História Him and I - Season I - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Taehyung (V), Lu Han, Sehun
Tags Baekhyun, Baekyeol, Bdsm, Bts, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Hunhan, Jikook, Kai, Seulgi
Visualizações 54
Palavras 4.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


voltei mais rápido que o flash
rs

Capítulo 4 - CAP 4: Saturday - Part: II


 

Baekhyun já tinha bebido duas garrafas de soju sozinho, e tinha partido pra algo mais doce. Irene, que descobriu ser uma pessoa bem legal e bonita, além de ser dona de vários ateliês espalhados pela Coréia, indicou um Sex On the Beach, já que era uma bebida mais doce. O mais novo pediu pro garçom e logo seu copo com vários cubos de gelo, a bebida laranja e um canudo preto chegou.

No inicio estranhou o gosto, mas logo pode aproveitar o gosto doce da laranja misturada com o licor de pêssego. Era bom e não era enjoativo, já que a vodca cortava um pouco o doce. Bebericou mais um pouco e colocou o copo pela metade ao lado do prato que tinha comido algumas batatas fritas.

Continuou prestando atenção na conversa do pessoal que já não tinham mais receio nenhum de conversarem na frente de Krystal Jung, Bae Irene, dos diretores da empresa e principalmente, do presidente Park. A bebida já tinha destruído toda e qualquer barreira e também a consciência de que tinham que se policiar na conversa. Hoseok já tinha mandado Taeyong ir tomar onde o sol não bate, quando o Lee disse que tinha que ir embora. Lisa tinha contado em alto e bom som que faziam três meses que Bambam estava saindo com o cara e que não tinham transado ainda. O tailandês apenas riu bobo, virando a quinta garrafa de soju.

Descobriu que de todos os mais velhos, Krystal era a mais falante e foi a que se enturmou mais rápido. Era mais engraçada.

Baekhyun sentia que a sessão de revelações estava se aproximando ainda mais, já que todos estavam encarando Jimin, que estava ao lado de Luhan, que estava ao seu lado, já que tinha expulsado Bambam pro outro lado da mesa. O assunto do momento era Jeon Jungkook.

 

− Como você consegue aturar aquele cara? Sério, conta pra gente, qual é a dele? Que mau humor dos infernos! Ok, que ninguém precisa acordar cedo, sair por aí dando oi pras plantas, bater palmas pro sol e abraçar uma árvore, mas porra! Precisa chegar com dez pedras na mão no lugar do bom dia? – o tailandês perguntou encarando Jimin, que gargalhou com os outros. Jongin que estava em uma das pontas secou uma lágrima no cantinho do olho.  

− Gente, é o jeito dele. – o Park ruivo deu de ombros, bebericando sua cerveja.

− Você como nosso supervisor, devia pedir pra ele ir com calma. – resmungou Lisa.

− Vocês sabem que eu tento...

− É verdade pessoal. O Jimin sempre dá uma amansada na fera! – Nayeon disse.

− Eu queria saber o que ele tem pra ser tão chato? Nem café a gente pode beber, que ele já fica em cima. Desculpa, mas eu sou movido à café. – Taehyung resmungou ao lado do Byun.

− Ele tem namorada? – Seulgi perguntou pro ruivo, que deu de ombros, indiferente.

− Diz ele que tem.

− Sabem o que é isso? – Luhan tomou uma expressão séria, tendo total atenção de todos da mesa. – Falta de sexo.

− Ou a menina não transa direito. – Hoseok supôs ouvindo as risadas dos outros. Baekhyun massageou as têmporas, não acreditando que o amigo tinha dito aquilo.

− Ou ele que é ruim de cama. – Seulgi sugeriu.

− Ou ele não curte a fruta. – Luhan deu de ombros. Baekhyun cutucou o amigo. Luhan sem beber já falava muito, e bêbado ele falava mil vezes mais.

