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História High School Sucks - Capítulo 26


Escrita por: e GbMr


Capítulo 26 - Novos Alunos - Parte 1


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 26 - Novos Alunos - Parte 1

Bloom achou que os dias posteriores seriam horríveis.

O que ela não sabia era que tinha se enganado.

Sky fora para casa por tempo indeterminado de acordo com Brandon, mas pela conversa profunda que tiveram naquele dia no telhado, ela esperaria uma semana para vê-lo novamente.

Ela ficava triste por ele ficar distante. Sentia-se sozinha nas aulas de química, sem seu parceiro girando o lápis nos dedos e soltando coisas como "Você tá fazendo uma carranca, cenoura" ou "Cenoura, me dá um pouco de gelo? Quero aquecer seu coração." e piadas desse tipo, que tanto a irritava quanto a fazia sorrir.

Agora ela e seus amigos estavam jogados nos puffs e sofás da sala de cinema. Flora e Helia namoravam num canto mais afastado. Tecna, Brandon, Nex e Aisha jogavam uno enquanto Nabu acusava Nex de trapaça a cada cinco minutos. Musa e Riven discutiam algo sobre a melhor banda da América, então só Bloom prestava atenção no filme.

Ou pelo menos prestaria, se não estivesse com o celular em mãos, hesitante em manda uma mensagem para Sky ou não.

O que ela escreveria? Oi, como vai você?Seria idiota porque ela sabia como ele estava. Cara como foi o enterro?; Você estava tentando se matar?

A cada vez que ela apagava uma possível mensagem, a próxima saia ainda mais absurda. Ela observou sua foto de perfil por um tempo, tentando ter a sensação de que estava olhando para ele, mas parecia ser meio impossível. Sky estava com uma blusa azul de mangas compridas, o rosto parcialmente coberto pelo celular numa foto tirada no espelho. A camisa era meio apertada e parecia ser de malha, o que ressaltava seus músculos nem um pouco exagerados. O lábio dele fazia aquela curva travessa que dizia exatamente tudo o que ele queria que as pessoas pensassem sobre ele: "ei, não mexa com esse menino, ele tem cara de louco."

Antes que pudesse escrever mais um absurdo, ouviu uma ofegada desesperada. Stella apareceu, a mão nos joelhos. Todos olhavam para a loira, até Nabu parara de discutir com Nex.

— Gente… alunos novos… — Ela disse entre ofegadas. Ela levantou o celular e mostrou uma foto de quatro meninos nem um pouco parecidos.

Nesse momento, todos já estavam de pé na direção dela. Até Bloom se absorveu de seus pensamentos para ver o que acontecia.

— Onde você conseguiu isso? — Aisha pegou o celular da mão dela, observando os quatro.

— Politea me contou no banheiro. — Stella conseguiu ficar ereta.

Bloom fez uma leve careta. Não conhecia Politea, mas já não gostava dela por ter dado em cima de Sky. Também não estava achando legal Stella ser amiguinha dela. — Você soube de alunos novos no banheiro?

— Eu estava secando me cabelo! — Ela se justificou. — Isso demora, sabia?

— O sabe sobre eles? — Musa perguntou, curiosa, dando zoom na foto de um menino de moicano, parecendo admirá-lo. Riven rangeu os dentes e cruzou os braços sobre o peito.

— Meu cabelo é bem melhor que isso. — Ele murmurou, se ela ouviu, não demonstrou.

— São irmãos.

Brandon riu. — Err… amor, tem certeza que essa informação é verídica? Parece… ser falso.

— Tenho. Eles são adotados. — Ela pegou o celular, depois de ter passado na mão de todos. — São os irmãos Circle Black¹. Todos têm a mesma idade e foram adotados juntos, no mesmo orfanato.

Tecna piscou um pouco. — Hm… o que mais?

— Hm, interessada, rosinha? — Riven provocou, arqueando a sobrancelha. Ele gemeu quando recebeu um soco de Musa como resposta.

— Parece que os nomes são Ogron, Gantlos, Anagan e Duman, nessa ordem. — Stella passou a mão nos cabelos.

