1. Spirit Fanfics >
  2. High School Sucks >
  3. Revelação de um Segredo

História High School Sucks - Capítulo 28


Escrita por: e GbMr


Capítulo 28 - Revelação de um Segredo


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 28 - Revelação de um Segredo

Bloom sabia que era só um sonho, mas não queria acordar.

Sky estava a beijando, suas mãos buscando a barra de sua camisa, ansiando para tirá-la de seu corpo. Ela sentia-se nas nuvens. Como um cara podia ter lábios tão quentes quanto fogo?

Ela podia ter continuado a noite inteira sonhando com ele, seus lábios em sua intimidade a fazendo gemer na sala de Wizgiz, mas claro. Era Bloom. Ter bons sonhos nos últimos dias estava fora de questão.

Ao piscar, se viu em Los Angeles, em sua casa. Se encontrava no deque da piscina. Andy e Roxy pareciam compartilhar um tipo de piada particular, pois sorriam e olhavam um para o outro de forma que…

Ah não, ele está apaixonado por ela. Talvez sempre tenha estado.

Será que Bloom havia sido tão trouxa de não ter percebido antes? E por que diabos ainda pensava nele? Não era para estar sonhando com Andy!

Acordou com o celular vibrando no alarme. Sentou-se na cama e esfregou os olhos. Yupi, mais um novo dia.

A primeira aula foi a de DuFour. Musa, Tecna e Flora sentaram junto dela. Roxy, a aluna nova, juntou-se à elas, ficando apenas a um assento de distância, ao lado de Flora.

Bloom cerrou os punhos. Não estava com ciúmes de Roxanne e nem mesmo a conhecia para dizer que a odiava, mas apenas por ter o mesmo apelido que sua maldita prima, a ruiva já tinha motivos para a odiar.

— Tec… eu achei uma nova skin para a Mei. — Timmy sussurrou para a garota magenta. O ruivo sentava-se na arquibancada de trás, mas tinha a possibilidade de falar com ela sem problemas… pelo menos, sem que DuFour notasse.

— Fala sério? — A norueguesa sorriu.

Tecna ainda sentia que Timmy tinha segundas intenções com ela. Não conseguia afastar isso da cabeça. Ele era um cara muito legal e muito carinhoso, e temia que por esse motivo ele estava querendo um pouco mais que apenas uma amizade.

— É sério, olhe. — Ele deu o celular para ela, onde havia um print da personagem de Overwatch.

Ela riu. — Amei a roupa da Mei.

— Isso rimou.

Eles riram um pouco alto demais. Musa a cutucou levemente. — Ei, DuFour tá procurando quem culpar pelas risadas. Dêem um tempo.

Os dois coraram e se afastaram. Tecna voltou a focar na literatura inglesa, apesar de não achar Shakespeare lá grande coisa. Sua terra trouxe Henrik Ibsen e Sigrid Undset, não precisava de um cara que fazia tragédias e romances. O achava superestimado.

— Tecna… — Ouviu a voz de Timmy sussurrar. — Posso… Hm… Conversar com Você mais tarde?

A nuca dela arrepiou-se. Talvez o dia que ela desejava que não chegasse chegaria antes do previsto. Encarou Srta. DuFour uma última vez antes de pegar seu celular.

Sempre fazia isso quando ficava nervosa. Tecnologia era como se fosse seu refúgio da vida. Talvez para a maioria dos adolescentes do século XXI, mas Tecna via muito além das redes sociais e dos games. Sua aflição a fazia pesquisar coisas como "Esfera de Arquimedes" e "Distância do Sol até Andrômeda". É, era esse jeito.

Sua pesquisa da vez foi "Qual a última planta a entrar em extinção." Enquanto observava os resultados, sentiu um cutucão ao seu lado.

— Senhorita Årud. — A voz de DuFour pousou nela. Tecna pôs o celular e entre as pernas. Agradeceu Musa com o olhar por ter a chamado e olhou para a professora.

DuFour adorava ser exagerada. Sempre usava chapéus e tailleurs nem um pouco discretos. Hoje o conjunto estava num azul marinho extremamente forte, o chapéu da mesma cor com uma lilás. Os scarpins aparentemente caros… tudo era um show espalhafatoso de moda.

— Sim, Senhora DuFour? — Tecna pigarreou.

— Pode me dizer o nome da primeira onda de Shakespeare?

Tecna refletiu. — Creio que considerem Romeu e Julieta como sua primeira obra, apesar de não saber ao certo qual foi seu pontapé inicial.

DuFour deu um sorriso satisfatório, os olhos devorando a garota magenta. — Perfeito. É assim, alunos, que espero que me respondam. Não apenas oralmente, mas também nas provas. Respostas completas!

Tecna corou com aquilo e desviou o olhar. Odiava ser apontada como a garota inteligente e queridinha da professora. Era apenas o forte dela: saber das coisas. Não queria que as pessoas implicassem com ela só por saber.

DuFour prosseguiu com sua aula, satisfeita por ter Tecna em sua classe. A garota magenta voltou a olhar para o telefone.

Viu as fotos de sua galeria. Lá estava seu irmãozinho, Maverick, com seus nove anos, pouco tempo antes de sua morte.

Não parecia que ele estava morto. Tecna precisava lutar com a ideia de fazer uma videochamada para casa e não o ver. Angelman a tirou dela, e ela sentia-se uma inútil por não fazer nada a respeito.

Ver seu irmão, sorridente numa cadeira de rodas sem poder se mexer… Uma criança não deveria viver assim. Se havia um Deus, por que ele permitiu que Maverick viesse com tantas dificuldades e fosse embora tão cedo?

