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História High School Sucks - Capítulo 3


Escrita por: e GbMr


Notas do Autor


Capítulo inspirado em uma conversa com minha querida amiga @ribeirivel

Capítulo 3 - Uma Festa Onde Tudo é Permitido


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 3 - Uma Festa Onde Tudo é Permitido

Bloom ainda estava chocada demais se encarando no espelho. Como aquela podia ser ela mesma?

Stella fez algo que ela jamais achou que seria possível: torná-la muito, muito mais bonita do que já era. Ela não mexeu em suas madeixas ruivas, mas passou um pouco de maquiagem depois de intensos protestos sobre não passar. Uma calça skinny preta, um cropped prateado lindo e um par de coturnos cinzentos deixara a garota americana muito mais americana do que já era.

— Honre suas raízes. — Stella piscou e foi pranchar a cabeleira loira.

Bloom não conseguia acreditar. Sentia-se uma das atrizes de um dos filmes que seus pais produzem. Ela sorriu, sentindo-se num verdadeiro filme adolescente. Afinal, era o High School, ela precisava erguer a cabeça.

— Amo quando deixo as pessoas confiantes assim. — Stella sorriu, observando as poses que a ruiva fazia na frente do espelho. Bloom corou e deu uma risadinha. — Por que não tirar umas fotos?

Bloom sorriu com a ideia e pegou seu iPhone. Fez algumas poses e logo uma série de fotos maravilhosas surgiram. Stella terminou de se arrumar e veio por trás dela, e as duas, juntas, tiraram fotos na frente do espelho, rindo e de divertindo.

— Vamos Bloom. Leve sua chave. Caso você volte e tenha uma meia na porta… então… bem… — Stella começou a ficar corada.

— Você está com seu ficante. Deu pra entender. — A ruiva sorriu. Recebeu uma notificação no celular, mensagens de seu pai, mas ignorou e saiu do quarto com Stella.

— Você é muito compreensiva!

— Eu já tive alguém também, Stella. — Ela desviou o olhar.

— É virgem?

Bloom corou. — Signo?

— Ah para, você sabe do que estou falando!

Bloom corou e deu uma risadinha, negando com a cabeça. Os olhos de Stella se arregalaram. — Céus! E eu jurava que você era quietinha!

— Está me conhecendo ainda, Stell. — Ela piscou.

— Ulala! Olha só que beldades! — Aisha encontrou as duas no corredor. Ela usava um macacão jeans e top, botas de salto nos pés.

— Aisha, você está literalmente vestida para matar. — Stella sorriu.

— Agradeço os elogios.

— Vai ficar com qual deles?

Bloom arqueou a sobrancelha quando Aisha corou. — Como assim?

— Aisha é namoradeira. — Stella abriu um sorrisinho. — Tem três meninos com os olhos grudados nela, que beijam o chão onde ela pisa.

— Stella é exagerada. — A níger revirou os olhos.

— Exagerada? Depois de que aquele tal de Roy te pediu em namoro no meio do jogo de Lacrosse?

Bloom arregalou os olhos. — O quê?!

— Não dê ouvidos à ela. — Aisha abanou a mão. — Meninos são idiotas.

— E quando a Lucy pediu pra namorar com você no dia do verdade ou desafio?

— Stella!

— Nossa… Hm… Você é mesmo popular, não é?

Stella deu de ombros e abraçou Aisha, que apesar da frustração, deu um sorriso. — Somos só nós duas. Uma conhecida por partir corações, a outra por repetir de ano.

— E agora você. — Aisha sorriu.

— Que apelido damos pra ela? — Stella coçou o queixo.

— Hm… foguinho? Não… não se deve julgar as pessoas pela cor do cabelo. — Aisha refletiu.

— Que tal a novata?

— Muito genérico.

Bloom observava as duas discutindo enquanto desciam as escadas principais para o primeiro andar do prédio dos dormitórios. Já era possível ouvir a música pelo hall.

— Descobrimos depois. Vamos lá! — Aisha puxou as duas, Stella conseguindo a acompanhar e Bloom tropeçando levemente, até a sala da festa.

Bloom não imaginava que seria assim, sobretudo num colégio interno.

Havia garotas se pegando em um dos cantos, meninos traficando bebidas alcoólicas em pontos cegos das câmeras, jovens dançando até o chão, já suados e cheios de energia ainda. Um barman servia coquetéis sem álcool que Bloom duvidou que não fossem batizados.

— Uau… — Ela murmurou.

— Você ainda vai ver mais festas dessas. Venha! — Aisha a puxou para dentro.

De repente, o olhar de todos pairou sobre ela. A nova garota americana. Bloom corou violentamente e desviou o olhar. As conversas cessaram.

— É a caloura? — Algum menino perguntou alto.

— Ela é gostosa! — Bloom arregalou os olhos.

— Não é assim que se trata uma dama, Paul!

— Olha, a novata apareceu… — Diaspro saiu dos braços de um dos skatistas que quase derrubou-a mais cedo e seguiu até ela. — Chama bastante atenção, hein?

