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História High School Sucks - Capítulo 36


Escrita por: e GbMr


Capítulo 36 - Bolo de Boas-vindas


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 36 - Bolo de Boas-vindas

Bloom se sentia uma idiota.

E dessa vez ela estava certa que era uma.

Estava esperando Sky vir ao encontro dela no terraço. Não soube de sua chegada por ele, e sim por Brandon (esse cara estava começando a virar o melhor amigo dela), que prometeu lhe dizer que ela o esperava no lugar de sempre, mesmo não tendo ideia de onde era. O dia estava nublado, como sempre, mas raios de sol refletiam na The Wheel of Manchester e fazia sua lataria brilhar. Os grandiosos prédios da cidade a fazia parecer uma Chicago ao longe, no meio do nada.

Bloom encarou o bolo que tinha feito.

Jamais tinha feito um antes em sua vida, mas se esforçou para fazer um belo exemplar de bolo de cenoura, afinal, o que poderia dar de errado? Seu bolo cheirou bem e brilhou como ouro, então ela achou que talvez teria feito algo certo. Derreter a barra de chocolate para a calda… bem, isso teve que fazer mais de quatro vezes. Na última, obteve ajuda do Chefe Sfoglia, que inicialmente ficou emputecido por sua presença na cozinha, mas depois que ele entendeu que era por amor, o homem de ranzinza passou de cupido, e fez a melhor calda de chocolate que Bloom já viu na vida. Esperava que o sabor estivesse tão bom quanto a aparência e o cheiro.

Ela pôs o bolo na mureta que protegia da beirada. Por mais que tivesse medo, desejou silenciosamente que o bolo caísse lá embaixo e sumisse. O que Sky pensaria em vê-la com aquilo? Talvez se sentisse mal, por lembrar da avó. Talvez ficasse com raiva por Bloom estar cutucando suas feridas. Ou talvez só a achasse uma tremenda idiota e risse, afinal, quem cozinha para o namorado hoje em dia?

Não que ele fosse seu namorado, claro. 

Ela engoliu em seco, sua mão levantou, hesitante, para empurrá-lo lá embaixo, pondo fim em seus pensamentos sôfregos, mas o ruído de abertura da porta do terraço a fez saber que era tarde demais.

Os cabelos loiros dele estavam mais curtos, mas nem por isso o garoto parecia menos atraente. Os olhos azuis pareciam alegres e loucos para pregar uma boa peça, como se aguardasse anos para sair do cativeiro. A pele levemente bronzeada, como Bloom bem lembrava. Era possível uma pessoa crescer em um mês? Ele parecia dez centímetros mais alto, ou talvez fosse apenas impressão de Bloom. Ele também parecia um pouco mais musculoso, ou a camisa que usava era justa demais? Ele estava com uma blusa cor de vinho que lhe deu certo contraste, o abdômen bem definido marcado pelas curvas; as pernas tonificadas numa calça jeans preta e ankle converses vermelhos.

— Cenoura? Tá tudo bem?

Bloom percebeu que devia estar parecendo a rainha dos idiotas. Suas pernas pareciam duas colunas de cimento rachadas, prestes a desabar a qualquer momento. Ela endireitou o corpo, as bochechas queimando.

Ela finalmente limpou a garganta e respondeu: — Sim… está sim.

Sky pareceu notar o bolo. Sua expressão parecia denotar mil e uma coisas diferentes. — Isso é um bolo de cenoura?

Bloom se amaldiçoou por não ter jogado o bolo lá embaixo a tempo. A ruiva engoliu em seco e passou a mão nos cabelos nervosamente, colocando a franja atrás da orelha.

— E-eu… — Ela mordeu o lábio, se esforçando para não ter um ataque de pânico ali mesmo. Esperava quase que ansiosamente pelo momento dele rir na cara dela ou a chamar de insensível. — Eu achei que seria uma boa ideia e… é claro, isso parece idiota. Tipo, não quero parecer ignorante nem nada, achei que seria legal fazer alguma coisa… — Aí estava um problema, ela não ia parar de tagarelar. — Você tá me achando uma tremenda idiota agora, certo? Tipo, não tem o porquê eu fazer algo assim até porque eu não sei cozinhar e você não é meu namorado. Esse bolo deve estar horrível e eu meio que tentei jogá-lo daqui de…

Ele a calou.

