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História High School Sucks - Capítulo 21


Escrita por: e GbMr


Capítulo 21 - Uma Tentativa de Compreensão


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 21 - Uma Tentativa de Compreensão

Depois de contar o plano e compartilharem informações, Tecna pôs uma mexa magenta atrás da orelha e olhou para as três meninas.

— Então… vocês estão dizendo que vão nos ajudar…

— Isso. — Darcy confirmou.

— Mas, até agora, elas não fizeram nada com a gente.

As Winx olharam para Tecna com uma expressão séria.

— O que foi?

— Diaspro tentou matar a Bloom! — Stella quase gritou. Lembrou-se de estar na biblioteca e reduziu a voz, mas Barbatea parecia não se importar. Algo ali dizia que uma das Trix (ou todas elas) a fazia temer.

— Foi um acidente. Poderia ter acontecido com qualquer um. — Stormy defendeu. Agora, os olhares de todos estavam nela. — Ain! O que foi?

— Ela odeia Bloom só pelo simples fato dela ter se sentado junto com o Sky na aula do Wizgiz. — Stella argumentou.

— Ah… bem… — Stormy brincou com um cacho. — Podemos considerar isso.

— Ok, mas voltando ao assunto. — Tecna voltou a recebe os olhos multicoloridos das meninas. — O que vocês pretendem… não acham um pouco radical?

— Radical? — Icy segurou uma risada irônica. — Radical é o que elas fizeram com Lucy. Radical é como elas agem como se fossem as donas desse lugar. O mínimo que vamos fazer é afogá-las no próprio veneno.

Stella pensou um pouco. Achava radical sim fazer o que elas tinham planejado. Não iria gostar de ter seus segredos compartilhados para a escola toda, sobretudo da forma que estavam planejando.

Fora que corria uma grande probabilidade das quatro garotas mimadas serem expulsas. E ela não ia querer ser responsável por atirá-las para fora de Manchester Hall, por mais que as odiassem.

— Ok, mas… vocês querem fazer isso assim? — A loira estalou os dedos para enfatizar.

— Pensei em fazermos isso no Baile de Outono. — Icy dedilhou sobre a mesa, apreciando o ruído que suas mãos faziam sobre a madeira.

— Pare com isso! — Darcy reclamou, arrepiada. — Isso não é um vídeo de ASMR pra você ficar assim!

A platinada fez um muxoxo, encolhendo as mãos.

— Então… — Flora limpou a garganta. — Baile de Outono.

— Vamos espalhar como se fossem panfletos. — Stormy pôs os coturnos de salto agulha sobre a mesa.

— Temos tempo pra planejar. — Musa refletiu. — São muitas páginas.

— Exatamente. — Stormy tirou um pirulito de Tutti-Frutti do bolso da saia, desfazendo o invólucro.

— Precisamos falar com a Bloom sobre isso. — Aisha refletiu. — Ela não pode ficar de fora disso.

— Como assim? Não é a maioria que vence? — Icy arqueou a sobrancelha.

— Não somos uma irmandade desse tipo. — Flora retrucou. — Ou todo mundo concorda, ou nada feito.

Stormy fez uma careta, colocando o doce na boca. — Tanto faz. Concordando ou não, iremos fazer isso de qualquer jeito.

As Winx se entreolharam, tensas, enquanto as três meninas se levantavam.

— Tenho aula de latim agora. — Icy se pôs de pé, ajeitando o uniforme. — Espero que façam sua amiguinha ouvir a voz da razão.

E elas saíram, deixando as Winx observando o lugar onde elas estavam.

Musa passou a mão nos fios curtos. — Eu… eu não sei se gostaríamos de tê-las como inimigas.

— Com certeza não. — Flora concordou. — Espero que Bloom pense bem sobre isso.

— Eu sinceramente não acho uma boa ideia. — Tecna observou os desenhos retilíneos que a madeira fazia.

— Mas você viu o que Diaspro fez com a Bloom! — Musa franziu a testa.

— Pode ter sido sem querer. Pode ter acontecido com qualquer garota naquela quadra. — Tecna contrariou.

— Meninas, se a questão é Bloom e Diaspro, vamos deixar isso com ela. — Aisha declarou, tentando impedir uma possível briga. — Se ela foi a vítima da vez, vamos ver o que ela tem a dizer sobre isso.

.   .   .

Bloom não estava mais com a faixa na cabeça. Ofelia ordenou que ela repousasse no quarto até o dia depois de amanhã, para garantir sua melhora.

Mas a primeira coisa que ela fez ao sair da enfermaria, foi se dirigir para o terraço.

Não queria encontrar com seu pai novamente na escola. Não queria que ninguém a visse naquele estado. Seus olhos estavam quase vermelhos de tanto chorar. Sua cabeça latejava, tanto pela pancada quanto pelas lágrimas.

A vista de Manchester continuava linda, o sol quase raro de se aparecer iluminando a lataria da Wheel of Manchester, feixes prateados se espalhando no horizonte. Além da atração, os grandes prédios comerciais também cintilavam em suas vidrarias, a luz do sol os tornando mais bonitos que observando-os sobre o luar.

