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História Highschool DxD (Dark) - Capítulo 3


Escrita por: percyolimpo

Notas do Autor


Eu juro que não queria que tivessem passado quase 6 meses, mas acabou assim. É principalmente pela faculdade mesmo. E agora queria me focar mais em escrita que não fossem fanfics, então.
Bem, neste cap não avancei assim tanto nas coisas, porém, acho que consegui deixar a parte mais importante desta história presente. Espero que gostem.

Capítulo 3 - Uma péssima experiência


O seu coração ainda estava a bater em força, mesmo depois de 30 minutos. Num geral, não ouvia nada do que os professores diziam, e mesmo que ouvisse, a sua mente ia rapidamente para Rias. Matemática, ciências, mais um grupo de 20 kanjis para aprender, tudo isso se tornava secundário a preços de roupas, lugares para onde ir, todo um plano que partia do principio um dia inteiro entre ele e Rias. Também se apercebeu que, talvez, fosse melhor criar uma plano extra, caso só começasse depois do almoço. Se assim fosse, seria capaz de gastar muito mais dinheiro em prendas e atrações. Na verdade, talvez fosse mesmo melhor seguir por esse caminho. Se fosse Koneko, com certeza teria que se focar, principalmente, nas refeições e nos doces, era até surreal como aquela garota não engordava, mas Rias não parecia ser o tipo de garota que se focava nas refeições durante um encontro. É claro que não podia simplesmente deixar isso de lado. Continuava a ser uma parte importante, e a última coisa que ele queria era acabar num restaurante demasiado desleixado. Mas também tinha que ter a certeza que não era caro demais ou Rias iria repreendê-lo. Mas depois havia também as prendas, as atividades…

Quando a aula terminou, a sua cabeça estava a fomegar. Não fazia a menor ideia do que se tinha dado. Ia ter que pedir apontamentos a alguém. Talvez devesse perguntar a Asia e às outras… ou talvez só a Asia mesmo. Por alguma sensação de que perguntar a Irina e a Xenovia era um não. E por alguma razão, também sentia que se pedisse a Asia…

- Issei: Talvez seja melhor o Yuuto.

Estavam no mesmo ano e talvez na mesma parte da matéria… tinha que tentar a sorte.

Havia um pequeno problema. Mesmo Issei e Yuuto sendo amigos há meses, tal relação não era aceite pelo resto das garotas na escola. E desta vez, Issei entrou na sala Yuuto.

- Garota 1: Hã?! O que é que a besta está aqui a fazer?!

- Garota 2: Não se aproximem dele ou podem apanhar-

Ignorou e olhou para Yuuto que parecia estar a acabar de arrumar as coisas.

- Issei: Yuuto.

- Yuuto: Oh, Issei. Tudo bem?

- Issei: Sim. Posso te pedir uma coisa?

- Yuuto: Claro. Tudo.

- Issei: Posso ver os teus apontamentos da tua aula de hoje?

- Yuuto: Sim, claro.

Passou-lhe o caderno. Issei percebeu rapidamente que não tinha percebido mesmo nada da matéria. Não fazia a menor ideia se aquilo era o certo ou não. Suspirou.

- Yuuto: Está tudo bem?

- Issei: Huh? Oh, sim, tudo. Apenas um pouco cansado.

- Yuuto: A sério? Pareces-te-me bem durante a reunião do clube.

- Issei: Sim, mas, eu…

Ficaram os dois parados por um pouco até que-

- Garotas: RIAS-SENPAI!!!!!!

Rias entrou na sala de aula e todas as alunas fizeram um alvoroço. Como era de esperar, ela passou um pouco a comprimentá-las.

- Rias: Yuuto-

Parou.

- Yuuto: Sim, presidente. Queria alguma coisa comigo?

Rias não respondeu.

- Yuuto: Presidente?

Continuou sem responder. Parecia estar envergonhada e a sua cara estava a corar. Yuuto virou-se para Issei, talvez o melhor amigo soubesse o que se passava, afinal, os dois agora eram namorados, mas foi recebido com exatamente a mesma expressão. Aí reparou que os dois estavam a olhar um para o outro, de uma maneira discreta e quase imperceptível, praticamente tentando fazê-lo pela visão periférica. Aí foi só preciso juntar dois mais dois. Riu.

Pôs a mão no braço de Issei e falou-lhe ao ouvido.