— Isso vai ser divertido! Quatro alunos novos em Manchester! — Flora se animou.

Bloom olhou para a foto. O cara da esquerda tinha os cabelos vermelhos, pintados assim como os de Riven, porém com a diferença de que aqueles eram de um vermelho vivo. Ao seu lado, um menino extremamente bonito de ascendência africana, com a pele morena e dreadlocks presos em um rabo de cavalo no alto da cabeça. Outro era um menino loiro tão pálido e magricela que podia ser confundido com uma folha de papel, e o último era o segundo mais bonito dos quatro. Tinha o cabelo pintado num tom de vermelho que agora, desbotado, parecia rosa. Era o único dos quatro que esboçava um exemplar de sorriso, e ainda assim parecia muito carrancudo.

— Então teremos quatro alunos novos? — Bloom arqueou a sobrancelha, sem muito entusiasmo.

— Bem, quero ver as Nebulosas brigarem por eles. — Musa retrucou. — Eu adoraria ver uma treta daquelas meninas.

— Vocês jogam muita praga. — Riven fez careta. — Deveriam ter vergo… — Ele parou de falar quando Musa lhe lançou um olhar suficientemente assustador.

— Enfim, eles estão vindo de Galway. Os pais deles lidam diretamente com a British Airways. Pelo o que entendi, um deles é piloto e o outro é CEO. Se conheceram muito por acaso e–

— Espera, uma mulher piloto? — Nabu perguntou, os olhos piscando. — Uau!

— Eu não disse que era. — Stella fechou a cara, temendo presenciar homofobia. — Os quatro são adotados por um casal gay.

— Eles têm dois pais?! — Nex arregalou os olhos.

— Devem ser todos maricas. — Riven deu uma risadinha, mas logo parou quando não só o olhar de Musa mas também de todas as meninas e Brandon pousaram sobre ele.

— Cara, não. — O moreno balançou a cabeça e passou a mão no rosto.

— Ei! Não tem problema nenhum em ser viado e–

— Para de falar desse jeito! — Musa ficou vermelha de raiva. — Isso é escroto, como você! — Ela rangeu os dentes e saiu dali batendo os pés.

Riven piscou um pouco, envergonhado. — Eu… eu não…

— Independente de quem for os pais deles. — Bloom mudou de assunto. — Eles me parecem sombrios.

— Tipo o Valtor? — Flora arqueou a sobrancelha.

— Não! — Bloom disse rapidamente e corou quando todas deram um sorriso malicioso. — Eu… eu acho sombrio tipo… sei lá…

— Tá. Já deu desse assunto por hoje. — Flora esfregou os olhos. O toque de recolher soou pelos corredores do prédio do dormitório. — Melhor nos apressarmos para não sermos castigados.

.    .    .

A noite para Flora fora péssima. Por dois motivos.

Um porque sua irmã e ela, como sempre, discutiram mais uma vez.

A outra era que seu maravilhoso problema de insônia a mantinha elétrica como uma injeção de adrenalina.

— Você devia tomar chá. — Chatta murmurou ao beber água no meio da noite.

— Não curto tomar nada para dormir. Não quero me acostumar.

— Não é que você vá se acostumar. É só pra te deixar relax até dormir. Devia experimentar um Dramin² se achar melhor.

E Chatta voltou-se para o canto, os cabelos loiros brilhando levemente com a luzinha que deixava o quarto delas iluminado na madrugada.

Flora ficou feliz por ter Chatta em seu time de voleibol. Sua companheira de quarto sofrera bullying por ser mais gorda que as outras meninas. Apesar de não serem amigas a ponto de sentarem juntas no almoço e deitarem na grama para fofocar nos intervalos, a latina a considerava uma boa amiga. Chatta era doce, compreensiva, e lidava com sérios problemas de autoestima devido a tantos apelidos e tratamentos péssimos que fizeram à ela, e ainda fazem, mas hoje ela pareceu aprender a lidar com eles.

A verdade era que ninguém colocava fé que uma menina gorda poderia ser boa em esportes. Chatta era muito melhor que qualquer um gostasse de admitir. Não era à toa que Mavilla a escalou para o time delas e para o de futebol. Ela era um arraso.