Ela não gostava de pensar sobre isso. Voltou à tela inicial e bloqueou o dispositivo, prestando atenção na aula de DuFour. Seus pais diziam que ela estava viciada em estudos, mas a única coisa que não a fazia surtar, que a fez ser a única sã em casa no momento de luto fora estudar. Os livros, as informações, o saber. Isso era seu remédio. Talvez sem isso teria feito loucuras, afinal Maverick era sua cara metade.

.    .    .

— Uma exposição de arte?!

Flora e Helia passaram a tarde juntos no gramado do campus. Ele havia acabado de lhe contar a exposição que aconteceria na Manchester Gallery para artistas amadores. Flora não via as obras do namorado com amadoras, mas seu pensamento estava focado no que ele iria expor: os desenhos que fez dela. Ela não era nenhuma modelo, e se sentia lisonjeada e esquisita por ser o caminho do sucesso eminente do namorado.

— É… minhas melhores obras são as que fiz com você. — Ele corou.

A latina mordeu o lábio. Não estava acostumada a ser o centro das atenções. — Quando vai ser?

— Na próxima semana.

Flora lembrou-se da visita do pai. Talvez o evento coincidisse com a exposição de Helia e…

— Você gostaria de conhecer meu pai?

Ele piscou. — Err… Acho que sim. Por quê?

— Ele virá. Quer ver Miele e eu. Seria… hm…

— Você levá-lo na exposição. Seria bom. — Helia sorriu com rubor nas bochechas. — Espero que ele não ligue de ter um genro artista.

Foi a vez de Flora corar. Ela sorriu e beijou sua bochecha. — Você é incrível. E ele gosta de arte.

— Espero.

— Você vai falar com seu pai? — Imediatamente Flora se arrependeu da pergunta.

— Não… ele provavelmente me mataria se soubesse. — Ele deu um sorriso triste.

— Eu… — O que poderia dizer? — Hm… o que importa é que eu estarei lá.

— Certo.

Eles voltaram a se abraçar, observando o horizonte nublado da cidade.

.     .     .

Tecna sentou-se na sala de jogos com Timmy. O ruivo parecia nervoso, e Tecna não podia deixar de pensar o quão estava ferrada. Como poderia rejeitar um cara legal como ele?

— Tecna… eu… eu não sei por onde começar. — As bochechas dele ficaram vermelhas.

— Timmy… pode… confiar em mim. — Ela esperava não se arrepender disso.

— Eu… eu acho que gosto de alguém… e… — Ele começou a ofegar. Tecna pegou sua mão e a apertou levemente.

— Estou aqui.

Ele fechou os olhos. — Eu… Nex.

Tecna sentiu como se uma pedra estivesse descendo em sua garganta. — Nex…

— Olha, eu sei que isso vai ser impossível, eu só… eu não conseguia mais guardar isso só pra mim. — Timmy tirou os óculos. — Eu imagino que você não seja preoceituosa…

— De forma alguma. Eu… também faço parte do LGBTQI , só que eu sou uma letra mais posterior. — Ela deu um sorrisinho, corada.

O ruivo arqueou a sobrancelha. — Pan?

— Ao contrário.

— Assexual?!

Ela assentiu. Timmy suspirou e afogou no sofá, parecendo aliviado. — Céus… eu… não esperava encontrar uma amiga como você. Eu achei que você estava a fim de mim.

Tecna riu. — E eu achei que você estava a fim de mim.

— Fala sério. — Ele riu. — Não pareço gay pra você?

— Há alguma forma de identificar meninos gays? — Ela arqueou a sobrancelha.

— Touché.

O sorriso de Tecna sumiu por um tempo. — Nex… Ele… ele gosta da Aisha.

— Eu sei. — Timmy suspirou. — Eu… Eu me acho um estúpido. Me apaixonar por alguém que acha que ser gay é uma piada.

Tecna se sentiu mal pelo amigo. Ela se aconchegou ao seu lado. — São meninos. Demoram para amadurecer.

— Obrigado.

Ela riu. — Há excessões, Timmy. Sou a primeira que você fala isso?

Timmy assentiu com a cabeça. — Eu… tô cansado de me esconder, sabe? Quando a gente sai ou estou junto dos meninos eles sempre vêm com piadinhas pra cima de mim. "Por que você nunca pegou uma garota?" "Qual seu problema com vaginas?"

— Eles falam vagina?

— Não. Eu… acho ridículo a forma que tratam sua genital.

Ela riu. — Confiaria em alguém para dizer isso?

— Talvez em Brandon. Talvez no Sky. De todos, apenas eles. Brandon é o mais maduro de nós e Sky não está muito atrás.

— Jura? — Tecna arqueou a sobrancelha. — Não foi ele quem quase foi suspenso por andar de skate no corredor das meninas?

— É, ele faz essas coisas. — Ele deu de ombros. — Mas não seria Sky se não as fizesse.

Ela suspirou e observou a mesa de sinuca à frente. — Você quer jogar?

— Prefiro jogos virtuais. — Timmy sorriu.

— Aff!

— Que tal Overwatch? — Ele tirou o DS do bolso do casaco. Tecna sorriu e assentiu.

Timmy agora se sentia muito melhor e mais contente consigo mesmo. Contar para Tecna aquilo que o sufocava o fez sentir-se livre, não totalmente, mas como se algemas tivessem sido tiradas de seus pulsos, restando agora achar o caminho para sair da prisão. Já era um bom começo.


Notas Finais


Eu preciso de um pouco de tempo para melhorar a escrita e aprimorar os detalhes. Pode ser que os próximos episódios demorem um pouco mais. Eu sinceramente estou muito cansada e desinteressada em algumas coisas ultimamente, e preciso de tempo pra esfriar a cabeça.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...