- Yuuto: Podes copiar os meus apontamentos. E se precisares de ajuda, eu tenho uma certa noção das lojas no submundo. Posso dar-te uma ajuda.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Eles eram óbvios demais. Já estavam apaixonados um pelo outro há meses e finalmente tinham começado a namorar. E agora, por razão nenhuma, não conseguiam fitar-se sem corar? Até podia ser por causa daquilo que Akeno tinha apontado a todos durante a reunião do grupo, mas eles tinham ficado os dois sozinhos por um tempo, não era possível ainda estarem tão amarrados naquilo. A única razão óbvia era: tinham dado mais um passo na relação. Ou seja, tinham marcado um encontro. Tendo isso em conta, fazia sentido Issei lhe ter pedido os apontamentos e porquê de parecer cansado. Provavelmente não tinha prestado atenção às aulas a pensar e repensar como seria o seu encontro com Rias no submundo, já que o seu treino já estava marcado.

- Issei: O-Obrigado…

- Yuuto: Sem problemas.

Saiu da sala e deixou os dois a corar em frente um ao outro, ainda sem indícios de se moverem de todo.

Issei ficou à espera que Rias fosse a primeira a dizer algo, mas ela parecia estar até pior que ele. Aí lembrou-se do que ouvia tanto.

O homem deve tomar o primeiro passo.

Sempre tivera a imagem da garota à sua frente como alguém nobre e de confiança, que se podia sempre contar, que seria capaz de dar a mão e erguer uma pessoa do fundo do poço não importava a situação. Mas aquela que estava ali era uma outra faceta que ele tinha visto até várias vezes, e que sempre que via, fazia o seu amor pela mesma crescer nas alturas. Ela era, para todos os efeitos, ainda uma garota normal.

- Issei: P-Parece que o Yuuto foi embora Rias.

- Rias: Hã?! Há, pois!! Tenho que falar com ele!!

E saiu a correr.

Não era exatamente o melhor. Não estavam nem preto de superar aquele clima da forma necessária, mas era um passo, e no fundo eles estavam na linha de partida.

- Garota: Ele acabou de chamar a Rias-senpai, Rias?

E aí foi acordado pelos olhares chocados de todas as garotas da turma. Mas não só das garotas. Os garotos também estavam na lista. Na verdade, havia pessoas no corredor que haviam parado e estavam agora a olhar para ele.

Ele tinha chamado Rias pelo primeiro nome, sem honorífico algum. Os rumores à sua volta já era um tanto maus, havia quem dissesse que ele estava a fazer chantagem com ela até, mas agora isto ia muito além. Nem se tratava de tratar ou não mal Rias. Rias e Akeno eram praticamente deusas na escola. Deusas intocáveis. E ele era, ou melhor, tinha conquistado a fama de animal. E esse mesmo animal já se mostrava ver o corpo nú da garota diariamente. E agora, basicamente tinha confirmado as suspeitas de todos da maior maneira possível (pelo menos no Japão era).

Correu ao mesmo tempo que uma multidão em fúria o perseguia por ele “sujar” a sua deusa intocável.

---------------------------------- 10 minutos depois --------------------------

Depois de sabia lá quanto tempo, a multidão em fúria dissipou-se e agora ele encontrava-se na zona da piscina, mais precisamente, no balneário femenino. Inicialmente tinha pensado ir para o masculino, aquilo que menos precisava era de lhes dar mais razões para lhe pôr a mão, mas não teve outra opção quando percebeu que este estava a ser usado, e ao contrário das outras vezes, ele também estava a ser perseguido por garotos. Resumindo, naquele momento estava fechado num cacifo dentro do balneário femenino.

Permaneceu lá dentro, ficando com o ouvido colado à porta, a ouvir com atenção os passos de lá de fora a afastarem-se. Mesmo assim, se o vissem, era bem possível que a perseguição continuasse, então talvez fosse melhor esperar até todos se irem embora da escola.

Encostou-se o melhor que podia e ficou a olhar pelas fendas. Uns minutos depois, começou a tremer. O seu corpo arrefeceu. Começou a soar. O seu coração começou a bater e aquilo que conseguia ver do cacifo iluminado pela luz fraca do fim do dia começou a distorcer-se e a andar à roda.

Claustrofobia?

Não. Já tinha perdido a conta das vezes que se tinha escondido naqueles cacifos para espiar as garotas. Se bem que nessas alturas havia algo para o distrair, naquele momento ele apenas estava à espera dentro de um cacifo. Mas mesmo assim, comparado com aquilo que tinha passado nos últimos meses, aquilo não era nada, a não ser que tudo isso apenas tivesse se empilhado e se estivesse a manifestar agora.

Olhou para as ranhuras e viu que elas não estavam lá. Em algum momento, tinham desaparecido. Começou a entrar em pânico. Procurou a fechadura do cacifo, algo que ele já tinha usado tantas vezes que ele já nem sequer olhava, as suas mãos sabiam onde ir, os seus dedos sabiam onde puxar e os seus músculos sabiam o esforço a fazer. Não a encontrou. Estava a tocar no sítio onde ele devia estar, mas não a conseguia encontrar em lado nenhum. Fez o movimento mesmo assim, mas parecia que estava apenas a tocar em metal. Não havia nada. Nenhuma abertura, apenas o som dos seus dedos a se moverem contra o metal.