− Pode ser. – Jihyo suspirou. – Acho que temos que achar alguém pra ele. Quem sabe assim ele não para de ser chato.

− Também acho. – Bambam concordou. – Mas a nossa próxima vítima é você, chinês! Conta aí, como veio parar na Coreia.  

− É. Você não falou muito sobre você quando chegou à empresa. – Sana fez um bico, já que veio de outro colégio.

− Não há muito o quê contar. – Luhan deu de ombros.

− Ah, tem sim! E nós todos queremos saber. – Krystal escorou os cotovelos na mesa e sorriu como uma psicopata. – Conta aí, Lu.

− Bem... – suspirou. – Não tenho um bom relacionamento com o meu pai, então ele me mandou pra Coreia, pra não precisar lidar com os problemas que eu causava. – sorriu amargo.

− Que tipo de problemas? Você colocou fogo na escola, ou algo do tipo? – Jongin, super interessado, perguntou.

− Quase isso. – sorriu o chinês. – Meu pai é do tipo muito conservador, e... Eu sou gay, então...

− Nossa. – Irene franziu o cenho se sentindo mal por ele. – Com quantos anos você veio pra cá?

− Quando eu terminei o primeiro ano do ensino médio eu viajei pra cá.

− Como assim? Você morou sozinho aqui? – perguntou ela novamente com os olhos arregalados.

− Não. No primeiro ano eu morei com uma babá, e minha mãe viajava pra cá de vez em quando pra me ver. – respondeu, bebendo o resto da garrafa e logo apanhou outra.

− Então, espera... Se seu pai mandou você pra cá com uma babá, significa que você é rico? – Taehyung arregalou os olhos.

− Meu pai é rico. – corrigiu. – Ok, minha mãe me ajuda com uma mesada, mas eu estou esperando eu juntar uma boa grana e vou cancelar minha conta ou sei lá. Eu não quero mais o dinheiro deles. Não vão mais precisar se preocupar comigo.

− E sua mãe? – Irene perguntou.

− Ela fica no “fogo cruzado” – fez aspas com os dedos. – Mas eu acho que uma mãe de verdade entenderia o lado do filho. Eu não matei ninguém e nunca me prostituí então eu não estou fazendo nada de errado, e mesmo assim ela prefere ficar com o meu pai, então paciência. – deu de ombros, virando a garrafa.

 

Baekhyun sabia que Luhan era difícil de se abater, mas quando falava da sua relação familiar, ficava meio abalado. Como estava bêbado, aparentemente parecia indiferente ali na frente de todos. O chinês jamais derramaria uma lágrima na frente de outras pessoas.

 

− Você é doidinho, mas é um doidinho responsável. – Krystal sorriu, tentando afastar o clima triste da mesa, e conseguiu um sorriso do chinês. − Ótimo. Terminamos com o Chinês Rebelde e agora vamos para o bebezinho mais lindo que vocês verão hoje. Byun Baekhyun, sua vez!

 

O Byun corou e abaixou a cabeça, sentindo os olhos em si. Passou as mãos no cabelo que estava caindo.  

 

− A-Ah, não tenho nada de interessante pra falar. – indagou, sorrindo tímido.

− Todo mundo tem alguma coisa pra contar! – Irene bateu as mãos na mesa, e sorriu.

− Baekhyun, se você não falar nada sobre você, eu falo. – o chinês indagou.

− N-Não é que...

− Ok, eu falo. – Luhan sorriu para todos e cruzou os braços sobe a mesa. – Byun Baekhyun é meu amigo desde que eu entrei no colégio e eu sei tudo sobre ele, já que a tia Kim, mãe dele é minha amiga. O Baek é muito inteligente, como devem saber, então não preciso dizer que ele era o primeiro em tudo no colégio. – sorriu, olhando o amigo de canto, que encarava o copo com a metade de sua bebida. – No começo ele era muito falante. Falava mais do que eu! – o chinês sorriu. − Mas ele sempre teve um bom coração. A única coisa mais emocionante que aconteceu com ele no colégio foi um namoro.

