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História High School Sucks - Capítulo 34


Escrita por: e GbMr


Capítulo 34 - Acontecimentos que Mexem com o Coração


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 34 - Acontecimentos que Mexem com o Coração

Aisha observava os meninos em seu treino de Lacrosse. Claro que sentia uma inescrupulosa vontade de chutar as partes baixas de Codatorta toda vez que ele abria a boca para gritar com os meninos, mas observar Nabu treinar valia todos os sustos que o treinador poderia lhe fazer.

E apenas Nabu. De seus dois corações, Nex havia sido dispensado do treino de hoje porque estava de castigo. Por fazer uma obra de arte de papelão.

Aisha achava isso no mínimo criativo e inovador. Uma pessoa fazer uma obra de arte reciclando papelão e ficando perfeita daquele jeito? Era injusto ele estar de castigo, assim como Griselda se ofender com aquilo. Ela deveria se sentir honrada.

— Vamos maricas! Não estou vendo suor na testa de vocês! — Codatorta gritou. — Onde diabos está o Sutherland?!

Alguém sussurrou perto de Codatorta e ele revirou os olhos. Todos os treinos eram assim, como se ele sofresse de amnésia a curto prazo.

— Uma pausa… senhor… — Brandon pediu, ofegante. Aisha imaginou com Stella estaria extremamente excitada ao ver Brandon molhado daquele jeito. Ele parecia mais um deus grego a um adolescente.

Claro, com todo respeito, Stella.

— Pausa?! Vocês nem estão suados!

— Senhor…

— Você chama isso de suor? Quando eu competi nas nacionais de oitenta e cinco…

E lá vinha mais uma história nem um pouco encorajadora de Codatorta.

Nabu sorriu para ela. Céus, como ele estava lindo. Suas tranças estavam envoltas e presas para cima, num coque. Sua blusa da seleção de Manchester Hall estava grudada com o suor, marcando seu corpo definido. Aisha desejou ter os lábios e o corpo junto do dele.

No fim do treino, Aisha desceu da arquibancada e correu até Nabu. — Você foi incrível!

O queniano corou. — Obrigado, meu anjo.

Aisha selou seus lábios. — Como você está? Quer fazer algo essa noite?

Ele sorriu. — Aceito até ler um livro sobre haicais com você.

Ela mordeu o lábio e sorriu. — Então vamos pra biblioteca. Tem um sofá maneiro que podemos… ficar.

O mezanino da biblioteca tinha sofás e prateleiras com livros infantojuvenis, autores como Rick Riordan, James Dashner e Suzanne Collins. Apesar de ser a área mais gostosa e interessante da biblioteca, o local estava vazio. 

Aisha se jogou em um dos sofás, as pernas sobre o assento de tecido, esperando por Nabu. Ele prometeu tomar um banho rápido antes de encontrá-la ali.

O mezanino da biblioteca também era conhecida como cantinho da pegação. Namorar era um crime em Manchester Hall, mas sempre faziam certa vista grossa… a não ser que você estivesse perto de Griselda ou Brafilius. Eles com certeza matariam ao pegar alguém quebrando as regras. 

Mas Brafilius era um pouco mais relaxado que Griselda. As meninas, em geral, iam para o dormitório masculino quando queriam transar. 

— Aisha… — Nabu falou atrás dela. Ela abaixou o celular e olhou para o ficante. 

— Nabu. — Ela sorriu quando ele sentou-se ao seu lado. — Sentindo-se melhor?

— Um pouco de fadiga. — Ele sentou-se ao lado dela. — Mas sei como me curar disso.

— Como?

Nabu agarrou sua nuca e a beijou intensamente. O beijo foi tão bom que Aisha perdeu o fôlego rapidamente e quando ele se afastou, respirava como se fosse um peixe fora d'água. 

— Seus lábios são divinos, Aisha. — Ele murmurou, a puxando para seu colo. Aisha sorriu maliciosamente.

