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História High School Sucks - Capítulo 41


Escrita por: e GbMr


Capítulo 41 - "I Love Rock n' Roll"


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 41 - "I Love Rock n' Roll"

Aisha não sabia se conseguiria se acalmar, por duas razões óbvias:

Falar algo daquele tipo não era nem um pouco fácil.

E a outra era porque Nabu e Nex não paravam de brigar. 

Ao chegar na sala de jogos, vazia senão por Aisha, Nex sorriu para Aisha e beijou sua testa. Nabu chegou depois, quando os dois estavam conversando. O queniano não ficou muito satisfeito ao ver que Nex conversava com sua paixão, mas não se importou. Beijou Aisha na testa e sentou ao lado dela.

— Ei! Você não pode sair beijando onde eu beijei! — Nex provocou.

Nabu estreitou os olhos. — O quê?

— Meninos… — Aisha tentou chamar a atenção deles.

— Primeiro foi na aula de informática. Você escolheu o mesmo apelido que eu no Kahoot! — Nex rangeu os dentes. 

— A culpa não é minha se você é tão pouco criativo a ponto de roubar o meu nome! 

— Meninos… — Aisha suspirou e desviou o olhar. O que ela havia feito? Sentiu as lágrimas ameaçarem a umidificar seus olhos. 

— O que faz aqui afinal?! Por acaso está aqui só pra encher meu saco?! — Nabu gritou. 

— Seu imbecil! Eu estou aqui porque… 

Nex parou de falar quando viu Aisha correr para longe deles, saindo do local. 

A níger encostou a mão na parede do corredor, ofegante. Por que ela fez aquilo? Por que pensou que estava tudo bem ficar com dois meninos ao mesmo tempo, dois meninos que a encantava? Ela passou a mão no rosto e tentou pensar. O que faria para resolver a situação? 

Só encontrou uma única resposta a não ser falar. 

Terminar com os dois. 

•        •        •

Musa saiu da sala da diretora com o olhar enfurecido, perto da hora do jantar. Encontrou Tecna à sua espera, sentada em um dos três bancos da fila de espera. 

— Ei… e aí?

— Suspensa por três dias! — Musa rangeu os dentes. — Eu nem posso ir até o Auditório! Você acredita?! 

Tecna deu um sorriso triste. — É, consigo imaginar. 

— Só posso ficar no prédio dos dormitórios, só vou até o principal pra ir no refeitório. — Ela rangeu os dentes. — Mas que merda! Por que Faragonda não consegue ver?! 

Tecna pegou o braço da amiga. — Acho que ela vê, mas não pode falar. 

Musa franziu a testa. — Como assim?

— Sabe… em alguns partidos políticos, não se pode opinar, dependendo de que cargo você ocupa, por sérios riscos. 

— Então… é meio que um suborno? 

Tecna assentiu. — Acho que Faragonda e Griselda até tentam impor ordem aqui, mas os superiores delas são subornados e as forçam a deixar as coisas como estão. 

— Talvez… — Os olhos de Musa se iluminaram. — Talvez eles tenham algo a ver com o governo. Tipo o governo de Londres mesmo, o pai de Diaspro. 

— E a Duquesa de Yorkshire, e a bióloga do Tâmisa. 

— Cacete… — Musa passou a mão nos cabelos. — Então… mesmo se apresentarmos provas…

Tecna suspirou. — Não sei, Musa. Pode ser que não adiante de nada. — Ela encarou o ambiente atrás de si, as portas nas paredes de madeira colonial já acima das escadas. 

— E então… o que faremos?… — Musa mordeu o lábio. 

Tecna olhou para ela. — Conversaremos com as meninas. Talvez eu consiga achar provas de… corrupção. — Ela abaixou o olhar. 

— Espera, está tentando por o pai da Prince na cadeia? — Musa piscou. — Tem… tem que haver outro jeito, não?

— Se ele está envolvido com o suborno da escola, a condessa e a bióloga também vão estar. — A garota magenta olhou para a japonesa. — E aí, terão que investigar a reputação das filhas. Encontrarão escândalos. — Ela voltou a olhar para frente. — Estaremos de fato deixando para que a Justiça cuide disso. 

Musa estreitou os lábios. 

— Há algo que eu possa fazer para ajudar? — As duas pararam de andar, congelando no lugar. 

Ambas viraram e viram a Diretora Faragonda, o olhar cansado por trás dos óculos. 

— Você me deu suspensão. Em que isso ajuda? — Musa rangeu os dentes. 

— Era o meu trabalho. — A grisalha suspirou. — Olhe… me digam como posso contribuir para isso. Sei do que acontece na minha escola… — Os olhos azuis da mulher cintilaram de tristeza. — Não quero que a injustiça reine para sempre.

