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História High School Sucks - Capítulo 44


Escrita por: e GbMr


Capítulo 44 - O Teorema das Emoções


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 44 - O Teorema das Emoções

Diaspro era difícil de intimidar.

Mas aquela mulher estava de parabéns. 

Srta. Mendeleev era a professora mais austera e repugnante. E ela ainda era comparada e superava Wizgiz e Aurora. 

Wizgiz e Mendeleev eram professores de química. A mulher não era tão amigável nem aparentemente. Ela era alta e magricela, o jaleco sempre parecendo grande demais para ela. A pele era pálida, quase verde, o cabelo curto e num tom escuro de castanho. Os olhos… Diaspro nunca teve coragem de encarar aqueles olhos. 

Não quando se pareciam com os olhos de Chloe. 

Ok, sem pensamentos ruins. Não era assim que funcionava a mente maliciosa da loira. 

Por que a escola tinha dois professores de química? Tá, tudo bem que as turmas eram grandes, e que havia uma divisão em química orgânica e inorgânica, mas por que Diaspro esquecera de mencionar isso em sua chantagem? Ela odiava ser intimidada.

— Srta. Prince. — Os olhos da professora pousaram sobre ela. Diaspro engoliu em seco, mas tentou permanecer séria.

— Sim, Mendeleev?

— O que acontece se você jogar água no ácido? — Ela estreitou os olhos.

Mas que tipo de pergunta era aquela? Diaspro teve vontade de rir. Ela achava que a loira era burra a ponto de não saber o perigo de uma solução ácido-água? 

O olhar daquela professora era afiado como uma lâmina. As palavras fugiram da boca da loira, e ela não soube como articular as palavras, como se suas cordas vocais estivessem se partindo e impedindo o som de sair de sua garganta. 

Ela engoliu em seco e encarou a mesa. 

Por que você fez isso comigo, Chloe?

— Como eu imaginei. — Mendeleev ajeitou os óculos, num tom zombeteiro. — Alguém poderia me dizer? 

As risadinhas discretas e o deboche da professora estavam distantes da jovem. 

— Mamãe… onde você está indo? — Os cachinhos de Diaspro caíam sobre os olhos da criança. Um sorriso divertido surgiu nos lábios da menina quando viu a mãe arrumando as malas. — Nós vamos viajar? Onde vamos?! — Ela subiu sobre a cama da mãe, com um pouco de dificuldade, e olhou a bela mulher que se apressava loucamente. 

Chloe diIsis. Uma mulher de ascendência italiana e que era modelo em Londres. O cabelo loiro na qual Diaspro havia herdado, a pele num bronzeado dócil e perfeito. A única coisa que diferenciava a madame de sua filha eram os olhos. Diferente das minas de âmbar dos olhos da criança, eram surpreendentemente azuis, como a infinidade celeste, elétricos como berço de raios e agitados como moléculas de hidrogênio. Mas os olhos de sua mãe agora estavam gélidos como icebergs do Ártico, perigosos como se fosse o mesmo que destruira o Titanic. 

Você não vai a lugar nenhum. — A mulher rosnou. — Não vou carregar a prole do cara que me magoou tanto. 

Chloe! — Ouviu a voz de seu pai chamar sua mãe. Diaspro não entendera muito bem o que estava acontecendo no momento, e nem o motivo de sua mãe ter cuspido palavras tão ácidas. 

Onde você vai, mamãe? — Os olhos cor das resinas da gema continuaram grudados na mulher. Chloe fechou a mala com a maior velocidade possível e se esforçou para a colocar no chão, mas não demonstrou fraqueza.

Você não precisa saber. — Chloe estreitou os olhos. 

Fora a última vez que ela vira os olhos da mãe na vida. 

Ver Chloe correr avidamente pelo casarão da família para sair da vista de seu pai a deixou intrigada. Naquele momento, ela não sabia o que estava acontecendo, e desejava que soubesse, para poder gritar com seu pai e implorar para sua mãe levá-la com ele. 

Mas ela era só uma criança. 

Há quem diga que uma mãe nunca abandona seu filho. Eis uma prova de que isso não é uma regra. Diaspro ficara com Johnson e toda sua malícia. 

E toda a pureza do seu coração se foi… 

— Di… — Krystal lhe cutucou. A loira piscou e virou-se para ela. 

— O que foi?

— Você… hm… fez aquilo de novo. 

Diaspro rangeu os dentes, mas não respondeu. Sua língua parecia dormente. 

— Olha… que tal você tirar o resto do dia de folga? — Krystal murmurou. — Faço alguém copiar as coisa eles você. 