Mas nada disso importava. Bloom estava pouco se lixando com a paisagem. Ela só queria entrar num pote e se trancar lá dentro, se sufocar.

Será que em todos esses anos reclamando de seus pais, ela realmente havia sido uma garota mimada e incompreensível? Ela sabia que seus pais trabalhavam demais, e lucravam com isso.

Mas ela não se importaria de nascer em uma família pobre se isso a fizesse receber o carinho dos pais. Ela não se importaria de nascer num gueto de Los Angeles, de ter seus pais trabalhando duro para sobreviver se todas as noites eles lhe dessem um beijo e dissessem que tudo ia ficar bem.

— Bloom? — Ouviu uma voz familiar. Ela não ousou se virar. Seja lá quem fosse, não ia querer que a visse desse jeito.

Sentiu braços fortes e familiares a abraçar. Não eram bronzeados da Califórnia, nem pálidos de Manchester. Ela se virou e viu mechas loiras que reconheceria em qualquer lugar.

— Vá embora!

— Não! Cenoura… você… — Sky mordeu o lábio com força.

Ele odiava ver mulheres chorando. Achava que era a pior coisa do mundo.

Seja lá quem estivesse fazendo sua garota chorar, iria sentir o gostinho do seu ódio. Seria aquele babaca do Andy?! Ou Diaspro?!

Espera, ele pensou sua garota?

— Não quero que me veja assim! — Ela o afastou, virando-se rapidamente para cobrir o rosto. Sky cerrou os punhos e a abraçou por trás.

— Não vou te deixar sozinha. — Ele apertou sua cintura.

Ela rangeu os dentes e se virou para ele. Bateu em seu peito compulsivamente, querendo que ele se afastasse, mas ele continuou ali, de pé, vidrado com a situação. Bloom finalmente desistiu e se desatou aos prantos, escondendo o rosto em seu peito, o abraçando com força. Sky respirou fundo e a abraçou de volta, acariciando suas mechas ruivas.

Ficaram assim por uns cinco, dez minutos, até Bloom conseguir parar de chorar, ainda aos soluços, e olhar para ele.

— Eu… eu sinto muito. — Ela franziu os lábios Sky pôde ver aqueles olhos tão seduzentes vermelhos de tanto derramamento de água. Ele respirou fundo e a manteve por perto.

— Está tudo bem. — Ele desviou o olhar para a cidade. — Não precisamos falar sobre isso se você não quiser.

Ela piscou, um pouco chocada e extremamente grata por aquilo. Bloom odiava falar sobre seus sentimentos, e, sobretudo, chorar. Odiava chorar mais do que passava o tempo amaldiçoando Andy por tê-la traído.

— Eu… obrigada por entender. — Ela enxugou o rosto. — Ah, eu molhei sua camisa…

— Não tem problema.

— Mas…

— Você já fez coisa pior. — Ele tentou não soar malicioso, lembrando das poucas significantes vezes que ele beijou seu corpo todo.

Cacete, ele realmente queria fazer aquilo de novo. Mas…

— Tanto faz. — Ela fungou e observou a cidade de Manchester. — Por que você veio aqui?

— Porque eu venho aqui quando quero pensar. — Ele subiu sobre o pequeno muro que os impedia de cair.

— Sky! O que você…

E ele se sentou.

— É perigoso!

Sky riu. A sensação de não sentir o chão aos seus pés o dava a impressão de estar voando. Ele olhou para ela, os olhos azuis brilhando de uma forma peculiar. — Você tem medo de morrer, Bloom?

A ruiva refletiu um pouco, observando os olhos dele. — Não. — Ela sentou-se ao lado dele.

Sentiu um frio na barriga ao olhar lá para baixo. Suas pernas não encontravam o chão. Ela deu uma risada, talvez nervosa, talvez só amando se aventurar no telhado com uma bela vista de Manchester.

— Então você veio pensar. — Ela olhou para ele. — O que você está pensando?

Sky deu um sorriso franco e olhou o horizonte. Ele não usava o terno azul marinho da escola. Sua camisa social estava com dois botões abertos e os outros abotoados desalinhadamente. As mangas da camisa estavam em seus ombros. Não havia gravata ali. Sky parecia um empresário que acabara de descobrir que sua vida era uma completa mentira.

— Só pensando. — Ele deu de ombros. Ali estava ele novamente. O Sky Misterioso que Bloom acabara de descobrir.

Ela pegou o chaveirinho desbotado. Deitou-o na palma de uma de suas mãos e acariciou com a outra.

— Espera, você guardou isso? — Ele parecia segurar o riso.

— É claro que guardei. É fofo. — Ela deu de ombros com um sorriso. Ele corou, e ela o acompanhou.

— Bem… então… — Ele desviou o olhar, coçando a nuca. — Espero que te traga boa sorte.

— Por que você sempre faz isso?

— Isso o quê?

— Desvia do assunto quando se trata de você.

Sky não respondeu, observando o chão lá embaixo.

— Pode falar comigo se quiser.

— Acho que eu não falo pelo mesmo motivo que você.