− Como assim esse neném já teve um namorado? – Krystal arregalou os olhos, ouvindo a maioria rir. – Eu preciso dizer que eu te achei a coisa mais fofa desse mundo! – ela apertou as próprias bochechas, encarando o mais novo, que obviamente estava corado. – Eu quero levar ele pra casa! Chanyeol, me dá ele dá presente?

 

O Park, que o tempo todo ficou calado observando tudo enquanto bebericava seu whisky, encarou os olhos arregalados do Byun e riu baixo.

 

− Krystal...

− É sério! Ele parece um bebê! Ele fica tímido com tudo que a gente fala! – ela sorriu pro Byun. – Compra ele pra mim!

− Olha Krys, se o Baekhyun não quiser ser o seu bebê, eu posso me candidatar pra essa vaga.

 

A mesa caiu na gargalhada quando ouviu a cantada de JongIn. Krystal olhou com a sua melhor expressão de nojo.

 

− Você já foi melhor Kai! – Jimin jogou um guardanapo amassado no moreno.

− Sai fora! – a modelo revirou os olhos. – Continuando... Baekhyun teve um namorado...

− Ah! É ele teve um namorado. Um idiota de primeira. – o chinês arqueou a sobrancelha.

− Baekhyun, você é gay?! – Hoseok perguntou atônito, recebendo alguns xingamentos por parte dos colegas. JongIn tornou a gargalhar ao ver as bochechas do castanho ficarem vermelhas novamente.

− Alguém leva o Hope embora pelo amor de Deus? – Lisa revirou os olhos.

− Sim. Ele é gay Hope. – Luhan continuou. – O cara era um dos jogadores de basquete...

− Ah, esses são os piores! – Krystal levantou e arrastou a cadeira até o lado do Byun, empurrando Taehyung pro lado, que se assustou com o movimento repentino dela. – Conta pra gente o que ele fez com você bebê.

− Conta Baek. – o chinês incentivou. Não queria que o amigo fosse o ouvinte de sua própria história. O Byun tinha que se enturmar.

 

O castanho suspirou, e jogou os cabelos que estavam nos olhos. Não gostava de lembrar do passado, mas viu que a Jung era uma boa pessoa e que realmente estava interessada. Sentiu o cheiro de bebida vindo dela então provavelmente ela nem lembraria do seu nome no dia seguinte. Nem ela nem ninguém.

 

− E-Ele pediu que eu o ajudasse com literatura porque ele precisava de uma boa nota ou o treinador ia cortá-lo do time.

− Esses caras sempre são burros. Perceberam isso? – Irene resmungou, surpreendendo Sehun ao seu lado, pelo interesse na história.

− Bom... Nós nos encontrávamos depois da aula na biblioteca do colégio e eu o ajudava. S-Só que depois de um tempo ele começou a me dizer coisas...

− Palavras bonitas, elogios e etc. – A Jung completou. – Eles são todos iguais, só mudam de endereço.

 

Baekhyun riu tímido.

 

− Foi basicamente isso.

− Não foi só isso Baekhyun. – Luhan indagou exaltado, tendo a atenção de todos. – Aquele verme foi o seu primeiro beijo. Primeiro beijo de verdade, porque o Baek já deu um selinho em um garoto e em uma menina quando era menor. Foi a mãe dele que disse! Mas aquele idiota... Ele só fez isso porque estava cumprindo uma aposta!

− Como assim? Que filho da puta! – Irene indagou, revoltada.

− Como alguém pode fazer algo com um neném desses? – Krystal perguntou revoltada.

− Filho da puta é apelido! Depois desse verme, o Baek não foi mais o mesmo. Maldita hora que aquele filho da mãe apareceu na sua vida! Fora que muitos caras ficaram no seu pé depois.