Estava escuro. Tão escuro. Não havia uma única fonte de luz. Estava preso dentro de um cacifo que não tinha abertura ou iluminação. Porém, o mais estranho era: não parecia que as paredes se estivessem a aproximar. Tudo indicava que ele estava a ter um ataque de claustrofobia. Porém, aquilo que fazia da claustrofobia claustrofobia não estava lá. Na verdade, ele nem sequer tinha a certeza de que tinha medo de estar fechado num espaço pequeno. Apenas sabia que estava fechado onde a luz não alcançava.

Tac Tac.

Ouviu o som de passos. Parecia um eco. Não sabia bem de onde, mas conseguia ouvir.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bateu com o braço na porta com toda a força possível. Nada. Outra vez. Nada. Continuou. Continuou. Até que finalmente se estava praticamente a atirar contra ela.

Clack.

A porta abriu-se e ele caiu. A luz voltou. Estava deitado no chão do balneário que estava a ficar cada vez mais distinguível para a sua visão que ainda estava a clarear. O seu coração ainda estava a bater. Ainda estava ofegante. Ainda estava a tremer. Mas o seu corpo estava a ganhar forças aos poucos.

Levantou-se devagar, apoiando-se num banco. Quando finalmente de pé, hesitante e receoso, olhou para o cacifo.

Estava completamente normal. Igual a quando entrara. Igual a todos os outros. Completamente vazio. Olhou para a porta e, como era de esperar, as ranhuras estavam ali, assim como o modo para abrir.

Aqueles meses tinham sido, no mínimo, traumatizantes para uma pessoa qualquer. A única razão porque continuava em frente era porque acreditava naquilo que fazia, porque tinha amigos com quem contar e para protegê-los, a eles e todas as outras pessoas inocentes, como as crianças no submundo que eram fãs da figura do Oppai Dragon, que ele até tinha feito um show recentemente. Talvez ele tivesse mesmo desenvolvido um trauma. Talvez o trauma que tinha com Reynelle, agora esse fora, tinha sido substituído por um novo. Não era impensável. Fazia até sentido demais.

Aí lembrou-se do sonho daquela manhã. Rias tinha-se entranhado tanto na sua cabeça que se tinha esquecido por completo. Aquele labirinto, completamente escuro, onde ele estava a correr, sem parar, tentando encontrar a saída. Estar dentro do cacifo tinha sido parecido, na verdade, quase igual. A sensação era quase a mesma, o pânico era quase o mesmo.

Olhou para dentro do cacifo. O chão estava úmido, e o mesmo com a porta. Não só isso. Aquilo que fechava o cacifo parecia um pouco danificado. Não era grande surpresa, tendo em conta que ele se atirára contra a porta. O úmido muito provavelmente era do seu suor, que ele ainda sentia no corpo e que muito provavelmente estava também no chão.

Talvez devesse ir buscar uma esfregona para limpar aquilo, ou pelo menos o chão, mas virou as costas. Não queria nem olhar para aquilo, quanto mais aproximar-se. Sentia que se lhe tocasse, a porta viria atrás dele e fechá-lo-ia novamente no meio daquela escuridão. E o chão… podia limpá-lo, mas tinha a certeza que a única coisa que faria quando saísse dali era comprar uma garrafa de água e voltar para casa, provavelmente tomar um duche quando chegasse, já que agora as suas roupas cheiravam o suficiente para querer tapar o nariz. Se alguém tivesse alguma queixa com ele no dia a seguir, que fosse. Preferia isso mil vezes a tocar naquilo. Já para não falar que tinha um trabalho para começar a preparar e um encontro para planear.


Notas Finais


Acho que esta história vai ser um mixs de "felicidade, amor, comédia" e "fudeu. preparam-se para o terror, etc.". O começo vai ser, sem dúvida alguma o primeiro, mas com, os toques do segundo. Acho que, mais para a frente, o segundo vai ser o maioral. Eu não sei se isto vai ser ou não uma história de terror, mas vocês podem considerar como sendo uma se quiserem.
Já agora, não, não pretendo fazer isto uma fic Rias x Issei. Podem considerar isso mais como um promenor. O foco da fic vai ser mesmo o "fudeo, preparem-se para o terror, etc.". Vai haver encontro? Vai. Mas deixo claro que esta fic continua a ser harém, então sim, se o Issei se encontrar em situações dessas, a Rias não é única figura. Apenas ficou assim mesmo pela forma como a 4ª temporada terminou.


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