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História Hinata and The Phantoms - Capítulo 2



Notas do Autor


Oie gente!! Aqui é a @LobaGalactica, quem aí tava ansioso por mais um capítulo?!


Esperamos que gostem e Boa leitura!!

Capítulo 2 - Aparição


— Pai, essas foram as últimas caixas — Hinata avisou ao deixar com alívio as cinco caixas de mudança que equilibrava nos braços há alguns instantes. Livre dos pesos, a perolada se esticou e sentiu os ossos estalarem, respirando fundo em seguida. Estava exausta por conta da mudança, mas o trabalho estava longe de terminar. 


— Obrigado, querida — Hiashi agradeceu de costas, ocupado demais na bagunça de caixas, bagagens e móveis embalados. Tinha que arrumar ao menos os quartos naquele dia, para que suas filhas dormissem bem. — Filha, você pode levar essas caixas para a garagem? Com essa bagunça toda não consigo nem pensar direito! Onde está Hanabi? 


A Hyuuga caçula saltou dentre algumas caixas, completamente sapeca. Do contrário dos mais velhos, estava se divertindo com a situação, e acabou arrancando risadas dos demais.


— Leve as caixas enquanto peço algo para comermos — o pai pediu novamente, seguindo para fora de casa com sua filha mais nova em seu encalço. 


Cansada, Hinata mais uma vez se debruçou sobre as caixas que havia acabado de pôr no chão e as levantou, andando cuidadosamente enquanto tentava enxergar, já que os pacotes estavam à sua frente. Com um pouco de esforço, finalmente conseguiu chegar à garagem e  deixou mais uma vez as caixas no chão empoeirado. 


Com felicidade, notou que havia um sofá no local e lá se esparramou a fim de descansar, mas se distraiu ao perceber que não havia só um sofá como também prateleiras repletas de pertences dos antigos moradores, assim como alguns instrumentos. Teve que esfregar os olhos para ter certeza de que não estava tendo ilusão, e decidiu investigar o que os antigos moradores haviam deixado naquela garagem.


Hinata levantou e aproximou-se dos instrumentos que estavam em uma caixa perto de si, ela a pegou e logo identificou o que parecia ser uma guitarra um pouco empoeirada, logo depois um microfone e peças do que parecia ser uma bateria. 


"Os antigos moradores pareciam  gostar bastante de música", pensou ela. 


Depositou a caixa no chão e foi em direção às prateleiras,  nelas havia um pouco de livros, decorações  e CD’s antigos.


Curiosa do jeito que era, pegou alguns deles e começou sua busca por um rádio. Assim que achou o objeto, o levou até o sofá, colocou um dos CD’s e esperou pelo áudio. Nada. E a mesma coisa aconteceu com os outros cinco. 


Em sua última tentativa de ouvir o que estivesse gravado em algum daqueles CD's, começou a desanimar quando percebeu que aquele também não funcionaria, mas para sua surpresa, uma música animada começou a ecoar pelo cômodo.  


Contagiada pela música, ela batia o pé no ritmo, limitando-se  a dançar timidamente. Não conhecia a melodia e muito menos a letra, mas era muito boa. Olhou a capa do CD, vislumbrando a logo de ao que parecia ser uma banda antiga. “Konoha Fire” era o nome, composta por três integrantes e uma série de canções. 



Em certo momento, Hinata começou a ouvir ruídos. De  início achou que fosse parte da música, mas percebeu que não e que também não eram ruídos e sim, gritos! 


Gritos ensurdecedores.


Na tentativa de abafar o barulho,  colocou as mãos nas orelhas, ato que não funcionou muito bem. Ela  se levantou e se apressou em desligar o rádio, mas antes disso, três garotos caíram a sua frente depois de um clarão. 


Recuperados da queda, se levantaram e olharam brevemente para os lados, analisando o local onde estavam.


— Ué, como viemos parar aqui? — Um deles perguntou.


Até  o momento eles não tinham notado que Hinata também estava ali, então ela  acabou gritando, ganhando assim a atenção dos três que gritaram de volta ao finalmente perceberem outra presença. Berraram e berraram, uma orquestra de gritos sem fim enquanto encaravam uns aos outros.


A Hyuuga saiu correndo, encontrando seu pai e irmã que se aproximavam da porta.