− É verdade! Eu me lembro! – Jisoo encarou a todos. – Aqueles imundos diziam coisas... Imundas pra ele.

− Cantadas ridículas. – Nayeon concordou. – Eu lembro de um dia que nós saímos da educação física e um dos amigos do ex do Baek ficou enchendo o saco dele. Inclusive você Taeyong!

 

O Lee coçou a nuca, encarando o Byun, que tinha se encolhido. Realmente entrava nas brincadeiras dos outros e já tinha dado em cima do menor no colégio.

 

− Desculpa. Eu só fui na onde dos caras e não percebi que isso te deixava mal.

− Eu sempre esperava ele tomar banho pra gente voltar pra sala juntos. – Luhan concluiu.

− Teve uma vez que eu, Jisoo e Sunny, uma outra amiga nossa que não trabalha na empresa, entramos no banheiro masculino e encontramos aquele idiota do Yongguk provocando o Baek. – Seulgi bufou. – Ele queria beijá-lo a força e o Bang é imenso perto do Baek!

− O que vocês estavam fazendo no banheiro masculino? – Taeyong franziu o cenho.

− Salvando o Baekhyun. – ela retrucou, sorrindo amarelo. 

− M-Mas já passou. Foi passado, então isso não é mais importante. – Baekhyun estava odiando o rumo que aquela conversa estava indo. Odiava ser o centro das atenções.

− Não me conformo que você já tenha beijado alguém! Você é tão fofo, tão delicadinho! – Krystal apertou de leve as bochechas rubras dele.

− Baekhyun é mais parecido com a mãe dele. – Luhan explicou sorrindo. – Só tem o sorriso do pai.

− Seus pais estavam inspirados quando te fizeram, hein! – JongIn piscou pro menor, ouvindo os outros rirem.

− Pare de cantar todo mundo Kai! – Irene resmungou, mas riu.

− Ué, eu só tô dizendo a verdade.

− Baekhyun você tem que sair mais. – Lisa disse. – Você precisa conhecer gente nova, beijar bocas e ser feliz!

− É verdade. Você é lindo demais pra ficar em casa trancado. – Bambam concordou.

− Eu convido ele todo fim de semana pra gente sair, mas ele prefere ficar jogando vídeo game trancado no quarto ou lendo. – Luhan bufou.

− Nada disso, agora que sabemos de tudo nós vamos te arrastar pra sair. – piscou Hoseok.

− Olha, se querem realmente ajudar o amigo de vocês, seria melhor prestar atenção ao redor. Por que não começam por hoje mesmo? – JongIn sorriu de canto tomando a atenção de todos. – Tem um cara na mesa ali do lado, com um caneco de chopp, usando boné militar. Ele tá olhando em direção ao Baekhyun faz um tempinho.

 

Luhan desviou o olhar pra onde o Kim apontou discretamente e viu que realmente alguém encarava o amigo. Baekhyun desviou o olhar e bebeu o resto do seu drinque.

 

− Wow...

− Tem uma garota que tá de olho em você também, Taehyung. – Kai cutucou o outro que arregalou os olhos. – Na mesa de trás, uma com cabelo rosa.

− Q-Quê?

− Arrasando corações!

− Acho que eu preciso de mais uma bebida. – Baekhyun disse baixo, arrancando uma gargalhada de Krystal.

− Eu também. Que tal bebermos um whisky, huh?

− Vê se não mistura muito Baekhyun, você não é acostumado com bebidas. – o chinês avisou.

− É o último. Eu prometo.

− Krys, você viu a hora? – Irene chamou a atenção da amiga. – Temos que ir, esqueceu do voo?

− Puta merda! É verdade! – a Jung bufou.

− Vamos! Temos que terminar as malas.

− Aish! – Krystal pegou a mão do Byun e sorriu. – Se cuide bebê. Nos vemos por aí!

− Até mais senhorita Jung. – sorriu tímido.