— Saladin falou que seus pais fizeram os Avengers! — Um menino ruivo perguntou, os olhos brilhando de alegria sob os óculos.

De repente, Bloom sentiu um puxão. Uma garota de ascendência asiática, os cabelos pretos e a pele pálida, a puxou para cima de uma mesa que havia no centro do salão. Ela vestia uma calça rasgada e um top rosa com uma jaqueta de couro por cima, meia arrastão aparecendo no espaço à mostra da barriga. Seus cabelos pretos eram curtos, lisos e presos em dois coques nos pés da orelha. Havia um único piercing na orelha esquerda da menina, e Bloom logo a interpretou como "bacana".

— Escutem vocês todos! — A menina começou. Bloom sentiu que ela possuía uma voz divina. — Até parece que vocês babacas nunca viram uma novata antes!

Houve alguns murmúrios. Ela rangeu os dentes.

— Ei! — Ela gritou, batendo o pé na mesa. Bloom se assustou um pouco. — Eu estou falando com vocês! Vocês um dia também foram novatos, gostariam que o olhar de todo mundo estivesse em você?! Só porque Saladin disse que "você é importante"?! — Ela fez aspas com as mãos. — Vocês são vermes! Ela é tão importante quanto a fútil da Diaspro!

— Ei! — A loira protestou na plateia. Algumas risadinhas ecoaram pelo salão.

— Larguem de ser idiotas e sejam legais com ela! Se não vão ter que se ver comigo! — Ela rosnou.

— E comigo! — Stella também protestou.

— E comigo! — Aisha embarcou no coro.

Isso fez a garota asiática sorrir para as meninas.

— Mais alguma olhada mal criada pra nossa caloura?! — Ela arqueou a sobrancelha para todos que as olhavam. — Não ousem fazer pegadinhas com ela se não quiserem se ver comigo!

E, com isso, a festa voltou a rolar. A asiática desceu da mesa e ajudou Bloom a pousar no chão.

— Foi… muito legal da sua parte. — Bloom sorriu para ela.

— Ah! Não liga pra isso. Quando eu entrei, Saladin fez a mesma coisa e eu odiei. — Ela revirou os olhos. — Por falar nisso, me chamo Musa. — Ela estendeu a mão para a ruiva. Bloom a cumprimentou e sorriu.

— Prazer te conhecer, Musa.

— Ela é a melhor cantora que você vai encontrar, B! — Stella pôs as mãos nos ombros dela. Musa sorriu.

— Eu não sabia que você, Gabbana, curtia minhas músicas.

— Claro que curto! Eu sempre estou ouvindo seu podcast! E olha que eu odeio a rádio da escola!

Musa corou. — Isso é novidade.

— Bem… você disse que Saladin fez isso com você também. Como assim?

— Ah… meu pai é Ho-Boe.

Bloom piscou um pouco. — Ho… Ho-Boe? Tipo o cara da gravadora de Yokohama?

— Nossa, você é boa mesmo em referências. — Musa sorriu. — Sim. Esse mesmo.

— E sua mãe? Céus, eu amo as músicas da Matlin!

Musa desviou o olhar. — Bem… infelizmente ela passou dessa pra melhor ano passado. — Bloom se arrependeu amargamente de ter falado algo do tipo depois da japonesa ter sido tão legal com ela. — Ei, não faz essa cara. Não comentamos muito sobre isso com a mídia. — Musa sorriu e abraçou os ombros da nova amiga. — Você não tem culpa. Estou aqui porque meu pai achou uma boa pra lidar com minha perda.

Bloom conseguiu sorrir, feliz com a compreensão de Musa.

— Bem, agora, eu acho que vou beber uma tequila. — O olhar dela passou pelas pessoas que curtiam a festa, parando num grupo de meninos um pouco esquisitões.

— Vai pedir bebida ao Darkar de novo? — Aisha arqueou a sobrancelha.

— Sim. Por quê?

— Eu vou nessa! — Stella sorriu e se afastou dali com Musa.

— Urgh.

— Você não bebe? — Bloom perguntou para a brasileira.

— Não. Nem pensar! Isso acabaria com meu desempenho nas atividades! — Aisha fez uma careta. — Céus, jamais.

— Aisha… — Um jovem muito bonito, moreno com o cabelo castanho lotado de dreads, a chamou. Bloom percebeu como a amiga ficou corada instantaneamente.

— N-Nabu… — Ela sorriu.

— Quer dançar comigo? Na área do Just Dance? — Ele deu um sorriso caloroso. Desviou o olhar e viu a garota ruiva, um pouco constrangida. — Ah, você deve ser a Peters.

— Me chame só de Bloom.

— Ah, tudo bem. — Ele deu de ombros. — Eu sou Nabu. — Céus, ele tinha um sorriso encantador. — E então, Aisha?

A níger olhou para Bloom e para Nabu. E para Bloom, e para Nabu, e assim seguidamente. — E-eu não posso deixar a Bloom sozinha, ela…

— Claro que pode! — A ruiva exaltou. — Vai, Aisha. Eu vou ficar bem.

Ela lançou um olhar que Bloom não soube dizer se era de agradecimento ou frustração. Nabu pegou a mão dela e a levou para pista do videogame.