Com um beijo.

Que a deixou completamente nas nuvens.

Seus lábios tinham gosto de hortelã, e Bloom logo concluiu que aquele era seu sabor favorito. Depois de arregalar os olhos chocada com o ato, ela relaxou um pouco e abraçou seu pescoço, retribuindo o beijo. Seu coração parecia estar pulando de seu peito, como se fosse correr contra Usain Bolt na corrida de cem metros rasos. 

Suas línguas dançaram como se competissem entre si. O ar ia se esvaindo dos pulmões da ruiva, que tentava não quebrar o beijo por estar sendo o paraíso na Terra para ela. 

Ele abraçou sua cintura, a puxando para mais perto. Logo terminou o beijo, Bloom buscando por ar como se fosse um peixinho fora d'água. Sky deu aquele sorriso ladino característico próprio de seu ser e olhou para ela dos pés a cabeça.

A ruiva sempre o encantava, e isso ele nunca iria negar. Ela estava simples, usando converses pretos, uma saia jeans azul e uma camisa de mangas até os cotovelos listrada de azul e branco. Para ele, seu corpo parecia mais amadurecido, mas talvez fosse apenas impressão. Seus seios pareciam maiores e suas coxas e glúteos mais… suculentos. Estaria ele sendo machista a comparando com algo que gostaria muito de pôr na boca? Os cabelos ruivos estavam soltos, salvo as mechas que ela freneticamente pusera atrás da orelha. Ele logo sorriu ao encontrar seus olhos e afrouxou o abraço.

— Espere, eu ouvi você se chamar de idiota e ameaçar jogar essa belezinha lá embaixo?! — Ele se afastou e se agachou para analisar o bolo, e logo olhou para ela, parecendo assustado. — Você cometeria terrebolismo!

Bloom não conseguiu evitar rir. Estava nas nuvens e mesmo aquele trocadilho horrível a fez flutuar. — Eu… sei lá. Não sei se está bom.

— Então é mesmo um bolo de cenoura? — Ele sorriu.

— Sim.

— Você fez um bolo de cenoura. Uma cenoura fez um bolo de cenoura.

— Falando assim parece que eu cometi assassinato mesmo.

Ele riu. — Ótimo. Será que podemos experimentar?

Bloom assentiu, corada. Desfez o laço da toalha de piquenique que repousava no chão e pegou uma espátula. Sky a ajudou a arrumar a toalha de forma que os dois ficassem confortáveis. Ela partiu o bolo, rindo pelo olhar ansioso dele.

— Você tá demorando de propósito!

— Não tô não.

— Para com isso!

Ela riu mais.

Assim que ele mordeu, sentiu-se nos braços de Eldora. Ouviu a doce voz de sua avó e viu os olhos que lembravam xícaras de chocolate quente. Sentiu-a acariciar seus cabelos e bochechas, beijar seu rosto e sussurrar palavras de conforto. Bloom só podia ser uma feiticeira, como havia feito aquilo? Ele jamais achou que seria possível sentir-se juntinho de sua avó novamente. Olhou para o céu tentadoramente, tento ciência que não teria constelações à vista por ainda ser dia, mas de certa forma, ele podia ver a estrela que sua avó havia se transformado. Podia sentir o calor dela, o sorriso carinhoso o encorajando a continuar. Ao engolir, se esforçou para não ficar com os olhos marejados. — Você mesma quem fez?

— Não vou mentir… talvez a calda tenha sido presente do Sfoglia. — Ela pareceu não perceber sua voz embargada, ou pelo menos, não demonstrou notar.

— Sfoglia ajudando alguém? Espera, você fez isso na cozinha dele?

— Queria que eu tentasse fazer isso no laboratório de química?

Ele sorriu.