 

Luhan desviou o olhar pra garrafa quando viu Irene selar os lábios de Sehun que estava à sua frente. Realmente era o casal perfeito. Os dois eram bonitos demais.

Krystal e ela se levantaram e se despediram de todos, dizendo que tinha sido um prazer conhecer todos eles. Ambas diziam a verdade, já que na maioria das vezes frequentavam festas sociais chatas e que ali tinha sido bem legal. Irene ficou responsável por dirigir já que tinha bebido pouco.

Chanyeol pediu que ambas mandassem mensagem quando chegassem em casa. JongIn ofereceu carona, porém as duas negaram e mandaram ele se divertir e cuidar dos outros.

 

− Com todo respeito senhor Oh, mas a sua namorada é muito linda! – Seulgi soltou, recebendo um cutucão de Sana. – Que foi?

− Obrigado. – Sehun sorriu. – Ela é mesmo.

− A senhorita Jung é totalmente diferente. Eu pensei que ela fosse fria como nas fotos, mas ela é muito divertida! – Taehyung sorriu retangular.

− Elas são doidas. – JongIn respondeu bebericando seu copo de whisky. – São doidas do bem.

− Se vocês me derem licença, eu vou ao banheiro. – Luhan se levantou. – Vamos comigo Baek?

 

O menor assentiu e se levantou seguindo o amigo, que não estava cem por cento bem das pernas. Segurou o braço dele e o seguiu em direção ao banheiro que ficava no fundo do bar. Entraram nas cabines do banheiro com azulejos verdes.

 

− Não acha que está na hora de irmos embora Lu?

− Ah, não! Tá legal Baek. Nós vamos voltar de táxi. – o chinês entrou em uma das cabines, e o Byun usou a do outro lado. – Você está bem? Tá com fome?

− Não, eu tô bem. Só um pouquinho tonto. – sorriu.

− Ah, isso é normal. Eu tô vendo dois de você já.

 

Os dois saíram das cabines e encontraram dois caras grandes com ombros largos e cabelos curtos usando fardas do exército, encostados na pia. Ambos caminharam até a pia de mármore branco pra lavar as mãos. Baekhyun se olhou no espelho feliz por não ter borrado os olhos. Passou os olhos pela parede até encontrar a máquina de secar as mãos, e um dos caras estavam encostados perto. Caminhou hesitante e focou o olhar em suas mãos enquanto sentia o ar quente secá-las. Viu que um deles era o mesmo que estava lhe encarando na mesa.

Luhan se aproximou do amigo e ambos secavam as mãos. O chinês não tinha percebido que os caras os encaravam, já que estava bêbado.

 

− Vocês dois estão acompanhados? – perguntou um deles, que estava encostado na pia perguntou.

− Sim. Temos a companhia um do outro. – Luhan respondeu naturalmente.

− Vão embora sozinhos também? – perguntou outro, se aproximando mais. – Se vocês quiserem nós podemos dar uma carona pra vocês...

− Não será necessário. – Luhan e Baekhyun se surpreenderam quando ouviram a voz de Sehun soar no banheiro. Viram ele e Chanyeol entrando pela porta e se aproximarem. – Amor, você demorou tanto! – Oh segurou o rosto do chinês e selou os lábios. – Você está bem? Quer ir pra casa amorzinho? – desviou o olhar dele e encarou os dois desconhecidos. − Obrigado por se preocuparem com eles.

 

Os dois soldados arquearam a sobrancelha, mas logo acenaram com a cabeça e saíram do banheiro. Baekhyun soltou o ar dos pulmões, aliviado. Sabia muito bem que os desconhecidos não queriam dar apenas uma carona. Luhan estava petrificado, com o rosto nas mãos do Oh.

 

− Mas que porra, foi essa? – o chinês perguntou voltando aos poucos de seu estado de torpor.

− Nós salvamos vocês. De nada.

