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História High School Sucks - Capítulo 4


Escrita por: e GbMr


Notas do Autor


Episódio dedicado com todo carinho à @FloraLinphea e @Illiry

Peço que por favor, não me odeiem pelo o que eu fiz nesse capítulo.

Capítulo 4 - Flora Fernández


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 4 - Flora Fernández

— Griselda deve estar nos dormitórios. — Valtor observou as escadas.

— Uma sala qualquer então. — Bloom deu um sorriso malicioso. Valtor arqueou a sobrancelha para ela.

— Você não é tão santinha quanto parece ser. — Valtor sorriu maliciosamente, seus cabelos indescritíveis brilhando à luz do luar que invadia as janelas.

— Bem, eu não disse que era.

Eles entraram em uma sala e Bloom logo sentou-se numa bancada. Valtor se aproximou dela e a beijou.

Bloom retribuiu, as pernas envolvendo sua cintura. Talvez fosse necessário, assim ela não se machucaria tanto pensando no Andy, certo?

Ele passeou as mãos por sua cintura, indo até o zíper de seu cropped. Bloom tirou seu sobretudo, o beijo mais intenso, mais quente.

Valtor beijou seu pescoço, as mãos agora tentando abaixar sua calça skinny. A ruiva mordeu o lábio e o ajudou.

— Preservativo… — Ela murmurou.

— Claro. — Ele tirou do bolso da calça uma carteira. Depois de passar por algumas notas de cinquenta e cem libras, tirou um pacote pequeno.

Removeu o invólucro e Bloom o observou vesti-lo. Logo ela voltou a beijar seus lábios e ele penetrou nela, entre seus gemidos e arfadas. Valtor cuidava muito bem dela, se deliciava de seus mamilos e de sua pele macia.

Sexo com ele não era o mesmo com Andy. Ali não tinha amor, não tinha sentimentos, só uma chama ardida de luxúria.

E isso era muito bom.

. . . 

— Stella… — Ela ouviu uma voz rouca sussurrar em seu ouvido e braços fortes envolverem sua cintura. Ela piscou um pouco e se virou para ver um menino moreno, os cabelos repicados, a pele bronzeada e os olhos cor de chocolate, o capitão do time de rugby do terceiro ano.

Brandon.

— Oi, gatinho. — Ela sorriu e ele a selou.

— Quer… dar uma volta?

Stella olhou para Musa, que dançava em cima do balcão de bebidas, liderando uma batalha de rap. Olhou para a área gamer, onde Aisha competia freneticamente com alguns meninos. Suspirou. Precisava ir.

— Pode ser. — Ela sorriu e deixou seu copo de cola de lado.

Brandon entrelaçou as mãos com as dela e caminharam para fora dali.

— Hm… Então, Stella… estamos juntos há um tempo, né? — Brandon sorriu para a loira, que parecia um pouco distante.

Ela não respondeu.

— Stella… Hm… Está tudo bem? Entre a gente e…

— Sim Brandon, está tudo bem. — Ela parou de andar e suspirou. — Só estou pensando na garota nova e…

— Por quê?

— Ela saiu com o esquisitão já tem quase duas horas… — Stella mordeu o lábio.

— É sua companheira de quarto, não é? Talvez estejam… sei lá…

— Não confio nele.

— Stella, ele tem essa fama de durão mas não machuca nem uma mosca. Relaxe.

Ela engoliu em seco e de repente ouviu uma porta se destrancar. O esquisitão saiu da sala, olhando para os dois lados dos corredores. Seguiu passando por eles, um olhar suspeito para Stella, antes de entrar no salão da festa.

Mais passos surgiram no corredor. Bloom saiu, ajeitando sua calça. Quando a ruiva levantou o olhar, viu Stella e Brandon, e seu rosto ficou vermelho como pimenta.

— Bem… você achou a novata que queria. — Brandon deu de ombros. — Acho melhor deixar vocês duas conversarem.

O moreno saiu de perto de Stella, voltando para o local da festa. O olhar da loira pairou em Bloom.

— Você é doida.

— Eu… eu só queria curtir.

Stella suspirou. — Ele… ele é estranho Bloom. Não confio nele.

Ela mordeu o lábio. — Acho que ele não vai fazer nada de errado… bem… com isso.

Stella suspirou. — Você vai voltar para a festa?

— Não estou muito afim.