— Opa, o que aconteceu? Está tudo bem? — Perguntou Hiashi, segurando os ombros da filha mais velha que estava mais pálida que o comum.


— Eu vi… Alguma coisa. — Hinata olhou na direção da garagem, trêmula. Era incapaz de formular uma frase coerente, tampouco explicar o que havia acontecido ali.


— Legal! O que você viu? Ratos? Aranhas? Morcegos?! — Hanabi perguntou animada.


— Pior! — arregalou os olhos, tentando respirar normalmente. Como explicaria o que acabou de acontecer, quando nem ela era capaz de entender?! — Fantasmas! 


— Legal. — Comentou Hanabi, embora não tivesse acreditado tanto assim.


Hinata abriu a porta às pressas e correu na direção de seu quarto, começando  a caminhar de um lado ao outro.


— Fantasmas não existem… — Murmurou para si mesma, na tentativa de colocar na cabeça que o que tinha visto não  poderia ser  real. — É, eu posso ter me enganado. — Concluiu sua linha de raciocínio, aliviada por ter chegado a um consenso consigo.


Hinata olhou para sua janela e em um ato de  extrema coragem, caminhou para fora do quarto para ir até a garagem novamente. 


— Oi? — Falou ela assim que parou perto da porta. — Tem alguém aí? 


"Por favor, se tiver, não responda", pensou ela parando seu olhar nas caixas onde havia visto os instrumentos e foi até lá.


— Sabia que tinha me enganado. — A Hyuuga falou indo até o centro da garagem e sorrindo  ao perceber que estava realmente enganada.


Hinata verificou mais algumas coisas e quando se virou para ir embora, pareceu que sua alma havia saído de seu corpo. Ela ficou pálida e se apoiou na mesinha de centro, sem reação. Seu olhar estava fixo nos três rapazes à sua frente, os mesmos de antes. 


— Oi! — Um deles sorriu e levantou uma das mãos para a cumprimentar.


— Quem é vo.. — O outro se aproximou mas parou de andar ao perceber um objeto voar em sua direção, ele não teve tempo de desviar e para a surpresa da garota, o objeto passou reto.


— Não se aproximem! — Falou ela, segurando  uma caixa vazia a qual estava pronta para disparar mais uma vez.   Estava tão nervosa que até mesmo havia errado o alvo, e por isso teve a impressão de que passou direto. Só podia ter sido aquilo. — Quem são vocês e o que estão fazendo aqui?   


Os rapazes estavam tão confusos quanto a jovem, pois repentinamente estavam naquele local tão desconhecido para eles, mas ao mesmo tempo um pouco familiar. Não sabiam como aquilo era possível, mas só o fato de terem sido teletransportados para lá já tomava espaço o suficiente em suas mentes para pensar. O que estava acontecendo? Quem era aquela garota, como haviam ido parar lá? Que lugar era aquele? 


— Olha moça, sei lá como viemos parar aqui, mas pare de nos atacar!


— Estávamos naquele quarto branco e depois viemos para cá. 


Hinata ergueu uma das sobrancelhas em descrença, encarando o jovem que havia dito aquela frase.


— Quarto branco? É sério? — Segurou a caixa com mais firmeza, pronta para jogá-la em um daqueles rapazes novamente, se necessário. — Vou perguntar mais uma vez. Quem são vocês?


— Bom, eu me chamo Rock Lee e é um prazer enorme conhecer… A minha bateria! — Exclamou animadamente, apontando na direção das caixas, ele não conseguiu se aproximar muito por causa das ameaças de Hinata mas claramente havia reconhecido o seu instrumento.


Lee voltou para perto dos amigos e então  começaram a tentar entender o que estava acontecendo. Sem chegarem a um consenso, os três se viraram e observaram a garota.


— Me chamo Naruto e estes são Kiba e Rock Lee. Olha, realmente não sabemos como viemos para cá,  mas conseguimos uma grande conquista ontem e...


— Espera, já é de dia?! Temos poucas horas para nos aprontarmos! — Kiba exclamou, estupefato. Haviam dormido tanto assim? Aliás, como haviam dormido se estavam naquele quarto branco? Algo parecia errado. Só podia ser um sonho! 


Hinata os observava assustada e desconfiada há metros de distância, protegendo-se com todos os objetos ao seu redor e pronta para atacar. Entretanto, os rapazes pareciam muito mais entretidos em discutir entre si sobre atrasos, shows, choros de Lee e lamen. 


