelos ruivos claros surgiu entre as cortinas. Tinha um sorriso dócil, os óculos de grau triangulares sobre os olhos escuros. — Quantos dedos tem aqui? 

— Dois… mas…

— De onde você é?

— América.

Ofélia revirou os olhos. — Egocentrismo estadunidense. — Ela voltou a olhar para a ruiva. — Você teve uma concussão. Recomendo que não levante e que saia amanhã de manhã. Terá um repouso de dois dias para… bem, não correr o risco de desmaiar sobre os livros nem nada do tipo.

— Então… nada de aula?

— Só por enquanto, mocinha. Vai receber um atestado. — Ofélia deu um sorrisinho. — Vou deixar você com suas amigas.

E Ofélia sumiu nas cortinas.

— Eu vou acabar com a raça dela. — Aisha rosnou. — Aquelas Nebulosas…

— Gente, relaxa aí. Eu tô bem. — Bloom ergueu as mãos, fazendo um joinha com os polegares.

— Ah tá! — Stella revirou os olhos. Aisha deu uma cotovelada leve nas costelas da amiga. A loira reclamou mas logo percebeu para onde ela estava apontando. — Ah… vamos deixar você com a visita.

— Visita? Que visita? — Bloom tentou sentar, e gemeu quando a cabeça latejou. Aisha a forçou ficar deitada.

— Ah, só um garoto. — Ela deu de ombros, mas o sorriso estava cheio de malícia. — Vamos Stella.

— Use camisinha. — Foi o que Bloom leu nos lábios da loira, antes dela piscar e sair.

O rosto de Bloom esquentou. Quem estaria ali para Stella falar desse jeito?

— Você se machucou feio, cenoura. — Ouviu a voz familiar do menino loiro que lhe dera tal alcunha. Sky se aproximou da maca que ela repousava.

— Ah. Legal.

— Legal. — Ele assentiu com a cabeça. — Essa faixa na sua testa é muito estilosa.

Isso a fez rir, mas ela logo se arrependeu, pois sentiu uma dor lacinante. Sky fez uma careta.

— Desculpe.

— Tudo bem. — Ela se ajeitou. — E então? Você veio conferir se eu estou viva?

— Claro. Eu não ia querer apresentar o projeto de química sozinho!

Ela sorriu.

— E… — Ele pareceu mudar de postura, como se ficasse intimidado perto dela. — Vim te trazer isso.

Ele tirou um pequeno chaveiro laranja do bolso da jaqueta esportiva. Ele pôs na mão dela. Bloom levantou a mão e pairou o objeto perto de seu rosto.

— Uma cenoura?

— É.

— Você tá me dando uma cenoura?

— É uma cenoura da sorte. — Ele corou. — Minha avó… ela deixava comigo quando eu ficava doente ou me machucava. Pra te fazer sentir melhor.

O coração dela disparou com aquilo. Ele estava sendo tão fofo! Não, ela não podia demonstrar interesse. Pelo menos não por enquanto. — Então… ao invés de me fazer uma sopa de cenoura ou me trazer cenouras de verdade…

— Ah! Você quer cenouras de verdade? Posso ir na cozinha buscar! — E ele se virou, seguindo em direção à porta.

— Sky! Eu não posso rir! — Mas ela já estava esboçando um riso contagiante. Se interrompia, gemendo de dor, mas ainda ria.

— Ops. — Ele deu uma risadinha. — Bem… pelo menos eu não vou ter que lidar com brócolis e batatas agora.

— Brócolis e batatas? — Ela arqueou a sobrancelha e logo fez uma careta de dor.

— É. Os inspetores são brócolis, porque são ruins mas necessários, e as batatas são os outros alunos.

— Então você resume o mundo em uma cesta de legumes?

Ele riu. — Pode-se dizer que sim.

— Tá bem… então… todas as ruivas da escola são as cenouras?

Bloom não queria que ele respondesse. Queria que cenoura fosse seu apelido exclusivo, e ficaria triste em saber que ela não era a única cenoura dele.