•       •       •

— É bem típico da Faragonda esse tipo de coisa. — Stella resmungou.  

— Ela já me falou sobre isso. — Bloom abraçou seu corpo. — Ela quer resolver essa questão.

As meninas estavam na sala de jogos. Não havia meninos ali. Todas estavam cabisbaixas e pensativas, sobretudo com o mix de acontecimentos: o baile, as revelações, as provas. 

Flora suspirou. — Só o que podemos fazer é esperar.

— Eu até iria tentar fazer um bloqueio… — Tecna refletiu. — Posso tentar fazer isso. Não sei porquê, mas meus instintos dizem que o próximo vai ser no dia do Baile. 

— Como assim bloqueio? — Aisha perguntou, a voz arrasada. Ver a garota mais enérgica do grupo com aquela tristeza nos olhos fez Stella sentir o coração apertar. 

— Posso tentar acessar a rede da escola e impedir que a internet delas funcione. 

— Tem como fazer isso? — Musa piscou, perplexa.

— Bem… sim. — Tecna deu de ombros. 

— Você é uma gênia do mal, Tecna. — Musa brincou, empurrando a amiga, que riu. 

E foi a última risada. As meninas permaneceram numa melancolia silenciosa, que fez Stella não conseguir suportar mais. 

— Tá! Escutem aqui! — Ela se pôs de pé em seu belo vestido verde de listras rosa-shocking. — Não vou deixar essas vadias estragarem nosso dia mais ainda, sobretudo porque hoje a sala de jogos está vazia! Isso é uma raridade! — Ela bateu o pé e apontou para a sala por completo. — Agora levantem essas bundas daí e vamos jogar alguma coisa!

Aisha conseguiu sorrir e se pôs de pé. Podia curtir um pouco e aproveitar as boas amigas que tinha antes de passar pela dor iminente. — Eu quero dançar. 

— Eu quero Guitar Hero! — Musa fez beicinho e cruzou os braços. 

— E eu quero cantar. — Bloom riu. 

Stella sorriu ao ver que o humor do grupo estava melhorando. Tecna sorriu e levantou-se, indo até um armário por baixo de um balcão de mármore.

— Musa! — Ela chamou. A japonesa se aproximou e a garota magenta entregou-lhe o controle em forma de guitarra. 

Os olhos da asiática brilharam. — Céus! Isso vai ser divertido!

— Vamos tentar dançar no ritmo da música que elas tocarem. — Bloom esbarrou propositalmente seu quadril com o de Aisha. Ela sorriu.

— Desde que elas não errem as notas, eu topo. — Aisha arqueou a sobrancelha, sorridente com a provocação.

— Isso foi um desafio?! — Musa estreitou os olhos e pôs o cordão da guitarra de forma transpassada em seu ombro. 

— Alguém mais quer tocar? — Tecna ofereceu a outra guitarra. 

— Quero ver você. — Flora sorriu e apontou para a norueguesa. — Seus dedos são ágeis no teclado. Será que é o mesmo com os botões da guitarra?

Stella sorriu, amando as provocações amistosas. Ela se jogou no sofá. — Eu vou julgar quem vai fazer melhor! 

Tecna riu e deu de ombros, ajeitando o cordão do controle em seu corpo. Ligou a televisão e o Nintendo. 

— Musa, qual a música? — Tecna passava as opções. 

— Por favor, eu disse Joan Jett! — Musa pisou com o pé, fingindo impaciência, fazendo as garotas rirem.

— Espera, essa é… — Os olhos de Bloom brilharam com esperança. 

I love rock n' roll. Sim. Claro. — Musa olhou para a ruiva. 

Tecna pôs a canção escolhida. 

— Aisha… — Bloom olhou para a amiga. Um sentimento de nostalgia e alegria a invadiu. 

Nos poucos bons momentos que teve com Daphne e Roxy, ouviram e cantaram muito essa música, repetidas vezes numa mesma noite. Por mais que estivesse magoada com as duas, sua angústia por elas foi esquecida. A boa sensação da infância e a possibilidade de recriar essa memória gostosa a deixou mais animada. 

Musa e Tecna começaram a performance. As duas conseguiram fazer os comandos em sincronia perfeita, dando um acorde ainda melhor à música.

I saw him dancin' there by the record machine… — Bloom começou e olhou para Aisha, que sorriu, sabendo exatamente o que fazer.

I knew he must a been about seventeen… — A brasileira continuou. 

The beat was goin' strong… — Stella sorriu.

Playin' my favorite song… — Flora batucou as mãos na mesa de sinuca, dando mais ritmo à música. 