— Ei! — Naruto se aproximou de Hinata mas deu alguns passos para trás ao ver a garota erguer uma das caixas. — Só queria saber como podemos chegar até a Times Square.


— Vamos nos apresentar hoje à noite lá — Kiba sorriu e se aproximou com os braços abertos, sendo atingido pela caixa e assim como o outro objeto, a caixa passou direto  por ele.  — Ai… ué?


— Meu Deus! Como… Como você fez isso? 


O Inuzuka se tocou apressadamente para constatar se estava tudo em ordem, e mais uma vez viu um CD ligeiramente conhecido passar por seu corpo, como se ele fosse apenas uma miragem. 

 

Em um ato de coragem, Hinata deu um salto e tentou tocar o rapaz mais próximo de si - e o escolhido foi Naruto. Contudo, ao esticar suas mãos na direção do loiro, estas passaram direto, fazendo com que todos ali presente gritassem em conjunto por longos instantes, afastando-se uns dos outros. 


— O que aconteceu com a gente?! — Berrou Naruto, incrédulo.


— Meu Deus! — Lee começou a ficar agitado, ele tentou pegar algum objeto que estivesse perto, mas continuou imóvel, intacto. Frustrado, abriu os dois braços, acertando Kiba que estava ao seu lado. — Desculpa.



O Inuzuka  caiu no meio de algumas caixas, sendo o foco de atenção de todos.


— Eu tô bem. — Falou ele, ainda deitado entre as caixas, em um movimento rápido, se levantou apontando para uma das caixas que havia caído em cima. — Minha Guitarra! 


"Hum? Então essas coisas são deles?", pensou Hinata, caminhando até a caixa e pegando o CD que ouvira a música poucos minutos antes dos rapazes aparecerem.


Ela intercalou o olhar para a capa e para eles, fez isso repetidas vezes.


— São vocês aqui! Mas… Isso não pode estar  acontecendo. É impossível! Isso é uma espécie de pegadinha? — Falou pegando seu celular. Pesquisou no google o nome da banda e se surpreendeu por ela realmente existir. Além disso, se realmente fossem eles os reais integrantes da tal banda, não deveriam estar… velhos? Ela podia jurar que tinham a sua idade, olhando de perto! 


A perolada franziu a testa e escorregou seus dedos pela tela do aparelho por alguns instantes, tentando absorver ao menos informações que lhe esclarecessem algo naquele momento. 


— Pesquisei no Google o nome da banda de vocês. Como isso é possível?


— Google? Quem é esse? — Perguntou Kiba, desconfiado. Já tinham fãs?! 


— Google, ué! — Hinata estendeu seu celular à frente dos rapazes que já haviam se reagrupado. Ao verem que a jovem louca se aproximou mais uma vez, saltaram para trás no susto, acreditando que seriam mais uma vez atacados - e dessa vez por um objeto menor, porém brilhante e surpreendentemente continha fotos e informações sobre sua banda. Sua logo estava estampada no objeto retangular, o que levou os meninos a acreditarem que se tratava de… magia.


— Que é isso?! — Naruto pôs os braços protetoramente à frente dos amigos, inspecionando o objeto esquisito.


— Um celular… — Hinata não os levou a sério, mas respondeu mesmo assim.


— Fascinante! Que objeto mágico incrível! — Comentou Lee  ao observar atentamente o celular.


A perolada direcionou seu olhar para Lee, confusa. Abriu e fechou a boca várias vezes, pensando se diria ou não.


— Enfim… — Resolveu ignorar. — Como já havia falado, pesquisei o nome da banda e…


— Olha, já temos fãs! — Kiba  sorriu e  bateu no ombro de Naruto, fazendo os outros dois jovens sorrirem orgulhosos. Pelo visto haviam feito sucesso apenas na noite em que tocaram para os empresários, e isso era um feito enorme.


— Imaginem quando nós tocarmos na Times Square! — Naruto exclamou, animado.


Os três garotos envolveram-se em comemorações e conversas animadas e sonhadoras, mas que foram rapidamente dispersas ao ouvirem o que a jovem tinha a dizer:


— Gente… Aqui diz que vocês morreram. Vinte e cinco anos atrás.