— Você…

— Não gosto de compartilhar o lado ruim da vida com as pessoas. — Ele respirou fundo.

Uma brisa leve passou por eles, os cabelos ruivos dela e os loiros dele acompanhando o vento.

— Eu te entendo por esse lado. — Ela respirou fundo. — Mas falar o que nos deixa apreensivos é uma boa maneira de esvaziar nossa mente.

Seus olhos se encararam por um tempo. Sky sentiu aquela sensação estranha novamente. Seu coração parecia estar prestes a sair do peito. Por que aquilo ocorria quando estava com ela e com mais ninguém? O que diabos estava sentindo?

— Sky… tá tudo bem? — Ela tocou seu braço, lhe fazendo ter arrepios.

— Acho… — Ele desviou o olhar, respirando fundo. — Acho que não tô legal.

Ela mordeu o lábio. — Como assim?

— Sinto… me sinto muito estranho com uma pessoa ultimamente. Não sei o que sinto. — Ele encarou o chão, a metros abaixo deles.

Ele sentia algo por alguém. Por que ela estava se sentindo mal por isso? Ela desviou o olhar. — Deveria falar com essa pessoa. Você é incrível.

— Não sei se é o melhor momento.

Ela respirou fundo e desceu da mureta. — Eu vou descer.

— Não quer mais sentir a brisa de Manchester? — Ele deu seu clássico sorriso ladino. Bloom corou e desviou o olhar.

Por que estava incomodada com essa pessoa? — Não. Eu… acho melhor deitar um pouco. Minha cabeça tá doendo.

Ele assentiu e voltou a observar o horizonte. Bloom se afastou e passou pela portinha, saindo do terraço. Sua cabeça doía. E pensar na pessoa que Sky poderia estar pensando…

Espera! Não fazia sentindo. Ela não era nada além de uma amiga. Por que tinha que pensar nele? Ele podia sentir algo negativo por alguém, certo?

Ela respirou fundo. Viu uma certa comoção no corredor feminino, sobretudo na frente da porta de seu quarto.

Ela franziu a testa. — Com licença…

Algumas meninas olharam para ela com algo que parecia ser pena.

— O que tá acontecendo? — Ninguém a respondeu.

Ela finalmente entrou no quarto. Viu Stella, Flora, Aisha e Griselda, as quatro olhando para sua cama.

— Bloom! Você chegou… — Stella não parecia tão animada em vê-la.

Griselda olhou para ela. Tinha um olhar de… remorso?

— Senhorita Peters… se você quiser prestar queixa à diretoria…

Bloom ainda não entendia. Ela se enfiou entre as amigas e viu o que as preocupava. O que havia comovido o corredor feminino.

Uma bola de borracha gosmenta estava em sua cama. Não. Não era borracha gosmenta. Era chiclete. Vários chicletes mastigados e alguns até secos em cima de sua cama.

Stella fez um som gutural. — Desculpa, eu não posso com isso.

— A Diretoria espera você e Stella às quatro. Se não comparecerem, entenderão que resolveram esse problema. — A inspetora se virou para a porta aberta, onde várias alunas estavam observando. — Quem de vocês teve a audácia de fazer isso com uma de suas colegas?

Um burburinho rolou. Bloom suspiro e tirou o lençol, o enrolando com a bola gigante. — Deixe pra lá.

— O quê?! Bloom! — Aisha arregalou os olhos.

— Senhorita Peters… — Griselda ajeitou os óculos. — Creio que reconsidere…

— É uma questão séria, B! — Flora se agitou.

— No momento não. — Bloom respirou fundo. — Estou com dor de cabeça. Preciso dormir.

— Conversarei com a diretora pra estender o seu prazo até amanhã. — Ela suspirou. — Vamos meninas, circulando! Parem de constipar o corredor!

E Griselda saiu, fechando a porta atrás dela.

Bloom deitou na cama, o braço disposto sobre a testa.

— B… Isso é sério. — Aisha sentou nos pés da cama dela, observando o lençol na pequena lixeira de metal. — Elas foram longe demais.

— Precisam de uma lição! — Flora rangeu os dentes, e acabou despejando sobre o plano das Trix.

— Eu não tô nem aí. Elas fizeram por merecer. — A ruiva rosnou.

— Eu sinceramente não acho isso  tão radical agora. — Stella rangeu os dentes.

— Mas… e se não ter sido elas? — Flora parecia preocupada.

— É claro que foi, Flora. — Aisha rosnou. — Diaspro limpou as arquibancadas como castigo! Foi ela quem juntou essa bola de goma de mascar!

— Fora que isso já aconteceu antes. — Stella analisou a cama. — Só que foi pior. Há alguns anos, elas fizeram isso com absorventes.

Flora arregalou os olhos. — N-não me diga… não me diga que…

— Sim. Estavam usados.

Flora sentiu enjôo imediatamente. — Eu… eu acho que vou tomar um ar.

— Vamos nos reunir antes do jantar. — Bloom murmurou. — Me ponham a par de tudo que as Trix lhe disseram.



Notas Finais


Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!!!

Beijos, GbMr ~


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