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História High School Sucks - Capítulo 9


Escrita por: e GbMr


Capítulo 9 - Fim de Semana de Surpresas


Fanfic / Fanfiction High School Sucks - Capítulo 9 - Fim de Semana de Surpresas

Bloom acordou com a luz do sol batendo em seu rosto. A ruiva sentou-se na cama e coçou a cabeça.

— Bom dia bela adormecida! — Stella e Aisha disseram juntas, rindo. Bloom se remexeu na cama desconfortavelmente.

— Bom dia… — Ela gemeu. Sentiu uma dor lacinante que ia de seu abdômen até o períneo. — Merda.

— O que foi? — Stella franziu a testa preocupada. Deu o pincel do esmalte que pintava a unha de Aisha e foi até a cama dela.

— Hm… Acho que cólica… — Ela gemeu e se virou para o canto.

— Toma um banho quente. — Stella olhou para a brasileira. — Aisha e eu vamos cuidar do resto.

— Não quero levantar… — Ela se manteve agarrada às cobertas.

— Bloom, qual é! Você não vai querer que Griselda inspecione o quarto encontre uma poça de sangue na sua cama.

A ruiva piscou um pouco. — Griselda inspeciona o nosso quarto?

— Claro que sim, ruivinha. — Aisha riu. — Por que acha que somos tão rigorosos com arrumação? Aqui é uma escola de boas maneiras. — A dose de sarcasmo na voz da níger foi suficiente para fazer Bloom sentar na cama com uma careta.

— Vou pegar o café pra você. — Aisha de pôs de pé.

— E eu as coisas básicas. Aposto que você não importou absorventes dos Estados Unidos.

As três riram, mas logo pararam quando Bloom gemeu de dor.

— Anda, ruiva. Vai tomar seu banho. — Aisha ordenou.

. . .

As Winx se encontraram na biblioteca. Não havia muitos alunos por ali, então não havia a necessidade de se preocupar com o barulho. Apesar de ser contra as regras, Bloom comeu seu sanduíche de peito de peru e tomou seu cappuccino furtivamente.

— Brandon está chamando para sairmos com os meninos hoje! — Stella sorriu, conferindo em seu telefone a mensagem que acabara de receber.

— Opa! Eu topo! — Musa sorriu, mas logo seu sorriso diminuiu. — Riven não vai não, né?

— Musa, você sabe que quando eu falo "meninos", ele está automaticamente incluído.

Musa gemeu e se afogou na cadeira.

— Por que trata o menino tão mal se gosta dele? — Flora questionou.

— Eu não gosto dele! — Ela advertiu quase imediatamente.

— Fala sério, Musa. — Aisha cruzou os braços. — Você revira os olhos só dele apontar numa curva. Você tá sempre reparando nele.

A asiática sentiu suas bochechas corarem. — Eu n-não…

— Gaguejou perdeu o argumento! — Stella gritou numa risada. Ela logo ouviu uma repreensão da Srta. Barbatea, a bibliotecária. Stella revirou os olhos e murmurou um pedido de desculpas.

— Já tentou dar uns beijos nele? — Bloom perguntou, logo após dar um gole em sua bebida quente.

— Quê?! Mas é claro que não!

— Mas você quer.

— Não! Nem pensar! Eu não quero e… aff!

— Você gosta dele. — Tecna desviou a atenção de seu computador pessoal. — Mas nunca gostou de alguém antes, então tem certo receio em desenvolver sentimentos por ele.

Todas piscaram atordoadas para a norueguesa. Nem mesmo Musa a contrariou.

— O quê? — Ela questinou.

— Você é literalmente a reencarnação de Einstein, ou Freud. — Aisha piscou.

— Com certeza. — Flora concordou.

— Então… Vamos sair com eles ou não?

— Eu topo. — Bloom deu mais uma mordida em seu sanduíche.