Os quatro se entreolharam, piscando várias vezes.


— Que? Não, não. Isso é impossível. — Naruto franziu a testa. Certo, muita coisa parecia fora do normal naqueles últimos minutos, mas… morte? Não, aquilo já era demais.


— Ah, é? E como estamos aqui, então? — Kiba indagou, batendo nos ombros dos amigos como se estivesse provando à garota que estavam mais vivos que nunca. 


— Se vocês não acreditam, vejam com seus próprios olhos — Hinata bufou, aproximando-se novamente com o celular à sua frente. Vencidos pela curiosidade, os garotos se agruparam ao redor da baixinha, observando atentamente o visor de seu aparelho. — Então, estão vendo? Não são vocês? — perguntou, apontando para fotos dos rapazes. — Aqui diz que vocês morreram por causa de… lámen? Sério isso? 


— É verdade! Estávamos comendo lámen em uma hora, e na outra estávamos em um quarto branco ouvindo o Lee chorar por muito tempo. — Naruto pôs o dedo indicador no queixo, lembrando-se do lamen horrível que estavam comendo. 


— Espera aí. Se isso for realmente verdade, eu chorei por 25 anos?! Eu fiquei chorando por 25 anos?!


— Sim. — Kiba concordou, cansado só de lembrar de toda aquela choradeira. 


Contudo, uma nova voz ressoou pelo ambiente, chamando a atenção dos quatro jovens. 


— Ei Hinata, tá’ tudo bem? — Hanabi apareceu de repente, caminhando na direção da irmã mais velha — Está conversando com quem? — olhou ao redor curiosa, e a Hyuuga mais velha teve pouco tempo para processar o fato de que sua caçula não havia visto as mesmas coisas que ela estava vendo.


— Com ninguém. — Sorriu e respondeu rapidamente.


— Você realmente precisa fazer mais amigos, está começando a ficar paranóica. Vem logo, papai está nos chamando para jantar.


Hanabi  lançou um último olhar desconfiado na direção de Hinata, olhou ao redor e deu de ombros, saindo da garagem.


— Meu Deus, ela não viu a gente! Como ela não viu a gente?! — Exclamou Kiba, olhando para seus amigos como se estivesse verificando se aquilo realmente era verdade.


— Nós morremos mesmo… — Naruto suspirou, confuso enquanto tentava absorver aquela ideia absurda.


— Viramos fantasmas! Achei que isso não existia. — Falou Lee, se aproximando para tentar pegar qualquer objeto que estava a sua frente e falhando miseravelmente. 


— Acho que realmente entramos pra’ história… só que dos fantasmas! — Kiba retrucou. 


Houve um grande momento silencioso entre as figuras, e Hinata limitou-se a compadecer-se à situação. Era surreal o que estava vivenciando, e cogitava estar ficando louca por começar a naturalizar aquela cena. Ela estava, de fato… acostumando-se com aquilo? Só podia estar pirando! Fantasmas nem existiam há poucas horas, e de repente ela estava lidando com três de uma vez. E, ao que parecia, nem experientes eles eram. 


— Lee, você está chorando? — ouviu Naruto perguntar, incrédulo. À sua frente, Rock Lee secava seu rosto avidamente, virando-se de costas em seguida. 


— Vocês me viram chorar por 25 anos e não fizeram nada, por que se preocupar agora? Humpf — cruzou os braços, indignado. Em contrapartida, Kiba e Naruto entreolharam-se, cansados. Aquele dia só piorava! 


— Lee, não é hora de drama. Temos coisas mais importantes a saber no momento, como por exemplo… — o Inuzuka pendeu a cabeça, pensativo, e seu amigo loiro completou seu pensamento em seguida.


— Como você pode nos ver e ouvir, mas sua irmã não? — questionou em direção à Hinata, mas esta já não estava na garagem. 


"Eu posso estar enlouquecendo", Hinata pensou ao abrir a porta e caminhar em direção a mesa de jantar.


— Finalmente! Você demorou. — Comentou Hanabi, cruzando os braços.


— Desculpa.


Hiashi se levantou, pegou alguns pratos e se aproximou com uma caixa de pizza nas mãos, Hanabi fora a primeira a pegar um pedaço. O  jantar seguiu normalmente, eles conversavam e riam  das piadas de Hanabi, mas por um momento os pensamentos de Hinata se voltaram aos três garotos, estes que tinham acabado de entrar na casa.