— Ótimo, então vamos! — Ela puxou Bloom para as escadas. — Foi bom, pelo menos? Aquele cara tem cara de ser virgem.

— Bem, virgem é a última coisa que ele é, Stella. Ele… se mostrou bem experiente e… ele faz muito bem.

A loira suspirou. — Bem, pelo menos você gostou.

— É. — Bloom corou e passou a mão no rosto. — Céus… eu nunca tinha feito isso.

— Feito o quê? Sexo casual?

— Sim! Eu… eu já tinha feito, mas eu…

— Relaxa querida, novo país, nova escola, novos come…

Stella parou de falar quando ouviu uma discussão em espanhol entre duas meninas no corredor do segundo andar do dormitório. Bloom e ela se entreolharam.

— Acho que é do 304. — Stella sussurrou. — Mas nunca ouvi alguém falar espanhol tão bem assim antes.

— Certo! Ótimo! Faça o que quiser! — A voz feminina berrou e uma porta bateu com força. Ouviram passos nas escadas e logo uma menina de pele bem bronzeada e cabelos castanhos passou pelo corredor. Seus olhos verdes pareciam aborrecidos, injetados de raiva. Ela não parecia ter ido na festa, pois usava um pijama de mangas compridas com estampa de flores e pantufas em forma de marshmallow.

— O que vocês estão olhando?! — Ela rosnou quando passou pelas meninas, praguejando em espanhol, e bateu forte a porta do quarto 110.

— É… é a Flora Fernández… — Stella piscou um pouco. — Estranho. Eu nunca havia a visto assim.

— Assim? Essa discussão pareceu ser extremamente comum de ocorrer!

— Tipo… deve ter sido com a irmã dela, Miele. Ela fica no 304. Elas são… hm… meio complicadas.

— São gêmeas?

Stella assentiu. — E porto-riquenhas.

— Então temos quatro americanas na escola, e todo mundo só me chama de americana.

— É porque os caras do seu país deram o nome da sua república de América. — Stella deu de ombros. — Sem ofensa, mas vocês são muito egoístas.

Bloom riu e entrou no quarto, mas ainda estava meio perturbada com a discussão que acabara de ouvir.

— E então? Vai me falar mais sobre Valtor? — Stella pegou um pacote de lenço demaquilante. — Quero saber mais. Não é todo dia que uma amiga minha pega o esquisitão da escola.

. . .

Domingo amanheceu com uma chuva torrencial. Pela manhã, Darcy e Stormy, duas melhores amigas, voltaram para o internato após passarem o fim de semana em casa.

Não havia muita gente no café da manhã. Provavelmente, a maioria dos estudantes estaria de ressaca ou com dor no corpo de tanto dançar na festa. Bloom, Stella e Aisha não fizeram parte desse grupo, as três se encontrando no dia seguinte para tomarem café da manhã juntas.

— Credo… vocês não tem bacon ou algo assim não? — Bloom reclamou ao ver o cardápio self-service da escola. — Cadê as panquecas?

— Bloom, você não tem noção do que foi ter que se acostumar a comer salsichas mixibentas depois de se acostumar a comer pão fresquinho com manteiga e frios todos os dias de manhã. — Aisha suspirou, servindo-se de bagels e ovos.

— Nossa, é tão diferente pra vocês assim? — Stella arqueou a sobrancelha, servindo-se de tomates fritos e pão torrado. — E aqui tem bacon sim, ok? Você só chegou num dia ruim.

— Uma vez na vida e uma vez na morte. — Aisha murmurou.

Bloom serviu-se de ovos e bagels, assim como Aisha. As três foram para uma mesa vaga e sentaram-se.

— Então… onde vocês foram ontem a noite? Não encontrei vocês depois que dei uma surra nos meninos. — Aisha deu uma garfada em seus ovos.

— Eu fui atrás dessa daqui que estava tendo um momento maravilhoso com um menino. — Stella cruzou os braços, sentindo-se orgulhosa.

— Stella!

— Menino? Quem?

Bloom suspirou e levantou o olhar. Viu Valtor sentado sobre o parapeito da janela, observando a chuva cair do lado de fora. Aisha acompanhou o olhar e arregalou os olhos.

— Não…

— Olha… foi só uma noite.

— Cara, você é impressionante. — Ela analisou Bloom. — Minha heroína.