− Por que você me beijou? – o loiro se afastou de Sehun o encarando sério.

− Pra te salvar? – indagou num tom óbvio.

− E quem te deu autorização pra me beijar?

− Luhan, foi só um selinho, ok? – Sehun revirou os olhos.

− Não interessa! Eu não te dei esse direito!

− L-Luhan, calma. Aqueles caras não eram legais, então, o-obrigada por virem. – Baekhyun fez uma pequena reverência.

− Você devia ser mais agradecido igual o Baek. – Sehun fez um bico fingindo estar chateado.

− Mas... – o chinês suspirou. – Olha, obrigado, mas eu não te dei o direito de me beijar, ok?

 

O loiro saiu do banheiro pisando forte, deixando Baekhyun sozinho com os dois. O menor que tinha as bochechas coradas, olhou pras próprias mãos.

 

− D-Desculpe senhor Oh, o Luhan...

− Tudo bem Baekhyun. – Sehun sorriu fraco pro menor. – Seu amigo está certo, eu não devia ter beijado ele.

− O Lu é meio grosseiro, às vezes. – sorriu amarelo. – Mas ele não faz por mal.

 – Bom... – suspirou o diretor. − Acho que eu vou me desculpar com ele.

 

Sehun sorriu e caminhou pra fora do banheiro. Baekhyun viu que tinha ficado a sós com o presidente Park, e não soube o que dizer ou o quê fazer. Uma, porque até o momento só tinha trocado um obrigado quando o mesmo lhe emprestou um lenço branco no dia anterior. Segundo, porque o cara simplesmente não tinha falado quase nada a noite toda. Apenas observou todo mundo e riu quando todos riam. Baekhyun perguntou se ele estava ali por vontade própria ou porque foi obrigado pelos amigos.

 

− Baekhyun?

− Huh?

 

O menor levantou o olhar e encarou os olhos castanhos escuros do maior.

 

− Vamos? Acho melhor você não ficar sozinho por aqui. – a voz rouca e séria soou pelo banheiro.

 

O menor apenas assentiu com a cabeça baixa caminhando em direção a porta, cogitando a possibilidade de pegar o amigo e ir embora. Tomou outro susto quando viu um cara desconhecido entrar com tudo e parar na sua frente. Arregalou os olhos assustado, e ficou mais apavorado quando viu o rapaz fazer ânsia. Antes de pensar em se afastar, sentiu seu corpo ser puxado pro outro lado e logo ouviu o cara colocar tudo que tinha bebido pra fora.

Abriu os olhos e viu Chanyeol próximo do seu corpo, com as mãos na sua cintura. Olhou pra cima e viu o olhar sério do Park, com suas sobrancelhas expressivas. Desviou o olhar pro cara atrás dele, mas foi impedido, quando sentiu a mão grande do maior tampar sua visão.

 

− É melhor você não olhar. Não queremos que você também passe mal, não é mesmo?

 

Baekhyun demorou alguns segundos, mas logo assentiu lentamente e fechou os olhos. Sentiu o mais velho retirar a mão de seu rosto e manteve os olhos fechados. Franziu o cenho sentindo o cheiro ruim começar a se espalhar pelo banheiro, então levou a manga de seu casaco até o nariz. Ouviu um riso soprado, porém manteve-se parado.

 

− Mas que droga cara! Você vomitou no banheiro! – ouviu a voz de uma mulher. – Eu vou chamar alguém pra limpar, não saia daí.

 

Baekhyun abriu os olhos aos poucos, encarando o peito do Park. Suspirou baixinho mordeu os lábios, como fazia sempre. Sentiu o celular vibrar no bolso e se afastou um pouco, pegando com a outra mão o aparelho.

 

 

− Alô?

− Oi! Baek?

− Oi.

− Você tá bem?

− Tô sim Beom. Aconteceu alguma coisa? – perguntou.