Ela logo o atualizou dos acontecimentos de Manchester, o que o distraiu das emoções sensíveis: os cinco novos alunos, a situação dos jogos, o trabalho de Palladium, as provas. Se alguém estivesse jogando tamanhas informações sobre ela daquele jeito, ela teria um certo ataque de nervos, mas ele pareceu nem se importar com aquilo, como se estivesse acostumado a ter uma agenda lotada e conturbada.

— Espera aí, Wizgiz desfez nossa dupla?! 

— Ele meio que não teve escolha…

— Pau no cu dele! Ele não tem o direito de fazer isso! — Ele parecia revoltado, o rosto corado de raiva. — Já não gosto desse cara. — Ele murmurou.

Bloom deu uma risadinha. — Por quê?

Dah, ele roubou de mim a melhor companheira de química do universo. 

— Ele não acha isso. 

— Que garoto não acharia, Bloom?

— Ele me acha medíocre, teimosa e insegura. — Ela suspirou. — É um babaca filosófico. Não se preocupe, aposto dez pratas que ele faria de tudo para sair de perto de mim.

Isso pareceu tranquilizar o loiro, que voltou a deliciar-se da iguaria.

— Quer me contar como foi em casa? — Ela hesitou, mas precisava perguntar. Se calou em seguida com um pedaço de bolo. Teria feito a escolha certa?

Sky mordeu o lábio inferior e observou o terraço. Ele respiro fundo e logo expirou. — Não foi nada legal. Meus pais meio que surtaram em ver o tamanho do meu cabelo e meu físico, me forçaram a cortá-lo, a seguir uma dieta horrível e malhar com um personal trainer da puta que pariu. Eu juro que me esforcei pra não fugir, porque eles me forçaram a ficar um mês lá pra acompanhar meu desenvolvimento, como se pra ter uma mente sã, eu precisasse levar meu corpo ao extremo.

— Sky… isso… é horrível…

— Horrível? Não gostou do meu novo corte de cabelo? — Ele fez pose e ela deu uma risadinha, o empurrando.

— Estou falando sério, Sky.

— Talvez tenha valido a pena porque vi minha avó uma última vez… — Ele encarou o bolo ao seu lado, parecendo sem apetite, mas logo pegou mais um pedaço e o saboreou, a calorosa sensação envolvendo seus músculos como adrenalina. — Ela deixou uma carta pra mim. — Ele voltou a olhar o horizonte, seus olhos azuis refletindo o céu cinzento. — Ela… ela não era rica como meu pai ou meu avô, mas deixou todo o dinheiro que tinha comigo. Ela abriu uma conta para mim assim que soube que estava doente e depositou todo o dinheiro lá. Disse que é para eu realizar meus sonhos e me livrar desse fardo horroroso que me foi dado. 

Bloom piscou. — Uau…

— Ela deixou uma carta falando tudo isso. Me fez… ter esperança, decidir minha vida. Assim que eu fizer dezoito anos, vou mudar meu sobrenome de Sutherland para Carter. Ela é conhecida como uma das únicas mulheres do clã a não abdicarem de seu nome de solteira, e o nome dela virou Eldora Carter Sutherland. Uma vez ela me disse que pessoas que apagam seus nomes apagam parte de si.

— Isso não… parece meio contraditório?

— Boa pergunta, cenoura. Na verdade não. Sutherland só me lembra dos péssimos momentos que tive… — Seus olhos brilharam tenebrosamente por um momento antes de voltarem ao seu tom original. — O que me salvava era minha avó. Carter será muito melhor do que ilha de Surther, não acha?

Ela riu. — É. Talvez você tenha razão. 

— Só talvez?

— Você está me provocando. 

Sky sorriu e prosseguiu. — Vou me esforçar para ir pra faculdade de Medicina de Gasglow, que é a referência no Reino Unido. Vou… ir atrás do meu sonho. — Ele corou.

— É muito bom ouvir isso, Sky.