An' I could tell it wouldn't be long… — Bloom bateu palmas, acompanhando a melodia.

Till he was with me, yeah me… An' I could tell it wouldn't be long… — Musa cantarolou, ainda arrasando na sincronia de azul, vermelho e amarelo.

Till he was with me, yeah me, singin'… — Tecna continuou. 

I LOVE ROCK N' ROLL,  SO PUT ANOTHER DIME IN THE JUKEBOX, BABE! — As meninas cantaram em uníssono. 

Bloom cantava com alegria de pé no sofá, os pés desprovidos de seus Converses, pulando no couro cinzento. Aisha fez com que suas mãos amplificassem sua voz, deitada ao lado de Bloom, as pernas sacudindo no ritmo da canção. 

Flora agora dera uma de Musa. Dançava para valer sobre a mesa de sinuca, as mãos esticadas quase alcançado o teto. De todas, Stella era a única que permanecia sentada, mas a loira estava gravando a si mesma e as amigas com o celular, cantando a pleno vapor. Bloom pulou para o sofá da loira e a abraçou, fazendo sua mão de microfone e cantando junto com Stella no vídeo. 

Com a parte do solo de guitarra, Musa se ajoelhou dramaticamente no chão, como se estivesse apresentando-se num palco. Fingiu ser Mick Jagger, dedilhando e sacudindo a cabeça como o guitarrista fazia nos velhos tempos em seus shows. Tecna não estava muito diferente. A excitação do grupo a fez jogar a guitarra de brinquedo sobre as costas, errando alguns acordes, mas naquele momento isso não importava.

Todos os problemas de todas elas haviam desaparecido. Não havia brigas de família, confusões amorosas ou medo de exposeds. Haviam só seis melhores amigas criando lembranças inabaláveis. 

I LOVE ROCK N' ROLL, SO COME AN' TAKE YOUR TIME AN' DANCE WITH ME! — E a música acabou. 

Bloom estava sorrindo como uma criança que acabara de ganhar o que pedira de Natal. O cabelo ruivo estava ligeiramente grudado na testa pelo suor. Aisha terminou a música de pé, não muito melhor do que a amiga estadunidense. Flora ofegava sobre a mesa e sinuca, os braços esticados como se captasse todas as energias boas do mundo. Stella gargalhava incessantemente, completamente feliz por presenciar e participar de um momento tão épico para ela. Musa ainda estava ajoelhada, os olhos fechados e as duas mãos erguidas no clássico sinal do Rock n' Roll. Tecna agora estava deitada no chão encarpetado, gotículas de suor na testa colorindo seus cabelos num tom de roxo vivo. 

— Isso… foi… nossa. — Ouviram uma voz masculina atrás delas. Flora desceu de cima da mesa, se posicionando ao lado de uma Aisha perplexa. Tecna e Musa se levantaram. Bloom e Stella espiaram por cima do acostamento do sofá. 

Seus amigos estavam de pé, uns de sobrancelhas arqueadas, outros de braços cruzados, mas todos pareciam segurar uma risada. 

As meninas coraram, envergonhadas. 

— Vocês estavam nos assistindo esse tempo todo?! — Bloom levantou-se, de pé no sofá, as mãos na cintura e as sobrancelhas franzidas. 

Agora ela estava ficando brava.

— Nós ouvimos vozes… — Sky ergueu as mãos, na defensiva. — Só… 

— Viemos ver o que estava acontecendo. — Riven avançou, ignorando o loiro. Ele sorriu ao ter a visão de Musa com a guitarra em mãos. — Vejo que se divertiram bastante. 

— E em cima da mesa de sinuca?! — Nex correu até seu lugar favorito, dedilhando o veludo verde. — Que bom que não estragaram!

— Para de ser um idiota, Nex. — Nabu revirou os olhos e se aproximou, atrás de Riven. 

— Me permite? — Riven estendeu a mão para Tecna. A norueguesa entendeu imediatamente. Entregou a guitarra para ele. 

Musa estreitou os olhos. — O que pensa que vai fazer? 

O rapaz sorriu para ela. — Te desafiar em uma música. O que acha, japinha?

Musa mordeu o lábio internamente pela provocação, mas logo sorriu, determinada. — Prepare-se para perder feio. 

— Então… vocês não vão dançar mais? — Helia fez beicinho, parando ao lado de Flora e abraçando sua cintura. Sentiu o aroma de sua sudorese, se surpreendendo ao descobrir que ela exalava um cheiro peculiar de flores. — Só porque chegamos para acompanhá-la?

Brandon riu e se jogou no sofá ao lado de Stella. Bloom estreitou os olhos para os dois e desceu do sofá. 