− Não. Só liguei pra avisar que eu não vou passar a noite em casa. Vou dormir na Suzy.

− Ok. Nenhuma novidade. – indagou irônico, revirando os olhos.

Você vai ficar bem? – o irmão mais velho perguntou preocupado.

− Vou sobreviver.

− Ok. Você já tá bêbado?

− Acho que sim. – fez um bico, se questionando.

− Já beijou alguém?

− Tchau, Baekbeom. – desligou o telefone e guardou o celular.

 

Baekhyun ouviu um riso soprado e encarou o Park, que estava lhe observando o tempo todo. Ele tinha ouvido tudo.

 

− Seu irmão?

− Infelizmente.

 

Chanyeol sorriu de canto e olhou pelo reflexo do banheiro que o cara tinha entrado em uma das cabines. Virou pra trás e viu que tinha como passar sem pisar e cair na poça de vômito.

 

− Vamos sair daqui.

 

O mais alto soltou a cintura e pegou a mão livre do Byun, puxando ele pra fora dali. Baekhyun viu o líquido amarelado no chão e franziu o rosto, dando um pulinho sobre o vômito, pra não pisar e finalmente sair do banheiro, diferente de Chanyeol, que apenas esticou a perna para passar sobre o vômito.

Os dois saíram do banheiro e desgrudaram as mãos.

 

− O-Obrigado senhor Park. – maneou a cabeça.

− Por nada. Venha, vamos pegar uma água pra você.

 

Baekhyun o seguiu sem pestanejar. Se aproximaram do balcão e o mais alto pediu a água. O Byun passou o olhar pelo bar, vendo que aos poucos as mesas estavam esvaziando. Perguntou-se que horas seriam. Tinha perdido a noção do tempo em meio as risadas e as bebidas.

 

− Aqui está. – Chanyeol entregou a garrafa de água. – Eu... Tenho que ir. Você pode avisar o Sehun?

− Aviso sim.

− Ok. Até mais.

− Boa noite senhor Park, e obrigado de novo. – Baekhyun sorriu pequeno e se afastou, voltando direto à mesa. Viu que a maioria conversava, exceto Seulgi que dormia no ombro de Jimin, e Hoseok que dormia sobre as batatas fritas que tinha pedido. Caminhou até a sua cadeira e se sentou vendo que Luhan estava com o rosto escorado nas mãos e tinha os olhos fechados. – Lu?

− Huh?

− Vamos embora? Você tá dormindo.

− Huh... – o chinês suspirou. – Deixa eu terminar essa garrafa aqui.

− Gente, acho melhor a gente ir embora. O pessoal todo tá dormindo aqui na mesa. – Jimin ajeitou Seulgi no seu ombro.

− Acho melhor mesmo antes que o Hope se afogue com uma batata. – Sana puxou o cabelo do Jung e tirou uma batata presa nos lábios dele.

− Ou que o Bambam babe na minha calça nova. – Lisa bufou já que o amigo tailandês estava com a cabeça em seu colo.

− Comecem a pedir o táxi, porque esse horário demora. – Jisoo bocejou.

− Olha, eu posso dar carona, tem quatro lugares no meu carro, quem quiser. – Kai ofereceu.

− Eu e Bambam aceitamos. Se não for muito abuso. – Lisa sorriu amarelo.

− Não vai. – o moreno sorriu. – Agora eu tenho dois lugares.

− Eu aceito. – Taehyung ergueu a mão.

− Eu também. Eu e Tae moramos no mesmo prédio. – Sana bocejou.

− Ok, agora eu não tenho mais lugares. – Jongin sorriu brincalhão.

− Eu posso levar o Baekhyun e o Luhan. – Sehun indagou encarando o chinês que estava cochilando sobre o ombro do amigo.

− Eu moro duas quadras daqui. Posso ir andando. – Taeyong indagou. 

− Eu aceito a carona. Moro perto do Baekhyun. – Nayeon sorriu.

