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História High School Sucks - Capítulo 23


Escrita por: e GbMr


Capítulo 23 - Um Sonho para Riven


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 23 - Um Sonho para Riven

As Winx se reuniram na mesma mesa de sempre na biblioteca. Bloom ouvia Tecna contar a história, os olhos vidrados na garota magenta e os ouvidos atentos.

Por fim, ela respirou fundo e encarou a mesa. — Elas fizeram isso consigo mesmas.

Flora fez uma careta. — Eu sinceramente não me importo mais de acontecer algo com elas depois do que eu soube dos…

— Absorventes. — Stella encarou a mesa. Mexia, ansiosa, no bracelete de ouro que ganhara há alguns dias de sua mãe. Tinha muitos problemas familiares para lidar, mas sentia-se agradecida, de certa forma, pela presença das Nebulosas na escola. Elas ocupavam sua mente de forma que não tinha tempo de surtar.

— Tá, vamos afastar essa imagem porque o jantar é em daqui a meia hora. — Musa passou a mão no rosto, seus cabelos curtos movimentando com sua pessoa. — Estaremos dentro desse plano de explaná-las com os panfletos no dia do Baile ou não?

— Sim. — Stella disse automaticamente, sem encara as meninas, sem encarar a mesa, apenas observando as estrelinhas douradas.

— Sim. — Bloom cruzou os braços sobre o peito.

Flora mordeu o lábio. — Eu… eu não sei se… — Ela recebeu um olhar de todas. — Eu acho que sim.

— Flora, é sim ou não. — Aisha estreitou os olhos.

— Sim então. — Ela suspirou.

Aisha mordiscou o lábio. Sentia, de certa forma, o calor dos lábios de Nex sobre os dela. Mas afastou o pensamento rapidamente ao se lembrar da intriga que Tritannus causou quando viera à Manchester.

— Sim. — Aisha cerrou os punhos. — Não posso acreditar que alguém como meu primo pudesse fazer com que Darcy quase perdesse as unhas.

— Unhas? — Bloom piscou um pouco, sem entender.

— Longa história. — Stella bufou e apoiou o rosto sobre a mão cujo o braço repousava na mesa. — E o primo da Aisha é um pãozinho. Não me admira ter causado treta entre as próprias Nebulosas.

— A questão é, iremos ajudá-las a pô-las em seu devido lugar. — Tecna abaixou iPad. — Nós quem temos as informações. Nós quem iremos ser a chave da coisa.

— Sim. — Musa observou a parede de vidro, que levava para o lado exterior da biblioteca. — Apesar de que creio muito que as Trix deixem de fazer algo só porque não facilitamos.

— É melhor assim. — Bloom deu sua deixa e se pôs de pé. — Vamos.

— Pra onde? — Stella arqueou a sobrancelha.

— Tá na hora do jantar.

— Como você… — A loira foi interrompida pelo sinal. Barbatea começou a direcionar os alunos ali presentes para a porta.

Bloom lançou um olhar de "eu sabia" para Stella e as Winx saíram da biblioteca.

No caminho para o refeitório, Bloom viu seu pai. Achou que ele já havia voltado para Los Angeles, mas lá estava ele, conversando com Griselda na porta do refeitório.

Seus olhares se encontraram. Bloom sentiu as bochechas queimarem. Talvez de raiva, talvez de mágoa.

As Winx passaram pela porta. Bloom teve uma esperança de não ser percebida, mas sentiu a forte mão de seu pai em seu ombro.

— Não tão rápido, Gamora. — Ela revirou os olhos com o apelido.

Griselda sentiu-se um pouco incomodada. — Eu… hm… — Ela limpou a garganta. — Irei garantir que ninguém se mate no refeitório. Com licença. — Ela lançou um olhar significativo para Bloom antes de entrar. No vislumbre das portas, ela pôde ver suas amigas, os olhares apreensivos para ela.

— Será que podemos conversar? — Oritel pediu.

— Você só vai se despedir. — Ela concluiu, soando um pouco mais grosseira do que gostaria. Virou-se para o homem moreno que fazia muitas mulheres pararem de respirar, mas tudo o que via era só um cara com uma blusa vermelha cansado da viagem.