— Bem… tecnicamente… — Ele esfregou o queixo e logo balançou a cabeça. — Não. Ruivas são muito raivosas. Você é mais… legal.

— Ei!

— Cenoura dá pra fazer maravilhas, como bolo de cenoura. — Ele piscou com malícia. — As outras são beterrabas.

— Beterrabas.

— Porque não são legais.

— Não são legais.

— Você tá bem mesmo?

— Por quê?

— Tá repetindo tudo o que estou falando.

— É só pra ter a certeza de que você quis dizer o que você quis dizer.

Ele piscou. — Ok, você é louca. — Ele respirou fundo, seu sorriso diminuindo um pouco. — Você sabe que poderia ter morrido, não é?

— Morrido com uma bolada na cabeça?

— Você sabe. Traumatismo craniano, derrame, essas coisas.

— Tá me chamando de velha?

Sky passou a mão no rosto, mas Bloom pôde perceber que ele se esforçava para não rir. — Derrame não tem a ver com a idade, diretamente. Tem a ver com sua saúde e sua estabilidade corporal.

Ela piscou um pouco. — Como você sabe disso?

Ele deu de ombros. — Talvez eu queira ser médico.

— Médico?

— É… não sei… na verdade, não importa. — Ele suspirou e olhou para a janela. Seus olhos azuis brilharam com o brilho da noite, e Bloom não pôde não pensar em como ele era bonito.

— Você… quer falar sobre–

— Então, Diaspro está de castigo. — Sky mudou bruscamente de assunto, e Bloom percebeu que aquilo era delicado para ele. — Ela ficou bem brava. Mavilla ordenou que ela tirasse os chicletes debaixo de todas as arquibancadas como punição. Mas pediu por isso.

— Ela deve estar furiosa.

— Não importa. — Ele respirou fundo e olhou intensamente para ela. Bloom desejou estar mais apresentável do que com roupas suadas e sujas e uma faixa de gaze na testa. — Por falar nisso, quer ir ao Baile de Outono comigo?

Ela piscou. — M-mas…

— Olhe, eu não me importo. — Ele deu de ombros. Algo estava acontecendo para ele estar tão pouco preocupado com seus possíveis segredos. — Eu quero ir com você, Diaspro não vai regrar a minha vida.

— Mesmo que ela fique putassa e tals?

— Você tem algo a esconder?

Bloom temia que no fundo tivesse. — Não. Não tenho.

— Crianças. — A voz de Ofélia surgiu atrás das cortinas. Ela se revelou, em seu jaleco, com uma bandeja de algo que parecia ser sopa. — Está na hora do jantar. Acho melhor você ir, Sky.

Ele suspirou, descontente, mas assentiu com a cabeça. — Claro… — Ele olhou para ela. — Melhoras, cenoura.

E saiu, deixando Bloom e a enfermeira sozinhas.

— Ele te chama de cenoura? — Ofelia parecia assustada.

— Não se preocupe. É só um apelido.

— Bem… ok. — Ela fez a maca de Bloom se eregir e ela sentiu uma pontada na cabeça. — Você vai sentir dor quando mudar de posição, sua pressão arterial foi afetada. — Ofélia colocou a bandeja em seu colo. — Quer que eu lhe dê ou…

— Não! Eu posso fazer isso! — Bloom ofegou a colher e forçou um sorriso para a enfermeira. Ela olhou para ruiva e deu de ombros.

— Se precisar de mim, é só me chamar. — E ela sumiu entre as cortinas.

Bloom pegou o chaveiro de cenoura e o pôs em seu campo de visão. Era uma cenoura normal, com folhas verdes bonitinhas, um sorriso cor de rosa fofinho já meio desbotado. Bloom deu um sorriso e pressionou o objeto sobre o peito, em cima do coração.

Naquele momento, pareceu esquecer das ameaças de Diaspro, da traição de Andy, das suas transas casuais com Valtor.

Tudo o que  importava era aquele chaveiro de cenoura. 


Notas Finais


Episódio um pouco mais curto mas sem dúvida um de meus favoritos. Espero que tenham gostado!

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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