− Eu moro uma quadra de diferença dela. – Jisoo levantou a mão.

− Ótimo.

− Eu levo o resto. – Jimin concluiu. – Vamos?

 

O pessoal se levantou e começaram a caminhar em direção ao caixa, vendo que algumas mesas estavam desocupadas e que algumas pessoas estavam chegando ao bar. Baekhyun tinha um Luhan grudado em suas costas, resmungando baixinho que estava com sono. O castanho sorriu e tentou não derrubar ele. A fila não estava tão grande e os atendentes foram ágeis. Entregou a comanda que marcava tudo que tinha bebido e entregou o cartão pra pagar.

Luhan com dificuldade enfiou a mão no bolso da calça jeans e pegou a carteira com a comanda entregando pro amigo. Baekhyun pagou pelo chinês e o abraçou, saindo da fila. Caminharam até a parte de fora e sentiram a brisa gelada tocar os rostos.

 

− Caralho, que frio da porra! – Seulgi se encolheu atrás de Jimin, sentindo o vento bagunçar os seus cabelos.

− Vamos entrar logo. – Sehun apontou pro Mercedes Benz GLC preto e os menores lhe seguiram. As duas garotas e Baekhyun foram atrás e Luhan foi na frente com ele.

 

Sehun seguiu as instruções das garotas e não demorou nem quinze minutos. As ruas estavam vazias então ajudou muito. Deixou Nayeon e Jisoo primeiro e estava parado em um sinaleiro de uma avenida principal. O menor bocejou e se encostou na janela.

 

− Baek, coloca o endereço do Luhan aqui no GPS. Eu deixo você primeiro e depois o levo.

− Tudo bem. – Pegou o celular do mais alto e digitou o nome da rua e o número do prédio que sabia de cor. – Olha. – entregou o celular novamente. – Na próxima rua você pode virar á direita. É a rua da minha casa.

− Ok.

 

Assim que o sinal abriu, Oh seguiu o caminho que fora indicado pelo Byun. Rapidamente chegaram na casa de dois andares com o pequeno jardim e estacionaram.

 

− É aqui?

− Sim. Obrigado senhor Oh.

− Por nada.

− Erm... Vai conseguir levar o Lu mesmo? Se quiser eu posso levar ele pra minha casa...

− Não se preocupe Baek, eu cuido dele. – Sehun sorriu. – Você tá meio tonto pela bebida e acho que não vai conseguir levar outro bêbado.

− É. – sorriu sem graça. – Não vai incomodar?

− Não mesmo. Pelo que eu vi aqui no GPS, ele mora a caminho da minha casa. Fica tranquilo.

− Ok. Então, boa noite. E obrigado pela carona.

− Não foi nada. Entra e tranca bem a casa. Eu espero você entrar.

− Ok, então. Boa noite senhor Oh.

− Boa noite Baek.

 

O menor abriu a porta do carro e saiu, caminhando até o portão, onde entrou e trancou, caminhando rapidamente até a porta. Virou pra trás e viu que Sehun lhe olhava do carro então acenou, e entrou na casa. Trancou os dois trincos da porta e conferiu se a porta dos fundos. Estava passando pela sala com as luzes apagadas e não viu uma mesinha que tinha no canto. Reprimiu um grito quando sentiu o dedinho do pé colidir com o móvel.

Levou a mão até a boca e suspirou, xingando mentalmente. Caminhou pelas escadas, se segurando pra não cair, e conseguiu com sucesso, até chegar ao pequeno corredor e tropeçar sozinho no tapete da sua mãe. Por sorte não caiu, e do nada começou a rir. Sabia que se Luhan estivesse junto já teria rolado a escada de tanto rir.

Caminhou com cuidado até a porta do seu quarto e a trancou. Tirou o casaco e o jogou no chão, antes de puxar as cobertas e se jogar na cama.

 


Notas Finais


comenteeem bb <3


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