As três riram. Voltaram a focar em seus cafés da manhã e a conversar sobre o que sentiam falta em sua terra natal.

Enquanto ouvia uma história maluca de Stella sobre a vez que fez sua mãe perder o avião, Bloom recebeu duas mensagens em seu celular. Leu apenas a notificação:


Oritel

Bloom, como você está??? Chegou bem??? Ligue para nós!


Oritel

Você está aí???


Bloom suspirou e virou o celular. Stella parou de falar sua história e observou o olhar distante da amiga.

— Bloom… tá tudo bem? — Aisha perguntou. A ruiva voltou a olhar para suas amigas.

— Sim está. E então? O que aconteceu depois?

Stella pegou o celular dela e virou para ver as notificações. — Oritel?

— Espera, você chama seu pai pelo nome? — Aisha arregalou os olhos.

Bloom suspirou. — Olha, é uma relação bem complicada… e–

Bloom foi interrompida com um barulho alto, como um soco na mesa. As três de viraram para ver Flora Fernández discutindo com Diaspro, Mitzi e Stormy, sentadas a algumas mesas de distância.

— Você acha que o mundo gira em torno de você, princesa, mas não é assim que a banda toca! — Flora rosnou. — Se quer que eu faça algo do tipo, por que não faz você mesma?! Você adora um serviço sujo!

— Como ousa?! — Diaspro se pôs de pé e rangeu os dentes. Aparentemente, as duas pareciam nem estar notando onde estavam.

— Vish… problemas na Nebulosa. — Aisha murmurou, comendo mais uma garfada de ovos.

— Nebulosa? — Bloom questinou.

— A tal "irmandade" da Diaspro. Flora faz parte dela. — Stella observou.

— Foda-se! Eu tô fora! Não ouse aparecer na minha frente de novo! — A latina rangeu os dentes e saiu batendo os pés do refeitório.

— Ou… pelo menos fazia. — Aisha segurou o riso.

Bloom observou as duas.

— O quê? Elas são escrotas.

— Flora parece estar com problemas. Devíamos ir falar com ela.

— Com ela? Ela me dá arrepios! Não vê o jeito que ela falou conosco ontem? E olha que nem dissemos oi.

— Stella… ela… parece triste. — Bloom sabia muito bem como esconder a tristeza de n maneiras, e a raiva era uma delas. — Me fale o que sabe sobre ela.

— Além dela participar do grupinho das patricinhas, a mãe dela é mestre em direito ambiental em Cambridge.

— O que que tem?

— Isso faz ela ser muito chata!

— Não faz não! Só porque ela é vegana, não quer dizer que ela é chata! Você nunca falou com ela, Stella!

A loira bufou e cruzou os braços.

— Olha… eu vou falar com ela. — Bloom pousou os talheres na mesa.

— Eu também vou. — Aisha recostou nas costas da cadeira. As duas olharam para Stella, que ainda possuía um muxoxo nos lábios.

— O quê?! — O olhar delas não mudou. — Aff! Tá bem, tá bem, eu vou também!

Aisha e Bloom sorriram e se levantaram. Passaram pelas portas e olharam para os lados.

— Ela deve estar na estufa. — Aisha observou o pátio pelas portas de vidro, a chuva ensopando o chão gramado.

— Espera, temos uma estufa? — Bloom piscou um pouco.

— E uma série de outras coisas que Griselda provavelmente não falou pra você. — Stella prendeu o cabelo em um coque alto. — Ela deixa coisas… hm… "secundárias" de fora.

— Preciso de uma nova excursão. — Aisha e Stella riram.

— A estufa fica pra lá. — Aisha apontou e dirigiu-se para um corredor estreito. No final, uma porta de madeira comum.

— Sério que essa porta da pra…

Bloom parou de falar ao ver o castelo de vidro do outro lado. Uma série de flores e ervas preenchendo a estufa. Um cheiro misto de rosas, terra molhada, bromélias, lavanda, um grande mix de fragrâncias.

Elas puderam ver uma cabeleira castanha no final da estufa. Enquanto caminhavam até lá, Aisha observava a chuva cair sobre o teto da estufa, como se ela mesma fosse à prova d'água.

— Flora? — Stella chamou. A castanha soluçava. Ela levantou o olhar, os olhos verde floresta vermelhos de tanto chorar.

— O que faz aqui?! — Ela tentou parecer séria, observando as três garotas em pé na sua frente.