— Casa bonita. — Lee assobiou ao avaliar a estrutura. Estava um pouco mais calmo, muito embora a situação estivesse longe de ser normal. 


— Ei, você não respondeu a minha pergunta. — Disse Naruto indo em direção a mesa.


Hinata espalmou ambas as mãos na mesa e o que era para ter sido uma fala calma e controlada, foi totalmente o oposto.


— Eu não sei! — Falou alto demais, atraindo a atenção de sua família. Ela olhou raivosamente na direção do loiro que murmurou um "desculpa" e se afastou, ligeiramente amedrontado com o gênio daquela jovem.


Hiashi e Hanabi olharam para onde o trio estava parado, depois voltaram suas atenções para a garota. 


— O que está acontecendo? — Hiashi perguntou, preocupado. Hinata o olhou, ela não poderia dizer que estava conversando com fantasmas, ele poderia achar que estava louca! Mas talvez estivesse..


— Ela também estava conversando sozinha lá na garagem. — Hanabi falou despreocupadamente, mas na verdade estava achando sua irmã mais anormal que o comum.


— Ih... É, eles não podem ver a gente. — Kiba constatou. — E causamos uma situação e tanto.


Hinata olhou feio na direção dos rapazes, depois se debruçou sobre a mesa, murmurando o que ela poderia ter feito para aquilo estar acontecendo com ela. 


Hiashi ainda olhava na direção das escadas - onde os garotos estavam -,  enquanto Hanabi mordia um pedaço de Pizza e cutucava a irmã. 


— Não passou da idade de ter amigos imaginários? 


A irmã mais velha formou um grande bico nos lábios e alternou seu olhar para Hanabi, que apenas deu de ombros. Talvez a mudança tivesse acabado com os últimos neurônios restantes de Hinata, por isso estava agindo tão estranhamente. 


— Não são amigos imaginários — retrucou, completando mentalmente com “quem dera se fossem”. 


— Consegui arrumar os quartos de vocês enquanto estava na garagem, amanhã só vou precisar de ajuda para limpar e tirar as últimas coisas da caixa. Ah, e instalar o aparelho de internet, televisão e telefone — Hiashi listou os afazeres, tendo certeza que havia deixado algo de fora. Contudo, o pior já havia passado, e poderia descansar bem àquela noite.  


— Sem problemas, pai. Desculpe não ter ajudado tanto — mordeu a pizza sem vontade, visualizando os meninos subirem as escadas curiosamente. Eles olhavam para todos os lados, como se estivessem em uma excursão de um museu muito interessante. 


— Não se preocupe com isso, querida. Pode arrumar seu quarto, quando estiver melhor. Deixei seus pertences pessoais nas caixas em cima de sua cama, é só organizar de seu jeito. 


Naquele momento, ouviram uma porta bater, e os três levantaram-se em alerta. 


Franzindo a testa, Hiashi segurou a faca nas mãos e pediu que suas filhas esperassem ali, contudo Hinata não se deteve e seguiu seu pai, já sabendo o motivo do barulho suspeito.


— Tenho certeza de que não é nada, pai… foi só o vento! — deu uma risada nervosa, mas o homem olhou feio em sua direção por tê-lo seguido. 


— Volte para perto de sua irmã imediatamente. O barulho veio de seu quarto, tenho certeza. É a única porta que estava fechada, e as janelas estão trancadas, não tem como o vento entrar aqui. 


Comprovando suas suspeitas, ao se aproximarem da porta delicada e lilás, ouviram um baque seguido de vários outros. Sem pensar, Hiashi invadiu o quarto com a faca à frente, acertando em cheio as costas de Lee… que não sentiu nada.


Hinata gritou devido o susto, mas o objeto atravessado num corpo que não era material era terrivelmente assustador. 


— Vi-viu? Não era nada… — falou nervosa, enquanto os meninos encontravam-se parados feito estátuas devido ao susto. Ainda não haviam se acostumado cem por cento com a ideia de simplesmente não existirem mais no mundo dos vivos, por isso quase gritaram quando a porta se abriu de repente, revelando um assustador homem que carregava uma faca e uma carranca incrivelmente brava.