Flora não entendia como Chatta podia dormir tão bem tendo um grau elevado de TDAH. Parecia ser ironia: a garota mais agitada da sala sendo a que mais consegue dormir bem.

Por fim, Flora não aguentou mais. Pegou seu celular e navegou por sites e redes sociais, até chegar no WhatsApp e ler as seguintes mensagens :


             Papá❤️


Boa noite mi hija

10:23pm


Estou indo para Londres essa semana

10:24pm


Gostaria de poder ver você e Miele

10:24pm


Eu também vou conversar com sua mãe

11:43pm


Me deseje sorte

11:45pm


Flora engoliu em seco. Conversar com sua mãe. Para quê? Talvez fosse um projeto, ou discutir sobre a guarda delas. No fundo, Flora sentia que eles iriam conversar sobre o amor.

Lembrou-se de Stella. A loira estava passando por problemas na família e agora tinha uma madrasta horrível.

A loira contou suas amigas que Liliss iria desfilar na Semana da Moda de Milão, e que usaria roupas desenhadas por ela mesma, mas Stella não permitira. Flora imaginava como deveria ser duro se privar de um sonho por algo assim. Sabia que Stella sentiria que traira sua mãe se deixasse seus desings serem usados no corpo da mulher que agora conquistara seu pai.

Flora ponderou sobre aquilo. Será que estava vindo para dizer algo similar ao que a mãe de Stella disse quando achou que seria uma parabenização por seus feitos. Será que ele estava vindo com mais alguém?…

Tanto faz. Flora se apressou para afastar o pensamento da cabeça. Amaria ver seu pai feliz, com uma pessoa digna de seu amor, é claro.

Flora levantou-se quando o sol iluminou a janela de seu quarto, refletindo os posters do One Direction e da Ariana Grande na parede de Chatta. Ela pegou uma muda de roupas: o clássico terninho azul marinho, camisa polo branca com as iniciais da escola na costura, uma saia cor de sangue e a lingerie. Se preocuparia com os sapatos assim que terminasse o banho.

Pela primeira vez em dias, tinha o banheiro só para ela. As cabines vazias e o paredão de chuveiros todos abertos e muito bem limpos. A pia e o espelho imaculados pareciam estar esperando por sua presença.

Flora despiu-se de sua camisola florida e logo se pôs debaixo da água morna do chuveiro. Deixou a água cair por seu rosto, seu pescoço e peito. Refletiu sobre o que estava por vir: quatro novos alunos que não tinham a aparência nem um pouco convidativa. Ela esperava que não trouxessem confusões, mas também não levava muita fé nisso.

Depois de um banho demorado e de se vestir, as primeiras meninas apareceram no banheiro para começar o dia. Teve o desprazer de ver Krystal ser uma delas.

— Não sabia que fadinhas acordavam cedo. — Ela murmurou, passando por ela.

— E eu pensei que bruxas só trabalhassem de noite. — Flora retrucou. Ouviu um rosnado da garota cor de rosa e virou-se com um sorriso no rosto, seguindo para o corredor.

Finalmente a ala feminina parecia mais agitada. Meninas saíam dos quartos e cumprimentavam Griselda, que reprimia algumas. Flora imaginou como estaria o segundo andar dos dormitórios. Eles sempre levavam vantagem no quesito inspeção, justamente porque tinham mais tempo para arrumar.

Flora seguiu para seu quarto. Chatta já estava sentada na cama, os cabelos loiros num emaranhado ninho, mexendo em seu Mi Mix.

— Flora, seu celular tocou. — Ela fez um sinal para o iPhone da latina no travesseiro. — Umas três vezes.

Ela temeu que fosse o alarme. Poderia ter apertado errado e ele se repetiu. Mas depois de desbloquear a tela, percebeu que era sua irmã, Miele.


             Miele


me encontre antes do café

07:01am


flora! cadê vc?!