— Talvez você deve experimentar outras coisas no meu corpo. 

Suas bocas se juntaram novamente. As mãos dele tocaram suas costas e desceram até seus glúteos bem enrijecidos. Ela abraçou seu pescoço e o manteve próximo todo o momento, suas línguas numa harmonia perfeita. 

Por um momento, Aisha chegou a esquecer que ainda estava na biblioteca. Sua mão foi para baixo da blusa de Baby, sentindo seu torso definido e trazendo arrepios para o níger. Ele soltou um suspiro aprazível abafado.

— Aisha… aqui não é o melhor lugar… 

— Nem para me beijar? — Sua voz soou rouca. Nabu mordeu o lábio, os olhos brilhando de luxúria.

— Acho que pra isso serve…

•        •        •

— Musa, precisamos conversar.

Dessa vez não tinha para onde ela correr.

Musa tocava uma melodia suave no violoncelo. Estava completamente perdida em sua melodia no Auditório Dourado, tanto que não sentiu a presença de Riven.

Ele estava clássico, como sempre: uma camisa azul arroxeada, calças jeans surradas, o cabelo bagunçado num emaranhado elegante. Ele parou logo atrás dela, e ela só o notou quando ele falou com ela.

— Não posso agora Riven.

— Pare de fugir de mim! — Ele franziu a testa, raivoso.

Musa mordeu o lábio e pôs o instrumento em sua base. — Riven, aquilo foi um erro.

— Não Musa. Não foi um erro. — Ele a puxou pelo pulso e a fez encarar seus olhos. — Nunca é um erro estar perto de você. Você acha que eu não sinto falta de suas broncas? — Ele mordeu o lábio.

— Você tá tornando isso mais difícil.

— Você quem está tornando. Eu só tô tentando ser um cara bacana e que quer te amar.

Ela corou. — Riven…

— Não Musa, você me escuta. — Riven pôs a mão dela em seu peito, os olhos parecendo raivosos. — Você não pode me beijar e simplesmente querer que eu suma!

— Não… — Ela murmurou. — Você não entende… — Sua voz estava trêmula.

— O que eu não entendo?

— Que eu gosto de você, seu idiota! — Ela rangeu os dentes, os olhos marejados. — Não quero sofrer! Isso não é óbvio?

— Você acha que eu ia te machucar?

— Eu ia! — Ela se afastou, passando a mão no rosto. — Eu não posso fazer isso com você.

— Do que você tá falando?

— Eu… — Ela tremeu. — Não sei… essas coisas de amor… e…

— Você tem medo. — Riven se aproximou. — Eu também Musa. Podemos lutar contra isso juntos.

— Riven, eu preciso de tempo.

Ele suspirou. — Pode pelo menos não me ignorar? — Ele tocou seu rosto. — Não é legal ter aula e química sem você me xingando de cento e um nomes diferentes.

Musa corou e riu. — Posso pensar sobre isso.

Ele hesitou em beijá-la, mas se afastou.

— Ok. Melhor eu ir.

— Ok.

— Ok.

Eles se encararam por um tempo antes dele se virar e sair.

•        •        •

Bloom estava deitada na cama. Vestia uma calça de linho azul confortável e uma blusa azul e amarela folgada. O cabelo ruivo estava bagunçado como se fosse uma juba em torno de seu rosto, e ela segurava o celular de forma que podia ver o chaveiro pendurado. 

A luz da tarde invadia as janelas e era a única que iluminava os aposentos. Stella ainda não estava junto dela, mas ela não se importou. Tudo o que precisava era de se tranquilizar das três coisas que perturbavam sua mente:

O possível Sky suicida.

O céu da Califórnia vendo Andy e Roxy de pegação.

E as provas.

É, o calendário de provas fora lançado mais cedo e avisado para os alunos enquanto almoçavam. Uma parcela ficou extremamente chocada, ou decepcionada, Bloom não soube ao certo dizer. Mas precisava se empenhar em ir bem nas provas.