Bloom se aproximou do balcão, onde o skatista loiro estava apoiado, bebendo algo que parecia ser água.

— Você é a novata. — Ele sorriu para ela. Bloom pôde notar seus cabelos medianos, os olhos de um azul intenso. Parecia dar um sorriso travesso, mas era apenas seu olhar brincalhão.

— Sim. Você é o skatista do corredor.

— Ah… é. — Ele coçou a nuca, corado. — Meu nome é Sky, mas suponho que Stella já tenha falado de mim pra você.

— Como adivinhou?

— Sou bom em adivinhar as coisas. — Ele deu de ombros e bebeu sua bebida. — Então… América.

— É. — Ela corou.

— Legal. É um continente bacana.

Continente? — Você não parece ser… Hm…

— Inteligente? — Sky olhou para ela, a olhando de cima a baixo com os olhos estreitos. — Bem, eu não preciso ser quietinho pra ser inteligente.

— Griselda te deixou de castigo? — Céus, como que ela conseguia conversar com ele assim?

— Bem…

— Sky! — Ouviram uma voz familiar dizer. Diaspro estava diante deles, olhando os dois, o olhar fuzilando a ruiva. — O que está fazendo com ela?!

— Estamos conversando. — Ele ficou sério.

— Não quero você conversando com meu namorado! — Ela rangeu os dentes. Sério? O cara que parecia ser legal e gente boa como Stella havia dito, namorava uma garota fútil como ela?

— Nós não namoramos, Diaspro! — Sky bufou e pôs o copo de lado, a loira saindo de cara feia e batendo o pé.

— Tá na cara que ela gosta de você. — Bloom conseguiu dizer.

— Não gosta. Ela só tem certos interesses em mim. — Ele bufou.

— Interesses?

— Eu também tenho alguns nela. Não vou ser hipócrita.

Bloom estreitou os olhos. — Okay…

— Sky! Vem! — O menino de cabelos cor de vinho, Riven, o chamou. Ele olhou para Bloom.

— Vai lá, ué. — Ela deu de ombros. — Curte a festa.

Riven olhou para ela. — Uh… a novata é uma gata hein? — Ele deu um sorriso que a fez corar. — Espero um dia poder experimentar um pouco dos seus lábios.

— Riven! — Sky repreendeu.

— O quê? Cara, vem logo! Nabu e Aisha desafiaram a gente!

E com essa deixa, Sky riu e correu atrás de Riven para a área dos videogames, a deixando sozinha no balcão.

— Hm… Não foi muito inteligente do Sutherland te deixar sozinha. — Uma voz rouca surgiu atrás dela. Bloom engoliu em seco e ao virar-se, viu um menino que poderia confundir-se facilmente com o Conde Drácula. Sua pele era tão pálida que parecia carecer de sol e vitaminas. Não conseguiu identificar a cor de seus cabelos, que eram tão longos quanto os dela. Oscilavam entre o ruivo e o loiro, em um tom rosê, quase branco.

Os olhos dele eram azuis, similares aos dela. Pareciam esferas de céu do meio dia no inverno, pois também eram frios. Aparentava ser bem mais velho que um simples estudante do Ensino Médio.

— Hm… Você… quem é você? — Bloom ficou um tanto curiosa com a presença do menino. Ele não parecia nem um pouco com os outros, as roupas escuras, quase pretas, um sobretudo do século XVIII e botas de couro.

— Eu, querida Bloom Peters, sou Valtor Schultz. — Ele olhou para ela de forma tão intensa que ela sentiu o coração disparar.

— Bem… Hm… Prazer conhecê-lo.

— Ah… querida americana, ninguém nunca lhe falou que prazer é só na cama? — Ele arqueou a sobrancelha.

Bloom corou. Quem era ele? Por que era tão misterioso, tão peculiar assim?

— Ok, acho que já deu. — Bloom suspirou, mas antes de se afastar, ele pegou seu pulso.

— Eu gostaria de passar um tempo com você, Peters. — Sua voz era rouca perto de sua orelha. Ela podia sentir sua respiração. — Muito mesmo.

Bloom se virou e olhou para ele. Estavam muito próximos e… seria errado dormir com alguém no primeiro dia na nova escola? Stella disse em colocar uma meia na porta, certo?

— Hm… — Bloom mordeu o lábio. — Nós… nós podemos subir. — Ela murmurou.

Valtor sorriu e seu olhar passeou por ela. — Eu acho uma excelente ideia.

Bloom saiu do salão com Valtor. Musa observou-os de longe. — Ei, parece que a Bloom já tá caidinha pelo esquisitão. — Ela riu, virando sua tequila.

— O quê?! Ah eu não acredito! — Stella procurou-a com o olhar, mas viu apenas o vislumbre de seus cachos passando pela porta.

— Ah não…

— Ih, Stella, fica fria. Valtor é esquisitão mas pelo menos não é tipo, sei lá, o Riven. — Musa riu. — Mais uma rodada por minha conta!


Notas Finais


Ah eu escrevi, fiquei ansiosa e postei :)

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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