— Nós… Hm… — Aisha parecia sem saber o que dizer.

— Vimos a situação lá no refeitório. — Bloom se ajoelhou na frente dela. — Queremos saber se está tudo bem.

Os olhos verdes de Flora foram de Bloom, para Stella, para Aisha. — O que vocês querem?

— Flora, vimos você falar com a Diaspro. Você saiu do grupo escroto delas. Isso é incrível! — Stella parecia orgulhosa. Bloom e Aisha olharam para ela, como se fosse louca.

Flora fungou e observou as mãos. — É só… é muita coisa…

— Pode contar pra gente o que houve. — Aisha sentou-se no outro lado de Flora.

— Por acaso você já nos viu falar as fofocas uma da outra por aí? — Stella arqueou a sobrancelha e sentou atrás dela.

Flora soluçou e olhou para as próprias mãos. — Krystal… Ela queria que eu pedisse ao Helia para ficar com ela.

— Helia Williams? O sobrinho do Saladin? — Aisha questionou.

Flora assentiu com a cabeça.

— Bem… vocês são amigas, não são?

— O problema é que eu gosto dele! E Diaspro sabe disso!

Stella piscou um pouco. — Se essa vaca fazer alguma coisa…

— Ela disse que eles combinam mais juntos porque… são… mais bonitos… eu sei lá eu só…

— Você não precisa explicar. — Bloom pôs a mão em seu ombro. — Deve ser horrível se sujeitar a isso.

— E aí você negou fazer isso e Diaspro ficou puta com você? — Aisha arqueou a sobrancelha. — Meu amor, por que demorou tanto pra dar um pé na bunda dessas vadias?

Flora soluçou. — São… eram minhas únicas amigas. Miele… brigamos ontem… justamente sobre isso. Ela nunca aceitou bem nossa amizade. Dizia que era tóxica e…

— Entendo. — Stella afagou as costas da latina.

— Ela queria me proteger. Ela nunca confiou nessas garotas… e agora isso aconteceu. — Flora soluçou.

— Mas você pode conseguir novas amigas. Estamos aqui pra isso. — Bloom lhe deu um sorriso.

— Não é esse o único problema, Bloom. — Ela fungou. — Elas também sabem dos meus segredos.

— Ah, qual é! Todo mundo tem segredos. Não deve ser tão ruim assim! — Stella tentou sorrir. Flora lançou um olhar para ela que dizia o contrário, e seu sorriso sumiu. — Quão ruim?

— Suficiente para acabar até com a reputação da minha mãe. — Flora olhou para o chão. As três arregalaram os olhos. — Eu não quero falar sobre isso agora.

— Flora, você não precisa ficar sozinha. Você tem a gente. — Bloom sorriu. Flora limpou algumas lágrimas.

— Obrigada meninas.

— Elas também tem segredos. — Stella se pôs de pé, andando de um lado a outro. — Precisam ter algo a esconder. A filha do primeiro ministro não é um anjo como aparenta pra mídia.

— Não mesmo. — Flora parou de soluçar. — Diaspro é… peversa. Possui um caderno com todos os segredos de todo mundo.

Aisha piscou. — Todos… de todo mundo? Como assim?!

— Ela chama de Manual do Escárnio. — Flora respirou fundo e tocou as tulipas que estavam próximas de sua mão. — Mitzi se faz de sonsa, mas é extremamente perigosa com um computador em mãos. Conseguiu hackear algumas contas e… bem… conseguir informações confidenciais.

— E aí ela anota nesse caderno? — Bloom perguntou.

— É. Não só Diaspro, mas todas elas. Eu… eu juro que nunca participei da composição desse livro. Há tempos que eu me afastei delas. — Flora parecia envergonhada.

— Eu… entendo. — Aisha suspirou.

— Flora, se elas fazerem alguma merdinha nessa irmandade, nós damos um jeito! — Stella parecia determinada. — Pegamos o livro, hackeamos alguém, sei lá! Não vamos deixar barato se alguém mexer com você! Com nós!

— Você fala como se fôssemos amigas. — Flora piscou.

— E o que você acha que estamos fazendo aqui?

Flora sorriu e as meninas a ajudaram a levantar. Abanaram a terra das roupas.

— Obrigada… por isso. Acho que me fará bem ter novas amigas.