— Eu também. — Flora sorriu. — Helia queria sair comigo hoje, talvez nos afastemos um pouco do grupo. Ele me prometeu um encontro.

— Ah! O amor… — Stella simulou um desmaio e as meninas riram, deixando Flora corada.

— Eu também vou. — Aisha pôs os pés sobre a mesa.

— Eu também. — Musa deu de ombros.

O olhar de todas pairou sobre Tecna. A garota magenta desviou o olhar da tela de seu computador. — O quê?

— Você vai, né? — Flora perguntou.

— Não sou muito de sair.

— Ah vamos, por favor!!! — Stella a sacudiu.

Tecna revirou os olhos e suspirou. — Tá! Vamos! Vamos!

As meninas sorriram e comemoraram, recebendo outra repreensão de Barbatea.

— Quero comprar roupas no shopping! — Stella se empolgou.

— Mas você já tem umas trezentas novas só desse mês! — Aisha protestou.

— Roupa nunca é o bastante. — A loira sorriu.

Um murmurinho de vozes conhecidas surgiu atrás delas. Se viraram e, da entrada da Biblioteca, Diaspro, Mitzi, Chimera e Krystal surgiram. O olhar das quatro Nebulosas encontrou com os das Winx. Diaspro fez uma jogadinha com os cachos sobre os ombros e elas seguiram para a varanda da biblioteca. Elas ainda podiam ser vistas das janelas.

— Eu odeio elas… — Stella resmungou.

— Não só você. — Flora rangeu os dentes.

— Acho que precisamos invadir a conta delas para pegar informações sobre. Precisamos ter algo para chantagear caso elas usem algo contra a gente. — Musa cruzou os braços sobre o peito.

As meninas olharam para ela.

— O que foi?

— Eu não sabia que você era vingativa. — Aisha fez uma cara surpresa.

— Mas o que Musa diz faz sentido. — Flora encostou na cadeira. — Elas sabem os segredos de todo mundo e só esperam o momento certo para divulgá-los.

— Igual o caso da Lucy ano passado? — Stella olhou para a latina.

— O que aconteceu com a Lucy? — Bloom perguntou.

— Lucy estava tendo um caso com uma das professoras de história, Lazuli. Por Lucy rejeitar ceder às Nebulosas as respostas para a prova dela, usaram informações do Manual do Escárnio e enviaram para a escola toda. Lazuli quase foi presa, sendo, obviamente, demitida, e Lucy foi expulsa. — Flora explicou.

— Então… elas sempre fazem uma revelação quando algo não sai como planejado, certo? — Tecna refletiu.

— Exatamente. — Aisha suspirou. — Garotas mimadas.

Bloom engoliu em seco e pensou sobre seu relacionamento secreto com Sky e do alerta que Diaspro deu a ela. Ainda não sabia o que "PI" significava, e esperava não ter que provar do veneno da filha do Primeiro Ministro.

— Seria bom nós fazermos isso agora. Vou hackear a conta de quem primeiro? — Tecna olhou para as meninas.

— Hackeia a da Mitzi! — Stella pediu, rangendo os dentes.

— Mas ela é a hacker das Nebulosas… — Flora lembrou.

— Vai saber se alguém entrar na conta dela primeiro que todo mundo, e nosso plano vai por água a baixo. — Musa suspirou.

Aisha olhou para Bloom. — Ei, ruiva, o que você acha? Você tá pálida.

Bloom piscou e tocou o rosto. — N-não… bem… eu…

— A cólica não melhorou? — Stella franziu a testa preocupada.

— Não é… não. Mas sinto que o remédio ainda vai fazer efeito. — Bloom mentiu.

— Então… quem você acha que deveríamos investigar primeiro? — Tecna perguntou.

— Diaspro. — Ela disse quase sem pensar. — Ela… ela com certeza deve ter mais podres a esconder.

Tecna assentiu com a cabeça e começou a digitar no computador. As meninas espiaram para ver o que estava havendo.