Diaspro amava fazer as pessoas de escravas, mas hoje ela não estava num dia muito bom, não estava nem um pouco afim de mover um dedo para exercer suas maldades.

— Não. — Ela conseguiu dizer. 

— Não para o quê? — A cor de rosa perguntou.

Mas Diaspro não respondeu. 

•         •         •

Três dias para o dia de uma série de emoções.

E Stella mal pôde acreditar que Diaspro não apareceu no treino de Mavilla.

— Onde está a Srta. Prince? — A professora franziu a testa e olhou para as três Nebulosas presentes na quadra gramada. As meninas se entreolharam. 

— Muito estranho. Ela deve estar planejando alguma coisa. — A loira murmurou. 

— Se ela fazer algo hoje, eu vou chutar que o padrão de exposeds é a cada dois a três dias. Quer que eu corte a internet dela agora? — Tecna murmurou. 

— Quem seria a pessoa dessa vez agora? — Musa questionou. 

— Mas é a Mitzi quem posta. Diaspro nunca teve experiência para isso. — Flora franziu a testa. 

Aisha olhou para a porto-riquenha. — Às vezes eu esqueço que você já foi parte delas. 

— Então… vou cortar a internet das quatro. — Tecna levantou a mão. Mavilla a antendeu. — Posso ir ao banheiro?

A professora estreitou os olhos. — Vá, Årud, mas volte rápido! — Ela observou a garota magenta correr e observou as meninas novamente. — E então, vamos! Levantem-se! Os jogos serão daqui a um mês, não quero moleza! 

— Por que eles fazem os jogos no início do inverno? Alguém pode infartar. — Flora murmurou, correndo ao lado das amigas. 

O aquecimento era vinte voltas ao redor da quadra. Não que ela não estivesse acostumada, mas não tinha vontade nenhuma de queimar calorias desnecessárias. 

— Será que Tecna vai conseguir? — Aisha murmurou.

— Consegue. Ele sempre consegue. — Musa respondeu. 

Stella analisou uma mancha na clavícula de Musa, quase escondida pela blusa branca do uniforme. — Musa, o que é isso? 

— Isso o quê?

— Você… tem um chupão aí. — Ela sorriu com malícia. 

— Para Stella! — Ela corou.

Bloom parou de correr, as mãos nos joelhos, ofegando loucamente. Flora parou ao lado dela.

— Você vai fazer algo no cabelo pra sábado? — Ela questinou.

— Não pensei em nada… por quê? 

— A escola meio que contrata alguns cabeleiros e manicures para caso alguém queira se aprontar para o baile. Claro que eu nunca precisei ir, até porque as Nebulosas são muito boas em se aprontar para alguma coisa. — A latina corou. — Stella pode te ajudar se quiser. Ela tem muito talento. 

Bloom observou a loira ao longe. — Por falar em baile, como estão você e Helia?

Flora segurou uma risada. — Estamos bem… temos um lugar secreto agora. 

Bloom corou e sorriu. Sabia que não era o terraço. Aquele lugar continuava sendo um santuário imaculado para Sky e ela. — Onde?

— Uma sala de arte esquecida. — Flora sorriu. — Dá pra fazer uma exposição de tantas coisas legais que tem lá. 

A ruiva sorriu. Ela amava arte, e amaria conhecer locais assim. Com esse pensamento, decidiu tirar o próximo sábado para viajar pelos museus de Manchester. — Parece interessante. Gosto disso. 

— De arte?

Bloom assentiu com a cabeça. — No geral, todas as formas delas.

— Pensei que não gostasse de artes cênicas. — Ela arqueou a sobrancelha. 

— Ah… — Bloom corou. — Na verdade eu gosto, eu só… odeio quando as pessoas achem que eu gosto por causa dos meus pais. — Ela desviou o olhar. 

— Você gostaria de ser atriz? — Flora arqueou a sobrancelha.

As bochechas de Bloom coraram. — Não sei. Eu… eu gosto de teatro mas acho que pintar faz mais meu estilo. — Ela engoliu em seco. 

— Você daria uma boa artista. "Bloom Peters em exposição no Louvre". — Flora brincou e sorriu. — Você gostou?

A ruiva sorriu. Antes ela pudesse responder, ouviram um grito de Mavilla.

— Não parem! É quando se cansam que o corpo de vocês está se exercitando de verdade! Corram, não me façam chamar vocês de molengas igual Codatorta!

Bloom e Flora se entreolharam e deram de ombros, continuando a corrida. 

•        •        •

— Chamas, quem você vai levar pro baile? — Riven jogou um amendoim no ruivo, que estava concentrado em seu Ocarina of Time no Nintendo DS. Ele rangeu os dentes quando a vagem atingiu sua testa. 