— Bloom, escute… — Ele umideceu os lábios. — Você realmente se sente daquela maneira?

A ruiva abriu a boca, mas parecia que havia engolido chumaços de algodão. Ela deixou o pai falar.

— Eu estive pensando no que você disse. — Ele respirou fundo. — Tive um encontro com o psicólogo também. Imagino que você me odeie.

Bloom permaneceu calada. Ódio era uma palavra muito forte, que ela sinceramente não sabia se sentia por alguém.

E Avalon. Ele havia dito que não fazia anotações… mas deve ter contado a Oritel as atrocidades que Bloom havia dito. Afinal de tudo, ela era uma aluna, como qualquer outra. Ela cerrou os punhos com força.

— Eu sinto muito por não ter sido um pai de verdade. — A voz dele exaltava mágoa e arrependimento, e Bloom se esforçou para olhá-lo nos olhos. — Eu deveria imaginar que fazer filmes sobre pais e filhos não tinha nada a ver com a relação de um pai e uma filha.

— Porque é só ficção. — Ela conseguiu dizer.

— E a vida real é bem mais complicada do que parece. — Ele respirou fundo. — Eu juro que… eu fui um idiota. Eu achei que ter filhos era divertido. Era como brincar de casinha, e só isso. Eu devo ter sido um pai horrível pra você. Não me admira você ter tanto apego pelo Sr. Pallas.

Bloom abaixou o olhar. Sentia o peito doer, mas não sabia exatamente o porquê. Seu pai estava ali, na frente dela, agora com toda sua atenção apenas para ela, e ela não sabia o que dizer.

— Me perdoe, Bloomella. — Ele pegou a mão dela. Ao dizer seu nome completo, Bloom sentiu um certo arrepio. Ninguém, praticamente ninguém a chamava de Bloomella há séculos. Até em seus documentos, o nome "Bloom" era grafado. Ouvir seu nome assim, isso a fez querer desmoronar.

— Prometa que vai tentar. — Ela mordeu o lábio com força. — Que vai se esforçar pra pelo menos me mandar uma mensagem de bom dia ou boa noite, sem interesses pessoais.

Oritel assentiu com a cabeça, olhando a mão de sua filha. — Eu prometo me esforçar para mudar, Bloom. De você, eu só peço que… tenha paciência. — Ele apertou-a. — Errei com Daphne, e errei com você. Espero que não seja tarde.

— O conceito de tarde para mim, pai, é a morte. — Ela olhou para ele. Oritel sentiu um certo pânico misturado de prazer ao ver os olhos da filha e ouvir aquela frase um tanto madura para ser dita por uma jovem de dezesseis anos. — Espero que entenda que isso não quer dizer que pode continuar errando pra sempre.

Ele assentiu com a cabeça e abriu os braços. Não sabia se a abraçar estava sendo cogitado, mas depois de certa hesitação, Bloom abraçou seu pai. Pela primeira vez, pôde identificar um cheiro amadeirado vindo dele, como se fosse uma lareira queimando numa noite fria, um tanto aconchegante. Ele beijou o topo de sua cabeça e se afastou.

— Preciso voltar para casa agora. — Ele suspirou.

— E eu preciso jantar.

Ele assentiu com a cabeça e abanou a mão, para que ela prosseguisse para o refeitório.

Bloom se virou e abaixou a maçaneta fria de metal. — E… Bloom?

Ela olhou para ele.

— Independente do que aconteça, eu te amo, ok?

Bloom consegui esboçar um sorriso. Ela assentiu com a cabeça e entrou no refeitório.

Oritel respirou fundo e pegou o BlackBerry. Zilhões de mensagens de seu assistente pessoal, Chris Pratt mandando várias interrogações, seu superior da Fox o xingando de várias formas. Mas ele sorriu para o aparelho e guardou-o de volta no bolso.

Sentia que havia escrito o melhor roteiro do mundo, produzido e editado o melhor filme de todos os tempos.

E tudo isso por ter ganhado um sorriso de sua caçulinha.

.    .    .

O alarme de incêndio soou nos corredores. Brafilius, o inspetor do dormitório masculino, andava pela passagem mal iluminada, abrindo portas e gritando com os jovens.