— Oh meu deus, você conseguiu! — Stella arregalou os olhos.

— Sim. Foi mais fácil do que imaginei. A senha dela é o sobrenome, Prince Isis.

Bloom piscou um pouco. Será que PI significava isso? Diaspro Prince Isis. Fazia sentindo.

— E aí? O que que você achou?! — Flora sorriu, empolgada.

Tecna franziu a testa e depois de algumas passadas de olhos, suspirou, chateada. — Nada!

Todas piscaram. — O quê?

— Nada! Absolutamente nada! Diaspro Prince… filha do Primeiro Ministro… Miss Inglaterra 2019… não tem mais nada! Ela não tem nenhum podre!

— Impossível! — Musa rangeu os dentes. — Uma garota como ela não pode não ter nada a esconder!

— A não ser quê… — Flora refletiu.

— A não ser que o quê? — Aisha arqueou uma sobrancelha.

— Que ela guarde as informações em outro lugar. — Flora se endireitou. — Fora da internet.

— Posso tentar invadir o computador pessoal dela. — Tecna deu de ombros.

— Não é disso que estou falando. — Flora suspirou.

— Ela deve anotar as coisas dela fora das telas. Tipo… num caderno. — Bloom refletiu.

— Um próprio livro do Escárnio? Isso é loucura. — Aisha riu, recebendo olhares. — Mas faz sentido.

— E como vamos fazer para pegá-lo? — Stella suspirou.

— Simples, invadimos o quarto dela e pegamos o que nos interessa. — Musa sorriu.

— Você tem as melhores ideias! — A loira bateu palmas e todas riram.

. . .

— Repassando o plano: Stella e Musa ficam pelos corredores, Tecna e Aisha ficam de vigia e Bloom e eu entramos. — Flora repetiu. — Entendido?

— Sim! — Responderam em uníssono. Flora assentiu com a cabeça e entrou no quarto 108, o quarto de Diaspro e Chimera.

Apesar de mimadas, o quarto era estranhamente arrumado. As camas bem feitas. Bolsas e vestidos estavam bem arrumados numa arara nos pés da cama da loira. A mesa de estudo duas duas eram arrumadíssimas.

Bloom e Flora começaram os trabalhos. Reviraram as gavetas, os armários, as mesas…

— Merda! Onde essa garota guarda as coisas dela?! — Bloom resmungou.

— Bloom, Flora! Código azul! — Ouviram a voz de Tecna dizer. As duas se entreolharam.

— E agora?

— Temos que ir! — Flora piscou forte.

— Mas… — Bloom olhou para a cama da loira. Se aproximou e decidiu olhar debaixo do travesseiro. Encontrou um caderno pequeno, facilmente confundido como uma pauta de anotações e sorriu.

— Achei! — Bloom sorriu.

— Meninas, elas estão subindo! — Aisha alertou.

Bloom guardou o caderno por dentro da calça. Flora e ela saíram do dormitório e Aisha e Tecna começaram a andar, apressadas.

— Olha, o bando de idiotas. — Disse Mitzi em sua voz fanhosa.

— Olha, uma garota ridícula. — Aisha provocou. Ela e Mitzi começaram uma discussão.

— Traidora… — Chimera murmurou para Flora.

— Do que é que você me chamou?!

— Bloom… parece que você está fazendo um trabalho com Sky, não é mesmo? — Diaspro se aproximou da ruiva ameaçadoramente. — Está aproveitando sua companhia?

Bloom rangeu os dentes, mas sem expor com a boca. — Cala a boca.

— Ora, você é muito esquentada. Não aguenta nem uma provocação dessas? — A loira arqueou a sobrancelha e riu.

— Sua… — Bloom a pegou pela gola da blusa de algodão, mas Diaspro deu um sorriso tenebroso.

— Se eu fosse você, eu não levantaria nem mais um dedo. — Seu tom de voz era baixo e ameaçador. A ruiva sentiu a raiva tremer seu corpo com a audácia da loira. Talvez fosse desse tipo de ameaça que Flora estava falando.