— Boo! — Sky murmurou no pé de seu ouvido, fazendo a ruiva gritar. Ela rangeu os dentes e lhe deu um tapa leviano no braço, o loiro morrendo de rir. — Ah céus, você é uma cenoura muito medrosa!

— Cala a boca.

Timmy se jogou num dos puffs. Tecna foi até ele e deitou-se ao seu lado. O ruivo não se importou de Tecna deitar a cabeça sobre seu peito. 

— Final Fantasy VII? — Ele surgeriu, tirando o Nintendo DS do bolso.

— Final Fantasy VII. — Ela sorriu. 

— Eu escolho… você! — Riven apontou para a tela, para o nome da próxima música, como se fosse um Pokémon. Musa riu com o ato. 

— AC/DC? Ok, vamos ver se você tem manha mesmo. — Musa sorriu. — Coloque no nível expert.

— Não tá com medo de amarelar? — Riven provocou.

— Nem um pouquinho. — E os dois começaram a tocar Highway to Hell.

•      •      •

Flora e Helia saíram discretamente. O rapaz queria lhe mostrar um lugar onde havia passado a maior parte dos últimos dias trabalhando. 

— É um local nesse prédio aqui? — Ela franziu a testa. 

— Sim. Achei que pela temática, estaria no prédio principal junto com as outras salas… mas não. — Ele abriu uma porta escura, depois debaixo da escada que levava para os dormitórios do primeiro andar. 

Ela franziu a testa. — Dizem que não é legal passar por baixo da escada. 

— Você acredita em supertições? 

Ela murmurou um touché. Ele entrou e ela o seguiu.

O que ela viu a fez ficar sem palavras. 

Um atelier se entendia por baixo da escola. Havia mesas e cadeiras de madeira, algumas empoeiradas. Janelas se inclinavam para o céu, o local rebaixado, abaixo do nível da escola, como um porão. 

Helia desceu as escadas e estendeu a mão para ela. Ela sorriu e o acompanhou. 

Uma série de cavaletes com pinturas acabadas e inacabadas se dispunham no chão e nas mesas. Potes de tinta abertos ressecados com o tempo.

— Que lugar é esse…?

— Eu descobri sem querer. — Helia deu de ombros e sentou-se numa cadeira móvel, fazendo uma nuvem de poeira subir. Ele a afastou rapidamente com as mãos. — Estava no apartamento do meu tio e vi um mapa com todos os detalhes da escola. Aí tinha esse. Verifiquei se era verdade e… agora você está aqui. — Ele sorriu.

— Uma antiga sala de artes… — Ela murmurou, observando a luz do luar sendo a única coisa a iluminar o ambiente escuro. 

— Talvez aqui fosse o prédio principal antigamente. Tipo, bem antigamente. — Helia pegou um esboço. — Aqui está assinado por Leon, em 1753. 

— Estamos num lugar histórico? — Ela arregalou os olhos. 

— Aparentemente. — Ele sorriu.

— Dá para fazer um museu aqui! Uma casa de lembranças da Manchester Hall! — Flora se empolgou. — Isso aqui consegue competir com a estufa da escola. — Ela sorriu e sentou-se em seu colo. 

As bochechas de ambos coraram. Por mais que namorassem há um tempo considerável, alguns tipos de contato ainda eram certo tabu. 

Flora estava disposta a derrubar todos eles. 

— Helia… — Ela abraçou seu pescoço. Ele retribuiu, abraçando sua cintura e pousando as mãos acima de seus glúteos. — Você… Hm… — Ela corou. 

— O quê?

— Você… é virgem? — Os olhos verdes dela encontraram os dele. Ele corou profundamente e pigarreou.

— Eu… queria dizer que não… mas não vou mentir pra você. — Ele desviou o olhar. 

— Eu também sou. — Ela disse rapidamente, pondo a mão sobre seu peito. — Não… não precisa se envergonhar disso. Isso parece… 

— Algo que podíamos quebrar juntos. — Ele completou e ela assentiu. 

— Griselda ficaria orgulhosa da gente. — Ela brincou e ambos riram, extravasando a certa tensão. 

Helia tocou suas bochechas coradas e sorriu. — Seus olhos são lindos. — Ele sussurrou, os lábios roçando nos dela. 

— Eu digo os mesmo dos seus. — Ela o beijou carinhosamente, acariciando sua nuca e repuxando seus cabelos. 

Helia retribuiu, sorrindo entre o beijo, feliz por ter Flora como sua namorada. 

Sentia-se o menino mais feliz do mundo. 


Notas Finais


Arte por: Prince Ivy

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!!!

Beijos, GbMr ~


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