07:05am


vc ainda tá dormindo? pqp

07:12am


Flora verificou as horas. Não faziam nem dez minutos que ela tinha mandado as mensagens e feito as ligações. Ela revirou os olhos.

Miele era meio desesperada. Isso ela sabia. Apesar de serem gêmeas, não eram nada parecidas. Flora podia ser explosiva às vezes, mas utilizava sua ira apenas em momentos extremos. Miele não. A garota era como água corrente, não gostava de ser contida. Miele puxara a mãe delas, Alyssa, que tinha um gênio forte. Flora puxara o pai, e desde que mudaram para Inglaterra, tinha que lidar com duas cabeças quentes quase cem por cento de seu dia.

Flora ajeitou seus cabelos, deixando-os soltos e pôs os sapatos de couro para completar o uniforme, depois das meias longas caneladas até o meio da panturrilha. Ela deixou o quarto e encontrou Miele a esperando na escada para o segundo andar.

— Você estava onde?! Você nem precisa de celular, sabia? Praticamente não usa! — A garota reclamou.

Eram gêmeas. Sim. Mas Miele era diferente fisicamente: a pele era de um tom mais claro de caramelo e os olhos no mesmo tom verde floresta, seus cabelos eram mais desbotados, quase ruivos. Isso a dava um charme e ao mesmo tempo mais razões para a temerem.

— Bom dia pra você também. — Flora resmungou.

Bom dia pra você também. — Miele a imitou numa péssima voz anasalada. — Porra, Flora! Você não viu a mensagem do pai?

Flora sentiu uma pontada de ciúmes e desapontamento. Claro que seu pai não falaria apenas com ela, o que estava pensando? Afinal ele tinha duas filhas.

— Sim. Eu vi. — Flora cruzou os braços sobre o peito.

Miele revirou os olhos. — Ah você dorme demais! Como pôde ficar tranquila depois de ler algo do tipo?! O que acha que vai acontecer, hermana?

— Eu lá vou saber? Papá pode ter n motivos para vir pra Inglaterra.

— Mas pra conversar sério com a gente?! — Sua irmã gêmea replicou.

Flora passou a mão no rosto. Mal havia conseguido dormir, nem sabia como parecia estar descansada. Mas ao invés de respondê-la, como sempre, apenas suspirou e abanou a mão. — Eu não sou vidente para descobrir. Espere você mesma e verá.

Flora ignorou os protestos da irmã enquanto se afastava dali.

.      .      .

Bloom encarava a bancada à sua frente. Não era mais divertido ter aula de Wizgiz sem seu parceiro ao lado. Sentia falta do calor dele, daquela risada idiota e do jeito descontraído roçando a perna dela.

Céus, Bloom não queria admitir isso em voz alta, e com certeza não compartilharia esse segredo com ninguém, mas ela percebeu que estava apaixonada por ele. Não importava mais Andy, Los Angeles ou Valtor. O que importava agora era ele.

— Bom dia, pequenos cientistas. — Wizgiz entrou na sala em suas clássicas roupas sociais. — Gostaria de apresentar esses dois novos alunos. Ogron, Anagan, entrem por favor.

Dois meninos quase da mesma altura, mais altos que Wizgiz, entraram na sala. Não pareciam nem um pouco intimidados com a quantidade de alunos, como se já soubessem lidar com muitas pessoas no mesmo lugar.

O olhar de Ogron pairou sobre Bloom, a imobilizando. Ela engoliu em seco e apertou a mão que segurava o lápis, seus dedos ficando brancos. Sua aura era praticamente idêntica a de Valtor, a única diferença era sua aparência: cachos vermelhos sangue, pele precisando de um banho de sol. O uniforme de Manchester Hall estava sob uma jaqueta de couro com correntes, o que Bloom não sabia se achava descolado ou intimidador.

— Bem, Anagan, você pode sentar lá, ao lado de Mirta…

A garota cujo o nome fora o que Wizgiz falou cerrou os punhos com força. Seu cabelo vermelho escuro com uma mecha azul balançou quando ela deu espaço para o afrodescendente sentar-se.

— E Ogron… — Os olhos de Wizgiz pairaram em Bloom.