— Meninas! — Ouviram uma voz séria carregada com o sotaque britânico. Logo Griselda estava à vista delas, com Stella e Musa atrás. Bloom soltou Diaspro imediatamente, que deu uma risadinha. — O que estão fazendo aí? Estão interditando o corredor!

Diaspro olhou para a inspetora com o mesmo sorriso cínico. — Só estávamos discutindo sobre o trabalho de química. — Ela voltou a olhar para Bloom com seus olhos cor de mel perturbadores. — Certo?

Bloom rangeu os dentes e não respondeu. Passou direto por Diaspro e seu grupinho de belas amigas, sendo acompanha pelas Winx.

— Não esqueçam que se forem sair para ir à cidade, precisam solicitar autorização para a diretora Faragonda! — Griselda alertou.

Bloom parou de andar e olhou para trás. — Diretora Faragonda?

— É claro, srta. Peters, ou você achou que ela teria problemas em casa para sempre?

Bloom corou e desviou o olhar, continuando a andar.

— Céus, a Griselda é muito grossa. — Musa reclamou.

— Aposto que ela é solteira. — Stella murmurou.

— Vamos na diretoria logo. Quero cuidar dos meus cachos antes de irmos. — Aisha balançou os cabelos.

— Mas só vamos sair de noite. — Tecna franziu a testa.

— Eu sei. — Aisha deu um sorrisinho.

. . .

Musa bateu na porta da sala da direção. A porta foi aberta e de lá saíram Brandon, Sky, Nex, Nabu, Helia, Riven e Timmy.

— Meninos? — Stella piscou, atônita.

— Viemos pegar autorização pra sair com vocês hoje. — Riven olhou diretamente para Musa, balançando o papel que parecia uma nota fiscal eletrônica.

— Vai estragar o passeio. — Ela resmungou e cruzou os braços.

Bloom encarou o loiro, mas ele não notou. Parecia distante.

— Nos vemos mais tarde, gatinhas. — Brandon beijou a testa e Stella e se afastou junto com os meninos.

— Por favor, meninas, entrem. — A voz de Faragonda soou do interior.

Bloom não podia acreditar que uma diretora podia ser tão carismática. Faragonda tinha os cabelos completa grisalhos, mas estava longe de parecer uma velha. Os olhos azuis sob os óculos demonstravam conhecimento. A diretora olhou para cima e tirou os óculos.

— Meninas… fico feliz que tenham vindo… — Faragonda sorriu para todas elas e seu olhar pairou na jovem ruiva sardenta. Ela sorriu. — Você deve ser a Bloom, certo?

Ela assentiu. — Sim… diretora.

— Nome peculiar. Florescer, em anglo-saxão. — Ela sorriu e Bloom corou. — Imagino que devam estar aqui para pegar uma autorização.

— Sim senhora, acertou! — Aisha sorriu.

— Bem, já deixei preparada algumas. — Ela entregou cinco folhas para as meninas. — Espere que já farei outra. — Ela começou a digitar no computador. — Sabem que devem chegar…

— Às dez horas. — Stella suspirou.

— Nada de beber, nem fumar e nem se meter em encrenca. — Flora continuou.

— E lembrem-se. — Musa continuou.

— Seja gentil. — Aisha finalizou.

Faragonda riu. — Bem, vejo que não precisarei repetir. — Ela relaxou em sua poltrona. — Podem ir.

As meninas viraram.

— Menos você, Bloom.

A ruiva engoliu em seco. As meninas olharam para ela e deram sorrisos reconfortantes antes de saírem da sala da diretora, deixando as duas sozinhas.

— Bloom Peters. — Ela respirou fundo. — Você é uma menina de outro continente, chegou há uma semana e vejo que já fez boas amigas.