— Sim. Nosso grupinho está lindo! — Stella bateu palminhas. — Aqui temos uma italiana, uma estadunidense, uma brasileira…

— E uma porto-riquenha. — Flora sorriu.

— Olha que maravilha! Não há como melhorar!

Elas sorriram e caminharam para fora da estufa.

Bloom sentiu o celular vibrar no bolso. Pegou o dispositivo.


4 Chamadas perdidas de: Oritel


2 Mensagens de: Marion


Número desconhecido: Bloom Peters. Me encontre na sala de música. Ass: PI.


Bloom franziu a testa. Quem poderia ser PI? Seria uma sigla, uma abreviatura? Por que na sala de música?

— Bloom, tá tudo bem? Você parece pálida. — Stella comentou.

— Sim, claro. Está tudo bem.

— Bom dia meninas! — Musa sorriu, aparecendo no corredor. — Que noite!

— Você perdeu o café da manhã. — Aisha observou.

— Querida, eu bebi uns sete shots de tequila. Não sei como estou aqui de pé!

— Deveria comer alguma coisa. Se quiser, tem frutas no meu frigobar. — Aisha pôs a franja atrás da orelha.

O olhar de Musa parou em Flora.

— Você não parece ser alguém que estava de ressaca. — Flora comentou.

— Isso deveria ser um elogio? — Musa rangeu os dentes.

— Ei, Musa, calma… ela… Saiu do esgoto. — Stella fez as meninas rirem, inclusive Flora.

— Ah… bem. Legal. Menos uma iludida com as ideias da Isis.

— Que Isis? — Bloom questionou.

— Ah, é o nome do meio da Diaspro. "Sou da dinastia de Isis, por favor, curve-se a mim". — Stella pôs a mão no nariz e tentou imitar a loira, fazendo as meninas caírem na gargalhada, exceto por Bloom. Ainda pensava sobre a mensagem.

Será que Valtor queria vê-la? E por quê? Será que repetiriam a dose de ontem? E por que usar um codenome? Mas… e Andy?

Rodou o dedo pelas notificações do celular, mas nenhuma deles indicava um possível sinal de seu amado.

— Bloom, você não tá com uma cara boa. Parece que alguém morreu. — Musa franziu a testa.

— Eu só… — Ela parou de falar quando o alto falante soou a seguinte mensagem:

Bloom Peters, comparecer imediatamente na direção. Bloom Peters, comparecer imediatamente na direção. Isso é urgente.

Ela engoliu em seco. As quatro meninas olharam para ela, os olhos multicoloridos preocupados.

— É sério gente, tá tudo bem.

— Srta. Peters! Não está ouvindo o diretor Saladin a chamar?! — O sotaque carregado na voz de Griselda surgiu mais a frente.

— Puta que pariu… — Flora murmurou.

— Se Griselda vai te escoltar… — Musa sussurrou.

— Me desejem sorte. — Bloom suspirou.

A ruiva se afastou de suas novas amigas, apenas seus passos e o som da chuva caindo lá fora preenchendo o som do ambiente. Por mais que Manchester Hall tivesse bastantes estudantes, aparentemente todos eram inteligentes o bastante para continuarem a repousar no quarto numa manhã chuvosa tão aconchegante.

Griselda guiou a ruiva para o pátio, a estrada acimentada enxarcada. Estendeu o único guarda-chuva preto que possuía para impedir que Bloom de molhasse. O prédio principal parecia mais vazio ainda. Só pudera ouvir os tocs intensos dos saltos de Griselda enquanto a inspetora andava pelos corredores. Bloom ficou ainda meio atordoada com a situação.

— Ei, mocinha, vamos logo! Nem pense em me atrasar!

E então um pensamento lhe ocorreu. Será que teria sido descoberta com Valtor ontem à noite?

A inspetora girou a maçaneta de latão e Bloom pôde ver Saladin e outro homem que não havia visto antes. Seus cabelos eram pretos, quase azulados, sua pele alva e os olhos da mesma cor que suas mechas. Ele usava um terno creme, elegante, e sentava-se como se estivesse a sua espera.

— Só um segundo… — Saladin falou ao telefone e abaixou o dispositivo à fio. — Bloom. Sente-se. Há algumas coisas que precisamos esclarecer.


Notas Finais


Desculpa pela cena hot que foi brochante, mas eu sinceramente não sou uma fã de Bloom X Valtor, sinto muito por não ser tão criativa nesse ponto.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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