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História Hired Killers - Capítulo 5


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Notas do Autor


Sim gays, eu esqueci que hoje era dia de atualização
Eu tava aqui assistindo os videos aleatórios do nct quando eu me lembrei que hoje é quinta e que quinta é dia de atualização. Vocês devem estar querendo me comer viva por causa do capitulo anterior, masssssssssssss, por favor, não me mate antes de eu concluir a história
E estamos chegando ao fim, falta apenas mais dois capítulos para serem postados :(((
Enfim, tenham uma boa leitura

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Hired Killers - Capítulo 5 - Capítulo 4

Quando Kyungsoo tinha dezessete anos a última coisa que ele imaginava era que algum dia mataria alguém. Estivera em um relacionamento abusivo durante um ano e sete meses e tinha sempre que arrumar um jeito de tampar os machucados antes de voltar para a casa. Sua mãe conhecia Yifan, contudo jamais imaginaria que ele deixava marcas dolorosas em seu corpo.  

Durante muitas noites cogitou contar para a genitora tudo que acontecia entre ele e o Wu, mas sabia que aquilo poderia piorar ainda mais a situação. Não sabia do que o – na época – namorado era capaz de fazer com sua mãe, tinha medo dele acabar agredindo-a assim como fazia consigo.  

Depois de dar a facada no ex namorado jurou para si mesmo que jamais tocaria em uma arma para machucar alguém, porém, agora toda essa promessa não valia de nada. Estava com tanto medo de confirmar que havia de fato matado alguém, não conseguia levantar do chão, por mais que seus joelhos implorasse por aquilo.  

Na posição que estava, olhou para ambos corpos a sua frente, uma pessoa ainda respirava e a outra já havia parado a alguns minutos. Não queria acreditar que tinha o matado, queria fechar os olhos e acordar daquele pesadelo, queria que aquele dia jamais tivesse acontecido, assim como vários dias da sua adolescência.  

Viu de relance quando o outro rapaz se levantou do chão. Encolheu-se assim que o mesmo chegou mais perto. 

– Está tudo bem agora. – Ele dissera assim que se agachou a sua frente. – Não precisa ter medo de mim, Soo.  

Kyungsoo não tinha medo de Jongin, mas encolher-se de medo fora quase inevitável. Estava apavorado, havia matado Yifan, teriam que esconder aquele corpo e sem sombra de dúvidas passaria noites pensando naquilo, assim como fizera na adolescência, quando achou que havia matado-o.  

– O-oque... o que vamos fazer com o corpo? – Sua voz era baixa e trêmula.  

Jongin levantou-se novamente e pegou seu celular no chão, que havia caído de seu bolso em algum momento da briga. Discou o número de Junmyeon e esperou um tanto agoniado até que ele o atendesse, quando o fez o Kim fora rápido em dizer que ele precisava ir até o local em que estavam para que ele o ajudasse a esconder um corpo.  

Alguns minutos depois ele chegara em uma caminhonete, onde jogaram o corpo ali para que o levassem a um lugar para enterrá-lo. O caminho até uma floresta abandonada fora um completo silêncio, ninguém ousou dizer uma palavra e a única coisa que podia se ouvir era o choro baixinho de Kyungsoo.  

Fizeram uma cova em um lugar bem longe de tudo e de todos, jogaram o corpo grande de Yifan e então fecharam. O caminho de volta foi ainda mais silencioso, pois não podia se ouvir nem o chorinho de Kyungsoo, contudo, quando estavam próximos da casa do casal Junmyeon fez questão de cortar o silêncio, coçando a garganta.  

– Bom, tentem esquecer o que aconteceu essa noite, ficar revivendo isso não fará bem a nenhum dos dois. – Junmyeon dissera enquanto estacionava o carro na porta da casa.  

Kyungsoo fora o primeiro a descer da caminhonete e entrar na casa, Jongin ainda ficou assentado no banco ao lado de Junmyeon, ambos em silêncio tentando controlar suas mentes barulhentas.  