— Não. — A ruiva engoliu em seco. — S-Sky…

— Quando Sky voltar, veremos um novo parceiro para ele. Ogron, por favor.

— Mas Wizgiz… — Bloom parou ao perceber que nada adiantaria seus protestos. De qualquer forma, estavam fadados ao fracasso.

Ogron não era como Sky. Não era sorridente e nem um pouco galanteador. Ele era frio, e isso não é só psicologicamente. Ao passar uma folha de atividades para ele, seus dedos a tocaram. Pareciam desoxigenados.

— Hm… Você… tá com frio? — Bloom hesitou.

— Não faz calor assim na Irlanda. — Sua voz era grossa e séria. — Com o tempo eu me acostumo.

Ela voltou a desviar o olhar. Pegou o celular por baixo da bancada, observando a cenoura sorridente a encarar. Olhou de relance para Wizgiz, que escrevia fórmulas no quarto e explicava como balancear uma equação com mais de cinco moléculas. Ele não prestava atenção nela, então não faria mal…

Ela desbloqueou o celular. Entrou no WhatsApp e viu a conversa com Sky.

Ainda não havia mandado mensagem para ele. Faziam quatro dias desde que ele fora, e ela não havia mandado e nem tido notícias. Será que ele perderia o mínimo interesse que já tinha nela? Como estava passando o tempo?

E então, seu coração saltou pela boca.


Sky

digitando…


— Senhorita Peters, por favor me entregue o celular. — A voz desgostosa de Wizgiz soou ao lado dela. Os olhos escuros do ruivo sobre os óculos pareciam um tanto endurecidos.

— Mas senhor…

— Se se comportar, pode o pegar no final da aula. — Ele estendeu a mão.

Bloom decidiu não discutir. Entregou o aparelho para ele e cerrou os punhos com força.

Sky estava digitando. Ele estava mandando uma mensagem para ela. Ele… o que será que seria? Um milhão de coisas passaram pela cabeça dela. Seu coração não parecia sossegar no peito.

— Você foi uma burra. — Ogron disse baixo.

Ela piscou, um tanto surpreendida. — Como é que é?

— Deveria ter pedido para ir ao banheiro se queria falar com seu namorado. — Ele murmurou.

Apesar de estar brava, Bloom corou. — Ele… ele não é meu namorado.

— É, eu sei. Eu só queria ouvir essas palavras de você. Não é lá uma garota muito atraente.

Bloom sentiu o sangue ferver. — Quem você pensa que é?!

— Eu penso que sou eu. — Ele olhou para ela, e se não estivesse tão irritada, talvez ficasse amedrontada. Os olhos verdes dele não era nem um pouco atrativo como os de Flora. Pareciam conter toda a fúria da Natureza. — Um cara que tem o direito de dizer o que quiser numa sociedade de livre árbitro. E você, para uma americana mimada, não é nada além de ridícula.

Ela piscou um pouco, tentando afastar as lágrimas. Não queria parecer uma fraca. — Você… seu…

— Não precisa vir de baixaria. Eu sei quem eu sou. — Ele deu um sorriso tenebroso. — Você é uma garota baixinha, ruiva e mimada que não sabe lidar com as coisas fora da ordem. Estou errado?

Bloom queria falar que sim. Queria levantar e gritar na cara dele. Bater em seu rosto até aquela cara cor de papel ficasse como camarões. Mas ela não conseguia. Abaixou o olhar para o caderno, observando as linhas retas da pauta.

— Não deveria deixar ninguém dizer quem você é. — Ele murmurou. O sinal tocou e logo ele se levantou, saindo.

Bloom foi a última a sair da sala. Aquele balde de água fria a fez esquecer até mesmo da possível mensagem de Sky. Seja lá quem fosse Ogron, era um menino intenso e muito, muito perturbador.


Notas Finais


¹) Eu sei que o correto seria Black Circle, mas para o sobrenome deles, optei por deixar Circle Black. Podem me julgar, eu achei bem melhor assim.

²) Por favor nem pensem em fazer isso. O uso do Dramin para dormir é péssimo para seu organismo.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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