Em Hollywood Arts… Mesmo que fosse uma escola mais artística que tradicional, Bloom sempre se empenhava em ser a melhor. Apesar de não ter nenhuma vontade de entrar na indústria cinematográfica, a ruiva sabia atuar e cantar muito bem – e claro, isso ela escondia. Mas o problema mesmo era ela.

Bloom sempre se cobrava demais. Talvez porque sempre quisera que seus pais fossem mais atenciosos com ela, lhe dessem mais crédito pelas coisas que fazia. Quando algo não sai do jeito planejado, Bloom tem um ataque de nervos. E isso não é bobeira.

O psicólogo de Los Angeles dizia que ela tinha ansiedade.

Mas assim como ninguém, Bloom não se importou com isso. 

E agora ela olhava o chaveiro de cenoura e sentia o coração disparar no peito, milhões de pensamentos inundando sua mente. Lembrava-se dos momentos de crise que tinha em LA, e de como tentava esconder isso de todos, inclusive de Alfred. A última coisa que ela precisava era receber a atenção de ir para um manicômio.  

Calma, Bloom. Respire. 

Você vai conseguir…

Será?

Ela odiava dúvidas. E agora estava cheias delas. Sonhava com a possível morte do cara pela qual estava apaixonada, nos possíveis encontros com Roxy e Andy com os dois namorando, e na hora do suspense de ter a nota da prova recebida. 

Será que alguém se importava? 

Não tinha muitos amigos na Califórnia, apenas Selina, e já estavam muito afastadas antes mesmo de sua ingressão em Manchester Hall. Também tinha as Winx, mas será que elas a consideravam tanto quanto ela as considerava? Stella e Aisha se conheciam a mais de um ano, como que a amizade de Bloom seria a mesma para elas?

Seu pai… ele até estava conversando mais com ela. Um pouco monótono, mas pelo menos conversava, diferente de Marion. Não falava com sua mãe desde o dia que chegara em Manchester e fora chama na sala de Saladin para esclarecer sua ausência. No final, talvez fosse melhor para eles terem menos uma preocupação.

E aí estava ela.

Mil e um pensamentos.

— Bloom? — Stella acendeu a luz. Bloom virou o rosto e um soluço escapou. Foi naquele momento que ela percebeu que estava chorando. — Ah céus, o que houve?!

Bloom limou rapidamente as lágrimas e tentou se disfarçar com seu melhor. — Acho que tô ficando gripada. 

— Quê?

— Não tô respirando muito bem. — Ela fungou, disfarçando o soluço. Ela sentou-se na cama, os pés pendurados quase tocando o chão. 

— Você acha que me engana? — Stella sentou ao lado dela. — Conheço você o suficiente para saber que estava chorando. O que houve, ruivinha? 

Ela recebeu um carinho caloroso de Stella, quando a loira abraçou seu corpo com. dela. Bloom temeu abrir a boca para falar. Achava que além de ninguém a entender, seus desabafos só preocupariam as pessoas,  ou as fizesse perder tempo e massa cinzenta. Até mesmo para seu terapeuta da Califórnia ela fazia algumas ocultações. 

— Nada não. 

— Bloom…

— Meu cachorro morreu. — Ela mentiu, e agradeceu aos Céus mentalmente por não ter um cachorro para jogar tal maldição. 

— Ah… — Stella finalmente pareceu cair na real. — Eu sinto muito querida. Eu sei como é triste perder um animalzinho que a gente ama. 

E a abraçou. Bloom se permitiu chorar, não pelo conforto da Stella, mas sim porque ela estava sendo legal, e ela não estava sendo honesta. Teve vontade de empurrá-la e dizê-la para não ter compaixão dela. 

No fim, ela apenas de manteve nos braços da loira com um único pensamento em mente:

Bloom precisava se esconder melhor.


Notas Finais


Capítulo curto, eu sei, mas o próximo episódio será um pouco mais longo, prometo :)

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!!!

Beijos, GbMr ~


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