— Se fosse um incêndio de verdade, vocês teriam morrido! — Ele berrava. — Anda, vamos!… Mikos, coloque as calças! Ninguém é obrigado a ver o que você tem aí… Andem seus idiotas! Para o pátio!

Riven resmungou ao ouvir a voz do inspetor. Ele não sabia se ficava aliviado ou muito puto por ter acordado.

Riven sonhou que estava em uma casa de luta. O ringue era um tanto profissional. Vários homens com copos de cerveja gritavam e torciam para os dois lutadores.

Ele se aproximou do ringue. Percebeu que os dois lutadores eram, na verdade, duas mulheres. Uma delas era Sarah Ourahmoune, a campeã do MMA. Ela tinha cabelos castanhos como nutella, os olhos pretos como jabuticaba e uma pele bronzeada. Ela estava levando uma surra. De primeira, Riven não podia acreditar que sua lutadora favorita estava sendo derrotada.

Aí ele viu a segunda mulher. Na verdade, a garota. Os cabelos curtos eram tão pretos que chegavam a ser azulados. Sua pele lhe lembrava nata de leite, de tão pálida, mas o aspecto parecia um tanto macio e saboroso. Seu corpo nas roupas de pugilista tinham o contorno exato que ele via na Educação Física. Seus olhos azuis pareciam raivosos, como quando ele a irritava. Seus cabelos esvoaçavam enquanto ela esmurrava Ourahmoune, a morena já caída no chão, pedindo por misericórdia.

— Musa! — Ele gritou. Mesmo com a torcida, com os homens bêbados gritando para que continuasse, Musa pareceu ter ouvido e olhou para ele. Ela largou a pugilista imediatamente, que caiu desmaiada no chão. A japonesa nem pareceu notar que as luvas de boxe rosa choque estavam com algumas manchas de sangue. Ela cuspiu a proteção de dentes e rosnou.

Musa jogou as luvas de boxe no chão do ringue. Os homens se agitaram mais, derramando cerveja no chão e gritando quando ela escalou as cordas limite da plataforma e correu até Riven.

De primeira, ele achou que estava morto. Musa o derrubou no chão com uma rasteira e sentou sobre ele. Segurou-o pela gola da bela camisa social e encarou seus olhos coloridos de um tom estranho de roxo.

Ela o puxou para perto. Ele podia sentir o cheiro dela, uma mistura de suor e flor de cerejeira, que o deixou arrepiado, hipnotizado por ela.

E Riven não pôde saber o final do sonho, porque Brafilius tirara a coberta de seu corpo e o empurrou da cama.

Obviamente, ele ficou puto. Não se lembrava de ter sonhado com sua musa da beleza de forma tão nítida, e ele queria muito saber como terminaria o sonho: com inúmeros dentes quebrados ou transando com ela no meio de um monte de caras bêbados perplexos.

Todos dos quase mil alunos de Manchester Hall pairaram em duas áreas do pátio: uma de meninos e uma de meninas. Griselda e Brafilius faziam a chamada, Faragonda e os outros membros do montante educacional assistindo os alunos. Saladin resmungava em alemão baixinho, enraivecido por ter sido tirado de seu sono. Aparentemente, ele teve um sonho erótico com uma bela modelo, e agora tudo estava acabado.

Bloom olhou para o lado. Ela estava quase na última fila das meninas. Suas calças com uma série de bacons fofinhos e sua regata de ovos fritos não eram tão favoráveis ao frio de uma noite nos subúrbios verdes de Manchester.

E ela não era a única que pensava isso.

Stella estava com sua camisola de seda azul. Céus, ela ficava incrível de azul. Estava agitada para ter sido acordada no meio da noite, tivera um pesadelo envolvendo Liliss e seu pai, e preferia que eles continuassem no mundo dos sonhos. Flora usava shorts cor de rosa com uma série de moranguinhos. A camisa de mangas curtas era verde com um belo morango desenhado no centro. Ela estava com os braços abraçados no corpo, a brisa glacial a fazendo trincar os dentes. Musa vestia um belo quimono de seda cor de rosa. Se ela sentia frio, não demonstrava. Sua expressão permanecia fechada como de uma verdadeira guerreira samurai, e Riven a observou o máximo que podia. Aisha usava regata de shorts de conchas, das cores da pequena sereia. Ela parecia que ia morrer congelada se Tecna não estivesse a abraçando. Talvez a garota magenta fosse a única das Winx que não tremia os queixos. Ela usava uma calça roxa e camisa de moletom lilás com alguns desenhos no centro: um triângulo verde, pixels azuis, bolinhas cor de rosa.

