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História Highway to Hell; Chanbaek - Capítulo 1


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Notas do Autor


Espero que gostem, não estou muito confiante sobre essa história principalmente por ser minha primeira fanfic do grupo UHAUSH maaaaas tenham paciência <3

Capítulo 1 - Essência


Crescemos e perdemos nossa essência a cada dia. Quanto mais o tempo vai passando um pedaço do nosso verdadeiro eu vai ficando para trás sem que percebamos. E quando notamos já é tarde demais para corrermos atrás de recuperar o que foi perdido. Vamos tentando nos moldar na sociedade de uma forma que não sejamos massacrados por ela, ou ao menos tentamos fazer isso. 

Um emprego promissor, uma casa boa, uma família unida e amigos leais. Essas quatro coisas devem estar no topo de qualquer receita vendida por aí para uma vida perfeita. Mas essa coisa realmente existe? Precisamos mesmo do que a sociedade acha que é legal? Talvez seja algo que cresceu com a humanidade na antiguidade e foi sendo repassado de século a século, tornando-se uma cultura. 

O que quero dizer é que o que é bom para uma pessoa talvez não seja o “bom” para outra. Talvez você queira crescer, se tornar médico, casar e ter três filhos. Mas seu amigo queira pintar quadros, fazer uma exposição de arte e viver sozinho porque não está afim de ter uma família agora. 

Mas a sociedade nos ensina que se não tivermos essas coisas não vamos ter sucesso. Não vamos ser felizes. Então você quer fazer esse curso porque você gosta ou porque disseram que seria bom? Quer namorar porque você gosta da ideia de ter um relacionamento ou porque ficam te cobrando isso o tempo todo? Você está fazendo isso que está fazendo agora porque você gosta ou porque alguém impôs na sua mente que você necessita disso?

Nós esquecemos quem somos para nos adequar a uma utopia que só existe na cabeça das pessoas podres de ricas. Deixamos de gostar de algo em certa idade porque é coisa de “criança”, ou começamos a nos forçar a gostar de algo porque está na moda e não queremos ficar de lado. Queremos a todo custo um pouco de atenção porque precisamos preencher o espaço vazio que foi deixado quando deixamos nosso verdadeiro eu de lado. 

Com isso nos vemos sem saída e tentamos fazer o que querem que façamos. Eu tentei fazer isso, juro que tentei. Me formei com muito custo no ensino médio, não vim de uma família rica, na verdade sempre morei na periferia. Ainda assim sonhei em fazer uma faculdade, minha mãe queria que eu tivesse feito. Mas não tive oportunidade para isso. É claro que tentei vestibular, ganhar alguma bolsa, qualquer coisa semelhante a isso, mas nunca passava em nada, nunca tinha nota em nada. Já não tinha mais motivação a continuar insistindo em algo que eu nem queria de fato fazer, e perdi o resto que sobrou quando minha mãe foi assassinada bem na minha frente.

Relaxa, não vou te contar isso com detalhes.

Não precisa saber disso.

Essas circunstâncias nos fazem esquecer quem realmente somos. O ódio, a raiva, o desgosto. Logo eu já não queria seguir uma vida justa, tendo que morrer para conseguir alguns trocados. Isso não soa injusto demais? Enquanto existe gente que se acham estar acima de nós só por ter dinheiro, achando que ainda vivemos na idade média entre o clero e a burguesia. 

Tsc.

Meu nome é Baekhyun e quem me conhece diz que estou caminhando rumo ao inferno devido minhas atitudes. 

Corri mais algumas quadras antes de pular um muro baixo e ficar sem saída. De um lado era uma rua sem saída e do outro eu daria de frente com os policiais. Minha única opção foi adentrar o bar de rock que havia no outro lado da rua. 

Highway to Hell, estava escrito em uma placa neon piscante em frente ao estabelecimento. Meu corpo estava suando devido eu ter corrido bastante, mas meu nariz estava gelado me fazendo fungar algumas vezes. Coloquei as mãos nos bolsos da jaqueta de tactel verde musgo e adentrei o barzinho que cheirava a madeira velha, suor e álcool.

Era bem movimentado, punks, roqueiros, góticos, seja lá o que eram aquelas pessoas e seus estilos, pareciam se reunir todas nesse muquifo. A música era alta e havia alguém cantando ao vivo, a voz era rouca e eu conhecia bem a letra. Wind of Change - Scorpions. Andei um pouco afim de tentar chegar mais perto do palco para ver quem cantava, nem me importando com a polícia que já estava dentro do local e gritava a minha procura.

Pude ver logo o garoto lá em cima, tocava uma guitarra estilosa, cantando com um sorriso ladino no rosto e quando ele olhava para a multidão que pulava e gritava, seus olhos brilhavam em um azul céu. Senti um arrepio subir pela minha espinha e respirei fundo, balançando a cabeça como se eu quisesse fugir de um transe e fugir dali. 

Era como se aquele homem estivesse hipnotizando todos de alguma forma. 

Corri em meio a multidão, me espremendo entre as pessoas, indo para trás do palco para me esconder dos oficiais. Ah é, não te expliquei porque estou fugindo da polícia, certo? Bom, eu sou um traficante, é o que a vida reservou para mim. 

— Não pode entrar aqui, gracinha. — Ouvi uma voz rouca dizer com tom de deboche.

Me virei rapidamente e lá estava o ser de antes. Era alto e estava suado.

— Estou me escondendo, seja legal e me deixe ficar aqui. — Falei dando de ombros, preocupado sobre a polícia.

O homem colocou as mãos nos bolsos da calça jeans listrada. — Está fugindo da polícia? Que droga você fez? Matou algum rei ou sei lá?

Que? Rei?

— Claro que não matei rei nenhum, não estamos na idade medieval benzinho. — Respondi torcendo o nariz em direção ao maior.

E ele riu. — É um humano?

— Claro que sou!

Oras, que pergunta idiota.

— Então o que faz aqui? A polícia sobrenatural está lá fora procurando por alguém. — Ele disse cruzando os braços. — Certo, vou te explicar uma coisa. Esse lugar é um ponto que liga o portal para o mundo humano com o portal para o inferno. Todas aquelas pessoas que você viu são demônios. — Explicou com um ar de autoridade.

Juntei as sobrancelhas. — Até você?

— Eu principalmente. 

O interrompi. — Então vamos fazer um pacto. Não sei o que a tal polícia sobrenatural quer comigo, mas estou fodido de qualquer forma. — Falei desesperado, estendendo a mão. Já havia visto alguns policiais se aproximando. 

O maior parecia surpreso. — Isso vai custar a sua alma após seu desejo principal ser realizado, tem certeza?

Concordei com a cabeça. — Tenho, ande logo! O que preciso fazer?!

— Vou apertar sua mão e seremos ligados por um contrato que não há como quebrar. Realizarei pequenos desejos seus durante o percurso de você atingir o principal, no final sua alma será minha. Quando eu apertar sua mão, pense no desejo principal. — Ele explicou e então apertou minha mão com força.

Fechei meus olhos, mentalizando o que eu queria e quando eu abri já não estávamos no bar. Era uma rua vazia, apenas uma luz fraca iluminando o lugar, eu estava meio zonzo.

Senti o mais alto soltar aos poucos minha mão, com um sorriso no rosto.

— Meu nome é Chanyeol e sou seu caminho para o inferno.


Notas Finais


a jiripoca vai piar


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