Hiashi olhou para o quarto de Hinata, se certificando de que não havia ninguém.


— Que estranho… — franziu a testa ao constatar que realmente não tinha como ser alguém fazendo aqueles barulhos. Será que alguma janela estava aberta e não havia percebido? Realmente deveria estar cansado, pois sua mente lhe pregou uma peça das grandes.


— O que aconteceu? — Hanabi apareceu ficando entre seu pai e irmã, ela observava o quarto procurando por alguma coisa fora do lugar, mas além da caixa e pertences derrubados no chão não havia mais nada incomum para tanta preocupação.


— Acho que falei para esperarem na mesa. — Hiashi disse, olhando seriamente para as filhas.


— Vocês estavam demorando. — A menor cruzou os braços, indiferente à bronca que seu pai tentou lhes dar. Não era mais uma bebêzinha, e tinha o direito de olhar de perto o que estava acontecendo.


— Isso é tão estranho! — Naruto comentou se aproximando de Hiashi e tocando em seu ombro. O homem nem se moveu.


Hinata intercalou seu olhar entre sua família e o trio de rapazes, sem saber o que fazer.


— Vou arrumar minhas coisas. — Se aproximou de uma das caixas. 


— Já está tarde, acho melhor dormir. Além de tudo, não se esqueça que suas aulas começam amanhã também — Hiashi a lembrou em tom de aviso, observando a filha curvar-se diante a frustração. — Vamos, filha… é um ano novo, não desista de seu dom. Vai conseguir mostrar para todos o quanto é talentosa! 


O homem se aproximou da filha mais velha e deixou um beijo carinhoso em sua testa, desejando-lhe boa noite em seguida. A mais nova inspecionou o quarto outra vez antes de encarar profundamente sua irmã, pensando no quanto ela estava estranha, e também desejou boa noite ao fechar a porta assim que saiu. 


Aliviada, Hinata abaixou-se e recolheu seus pertences e a caixa, olhando de canto de olho os rapazes que passeavam por seu quarto como se fosse deles também. 


— Como conseguiram derrubar a caixa e bater a porta? Achei que não conseguissem tocar em nada material. — perguntou, confusa. 


— Também pensamos isso, mas de alguma forma Lee conseguiu tropeçar e bateu a porta. Por isso, quando seu pai entrou, ele era o mais próximo da entrada — Kiba explicou o ocorrido, embora não tivesse respondido de fato a pergunta. 


— E a caixa foi culpa minha, estava curioso quanto ao seu caderno, e de alguma forma consegui derrubar a caixa — Naruto coçou a nuca, culpado, e apontou para o pequeno e simples bloco que encontrava-se no chão, próximo à cama. 


Hinata arregalou os olhos e tomou seu caderno de músicas particular no ato. Era pessoal demais, ainda que fossem apenas músicas de sua autoria. Era tímida demais, mal conseguia cantar na presença de outras pessoas, tampouco mostrar suas canções particulares. 


— Por quê? Queria invadir minha privacidade?! 


— Não, não é nada disso! — negou avidamente, puxando de seu bolso sua agenda simples e surrada — É porque eu também tenho um, onde escrevo… escrevia músicas — completou em voz baixa. Estava morto… nunca mais faria músicas de novo. 


Hinata abriu e fechou a boca algumas vezes, sem saber o que responder. Ela apenas observou o loiro e sentou na cama, estava tentando se acostumar com a ideia de fantasmas existirem. Não entendia o motivo deles estarem ali, não era para estarem no céu ou algo do tipo?


— Podem sair do meu quarto? Amanhã eu tenho aula, então… 


Não precisou falar muito, os meninos entenderam que ela precisava dormir, então se apressaram em sair do quarto.


Hinata se deitou e encarou o teto, era muita coisa acontecendo em um só dia, amanhã iria levantar um pouco mais cedo para ajudar seu pai, se arrumar para ir à escola, e é claro, descobrir o porquê  de ter três fantasmas adolescentes morando em sua garagem. 


A perolada suspirou e se remexeu inquieta na cama muitas vezes antes de conseguir enfim adormecer, vencida pelo cansaço do dia completamente exaustivo e surpreendente. 



Notas Finais


Foi isso, gente!! E aí, o que acharam? Não precisa ter vergonha, viu?
Comenta aí ksks

Até o próximo capítulo 💜💜


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