Quando Griselda e Brafillius diziam um nome, o estudante levantava a mão. Bloom olhou de relance para Sky. O loiro parecia ter sido interrompido na melhor hora do sono, porque seus olhos estavam vermelhos. Ele também poderia estar fumando um baseado – algo que ela duvidava que ele faria – ou… não. Bloom não poderia crer que um menino "dá pra virada" como Sky pudesse estar chorando.

— Darcy di Angelo! — Chamou Griselda, mas a garota hippie não ergueu a mão. — Darcy?!

Murmúrios soaram pelos dois grupos. Onde a garota estaria? Icy e Stormy trocaram olhares preocupados. Depois, direcionaram o olhar para as Nebulosas, que pareciam ter acabado de sair de um desfile de pijamas da Gucci. Stormy cerrou os punhos com força e rosnou.

— Não seja idiota. — Icy avisou, pondo a mão no ombro da garota. Ponderou sobre as possibilidades delas terem tramado algo antes de prosseguir. — Elas não seriam tão burras assim.

— Duvido que não. — Stormy rangeu os dentes.

— Não as subestime. — Icy avisou.

— Alguém sabe onde Darcy di Angelo poderia estar? — Griselda ajeitou os óculos para a legião de meninas. Depois, olhou para o companheiro Brafilius. — Veja se não está faltando um de seus garotos.

Foi quando a garota hippie deu sinais de vida. Darcy saiu correndo pela estrada acimentada até se juntar ao grupo de meninas. Ela usava seus óculos redondos estilo John Lennon, um pijama que consistia em uma regata lilás e uma pantalona roxa com listras amarelas e vários sóis sorridentes. De imediato, Stella arqueou a sobrancelha, se perguntando se roxo era a única cor que ela tinha em seu guarda-roupa.

— Senhorita di Angelo! — Griselda berrou. — Onde estava?! Tem sabedoria de que poderia ter morrido se fosse um incêndio de verdade?!

Darcy murmurou um desculpa e se posicionou ao lado de Bloom, a última da última fila. Ela percebeu que a garota hippie não estava muito bem. Estava mais pálida que o de costume e parecia querer se apoiar em algo para se manter de pé.

— Nós somos uma escola que um dia fora referência em disciplina na Grã-Bretanha! — Griselda gritou, passando pelas meninas, caminhando em direção à Darcy. Seu sotaque se tornava mais forte a cada sermão.

Bloom teve a impressão de que ela ia desmaiar e abraçou sua cintura.

— Darcy… — Bloom sussurrou. — Você não parece bem.

A menina lhe lançou um olhar que dizia "Você acha que eu não sei disso?!" mas não disse nada. Estava mais quente que uma pessoa normal.

— Está me ouvindo, di Angelo? — Griselda gritou. — Seu importuno poderia ter trazido sérios prejuízos para Manchester! É isso que a senhorita quer? Prejudicar nossa escola?! Onde estava?! 

Darcy olhou para Griselda. Mesmo de óculos, era visível em seus olhos que ela não estava bem.

— Hm… Senhora Griselda. — Disse Bloom. — Acho que ela não está muito bem.

— Ninguém lhe chamou na conversa, mocinha! — Griselda respondeu, ríspida. — Vamos, Darcy di Angelo, diga onde esteve!

Darcy abriu a boca, mas não foi para responder Griselda. A garota hippie apertou os braços de Bloom quando se inclinou e vomitou nos sapatos da inspetora.

— Ah! — Griselda gritou, uma cara de puro terror no rosto.

Antes que Darcy pudesse se desculpar, ela apagou, caindo nos braços de Bloom, que a pegou.


Notas Finais


Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!!!

Beijos, GbMr ~


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