— Me deixa em paz! E não me chame de Chamas! 

— Impossível. Essa é sua identidade. — Nex pôs pilha. 

O ruivo apenas bufou e continuou o jogo.

— Me responde, Chamas! — Riven jogou outro amendoim em Timmy, que ficou preso no meio dos fios quase dourados de cobre. 

— Ah cala a boca. — Ele resmungou, ainda concentrado.

— Pelo o que parece, ele está lutando contra Ganondorf. — Sky observou a posição do amigo. Obviamente queria desviar aquele assunto, pois sabia que Timmy não se sentia confortável – pelo menos não ainda – para falar sobre sua sexualidade. 

— Ah que isso, ele já zerou esse jogo o que, uma quinhentas vezes? — Helia arqueou a sobrancelha.

— Eu vou levar a Tecna. — Timmy anunciou, abaixando o console. A expressão no rosto parecia mais relaxada e tranquila. 

— Tecna? Achei que ela fosse lésbica ou algo assim. — Riven arqueou a sobrancelha.

Timmy se segurou para não gritar com ele, percebendo um certo deboche na voz. Estava prestes a responder, mas Sky se adiantou. 

— E você vai levar Musa. — Sky retrucou.

— E o que que tem?

— O que que tem que todo mundo a julgava como pan. E você não se importava. 

Riven corou ligeiramente e desviou o olhar.

— Parece que Riven virou cadelinha de Musa… — Helia brincou.

— Helia provocando? Gente hoje vai chover. — Brandon riu.

— Você não o viu quando está sentado comigo na aula de Wizgiz. — Nabu murmurou. — Ele é bem ranzinza.

— Ei!

— E Sky vai levar a ruiva de Hollywood. — Nex observou a expressão do loiro. 

Sky se empertigou e se remexeu um pouco no assento do sofá. Riven estreitou os olhos. — Ih… acho que o nome dela tem efeito sobre ele. Você vai dar uma de coelhinho com sua cenoura, vai?

Os meninos riram. Sky ficou vermelho como casca de pimenta. Será que era possível Riven assistir seus sonhos de camarote? 

— Ok ok, não vamos provocá-lo, por mais que eu gostaria. — Nabu cessou a risada e passou a mão no rosto. — Prefiro ver ele com uma garota legal que sei que Bloom é do que com uma loira ensandecida como Diaspro. 

— Loiras… — Brandon disse, em ar sonhador. — Uma pena que Diaspro é escrota, porque ela é linda.

— Vou contar isso pra Stella. — Helia ameaçou, rindo.

— Seu cu. 

— Então você e Stella. Estão bem? — Nabu se ajeitou no sofá em que estava, completamente deitado. 

— Sim. Ela é… incrível. — Brandon sorriu. — Não sei porque demorei tanto para perceber o quanto eu amo aquela loirinha. — Ele deu um sorriso apaixonado.

— Ah não, não começa a falar abrobrinha não. — Nex fez careta. — Não quero vomitar. 

— Afinal, qual de vocês vai levar Aisha pro baile? — Timmy arqueou a sobrancelha.

E foi aí que o fuzuê começou. Sky lançou um olhar para ele, se perguntando se havia os provocado de propósito ou se fora inocente na pergunta. 

Nex abriu um sorriso orgulho. — Obviamente, eu. 

Nabu estreitou os olhos. — Ela nunca aceitaria sair com você. 

— É claro que aceitaria. — Nex rangeu os dentes. — Além de um beijo incrível e um rebolado maravilhoso, ela tem bom gosto. 

Riven e Brandon seguraram para que o queniano não fosse para cima dele. — Quem está ficando com ela no momento sou eu!

Nex se levantou, o rosto distorcido numa careta. — Claro que não, seu idiota. Ela só tem olhos para mim. Você precisa parar de querer as minhas coisas!

— Ela não é uma coisa, seu imbecil, é uma pessoa! — Nabu gritou, esperneando.

— Caras, calma aí… — Brandon falou um pouco alto, mordendo o lábio pela atenção que estavam chamando. Sua sorte era que apenas Brooke e Ellis estavam presentes na sala além dos meninos. Contudo, elas pareciam bem interessadas pela discussão, uma delas gravando com o celular.

Sky percebeu. — Ei! Desliga isso!

— Uma corrida, que tal?! — Nex se aproximou e tocou o torso do queniano com o indicador.

— Não toque em mim! — Nabu quase cuspiu.

— Quem chamá-la primeiro para ir ao Baile, fica com ela. 