– Quer me contar o que aconteceu? – Perguntou o Kim mais velho. Não havia tocado no assunto desde então por ter visto o quão abalado o Do ainda estava com toda aquela situação. 

Jongin ainda se manteve calado por longos segundos antes de começar a falar.  

– Eu não faço a mínima ideia de quem era aquele homem, mas algo dentro de mim só queria que Kyungsoo não tivesse um pingo de arrependimento de tê-lo mandado para o inferno. Ele estava correndo daquele homem, estava visivelmente assustado com a presença dele, então sei que ele provavelmente fizera algo no passado com Kyungsoo. Ele ia bater no meu namorado, ele o puxou pelos cabelos na minha frente e eu não ia ficar de braços cruzados sem fazer nada. Eu estava cego de raiva, por isso não hesitei em mandá-lo atirar, pouco me fodendo se poderia ser eu quem estaria morto agora. Eu vou proteger o Kyungsoo até o último dia de minha vida, Junmyeon.  

– Entendo, Jongin. – Suspirou pesadamente. – Bom, acho melhor você entrar, Kyungsoo deve estar precisando de você. – Observou Jongin confirmar e se retirar do carro. – Ei, Kim! Sei que vocês dois estão conturbados com isso, mas tentem descansar, e, não é querendo ser inconveniente, amanhã temos um alvo para abater, estejam psicologicamente preparados. Pelo menos será a última vez que matará alguém.  

– Certo. – Forçou um sorriso e colocou as mãos dentro dos bolsos da calça, então caminhou para a casa.  

Chamou por Kyungsoo assim que entrou na sala, porém não obteve resposta. Continuou a adentrar os cômodos até encontrá-lo no banheiro, encarando o próprio reflexo no espelho. Ainda havia lágrimas nos olhos negros do Do, mas ele parecia relutante para que não as deixasse cair, suas mãos seguravam fortemente a pia.  

Jongin aproximou-se dele e lentamente começou as despi-lo. Depois de completamente deixar Kyungsoo completamente nu, o Kim também tirou suas próprias roupas e então o levou para a banheira que havia botado para encher enquanto ainda estava tirando suas roupas.  

Esperava que a água morna fizesse com que o corpo de Kyungsoo ficasse menos tenso. Queria tirar de sua mente todas as lembranças daquela noite, queria fazê-lo esquecer de tudo aquilo, queria tirar o Wu de suas lembranças, queria poder voltar no tempo para que pudesse ter protegido Kyungsoo antes que aquela tragédia chegasse acontecer.  

Era frustrante não poder fazer tudo aquilo.  

Kyungsoo parecia estar apenas se deixando levar, deixou-se ser ensaboado pelo outro, deixou que ele o secasse e que ele o trocasse. Deixou que o botasse na cama para que ambos pudessem descansar seus corpos, já que dormir era algo que eles sabiam que não iriam conseguir.  

O silêncio reinou durante toda a noite e boa parte da madrugada, e, quando o relógio batia as três da manhã, Jongin ouviu Kyungsoo chorar. Não sabia o que dizer, apenas o puxou para mais perto e o abraçou, acariciou seus fios negros tentando passar por ali todo amor e carinho que queria dar a ele.  

– Jongin... – O Do chamou, sua voz saíra por um fio e se não estivessem tão perto um do outro ele provavelmente não teria o ouvido. – Eu sou um monstro, não sou? 

Ele sentiu o coração apertar com a frase proferida pelo outro, Kyungsoo não era um monstro por matar alguém que o fizera tão mal no passado, aliás, será que ele também achava que o Kim fosse um monstro? Afinal, ele havia matado tanta gente – por mais que fosse apenas o seu trabalho.  

– Você não é um monstro, Soo. Você fez aquilo apenas para se defender. – Respondeu. – Não precisa se preocupar, não vou deixar que ninguém encoste um dedo sequer em você amor. Eu cuidarei de você para sempre. Eu te amo.  

 


Notas Finais


Vejo vocês no domingo


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