— É. Algumas pessoas dessa escola, que gostam de se pagar de hypers com bebidas caras e roupas da Balenciaga, talvez não conseguissem viver com aquela quantia, mas calculei que do jeito que sou, devo ter dinheiro o suficiente para viver por uns quarenta anos. Fazer a faculdade, comprar um apartamento…

Bloom arregalou os olhos.

— O que foi?

— Você planejou seu futuro…

— Não esperava que eu fosse assim? — Ele sorriu de forma travessa. — Eu também não, cenoura, mas o que ela me deu foi minha carta pra faculdade de medicina, melhor ainda, pra minha vida. Não preciso mais temer os meus sonhos.

— Então foi bom você ter voltado pra casa. — Ela desviou o olhar. — Fico feliz por você.

— Só teve um porém. — Ele pôs o bolo de lado e se aproximou dela. — Eu… senti muita falta de uma pessoa.

Bloom se forçou a não corar e olhou para ele, esperando que continuasse.

— Acho que a única razão pela qual eu me submeti a toda aquela coisa surreal dos meus pais durante esse mês foi porque, no final, eu ia ficar mais atraente pra você.

Bloom corou. — Espera, você… você pensou em mim?

— Era a única forma de eu não surtar. Confesso que… eu ficava relendo suas mensagens como um idiota, como se quisesse… preencher algo. — Ele corou e coçou a nuca, desviando o olhar.

Bloom mordeu o lábio, sorrindo. — Também fico feliz em saber disso. — Ela beijou sua bochecha.

Ele sorriu e tocou seu rosto. — Você está incrível. Está… — Ele percorreu os olhos por seu corpo. — Você está muito… gostosa.

Ela sentiu as bochechas queimarem. Ela não sabia se foi por causa do elogio ou por causa do calor que começou a sentir. Sua voz rouca… era enlouquecedora.

— O que nós somos agora? — Bloom perguntou e temeu ter estragado tudo. Quantos momentos como esse teria novamente?

— Não sei, Bloom. — Ele desviou o olhar. — Não sei o que sinto por você, mas sei que é algo… que não sinto por mais de ninguém. E que é bom. Muito bom. Menos quando você tá longe.

Ele encostou o corpo na mureta, se ajeitando sobre a toalha, completamente descontraído. Seus cabelos pareciam dançar com a brisa leve e fria que passava por Manchester. Bloom ignorou seu lado tímido e atendeu ao seu lado impulsivo. Se direcionou até seu colo e sentou sobre ele, abraçando seu pescoço.

Sky pareceu ter ficado chocado com o ato, mas não a afastou. Aliás, pôs as mãos em sua cintura e levantou o olhar para ela. Os olhos azuis piscina dela o lembraram dos atóis do Pacífico, lugares que sempre quis conhecer e que esperava desbravar ao lado de alguém que importasse. Tipo ela.

— Não precisamos saber no momento. — Ela murmurou. — Eu só quero poder satisfazer as vontades que tenho de ficar com você.

Os olhos dele brilharam ao ouvir o que ela havia dito. Ele a apertou mais em seus braços, a aproximando mais de seu colo, a voz rouca a fazendo deleitar-se por ele. — Então… Eu posso lhe conceder esses desejos perfeitamente, cenoura.

Ela sorriu e o beijou. Seus lábios brincaram juntos, como duas crianças amigas afastadas tempo demais uma da outra. Suas línguas dançaram em conjunto, unindo seus corpos em um só. As unhas dela arranharam sua nuca, as mechas loiras se confundido com suas mãos. Ela queria devorar todo o sabor doce do chocolate em seus lábios, e começou a sentir sua intimidade dar sinais de vida, vontade de dar prazer a seu corpo. O tecido de sua calcinha ficou úmido.

Sky não estava muito diferente. Além de sentir as maravilhas dos lábios de sua deusa no dele, suas mãos por baixo da saia percorriam de suas coxas para seus glúteos tonificados. Seu membro sentiu-se no direito de dar as caras, mas nenhum dos dois pareceu se importar com sua presença.


Notas Finais


Espero que estejam preparades para… o próximo capítulo.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!!!

Beijos, GbMr ~


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