Isso pareceu tranquilizar o africano, que relaxou. Brandon e Riven se entreolharam e largaram o amigo.

— Fechado, mas se você perder, você vai ter que aceitar. — Nabu pôs o indicador na frente do rosto do garoto travesso. 

— Enfia esse dedo no seu cu, não no meu rosto!

— Escuta aqui seu…

— Chega! — Sky gritou. Os olhos azuis do loiro estavam injetados de irritação. — Star Trek. Lembram? Estamos aqui pra ver Star Trek! 

Timmy assentiu e seu olhar se desviou ao sentir o celular vibrar no bolso. Ao pegá-lo, viu que Anagan precisava de ajuda. 

Nunca tinha passado pela cabeça do ruivo passar tempo com alguém como Anagan com segundas intenções. Não, o níger não tinha feito nada que indicasse atração por homens ou coisa do tipo, mas Timmy se sentia muito melhor ao lado dele. Era como se não se importasse mais na atração de Nex por Aisha. 


Anagan B.


Firewall, 204.

5:26pm


Timmy amava essa forma dele de falar com ele. A monotonia das mensagens era compensada com os papos aleatórios do níger. O ruivo nunca pôde imaginar que um Circle Black gostasse tanto de conversar e continuar com aquela essência maléfica que o causava arrepios. 

Ele encontrou Anagan no quarto do irlandês, que fazia uma careta para o próprio laptop. Timmy fechou a porta atrás de si e se aproximou do rapaz.

— O que aconteceu agora?

— Alguém bloqueou o sinal! — Anagan resmungou.

Timmy sentou-se ao lado dele e pegou o laptop. Sentiu o olhar de Anagan sobre ele, mas tentou fingir não se importar. 

Depois de um átimo de segundo, descobriu o que ocorrera. — Alguém está bloqueando a rede. — O ruivo franziu a testa e conferiu o próprio celular. — Estranho, o wi-fi no meu celular está pegando. 

— Mas o firewall deveria pegar em todos os dispositivos…

— Somente nos imóveis. — Timmy ajeitou os óculos. — Me dê um minuto.

Anagan bufou e debruçou na cama. — Claro, gênio da computação. 

Timmy viu que o sinal estava sendo cortado na ala leste do prédio principal. Um pouco suspeito. Seria alguma das Nebulosas tentando acessar a rede? 

Ele mexeu nas configurações e em menos de dois minutos, o firewall já voltara a funcionar. 

— Pronto. — Timmy entregou o computador para ele. — Por que você quer usar o firewall? Por que não se satisfazer só com o wi-fi?

Um sorriso malicioso passou pelos lábios do níger. Timmy o admirou um pouco na posição que estava e deu graças a Deus que ele conseguira formular uma frase completa sem gaguejar. A regata branca de Anagan era justa, e Timmy imaginou como seria lavar roupas num tanquinho daqueles.

— Você pergunta demais. — Anagan estreitou os olhos. — Timmy. 

— Hm… — Ele desviou o olhar e tirou os óculos, numa tentativa falha de parar de enxergar o deus grego deitado ao seu lado. — Ok. Acho que foi resolvido. Melhor eu voltar pra sala com os meninos. 

Anagan sentou na cama e seus corpos se tocaram. Timmy franziu os lábios e seus olhares se cruzaram. 

Ah puta merda… O ruivo engoliu em seco. Por favor me diz que ele é gay… e que por favor que ele seja ativo…

Anagan abriu a boca para falar alguma coisa, mas o celular de Timmy os interrompeu. O ruivo nunca desejou tanto quebrar seu Note 9 quanto naquele momento. Ele respirou fundo e pegou o dispositivo no bolso. 

— Só um minuto. — Ele pediu e levantou-se, se afastando da cama do níger.


Cherrie  


🟢Atender                               🔴Recusar


Timmy não esperava receber uma ligação de sua parceira de laboratório assim. Pegou o celular e atendeu.

— Cher.

Chamas, oi. Vou ser rápida. O Squik…

— O que tem ele?

Ele fugiu.

— Como assim fugiu? Pensei que você estivesse o vigiando esses dias. — Ele estreitou os olhos.

Eu não posso ser a mãe e pai dele o dia inteiro!

Timmy suspirou. — Então… 

Sim, tem um rato à solta na escola. E é melhor você me ajudar a encontrá-lo, senão nós dois vamos zerar o trabalho.


Notas Finais


Episódio para descontrair. Prometo atualizar assim que possível, assim que eu resolver alguns problemas.

Muitíssimo agradecida por vocês amores, essa história nunca teria saído do décimo capítulo sem o apoio de vocês.

Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!!!

Beijos, GbMr ~


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