— Isso…

— Eu sei que a Inglaterra não é nada parecida com Los Angeles. — Ela analisou Bloom. — Aqui não tem praias, chove duzentos dias no ano…

Bloom manteve-se calada.

— Eu vejo que você é uma garota muito esperta, Peters. — Faragonda se pôs de pé e saiu de trás da mesa. — Eu sinto não ter estado aqui no dia em que você chegou, tive…

— Problemas em casa. Griselda me falou. — A ruiva logo percebeu como era grosseiro interromper a diretora, e antes que pudesse se desculpar, o sinal do almoço soou.

— Bem, parece que nossa conversa vai ser adiada para mais tarde. Vá, Bloom, bom apetite. — Faragonda sorriu e a guiou para fora da sala.

A estadunidense ainda estava meio atordoada com a conversa da diretora, mas não discutiu. Desceu as escadas e atravessou o pátio que serenava, até chegar no refeitório.

. . .

Bloom ouvia o "tuu" do telefone, esperando que Andy atendesse.

"Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa postal e será feita a cobrança após–"

Bloom não esperou, apenas desligou. Ela encostou a testa na janela de vidro do hall que separava o dormitório masculino do feminino. Será que Andy está bem? O que será que anda fazendo?

— Bloom… — Ouviu a voz de Tecna atrás de si.

— Ah, oi Tec. — Ela piscou um pouco.

— Tá tudo bem? Você… tá chorando?

— N-não… não é nada.

— Você estava tentando ligar para… para aquele menino, o Andy, certo?

Bloom suspirou e assentiu com a cabeça. Tecna suspirou e pegou o celular.

— Tenta ligar pelo meu. Talvez não esteja conseguindo porque é internacional. — A magenta sorriu.

— Obrigada Tec. — Bloom conseguiu sorrir e discou o número de seu amado.

Chamou.

Chamou.

Chamou.

Alô?

Bloom não pôde acreditar no que ouvia

— A-Andy? — Ela sorriu.

AhAndy, quem é que está te ligando, querido?

Ela piscou um pouco. Querido?

Err… Bloom, eu… e aí? Como você est–

— Você já me esqueceu, não é, Andy? — Bloom mordeu o lábio com força para não chorar.

— Olha, Bloomy, não é…

— Não me chame de Bloomy, Andy! Eu conheço a garota?!

Ele engoliu em seco. Ela finalmente pôde reconhecer a voz de Roxy, falando ao fundo.

— Ela?! Espera… vocês… você não começaram agora… não é? — As lágrimas começaram a cair pelos olhos dela.

Bloom, por fav

Ela desligou.

— Bloom… — Tecna franziu a testa, uma expressão dolorosa no rosto.

— Ele… ele… — Ela não conseguia falar. A magenta a abraçou.

— Tá tudo bem. Não precisa falar. Relaxe. — Ela a confortou.

— Meninas! Quem está pronta pra uma saidi… o que aconteceu? — Stella arregalou os olhos quando viu Bloom chorar. — O que houve?!

— Andy… — Ela soluçou.

— O que esse filho da puta fez?! — Stella rangeu os dentes.

— É melhor deixar pra lá… — Tecna franziu a testa.

— Melhor não sair hoje. — A loira suspirou. — Vamos tomar um sorv–

— Não! — Bloom respirou fundo e secou as lágrimas. — Vamos sair sim! — Ela disse, determinada.

— Tem certeza? — Tecna reforçou.

— Sim! Estou indo tomar meu banho agora. — Ela respirou fundo e subiu para o quarto.

Stella e Tecna tocaram olhares.

— Pelo tom de voz dela, acho que ele… Hm… a traiu ou algo assim.

A loira arregalou os olhos. — Que cuzão!

Elas suspiraram.

Depois de um tempo, as meninas já estavam prontas. Os meninos já tinham partido, iriam passar numa loja para negociar o uniforme do time de Lacrosse desse ano.

As meninas foram de ônibus até o centro de Manchester. Pela primeira vez, Bloom pôde ver o lago Castlefield, que brilhava na luz do entardecer; A Catedral de Manchester um pouco mais a longe; o Museu Nacional de Futebol… e várias outras atrações que passaram despercebidas por ela no dia de sua chegada.

— Ali estão eles! — Stella apontou para os meninos, encostados num Porsche preto.

— Olá, gatinha. Sentiu saudade? — Brandon deu uma risada manhosa. Stella se jogou em seus braços.

— Nabu… Nex… — Aisha sorriu, olhando para os dois.

— Oi Aisha! — Eles disseram em uníssono. Depois, rosnaram e olharam um para o outro.

— Timmy! — Tecna sorriu. — Eu não esperava te ver por aqui!

— Eu também não. Preferia ficar jogando um Red Dead Redemption, mas eles insistiram. — O ruivo deu de ombros de ela riu.

— Flora… — Helia sorriu. Ela se aproximou e pegou sua mão.

— Helia… — Eles trocaram olhares significantes. — Meninas, nos vemos mais tarde. Helia e eu vamos dar uma volta no parque.

— Uhh! — Musa fez uma cara engraçada. — Vai lá. Bons beijos, pombinhos!

Todos riram, enquanto Helia e Flora coraram e se afastaram.

— Hm… Onde está Sky? — Bloom perguntou timidamente.

— Tá procurando o loiro é? — Riven riu e olhou para Musa, que revirou os olhos. — Tô sabendo dele não.

— Sky vai jantar com os pais dele hoje. — Brandon avisou à ela.

— Jantar com os pais? Isso soa tão… — Bloom se interrompeu. Era ela quem não tinha uma boa relação com os pais. Era ela quem não suportaria sentar numa mesa e ouvir por duas horas como que a Scarlett Johansson é incrível.

— Antiquado? Bem… os pais dele são um pouco rigorosos. — Brandon deu de ombros.

— Tá, vamos ignorar o cara que te chama de brócolis–

— Cenoura. — Bloom interrompeu Stella.

— Ai, tanto faz! Vamos logo pro shopping! Preciso ir naquela nova loja da Gucci que abriu!

Enquanto seguiam para o Royal Exchange Arcade, Helia e Flora passearam pela área verde no centro da cidade.

— É linda a vista do Castlefield, não é? — Flora sorriu.

— Sim. As luzes… as formas… consigo imaginar perfeitamente uma pintura bem feita e…

Helia parou de falar quando percebeu o olhar de Flora nele. Ele corou violentamente e desviou o olhar.

— Ah não! Continua! Eu adoro ouvir você falar sobre arte! — Ela apertou sua mão e sorriu. Ele sorriu para ela.

— Flora… — Ele se virou para ela e pegou sua mão. — Eu… há meses que eu só tenho olhos pra você.

Flora corou. Seus olhos verdes oliva encontraram os azuis escuros dele.

— Ah Helia…

— Você me encanta como as flores num belo boticário. Como diamante em meio a tantas pedras…

Os olhos dela brilharam.

— Eu… gostaria de saber… — Ele olhou para sua boca. — Posso beijar você?

Flora sorriu e assentiu com a cabeça. A mão direita dele foi para sua nuca, a esquerda para sua cintura. Ele puxou levemente Flora pela cintura e a beijou. Seus lábios puderam decifrar o doce sabor de seus lábios, pêssego. Flora retribuiu, abraçando seu pescoço. Suas línguas se encontraram e o beijo se aprofundou um pouco mais, mas o sentimento de ternura fluía entre os dois.

Eles se separaram, as bochechas vermelhas. Flora ofegava disfarçadamente. Ela encostou a cabeça em seu peito e deu uma risadinha, sem conseguir acreditar no que havia acabado de fazer.

— Flora… você quer namorar comigo?


Notas Finais


Muito obrigada por sua audiência, por sua paciência e por ser essa pessoa maravilhosa!

Beijos, GbMr ~


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